Vença Dificuldades e Busque Novos Desafios



A história de Jabez é uma das mais curtas biografias da Bíblia e também uma das mais sugestivas. Ele tornou-se mais ilustre do que seus irmãos, pois embora tenha recebido um nome pejado de estigma, não aceitou passivamente a decretação da derrota em sua vida. Ele sacudiu o jugo da crise e buscou horizontes mais espaçosos na sua caminhada. Estamos atravessando a fronteira de mais um ano. É tempo de nos desvencilharmos das dificuldades do passado, subirmos nos ombros dos gigantes e olharmos para a vida com a visão do farol alto. O que Jabez fez que o tornou mais nobre do que os seus irmãos?

1. Ele rogou a bênção de Deus (1Cr 4.10) – Jabez invocou o Deus de Israel, o Deus vivo e não um ídolo morto. Ele foi à fonte certa, com o pedido certo e com a motivação certa. Seu clamor é profundo: “Oh! Tomara que me abençoes!”. Somente através da bênção de Deus podemos sair dos desertos esbraseantes para os prados cheios de verdor; somente através da bênção de Deus podemos curar os traumas do nosso passado para vivermos uma vida livre, abundante e feliz. A bênção de Deus enriquece e com ela não existe desgosto. O nosso Deus é aquele que já tem nos abençoado com toda sorte de bênção em Cristo Jesus nas regiões celestes.

2. Ele pediu a Deus o alargamento de suas fronteiras (1Cr 4.10) – Jabez não era um homem acomodado. Ele olhava para frente e queria conquistar mais terreno, queria alargar o espaço da sua tenda, queria ampliar seus horizontes e conquistar novas fronteiras. Não basta desvencilhar-se das amarras do passado, precisamos alçar vôos mais altos em relação ao futuro. Jabez queria mais espaço, influência, trabalho, frutos, e conquistas. Seu coração palpitava por vitórias mais expressivas, por alvos mais arrojados, por sonhos mais altaneiros. De igual forma, precisamos ter sonhos mais ousados na nossa vida pessoal, familiar e espiritual. Há terreno ainda por ser conquistado!

3. Ele suplicou pela presença de Deus (1Cr 4.10) – Jabez entende que seus sonhos não podem ser realizados se a mão de Deus não for com ele. Ele não quer apenas coisas, ele quer Deus. Coisas sem Deus não satisfazem a alma. Sem a presença de Deus não podemos caminhar vitoriosamente. Nossa maior necessidade é de Deus. Nossa jornada jamais poderá ser bem sucedida se a mão de Deus não for conosco. Foi a presença de Deus que sustentou, protegeu e guiou o povo de Israel pelo deserto quarenta anos. É a presença de Deus que inunda a igreja de ânimo e força na sua caminhada pelos vales e outeiros da História. Temos a promessa de Jesus: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28.20).

4. Ele clamou pela proteção de Deus (1Cr 4.10) – Jabez compreende que a jornada da vida é cheia de perigos. Há caminhos escabrosos, inimigos aleivosos, temores assombrosos. Precisamos da proteção divina. Jabez pede livramento do mal e do maligno. Ele compreende que somente Deus pode nos livrar dos laços e armadilhas do maligno. Jabez sabe que não pode vencer sem a proteção do Altíssimo, por isso clama e roga o livramento não apenas do maligno, mas também da aflição decorrente de sua investida. Não temos força nem armas suficientes em nós mesmos para entrarmos nessa batalha; mas, com a força do Eterno e revestidos com sua armadura podemos triunfar.

O texto de 1Crônicas 4.10 termina dizendo: “E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido”. Deus responde as nossas orações. Ele muda a nossa sorte. Ele transforma choro em alegria, vales em mananciais, o cerco do inimigo em porta da esperança. Estamos atravessando os portais de um novo ano. Faça o que Jabez fez. Clame também ao Senhor e você verá que um novo tempo poderá raiar também em sua vida!


Rev. Hernandes Dias Lopes

Análise Atos 1:8 Parte I

ATOS DOS APÓSTOLOS – O PODER PARA TESTEMUNHAR
ANÁLISE EXEGÉTICA DE ATOS 1.8
*Rev. José Clóvis
O livro de Atos denominado dos Apóstolos deveria ser identificado, na realidade, como Atos do Espírito Santo.
Atos é o registro da ação do Espírito Santo no estabelecimento, desenvolvimento e fortalecimento do corpo de Cristo sobre a terra.
O crescimento é algo para um organismo vivo, não é diferente com a Igreja. 
A Igreja cristã não deve perder a perspectiva de expansão sem perder de vista também a qualidade. Não podemos usar esse jargão da qualidade para negligenciar a expansão do reino. A qualidade é fundamental, mas um crescimento sadio e harmonioso também o é, incluindo uma organização, uma estruturação eficaz, isto é o que percebemos no texto a seguir.
Capítulo 1
Verso 1 No evangelho, Lucas escreveu o que Jesus começou a fazer e a ensinar. Em Atos, o que o Senhor continuou a fazer pelo seu Santo Espírito.
Verso 2 Jesus, antes de subir aos céus, passou ainda 40 dias falando aos Apóstolos das coisas concernentes ao reino de Deus. aqui notamos que a preparação de uma liderança é fundamental para o estabelecimento de uma missão.
Verso 4,5 A promessa do Pai, o batismo com o Espírito Santo é condição espiritual para a realização da obra.
Verso 1: 6-11 Os Apóstolos estavam preocupados com o tempo da restauração do reino a Israel e Jesus queria que estabelecessem a Igreja, que fossem suas testemunhas de Jerusalém até os confins da terra, pelo poder do Espírito.
Contudo o texto que gostaríamos de destacar e será alvo de nossa análise é Atos 1:8.
Continua parte II
*Rev. José Clóvis é Pastor da Igreja Presbiteriana de Areias e Professor de evangelismo no SPN.

Crer Para Ver


Provérbios 3:34 Certamente, ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes.

Conta-se que o ditador italiano Benito Mussolini, morto em 1945, em sua juventude subiu em um monte e gritou: "Deus se tu estás aí fulmina-me!".Logicamente como Deus não se curvou a sua vontade Mussolini, concluiu, então, que Deus não deveria existir. Entretanto, Deus responderia mais tarde a esse ditador quando, capturado por guerrilheiros italianos, foi julgado sumariamente e fuzilado.
Alguns dizem o seguinte: "Preciso ver para crer. Se não puder ver, não acredito que algo possa existir." Mas todos nós acreditamos em muitas coisas que não podemos ver não é mesmo? Pensemos nas ilusões de ótica? E no funcionamento do seu próprio cérebro? E no vento? Nós vemos o vento? E os registros dos acontecimentos na História? Não é por fé no historiador que acreditamos em determinado fato? Ou estávamos lá atestar a sua veracidade?
As ondas que transmitem uma imagem de TV são invisíveis, mas um receptor e uma antena podem detectar sua presença e seus efeitos, trazendo som e imagem de uma inimaginável distância.
O homem que ainda não conhece Jesus como seu salvador também tem um "receptor". No entanto, esse receptor (seu espírito) está quebrado por causa do pecado (nós estamos mortos em delitos e pecados, isso quer dizer que não podemos mais perceber o mundo espiritual precisamos que a vida nos seja restaurada e nossos olhos abertos. Efesios 2:1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados). E ele não pode ver ou ouvir o mundo espiritual.
Precisamos ser consertados e ter restaurada nossa vida a fim de que nossos olhos espirituais sejam abertos, e isso só Jesus poderá fazer. Não depende de nós, mas, sim Dele que nos escolhe.
Precisamos apenas responder afirmativamente ao seu chamado e desfrutar da plena paz, segurança e presença do nosso salvador em nossas vidas.
Jesus existe sim! Ele é real e quer relacionar-se com você, quer te dar a paz que sempre desejou de uma maneira que nunca sonhou. Creia nisso e com fé peça sua ajuda, pois, ele não rejeitará um coração sincero e angustiado, quebrado diante dele pois ele :Salmos 147:3 "sara os de coração quebrantado e lhes pensa as feridas."
Pense nisso e se entregue a ELE. O único que pode restaurar tua dignidade e te dar a Paz que você tanto almeja.
Amém.

Que Falta Aos Cristãos de Hoje?


Josué 14:8 Mas meus irmãos que subiram comigo desesperaram o povo; eu, porém, perseverei em seguir o SENHOR, meu Deus.
Caso fizéssemos uma pesquisa rápida com os cristãos nossos conhecidos e perguntássemos: qual a maior falta que se sente entre os crentes hoje?
Provavelmente receberíamos quase tantas respostas diferentes como fosse o número dos nossos interrogados.
Alguns dirão que a falta de oração é o maior poblema nos crentes, outros dirão que o pouco conhecimento da palavra e do seu estudo, e ainda outros indicarão a falta de propósito do coração dos crentes, ou a falta de aplicação da palavra santa. Todos estes estão muito corretos em suas observações, porém, cremos que há uma falta que podemos indicar como sendo maior do que todas anteriormente citadas, podemos  dizer que é a causa de todas elas. Diremos que a maior falta na vida dos cristãos de hoje é um verdadeiro conhecimento de Deus.
Foi por isto que o apóstolo Paulo orava à Deus em favor dos crentes de Colossos, pedindo que fossem cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual. Colossenses 1:9-10 Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;
10 a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;
O apóstolo Pedro também nos exorta: ARA 2 Pedro 1:2 graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.

