O Sorriso Amarelo da Ciência e a Gargalhada de Deus


Salmos 2:4 Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.



Apesar de toda falácia e baboseiras proclamadas como verdades absolutas nas diversas áreas das científicas, a Bíblia sempre comprova o contrário nos revelando que ela sempre tem razão. Lembrem-se, a Bíblia não é um livro de ciências, mas quando toca no assunto revela precisão incrível! A comunidade científica, frequentemente, tenta distorcer ou então minimizar o valor das Escrituras Sagradas, dizendo ser ela um livro ultrapassado de mitos. Gostaríamos de deixar claro que a posição dos Cristãos reformados sempre foi de incentivo às ciências e ao desenvolvimento humano como um todo.
A Bíblia não é um livro científico porém, faz algumas antecipações à ciência, interessante que isso nunca é divulgado em revistas como a super interessante não é mesmo?


Antecipações Bíblicas

1. Lei da Biogênese: "Vida Gera Vida"

Existem duas teorias básicas para explicar a origem da vida no planeta – a geração espontânea e a biogênese. A teoria da geração espontânea (ou abiogênese) diz que os seres vivos foram gerados espontaneamente a partir da matéria bruta (larvas surgiam de um cadáver em decomposição, e répteis surgiam a partir do lodo dos rios; havia até uma receita para gerar ratos a partir de roupa suja e grãos de trigo). Aristóteles foi o maior divulgador dessa teoria, que prevaleceu até o século 17, quando foi contestada por muitos pesquisadores que apresentaram argumentos favoráveis a outra teoria, a da biogênese. Esta dizia que todos os seres vivos só podem originar-se de outros seres vivos preexistentes. Para explicar o surgimento do primeiro ser vivo, temos também duas hipóteses:
a) A vida surgiu por criação divina, ou...

b) A vida surgiu da evolução gradual de sistemas químicos (o que fere a segunda lei da termodinâmica, que mencionaremos a seguir).

O primeiro capítulo do livro de Gênesis, escrito há 3.500 anos, já fazia afirmações de acordo com a Lei da Biogênese (todos os seres vivos reproduziam-se "segundo a sua espécie"), o que só pôde ser confirmado cientificamente por volta de 1860, com os experimentos de Louis Pasteur. Hoje, porém, alguns cientistas ainda acreditam que a abiogênese ocorreu, para dar origem à vida, entre 3 e 4 milhões de anos atrás.



2. Leis da Termodinâmica:

Primeira Lei: Lei da conservação de energia. "A energia pode ser transformada (de uma forma para outra) ou transferida (de um lugar para outro), não podendo ser criada ou destruída."



Segunda Lei: Lei do aumento da entropia (grandeza termodinâmica que mede o grau de desordem). "Embora a energia seja conservada na transformação, existe um constante aumento de energia não utilizável (perda, entropia) associado ao processo de dissipação de energia." Dessa forma, A tendência natural de todos os sistemas é deteriorar-se, a partir do complexo para o simples, do organizado para desorganizado.

A Bíblia está completamente em sintonia com as leis da termodinâmica, pois mostra que o mundo criado caminha para desorganização e morte (Gênesis 3) – em outras palavras, o universo está envelhecendo, "o mundo está acabando!".

Outros Exemplos de Antecipações Bíblicas:

1) Lei da Conservação ("Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma", de Lavoisier): "Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada lhe tirar" (Ec 3.14).

2) Movimentação das Correntes Atmosféricas (Ciência Atmosférica): "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; volve-se e revolve-se, na sua carreira e retorna aos seus circuitos" (Ec 1.6).

3) Ciclo Hidrológico (Geologia): "Todos os rios correm para o mar e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr" (Ec 1.7).

4) Existência, no universo, de luz que não procede de corpos celestes: Gn 1.3,14. A luz foi criada no primeiro dia, e o Sol e as estrelas, no quarto dia. Hoje, os cientistas têm fotos de telescópios e princípios de eletroluminescência e luminescência química para comprovar isso.

5) Concepção de que a Terra é redonda: "Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra" (Is 40.22).

6) Gravidade: "Ele faz pairar a terra sobre o nada" (Jó 26:7b), mostrando que a Terra mantém-se equilibrada no universo por forças gravitacionais, não tendo nenhum tipo de apoio como se acreditava antigamente, com base nos conceitos da mitologia.

7) Distribuição não uniforme de galáxias no universo: "Ele estende o norte sobre o vazio" (Jó 26:7a). Atualmente, já se descobriu a existência de uma grande concentração de galáxias ao norte da Via Láctea e um grande vazio ao sul.

Além dessas citações, os capítulos 38 e 39 do livro de Jó trazem afirmações importantes abrangendo Geologia, Oceanografia, Física, Termodinâmica, Astronomia, Psicologia, Zoologia, Ciência Atmosférica e Biologia. Muitas outras citações bíblicas foram posteriormente confirmadas pela arqueologia e paleontologia, mas não podemos incluí-las por falta de espaço. Como se pode perceber, à medida que a ciência avança, a Bíblia continua cada vez mais atual e moderna.

A Verdade sobre os Palestinos e a Guerra contra Israel

Recentemente, Israel tem sido pressionado pela ONU e a mídia de uma forma geral. O país está sendo acusado de ser o vilão, assassino de pobres crianças palestinas. Quem nunca foi, ou lutou no front e vê tudo de longe e acredita em tudo que ouve, não tem a mínima ideia de como é o "modos vivendi" do palestino mediano. Para ele vale tudo, inclusive por na frente dos mísseis suas mulheres e crianças.Imaginem caros leitores, o Brasil e todos os seus vizinhos, sem excessão, não aceitarem sua existencia ou convivência pacífica? E ainda por cima terem mísseis 24 hs por dia apontados para nosso território? Judeu dá emprego a palestino, Judeu ajuda palestino financeiramente e o que recebemos em troca? Traições e mísseis fica impraticavel qualquer acordo de paz dessa forma. Assistam o vídeo e tirem suas conclusões.

ATENÇÃO: OS VÍDEOS CONTÉM CENAS FORTES.







05 Coisas que Todo Mundo Deveria Saber Sobre Salvação



  1.  O fator decisivo que determina quem será salvo do pecado, não é a decisão dos seres humanos envolvidos, mas a graça soberana de Deus - Ainda que a decisão dos seres humanos tenha um papel significativo no processo.
  2. A aplicação da salvação ao povo de Deus tem suas raízes no decreto eterno de Deus, segundo o qual ele escolheu seu povo para a vida eterna, não na base de qualquer mérito de sua parte, mas somente pelo seu próprio prazer.
  3. Embora todos que escutem a mensagem do evangelho sejam convidados a aceitar Cristo e sua salvação, e são honestamente conclamados a tal aceitação, a graça salvadora de Deus, no sentido estrito da palavra, não é universal, mas particular, sendo concedida só aos eleitos de Deus(aqueles que foram escolhidos por Deus, em Cristo, para a salvação).
  4. A graça salvadora de Deus é, assim, eficaz e impossível de ser perdida. isso nao quer dizer que, deixados por si mesmos, os crentes não possam desviar-se de Deus, mas significa, sim, que a vontade de Deus não permite que seus escolhidos percam a salvação. A segurança espiritual dos crentes, portanto, depende primariamente não de que eles sejam seguros em Deus, mas, de que Deus os segura.
  5. Embora a aplicação da salvação ao povo de Deus envolva, nos aspectos mais distintos da regeneração no seu sentido mais restrito, vontade humana e obras, ainda assim a aplicação é principalmente a obra do Espírito Santo.

Essas ênfases distintas formam a soteriologia reformada. O realce é na soberania da graça de Deus e na aplicação da salvação, a teologia reformada não nega a responsabilidade humana no processo da salvação.
Aprenda mais sobre esse interessante assunto lendo este maravilhoso livro e sabendo que uma vez salvo, salvo para sempre! Amém.





