O SENHOR DOS EXERCITOS PARTE FINAL




Agora, deste círculo profético, tendo também se apropriado da expressão tuabc hwUhyi
, ensina nos diversos contextos de uso que Deus não só comanda exércitos mas visa também sua habitação com os homens "ainda não chegou o tempo de reconstruir a casa do SENHOR" Ag.1:2. Observa a vida comum do seu povo, "vejam aonde os seus caminhos os levaram.Vocês têm plantado muito e colhido pouco. Comem mas não se fartam. Bebem, mas não satisfazem..." (1:5). Quer que o povo trabalhe corajosamente porque Ele, o SENHOR, está com eles, seu povo, (Ag.2:4,5). Neste passo Ele mostra que o Deus, SENHOR dos exércitos, que comanda as tropas e os batalhões, é também o Deus da aliança. Ele comanda os poderes da natureza e dirige tudo para a Sua glória, (Ag.2:6-9),"...Dentro em pouco tempo farei tremer o céu, a terra, o mar e o continente". Lidera os exércitos, a riqueza das nações (Ag. 2:6-9), o "exército" de sacerdotes, (Ag. 2:10-18), lidera tronos e destrona reis (Ag.2:20-23).



Zacarias usa também a expressão "tuabc hUWhY i" em contextos específicos que nos leva a entender que a usava com um sentido novo e muito mais amplo. Na chamada ao arrependimento, Zc. 1:3; 1:4; na penalidade aplicada ao seu povo, Zc. 1:6; na penalidade aplicada outros povos, Zc 1:14,15; na reivindicação de sua presença, Zc.2:9; na confirmação de seu senhorio sobre os exércitos, mas também sobre suas próprias leis, Zc. 3:6; na promessa de perdão, Zc.3:9; na antecipação da convivência harmoniosa e prazerosa, Zc.3:10; na restauração da confiança, Zc.4:6("não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito"); na reconstrução do templo do SENHOR, Zc. 6:12; na demonstração do conhecimento da vida privada do seu povo, Zc. 7:4;8-9; na exigência da retidão do povo, que precisa fazer o bem, Zc.7:10; na comunicação da alegria que terá a cidade de Jerusalém, Zc.8:4-5; na purificação do seu povo, eliminando ídolos remanescentes, Zc.13:1-2; na proclamação de sua majestade como rei e de sua santidade como Deus, respeito e adoração, Zc.14:16-19.

Malaquias, o último profeta escritor do cânon sagrado, também utiliza aquela expressão de modo mais amplo, mas dentro da compreensão do círculo profético do pós-exílio. Para ele Deus quer que zelam pelo seu nome, Ml. 1:6; no cuidado com o tipo de oferta ao Senhor, Ml.1:8; no alerta que faz por conhecer o coração do homem, Ml.2:1-2; na condução de vida privada, Ml.2:14-16; nos contextos também da ação social, Ml.3:5 na comunhão restaurada com o Senhor, Ml.3:6; na honestidade concerne aos bens materiais, Ml.3:8-11; na rememoração das bênçãos como fruto da fidelidade individual, Ml.3:11,12; na convicção de que o povo de Deus é especial porque feito pelas mãos do Deus que faz, Ml.3:17-18; nas promessas de sua vinda e da restauração final, Ml. 4:1-5.

Conclusão:

Podemos inferir do contexto vivencial, da incidência de uso e dos contextos onde a expressão apareceu nos escritos de Ageu, Zacarias e Malaquias, que a compreensão que eles tiveram do SENHOR, Deus dos exércitos, fundamentada na reflexão profunda sobre os acontecimentos da época, foi a de que Deus não é tão somente Comandante dos Exércitos, mas Senhor da vida em todas as suas peculiaridades e detalhes. A expressão, portanto, na compreensão deles e no uso que dela fizeram, toma um sentido novo, alcançando uma amplitude inalcançada até então. Este entendimento teontológico e novo na reflexão teológica deles os levou a empregá-la nos mais diversos contextos, o que nos leva a pensar na profundidade da reflexão teológica pós-exílica e nas suas implicações éticas hoje. Pois, eles nos ensinam pelo contexto de uso da expressão que o Senhor é soberano sobre os exércitos da terra, do céu, e do coração do homem que se diz submisso a Ele. Nada, nenhum acontecimento da vida do crente, está fora do alcance da soberania do SENHOR dos exércitos. É mais fácil vencer um exército do que ganhar o coração de um homem. É, exatamente aí que o Senhor também domina e rege.

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