sábado, 28 de fevereiro de 2009

Armínio x Calvino- Origem da TULIP


OS CINCO PONTOS DO CALVINISMO

I. A ORIGEM DOS "CINCO PONTOS"

A. O PROTESTO DO PARTIDO ARMINIANO, NA HOLANDA

Os Cinco Pontos do Calvinismo tiveram sua origem a partir de um protesto que os seguidores de James Arminius (um professor de seminário holandês) apresentaram ao "Estado da Holanda" em 1610, um ano após a morte de seu líder. O protesto consistia de "cinco artigos de fé", baseados nos ensinos de Armínio, e ficou conhecido na história como a "Remonstrance", ou seja, "O Protesto". O partido arminiano insistia que os símbolos oficiais de doutrina das Igrejas da Holanda (Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg) fossem mudados para se conformar com os pontos de vista doutrinários contidos no Protesto. As doutrinas às quais os arminianos fizeram objeção eram as relacionadas com a soberania divina, a inabilidade humana, a eleição incondicional ou predestinação, a redenção particular (ou expiação limitada), a graça irresistível (chamada eficaz) e a perseverança dos santos. Essas são doutrinas ensinadas nesses símbolos da Igreja Holandesa, e os arminianos queriam que elas fossem revistas.


B. OS "CINCO PONTOS DO ARMINIANISMO"

Os cinco artigos de fé contidos na "Remonstrance" podem ser resumidos no seguinte:

1. Deus elege ou reprova na base da fé prevista ou da incredulidade.

2. Cristo morreu por todos os homens, em geral, e em favor de cada um, em particular, embora somente os que crêem sejam salvos.

3. Devido à depravação do homem, a graça divina é necessária para a fé ou qualquer boa obra.

4. Essa graça pode ser resistida.

5. Se todos os que são verdadeiramente regenerados vão seguramente perseverar na fé é um ponto que necessita de maior investigação.

Esse último ponto foi depois alterado para ensinar definitivamente a possibilidade de os realmente regenerados perderem sua fé, e, por conseguinte, a sua salvação. Todavia, nem todos os arminianos estão de acordo, nesse ponto. Há muitos que acreditam que os verdadeiramente regenerados não podem perder a salvação e estão eternamente salvos.



C. A BASE FILOSÓFICA DO ARMINIANISMO

Conforme expõe J.I.Packer (O "Antigo" Evangelho, pp. 5, 6) a teologia contida nessa "Remonstrance" (ou Representação) "originou-se de dois princípios filosóficos: primeiro, que a soberania de Deus é incompatível com a liberdade humana, e, portanto, também com a responsabilidade humana; em segundo lugar, que habilidade é algo que limita a obrigação... Com bases nesses princípios, os arminianos extraíram duas deduções: primeira, visto que a Bíblia considera a fé como um ato humano livre e responsável, ela não pode ser causada por Deus, mas é exercida independentemente dEle; segunda, visto que a Bíblia considera a fé como obrigatória da parte de todos quantos ouvem o Evangelho, a capacidade de crer deve ser universal. Portanto, eles afirmam, as Escrituras devem ser interpretadas como ensinando as seguintes posições:

1. O homem nunca é de tal modo corrompido pelo pecado que não possa crer salvaticiamente (salvificamente) no Evangelho, uma vez que este lhe seja apresentado;

2. O homem nunca é de tal modo controlado por Deus que não possa rejeitá-lo;

3. A eleição divina daqueles que serão salvos alicerça-se sobre o fato da previsão divina de que eles haverão de crer, por sua própria deliberação;

4. A morte de Cristo não garantiu a salvação para ninguém, pois não garantiu o dom da fé para ninguém (e nem mesmo existe tal dom); o que ela fez foi criar a possibilidade de salvação para todo aquele que crê;

5. Depende inteiramente dos crentes manterem-se em um estado de graça, conservando a sua fé; aqueles que falham nesse ponto, desviam-se e se perdem.

Dessa maneira, o arminianismo faz a salvação do indivíduo depender, em última análise, do próprio homem, pois a fé salvadora é encarada, do princípio ao fim, como obra do homem, pertencente ao homem e nunca a Deus".


D. A REJEIÇÃO DO ARMINIANISMO PELO SÍNODO DE DORT E A FORMULACÃO DOS CINCO PONTOS DO CALVINISMO

Em 1618 foi convocado um Sínodo nacional para reunir-se em Dort, a fim de examinar os pontos de vista de Armínio à luz das Escrituras. Essa convocação foi feita pelos Estados Gerais da Holanda para o dia 13 de novembro de 1618. Constou de 84 membros e 18 representantes seculares. Entre esses estavam 27 delegados da Alemanha, Suíça, Inglaterra e de outros países da Europa. Durante os sete meses de duração do Sínodo houve 154 sessões para tratar desses artigos.

Após um exame minucioso e detalhado de cada ponto, feito pelos maiores teólogos da época, representando a maioria das Igrejas Reformadas da Europa, o Sínodo concluiu que, à luz do ensino claro das Escrituras, esses artigos tinham que ser rejeitados como não bíblicos. Isso foi feito por unanimidade. Não somente isso, mas o Concílio impôs censura eclesiástica aos "remonstrantes", - depondo-os de seus cargos, e a autoridade civil (governo) os baniu do país por cerca de seis anos. Além de rejeitar os cinco artigos de fé dos arminianos, o Sínodo formulou o ensino bíblico a respeito desse assunto na forma de cinco capítulos que têm sido, desde então, conhecidos como "os cinco pontos do Calvinismo", pelo fato de Calvino ter sido grande defensor e expositor desse assunto.

Embora cause estranheza a muitos essa posição, devido à mudança teológica que as igrejas têm sofrido desde vários séculos, os reformadores eram unânimes em condenar o arminianismo como uma heresia ou quase isso. A salvação era vista como uma obra da graça de Deus, do começo ao fim, sem qualquer contribuição do homem. Essa posição pode ser resumida na seguinte proposição: Deus salva pecadores.

Continue lendo >>

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Quem é Jesus?- Análise Evangelho de João

João 1: 1, 14
" PRÓLOGO DE JOÃO: UMA MENSAGEM ESSENCIAL DO SEU EVANGELHO".


Sem. Rogério Mattos
"Vs. 1 - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Vs. 14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" – Edição Revista e Atualizada.
    O versículo 14 funciona como um divisor das águas no primeiro capítulo deste evangelho e, também, como uma introdução de toda a obra cristológica que vem a seguir. Este texto - 14a - é muito semelhante ao final do verso 1 quanto a sua forma gramatical. No fim do vs. 1 encontramos uma estrutura composta por uma conjunção, um nominativo, um verbo e um nominativo seguido de artigo - kai. qeo.j h=n o` lo,goj (kai Théos en hó Logos - e o verbo era Deus). No verso 14a temos a mesma estrutura: uma conjunção, um nominativo, um verbo e um nominativo seguido de artigo (embora não apareçam na mesma ordem) -
Kai. o` lo,goj sa.rx evge,neto
(kai hó Lógos sarks egeneto - e o verbo se fez carne). Neste primeiro versículo temos a eternidade do
lo,goj, sua relação com o Pai e sua divindade. A diferença entre os versos um e catorze não está a quem se referem, pois os dois falam da mesma pessoa, mas na ênfase dada; No vs 1 a ênfase recai sobre a divindade do lo,goj. Este Lógos é o próprio Deus.
    O vs. 14 está relacionado, intimamente, com o verso 1, visto que esse lo,goj , descrito por João, é o Deus que se fez carne - o` lo,goj sa.rx evge,neto
(hó Lógos sarks egeneto - e o verbo se fez carne). João nos apresenta o Deus-Conosco, o Emanuel, o Deus-homem, o Deus de carne e osso. A ênfase agora está na humanidade do
lo,goj. Ao fazer isso, João ataca, violentamente, mas de forma sutil, a idéia gnóstica, expressa pelo docetismo, de que Cristo tinha apenas a aparência de homem, mas que não tinha corpo físico, real, de um homem.
    A encarnação do lo,goj (que é Cristo) não se limitou apenas ao seu nascimento, mas por toda a sua vida enquanto esteve entre nós e nesta mesma condição na qual ele, Cristo, continua subsistindo com a mesma natureza (cf. At 1: 6-11; Ap 1: 7). A encarnação de Jesus é o próprio Deus manifestado na carne: E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne... (1Tm 3.16a, Texto Bizantino).
    Esse fato de se manifestar na carne nos remonta para o ato de Deus se fazer presente no meio de seu povo no deserto, porém não fisicamente como Jesus. João ao escrever "... habitou entre nós..." faz uso da palavra grega (evskh,nwsen – eskénosen) cujo substantivo se deriva de uma palavra que quer dizer tenda, fazendo, assim, uma alusão ao passado do judeu onde o seu Deus veio habitar no meio deles enquanto peregrinavam pelo deserto.
    Dessa maneira, a presença de Deus conduzindo o seu povo no período mosaico é testemunhada e lembrada na pessoa física do lo,goj, mostrando que o Deus do AT presente no meio daquela congregação é o mesmo Deus que se revelara por meio do Senhor Jesus Cristo; fato, este, que acaba por manifestar a glória de Deus como nos diz o restante do versículo - ...vimos a sua glória. Essa glória não era uma visão como foi no caso de Isaías e na transfiguração, por exemplo. Mas João e alguns de seu tempo puderam ver a glória de Deus através de Jesus numa série de eventos a partir de seu nascimento, batismo, morte, e até sua ressurreição.
    O próprio evangelista, ao escrever sua primeira epístola universal, capítulo primeiro e verso 3a, testifica deste fato quando diz: kai. h` zwh. evfanerw,qh kai. e`wra,kamen kai. marturou/men
(kai He zoe efaneróthe kai eorákamen kai martyrumen - Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos…). O verbo e`wra,kamen (eorákamen) traduzido por vimos – encontra-se no Perfeito Indicativo Ativo cuja qualidade da ação quer dizer algo que aconteceu no passado e tem a sua validade ainda para o tempo presente. Com isso, João diz que eles viram o lo,goj encarnado e o testemunho que tem sido dado pela igreja no presente se baseia nesta verdade. Deus se encarnou, continua encarnado e por isso nós testemunhamos, continuamente, acerca desse Deus, visto que o verbo marturou/men (martyrumen - testemunhar) encontra-se no Presente do Indicativo Ativo, indicando uma ação, preferencialmente, linear, contínua. A proclamação contínua da realidade da encarnação do verbo é o conteúdo da pregação apostólica.
    Para ratificar esta mensagem, João se utiliza de um empirismo teológico. Ele começa o verso de número 1, do capítulo 1, da primeira epístola de João, com a seguinte frase: ai` cei/rej h`mw/n evyhla,fhsan
peri. tou/ lo,gou th/j zwh/j
(hai chereis hemon epseláfesan peri tu logu tes zoes – e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida). O verbo evyhla,fhsan (epseláfesan - traduzido por apalparam) encontra-se no Aoristo Indicativo Ativo, mostrando uma ação pontilear, uma ação vista como um todo, completa e definitiva, pois não se repete. Sendo assim, João quis dizer que, enquanto o lo,goj – encarnado para sempre – esteve no meio deles, verdadeiramente, as próprias mãos dos apóstolos tocaram, fisicamente, o lo,goj
de Deus,
o unigênito do Pai (
monogenou/j para. patro,j – monogenus pará patrós).
    Esta frase monogenou/j para. patro,j é mais do que uma simples metáfora. Jesus não recebe uma glória como se fosse apenas o unigênito do pai, mas a recebe porque ele reflete plenamente, ou melhor, perfeitamente, essa realidade.
    O termo unigênito (monogenh,j) não focaliza o seu nascimento, mas enfatiza o fato de ser ele o objeto do amor do Pai. Há entre o Deus-Pai e o Deus-Filho uma relação filial diferenciada de tudo que temos em relacionamentos, humanamente, conhecidos. João tem a intenção de fazer uma distinção entre o relacionamento exclusivo de Jesus com o Pai e entre aqueles que viriam a ser filhos de Deus por meio dele. João nos mostra que Cristo se relaciona diretamente com o Pai e os demais filhos de Deus se relacionariam com o Pai por intermédio de Jesus Cristo, o mediador desta relação. Esta expressão, também, nos faz lembrar o batismo de Jesus.
    É uma expressão empregada com o mesmo sentido, por assim dizer, da palavra amado (avgaphto,j – agapetós) nos evangelhos sinóticos por ocasião da voz que veio do céu dizendo: "...Este é o meu Filho amado..." (Mt 3.17; Mc 1.11; Lc 3.22). João dá o testemunho que a partir da encarnação do lo,goj, ele, João, e os outros que estavam presentes naquela ocasião, viram a glória de Deus, em Cristo Jesus. Uma glória que só Cristo poderia ter e expressá-la. Única.
    Para concluir, nesta parte do evangelho de João chamado: prólogo, encontramos a divindade e a humanidade de Cristo descritas nestes dois versos. O versículo que faz a separação das narrativas entre essas duas naturezas é o vs. 14. Antes do verso 14 temos a ênfase na divindade e depois deste versículo a humanidade; e no restante do livro joanino toda esta parte (o prólogo) pode ser vista. Como bem disse Champlin: "Este vs. 14 faz parte integral da seção que cobre os versículos catorze a dezoito, e que serve de coroa da doutrina do Lógos, parte essa que contém a mesma mensagem essencial do evangelho inteiro de João."
    Isso nos traz algumas implicações para a nossa vida :