O conhecimento de Deus é a causa donde resultam todos os efeitos santos e benefícios, tais como, a prática da oração, o amor às Escrituras, zelo e energia na obra evangelística, santo desejo em fazer boas obras etc.
Bem-Aventurado é, na verdade, aquele que conhece à Deus e tem comunhão com ele. Podemos conhecer o caráter de alguém pelos companheiros que o cercam, como um homem de bem andará e será amigo de criminosos? Os valores de um homem correto e de criminosos são diferentes, logo, eles são como água e óleo não conseguem misturar-se. Sabemos que o caráter de uma pessoa poderá ser formado ou arruinado pela companhia que procura. Isto também é verdade no mundo espiritual quanto mais nos aproximamos da luz que é Deus mais nos tornamos mais parecidos com ELE.
Aplicações:



  1. O conhecimento de Deus nos levará, pois, a orar pelos Seus interesses.



  2. O conhecimento de Deus nos levará, com ardor e zelo, a estudar sua palavra e praticá-la.



  3. O conhecimento de Deus nos encherá de interesse pela evangelização das almas perdidas.



  4. O conhecimento de Deus nos fará seus imitadores ARA Efésios 5:1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
Conclusão: o pleno conhecimento de Deus é, pois, a nossa maior necessidade como cristãos. Sim, necessitamos crescer no conhecimento de Deus! Mas como? Temos visto que Paulo orava sem cessar pelos crentes afim de que isto se desse com eles; Amados irmãos se sentimos o desejo de assim crescer oremos por isto, cultivemos comunhão com Deus pela leitura de sua palavra, comecemos a dar a ELE todos os detalhes de nossa vida diária e procuremos também, em primeiro lugar, os interesses do seu Reino e o desenvolvimento dos seus propósitos aqui no mundo.
Queira Deus que possamos dizer como o salmista
Salmos 62:7 Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza e o meu refúgio estão em Deus.

assim, gloriando-nos em Deus, não seremos conformados por este mundo mas o iremos mudar pela renovação da nossa mente.
Amém.

Para os filhos de Maria... PARTE II




A ascensão de Maria

Segundo o catolicismo, “finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo. A assunção da Virgem Maria é uma participação singular na ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”.3

Qualquer conhecedor das Escrituras fica aborrecido ¬diante de tamanha distorção. A humilde camponesa de Belém, que singelamente aceitou sua missão de ser a mãe de Jesus, foi, ao longo dos séculos, transformada em uma divindade pagã.

Em toda a Bíblia, a figura de Maria não recebe qualquer posição especial com relação a Jesus ou ao plano de salvação:

• Jesus não a chamava de mãe, mas de mulher (Jo 4.4; 19.26);

• Aos que a definiram como sua mãe Ele fez questão de mostrar que seus familiares são os seus seguidores (Mt 12.46-50);

• Quando quiseram atribuir alguma honra a Maria pelo fato de ter dado à luz a Jesus, Ele fez questão de mostrar que há honra maior em obedecer a Deus (Lc 11.27-28);

• Nenhum dos apóstolos fez qualquer menção a ela, seja Paulo, Pedro, Tiago, João ou Judas.

Mas quando olhamos para o marianismo, não vemos apenas uma ascensão física, mas uma ascensão de importância que vem, através dos séculos, transformando a mãe de Jesus na figura central do Catolicismo e, conseqüentemente, da fé popular.

Como isso foi possível? Como a Igreja Católica pôde transformar uma figura que não recebeu nenhum destaque no Novo Testamento na peça mais importante de sua religião? Como essa igreja conseguiu, em nome do Cristianismo, desobedecer ao mandamento tão claro: “Não terás outros deuses diante de mim?” (Êx 20.3). A tolerância, no entanto, é uma faca de dois gumes que, se exagerada, pode permitir que uma virgem se torne uma meretriz: “Mas tenho contra ti que toleras a Jezabel, mulher que se diz profetisa. Com o seu ensino ela engana os meus servos, seduzindo-os a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos” (Ap 2.20). Quando os verdadeiros crentes precisaram tomar uma atitude mais severa, eles se calaram e a conseqüência disso foi a forte idolatria que se camuflou com o título de cristianismo. Assim, com o passar dos anos Maria foi acumulando títulos, adquirindo mais prestígio do que a própria Trindade.

Além da conhecida designação de “Nossa Senhora”, ela recebeu outras nomeações, como Medianeira, Imaculada (sem pecado), Mãe dos Homens, Mãe da Igreja, Rainha dos Céus, Co-redentora etc. A força de seu culto supera qualquer outro movimento dentro do Catolicismo.

CONTINUA NA PRÓXIMA POSTAGEM...

A GLORIA DE DEUS PARTE I

Rev. Gaspar de Souza*
Soli Deo Gloria! O dístico da Reforma Protestante mais esquecido em nossos dias. Não quero dizer que os outros (Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia e Solus Christus) não sejam também esquecidos. Embora todos estejam unidos, a Glória de Deus é a mais rejeitada por causa da própria natureza humana. E por que isto? Porque os outros dísticos podem sem usados ou deturpados para glória do Homem e não para a Glória de Deus.
Glorificar a Deus é o fim principal do Homem e isto em todas as áreas de sua vida. Quando isto não acontece, então a Glória de Deus é roubada. E, não tenho dúvidas, de que desde muito tempo há uma erosão nesta doutrina tão defendida pelos Reformadores: "o mais importante propósito da vida humana é glorificar a Deus"(VOS, 2007, p. 32). É ter "negócios com Deus", como diria João Calvino, pois a "existência humana é vivida Coram Deo[1], 'diante de Deus' ou 'na presença de Deus'"(GEORGE, 1994, p. 60).
O Antropocentrismo, isto é, a "crença que atribui ao ser humano uma posição de centralidade em relação a todo o universo, seja como um eixo ou núcleo em torno do qual estão situadas espacialmente todas as coisas (cosmologia aristotélica e cristã medieval), seja como uma finalidade última, um télos que atrai para si todo o movimento da realidade (teleologia hegeliana)"(adaptado HOUAISS, 2005), é a forma que está em ação e em evidência em nossos dias, como nunca dantes.
Nosso objetivo com este texto é apresentar uma visão bíblica para uma vida teo-referente, ou seja, uma vida que tenha a Deus como referência suprema em todas as áreas do viver, fundamentada nas palavras paulinas: "quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus"(1 Co 10.31), de modo que venhamos mais a amar a glória de Deus do que a glória dos homens.
Glória de Deus
Definindo biblicamente a expressão "glória de Deus", comecemos pelo Antigo Testamento. O termo comum para "glória" é dwbk (kabod) cujo sentido inicial é "ser pesado", mas que figuradamente expressa alguém "de peso" na sociedade, "alguém que é honrado, marcante, digno de respeito"(DITAT, 1998, p. 695). No sentido negativo pode significar "severidade" (Ex 5.9; 1 Re 12.10), tal como aplicado ao pecado de alguém (Is 1.4; Pv 27.3). Já no uso positivo, é a reputação de alguém que está em vista (Nm 22.15). Neste sentido implica em honra, respeito, atenção e obediência (idem, p. 697). Porém, é em referência a Deus que o termo dwbk assume o mais incomum e peculiar sentido. A princípio é uma manifestação visível de Deus, uma auto-revelação de Deus associada à sua santidade; segundo, é a vontade de que os Homens conheçam a Sua realidade e esplendor (idem, p. 697), cujo impacto leva o Homem a fé e obediência, tendo o seu caráter moldado pelo assombro de Deus! É isto que aconteceu na Encarnação de Jesus Cristo (Jo 1. 14; 17. 1 – 5). É Cristo Jesus, por isso mesmo, chamado "Senhor da Glória" (1 Co 2.8; Tg 2.1) – no AT Yahweh é chamado "Rei da Glória"(Sl 24. 9, 10). É o não reconhecimento da presença divina ou transferência da honra devida ao Senhor Deus que constitui idolatria. Reconhecer as suas obras (Ex 14. 7 – 18; Sl 19.1; 96.3)
*O Rev. Gaspar de Souza, entre outras atribuições, é Professor de Hebraico no SPN em Recife.
Continua na parte II

 

Video Mostra Criança Indígena Enterrada Viva!

  Lucas 6:6-8,11   6 Sucedeu que, em outro sábado, entrou ele na sinagoga e ensinava. Ora, achava-se ali um homem cuja mão direita estava ressequida. 7  Os escribas e os fariseus observavam-no, procurando ver se ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que o acusar. 8  Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem da mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio; e ele, levantando-se, permaneceu de pé. 9  Então, disse Jesus a eles: Que vos parece? É lícito, no sábado, fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer? 11  Mas eles se encheram de furor e discutiam entre si quanto ao que fariam a Jesus.


Marcos 16:15  E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.

Atos 1:8  mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.


"O direito à vida é universal e não depende de origem étinica.
Direito a diversidade cultural nunca poderá ser evocado como justificativa para se tolerar práticas como a escravidão, tortura e genocídio. Por que razão esse direito seria evocado como justificativa para que tolere o infanticídio?"

