FELIZ NATAL...HIPÓCRITA!


Estamos no período natalino, onde pessoas se reúnem com a família, confraternizam-se com amigos, etc, tudo em comemoração ao nascimento de Jesus, ocorrido a dois milênios atrás. Ainda que não se saiba a data de seu nascimento, pelo menos se sabe que não ocorreu em dezembro, pois o frio intenso impediria um bebê de ficar em uma manjedoura e de haver homens pastoreando à noite. O 25 de dezembro foi oficializado pelo Papa Libério no ano de 354 d.C., com o intuito de atrair os pagãos que comemoravam o nascimento do deus-Sol invicto e a Saturnália, onde havia orgias. Foram absorvidos muitos símbolos pagãos neste intento de “cristianizar” as práticas pagãs. Hoje não podemos aceitar o discurso extremista de que não podemos festejar o nascimento de Jesus simplesmente porque a data tem origem pagã . A circuncisão e o batismo já existiam em outras religiões antes mesmo da fé judaico-cristã, por exemplo, e nem por isso foram descumpridos, além de que os enfeites natalinos hoje visam tão somente a ornamentação, e não um rito litúrgico pagão. Convém lembrar que os próprios anjos louvaram a Deus pelo nascimento do messias(Cf. Lucas 2.13,14), e portanto não há nenhum problema em se alegrar à semelhança destes.
Mas... será que temos nos alegrado mesmo com o nascimento de Jesus? Hoje muitos se dizem cristãos em virtude da idéia de que alguém pode ser algo se apenas aceitar cognitivamente uma ideologia. Na antiguidade não era assim. Um seguidor de Sócrates, Aristóteles etc, vivia suas idéias, elas desciam ao coração. O contrário seria como se um urubu pudesse alegar ser vegetariano apenas por aceitar mentalmente isto! Não há como uma essência assumir outro atributo, pois seria o mesmo que defender a flexibilidade de um tamanco. Assim, visto que a nossa vida expressa nossa ideologia, seria muito salutar perguntar às pessoas da nossa sociedade de quem é o seu Natal? A nossa vida alegra-se com o nascimento de quem mesmo?
Bem, para isso não faltam candidatos. Por exemplo, os espertos que na tragédia de Santa Catarina furtaram donativos dos necessitados poderiam fazer o “Natal dos soldados romanos”, os quais pegaram a túnica de Jesus e lançaram sortes(Cf. João 19.23,24). Já os adúlteros, o “Natal de Herodes Tetrarca”, o qual tinha um caso com a mulher de seu irmão Filipe, e por sua libidinagem inconseqüente matou o inocente João Batista(Cf. Mateus 14.1-12). Para os políticos brasileiros que farram com nosso dinheiro e querem aumentar consideravelmente o número dos vereadores com fins escusos, que tal o “Natal de Pôncio Pilatos”, aquele “Severino” que preferiu sentenciar uma injusta crucificação por temer uma revolta popular que poderia destituí-lo de seu cargo político. Ali estava embrionariamente o “jeitinho brasileiro”. E as feministas pró-aborto? Como simpatizantes de Moloque, o deus dos sacrifícios de infantes, cabe-lhes o “Natal de Herodes Magno”, responsável pela matança dos bebês de Belém, que quase vitima o pequeno Jesus (Cf. Mateus 2.16-18). Tem vaga para mais! Há os sacerdotes pedófilos, os quais descumprem a orientação apostólica de se casar caso não resistam às naturais necessidades sexuais (Cf. 1 Timóteo 3.1,2; Tito 1.5,6). Poderiam festejar o “Natal dos fariseus”, a quem o Mestre chamava de sepulcros caiados (Cf. Mateus 23.27)! Agora não podemos nos esquecer do “Natal dos mercadores do Templo”, expulsos por Jesus “debaixo de pau” por enriquecerem ludibriando a boa fé do povo. No atual contexto, são muito bem representados pelos exploradores “do sal de Jericó” e “do manto sagrado”, dentre tantas outras formas de extorquir a massa sofrida e ignara. Por fim, há os que tentam subir na vida às custas de sangue alheio. Passam por cima de princípios éticos. Não são “homens de palavra”. Vendem a própria mãe e derrubam amigos para tomar-lhes a vez e ficar “bem na fita” com os que possuem o poder para favorecer-lhes funcionalmente. Eis o “Natal de Judas Iscariotes”, traidor que dispensa apresentações...
Jesus disse que aquele que o ama guarda os seus mandamentos (Cf. João 14.21), mas aquele que não guarda as suas palavras dá sinais de que não o ama (Cf. João 14.24). Que nossa ceia natalina não seja a expressão máxima da hipócrita comemoração do nascimento de alguém que, na prática, não significa nada para as nossas vidas. Na realidade, os presépios não têm valor espiritual algum. O que importa mesmo é saber quem é que se deita na manjedoura do seu coração. Quem faz morada no seu coração? Certamente é pelos frutos que conhecemos a árvore (Cf. Lucas 6.43-45), e a nossa oração é que possamos aproveitar este período para rever nossos conceitos, reconhecer os nossos pecados e deles nos arrepender, cumprindo com o simples desejo do “aniversariante”, que é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos (Cf. Mateus 22.34-40). Que Deus abençoe a todos e um feliz natal segundo sua real essência.

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