  1. Com relação a aquilo que muitas vezes nos assalta – o nosso sofrimento – podemos descansar e confiar em Cristo porque ele sabe exatamente o que é padecer, pois experimentou, no seu próprio corpo, todas as nossas mazelas físico-emocionais porque se fez carne e habitou entre nós;



  2. Como Deus-Homem ofereceu um perfeito sacrifício a Deus-Pai em favor dos seus eleitos, a tal ponto de poder dizer para o próprio Deus, nos momentos finais de sua vida, pregado naquela cruz: "Está consumado". Tudo que era necessário fazer para o eleito receber a salvação foi feito e sem falta alguma;



  3. Como Deus-Homem oferece uma perfeita intercessão por seus eleitos diante de Deus-Pai; o nosso Sumo-sacerdote, diariamente, advoga as nossas causas perante Deus-Pai que nos ouve as orações e nos abençoa mediante Cristo Jesus;



  4. O amor de Deus-Pai, por seus filhos, se evidencia no amor que ele tem por seu eterno Filho Jesus. O amor de Deus jamais acaba;
A encarnação, definitiva, de Cristo serve de base para a nossa contínua pregação do evangelho. Nós pregamos aquilo que Jesus fez por nós, desde a sua encarnação até a sua morte, ressurreição e ascensão aos céus.

Continue lendo >>

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A Biblia Gay?

Leiam essa notícia e reflitam bastante realmente os dias estão cada vez mais tenebrosos para os verdadeiros Cristãos.


Chegou mais essa no Brasil, a primeira bíblia homossexual. Escrita por um "pastor" da igreja cristã contemporânea (uma igreja "evangélica" gay). Para a venda da bíblia, o "pastor" usa o seguinte texto:

"O livro que está mudando o destino de centenas de homossexuais que antes pensavam ser abomináveis para Deus. De autoria do Pr. Marcos Gladstone, ele revela os segredos de Deus para os gays mostrando que a Bíblia realmente não condena a homossexualidade."

O livro que abalará as estruturas religiosas homofóbicas. Conheça os segredos de Deus para os gays e saiba provar que tudo o que já se ouviu falar relacionado à homossexualidade dentro das igrejas, não passa de tradições, traduções, informações e doutrinas falsificadas pela homofobia religiosa.

Imaginar homossexuais servindo ao Senhor e aceitos dentro de uma comunidade cristã, simplesmente como são, pode parecer um sonho, mas já é uma realidade cada vez mais acessível. Nesta obra você compreenderá que as diferenças foram feitas por Deus e que o conhecimento destas diferenças dentro da bíblia é a chave para se libertar da opressão que tenta privar muitas vidas do livre acesso ao rebanho do Pastor Jesus.

O pastor Marcos Gladstone é determinado a pregar o evangelho do amor de Deus a todos sem preconceitos. É pioneiro no ministério de inclusão no Brasil e fundador da Igreja Cristã Contemporânea em 10/09/2006. Luta pelo esclarecimento e libertação de muitos homossexuais que, como ele, devido a mentira religiosa, foram oprimidos por líderes homofóbicos. Pós-graduado em Teologia pela Universidade Metodista Bennett do RJ. Publicou a primeira página de internet em idioma português do mundo sobre a bíblia e a homossexualidade na visão de aceitação aos homossexuais no ano de 2002.

Lançamento na sede da Igreja Cristã Contemporânea

O que Deus mais advertiu tanto no Novo Testamento quanto no Velho Testamento, foi a prática homossexual. Veremos alguns textos da VERDADEIRA BÍBLIA:

Antigo Testamento:

Levíticos: 18:22 - Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação.

Levíticos: 20:13 - Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.

Novo Testamento:

I Corintios: 6:9 - Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas,

I Timóteo: 1:8 - Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usar legitimamente,
1:9 - reconhecendo que a lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, os irreverentes e pecadores, os ímpios e profanos, para os parricidas, matricidas e homicidas,1:10
- para os devassos, os sodomitas, os roubadores de homens, os mentirosos, os perjuros, e para tudo que for contrário à sã doutrina,

Os sodomitas eram aqueles que tinham práticas homossexuais.

Romanos 1:26-27 “Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.”

Para o "pastor" que escreveu a "nova" "bíblia":

Há condenação para aqueles que acrescentam ou diminuam a bíblia:

” Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro” (Ap. 22-18).

“Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do senhor, vosso Deus, que eu vos mando” = (Dt 4.2).

Lembrem-se SEMPRE:

1 Coríntios 10:13 “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.”

Você está na prática do homossexualismo?

Primeiro, reconhecer o seu pecado. A Bíblia diz em Salmos 51:2-4 “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.”

Segundo, pedir que o seu pecado seja perdoado. Deus diz que pode começar uma vida nova. A Bíblia diz em Salmos 51:7-12 “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que se regozijem os ossos que esmagaste. Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável. Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”

Terceiro, acreditar que Deus lhe perdoou deveras e parar de se sentir culpado. A Bíblia diz em Salmos 32:1-6 “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui a iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo. Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Pelo que todo aquele é piedoso ore a ti, a tempo de te poder achar; no trasbordar de muitas águas, estas e ele não chegarão.”

fontes: [http://www.igrejacontemporanea.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=189&Itemid=47]

[http://novoevangelho.webnode.com/news/biblia-homossexual/]


Continue lendo >>

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Louve ao Senhor no Salmo 100 Parte Final.

II - ANÁLISE LITERÁRIA

2.1 Os paralelismos do Salmo

    Nesta primeira parte do salmo, observamos que o elemento A (Salmo de ações de graça) faz parte de uma expressão que indica gratidão. O elemento A', na segunda cola, é a palavra traduzida por "celebrai com júbilo". Estes dois elementos se relacionam por um paralelismo sintético, ou seja, quando a primeira parte da linha poética é completada pela segunda, ampliando a idéia daquilo que o salmista queria dizer.
Com isto, a melodia para ações de graça pode ser entendida como aquele cântico de
gratidão
dado ou celebrado
com júbilo.
    Na segunda linha poética (vs. 2) os elementos encontrados, nesta parte do salmo, se relacionam de uma forma construta ou sintética; Vejamos: O elemento A (Servi ao Senhor) nos transmite a idéia de um serviço a Deus. A expressão "com alegria" completa a idéia do imperativo encontrado na palavra servir.
    O elemento B (apresentai-vos diante dele com cântico) nos mostra que aquele que serve com alegria, se apresenta diante de Deus com cântico; quando o salmista escreve este verso, percebemos que há uma progressão de idéia nos fazendo compreender que o servo de Deus o serve com alegria se apresentando diante dele, para tal tarefa, com cântico.
    Na terceira linha poética (vs. 3) temos o nome impronunciável de Deus geralmente traduzido por SENHOR. Temos um segundo nome para se referir ao Deus de Israel. Neste verso não temos duas pessoas diferentes, mas uma pessoa só, todavia expressa com nomes diferentes. O objetivo do salmista é expressar duas verdades a partir dos nomes dados a Deus, como veremos mais adiante.
    Na quarta linha poética (vs. 4) temos o elemento A (entrai); o elemento B (porta); o elemento C (com ações de graças). Numa outra linha poética encontramos o elemento B' (átrios) e o elemento C' (hino de louvor). Neste caso, as duas linhas poéticas formam um paralelo sinonímico, quase, perfeito se não fosse à omissão do elemento A na segunda parte; ainda sim, o elemento B está ligado com o elemento B' por transmitirem a mesma idéia (porta e átrio) e o elemento C está ligado com o elemento C', por terem, também, a mesma idéia (ações de graça e hino de louvor).
Vejamos:
Entrai por suas portas com ações de graças