Fonte: Salvos Pela Graça
Autor: Anthony Hoekema
Formato: 16 x 23 cm – 288 páginas – 2ª edição revisada
Capa: brochura – Peso: 0,420 gr.

ISBN 858688639 4  Estudos doutrinário  Soteriologia  Vida cristão



Este livro diz respeito ao que os chamam de soteriologia ou doutrina cristã da salvação. Tenho tentado tirar as respostas às minhas questões nessa área principalmente a partir da Bíblia. Minha posição teológica é a do Cristianismo evangélico, interpretado de uma perspectiva reformada ou calvinista.

O entendimento reformado das Escrituras começa com o reconhecimento da soberania de Deus em todas as coisas, incluindo nossa salvação. Um dos ensinamentos centrais da Bíblia, repetidamente ecoado, como o tema de uma sinfonia, é o que somos salvos inteiramente pela graça, por meio da poderosa obra do Espírito de Deus, sobre a base da obra todo-suficiente de nosso Salvador, Jesus Cristo. 
Anthony Andrew Hoekema (1913 – 1988) nasceu em Drachten, Friesland, na Holanda, e mudou-se para os Estados Unidos com a família em 1923. Serviu várias igrejas como pastor e foi também professor de Teologia Sistemática no Calvin Theological Seminary.

O Administrador Infiel e o Senhor Benevolente Parte II


O ADMINISTRADOR INFIEL E O SENHOR BENEVOLENTE PARTE II.
LC 16:1-9
Lc 16:1-9 1 Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como quem estava a defraudar os seus bens. 2 Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela. 3 Disse o administrador consigo mesmo: Que farei, pois o meu senhor me tira a administração? Trabalhar na terra não posso; também de mendigar tenho vergonha.4 Eu sei o que farei, para que, quando for demitido da administração, me recebam em suas casas.5 Tendo chamado cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu patrão?6 Respondeu ele: Cem cados de azeite. Então, disse: Toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinqüenta.7 Depois, perguntou a outro: Tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta.8 E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz.9 E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos.
Entendemos no nosso estudo anterior, que o servo infiel tinha um plano que parecia ser infalível e apostou tudo nele. Ele apostou na benevolência do Senhor, porque este já sabia que estava sendo roubado e mesmo assim não o prendeu. Nem uma surra com vara ao menos foi dada.
As estrofes três e quatro apresentam o problema. As estrofes 5 e 6 apresentam a solução. O mordomo termina seu ousado plano reunindo as contas recém modificadas e entregando-as ao seu Senhor. O senhor examina e reflete acerca das alternativas que tem. Ele sabe muito bem que na aldeia local já começou uma grande festa de celebração em seu louvor, como o mais nobre e mais generoso(qualidades imensamente aprovadas e desejáveis no oriente médio) homem que jamais arrendou terras naquela região. Agora, ele tinha duas alternativas.

  • Poderá voltar atrás e dizer que tudo não passou de um engano de um funcionário que havia sido demitido. Mas se ele fizer isso agora a alegria do povo se tornará em ira e ele será amaldiçoado por sua avareza, nenhuma pessoa de bem gostaria de ser amaldiçoada pelo seu povo e muito menos por uma qualidade que todos reprovam até os dias de hoje que é a avareza.

  • Ele pode ficar em silêncio, aceitar o louvor que agora mesmo está sendo proclamado a ele, e permitir que o astuto mordomo se eleve na crista da onda do entusiasmo popular. No verso 8 o senhor se volta para aquele serve e diz: "você é um individuo muito sábio". Uma das definições de sabedoria no Antigo Testamento é o instinto de auto-preservação. De maneira insincera, os atos do mordomo são um cumprimento ao seu senhor.
O que podemos aprender dessa parábola é o seguinte:
Deus (O SENHOR) é um Deus de juízo e misericórdia. Por causa do mal que pratica, o homem (mordomo) mergulhado no pecado terá que prestar contas no mundo vindouro pois, diante de Deus,não há um justo sequer. Desculpas não valerão de nada. A única alternativa é o homem apostar tudo na infinita graça e misericórdia do seu Senhor, que seguramente aceitará o preço da salvação do homem. Esse esperto e velhaco foi suficientemente sábio para ter total confiança na qualidade de misericórdia experimentada no inicio da história. Essa confiança demonstrou ser válida. Os discípulos de Cristo deveriam ter a mesma confiança. O servo é louvado em sua sabedoria por saber exatamente onde estava sua salvação, e não por sua desonestidade neste caso ele viu que sua salvação estava no seu Senhor que era bom e misericordioso. Em resumo, Jesus fala da natureza de Deus, do estado lastimável do homem e da base da salvação deste o homem nesta parábola nao foi salvo por ser infiel,  nem por ter sido espertalhao, nada do que ele poderia fazer o salvaria, não é por obras que conseguimos nos salvar e sim pela miséricórdia do Senhor e pela bondade deste para conosco miseráveis servos, esperamos sinceramente ter contribuído e iluminado esta tão maravilhosa parábola que nos fala de graça imerecida e esperança.
Senhor nos Ilumine
Amém.

Cristo no Pentateuco Parte I


CRISTO NO PENTATEUCO
INTRODUÇÃO – LIVRO DE LEVÍTICO
Muitos pastores afirmam que a Bíblia é cristocentrica e fazem bem em fazê-lo, pois somos alertados pelos próprios escritos bíblicos que todo o ritual dos tempos antes de Cristo eram apenas sombras do que viria. Conheço pessoas que, por não conhecerem bem o Pentateuco tendem a desprezá-lo dizendo que ali se apresenta um Deus sanguinário e vingativo, até a própria designação Velho ou Antigo Testamento, não cremos ser acertada pois "velho" e "antigo" denotam coisas ultrapassadas e sem uso.
Cremos que precisamos estar atentos a todo conselho de Deus e Toda Escritura é útil. Não apenas o "Novo" Testamento. Pensando nisso estamos postando uma série de estudos sobre Cristo no Pentateuco. Espero que ajude os irmãos e que possamos todos ver o cuidado e a maravilha da sua palavra como um todo. Começaremos nossos estudos no livro de Levítico.
O livro de Genesis mostra-nos a queda e a ruína do homem. No livro de Êxodo vemos ilustrada a grande redenção e salvação provida por Deus. E o livro de Levítico , seguindo uma ordem natural, apresenta-nos um assunto importantíssimo que fala do nosso acesso a Deus, para comunhão e adoração. Este livro é enfático, é um livro para o povo remido, é o livro da santificação desse povo. Mas esta santificação entende-se em dois sentidos: somos santificados em Cristo pelo sangue da sua expiação—Este aspecto nos é apresentado na carta aos Hebreus—e somos santificados pela operação do Espírito Santo em nós. A obra da expiação na cruz é a base de tudo, e é por ela que somos conduzidos a Deus; O espírito de Deus nos habilita a estarmos na sua presença.
O ensino deste livro, à luz do novo Testamento, é para àqueles que tem consciência do seu estado pecaminoso diante de Deus. Nas suas páginas se vê claramente exposta a infinita santidade de Deus, como também a impossibilidade absoluta de nos aproximarmos dele senão sob a base da expiação e no valor do suave cheiro do holocausto. Neste livro também notamos insistência nos sacrifícios para purificar pecados nos alertando para extrema gravidade deste. Algo horrível acontecia aos animais servindo como sinal de que algo horrível aconteceria um dia para pagar por aqueles pecados. Por este livro Deus tem indicado para a instrução de todos os povos em todos os lugares e em todos os tempos, a sua absoluta santidade e a impossibilidade de alguém se aproximar dele exceto por meio de derramamento de sangue.
Aquilo que vemos em figura neste livro temos em realidade na cruz de Cristo. A cruz foi a verdadeira manifestação do amor de Deus; mas foi também, a manifestação do pensamento de Deus com relação ao pecado. Aos olhos de Deus o caráter do pecado é tão horrível, a sua culpa é tão grande, a sua corrupção é tão completa senão a cruz de cristo com sua tremenda realidade e maldição poderia removê-lo.
Àqueles que tem sentido, com profunda convicção, o peso do seu pecado e se tenha conscientizado do seu estado de miséria é que melhor apreciará a cruz de Cristo e melhor analisará este maravilhoso livro.
Amém.
Leia Também a parte II deste estudo clique aqui

Não é Comigo! Uma Parábola para os nossos Dias.


Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?
                                                                                            Lc 10:29


Lc 10:25-37
O bom Samaritano.
     Nossos dias são caóticos, parece que estamos dormindo, ou pior ,que andamos como zumbis em meio a outros zumbis, precisamos de uma couraça de insensibilidade porque todos são suspeitos até que se prove ao contrário. Uma vez presenciei uma cena que seria Hilária se não fosse triste, uma Kombi de escape furado fez várias pessoas em uma parada de ônibus jogarem-se no chão. As pessoas estavam julgando ser um rajada de metralhadora.
No texto que acabamos de ler, presenciamos uma cena chocante até mesmo para os nossos dias. Quando o  evangelista Lucas escreveu seu livro o Espírito Santo o guiou de tal maneira que o livro veio a se tornar uma bomba na vida dos "religiosos" mais famosos daquela  época, os fariseus.
Vejamos que no verso 29 querendo por Jesus a prova começam a provocá-lo. O intérprete da lei tinha regras bem definidas e sabia quem era seu "proximo" ,ele considerava próximo apenas os judeus, ou seus familiares e ninguém mais.(Lv 19:17-18) os rabinos tinham um ditado que dizia: Que os heréticos, os delatores e renegados sejam  empurrados para o fosso e não devem ser tirados de lá.
outro midrash (interpretação da lei por parte dos rabinos) circulava nos tempos de Jesus que dizia:  Dos gentios, com quem não temos guerra, bem como os que são guardadores de ovelhas entre os israelitas, e outros semelhantes, não devemos planejar a morte; mas estiverem em algum perigo de morte, não somos obrigados a livrá-los; por exemplo, se algum deles cair no mar, você não precisará tirá-lo.



A resposta do nosso mestre à indagação do intérprete da lei, como sempre, foi surpreendente! Jesus faz uma parábola justamente tendo o  samaritano como herói, que além de não ser o próximo ainda era completamente odiado pelos Judeus. O auditório esperava que Jesus seguisse o ensino da maioria e se conformasse com as opiniões que eram proferidas por religiosos de grande influência e respeito como era o caso dos escribas.



Acompanhando o texto vemos logo no verso 31 que o sacerdote passou de largo.  Viu o corpo em estado de quase morte e passou para outro lado da via e ficamos a nos perguntar por que? Ao analisar-mos mais detalhadamente a história da Palestina naqueles tempos entendemos logo que o sacerdote veio de uma semana de purificação em Jerusalém, ele não podia  contaminar-se com um semi-morto. além do mais havia uma outra regra entre os rabinos que dizia: Por isto sabemos que se um homem vê o seu próximo morrendo afogado, sendo atacado por feras ou ladrões é obrigado a savá-lo! (B.T. Sanhedrin 73a)

 Com esses dados fica mais claro não é mesmo? Em primeiro lugar precisamos entender que os Sacerdotes eram ricos naquela sociedade, possuíam muitos bens e dinheiro, com certeza não percorreriam aquele caminho a pé e sim montado em um cavalo. o percurso total era de 27km. Havia também o perigo de ele próprio ser assaltado porque essa estrada é repleta de ladrões até os dias de hoje. Em segundo lugar Os Sacerdotes viviam em um código rígido  de leis que dizia o que deviam ou não deviam fazer, eram como robôs. Em terceiro lugar ele não teria como identificar  se a pessoa ferida era próximo porque muito provavelmente os ladrões haviam levado as suas roupas(os judeus poderiam ser facilmente identificados por suas roupas) tecido era algo caro e raro nesse período, também não poderia tocá-lo por parecer  morto! Continuemos nossa análise.
Segue o caminho logo atrás do sacerdote um levita (Quando acabava uma festa religiosa em Jerusalém, em primeiro lugar saíam os sacerdotes seguidos dos levitas e depois o povo.) logicamente que o levita também não ajuda àquele necessitado, ele sabia que havia passado um sacerdote, portanto, se o mestre espiritual (seu pastor) não teria feito nada,porque ele teria que fazer? Ele que era um simples levita! e outra coisa o sacerdote tinha um cavalo! Poderia até ter pensado consigo --Eu, um singelo levita, levarei um defunto, que não sei nem se é meu próximo ou não, nas costas e a pé? De forma alguma! isso não é comigo!
O terceiro a passar era o mais improvável de todos, um samaritano! deixe eu lhe contar caro leitor o que era um samaritano na cabeça de um Judeu da época, pelas frases abaixo você logo terá uma Idéia do ódio que Jesus estava levantando e da ferida infectada que ele estava tocando.
Livro chamado sabedoria de Ben Sirach 2000 anos antes de Cristo afirmava:
Dois povos aborrecem minha alma, e o terceiro não é um povo: os que habitam no monte Seir, e os filisteus, e o povo insensato que havia em Siquém(samaritanos).

Os samaritanos eram publicamente amaldiçoados nas sinagogas; diariamente era feita uma petição a Deus para que os samaritanos não fosse participantes da vida eterna.

Jesus bem  que poderia ter feito uma parábola de um Judeu nobre ajudando um samaritano, não é mesmo? assim o público o aplaudiria! Mas graças a Deus Jesus gosta de contrariar a lógica humana. Além de transformar o bandido em mocinho, ele fala de sentimentos que os judeus achavam serem inexistentes em  samaritanos, eles simplesmente tinham os samaritanos por porcos apesar de serem Judeus e possuírem a Torá.
Aqui o samaritano demonstra  a compaixão! a palavra grega é mais forte que a tradução para o português  splanchnizomai dá a idéia de mexer as entranhas, mexer por dentro,sabe aquele frio na barriga ao ver meninos no meio de um lixão ou a dor no peito em ver um caso muito chocante, aquela profunda vontade de fazer algo? foi justamente esse sentimento que tomou aquele homem, um rebuliço, uma agitação gigantesca dentro da alma ao ver outro ser humano jogado, parecendo um morto e nú na beira de uma estrada perigosa como aquela!

O samaritano sabia que ele próprio poderia estar correndo perigo de vida! Este homem inconsciente era provalmente um judeu que descia da festa religiosa que eles não podiam entrar. E ele também correria o risco de censura por parte da sua família e amigos. a despeito de todas essas considerações, ele sente profunda compaixão pelo homem ferido, e essa compaixão é imediatamente traduzida em atos concretos. O samaritando limpa e suaviza as feridas com óleo e depois desinfeta com vinho. apesar de parecer muito simples o óleo e o vinho usados nesta parábola eram uma outra "afronta" da parte de jesus para com os religiosos da época, porque todos sabiam que óleo e vinho eram apenas usados pelos sacerdotes para as libações religiosas, ou seja, eram derramados no altar para limpar as feridas da alma e curá-las.
Jesus põe na mão de um odiado, a misericórdia que Deus requer dos que se dizem religiosos em todas as épocas.
Portanto meus irmãos, se nos dizemos crentes e estamos congelados com relação às necessidades do nosso próximo, se não mais ouvimos o  clamor,se não mais nos importamos, estamos exatamente iguais aos judeus, vivendo apenas um ativismo religioso sem vida. Lembremos do que nos diz Tiago Tiago 2:26  Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.
Em conclusão, podemos dizer que a parábola do bom Samaritano denuncia a traição cotidiana do amor em nome de muitas e 'sérias razões': "não é comigo", "não tenho tempo"… Esta traição deu-se no passado e continua no presente: «ver e passar ao lado», «seguir adiante», faz parte do nosso cotidiano!
Foi um odiado, um rejeitado, pense em algum grupo da sociedade desprezado em nossos dias, o samaritano de hoje poderia ser um nordestino de fala feia e roupas esfarrapadas, poderia ser uma drag queen com seu jeito pouco ortodoxo, poderia ser um índio "preguiçoso" , poderia ser um "negro safado" mas é justamente esses que parecem não se encaixar com nossos padrões que Cristo mais gosta de usar. àquele quem todos desprezam foi o que se mostrou sensível ao drama do ferido e fez o que era preciso: parou, não perguntou pela identidade, mas deixou que falasse o coração, e este sugeriu-lhe o comportamento acertado; ao contrário do doutor da Lei que pretendia um serviço ao próximo bem controlado.
Ore a Deus peça que mude sua dura cerviz, peça que você deixe de olhar para si mesmo e passe a olhar para o outro com os olhos do outro. Essa é a verdadeira religião:fé e ação! Deus nos Ilumine.