Atenção: esse vídeo contém cenas chocantes
http://www.youtube.com/watch?v=Y3YUO98f000

Quebrando o Silêncio

Tem assuntos que ninguém gosta de falar. Quando uma mulher indígena do grupo arawá sai para dar à luz, por exemplo, ninguém vai junto. Esse é um momento só dela. Ela sai sozinha, mesmo que seja muito jovem e aquele seja seu primeiro bebê. Ela procura uma árvore ou arbusto onde possa se apoiar, se agacha, e ali enfrenta suas dores. É ali, na hora do parto, que essa jovem mãe tem a grande responsabilidade de decidir o futuro da criança. Ela só poderá ficar com o bebê se ele for perfeito.

Se por alguma razão ela volta para a casa sem o bebê nos braços, o silêncio é geral. Ninguém pergunta o que houve. Nem o pai da criança, nem os avós, nem a amiga mais próxima. A jovem se afunda em sua rede, muitas vezes sem coragem ou forças nem para chorar. O assunto morre ali mesmo. Ninguém pergunta por que ela voltou sem o bebê. A mãe terá que carregar sozinha, em silêncio, pelo resto da vida, a lembrança dessa maldição, dessa má sorte, dessa infelicidade.

Às vezes ouve-se ao longe o choro abafado da criança, abandonada para morrer na mata. O choro só cessa quando a criança desfalece, ou quando é devorada por algum animal. Ou quando algum parente, irritado com a insistência daquele choro, resolve silenciá-lo com uma flecha ou um porrete.

Depois disso o silêncio é absoluto.

O infanticídio é um tabu. Da mesma maneira que o assunto é evitado nas sociedades indígenas, é evitado também na nossa sociedade. Ninguém fala, ninguém enfrenta, ninguém toma posição.

A posição mais cômoda continua sendo a da omissão - omissão muitas vezes maquiada de respeito às diferenças culturais.

Estamos vivendo um momento de mudança de atitudes. Algumas mulheres indígenas resolveram abrir a boca sobre esse assunto, tão polêmico e ao mesmo tempo tão doloroso para elas. A partir da iniciativa dessas mulheres, o tabu começou a ser quebrado e a mídia nacional vem veiculando diversas matérias sobre o assunto (Revistas Consulex – outubro 2005, Problemas Brasileiros, do SESC/SP de maio-junho 2007; Cláudia, julho de 2007; Veja, agosto 2007, dentre outras).

Nossa sociedade precisa parar de falar por um momento e ouvir essas vozes.

Os números são alarmantes.

Quebrando o Silêncio aborda o infanticídio a partir do depoimento dos próprios indígenas. Reúne relatos de parentes de vítimas, de agressores e de sobreviventes.

São ouvidos, ainda, antropólogos, advogados, religiosos, indigenistas e educadores.

Esperamos que este material ofereça dados suficientes para que se possa pelo menos tomar uma decisão importante. A decisão de levar essa discussão adiante - ouvir, discutir, refletir, com imparcialidade, e criar condições para que as comunidades indígenas possam resolver os conflitos que causam o infanticídio. Que, pelo menos por um momento, possamos silenciar ideologias e paixões e ouvir com empatia a voz de mulheres que se cansaram de enfrentar sozinhas essa dor. Que possamos tomar a decisão responsável de quebrar o silêncio sobre o infanticídio.


fonte: hakani.org

O PODER DE DEUS PARTE II

"Partes dos Seus caminhos" contemplamos na criação, na providência, na redenção, mas apenas uma "pequena parte" do Seu poder se vê nessas obras. Isto nos é exposto extraordinariamente em Habacuque 3:4 "...e ali estava o esconderijo da sua força". Dificilmente se pode imaginas algo mais grandiloqüente do que as figuras deste capítulo todo, no entanto nele nada supera a nobreza desta declaração. O profeta (numa visão) viu o poderoso Deus espalhando os outeiros e abatendo os montes, o que se julgaria espantosa demonstração de força. Nada disso, diz o nosso versículo; isso é mais o ocultamento do que a exibição do seu poder. Que se quer dizer? Isto: é tão inconcebível, tão imenso, tão incontrolável o poder da Deidade, que as terríveis convulsões que Ele opera na natureza escondem mais do revelam do Seu poder infinito!
É coisa bela juntar as seguintes passagens: "O que só estende os céus, e anda sobre os altos do mar"(Jó 9:8), que expressa o indomável pode de Deus. "... Ele passeia pelo circuito dos céus"(Jó 22:14), que fala da imensidade da sua presença. "...anda sobre as asas do vento" (Sl.104:3), que expressa a espantosa rapidez das Suas operações. Esta ;ultima expressão é deveras notável. Não é que "Ele voa" ou "Corre", mas que Ele "anda", e isso, nas "asas do vento"- sobre o mais impetuoso dos elementos, impelido com o máximo furor, e varrendo tudo com quase inconcebível velocidade, todavia sob os Seus pés, debaixo do Seu controle perfeito!
Consideremos agora o poder de Deus na criação. "Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste. O norte e o sul to os criaste..."(Sl.89:11-12). Antes de poder trabalhar, o homem precisa ter ferramentas e material , mas Deus começou com nada, e só por Sua palavra fez do nada todas as coisas. O intelecto não pode captar isto. Deus "... falou, e tudo se fez, mandou, e logo tudo apareceu"(Sl.33:9). A matéria primeva ouviu a Sua voz. "Disse Deus: Haja... e assim foi"(Gn.1). Bem podemos exclamar: "Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e elevada a tua destra"(Sl.89:13).
Quem, que olha para cima, para o céu da meia-noite e, com os olhos da razão, contempla as suas maravilhas em movimento; quem pode abster-se de indagar: do que foram feitos estes poderosos astros? É espantoso dizê-lo, foram produzidos sem material nenhum. Brotaram do vazio. A majestosa estrutura da natureza universal emergiu do nada. Que instrumentos foram usados pela supremo Arquiteto para modelar as partes com tão refinada elegância e aplicar tão belo polimento ao todo? Como terá sido feita a junção de tudo numa estrutura primorosamente proporcionada e com tão magnífico acabamento? Um puro e simples fiat realizou tudo. Haja estas coisas, disse Deus. Nada acrescentou; e logo o edifício maravilhoso se ergueu, adornado com todo tipo de beleza, pondo à mostra inumeráveis perfeições, e proclamando em meio a extasiados serafins o louvor do Seu grande Criador. "Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca"(Sl.33:6)"(James Hervey, 1789).
Considere o poder de Deus na preservação. Nenhuma criatura tem poder para preservar-se a si mesma. "Porventura sobe o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água?"(Jó8:11). Tanto o homem como o animal pereceriam, se não houvesse erva para alimento, e a erva murcharia e morreria, se o solo não fosse refrescado com chuvas frutíferas. Portanto, Deus é denominado o Preservador dos "homens e os animais"(Sl.36:6). Ele sustenta "... todas as coisas, pela palavra do seu poder..."(Hb.1:3). Que maravilha de poder divino é a vida pré-natal de todo ser humano! Que uma criança possa sequer viver, e por tantos meses, num alojamento apertado e estranho assim, é inexplicável sem o poder de Deus. Verdadeiramente, Ele "... sustenta com vida a nossa alma..."(Sl.66:9).
A preservação da terra, guardando-a da violência dos mares é outro claro exemplo do poder de Deus. Como é que aqueles elementos em fúria ficaram encerrados dentro daqueles limites em que primeiro se alojaram, permanecendo em suas baías e canais sem inundar a terra e sem fazer em pedaços a parte baixa da criação? A condição natural da água é ficar acima da terra por ser mais leve, e imediatamente abaixo do ar, por ser mais pesada. Quem põe restrições à qualidade natural da água? O homem certamente que não, e não tem poderes para tanto. É unicamente o fiat do Criador da água que a refreia. "E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrarão as tuas ondas empoladas"(Jó38:11). Que altaneiro monumento ao poder de Deus é a preservação do mundo!
Considere o poder de Deus no governo. Tome-se a restrição que Ele impõe à ruindade de satanás. "... o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar"(IPe.5:8). Satanás está cheio de ódio a Deus, e de diabólica inimizade contra os homens, particularmente contra os santos. Aquele que invejou a Adão no paraíso, não quer que sintamos o prazer de usufruirmos nenhuma das bênçãos de Deus. Se ele pudesse fazer o que deseja, trataria todos os homens como tratou Jó: enviaria fogo do céu sobre os frutos da terra, destruindo o gado, faria vendavais derribarem nossas casas, e cobriria de chagas os nossos corpos. Mas, embora mal percebido pelos homens, Deus refreia em grande media, impedindo-o de levar a cabo os seus maus desígnios, e lhe impõe limites destro de Suas ordenações.
Assim também Deus restringe a corrupção natural dos homens. Ele suporta suficientes erupções do pecado para mostrar que terríveis estragos têm sido causados pela apostasia do homem, que rompeu com o seu Criados, mas quem pode conceber a que medonho extremo os homens iriam se Deus retirasse a Sua mão repressora? A boca dos ímpios "... está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue"(Rm.3:14-15). Esta é a natureza de cada um dos descendentes de Adão. Então, que desenfreada licenciosidade e obstinada loucura triunfariam no mundo, se o poder de Deus não se interpusesse para fechar as comportas do mal! Ver Salmos 93:3-4.
Considere o poder de Deus no juízo. Quando ele fere, ninguém Lhe pode resistir: ver Ezequiel 22:14. Quão terrivelmente isso foi exemplificado no Dilúvio! Deus abriu as janelas do céu e rompeu as grandes fontes do abismo, e (excetuando-se os que estavam na arca) a raça humana inteira, impotente diante do furor da sua iram foi tragada. Uma chuva de fogo e enxofre caiu do céu, e as cidades da planície foram exterminadas. O faraó e todos os seus exércitos nada puderam, quando Deus soprou sobre ele no Mar Vermelho. Que palavra terrificante, a de Romanos 9:22: "E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição". Deus manifestará o Seu tremendo poder sobre os reprovados, não apenas encarcerando-os na Geena, mas preservando sobrenaturalmente os seus corpos como também as suas almas em meio às chamas eternas do Lago de Fogo.
Bem que deveriam tremer todos, diante de um Deus tal! Tratar desconsideradamente Aquele que pode esmagar-nos mais facilmente do nós a uma traça, é suicídio. Desafiar abertamente Aquele que está revestido de onipotência, que pode rasgar-nos em pedaços ou lançar-nos no inferno na hora que quiser, é o cúmulo da insanidade. Para reduzi-lo ao seu plano mínimo, é simplesmente parte da sabedoria dar ouvidos à sua ordem: "Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira..."(Sl.2:12).
Bem que a alma iluminada deve adorar a um Deus tal! As estupendas e infinitas perfeições de um Ser como Deus requer fervoroso culto. Se homens de poder e renome reclamam a admiração do mundo, quanto mais deve o poder do Onipotente encher-nos de assombro e mover-nos a prestar-lhe homenagem. "Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, terrível em louvores, obrando maravilhas?"(Ex.15:11).
Bem que o santo pode confiar num Deus tal! Ele é digno de implícita confiança. Nada Lhe é demasiado difícil. Se Deus fosse limitado em poder e força, aí sim, poderíamos ficar desesperados. Mas vendo que Ele Se reveste de onipotência, nenhuma oração é tão difícil que Ele não possa responder, nenhuma necessidade é tão grande que Ele não possa suprir, nenhuma cólera é tão forte que Ele não posse subjugar, nenhuma tentação é tão poderosa que ele não nos possa livrar dela, nenhuma miséria é tão profunda que Ele não possa aliviar. "... o Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?(Sl.27:1). "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém"(Ef.3:20-21).
Fonte: Arthur Pink, Os Atributos de Deus, Editora PES.