Nos seus átrios com hinos de louvor

Na outra parte poética do versículo 4 temos o elemento D (rendei-lhe graças) e o elemento D' ((bendizei-lhe) formando um paralelismo sinonímico perfeito, onde todos os elementos se relacionam entre si; repetindo a mesma idéia, mas usando palavras diferentes: "rendei-lhe e bendizei-lhe".
    A quinta linha poética (vs. 5), na primeira parte do versículo, observamos o elemento A (bom), fazendo parte de uma estrutura chamada de posição predicativa, onde, na opinião do salmista, o SENHOR é bom (como de fato é). No fim do versículo temos a palavra que forma o elemento B (bondade). Desta maneira, na última linha poética, contemplamos um paralelismo sintético ou construtivo porque há um complemento de idéia. O Deus que é bom manifesta a sua bondade para sempre.
    2.2 A Estrutura do Salmo
    Como o próprio nome diz, este salmo se enquadra dentro do que chamamos de Salmos de ações de graça. Cássio Murilo apresenta este salmo como um hino a YHWH salvador. Sellin o apresenta como estando enquadrado na categoria dos salmos hínicos.
    Embora os nomes sejam diferentes, ambos apresentam a mesma estrutura para classificar este salmo como hino. Ele é composto de: a) convite ao louvor; b) motivação – "porque"; e c) novo convite ao louvor. Todos estes elementos encontramos no Salmo 100; todavia não na ordem descrita.
A palavra traduzida por ações de graça, pode se referir a um sacrifício de ação de graça oferecido num contexto de culto. No versículo 1, esta palavra introduz o salmo nos convocando para adorarmos por meio de ações de graça o SENHOR.
    Este salmo possui uma particularidade: é formado por sete imperativos em quatro versículos. É uma forma singular para exortar ou chamar a atenção para a singularidade da adoração ao Senhor. O salmista queria deixar muito claro a importância de adorar a Deus por aquilo que o SENHOR é e fez
    Nestes primeiros quatro versículos encontramos sete imperativos que são escritos numa sequência progressiva: Celebrar a Deus. O que celebra serve a Deus como forma de adoração. Sabe quem é Deus (o criador e o Deus presente na vida de seu povo). Entra na sua presença e lhe dá graças e lhe bendiz o nome (adorando-O).
    Esta sequência de imperativos é uma preparação para o real motivo desta adoração. Tudo o que foi dito, anteriormente, já é suficiente para rendermos uma adoração imensurável. Mas o principal motivador desta adoração é o que se encontra no último versículo. É nesta parte que está à razão de adorarmos a Deus.
O versículo 5 começa com a conjunção "porque". Nos salmos de ações de graça esta expressão indica o motivo da adoração ou a parte central do poema. Normalmente esta parte dos salmos de ações de graça se liga à introdução, porém neste caso, o versículo vem no fim por causa da estrutura montada pelo salmista por intermédio da sequência progressiva dos imperativos. É a liberdade que a poesia nos dá, transgredir a sequência lógica da escrita.
III – ANÁLISE TEOLÓGICA
    3.1 Comentário do Texto
    O salmo a ser discutido, começa fazendo uma convocação aos moradores da terra para uma adoração que se manifesta por ações de graça. A palavra traduzida por ações de graça, é uma palavra "que corresponde à necessidade espontânea de dar expressão material e pública à ação de graças por qualquer tipo de auxílio ou de benefício. Para a qual tinham por hábito se utilizar os tipos correntes de holocausto ou de imolação (Gn 46.1; Sl 50.14; 56.13; 107.22)". Dentro de um contexto de culto era oferecido esse sacrifício de ação de graça.
    De acordo com a afirmação de Eichrodt, há um motivo para se prestar essa ação de graça: qualquer tipo de auxílio ou benefício; O salmo 100 nos mostrará um benefício para a prática desse tipo de gratidão. Em particular, o salmo aponta à bondade de Deus. Este benefício, gracioso, de Deus em nós é o real motivo para adorarmos ao SENHOR.
    De acordo com Sellin e Càssio Murilo Dias, o salmo de ações de graça é constituído por alguns elementos que, por sua vez, formam uma estrutura, a saber:

  1. Convite ao louvor;

  2. Motivação – "porque"; e

  3. Novo convite ao louvor (geralmente na conclusão).
Entretanto, estes elementos nem sempre aparecem na mesma ordem dada acima, mas se fazem presente.
O salmo começa com o primeiro elemento – convite ao louvor – quando diz: "Celebrai ao SENHOR toda a terra". Contudo, o motivo para adorarmos não aparece como o segundo elemento, mas, apenas, no fim. A conjunção "porque", responsável por introduzir, nestes tipos de salmos, o motivo para a adoração, é encontrada na última linha poética, onde está escrito: "Porque o SENHOR é bom. O salmista nos diz que a razão da nossa adoração, em forma de gratidão, é pela bondade de Deus.
A expressão "o SENHOR é bom", que se encontra na posição predicativa, tem a sua idéia repetida, na sequência, quando o salmista diz que a sua bondade e a sua fidelidade duram para sempre. Desse modo a frase tem o significado de 'bondade verdadeira' ou algo do gênero. A bondade de Deus é fiel e jamais acaba e também nunca falha é algo verdadeiro na vida do seu povo. Com isso, o salmista nos ensina a louvar a Deus consoante ao fato dele ser bom e usar de bondade e de fidelidade para conosco. O versículo poderia ficar assim traduzido: "Porque o Senhor é bom e a sua bondade verdadeira dura para sempre".
    A palavra traduzida por "bondade" é ds,x, (hesed). De acordo com o Dicionário Internacional de Teologia (DAT), o melhor caminho para entendermos o significado desta palavra é seguir o conceito secular, ou seja, a relação entre uma pessoa e outra.
O ponto central está ligado a atitude de uma pessoa para com a outra, onde aquele que se encontra numa posição de ajudar o faz com base na sua liberdade de querer usar de bondade para com a outra pessoa. Por exemplo: Boaz reconheceu a atitude de Rute para com a sua sogra como sendo um ato de bondade. Rute não tinha a obrigação de ajudar e nem estava presa por uma aliança, mas tomou tal atitude com base na sua liberdade de agir e por um ato de bondade com a sua sogra. Isto é ds,x, (hesed).
Quando chegamos a bondade (ds,x,) divina, ela se refere à sua aliança ou aos seus atos de bondade provenientes do seu próprio Ser? Deus é obrigado a ser bom conosco?
De acordo com o DAT

é óbvio que Deus encontrava-se numa aliança com Israel, que ele também expressava essa relação em hesed, que a hesed de Deus era eterna (observe-se o refrão do Sl 136). Está claro que a hesed não envolve necessariamente uma aliança e nem significa fidelidade a uma aliança...

Portanto a bondade verdadeira de Deus atua na nossa vida não porque Deus está obrigado a fazer isso por causa da aliança, mas porque ele nos ama e tem prazer em agir, bondosamente, em nosso favor. O SENHOR é o Deus de Israel (referindo-se a todos os que lhe pertencem por meio de Cristo) para sempre e a sua bondade (ds,x,), para com o seu povo, também, dura para sempre. Por esta razão o salmista nos convida a aclamar, celebrar este maravilhoso Deus.
Compreendendo o motivo de louvarmos ao SENHOR de todo o nosso coração, fica mais fácil de entendermos o porquê do salmista, antes de dizer o motivo do louvor, escreve a sequência de imperativos progressivos.
O versículo um começa com o imperativo "celebrai". Esta palavra hebraica era usada no contexto de guerra e traduzida por "gritar" (cf. Js 6.5; 1Sm 17.52). Por isso, a tradução da Bíblia de Jerusalém e da NVI, que usam a palavra "aclamai", parece uma melhor opção de tradução. Neste primeiro versículo encontramos o convite para que todos louvem a Deus.
Esta afirmação é embasada pela qualidade da ação verbal encontrada no salmo 100 que indica uma causa para este convite. O verbo está no hifil, isto é, existe uma causa para que este aclamar aconteça; neste caso, é a bondade de Deus. O salmista ordena que todos os povos explodam em louvor, deem gritos de vitórias para louvar a Deus porque ele é bom. A causa deste convite é a bondade de Deus.
O versículo dois nos mostra que estes adoradores da terra são os seus servos e que estes deveriam servir ao seu Deus apresentando-se diante dele para este serviço, como retribuição a sua bondade. Com a presença da expressão com alegria, isso nos indica que este serviço não era algo pesado e, sim, prazeroso na vida daquele que serve ao SENHOR. A segunda parte reforça a idéia da primeira ao dizer: "apresentai-vos diante dele com cântico".
Este tipo de serviço, quando oferecido a Deus, ele consistirá de uma obediência ao SENHOR. Eu obedeço a Deus, e demonstro isso, o servindo com alegria e me apresentando diante dele com cântico de louvor porque eu sei que Deus é bom e a sua bondade verdadeira dura para sempre.
No versículo 3 encontramos um jogo de idéias muito interessante. Na primeira parte da linha poética o salmista apresenta Deus como sendo a força criadora e o Ser que sempre está presente. Ele se utiliza dos nomes hwhy (Yaveh) e ~yhiîl{a,< (elohim).
O salmista diz que nós somos obra das mãos de Deus porque foi ele quem nos fez; neste caso, esta afirmação tem ligação com a palavra ~yhiîl{a>, .
Esta é a mesma palavra usada em Gênesis, no capítulo um, para mostrar Deus como criador de todas as coisas, inclusive do homem. A força criadora do universo é a mesma força que fez o homem a partir do pó da terra e a mulher de sua costela.   
Nesta mesma linha poética temos a afirmação que não somos apenas feitura de Deus, mas constituído seu povo, onde ele é feito nosso pastor. Somos parte do seu pastoreio. Isso denota a idéia de um Deus presente e que cuida de seu povo. A declaração está relacionada com o primeiro nome
que aparece; o nome impronunciável de Deus hwhy, o Deus presente; aquele que se faz presente.
É o mesmo nome que Deus se apresentou a Moisés em Êx 3 e o mesmo nome que esteve presente na vida de Israel em toda a sua história e o nome da Aliança com este povo. O Deus que se faz presente e que criou todas as coisas age de maneira bondosa com a sua criação e com o seu povo escolhido.
    O versículo quatro nos mostra que os adoradores deveriam entrar por suas portas. Parece que o salmista, neste caso, faz uma referência ao Templo, o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. O Templo é tido como o centro religioso da nação de Israel. Entrar pelas portas do Templo, ou como a outra cola poética nos diz: "no seu pátio", era, simbolicamente, entrar na presença deste Deus, visto que a Arca da aliança estava no Templo.
Eles, na presença deste Deus, deveriam dar graças e bendizer. O verbo dar enfatiza o reconhecimento e a declaração de um fato, seja ele bom ou mal; o salmista usa este verbo, pois o salmo é um cântico de louvor pelo aspecto real da bondade de Deus.
O verbo encontra-se no hifil, logo existe uma causa para este louvor, neste caso, como já vimos, a bondade de Deus. Por causa desta bondade, aqueles que vinham ao Templo para adorar, o faziam declarando esse fato na vida deles.
O verbo bendizer encontra-se no piel (uso mais comum deste verbo bendizer). A raiz deste verbo é traduzida por "abençoar". Normalmente, a bênção era transmitida de uma pessoa que estava numa posição maior para uma na posição inferior.
Tal tratamento tornou-se um meio formal de expressar agradecimento e louvor a uma pessoa por ter compartilhado um benefício de sua vida. É bastante comum que o SENHOR seja tratado dessa forma. A bênção no AT está diretamente ligada à natureza bondosa de Deus. Por esta razão Deus deveria ser bendito.
Portanto, no caso do salmo 100, essas palavras não aparecem como duas ações distintas, mas elas formam um paralelismo sinonímico (transmitem uma mesma idéia). Com isso, Aqueles que entram na presença do SENHOR, dão graças a ele porque realmente Deus tem sido bondoso com a vida de seu povo e lhe bendizem o nome por saberem que Deus, infinitamente superior ao seu povo, tem usado de bondade para com eles.
    Resumidamente, poderíamos dizer:
"Aquele que celebra ao SENHOR o faz porque Deus é bom!
Aquele que serve com alegria o faz porque o SENHOR é bom!
Aquele que tem conhecimento que faz parte do povo e é cuidado por este Deus, sabe que o SENHOR o faz porque ele é bom!
Aquele que entra na sua presença tem a certeza de que está na presença do maravilhoso Deus, porque o SENHOR é bom!
Aquele que glorifica o seu bendito nome, o faz porque o SENHOR é bom!"
3.2 Implicações do Salmo 100 para a vida do Cristão
1. Deus é o único alvo da nossa adoração. Não há outro Deus que importa ser adorado que não seja o nosso SENHOR;
2. O nosso serviço a Deus demonstra uma forma de adorarmos ao SENHOR por causa da sua bondade.
3. Chegamos à conclusão que Deus não é apenas o Ser criador de todas as coisas, inclusive do homem, mas é o Ser sustentador de tudo – a natureza e o seu povo.
4. Toda a nossa gratidão e hino de louvor são motivados pela bondade verdadeira de Deus na vida de seu povo. Assim como Deus é eterno; eterna é a sua bondade para conosco, então como não adorá-lo.
CONCLUSÃO
O Salmo 100 apresenta-nos uma oportunidade de pensar sobre a teologia e a prática de adoração. Nos cinco versículos deste hino, encontramos uma breve, mas poderosa expressão de adoração aceitável ao Senhor. Nos versos que o salmista apresentou, nestas poucas palavras líricas, podemos ver um modelo de culto que une alguns dos atos e atitudes mais importantes de adoração bíblica: o culto na presença do SENHOR e para o SENHOR; louvar a Deus por aquilo que ele fez e por aquilo que ele é; reconhecimento da grandeza de Deus no universo e na vida pessoal; entoar-lhe cânticos de adoração; etc.
Em uma única frase poderíamos descrever tudo aquilo que desejávamos transmitir na análise do poema:
De maneira simples e viva este Salmo diz para nós, Deus é Deus, somos dele. Ele é eternamente bom; adoremo-lo e louvemo-lo. É mensagem que qualquer um pode entender e mensagem a que todos devem obedecer.
A esse Deus seja dada toda a gratidão desde agora e para todo o sempre!
Amém!