O Estudo Bíblico Efetivo Parte III


O ESTUDO BIBLICO EFETIVO – A COMPREENSÃO DO TEXTO
Vimos em nosso estudo anterior que se constituí na leitura do texto. Aprendemos ali que a leitura é a observação do texto. Após a leitura Você deve tomar consciência dos detalhes do texto. Esta é a segunda etapa em nosso estudo Bíblico a compreensão do texto.
Para compreender melhor o que lemos é necessário, e indispensável, o auxilio do Espírito Santo mas também necessitamos fazer algumas perguntas ao texto.


  • QUEM? – Quem são os personagens que aparecem no texto? Quem aparece ou é oculto? Quem fala ou ouve? Quem age ou é citado meramente?
  • O QUE?- O que acontece? O que é falado ou é feito seja ativa ou passivamente?
  • ONDE? - Onde a situação ocorre? Quais são os locais citados? Qual o pano de fundo dos acontecimentos, ou seja, o que está acontecendo no mundo naquele exato momento?
  • POR QUÊ?- Por que isso aconteceu? Por que o autor registrou tal acontecimento? Quais são as razões do autor da narrativa, ou dos acontecimentos?
  • COMO?- Encontre as formas e maneiras como aconteceram ou deve ser feitas etc. Anote todos os verbos do texto e seus respectivos tempos verbais e pessoas.
  • Qual as Palavras chaves usadas e qual idéia principal do autor? – A idéia principal seria o tema que sobressai da leitura atenta e detalhada do texto. As palavras chaves, na maioria das vezes, são aquelas que mais vezes apareceram no texto, ou as que amarram a idéia que esta sendo exposta. Ex. Na parábola do jovem rico qual a idéia principal do texto? O que o autor está tentando destacar? Jesus era contra a riqueza?
  • Enumere todas as explicações, comparações e contrastes. Atente para os conectivos: Como, também, portanto, mas, por isso, por essa causa, agora, pois,semelhantemente. Os conectivos põem ligação entre o seu texto e algo que o segue ou antecede, leia-os.



  • Consulte as referências bíblicas do Antigo Testamento citadas no Novo Testamento.


    Exercicio: leia o texto de Mateus 6:5-15.

    Orientação: Leia o texto, se possível ,em duas ou mais versões e repita sua leitura 2 ou 3 vezes.



    Caso deseje ler nosso estudo anterior clique aqui

Seis Solas?

 
1.SOLA SCRIPTURA
2.SOLA CHRISTUS
3.SOLA GRATIA
4.SOLA FIDE
5.SOLA DEO GLORIA
6.MEIA SOLA

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ANSIEDADE, UMA DOENÇA PERIGOSA

A ansiedade é considerada a maior doença do século. É vista por alguns estudiosos como a mãe das neuroses. Talvez seja a doença mais democrática da nossa geração. Ela atinge crianças, jovens e velhos; ela está presente na vida de doutores e analfabetos; ela enfia suas garras em religiosos e ateus. A palavra ansiedade na língua grega significa "estrangulamento". É apertar o pescoço, tirar o oxigênio, sufocar. Há muitas pessoas asfixiadas pela ansiedade. Vivem atormentadas, sem paz, sem descanso na alma. Vamos examinar três aspectos importantes sobre a ansiedade:

1. O diagnóstico da ansiedade (Mt 6.25-34) – Jesus falou sobre os malefícios da ansiedade no Sermão do Monte. Destacamos três pontos abordados por Jesus: 1) A ansiedade é inútil, uma vez que não podemos acrescentar sequer um côvado à nossa existência. O fato de ficarmos ansiosos não ajuda em nada na solução de um problema. A ansiedade drena as nossas forças, rouba a nossa vitalidade e tira os nossos olhos daquele que está no controle da situação. 2) A ansiedade é prejudicial, uma vez que se ocupar de um problema antes dele chegar é sofrer desnecessariamente ou sofrer duplamente. Está provado que 70% dos assuntos que nos deixam ansiosos nunca chegam a acontecer. Jesus disse que deveríamos observar as aves dos céus. Mesmo não semeando nem colhendo, Deus as alimenta. Também nos ensinou a observar os lírios do campo, pois nem Salomão em toda a sua glória se vestiu de forma tão garbosa como eles. Nós valemos mais do que os pássaros e as plantas. E se Deus cuida dos pássaros e das plantas, certamente cuidará de nós. 3) A ansiedade é sinal de incredulidade, uma vez que os gentios que não conhecem a Deus é que se preocupam com o que devem comer, beber e vestir; mas nós, filhos de Deus, devemos buscar em primeiro lugar o seu Reino e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Ficamos ansiosos porque deixamos de crer que Deus é poderoso para cuidar da nossa vida. Ficamos ansiosos porque queremos ficar no controle da situação em vez de depositarmos aos pés do Senhor as nossas causas. A ansiedade é falta de fé no Deus da providência.

2. O remédio para a ansiedade (Fp 4.6-9) – O apóstolo Paulo diz que não devemos andar ansiosos por coisa alguma. Em seguida, ele dá o remédio para a cura da ansiedade: 1) Orar corretamente (Fp 4.6) – Ficamos ansiosos porque não paramos suficientemente para meditar na grandeza do Deus que temos nem nos dispomos a colocar em suas mãos nossos medos e necessidades por meio da oração, súplica e ações de graça. 2) Pensar corretamente (Fp 4.8) – A ansiedade é fruto de um pensamento errado. Por isso, devemos disciplinar nossa mente para pensar naquilo que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável e de boa fama. Quando nossa mente é regida pelos princípios da Palavra de Deus não há espaço para a ansiedade. Porém, quando tiramos os olhos de Deus e os colamos nos problemas somos assaltados pelo medo e pela dúvida. 3) Agir corretamente (Fp 4.9) – Paulo diz: "O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco". Não basta orar e pensar corretamente, é preciso também agir corretamente!