Muçulmado defende o Criacionismo e Cria Saia Justa



Durante o encontro sobre darwinismo promovido pelo Vaticano (e para o qual criacionistas não foram convidados), um muçulmano tomou a palavra e fez várias perguntas em público. Oktar Babuna não obteve respostas e foi convidado a deixar o plenário. Ironicamente, o Vaticano defende a teoria da evolução. Os muçulmanos são criacionistas.



Tradução do Vídeo


Oktar Babuna: "Meu nome é Oktar Babuna. Sou um neurologista da Turquia. Eu represento Huran Yahya no país. Ele é autor de 300 livros incluindo o Atlas da Criação. Agora, falando sobre teorias científicas, vocês sabem como elas funcionam. Primeiro, você espalha os princípios de uma hipótese e, se for verificada por meio de observações e experimentos, então se torna uma teoria. Os oradores fazem algumas alegações, mas elas não foram confirmadas por evidências científicas. Por exemplo, se a evolução é um fato, sabe-se que Darwin sugeriu que deveria existir pequenas mudanças sucessivas entre as espécies. Deveríamos observar formas transicionais. Você entende, formas transicionais. Precisamos encontrá-las. Você pode nos mostrar alguma forma transicional? Animais monstruosos sem asas, por exemplo, depois criam apenas uma, um pedacinho de asa, que mostra órgãos incompletos."

Moderador: "Você está... fora de si. Sua pergunta não será respondida."

Oktar Babuna: "O Tiktaalik rosaea e o Archaeopteryx não são formas transiocionais, eles são espécies próprias. Animais extintos."

Moderador: "Tem algum jeito de desligar esse microfone? Você está desrespeitando as regras..."

Oktar Babuna: "Isto é uma discussão científica."

Moderador: "Você não é um orador."

Oktar Babuna: "Eu não sou um orador. Estou pedindo a eles que mostrem fósseis transicionais. A Explosão Cambriana..."

Oktar Babuna: "Isto é uma discussão científica..."

Por fim, arrancam-lhe o microfone e o expulsam do auditório.

Infelizmente, mais uma vez, a Igreja Católica se coloca do lado errado. Há três séculos, condenou o fundador do método científico, Galileu Galilei, por defender uma ideia científica factual. Agora ela defende irrestritamente o darwinismo como teoria plenamente comprovada, abrindo mão de princípios bíblicos claros para acomodar o evolucionismo à sua teologia liberal. Sorte do Oktar estar vivendo em outros tempos, senão seria fogueira na certa.

Fonte: Criacionismo

Eutanásia


EUTANÁSIA: QUEM DECIDE SOBRE O DIREITO A VIDA?
Adaptação: Sem. Rogerio Santos de Mattos
Fonte: A Resposta da Fé: Questões Éticas à Luz da Bíblia
Francisco Solano Portela Neto.

INTRODUÇÃO
De uma forma mais simples, eutanásia é o esforço humano em apressar a própria morte, ou a de um parente ou de alguém que está em sofrimento. É advogada pelos defensores como sendo uma extensão dos direitos humanos, no sentido de que cada um deveria decidir sobre a própria vida. Isso não significa o direito de cometer suicídio. Este assunto, eutanásia, vai além do suicídio, pois obsecra o direito de alguém decidir sobre a vida de outro, baseado em uma condição arbitrária – a existência ou não de qualidade de vida.
Quando tratamos de eutanásia não estamos falando de pena de morte que é a execução de sentença punitiva, retributiva, procedente de um tribunal legalmente estabelecido e seguindo procedimentos uniformes. É verdade que a pena de morte envolve a decisão sobre a vida de outros, mas a eutanásia baseia-se na aferição subjetiva da vida que deveria ser terminada, examinando-se se ela perdeu o sentido, a qualidade ou o seu propósito.
Normalmente, a maioria dos argumentos, tanto dos oponentes como dos defensores da eutanásia é baseada apenas na experiência e nos relatos de casos. Há questões sobre a eutanásia que são bastante complexas e não poderiam ser examinadas em todos os detalhes nesse espaço, nem respondermos a todas as dúvidas que possam vir a ser levantadas; gostaríamos, entretanto, de levantar alguns princípios bíblicos que nos ajudem a tomar decisões ante assuntos como esses e que possam nos ajudar a firmar as nossas convicções.
A IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO
Eutanásia é um assunto que vem recebendo cada vez mais atenção em todo o mundo. O caso mais recente é o da italiana que recebeu o "direito" de morrer dado pelo governo de seu País, a pedido do pai. Nos Estados Unidos, o Estado do Oregon promulgou uma legislação que permitia a eutanásia em 1987, chamado o Ato de Morte com Dignidade. Posteriormente, essa lei foi submetida a dois plebiscitos que acabaram por repeli-la. O que podemos perceber é que a eutanásia é um assunto que mexe com a opinião pública e se faz necessário, nós cristãos, termos conhecimentos nesta área para opinarmos com propriedade e firmeza na fé.
O QUE É A VIDA?
O humanismo secular reconhece que a vida possui um valor, mas este valor é uma qualidade circunstancial, isto é, depende das circunstâncias em que esta vida se encontra. Nesse sentido, a verificação pessoal de alguém sobre a qualidade de vida de outrem é determinante no julgamento se esta vida deve ser terminada ou não. A visão bíblica apresenta o valor da vida, como uma questão inerente ao fato de que ela nos foi dada por Deus. A criação do homem e da mulher representa o fastigioso trabalho criativo de Deus (Gn 1.26) a qual é chamado na Bíblia como sendo a "coroa da criação". Como o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, seu valor não se apaga, desvanece.
A visão humanista identifica sofrimento como sendo um fator que diminui essa qualidade de vida, chegando a legitimar o término dessa, quer voluntariamente, quer pelo arbítrio ou determinação de outro, como, por exemplo, um parente próximo.
A visão bíblica, além de atribuir valor intrínseco à vida e não circunstancial, possui outra visão do sofrimento. Ela reconhece que o sofrimento não é algo desejável pelo ser - humano e, em alguns casos, transformar o nosso viver numa perspectiva meramente temporal; numa realidade apenas daquele momento em que estamos vivendo, como registra Paulo em 1 Co 1.8 "...a tribulação que nos sobreveio... foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida". O sofrimento também ocorre como resultado direto do pecado (Rm 5. 12), mas, em todas as situações, ocorre dentro dos propósitos insondáveis de Deus, com a finalidade didática de nos mostrar alguma coisa (não somos como os epicureus que acreditavam que Deus não se importava com nada e que entregou tudo ao acaso).
Entrementes, o sofrimento, em contra-senso, em vez de retirar qualidade de vida, contribui para que ocorra uma qualidade, real, de vida; uma vida mais significativa, porque o sofrimento nos faz viver mais próximo de Deus, debaixo da sua graça e, completamente, na sua dependência. Sendo assim, este sofrimento acaba proporcionando tanto ao que sofre como aquele que necessita de cuidado, o aprendizado mútuo de consolo – Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo; o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus (2 Co 1. 3,4).
Portanto, a ausência de felicidade aparente e temporal não diminui a qualidade de vida e não nos dá nenhuma prerrogativa sobre a decisão de vida ou morte, nossa e de outros, como defendem os proponentes da eutanásia.
A PERSPECTIVA ERRADA DA MORTE
Aqueles que defendem a eutanásia olham a morte como uma libertação do sofrimento, mas possuem uma visão errada da existência, pois não consideram algumas questões relevantes acerca da morte.