Continue lendo >>

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Comunidades no Orkut!


O plugados com Deus também está no orkut visite nossas comunidades e deixe seus recados ou dúvidas que tal?
Deus os Ilumine!
Sede do Deus Vivo http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=83274157&tid=5305463003963868313&na=4

Plugados com Deus  http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=72296297

Continue lendo >>

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Estudo Bíblico- Os Nomes de Deus

Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. (Êxodo 3:13-14)


Na cultura judaica, o nome refere-se àquela parte que define a identidade, a natureza e a essência de cada ser. Para cada judeu, o nome é o seu chamado espiritual, um título que reflete seus traços particulares de caráter.

Nomes de Deus no Antigo Testamento

Elohim : Deus poderoso

El´- aquele que é forte – Elohim : plural
Uso ligado à soberania de Deus
Gn 1:1; Dt 5:23, 8:15; Sl 68:7; Is 45:18, 54:5; Jr 32:27

a) El´Shaddai – Deus todo-poderoso – importância pactual
Gn 17:1-2; 28:3;43:14;48:3 Ex 6:1-5; 17:1 Sl 91:1-2
b) El´Elyom : Deus altíssimo – majestade e possuidor de tudo
Gn 14:18-24; Dt 32:8 Sl 92-8
c) El´Olam – Deus Eterno – imutabilidade
Gn 21:33 Is 40:28

Adonai : Deus governador – superioridade Dt 10:17

Iavé (YHWH) : Deus Redentor Ex 3:1-4

a) Iavé Jireh – Deus proverá : Gn 22:14
b) Iavé Mecadishken – Deus santifica : Ex 31:13 Lv 21: 8,23
c) Iavé Nissi – Deus minha bandeira : Ex 17:15
d) Iavé Rohi – Deus pastor : Sl 23:1 => 1Pe 2:25, 5:4
e) Iavé Shalom – Deus é paz : Jz 6:24 => Rm 15:33 1 Ts 5:23
f) Iavé Tsidkenu – Deus é justiça : Jr 23:6 Lv 19:35-36
g) Iavé shamah – Deus ali – Ez 48:35
h) Iavé Elohim Israel : Senhor Deus de Israel : Jz 5:3; Is 17:6

Nomes de Deus no Novo Testamento

Théos : Deus – Jo 10:34; 1 Co 1:18-24, 15:18

Kyrios : Senhor , que possui poder : Lc 10:2, Fp 2:11

Atribuído também ao Filho e ao Espírito Santo : Fp 2:9-10 ; 2 Co 3:17-18

Páter (ou Abba em aramaico) – Pai : Ef 1:3, Jo 5:17-23 , Gl 4:17





fonte: http://adironteologia.blogspot.com

Continue lendo >>

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Premio para Equipe dos Plugados







Nosso irmão Presbítero Gleison Elias Pereira, usou de grande bondade para conosco e indicou nosso blog para receber a indicação deste reconhecimento da internet brasileira. Agradecemos primeiramente a Deus por ter nos permitido caminhar até aqui e também aos nossos mais de 11.000 visitantes e leitores.

precisamos ainda divulgar algumas regras para manutenção deste prêmio e dessa corrente de blogs de qualidade na Net.

Vamos às regras:

1. Exiba a imagem do selo "Olha Que Blog Maneiro" que você acabou de ganhar!

2. Poste o link do blog que te indicou.

3. Indique 10 blogs de sua preferência.

4. Avise seus indicados.

5. Publique as regras.

6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

7. Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com, juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&amp;B.

blogs indicados para receber o prêmio:



1  http://confeitariacrista.blogspot.com

2  http://gritosinocentes.blogspot.com

3  http://despertaiceifeiros.blogspot.com

4  http://jcsorg.blogspot.com/

5  http://membrodebanco.blogspot.com

6  http://bereianos.blogspot.com/

7  http://bereiano.blogspot.com/

8  http://direitoreformacional.blogspot.com/

9  http://doutrinacalvinista.blogspot.com/

10 http://juninhoacura.blogspot.com/

Continue lendo >>

Louve ao Senhor no Salmo 100- Parte I


TEXTO: SALMO 100

Salmo de ações de graças. Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. 2 Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico. 3 Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio. 4 Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome. 5 Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade.
INTRODUÇÃO
Seminarista Rogério Mattos
O ser humano, por natureza, é um ser religioso. O seu interesse nas coisas divinas é uma prova disso. Uma maneira em que esse interesse se expressa é no culto que ele oferece ao deus da sua vida. O povo de Israel não era diferente. O que distinguiu o povo de Israel dos demais povos não foi o fato de adorar um único Deus, mas as características da sua adoração.
Cultuar ou adorar significa dar honra a. É o ato de reconhecer a grandeza e a majestade de uma divindade. É uma expressão externa de uma atitude interna; é a convicção de que a divindade merece a nossa devoção. Assim, no Antigo Testamento, para os judeus, cultuar o seu Deus YHWH (IAVÉ) era tanto um ato como uma atitude
Esses dois aspectos do culto de Israel são evidentes na linguagem que o Antigo Testamento usa para descrever a adoração. O Salmo 100 é reconhecido como um hino de louvor e um convite para adorar a Deus. Este Salmo se destaca tanto pela simplicidade de linguagem como a profundidade das suas expressões teológicas.
Entre todos os salmos, este é um convite para entrar na presença do SENHOR com a única intenção de adorá-lo. A linguagem conduz os adoradores até os átrios do templo em Jerusalém onde podem contemplar a grandeza do SENHOR e oferecer uma resposta. É um Salmo que trata tanto das atitudes do adorador como suas ações. Assim, é um Salmo excelente para considerar a teologia de culto no Antigo Testamento e a sua análise teológica deve começar, estritamente, pelo texto.
Esta análise visa expor a situação histórica do Salmo e analisar algumas palavras chave que o autor escolheu para comunicar esta verdade, bem como a sintaxe das palavras no seu contexto gramatical.