3. A cura para a ansiedade (Fp 4.7) – Quando oramos, pensamos e agimos corretamente, então, brota a cura para a ansiedade: "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus". Quando a paz de Deus chega, a ansiedade precisa ir embora. A palavra guardará na língua grega significa "montar guarda ou sentinela". A paz de Deus torna-se uma muralha protetora ao redor do nosso coração e da nossa mente, de tal forma que ansiedade não pode mais entrar. Essa paz de Deus não é ausência de problemas, por isso ela excede todo o entendimento. Ela está presente mesmo nas turbulências da vida. Ela nos dá serenidade não porque o problema inexiste, mas porque sabem que Deus está no controle da situação. A paz de Deus monta sentinela ao redor do nosso coração e da nossa mente e protege nossos sentimentos e nossos pensamentos, tirando os nossos olhos do fragor da tempestade para aquele que caminha sobre as tempestades, para acalmá-las e nos conduzir a salvo ao nosso porto seguro.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Espadas São para Matar!


por John Piper
Tradução: Pr. Maurício Andrade
No tempo do Novo Testamento espadas não eram para cavar, raspar ou desossar. Elas existiam para matar. A única razão de Pedro só ter cortado a orelha de Malcon foi que ele errou (João 18.10).
Mas Herodes não errou: “Ele matou Tiago, irmão de João, a espada” (Atos 12.2).
Muitos santos têm sentido a força completa da espada: “Eles foram apedrejados, cortados ao meio, mortos a espada” (Hebreus 11.37). Assim foi e assim será: “Se alguém  matar a espada, a espada será morto” (Apocalipse 13.10).
É pra isso que existem espadas. Assim, quando Paulo chama a palavra de Deus de “espada do Espírito”, em Efésios 6.17, ele está sendo sério – alguma coisa deve ser morta. E não são pessoas. Nós, cristãos, não matamos pessoas para divulgar nossa fé; nós morremos para fazê-lo.
A ligação na mente de Paulo é esclarecida em Romanos 8.13.
Se, pelo Espírito, mortificardes as obras da carne, vivereis.
A palavra de Deus é a espada do Espírito. A espada é para matar. E, pelo Espírito, nós matamos nossas obras pecaminosas. Assim, eu concluo que o modo como nós mortificamos nossos pecados é pela espada do Espírito, a palavra de Deus.
Todas as tentações para pecar têm poder pela mentira. Elas são “desejos enganosos” (Efésios 4.22). Elas nos dizem que o prazer do pecado vale a pena. O golpe mortal contra essas mentiras é o poder da verdade de Deus. Daí, a espada do Espírito, a palavra de Deus, é a arma a ser usada.
Como disse John Owen: “Mate o pecado, ou ele matará você”; É para isso que existem espadas, especialmente a Bíblia.

O Caos Evangélico


Pastores e demais líderes evangélicos começam a demonstrar preocupação diante das extravagâncias que estão surgindo nos púlpitos brasileiros. A cada dia que passa surgem novas práticas anti e extrabíblicas. Não uso, como alguns, o eufemismo de classificar esses descaminhos de "modismos". Coloco-os no rol das heresias.

As críticas que antes corriam apenas à boca pequena, agora tomam corpo e são divulgadas em sites de expressão. A Igreja Evangélica já não pode calar diante de tamanha irracionalidade. Não desejamos ser julgados pelo pecado de omissão. O povo brasileiro precisa saber que tais tolices, como a seguir exemplificamos, estão à margem do Evangelho que nos foi ensinado por Jesus. Na verdade, se trata de um outro evangelho.

Em detrimento da Palavra, multiplicam- se os púlpitos festivos. Luzes, coreografias, encenações inusitadas, objetos ungidos e mágicos, entrevistas com demônios, amuletos, e outras mercadorias, tudo é válido no desvario em que se envolvem pregadores e ouvintes.

A impressão que se tem é que o evangelho, da forma que foi anunciado pelos apóstolos nos primeiros tempos, já não serve para os dias atuais. Falar de pecado, arrependimento, perdão e santidade se tornou antiquado, obsoleto, repreensível. É preciso entreter os ouvintes, apresentar uma nova atração a cada semana, tudo semelhante ao que vemos na sociedade consumista. Mas o que é preciso mesmo, e com urgência, é botarmos a boca no trombone e denunciar o que estão fazendo com o evangelho.

Ovelhas há que já perderam a noção do que é ser cristão. Não sabem sequer por que Jesus morreu.

Têm o dízimo como meio de obter bênçãos espirituais e materiais. Não conhecem o evangelho da renúncia, da resignação, do sofrimento, do carregar a cruz, do contentar-se com o pouco. Certa vez conversando com um jovem neopentecostal, ele disse: "Se sirvo a Jesus, quero ser rico, ter uma boa casa e carro importado". Os anos se passaram e nada disso aconteceu. Ele e seus pais pararam de ofertar e estão com a fé em declínio. É o que está acontecendo: gazofilácios cheios, pessoas vazias. O pai desse jovem me revelou que entrou nessa porque acreditou nas entrevistas que falam de riqueza fácil. Agora ele percebe que os que estão mais pobres não são convidados a falar de sua pobreza.

São de arrepiar os relatos que se encontram no site do pastor Ricardo Gondim. É difícil de acreditar que um grupo de cristãos, liderados pelo pastor, alugue um helicóptero e, com dezenas de litros de óleo, passe a ungir a cidade do Rio de Janeiro, derramando uma caneca de óleo aqui, outra ali. Fico a meditar como o líder conseguiu envolve irmãos de boa fé nesse projeto inusitado. O óleo da "unção" deve ter caído em lugares pouco recomendáveis para o mister, tais como animais mortos, fezes e valas fétidas.

Mais incrível é o uso de urina para demarcar território. Essa você não vai acreditar. Está no referido endereço. Em Curitiba, um grupo de irmãos, liderado pelo pastor da igreja, entendeu que deveria demarcar seu território com urina, como fazem os leões e lobos. Após beberem muita água para encher bem a bexiga, seguiram para pontos estratégicos da cidade e passaram a URINAR. Quando li a notícia, pensei que a palavra estivesse errada. Talvez fosse REUNIR. Mas era urinar mesmo. Foram horas e horas urinando. O comboio de veículos parava em pontos preestabelecidos, e, ali, a um sinal, um deles aliviava a bexiga. Ora, esse tipo de lógica poderá levar irmãos a situações mais degradantes ainda. Degradantes, patéticas e irracionais. Algum irmão desse grupo poderá descobrir que determinada espécie animal demarca seu território com suas próprias fezes. Certamente não atentaram para o contido no Art. 233 do Código Penal que trata da prática de "ato obsceno em lugar público", e estipula a pena de detenção de três meses a um ano, ou multa. A jurisprudência indica que a micção em lugar público configura o crime previsto no referido Artigo, ainda que não haja intenção de vulnerar o pudor público.

Pelas perguntas e respostas a seguir é possível comparar o evangelho de ontem com o de hoje. Após ouvirem a pregação de Pedro, muitos, compungidos, perguntaram: "Que faremos?" Pedro respondeu: "Arrependei-vos", e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo" (At 2.37-38). A resposta, hoje, seria: "Participe das campanhas, faça o sacrifício do dar tudo, e seja próspero". Atendendo à curiosidade de Nicodemos, Jesus disse: "Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Jo 3.3). A resposta no outro evangelho: "Seja dizimista fiel". Se alguém perguntasse a Tiago o que deveria fazer para livrar-se dos encostos, ele prontamente diria: "Sujeitai-vos a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). A resposta do evangelho festivo seria: "Use sal grosso, sabonete de descarrego, vassouras, fitas, colares, cajados, pedras, e seja dizimista fiel".

Se o pecado do rei Davi - adultério e co-autoria num homicídio –fosse nos dias de hoje, a culpa seria do encosto que estaria nele. Uma série de exorcismos, cinqüenta quilos de sal grosso, uma dúzia de sabonetes seriam necessários para pôr o encosto em retirada. Às indagações sobre como ter o necessário à vida, Jesus respondeu: "Não pergunteis que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Lc 12.29,31). A resposta no evangelho da prosperidade: "Toque no lençol mágico".

O Apóstolo Paulo confessa que "orou três vezes ao Senhor" para que o livrasse de um espinho na carne. Mas o Senhor, em vez de atendê-lo, respondeu: "A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Reconhecendo a vontade soberana de Deus, Paulo se conforma e continua com seu espinho. E declara: "Portanto, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas", pelo que "sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Pois quando estou fraco, então é que sou forte" (2 Co 12.7-10). A orientação para esses casos, nos púlpitos festivos, é a seguinte: "Exija de Deus seus direitos".