  1. A morte não é algo natural. Esta afirmação repousa no fato de que a morte é uma recompensa pelo pecado. O homem recebe, como salário, a morte – Rm 5.12 // 6.23

  2. A morte do ímpio (aquele que morreu sem confessar Cristo como o Senhor da sua vida) trará maior sofrimento a ele, pois sobre a sua vida repousará a ira de Deus. Este homem morre e segue-se o juízo condenatório do Senhor – Hb 9.27 // 10.31

  3. A morte do crente (aquele que confessa a Cristo como o Senhor da sua vida) é preciosa aos olhos do Senhor – Sl 116.12. Entretanto, mesmo a Bíblia falando da preciosidade da morte de um crente, ela não nos ordena apressar esta morte visto que ela acontece no tempo estabelecido por Deus.

Qualquer compreensão meramente trivial da vida e da morte e que não leve em consideração o pecado e a expiação de nosso Senhor Jesus Cristo, não pode ser uma bandeira apologética levantada pelo crente, pois negará os ensinamentos da Palavra de Deus, nossa única regra de fé e prática.

QUAL O PADRÃO PARA SE DETERMINAR O FIM DE UMA VIDA

Há, em nosso País, uma tribo que a mulher ao dar a luz gêmeos, ela deve sacrificar um dos filhos, pois um deles carrega a semente do mal; como não se sabe quem tem a semente maligna, os dois são enterrados vivos para que morram. Será que o padrão de término de uma vida pode ser assim tão pessoalmente estabelecido? Se esse padrão for aceito, o que impedirá de fazermos da eutanásia voluntária, uma eutanásia obrigatória? Será que vamos defender a eutanásia como uma prática legal para resolvermos o problema da saúde nos hospitais brasileiros?

Lembremos que, por ocasião da II Guerra Mundial, esse padrão foi usado pelos nazistas. Havia uma expressão alemã – leibensunwertes Leben (a vida que não vale a vida). Com esse princípio em mente, justificou-se o genocídio e a matança de judeus, ciganos e pessoas aleijadas, pois a vida deles não valia a pena ser vivida. Daí uma pergunta que não quer calar: E quem tem esse direito de determinar se uma vida vale à pena ou não? Será você? O governo? A igreja? Creio que não! O único que possui um padrão, incontestável, para determinar o fim de uma vida é Deus – o soberano Senhor.

RELEMBRANDO QUE...


  1. A vida é uma dádiva preciosa de Deus (Gn 1. 20-27)

  2. A vida humana é especialmente preciosa, porque Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, portanto ela, obrigatoriamente, precisa ser preservada e não ceifada (Gn 1. 26; 9. 5,6)

  3. A morte não é o fim e nem uma fuga, em si mesmo, ao sofrimento, mas é o resultado do pecado (Rm 6.23)

  4. Muitas vezes ela ocorre com o sofrimento e dor, mas dentro dos propósitos insondáveis de Deus (2 Co 4. 8-10)

  5. O destemor da morte é uma característica do servo de Deus (Fp 1.21)

  6. O homem é limitado em sua perspectiva e na pode definir os seus passos pelos resultados que espera (pragmatismo), pois esses não lhe são conhecidos (1 Sm 16. 6-7)
ENTÃO CONCLUÍMOS QUE...
Os padrões éticos do crente são encontrados na Palavra de Deus e nela achamos todo o incentivo para valorizarmos a vida e nos empenharmos em preservá-la, suportando as tribulações com paciência e perseverança, para a glória de Deus. É importante sabermos que não nos compete tomar a vida, mas temos, sim, o dever de cuidar dela. Temos que nos lembrar que Deus ama aos seus e está ciente dos seus sofrimentos e das suas dores. Ele pode nos sustentar e nas ocasiões em que tivermos de tomar decisões, vamos buscar a sua presença em oração e, com a Palavra de Deus na mão, aplicar os seus princípios. Que Deus tenha misericórdia de nós!

O PODER DE DEUS PARTE I


 A.W.Pink
Não poderemos ter correto conceito de Deus, se não pensarmos nEle como onipotente, igualmente como onisciente. Quem não pode fazer o que quer e não pode realizar o que lhe agrada, não poder ser Deus. Como Deus tem uma vontade para decidir o que julga bom, assim tem poder para executar a Sua vontade. "O poder de Deus é aquela capacidade e força pela qual Ele pode realizar tudo que Lhe agrade, tudo que a Sua sabedoria dirija, tudo que a infinita pureza da Sua vontade resolva. "... como a santidade é a beleza de todos os atributos de Deus, assim o poder é aquilo que dá vida e movimento a todas as perfeições da natureza divina. Como seriam vãos os conselhos eternos, se o poder não interviesse para executá-los! Sem o poder, a Sua misericórdia seria apenas uma débil piedade, as Suas promessas um som vazio, as Suas ameaças mero espantalho. O poder de Deus é como Ele mesmo: infinito, eterno, incompreensível; não pode ser refreado, nem restringido, nem frustrado pela criatura"(S.Charnock).
"Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus" (Sl.62:11). "Uma coisa disse Deus", ou segundo a versão autorizada, KJ, 1611, "Uma vez falou Deus": nada mais é necessário! Passarão os céus e a terra, porém a Sua palavra permanece para sempre. "Uma vez falou Deus": como Lhe fica bem a Sua majestade divina! Nós, pobres mortais, podemos falar muitas vezes e, contudo, sem sermos ouvidos, Ele fala somente uma vez, e o trovão do Seus poder é ouvido em mil montanhas. "E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo. Despediu as suas setas, e os espalhou: multiplicou raios, e os perturbou. Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo; pela tua repreensão, Senhor, ao soprar das tuas narinas" (Sl.18:13-15).
"Uma vez falou Deus": vede a Sua imutável autoridade, "Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos dos poderosos?" (Sl.89:6). "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: que fazes?" (Dn.4:35). Esta realidade foi amplamente descortinada quando Deus Se encarnou e tabernaculou entre os homens. Ao leproso ele disse: "... sê limpo. E logo ficou purificado da lepra" (Mt.8:3). A um que jazia no túmulo já fazia quatro dias, ele bradou: "... Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu..."(Jo.11:43-44). Os ventos tempestuosos e as ondas bravias se aquietaram a uma só palavra Dele. Uma legião de demônios não pôde resistir à Sua ordem repassada de autoridade.
"O poder pertence a Deus", e somente a Ele. Nem uma só criatura, no universo inteiro, tem sequer um átomo de poder, salvo o que é delegado por Deus. Mas o poder de Deus não é adquirido, nem depende do reconhecimento de nenhuma outra autoridade. Pertence a Ele inerentemente. "O poder de Deus é como Ele mesmo, auto-existente, auto-sustentado. O mais poderoso dos homens não pode acrescentar sequer uma sombra de poder ao Onipotente. Ele não se firma sobre nenhum trono reforçado; nem se apoia em nenhum braço ajudador. Sua corte não é mantida por Seus cortesãos, nem toma Ele emprestado das Suas criaturas o Seu esplendor. Ele próprio é a grande fonte central e o originador de toda energia" (C.H.Spurgeon). Toda a criação dá testemunho, não só do grande poder de Deus, mas também da Sua inteira independência de todas as coisas criadas. Ouça o Seu próprio desafio: "Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medida, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina? (Jó 38:4-6). Quão completamente o orgulho do homem é lançado ao pó!
"Poder é usado também como um nome de Deus, "... o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu". (Mc.14:62), isto ;e, à destra de Deus. Deus e poder são tão inseparáveis que são recíprocos. Como a Sua essência é imensa, não pode ser confinada a um lugar; como é eterna, não pode ser medida no tempo; assim a Sua essência é todo-poderosa, não sofrendo limite para a ação"(S.Charnock). "Eis que isto não apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem pois entenderia o trovão do seu poder? "(Jó 26:14). Quem é capaz de contar todos os monumento do Seu poder? Mesmo aquilo que é demonstrado do Seu poder na criação visível está inteiramente fora da nossa capacidade de compreensão, e menos ainda podemos conceber da onipotência propriamente dita. Há infinitamente mais poder abrigado na natureza de Deus do que o expresso em todas as Suas obras.

Vexame, Loucura, Engano

Há poucos anos atrás, determinados acontecimentos em nosso meio seriam vistos e tratados de forma totalmente diferente.

Cair e rolar no “espírito” que hoje expressa santidade e poder, era visto com reservas e quase sempre como falta de equilíbrio.

Não tratar deste tema abertamente é um grave erro, muitos são induzidos a tais atos que, digam-se de passagem, totalmente esquisitos para nossa cultura.

Estas novidades deixam sempre a Palavra como segunda opção, só Ela não satisfaz, não preenche, tem que ter um grand finale!