I – ANÁLISE HISTÓRICO-CULTURAL

1.1 O Nome Salmos

A palavra salmo vem do grego psalmos que quer dizer um cântico ou um hino. A palavra hebraica para o livro é têhillím e significa louvores. O livro contém uma coleção de cento e cinqüenta cânticos da vida religiosa e da adoração hebraica – cânticos do coração do povo e que refletem suas experiências pessoais. Pode-se dizer que os salmos representam o antigo hinário do povo de Deus.
1.2 Autoria
Quem escreveu os salmos? Fazer esta pergunta é quase o mesmo que perguntar quem escreveu os nossos hinários modernos. A resposta pode ser – muitas pessoas. Muitos compositores contribuíram com a coleção de cânticos e poemas que conhecemos como o livro de salmos. A tese mais aceita é a de que alguém depois do cativeiro na Babilônia compilou esses salmos em um só volume, neste caso poderia ter sido o cronista Esdras.
Um problema para se estabelecer uma autoria dos salmos se deve ao fato de que "na maioria dos casos, o próprio texto dos salmos não indica o autor nominalmente.". Porém, quando encontramos alguma informação nos títulos dos salmos ele nos apresenta o "seguinte quadro tradicional: um salmo de Moisés (Sl 90); setenta e três de Davi (a maioria de acha nos livros I e II); doze de Asafe (50, 73-83); dez dos descendentes de Coré (42, 44-49, 87-88); um ou dois de Salomão (72? E 127); um de Hemã, o Ezraíta (88); um de Etã, o Ezraíta (89)".
1.3 A presença dos Salmos na Palavra de Deus
Os salmos têm um lugar singular na Bíblia, por dois motivos. Primeiro, ele nos dão uma visão de como era a adoração em Israel de maneira pessoal e congregacional. Certos salmos eram feitos para todos os "crentes". A congregação certamente usava, por exemplo, o salmo 136 como uma forma de leitura responsiva.
Outros salmos estão mais ligados às experiências do indivíduo. O salmo 3 descreve os sentimentos intensos de Davi enquanto ele fugia de seu filho Absalão. Muitos outros salmos revelam experiências pessoais de adoração.
Segundo, os salmos lidam com todos os aspectos da vida hebraica. O povo louvava a Deus por seus grandes feitos e por bênçãos especiais. Eles também agradeciam pelo perdão dos pecados. Algumas vezes, lamentavam as circunstâncias difíceis da vida e imploravam para que Deus amaldiçoasse os seus inimigos da fé. Os salmos conseguem abranger de maneira satisfatória a teologia e a vida diária das pessoas.
Paul House afirma que

nenhum outro livro do AT possui escopo histórico e teológico que se vê nos salmos. Como documento teológico o livro abrange toda uma gama de confissões bíblicas sobre o caráter, a atividade e os interesses do Senhor. Aqui Deus é chamado de criador, sustentador, protetor, salvador, juiz, estabelecedor de aliança e restaurador. Aqui se revela toda uma série de ações divinas que dão sentido a esses nomes, e aqui também se apresentam os ambientes históricos que fornecem o contexto para a realidade e reflexão teológica. Os principais acontecimentos da história de Israelita... são mencionados para dar sustentação às declarações do livro acerca do dia-a-dia das pessoas.

Os salmos declaram as verdades de Deus em um estilo cheio de beleza que fala tanto às nossas mentes quanto aos nossos corações.
1.4 A Divisão dos Salmos
Os salmos estão divididos em cinco livros. Esta divisão é feita para se fazer uma alusão aos cinco livros da Lei (hipótese bem aceita). Pensando nisso, o saltério ficou assim dividido:
Livro I – os salmos de número 1 ao 42;
Livro II – os salmos de número 43 a 72;
Livro III – os salmos de número 73 a 89;
Livro IV – os salmos de número 90 a 106;
Livro V – os salmos de número 107 a 150.
1.5 Os Tipos de Salmos
Os salmos estão classificados em 7 tipos de categorias, a saber:

  1. HINO – cânticos de louvor e ação de graças a Deus por aquilo que ele é e aquilo que ele fez;

  2. PENITÊNCIA – confissão do arrependimento pelo pecado, súplica pela graça e perdão de Deus;

  3. SABEDORIA – observações gerais sobre a vida, especialmente, acerca de Deus e de nosso relacionamento com ele;

  4. REALEZA – o tema principal é o rei como filho de Davi e instrumento especial de Deus para governar o povo;


  5. MESSIÂNICO –
    descreve alguns aspectos da pessoa ou do ministério do Messias;

  6. IMPRECATÓRIO – pedido a Deus por julgamento contra os inimigos de Deus e/ou os inimigos de seu povo;

  7. LAMENTO – lamento por uma situação; normalmente inclui declarações de lamento, confiança em Deus e afirmação de louvor a ele.
1.6 Data da Escrita
A data da escrita é muito difícil de precisar, visto que cada salmo fora escrito em tempos e épocas diferentes. Entretanto, Gagliardi tem uma opinião coerente a cerca da questão de data envolvendo os salmos com a qual nos ajudará a assumir uma posição quanto a esta questão.
Ele nos diz:

A data da composição é diferente da data da organização do livro, pois a maioria dos autores não pensava estar compondo para uma futura coletânea que serviria à liturgia do templo. As datas de composição são tão distantes quanto Moisés, cerca de 1440 a.C. (Sl 90) e talvez Esdras em torno de 450 a.C. (Sl 119) ou ainda o de número 126 e 137.

Sendo assim, o melhor é afirmarmos que a data da escrita dos Salmos é incerta.
1.7 Os salmos e o Cristão
Os salmos continuam sendo um tesouro de auxílio espiritual para os cristãos. Suas palavras falam ao nosso coração assim como certamente falaram ao coração de outros desde os dias eu foram escritos. Seja qual for o nosso estado de espírito, seja qual dor nossa situação, as vozes antigas nos convidam ouvi-las. Elas também já passaram por alegria, tristeza, luto, pecado, ira, confissão, perdão e outras experiências que tocam tão profundamente em nossas vidas. Elas nos chamam a aprender delas enquanto o Espírito Santo usa essas palavras para nos trazer para mais perto do Senhor.

Continue lendo >>

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

TEMPOS DIFÍCEIS

"Quando Deus olha para você, Ele vê algumas coisas que todas as outras pessoas ignoram".
Myles Munroe

A vitalidade não nos vem em função de tempos de refrigério ou pelos prazeres que esta vida possa nos proporcionar, mas sim pelos problemas, angústias e desafios com os quais temos que nos defrontar. Um alterofilista sabe que, para que os seus músculos cresçam fortes e rijos, eles devem ser exercitados. Da mesma maneira, os músculos do seu caráter e da sua personalidade são fortalecidos pelas dificuldades que você tem de suportar.
Se não existisse a dor, nós não poderíamos reconhecer o prazer e, muito menos, desfrutá-lo. Os tempos difíceis trazem à vida tanto significado quanto os tempos de refrigério. Cada obstáculo que você transpõe faz de você uma pessoa ainda mais forte. Cada desafio que você suporta faz com que os tempos de bonança sejam ainda mais significativamente desfrutados e valorizados.
Desafios nos tiram da letargia, convidam-nos à ação, mostram-nos um caminho de crescimento. Imagine quão opaca seria a vida se as coisas caminhassem exatamente da maneira como você planejou. Demonstre uma nova apreciação pelos tempos de dificuldade porque eles trazem consigo imensas oportunidades. Levante-se para enfrentar os grandes desafios à sua frente e saiba, então, que a vida será muito mais doce.
Pr. Nélio Da Silva.

Para Meditação:"... não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel". Isaías 41.10

Continue lendo >>

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Veja o que aconteceu aos Apóstolos

ARA Atos 7:59 E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!



A história narra o que aconteceu há alguns dos seguidores de Jesus:

  • Filipe – Apedrejado até à morte, na Frígia, no ano 54
  • Barnabé- Queimado vivo em Chipre, ano 64
  • Paulo – Decapitado em Roma ano 69
  • André- Crucificado em Acaia, ano 70
  • Mateus- Decapitado na Etiópia, no ano 70
  • Lucas – Enforcado na Grécia, no ano 93
  • Tomé – Atingido por uma Lança em Calamino, ano 70
  • Marcos – Arrastado até a morte em Alexandria, ano 64
  • Tiago (o menor) Morto a pauladas em Jerusalém ano 63


  • João preso e enviado a uma ilha de segurança máxima até sua morte.


    Frases e acontecimentos de alguns discípulos de Cristo:



    Vocês podem até nos matar, mas jamais poderão nos causar algum dano real (Justino, o mártir ano 165 morto por sua fé)



    O sangue dos mártires é a semente dos cristãos (Tertuliano, um dos maiores teólogos do cristianismo)



ARA Atos 16:23 E, depois de lhes darem muitos açoites, os lançaram no cárcere, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança.

ARA Atos 16:25 Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.



Martírio de Policarpo

Ao ouvir que as autoridades o procuravam, Policarpo escondeu-se. Porém, foi descoberto por um menino e preso. Depois de servir uma refeição aos guardas que o prenderam, pediu-lhes uma hora de oração, e foi atendido. Orou com tal fervor que os soldados se arrependeram de tê-lo prendido. Todavia, levaram ao prôconsul e ele foi condenado. Antes, o prôconsul o pressionou: "Jura e te darei a liberdade. Blasfema contra Cristo". Ao que Policarpo deu a célebre resposta: "Durante 86 anos o tenho servido, e nunca me fez mal algum. Como blasfemaria contra o meu Rei, que tem me salvado?" (Policarpo Discípulo de João e ferrenho defensor da fé foi bispo de lião na gália)



Parece que pelos exemplos acima há alguma coisa fora da ordem hoje em dia não? Oremos a Deus que tenha misericórdia da nossa Igreja hoje, que não tem coragem de testemunhar e fazer diferença nem na esquina onde se da rua que se localiza.



ARA Acts 1:8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

Continue lendo >>

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A Religiao Inventada Pelo Homem - Calvino

As Institutas da Religião Cristã - Livro I, Capítulo 5
* * *

Neste Capítulo, Calvino fala da magnífica manifestação do conhecimento de Deus na obra da criação, enaltecendo o ser humano como evidência máxima da sabedoria divina. Fala da superstição humana e do engano dos filósofos, mostrando a perversidade de toda religião inventada pelo homem. Mostra que só a ordem natural é insuficiente para manifestar a plena natureza de Deus e considera a Bíblia como a fonte única do verdadeiro conhecimento de Deus, capaz de proteger o homem do erro na avaliação desse conhecimento. Conclui dizendo que o conhecimento que a Bíblia nos dá a respeito do conhecimento de Deus é superior ao conhecimento que dele nos oferece a obra da criação.

Agora é preciso sustentar também que se afastam do Deus único todos quantos adulteram a religião pura, como acontece, necessariamente, com todos os que se entregam à sua própria opinião (a respeito de religião). É bem verdade que se orgulharão de ter em mente coisa melhor. No entanto o que pretendem ou o de que se convençam não vem muito ao caso, porque o Espírito Santo trata como apóstatas a todos quantos, por causa da cegueira da própria mente, colocam o demônios no lugar de Deus (I Co.10:20).