Sofredores como o Apóstolo, o servo Jó e muitos outros desconheciam esse caminho "legal" para exigir direitos assegurados. Pedir, do grego aiteõ, sugere a atitude de um suplicante que se encontra em posição inferior àquele a quem pede. É esse o verbo usado em João 14.13 - "E tudo quanto pedirdes em meu nome..." - e 14.14 – "Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei". "Pedir", do grego erõtaõ, indica com mais freqüência que o suplicante está em pé de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem ele pede, como, por exemplo, um rei fazendo pedido a outro rei. "Sob este aspecto, é significativo destacar que o Senhor Jesus NUNCA usou o verbo aiteõ na questão de fazer um pedido ao Pai", por ter dignidade igual Àquele a quem pedia. (Jo 14.16; 17.9,15,20 - Fonte: Dic. VINE). Por essas e outras, há muita gente confundindo alhos com bugalhos.

Repassa-se a idéia de que crente não deve chorar nem passar por qualquer tipo de sofrimento. Crente deve ser próspero. A verdade, por muita desconhecida, é que a fidelidade a Deus não nos garante uma vida livre de dores, aflições e sofrimento. Dizer que aos crentes e fiéis dizimistas está garantia uma vida de flores, sem lágrimas, sem luta espiritual, sem aperto financeiro, é conversa para boi dormir. Jesus disse que seus seguidores deveriam carregar sua própria cruz, caminhar por um caminho apertado e passar por uma porta estreita "No mundo tereis aflições; na verdade todos os que desejam viver piamente em Cristo padecerão perseguições" (Jo 16.33; 2 Tm 3.12). Era da vontade de Deus que Paulo pregasse o evangelho em Roma. Apesar de sua fidelidade a Deus, os caminhos lhe foram difíceis. Enfrentou provações várias, naufrágio, tempestade, prisões.

Não podemos fazer ouvidos moucos à zombaria e piadas em torno desse "outro evangelho". As pessoas tendem a nivelar todas as Igrejas Evangélicas pelo que vê na televisão, ou pelo que vê num ou outro culto. Eu pensaria da mesma forma se não fosse evangélico. É preciso esclarecer a opinião pública sobre o que diz a Bíblia a respeito de cada nova idéia extravagante. Que se façam ouvir as vozes e o protesto dos líderes que defendem a pregação de um evangelho livre de heresias e irracionalidade.

Sem conhecer a verdade bíblica se torna difícil detectar as heresias. Ouça este conselho: não coma pela mão dos outros, mas examine você mesmo se o que o seu pastor prega está de acordo com a Palavra. Se você não estiver devidamente preparado para esse exame, consulte outros irmãos.

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

Fonte: www.palavradaverdade.com
Via [Pulpito Cristão]

O Estudo Bíblico Efetivo Parte II


O ESTUDO BÍBLICO EFETIVO
A Leitura do Texto.




Antes de qualquer coisa relembremos algumas passagens bíblicas importantes são elas João 5:39; 2 Timóteo 3:16-17 e 2 Pedro 1:20-21. Lendo os textos perceberemos que Jesus manda examinar as escrituras, Paulo diz que essa análise leva ao amadurecimento do crente e Pedro diz que é interessante estudar profundamente a palavra porque ela não veio da cabeça de homem algum. Então vamos Lá em mais uma etapa do nosso Curso?

A primeira parte do estudo efetivo da Escritura é ler um texto bíblico. Para que essa parte aconteça com proveito algumas medidas são necessárias:

  • Reserve um tempo diário. Separe costumeiramente um tempo diário ou duas ou três vezes na semana. Este tempo deve ser no mínimo de 30 minutos e no máximo de uma hora.
  • Escolha um local adequado. Escolha um local apropriado calmo, tranquilo e silencioso. Certifique-se da impossibilidade de distração ou interrupção.
  • Invista-se do espírito apropriado. O que o motiva a estudar a Bíblia? Necessidade, alivio de consciência, orgulho, vaidade, competitividade, questionamentos? Faça uma análise sincera e lembre-se, piedade e fé são essenciais para a boa compreensão da Bíblia. Temos alguns exemplos negativos na história de piedade sem temor; as atrocidades cometidas em nome da fé(cruzadas, extermínio de índios, escravatura, santa inquisição). Na ressurreição de Lázaro duas foram as reações, uns creram e outros procuraram os fariseus para condenar Jesus.
  • Confiança absoluta na revelação. A Bíblia é a infalível e perfeita palavra de Deus. Tudo nela é verdadeiro. Não prossiga querendo estudar a Bíblia se não está convicto disso. Cuidado nos julgamentos errados sem entender corretamente os contextos onde os textos estão inseridos e não blasfemar contra ela.
  • Submissão total. Proponha-se a aplicar em sua vida TUDO o que ela lhe revelar. Resistir a orientação do Santo Espírito não é uma idéia acertada.
  • Desarme-se de preconceitos. Busque na Bíblia seus verdadeiros conceitos não insira os seus preconceitos nem tente distorcer e tentar encaixar textos na sua visão, não faça euxegese( o que eu acho) faça uma exegese(o que a Bíblia diz). Lembre-se o texto não é presbiteriano, nem batista, nem pentecostal, o texto é o texto.
  • Nenhuma experiência pode superar o que esta escrito. Gálatas 1:8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Entendeu caro leitor? Ainda que um anjo de asinhas e tudo venha ate você e fale algo que esta fora da Escritura seja ele considerado maldito! Muito cuidado aos irmãos que dizem ser profetas e falam totalmente em desacordo com a Escritura! E também a outros e suas visões! Nada pode fugir ao que Deus disse. O Espirito Santo não pode Contradizer-SE.
  • O novo testamente possui basicamente dois tipos de textos. A Bíblia e especialmente o novo testamente possuí dois tipos de texto. Os narrativos e os doutrinários. Igrejas tem errado embasando doutrinas em textos doutrinários, mais adiante saberemos como identifica-los.
  • Leia exaustivamente o texto. O que é ler exaustivamente? É ler ate que você possa relatá-lo de memória, não esquecendo nenhum detalhe dele. Não pule palavras difíceis de entender, vá ao dicionário Bíblico e também ao de português.



  • Tenha material de consulta externa. Mapas, dicionários de grego e hebraico, concordância bíblica, e comentários exegéticos.


    Continua na Parte III

    Caso deseja leia a parte I do nosso estudo clique aqui

    O Senhor nos Ilumine.


A Queda de Jerusalem Ano 70

A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM NO ANO 70 D.C.

Jesus quando estava na cruz orou; "pai perdoa-lhes pois não sabem o que fazem,"
mas o Senhor falou como homem para nos deixar exemplo, mas quando ele foi elevado aos céus e recebido na glória, passados cerca de 37 anos então a justiça Divina cobrou dos judeus por matarem o autor da vida.