Precisa rodar pular, cair, babar, etc. o show não pode parar, o Evangelho é pregado como introdução, o místico o mágico a mandinga vai tomando conta do ambiente, o transe vai sendo incentivado, as vidas que vieram sedentas de Cristo, vão sendo desrespeitadas e mais uma vez o templo vai sendo profanado!

O auditório vibra, grita, chora, sai “renovado”, batem palmas e pedem bis!

E assim segue nossa geração, esquecendo-se cada vez mais de como era o culto ensinado por Cristo, uma geração que mais cai do que fica em pé, que mais rola do que anda que prefere fechar os olhos para os verdadeiros valores da Fé.

Seria tão bom se tivéssemos um acompanhamento sério nestas situações, assistir as pessoas envolvidas, ver se o “profeta” é de Deus ou não, fazer prova, documentar testemunhos ou decepções, realizar um trabalho sério, inclusive denunciando falsos “profetas” ou ao menos excluindo estes de nossos púlpitos.

Enquanto isso, a única coisa que normalmente ganham os que caem e rolam, é stress, depressão e uma enorme desilusão.

Ai esta o x do problema, a desilusão normalmente não é com o “profeta”, não é com a “igreja” mais sim com Deus.

Sobra para o pastor local administrar a bucha e não é fácil, porque o profeta, o evangelista ou “avivador” faz o movimento e some, mas as conseqüências ficam.

Não é fácil, porque o surto coletivo já se torna necessário, quando não tem dá aquela impressão de igreja fria, morna e sem graça.

Então como fica? Quem vai pagar o pato e a conta?

O Pato, todos pagam...
A conta... Quem conhece a Verdade a Graça e sabe muito bem que a Palavra é suficiente!

 [http://veshamegospel.blogspot.com/]

O Dom de curas ainda existe Hoje?

O DOM DE CURA ESTÁ SENDO PRATICADO HOJE?


Um teólogo chamado, John MacArthur Jr. Relata algo que tem acontecido com bastante frequência nos nossos dias de confusão teológica. Leiamos:

Recentemente recebi pelo correio um "pano milagroso" especial só para mim. Com o pano veio a seguinte mensagem:

Tome este lenço milagroso especial e coloque-o debaixo do seu travesseiro, dormindo sobre ele hoje à noite. Ou coloque-o em cima do corpo de alguma pessoa amada enferma. Utilize-o como ponto de libertação de alguma dor. Primeira coisa que deve fazer amanha de manhã é mandar-me de volta este lenço no envelope verde. Eu o tomarei e orarei em cima dele a noite toda, o poder milagroso do trono fluíra como um rio. Deus tem algo melhor para você, um milagre especial para ir de encontro às suas necessidades.

Este é apenas um dos muitos exemplos bizarros que correm hoje em dia em nome de milagres. E em nenhum lugar as reivindicações estão sendo tão proclamadas como na área da cura. É interessante que no caso do pano havia versículos "provando" o que está fazendo. Logicamente logo usam o texto de Atos19:12 a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam.

O único problema que se esquecem de dizer era que Paulo era Apóstolo, (e não existem mais apóstolos nos dias de hoje, mais tarde discorreremos sobre o assunto) e possuía as credenciais apostólicas. Interessante é que os que advogam a cura através do pano não se perguntam o porquê de Paulo ser Apóstolo, ter o dom de cura e não conseguia curar a si mesmo de uma doença crônica e nem curava seu filho na fé Timóteo: ACF 2 Corinthians 12:8 Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.;

ARA 1 Timothy 5:23 Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.





Mas as representações errôneas do cristianismo bíblico e os erros de interpretação das Escrituras continuam hoje a passos largos. Os programas cristãos de televisão estão inundados de inúmeras declarações de milagres e curas de toda a espécie.



Ao estudarmos as Escrituras, encontramos algumas categorias de dons dentre eles gostaríamos de destacar os dons permanentes para a edificação da igreja e os dons temporários de sinais.



Os dons permanentes para a edificação da igreja- estes dons incluem conhecimento, sabedoria, profecia,ensino,exortação,fé(ou oração), discernimento, misericórdia, contribuição, administração, serviços. (Rm 12:3-8; 1Cor 12:8-10,28).



Dons temporários de sinais- Estes foram certas capacitações dadas a certos crentes com o propósito de autenticar ou confirmar a palavra de Deus quando esta era proclamada na igreja primitiva, antes que as Escrituras tivessem sido completadas. Estes dons de sinais eram temporários. Seu propósito não era primordialmente a edificação, embora por vezes esta ocorria. Os quatro dons de sinais eram milagres, curas, línguas e interpretação de línguas. Estes dons tinham um propósito único que era dar credenciais aos apóstolos, fazer com que o povo soubesse que esses homens todos falavam a verdade de Deus. Com isso não estamos dizendo que Deus não cura hoje. Estamos apenas afirmando que o dom de curar como os Apóstolos possuíam não existe mais hoje.

Nova Data do Fim do Mundo

A Torre de Vigia passou todos os limites de bom senso, senso crítico e discordância da Palavra de Deus. Soube com bastante atraso que os líderes desse grupo resolveram acabar com o mundo no ano de 2034, conforme revista A Sentinela, de 15.12.2003, página 15, parágrafos 6 e 7.

Como todos já sabem, a Torre marcou o fim de todos os sistemas mundiais, notadamente do Cristianismo e de todos os cristãos para os seguintes anos: 1914, 1918, 1920, 1925, 1975 e, agora, 2034. A cada profecia não cumprida, esses líderes assinam o próprio atestado de inidoneidade teológica. Isto é, estão despreparados para entender as Escrituras e para ensino.

O novo cálculo para chegar ao ano 2034 é dos mais prosaicos e até hilariantes. Vejam: 1914, somado a 120 de pregação antes do dilúvio (?) resulta no ano de 2034. A liderança do grupo continua com a obsessão por 1914, ano em que Jesus teria vindo de forma invisível. Onde foram buscar essa data? Chegaram a um ponto em que não podem voltar. O único remédio é continuar sustentando o insustentável.

Considero uma falta de respeito com os fiéis seguidores da Torre, já tão massacrados com previsões que nunca se cumprem e com proibições as mais estapafúrdias e antibíblicas.

Já sabemos o que dirão em 2035, quando a profecia não se cumprir. Dirão que seus seguidores compreenderam mal a cronologia bíblica; que não era uma realidade, mas uma possibilidade; que uma nova luz raiou no canal de Jeová; que as testemunhas não precisam ficar desiludidas; que continuem na Torre, a única detentora da verdade. Passados alguns anos, um novo cálculo, uma nova luz, uma nova mentira.

Cito apenas um versículo para desmascarar tais falsos mestres:

"Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai" (Mt 24.36 – Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas).

Os falsos profetas não respeitam nem a versão bíblica por eles adotada. Não respeitam nada. Não aceitam de seus vassalos qualquer questionamento. Pairam acima de qualquer suspeita. Ameaçam com exclusão os que duvidarem, e continuam dando sustentação a mentira de que são o canal entre Jeová e os homens. Jesus tem uma palavra para eles:

"Vós tendes por pai o diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque ele é mentiroso e pai da mentira" (Mt 8.44).

Pr. Airton Evangelista da Costa

Para os filhos de Maria... PARTE I




TEXTO DA REVISTA DEFESA DA FÉ, EDIÇÃO ESPECIAL, COM O TÍTULO "O CULTO À DEUSA MÃE", POR HÉLIO DE SOUZA.

“...todos unanimemente ­levantaram a voz, ­clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios” (At 19.34)

Em dado momento, abrem-se par em par as portas de cipreste do templo. As multidões que convergiam de todas as partes da Ásia Menor, da Galácia, da Capadócia, da Macedônia e da Acaia, tanto sãos como enfermos, aleijados com as suas muletas, cegos guiados por crianças, paralíticos carregados em padiolas, se comprimem entre as colunas fronteiras à fachada. Todos esperam o momento de erguer-se o véu da deusa.

“Um longo clangor de trombeta, um rápido estrurgir de tambores e, em seguida, um intervalo de silêncio. Uma nuvem de incenso paira na praça. Dentro e fora do templo os fiéis se prosternam retendo o fôlego. O véu de seda é lentamente retirado. Sobre o pedestal de mármore negro, cercado de misteriosos hieróglifos indecifráveis, ergue-se a deusa Diana de Éfeso, que Apolo enviou do céu à terra.

“No momento em que foi desvendado, um brado comovido se propagou do salão para o pórtico e do pórtico para a praça, onde milhares de fiéis estavam prostrados em terra.

- Viva a grande Diana dos efésios!

“Um êxtase de esperança e de temor dominou a multidão que se quedou de olhos fechados, lábios contraídos e frontes a se tocarem uma nas outras... Levantando-se então os fiéis seguiram de roldão para as portas do templo. Os cegos, os coxos e os enfermos avançavam como podiam, com os pés ou de rastos, em direção à deusa que não viam, amparando-se uns aos outros e gritando suas orações. Aqui e ali vozes delirantes soavam:

– Milagre! Milagre! O coxo está caminhando! O enfermo desceu da cama!