Por esta razão, Paulo afirma que os Efésios (2:12) haviam estado sem Deus até que tivessem aprendido, pelo Evangelho, o que significa adorar ao Deus verdadeiro. E não se deve restringir esta verdade a uma só nação apenas porque, em outro lugar (Rm.1:21), Paulo afirma, em termos mais gerais, que depois de ter sido manifestado aos homens, na própria estrutura do universo, a majestade do Criador, todos os mortais se tornaram vãos em sua cogitações.
E, por isso, para dar lugar ao Deus verdadeiro e único, a Escritura (Hc.2:18-20) condena como falsidade e mentira tudo quanto outrora foi celebrado a respeito da Divindade, entre os povos, e nem reconhece qualquer outra divindade senão no Monte Sião, onde florescia o adequado conhecimento de Deus.
No tempo de Cristo, sem dúvida, os Samaritanos, dentre os gentios, pareceram estar bem próximos da verdadeira piedade. Entretanto, Cristo (Jo.4:22) disse que eles não sabiam o que adoravam. Conclui-se daí que os Samaritanos foram enganados por erros fúteis.
Afinal, mesmo que nem todos se tenham entregue à prática de vícios grosseiros, ou nem todos se tenham resvalado para abertas idolatrias, nem mesmo assim existiu qualquer religião pura e aprovada, que tivesse se fundamentado apenas no senso comum. Pois ainda que uns poucos não tenham cedido à loucura do vulgacho, ainda permanece firme o ensino de Paulo (I Co.2:8), que diz que a sabedoria de Deus não foi aprendida pelos príncipes deste mundo. Ora, se até os mais excelentes dentre os homens andaram todos ao sabor das trevas, quê se haverá de dizer da própria escória?
Por isso, nada há de surpreendente no fato de o Espírito Santo repudiar como degenerescências, a todos os cultos inventados pelo arbítrio dos homens, visto que, quando se trata dos mistérios celestes, a opinião humana é a mãe do erro, não obstante nem sempre gerar abundante amontado de erros! Quando nada pior aconteça, contudo, não é falta leve adorar, ao acaso, a um Deus desconhecido (At.17:23). Nesta culpa, entretanto, conforme o próprio Cristo sentencia (Jo.4:22), incorrem todos os que não foram ensinados pela lei a respeito de quê Deus se deve cultuar.
E, na verdade, os que têm sido conclamados como os mais excelentes legisladores, não foram além da idéia de que a religião teria nascido do consenso público. É assim que , no Xenofonte, Sócrates louva a resposta de Apolo, que preceituou que cada um deveria adorar aos deuses da mesma forma como o fizeram os antepassados, e de acordo com o costume da própria cidade. Porém, de onde vem, aos mortais, o direito de definir, por sua própria autoridade, (A divindade que se deve adorar), direito esse que ultrapassa os próprios limites do mundo? Ou quem poderia, a tal ponto, concordar com as determinações dos ancestrais, ou com as ordenanças do povo, para receber, sem hesitação, a um Deus que lhe seja imposto em bases puramente humanas? Ao invés de cada um sujeitar-se à opinião alheia (a respeito desta matéria), cada um persistirá no seu próprio parecer.
Portanto, uma vez que é excessivamente fraco e frágil - na adoração de Deus - o vinculo da piedade, quer seja ele baseado na praxe da cidade, quer seja ele baseado no consenso da antigüidade, resta-nos receber, do próprio Deus, o testemunho que Ele nos dá de Si Mesmo.

Continue lendo >>

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Estudo Bíblico Efetivo Parte V

O ESTUDO BÍBLICO EFETIVO PARTE V- PARTE FINAL
A APLICAÇÃO DO TEXTO
Como enfatizamos no inicio do curso, o estudo da Bíblia tem como objetivo supremo, transformar nossas vidas em todas as suas dimensões e não nos fazer mais cultos e conhecedores. Chegar a esta conclusão em nosso estudo é imprescindível.

Vamos a mais alguns passos?

  1. Após ler o texto e interpretá-lo corretamente, anotando todas as suas conclusões, arrume-as de maneira a poder compartilhá-las na primeira oportunidade. Nunca esqueça que aprendemos melhor quando ensinamos, cada vez que nos dedicamos a ensinar uma verdade esta é solidificada em nossos corações e mentes.



  2. Separe algum tempo para orar sobre estas conclusões. Deus lhe dará compreensão maior sobre tudo que foi estudado. Pergunte-se:
    1. O que aprendi sobre Deus?
    2. Há algum exemplo a seguir?
    3. Há algum erro a evitar?
    4. Há alguma ordem a obedecer?
    5. Há algum pecado a abandonar?
    6. Há promessas a reivindicar?


  1. Anote o que a partir desta hora você fará de prático no sentido de ser transformado à luz do que aprender. Seja específico nisso. Não coloque em suas anotações generalidades, aprenda a ser específico. Ao invés de decidir "orar pela conversão das pessoas" porque não dizer "orar pela conversão do meu pai?"

    1. IMPORTANTE: A Bíblia é hábito e educação. À medida que você vai praticando neste maravilhoso hábito, criará certamente um estilo próprio e pessoal.
    Estes princípios todos aqui anotados não são originais nem esgotam o assunto, mas é uma tentativa de lhes ajudar.

    O nosso desejo e oração é que o Senhor lhe abençoe no estudo de sua palavra.


    Caso deseje ler estudo anterior clique aqui


Continue lendo >>

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Confissao Belga Parte I

ARTIGO 1 - O ÚNICO DEUS
Todos nós cremos com o coração e confessamos com a bocal que há um só Deus2, um único e simples ser espiritual3. Ele é eterno4, incompreensível5 invisível6, imutável7, infinito8, todo-poderoso9; totalmente sábiol0, justo11 e bom12, e uma fonte muito abundante de todo bem7.
1 Rm 10:10. 2 Dt 6:4; 1Co 8:4,6; 1Tm 2:5. 3 Jo 4:24. 4 S1 90:2. 5 Rm 11:33. 6 Cl ; 1Tm . 7 Tg 1:17. 8 1Rs ; Jr . 9 Gn 17:1; Mt 19:26; Ap 1:8. 10 Rm 16:27. 11 Rm 3:25,26; Rm 9:14; Ap 16:5,7. 12 Mt 19:17. Veja também Is 40, 44 e 46.
ARTIGO 2 - COMO CONHECEMOS A DEUS
Nós O conhecemos por dois meios. Primeiro: pela criação, manutenção e governo do mundo inteiro, visto que o mundo, perante nossos olhos, é como um livro formoso1, em que todas as criaturas, grandes e pequenas, servem de letras que nos fazem contemplar "os atributos invisíveis de Deus", isto é, "o seu eterno poder e a sua divindade", como diz o apóstolo Paulo (Romanos 1:20. Todos estes atributos são suficientes para convencer os homens e torná-los indesculpáveis.
Segundo: Deus se fez conhecer, ainda mais clara e plenamente, por sua sagrada e divina Palavra2, isto é, tanto quanto nos é necessário nesta vida, para sua glória e para a salvação dos que Lhe pertencem.
1 Sl 19:1-4. 2 Sl 19:7,8; 1Co 1:18-21.
ARTIGO 3 - A PALAVRA DE DEUS
Confessamos que a palavra de Deus não foi enviada nem produzida "por vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo", como diz o apóstolo Pedro (2 Pedro 1:21). Depois, Deus, por seu cuidado especial para conosco e para com a nossa salvação, mandou seus servos, os profetas e os apóstolos, escreverem sua palavra revelada1. Ele mesmo escreveu com o próprio dedo as duas tábuas da lei2.Por isso, chamamos estas escritas: sagradas e divinas Escrituras3.
1 Êx 34:27; Sl 102:18; Ap 1:11,19. 2 Êx 31:18. 3 2Tm .
ARTIGO 4 - OS LIVROS CANÔNICOS
A Sagrada Escritura consiste de dois volumes: O Antigo e o Novo Testamento, que são canônicos e não podem ser contraditos de forma alguma.
A Igreja de Deus reconhece a lista seguinte:
Os livros do Antigo Testamento:
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (os cinco livros de Moisés); Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares; Isaías, Jeremias (com Lamentações), Ezequiel, Daniel (os quatro profetas maiores); Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (os doze profetas menores);
Os livros do Novo Testamento:
Mateus, Marcos, Lucas, João (os quatro evangelistas); Atos dos Apóstolos; Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,
Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom (as treze epístolas do apóstolo Paulo); Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro,
1, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse.
ARTIGO 5 - A AUTORIDADE DA SAGRADA ESCRITURA
Recebemos1 todos estes livros, e somente estes, como sagrados e canônicos, para regular, fundamentar e confirmar nossa fé2. Acreditamos, sem dúvida nenhuma, em tudo que eles contêm, não tanto porque a igreja aceita e reconhece estes livros como canônicos, mas principalmente porque o Espírito Santo testifica em nossos corações que eles vêm de Deus3, como eles mesmos provam. Pois até os cegos podem sentir que as coisas, preditas neles, se cumprem4.
1 1Ts . 2 2Tm ,17. 3 1Co 12:3; 1Jo 4:6; 1Jo 5:6b. 4 Dt 18:21,22; 1Rs 22:28; Jr 28:9; Ez 33:33.
ARTIGO 6 - A DIFERENÇA ENTRE OS LIVROS CANÔNICOS E APÓCRIFOS
Distinguimos estes livros sagrados dos livros apócrifos que são os seguintes: 3 e 4 Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, os Acréscimos ao livro de Ester e Daniel, a Oração de Manassés e 1 e 2 Macabeus.
A igreja pode, sim, ler estes livros e tirar deles ensino, na medida em que concordem com os livros canônicos. Porém, os apócrifos não tem tanto poder e autoridade que o testemunho deles possa confirmar qualquer artigo da fé ou da religião cristã; e muito menos podem eles diminuir a autoridade dos sagrados livros.

Continue lendo >>

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Credo Apostólico

Apesar de receber o nome de Apostólico, não temos nenhuma evidência de que foi escrito pelos apóstolos ou por alguns deles. O título "Credo Apostólico" foi usado pela primeira vez em 390, no Sínodo de Milão. Em 404, Tirano Rufino escreveu um comentário do credo, contando a história de sua provável origem (de que no dia de Pentecostes os apóstolos, antes de cumprir a ordem de ir aos confins da terra, teriam se reunido e cada um contribuído com uma parte do credo). Há evidências, porém, de que um credo muito semelhante a este já era usado no ano 150.

A verdade, talvez, nunca encontremos. Entretanto, ninguém de sã consciência negará que esse credo reproduz autenticamente o ensino dos apóstolos, fundamentado nas verdades das Escrituras (1 Co 8.6; 12.13; Fp 2.5-11; 1 Tm 2.4-6; 1 Tm 3.16). Nesses dias de caos devemos ter esse credo na ponta da língua para realmente atestar o que cremos.