O Centro do Antigo Testamento

Discutir o centro da teologia do Antigo Testamento, com efeito, é uma questão interessante e de suma importância na vida da igreja, pois, como podemos explicar claramente tantos assuntos e abordagens diferentes sobre variados temas? Deus ora se apresenta como juiz imparcial como no caso de Adão; ora se apresenta como amigo, basta lembrar a historia de Abraão; ora como um Deus distante como Elohim; ora um Deus perto e presente como javé, por vezes fala a um povo nômade por outra já a uma nação estabelecida, enfim, algo que realmente não é tão fácil quanto possa parecer porque muitas vezes nos parece haver vários centros e não apenas um.
Lembremos também que esta tarefa torna-se um pouco mais árdua pelo simples fato da própria natureza da teologia bíblica exigir sua análise principiando do texto para fazer suas afirmações, diferentemente da sistemática que muitas vezes "obriga" o texto a dizer algo que o autor não tenciona fazê-lo.
Estudando idéias de diversos eruditos verificamos algumas tentativas de centralizar e sistematizar o Antigo Testamento ou a Primeira Aliança. Problema difícil de ser resolvido por Deus teima em não "caber" em um sistema humano. ELE se apresenta da forma e da maneira que desejar. ELE age de uma forma simples, onde fala ao homem de maneira que ele entenda como também fala por enigmas para que ninguém compreenda, usa também meios sobrenaturais as vezes lembremos que suscitou uma nação de um homem velho e de uma mulher estéril! Assim é o Deus relatado no Antigo Testamento.
Vários foram os anos de estudos onde os eruditos tentaram entender toda a grandiosidade do AT. Ora pensavam no conceito de aliança como centro, ora advogavam a cauda da santidade de Deus, o pêndulo deslocava-se ora para o homem ora para a aliança ora para a salvação do povo.
Cremos ser Deus o inicio, o centro e o fim do Antigo Testamento. Deus é mostrado atuante interagindo tanto com homem quanto com seu povo quanto com o mundo sempre tentando consertar a brecha deixada pelo pecado, porque Deus quer verdadeiramente se comunicar com a sua criatura.
Assim, cremos então ser Deus o centro do Antigo Testamento levando em conta todas as análises pois temos em suas paginas um Deus que é dinâmico e criativo e este centro não pode ser forçado a um princípio estático de ordenação, por isso, apesar de todas as discussões cremos ser esta a decisão mais coerente com o todo bíblico, que sugere sempre uma continuidade de Antigo ao Novo Testamento.
O senhor nos Ilumine.

O Estudo Bíblico Efetivo Parte I

Rev. Claudio Henrique.*
Este curso tem por objetivo, nos ajudar a estudar e preparar estudos indutivos para ser ministrado em grupos de estudos bíblicos.



Uma pergunta se faz necessária: para que estudar a Bíblia?

O estudo da Bíblia tem por objetivo habilitar, amadurecer e aperfeiçoar o crente para que realize a obra para a qual fomos chamados que é fazer discípulos! Como fazer discípulos se não o somos? A melhor maneira de aprender é ensinar.



  1. A necessidade de estudo bíblico.
  • É uma questão de sobrevivência espiritual- Os 4:6 e Ez 3:1-3. O estudo particular é o alimento que pode nos manter vivos espiritualmente. Pense comigo você se alimenta uma vez por semana? Alguém diz hoje em tomarei café da manha, almoçarei e jantarei e só daqui a uma semana me alimentarei novamente. Isto é um absurdo! Ninguém faz isso! Porque então teimamos em nos alimentar espiritualmente apenas domingo? E um detalhe importante, só tomamos leite espiritual na maioria das vezes.
  • Conhecê-la para defender-se do assédio inimigo(de satanás) e de deturpação herética. Mt 4-3:10 e Gen 3:1-6. Satanás tentou confundir o próprio Cristo e usar sua palavra fora de contexto e criar uma heresia.
  • A evolução natural do recém-nascido. Hb 5:12-14, nascemos novamente portanto devemos ser crianças, adolescentes, adultos, na vida da fé.
  • Precisamos ser transformados Mt4:18-19. A Bíblia precisa deixar de ser um livro apenas e ser uma palavra transformadora do contrario nossa mente ficará cauterizada.
                                

                               2  O estudo da Bíblia se compõe de quatro partes.


  • Leitura observação do texto. É ver o que o texto diz
  • Compreensão. É saber conhecer, compreender o que o texto diz.
  • Interpretar. É mais que entender. É saber extrair lições do texto
  • Meditação e aplicação. É aplicar em nossas vidas as lições extraídas do texto.




  • E por último sem ser menos importante a total dependência do Santo Espírito.




    Leia a parte 2  deste estudo clique aqui.





    *Rev. Cláudio Henrique é Pastor efetivo da Primeira Igreja Presbiteriana de Recife

Administrador Infiel e o Senhor Benevolente Parte I

Lc 16:1-9 1 Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como quem estava a defraudar os seus bens. 2 Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela. 3 Disse o administrador consigo mesmo: Que farei, pois o meu senhor me tira a administração? Trabalhar na terra não posso; também de mendigar tenho vergonha.4 Eu sei o que farei, para que, quando for demitido da administração, me recebam em suas casas.5 Tendo chamado cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu patrão?6 Respondeu ele: Cem cados de azeite. Então, disse: Toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinqüenta.7 Depois, perguntou a outro: Tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta.8 E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz.9 E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos.
Conta-se que uma certa pessoa afirmava não poder seguir a Bíblia, porque a mesma estava cheia de erros e contradições. A pessoa afirmava que os autores bíblicos e Jesus teriam uma moral duvidosa, Um dos textos citados foi a parábola acima. Muitos crentes ficam numa sinuca. Sabem que Jesus nunca aconselharia algo errado apesar de parecer que ele está dizendo isso na passagem selecionada. O que fazer então?
Nós aqui do plugados com Deus somos calvinistas e presbiterianos, portanto, sabemos que todo texto antigo como a Bíblia tem uma história e uma gramática que não devem ser em hipótese alguma desconsideradas. Texto fora de contexto é pretexto para heresias e heresias já colecionamos aos montes em nosso meio evangélico. Àqueles que desejam saber mais sobre método histórico gramatical podem acessá-lo em outro post aqui mesmo no plugados.
Vamos lá então, precisamos fazer algumas perguntas básicas a esta parábola para entendermos bem o contexto. Convidamos aos amados irmãos a se transportarem aos tempos da palestina do século primeiro, tentaremos pensar como um judeu antigo e assim entender de forma adequada esta parábola. Parece ser difícil não é mesmo? Não se tivermos as ferramentas corretas.
Perguntas:


  1. O senhor da parábola é honrado ou comparsa do mordomo infiel?


  2. O mordomo havia obrigado os devedores a assinar quantias mais elevadas que os débitos reais?


  3. O mordomo é um gerente imobiliário lidando com aluguel de terras ou é um agente autorizado do senhor, será esse mordomo um funcionário de confiança?


  1. Tudo indica que o Senhor é um homem justo. Na parábola que precede imediatamente esta, a do filho pródigo, o pai é um nobre e as duas parábolas tem ligação que discutiremos mais detalhadamente no final. Podemos inferir do texto que se o senhor fosse mau ele teria maltratado seu servo logo ao saber que este estava a defraudar-lhe os bens. "Que isto que ouço a teu respeito" em grego dá a idéia de que ouço e continuo ouvindo ao teu respeito, o servo era injusto e várias vezes o Senhor ouviu a seu respeito e poderia muito bem puní-lo. Então concluímos que o senhor era justo e bom.

    2 – A segunda pergunta trata da ação do mordomo. Aqui precisamos um pouco de conhecimento da cultura. A mishná (comentário rabínico) afirma que ao intermediário cabia uma comissão por seus serviços. Além disso, ganhava-se uma espécie de gorjeta "por debaixo do pano" para sempre conseguir os melhores preços nas terras. Talvez o diálogo se travasse nos seguintes termos: Intermediário ao arrendatário -- Hoje tenho uma promoção imperdível meu senhor! Não irás se arrepender! Aquela terra que vale 150 eu consigo um desconto para o senhor de 50%! O arrendatário muito entusiasmado poderia responder -- é mesmo? Consiga então essa terra para mim com esse desconto! Facilite a minha vida e te darei algo depois ok? o mordomo era um intermediário uma espécie de despachante. A negociação e a burocracia não cabia a um nobre dono de terra e sim aos seus funcionários. 