“A esses brados saía do templo um grupo de sacerdotes e, atravessando a multidão, eles reuniam as muletas jogadas fora, para pendurá-las como troféus nas paredes do templo, em homenagem à grande deusa Diana”.1

Com essas palavras, o escritor judeu-cristão polonês, Sholem Asch, descreveu o culto à deusa Diana, tão popular na região da Ásia Menor, nos primórdios da Era Cristã. Como podemos conferir, qualquer semelhança com os cultos modernos às chamadas “Nossas Senhoras” não é mera coincidência, mas perpetuação de uma milenar tradição de culto a deusas, hoje disfarçada com matiz cristã. E não estamos falando de uma pequena seita obscura, existente em algum povo atrasado em um país exótico, mas de uma religião que possui milhões de adeptos, com uma força de devoção que chega à beira da loucura: o “marianismo”.

E não é preciso ser teólogo para perceber isso. Qualquer conhecedor de História pode constatar. Em uma revista de circulação nacional foi publicada uma matéria com o título: “No princípio, eram as deusas”. O texto se desenvolve da seguinte forma: “As deusas só foram destronadas com o advento das religiões monoteístas, que admitem um só deus, masculino. Com a difusão do cristianismo, as antigas deusas são banidas do imaginário popular. No Ocidente, algumas acabaram associadas à Virgem Maria, mãe do Deus dos cristãos, outras se transformaram em santas... Nos primeiros séculos cristãos, Ísis passou a ser identificada com Maria”. O historiador Will Durant em sua História da Civilização diz: “O povo adorava-a (Isis) com especial ternura e erguia-lhe imagens, consideravam-na Mãe de Deus; seus tonsurados sacerdotes exaltavam-na em sonoros cantos...e mostravam-na num estábulo, amamentando um bebê miraculosamente concebido...Os primitivos cristãos muitas vezes se curvavam diante das estátuas de Ísis com o pequeno Hórus ao seio, vendo nelas outra forma do velho e nobre mito pelo qual a mulher , criando todas as coisas, tornou-se por fim a Mãe de Deus (grifo do autor) 2 ”.


Status de deusa

O paganismo não se conformou em ficar sem suas deusas. Assumindo características culturais e étnicas de cada nação, o culto à deusa Maria foi se adaptando à devoção popular com uma versatilidade incrível. Desde suntuosos santuários até silhuetas em vidros e grãos de milho, inúmeras aparições no mundo inteiro dão status de deusa a estas supostas aparições, incorporando-as ao acervo popular de inúmeras nações.

No Brasil, a chamada “Senhora Aparecida” possui traços raciais negros e seu culto está muito ligado à cultura afro. Seu santuário, na cidade de Aparecida, chega a receber 6,5 milhões de visitantes por ano. Em Portugal, a deusa Maria, conhecida como “Senhora de Fátima”, assume características raciais européias, bem como a “Senhora de Lourdes”, na França. Elas recebem, respectivamente, cerca de 4,2 milhões e 5,5 milhões de visitas por ano. Entre outras divindades nacionais, ainda podemos citar a “Senhora de Guadalupe”, no México, e a “Senhora da Estrela da Manhã”, no Japão.

Não é óbvio presumirmos que as antigas divindades tutelares reverenciadas no passado apenas mudaram de nome? Diana para os efésios, Nun para os ninivitas, Ishtar para os babilônios, Kali para os hindus e, assim, continuam sendo cultuadas por meio de um pseudocristianismo.

Além de divindades nacionais, o marianismo assume características ­regionais e funcionais, asse­nhoreando-se de cidades e regiões, assumindo diferentes nomes e funções. Assim, temos no Brasil a “Nossa Senhora do Monte Serrat”, “Nossa Senhora do Rosário”, “Nossa Senhora das Dores”, “Nossa Senhora das Graças” e “Nossa Senhora do Parto”, entre outras. Na verdade, muito do que as estatísticas chamam de cristãos não passam de grosseiros pagãos, aprisionados por superstições e servindo a falsos deuses.

Curiosa é a descrição da deusa Diana feita por R.N. Champlin. Esse renomado teólogo diz que a deusa Diana e a deusa Maria se confundem, o que torna difícil encontrar a diferença entre a “Diana dos efésios” e a “Maria dos efésios”. Em 431 d.C., a idolatria tornava a entrar pela porta de onde saíra: “Em Éfeso ela recebeu as mais altas honrarias. De acordo com uma inscrição existente no local, ela trazia estes títulos: Grande Mãe da Natureza, Patrocinadora dos Banquetes, Protetora dos Suplicantes, Governanta, Santíssima, Nossa Senhora, Rainha, a Grande, Primeira Líder, Ouvidora...”2 (grifo do autor).

CONTINUA NOS PRÓXIMOS DIAS. AS REFERÊNCIAS SERÃO COLOCADAS NO FINAL DA ÚLTIMA PARTE A SER POSTADA

Engano do Espiritismo

Quando perguntamos a um espírita se ele crê em vidas passadas, certamente a resposta é "sim". Quando perguntamos se ele se lembra dessas vidas passadas, a vasta maioria responde "não". E se perguntarmos por que ele não se lembra das vidas passadas, a resposta é aquele velho argumento: "Para eu não me lembrar dos meus erros, e isso me acompanhar por todas as minhas reencarnações." Quanto a pequenina minoria que diz se lembrar de outras existências, quase todos viveram em cidades importantes e ocuparam cargos destacados. Nunca encontrei algum espírita que dissesse ter vivido no ano de 1500 entre os índios que aqui moravam. Talvez, depois desse artigo, talvez surjam uns dois ou três. Mas vejamos como Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, explica o que ocorre entre uma vida e outra, no que se refere ao suposto "eu esqueci".

"Um fenômeno particular, igualmente assinalado pela observação, acompanha sempre a encarnação do Espírito. [...] O Espírito perde toda a consciência de si mesmo, de sorte que ele nunca é testemunha consciente de seu nascimento. No momento em que a criança respira, o Espírito começa a recobrar suas faculdades. [...] Mas ao mesmo tempo que o Espírito recobra a consciência de si mesmo, ele perde a lembrança do seu passado, sem perder as faculdades, as qualidades e as aptidões adquiridas anteriormente." - Allan Kardec, A Gênese, página 187, 14a. Edição Revisada e Corrigida, Editora Ide.O Espiritismo Kardecista ousa dizer que esse fenômeno é assinalado pela observação, talvez para dar o ar de científico. Todavia, isso não pode ser provado. Pura imaginação. É muito fácil ensinar a doutrina da reencarnação desta forma: Eu vivi vidas passadas, mas não me lembro de nada, para não viver magoado. Todavia, lembrar-se dos erros é um excelente modo de nos conscientizarmos de não errar mais. Se uma pessoa tivesse sido assassina numa suposta vida passada, ela teria a chance de viver novamente com a pessoa que ela assassinou, e demonstrar o seu amor por ela. Ambas se lembrariam do fato, e viveriam em amor. Entre uma vida e outra, poderiam se encontrar, receber instruções de como se perdoarem, e receberem então uma nova chance. Mas sabemos que nada disso ocorre, porque está ordenado ao homem morrer uma única vez, e depois vem o juízo. - Ler Hebreus 9:27.Lembramos também que a Bíblia ensina-nos uma verdade lógica e facilmente aceitável sobre o que ocorre depois da morte. Ao ler esse relato, observe que ela nada diz sobre o espírito pensar em retornar para uma nova vida:"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. [...] Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma" - Eclesiastes 9:5, 10.

O Texto afirma que os mortos (evidentemente o espírito deles) não sabem de nada, e o contexto indica que não estão cônscios do que acontece debaixo do sol, ou seja, dos assuntos da terra. Assim, quando se diz que a memória dos que morreram jaz no esquecimento, refere-se ao espírito não ter mais acesso a nós. No que chamamos de estado intermediário, o espírito não tem mais nada a ver com os assuntos debaixo do sol. Mas nada se diz de ele planejar voltar numa reencarnação. No além, ou no mundo dos mortos [sheol, no hebraico], não há projetos, conhecimento, nem sabedoria alguma, no que se refere aos assuntos humanos. Claro que o Espírito tem memória, raciocina, tem consciência de si mesmo, mas não tem mais contato algum com tudo que está debaixo do sol. Ele não projeta, ou planeja, renascer aqui. Jesus nos mostra isso na parábola do Rico e do Lázaro, quando ambos morrem e têm destinos diferentes. O Espírito do Rico, em tormentos, suplica a Abrãao que envie alguém dentre os mortos para alertar seus familiares (do Rico) para que se arrependam. Abraão, que jamais havia reencarnado, pois continuava como Abraão, e há mais tempo no mundo dos mortos (hades, em grego) responde ao recém-chegado Rico qual seria a única forma de um espírito voltar para a terra. Observe:"Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos." - Lucas 16:30, 31.Então, afirmar que o Espírito perde a consciência ao nascer aqui na terra, mas quando a criança respira ele recobra a consciência de si mesmo, mas se esquece da sua vida passada - tudo isso nada mais é do que pura estória de ficção. Para um espírito vir aqui, segundo a Bíblia, e as próprias palavras de Jesus, nessa parábola, baseada evidentemente em fatos reais, só através da ressurreição. Nem nascer aqui se menciona! Fala-se ressurreição.