Creio em Deus, o Pai Todo Poderoso,

Criador do céu e da terra,

E em Jesus Cristo, Seu único Filho, nosso Senhor:

Que foi concebido pelo Espírito Santo,

Nasceu da Virgem Maria,

Padeceu sob Pôncio Pilatos,

Foi crucificado, morto e sepultado;

Desceu ao inferno.

Ao terceiro dia Ele ressurgiu dos mortos;

Subiu ao céu, e está assentado à mão direita de Deus Pai Todo Poderoso;

De onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo;

Na santa Igreja Católica;*

Na comunhão dos santos;

Na remissão dos pecados;

Na ressurreição da carne;

e na vida eterna.

Amém.


Obs: * A palavra "católico" não se refere à Igreja Católica Romana, mas à Igreja Espalhada em toda a face da terra pertencente ao Senhor Jesus Cristo independente de bandeira denominacional.

Continue lendo >>

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Tem coisa que só o pentecostalismo faz pra vc IV



Preste atenção na letra da música que está levando essas pessoas a um transe que eles julgam vir do Espírito Santo e então responda: A canção está louvando a Deus ou ao anjo? Qual a diferença disso para a idolatria católica romana?

"NINGUÉM SE FAÇA ÁRBITRO CONTRA VÓS OUTROS, PRETEXTANDO HUMILDADE E CULTO DOS ANJOS, BASEANDO-SE EM VISÕES..."
(Colossenses 2.18)

Continue lendo >>

Cristo no Pentateuco Parte II

CRISTO NO PENTATEUCO PARTE II- CONT LIVRO DE LEVÍTICO



OS SACRIFÍCIOS- Os primeiro sete capítulos do livro de Levítico apresentam-nos quatro classes de sacrifícios, sendo a ordem da sua apresentação inversa da sua aplicação prática à necessidade dos homens. As quatro classes são: 1 os holocaustos, 2 as ofertas de manjares, 3 os sacrifícios de paz, 4 os sacrifícios pelo pecado. Vemos que é necessário uma série de sacrifícios para poder apresentar simbolicamente a perfeição do sacrifício de Cristo.

Os sacrifícios acima mencionados podem ser divididos em dois grupos: 1 os que eram oferecidos como ofertas queimadas de um cheiro agradável ao Senhor, 2 os que eram oferecidos pela expiação do pecado.

O HOLOCAUSTO- Vem nos apresentar, em primeiro lugar, a absoluta e perfeita obediência e devoção de Cristo à vontade de Deus até a morte. Salmos 40:8 agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. E também em efésios 5:2 2 e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave. Assim como o pecador do passado colocava a mão na cabeça do animal do holocausto indentificando-se assim com ele, também nós nos podemos identificar pela fé com toda a perfeição de Cristo e de seu sacrifício, com todo esse cheiro suave que subiu até Deus na consumação desse grande holocausto que foi a morte do cordeiro de Deus na cruz do calvário. Efésios 1:6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,

É interessante também notar o que lemos no capítulo 6 de Levítico sobre a lei do holocausto:

Levítico 6:9 Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar. Somos aqui lembrados do caráter permanente deste sacrifício, e de como todo este tempo de noite até a gloriosa manhã que, em breve vai raiar, toda a perfeição de Cristo, o cheiro suave do seu sacrifício permanente que estará eternamente diante de Deus. Toda a sua justiça foi satisfeita com a imolação do cordeiro que tira o pecado do mundo.

A OFERTA DE MANJARES- Era de flor de farinha com azeito e incenso. Aquilo era puro e santo e belo, caracterizando assim a pureza da vida de Cristo, graça e perfeição em sua vida terrena. Uma parte desta oferta era queimada no altar e a outra parte pertencia ao sacerdote. Ah! Meus amados irmãos Deus nunca poderá esquecer-se da fragrância da vida santa do seu Filho aqui na terra. O memorial queimado era dele; mas a nós também é dado alimentarmo-nos da vida perfeita de Cristo, hoje representada pela santa ceia. Tomara que saibamos aproveitar deste privilégio!

OS SACRIFÍCIOS DE PAZ- Fala-nos de paz com Deus, da reconciliação e salvação aplicadas. O que caracteriza esta oferta é que, em vez de tudo ser queimado, ou tudo ser entregue ao sacerdote, ela, por assim dizer, fornece uma mesa onde Deus, o sacerdote e o pecador todos se encontrem. Fala-nos de comunhão e assim é também uma oferta de louvor de cheiro suave ao Senhor.

O SACRIFÍCIO PELO PECADO – Tinha por fim explícito a expiação do pecado. A gordura deste sacrifício era queimada sobre o altar do holocausto, significando assim a sua aceitação pelo Senhor. Depois o restante era levado para fora e ali queimado em um lugar limpo, mostrando assim o caráter extremamente pernicioso e danoso do pecado. O senhor Jesus tornou-se por nós esse sacrifício pelo pecado. Hebreus 9:26 Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.

2 Coríntios 5:21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Quem poderá compreender a agonia que sentiu o Senhor quando assim Se achou identificado com o pecado e foi desamparado por Deus que dele escondeu o rosto? Louvado seja o seu Santo nome. Por ele ter dado a Si mesmo por Nós miseráveis pecadores.

Senhor nos Ilumine.

Leia também a parte I deste estudo Cristo no Pentateuco. Clique aqui.

Continua parte III

Continue lendo >>

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cristo Voltará Parte II

Rev. Daniel Carneiro*

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO: O MODO DA SUA VINDA (segunda parte)
Queremos tratar de quatro coisas. Vejamos.
I- A Segunda Vinda de Cristo Será um Evento Único
Os dispensacionalistas fazem distinção de dois eventos da vinda de Cristo:
O primeiro é a vinda de Cristo PARA a Igreja. De acordo com esta teoria, Cristo virá invisível e secretamente e ficará nas nuvens de onde ARREBATARÁ seus santos para o céu.
A partir daí, haverá um período de SETE ANOS durante o qual o mundo será evangelizado, Israel se converterá, ocorrerá a grande tribulação e o anticristo se manifestará.
Quando terminarem os sete anos ocorrerá o segundo evento da vinda de Cristo, que é a vinda COM a Igreja. Nesta fase, as nações serão julgadas e será introduzido o milênio aqui na terra.
Esta teoria foi inventada em 1830 por um bispo anglicano chamado JONH NELSON DARBY que foi influenciado pelos padres JESUÍTAS que foram os primeiros a terem esta visão. Este ensino se tornou popular através da BÍBLIA de referências de SCOFIELD e dos institutos bíblicos, como por exemplo, o "Palavra da vida". Quem vai para estes institutos sai de lá com esta visão da escatologia.
De acordo com a Escritura, a vinda de Cristo será um evento único e não dois. Ou seja, Cristo virá uma só vez para sempre.
II- A Segunda Vinda de Cristo Será Pessoal, Física e Visível
1- Pessoal (At 1.11)
Neste texto aparece o pronome "esse" que em grego é "hutos" e tem sentido enfático de "esse mesmo". Isto significa que Jesus virá do céu pessoalmente outra vez. Ele não mandará um representante: um anjo, um serafim, um querubim ou um arcanjo. Ele virá pessoalmente.
2) Física e visível ( Mt 24.30; 26.64; Hb 9.28; Ap 1.7)
Nestes textos aparecem os verbos "aparecer" e "ver". Estas palavras perdem seu sentido natural se Cristo não vem física e visivelmente.
Os liberais, os modernistas e todos os hereges negam estes aspectos da vinda de Cristo, mas estão enganados e vão se decepcionar quando olharem para o céu e virem Cristo descendo. Eles vão bater nos peitos em sinal de desespero diante do grande evento da segunda vinda do Senhor.
Em Mateus 24.30 é dito que "todos os povos da terra se lamentarão" diante da vinda de Cristo. Este texto á uma alusão a Zacarias 12.10-12. Aqui aparecem expressões como:

"Pranteá-lo-ão", "chorarão". Tudo isto porque rejeitaram o Filho de Deus.
III- A segunda Vinda de Cristo Será Repentina
Com esta afirmação queremos dizer que Cristo virá de forma INESPERADA e tomando as pessoas de SURPRESA (Mt 24.37-44; 1 Ts 5.2,3).
Estas passagens comparam a vinda de Cristo com o dilúvio de Noé e com a chegada do ladrão. O dilúvio pegou as pessoas de surpresa e o ladrão não telefona avisando que vai chegar a alguma casa. Ele chega de repente trazendo terror a todos.
A volta de Cristo será assim. Ela vai acontecer num dia e numa hora em que ninguém sabe e nem espera. E por quê?
A Confissão de Fé, no capítulo 33, seção 3 responde assim:
"A fim de que eles – os homens – se despojem de toda confiança carnal, sejam sempre vigilantes, não sabendo a que hora virá o Senhor, e estejam prontos a dizer: "Vem logo, Senhor Jesus!". Amém".
A recomendação bíblica para nós é:"vigiai!".
IV- A Segunda Vinda de Cristo Será Gloriosa e Triunfal (Mt 24.29,30; Ap 19.11-16)
Quando Jesus vier na nuvem do céu haverá um grande barulho (1 Ts 4.16-18)
Este texto diz que a voz do arcanjo será ouvida por todos os vencedores:
"Ele está às portas. Vinde amados! Aquele a quem amais veio para encontrá-los".
Jesus vem com trombetas ressoando, com exércitos de anjos ou santos e com alarido. Os mortos serão ressuscitados, crentes e incrédulos. Os crentes vivos serão transformados e terá início o juízo final com o Senhor Jesus fazendo a separação entre ovelhas e cabritos e dando a sentença final a todos: a salvação a uns e a condenação a outros (Mt 25.31,34,46).
Em sua segunda vinda, o Senhor Jesus não virá como um cordeirinho manso pronto para o matadouro, mas virá como um leão feroz, revestido de justiça. Ele virá como "O Rei dos reis e o Senhor dos senhores" para salvar seus escolhidos e tomar vingança contra seus inimigos, banindo-os da sua presença e jogando-os no "fogo eterno" (2 Ts 1.7-10).
Feito isto, Cristo estabelecerá seu reino de justiça e paz para todo o sempre. Aleluia!
*Rev. Daniel Carneiro é Pastor da IPB e Prof. de Teologia Sistemática no SPN.