    O mais provável aqui nesta parábola é que o mordomo é um funcionário com salário fixo, não apenas um corretor de imóveis. A esta categoria de pessoas chama-se shaluá. 
    Ele é um gerente contratado pelo dono das terras. Tudo que conseguisse de lucro deveria ser repassado imediatamente ao seu senhor. O proprietário sempre pedia os contratos assinados pelos agricultores e ratificados pelo seu gerente. Neste processo, não haveria margem para o empregado aumentar os preços reais das terras, Porque tudo era lavrado em cartório, por assim dizer.

    Logo no verso 2 verificamos que o senhor manda chamar o funcionário tentando colocá-lo em confissão. "Que isto que escuto a teu respeito!" Como falamos anteriormente isto é um semitismo que tem significado de algo contínuo. Uma tradução melhor ficaria, que é isto que tenho escutado frequentemente a teu respeito? Algo que se repetia continuamente, uma denúncia constante de que este mordomo estava defraudando os bens do seu senhor. O servo, que é muito inteligente, fica calado e não adiciona nenhuma informação nova. Ele esperava o pior do seu senhor. Em casos como este, o castigo seria no mínimo o insulto público (vitupério)ou a fustigação com varas acompanhada da prisão. Ao contrário do que se esperava o servo simplesmente é despedido e descobre algo no seu senhor, a misericórdia, apesar do seu erro gravíssimo!
Ao perceber isto o servo tem uma conversa consigo mesmo pensando em uma solução rápida. Notavelmente ele pensa em trabalhar na terra. Não se espera naturalmente que um homem culto(em relação àqueles que lavravram a terra), em posição de autoridade, viesse a fazer trabalhos braçais, afinal, ele era um contador...um gerente! Mas ele não pensa assim, a única razão que encontra para não trabalhar na terra é sua fraqueza física. Ele também rejeita a mendicância. Naquele tempo a mendicância era tida como uma profissão legítima. O mordomo deseja ardentemente outro emprego porém, visto que foi despedido por ter desperdiçado os bens do seu senhor, quem agora lhe daria trabalho? Ele precisa criar uma situação que mude sua imagem perante a sociedade. Um judeu do primeiro século preferiria a morte do que a vergonha.
A chave para sua situação é que ninguém sabe ainda que ele foi demitido. Logo todos o saberão, e por isto ele precisa agir depressa. Ele precisa se preparar agora antes que entregue os livros contábeis ao seu senhor. Em primeiro lugar ele "chama" os devedores. Isto prova que os devedores não sabiam de nada, do contrario, não obedeceriam ao chamado de alguém que não tinha mais autoridade sobre as terras. Os totais das contas são grandes e fixos mas não estavam vencidos e o servo "bondosamente" baixa os preços de todos os contratos, como se fosse um presente de natal, deu uma de papai Noel dos arrendatários! Estes por sua vez, deveriam estar surpresos com tamanha benevolência do senhor que autorizara os descontos. Sim! Porque os arrendatários sabiam que um servo nao teria a autoridade de dar descontos por sim mesmo, logo, interpretaram ser uma ação benéfica do Senhor das terras.
O servo agora gozava de boa reputação diante dos arrendatários e diante da sociedade. "eu convenci o velho senhor a fazer isso" deveria ser esta a conversa dele diante de todos!
Continua parte II.

Para onde se vai depois da morte?

Você realmente sabe para onde vai logo após sua morte?

Muitas são as dúvidas de cristãos no mundo todo, mas, o que a bíblia realmente ensina sobre este assunto? Analisemos algumas teorias.


  1. Sono da alma- há uma teoria muito difundida nos nossos dias chamada sono da alma. Essa forma de pensar consiste em que a pessoa ao morrer fica dormindo e só despertará no dia do julgamento final. Para apoiar sua tese usam textos como:
    Jo11:11 Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo.

    Isto era apenas uma forma de falar, um eufemismo, uma realidade dura que Jesus queria tornar branda. Os discípulos não entenderam e disseram que se Lázaro dormia estaria segura, Jesus precisou ser mais claro e falou em Jo 11:14 "Lázaro morreu".

Outro caso em que a Bíblia usa sono por morte esta em At 7:60:"...tendo dito isto, adormeceu."

Assim, desmontamos o primeiro argumento. As almas dos crentes e dos ímpios não dormem.


    1. Purgatório- Há um outro argumento que diz que as almas vão para um lugar chamado purgatório. Um local onde se "purga", se purifica os pecados, com ajuda de algumas missas e outros favores monetários chegar-se ao céu. Baseiam-se em textos como: 1 Co 3:15 se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.
    Jd 1: 22-23 E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida;

    salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne.

    O primeiro texto fala que Deus provará nossas obras e o segundo texto nos fala a respeito da

    conversão que o livramento do inferno.




  1. Estado intermediário – há um argumento que acreditamos ser o mais exato por encontrar amplo respaldo bíblico, chama-se estado intermediário. Todas as almas dos salvos no céu como as dos condenados no inferno aguardam o ultimo dia, o dia da ressurreição. Naquele dia se juntará alma e corpo para serem julgados. Argumentos bíblicos:



    1. Dn 12:2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.

    2. Ap 20:12 Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.
      Interessante notar que tanto o inferno que estão as almas agora quanto o céu são temporários, intermediários aos que virão. Vejamos os textos.



      1. Ap 21:1 Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

        1. Ap 20:14-15 14 Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 15 E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.
Conclusão: Depois da morte as almas do crentes vão, portanto, para o céu onde despertam conscientes da presença de Deus e de suas bênçãos enquanto esperam pela ressurreição. As almas dos ímpios estão aprisionadas no inferno numa espécie de prisão preventiva aguardando sua condenação final do dia do juízo.


Deus nos ilumine.



Amém.

Mais um amuleto de crente

Agora realmente não falta mais nada ao nosso mundo evangélico. Para começar o ano mais uma Heresia, Eis a proposta de um pastor Neopentecostal lançando um Terço Evangélico! Ah desculpem Pulseira profética.(que na verdade é um terço!)
Quando os meus filhos eram pequenos, viveram a “moda” de fazer pulseiras de “miçangas”. Um dia expressaram um desejo de fazer uma pulseira para mim.  Eu confesso que minha primeira reação era de rejeição da idéia pois nunca me acostumei a usar jóias ou bijouterias.  Comecei a pensar na idéia e resolvi orar para saber se a idéia dos meus filhos podia ser algo que agradasse a Deus.  Logo pensei num esquema que, se desse certo, seria algo bom. Eles estavam fazendo pulseiras que muitas vezes tinham as cores dos times de futebol dos amigos:  verde e branco, preto e vermelho, azul e branco, etc.
Eu já tinha recebido a palavra do Senhor sobre “Rio do Leão” e também o ensino sobre “os quatro seres viventes.  Eu pensei: se der certo de colocar 12 miçangas azuis, representando o derramar do Rio do Leão 12 vezes mais do que vemos hoje e quatro coloridas, representando os quatro seres, repetidos quatro vezes na pulseira, vou usar e vou profetizar:  flua o Rio do Leão, derrama a unção dos quatro seres sobre nós Senhor.!!!Coube perfeitamente no meu braço!  FLUA  O  RIO DO LEÃO!!!  DERRAMA A UNÇÃO DOS QUATRO SERES SOBRE NÓS, SENHOR.
Hoje esta pulseira, além de ser bonita nos lembra a orar e profetizar.  Não é um amuleto, e nem um “terço evangélico”.  As doze bolinhas azuis representam as “águas” do Rio do Leão.  A bolinha “dourada” representa o Leão, a marrom, o novilho, a verde, o que tem face de homem, a “florescente”, a águia: os quatro seres viventes.   Esta pulseira é apenas um lembrete para interceder:  Senhor, flua o Rio do Leão.  Derrama a unção dos 4 seres sobre a igreja para que a adoração da terra concorde com a adoração do céu!  

Mike Shea


Fonte: http://www.casadedavi.com.br/br/content/view/21/311/