Os espíritas deveriam se preocupar mais em ensinar seus adeptos a se arrependeram e buscarem a Jesus como seu Salvador e, portanto, perdoador, enquanto estão vivos. A morte de Jesus é um milagre, pois ela faz por quem O aceita em seu coração o que nem um milhão de reencarnações seria capaz de fazer - salvar o pecador.Quanto ao "esquecimento", ou se preferir "amnésia espiritual", uma técnica muito interessante de evitar a busca de provas mais concretas, fazendo o leigo aceitar e pronto, dizemos que não estamos interessados em fábulas como essas. Fazemos nossas as palavras de Pedro:"Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade." - 2 Pedro 1:16.Todavia, assim como Satanás usou as escrituras para tentar o absurdo dos absurdos - desencaminhar o Deus encarnado, Jesus Cristo - ele tem usado a mesma tática através de seus médiuns espíritas para provar mediante as Escrituras que o Espírito, ao reencarnar, perde a lembrança de vidas passadas. Usam o caso de Jesus. Os espíritas nos perguntam:"Jesus, enquanto na terra, tinha o mesmo grau de conhecimento que possuía antes de vir à terra? Não diz a Bíblia sobre o menino Jesus que ele "crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria"? (Lucas 2:40) Não prova isso que ele deixou de conhecer o que sabia, enquanto espírito, e precisou aprender tudo de novo, numa nova existência?"Essa argumentação é errônea porque a Bíblia ensina que Jesus é Deus, e sendo Deus, era eternamente pré-existente. A Bíblia, a quem os espíritas buscam desesperadamente provas para suas alucinações, não ensina que nós somos pré-existentes. Os espíritas não crêem que Jesus era Deus, mas apenas um espírito criado como outro qualquer, porém mais evoluído do que todos os que aqui vieram. Então, desconhecem as duas naturezas de Jesus: Perfeitamente Deus (João 20:28) e perfeitamente homem (1 Timóteo 2:5). Como homem, Jesus era limitado em saber de todas as coisas, pois afirmou que só o Pai sabia o dia e a hora do fim dos tempos (Mateus 24:36), mas como Deus ele sabia de todas as coisas, fato este reconhecido pelos discípulos de Jesus durante a sua vida na terra (João 16:30) e depois de sua ressurreição (João 21:17) E o próprio Jesus mostrou que, como Deus, lembrava-se da glória que teve junto ao Pai antes de haver mundo. (João 17:1-5) Por fim, usar o exemplo de Jesus como tentativa de provar que nosso espírito se esquece das vidas passadas é uma afronta ao Cristianismo. Uma heresia.

Conclusão
Os Espíritas precisam saber das verdades bíblicas sobre o que ocorre quando morremos. Infelizmente, poucos entre nós estudam o que a Bíblia ensina sobre isso. Falta de tempo não é, porque Deus não é mentiroso em afirmar que para tudo há um tempo. (Eclesiastes 3:1) O que precisamos é usar nosso tempo seletivamente para nos aprofundarmos em assuntos espirituais, e nos capacitarmos para evangelizarmos os em escuridão espiritual. Embora nos reportamos aos irmãos em Cristo, aqui, com palavras de ousadia e corajosas sobre a crença espírita, devemos raciocinar com eles de forma compreensiva e amorosa, sem zombaria. Precisamos entender que eles são vítimas de um falso-deus, chamado Satanás, o diabo (2 Coríntios 4:4), que tenta promover uma crença que, se fosse verdadeira, reduziria a nada o sacrifício de Jesus por nós, visto que a doutrina da reencarnação apregoa a salvação por méritos próprios através de sucessivas reencarnações, e não pela morte sacrificial de Jesus.

Fonte:[http://iacs33.blogspot.com/]

Cristo no Pentateuco – Parte Final

CRISTO NO PENTATEUCO PARTE FINAL- CONT LIVRO DE LEVÍTICO

Sem. René Montarroyos
O Sumo Sacerdote- Na consagração de Arão como Sumo Sacerdote e no seu sacerdócio referido neste livro, temos uma figura do nosso grande Sumo Sacerdote Cristo. E na consagração dos seus filhos e nos seus privilégios temos exemplificado o sacerdócio de todos os verdadeiros crentes em Cristo Jesus, dos que, como diz o Apóstolo Pedro, não só tem provado que o Senhor é benigno mas que se tem chegado para ele como uma pedra viva eleita por Deus e preciosa.


1pedro2: 3-5 se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso.4 Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,5 também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.

Na consagração e no privilégio dos levitas vemos uma figura dos que o Senhor chama para O servir de um modo especial entre o seu povo.



Na história de Nadab e Abiú no capítulo 10, temos um exemplo solene da verdade de que todo acesso a Deus e tudo que diz respeito ao seu Santo Serviço, tem de se basear na cruz de Cristo. Os incensários dos sacerdotes deviam-se acender com fogo do altar e só este fogo eles poderiam entrar na presença de Deus, e ocupar-se no seu serviço (Lv 16:22; Nm 16:46). A introdução da natureza humana e da vontade desta natureza, no serviço e no culto ao Senhor participa do caráter do pecado de Nadab e Abiú em usar fogo estranho. E o que aconteceu a eles? Lv 10:2 Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR.

Não precisamos andar muito para vermos "igrejas" completamente mortas pelo fogo verdadeiro do Senhor, como Juízo contra elas.



Regras para a Vida Diária- Muitos capítulos do livro de Levítico contém leis e regras para a vida diária do povo de Deus. Mostram-nos como é grande o interesse de Deus pelo bem-estar tanto dos corpos quanto dos espíritos do seu povo. As palavras limpo e santo ocorrem inúmeras vezes nestes capítulos. Parece não haver qualquer detalhe da vida diária, quer com respeito à própria pessoa, ao seu alimento, roupas,vida privada, higiene, negócios, trabalho ou qualquer outra fase da vida, que seja pequena demais para Deus não se importar e regular. Lembremos que isto é confirmado no NT 1 Coríntios 10:31 Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deu;
2 Coríntios 7:1 Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.



A purificação dos Leprosos- A lepra era um terrível mal, que no principio passava quase que desapercebidamente,mas, depois tornava-se algo imundo e mal cheiroso. Hoje tem o nome de Hanseníase. Essa é uma figura apta para demonstrar o caráter corruptor do pecado. E assim é usado nas Sagradas Escrituras. Deus é nos apresentado como o único que pode curar. Vamos ver as figuras dos rituais descritos no capítulo 14 pois nelas encontramos algumas das mais preciosas verdades do evangelho de Jesus.

O leproso estava excluído do arraial achando-se afastado do santuário e da presença de Deus. Vivia longe revolvendo-se na sua miséria e indignidade (Rm 3.23). Porém Deus que infinito em miséricordia vem ao encontro desse homem com derramamento de sangue pois, Hebreus 9:22 Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.

Bom notarmos aqui que o derramamento de sangue de duas aves limpas é a base da purificação do leproso.

Verifiquemos outra parte do ritual

4 então, o sacerdote ordenará que se tomem, para aquele que se houver de purificar, duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo.5 Mandará também o sacerdote que se imole uma ave num vaso de barro, sobre águas correntes.6 Tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o estofo carmesim, e o hissopo e os molhará no sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes.7 E, sobre aquele que há de purificar-se da lepra, aspergirá sete vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto.

Muitas são as figuras descritas aqui neste ritual mas destacaremos as principais.

A escolha das duas aves levam-nos a pensar nos céus, e no caráter celeste do verdadeiro sacrifício de Cristo. Precisariam ser duas para também para completar a dupla figura da morte e ressureição de Cristo.

No vaso de barro e nas águas correntes também vemos a Cristo. Pois ele se encarnou assumindo a forma fraca de servo esvaziado-se ARA Filipenses 2:7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, com um único objetivo de morrer na cruz pelos nossos pecados.

A água viva também claramente identificamos como Jesus, leiamos a confirmação do NT ARA João 4:10 Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Essa água viva do Espírito Santo nos purificou e nos lavou de nossa imundície do pecado.



A festa anual das Expiações- O livro de Levítico tem sido chamado o livro do santuário. E justamente o santuário ou templo era a base da vida do povo de Israel. Nele habitava a glória de Deus e nessa festa um único dia por ano abria-se o local mais íntimo do santuário. Arão não podia entrar nesse local sem ter o sangue do sacrifício nas mãos que nos faz lembrar...

Hebreus 9:28 assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.
ARA Hebreus 9:12 não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.



Após ter apresentado os seus sacrifícios, Aarão primeiro fazia expiação por si e por sua casa, imolando o novilho determinado, e então com o incenso e com sangue da vítima da expiação entrava no santuário, espargindo diante dele 7 vezes para atestar o caráter perfeito do sacrifício lembremos que todas as vezes que este numero é apresentado significa perfeição e totalidade de Deus.



Depois havia dois bodes, o emissário e o que ficava para ser imolado. Sobre o emissário o sacerdote botava suas mãos e confessava todo o pecado e o mandava para o deserto.

Os dois bodes significavam uma só oferta, mas ambos eram necessários para completar a figura. O bode que morria significava a perfeita satisfação do juízo divino punindo os pecados com o derramamento daquele sangue e o outro nos fala do perdão completo e a justificação destes pecados ARA Atos 13:39 e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés.



Esperamos que este breve estudo possa despertar os irmãos para as maravilhas do Pentateuco e que não os consideremos escrituras de segunda classe.


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O Senhor nos Ilumine.