LEIA TAMBEM A PARTE I DESTE ESTUDO CLIQUE AQUI

Continue lendo >>

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A IRA DE DEUS



A Ira de Deus
Extraído do livro "Os Atributos de Deus" publicado pela Editora PES
Autor: A.W. PINK

É triste ver tantos cristãos professos que parecem considerar a ira de Deus como uma coisa pela qual eles precisam pedir desculpas, ou, pelo menos, parece que gostariam que não existisse tal coisa. Conquanto alguns não fossem longe o bastante para admitir abertamente que a consideram uma mancha no caráter divino, contudo, estão longe de vê-la com bons olhos, não gostam de pensar nisso e dificilmente a ouvem mencionada sem que surja em seus corações um ressentimento contra essa idéia. Mesmo dentre os mais sóbrios em sua maneira de julgar, não poucos parecem imaginas que há na questão da ira de Deus uma severidade terrificante demais para propiciar um tema para consideração proveitosa. Outros dão abrigo ao erro de pensar que a ira de Deus não é coerente com a Sua bondade, e assim procuram bani-la dos seus pensamentos.
Sim, muitos há que fogem de visualizar a ira de Deus, como se fossem intimados a ver alguma nódoa no caráter divino, ou algum defeito no governo divino. Mas, o que dizem as Escrituras? Quando a procuramos nelas, vemos que Deus não dez tentativa alguma para ocultar a realidade da Sua ira. Ele não se envergonha de ar a conhecer que a vingança e a cólera Lhe pertencem. Eis o Seu desafio: "Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum Deus comigo; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão. Porque levantei a minha mão aos céus, e direi: Eu vivo para sempre. Se eu afiar a minha espada reluzente, a travar do juízo a minha mão, farei tornar a vingança sobre os meus adversários, e recompensarei aos meus aborrecedores"(Dt.32:39-41). Um estudo na concordância mostrará que há mais referências nas Escrituras à indignação, à cólera e à ira de Deus, do que aos Seu amor e ternura. Porque Deus é santo, ele odeia todo pecado; e porque ele odeia todo pecado, a Sua ira inflama-se contra o pecador. (Sl.7:11).
Pois bem, a ira de Deus é uma perfeição divina tanto como a sua fidelidade, o Seu poder ou a Sua misericórdia. Só pode ser assim, pois não há mácula alguma, nem o mais ligeiro defeito no caráter de Deus, porém, haveria, se Nele não houvesse "ira"! A indiferença para com o pecado é uma nódoa moral, e aquele que não odeia é um leproso moral. Como poderia Aquele que é a soma de todas as excelência olhar com igual satisfação para a virtude e o vício, para a sabedoria e a estultícia? Como poderia Aquele que é infinitamente santo ficar indiferente ao pecado e negar-Se a manifestar a Sua "severidade"(Rm.11:22) para com ele? Como poderia Aquele que só tem prazer no que é puro e nobre, deixar de detestar e de odiar o que é impuro e vil? A própria natureza de Deus faz do inferno uma necessidade tão real, um requisito tão imperativo e eterno como o céu o é. Não somente não há imperfeição nenhuma em Deus, mas também não há Nele perfeição que seja menos perfeita do que outra.
A ira de Deus é sua eterna ojeriza por toda injustiça. É o desprazer e a indignação da divina equidade contra o mal. É a santidade de Deus posta em ação contra o pecado. É a causa motora daquela sentença justa que ele lavra sobre os malfeitores. Deus está irado contra o pecado porque este é rebelião contra a Sua autoridade, um ultraje à Sua soberania inviolável. Os insurgentes contra o governo de Deus saberão um dia que Deus é o Senhor. Serão levados a sentir quão grandiosa é aquela Majestade que eles desprezaram, e como é terrível aquela ira de que foram ameaçados e a que não deram a mínima importância. Não que a ira de Deus seja uma retaliação maldosa e mal intencionada, infligindo agravo só pelo prazer de infligi-lo, ou devolver a ofensa recebida. Não; embora seja verdade que Deus vindicará o domínio como Governador do universo, ele não será revanchista.
Evidencia-se que a ira divina é uma das perfeições de Deus, não somente pelas considerações acima apresentadas, mas também fica estabelecido claramente pelas declarações expressas da Sua Palavra. "Porque do céu manifesta a ira de Deus..."(Rm.1:18). "Manifestou-se quando foi pronunciada a primeira sentença de morte, quando a terra foi amaldiçoada e o homem foi expulso do paraíso terrestre; e depois, mediante castigos exemplares como o dilúvio e a destruição das cidades da planície com fogo do céu, mas, especialmente pelo reinado da morte no mundo todo. Foi proclamada na maldição da lei para cada transgressão, e foi imposta na instituição do sacrifício. No capítulo 8 de romanos, o apóstolo Paulo chama a atenção para o fato de que a criação inteira ficou sujeita à vaidade, e geme e tem dores de parto. A mesma criação que declara que existe um Deus, e publica a Sua glória, também proclama que Ele é inimigo do pecado e o vingador dos crimes dos homens. Acima de tudo, porém, do céu se manifestou a ira de Deus quando o Filho de Deus veio a este mundo para revelar o caráter divino, e quando essa ira foi demostrada nos Seus sofrimentos e morte, de maneira mais terrível do que por todas as provas que Deus antes dera da Sua aversão pela pecado. Além disso, o castigo futuro e eterno dos ímpios agora é declarado em termos mais solenes e explícitos do que antes. Sob a nova dispensação há duas revelações dadas do céu, uma da ira, a outra da graça"(Robert Haldane).
Mais: que a ira de Deus é uma perfeição divina está demostrado claramente pelo que lemos nos Salmo 95:11: "Por isso jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso". Duas sãos as ocasiões em que Deus "jura": quando faz promessas (Gn22:16), e quando faz ameaças(Dt.1:34). Na primeira, jura com misericórdia dos Seus filhos; na Segunda, jura para aterrorizar os ímpios. Um juramento é feito para confirmação: Hb.6:16. Em Gn.22:16 disse Deus: "Por mim mesmo, jurei". NO Sl.89:35 ele declara: "Uma vez jurei por minha santidade". Enquanto que no Sl.95:11 ele afirma: "Jurei na minha ira". Assim é que o grande Jeová pessoalmente recorre à Sua "ira" como a uma perfeição igual à sua "santidade": tanto jura por uma como pela outra! Ainda: como em Cristo "...habita corporalmente toda a plenitude da divindade"(Cl.2:9), e como todas as perfeições divinas são notavelmente manifestadas por Ele (Jo.1:18), por isso lemos sobre "... a ira do Cordeiro"(Ap.6:16).
A ira de Deus é uma perfeição do caráter divino sobre a qual precisamos meditar com freqüência. Primeiro, para que os nosso corações fiquem devidamente impressionados com a ojeriza de Deus pelo pecado. Estamos sempre inclinados a uma consideração superficial do pecado, a encobrir a sua fealdade, a desculpá-lo com escusas várias. Mas, quanto mais estudarmos e ponderarmos a aversão de Deus pelo pecado e a maneira terrível como se vinga dele, mais probabilidade teremos de compreender quão horrível é o pecado. Segundo, para produzir em nossas almas um verdadeiro temor de Deus: "... retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade ("santo temos"); porque o nosso Deus é fogo consumidor"(Hb.12:28-29). Não podemos serví-lO "agradavelmente" sem a devida "reverência" ante a sua tremenda Majestade e sem o devido "santo temor" de Sua ira, e promoveremos melhor estas coisas trazendo freqüentemente à memória o fato de que "o nosso Deus é um fogo consumidor". Terceiro, para induzir nossas almas a fervoroso louvor a Deus por Ter-nos livrado "... da ira futura"(I Ts.1:10).
A nossa prontidão ou a nossa relutância em meditar na ira de Deus é um teste seguro de até que ponto os nossos corações reagem à Sua influência. Se não nos regozijamos verdadeiramente em Deus, pelo que ele é em Si mesmo, e por todas as perfeições que nEle há eternamente, como poderá permanecer em nós o amor de Deus? Cada um de nós precisa vigiar o mais possível em oração contra o perigo de criar em nossa mente uma imagem de Deus segundo o modelo das nossas inclinações pecaminosas. Desde há muito o Senhor lamentou: "... pensavas que (Eu) era como tu"(Sl.50:21). Se não nos alegramos "... em memória da sua santidade"(Sl.97:12), se não nos alegramos por saber que num dia que logo vem, Deus fará uma demonstração sumamente gloriosa da Sua ira, tomando vingança em todos os que agora se opõem a Ele, é prova positiva de que os nossos corações não estão sujeitos a Ele, que ainda, permanecemos em nossos pecados, rumo às chamas eternas.
"Jubilai, ó nações (gentios), com o seu povo, porque vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários fará tornar a vingança..."(Dt.32:43). E ainda lemos: "E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de grande multidão, que dizia: Aleluia; Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; Porque verdadeiros e justos sãos os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia..." (Ap.19:1-3). Grande será o regozijo dos santos naquele dia em que o Senhor irá vindicar a sua majestade, exercer o Seu domínio formidável, magnificar a Sua justiça, e derribar os orgulhosos rebeldes que ousaram desafiá-lO.
"Se tu, Senhor, observares (imputares) as iniquidades, Senhor quem subsistirá? (Sm. 130:3). Cada um de nós pode bem fazer esta pergunta, pois está escrito que "...os ímpios não subsistirão no juízo..." (Sl.1:5). Quão dolorosamente a alma de Cristo padeceu ao pensar na ação de Deus observando as iniquidades do Seu povo quando estas pesaram sobre Ele! Ele "... começou a Ter pavor, e a angustiar-se"(Mc. 14:33). Sua agonia terrível, Seu suor de sangue, Seu grande clamor e súplicas (Hb.5:7), Suas reiteradas orações: "Se é possível, passe de mim este cálice", Seu último e tremendo brado, "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?"- tudo manifesta que pavorosas apreensões Ele teve quanto ao que era para Deus "observar iniquidades". Bem que nós, pobres pecadores, podemos clamar: Senhor, quem subsistirá, se o próprio Filho de Deus tremeu tanto sob o peso da Tua ira? Se tu, meu leitor, ainda não correste em busca do refúgio em Cristo, o único salvador, "... que farás na enchente do Jordão?"(Jr.12:5).
"Quando considero como a bondade de Deus sofre abusos da maior parte da humanidade, não posso senão apoiar quem disse: "O maior milagre do mundo é a paciência e generosidade de Deus para como mundo ingrato. Se um príncipe tem inimigos metidos numa de suas cidades, não lhes envia provisões, mas mantém sitiado o local e faz o que pode para vencê-los pela fome. Mas o grande Deus, que poderia levar todos os Seus inimigos à destruição num piscar de olhos, tolera-os e se empenha diariamente para sustentá-los. Aquele que faz o bem aos maus e ingratos, pode muito bem ordenar-nos que bendigamos os que nos maldizem. Não penseis, porém, que escapareis assim, pecadores; o moinho de Deus mói devagar, mas mói fino; quanto mais admirável é agora a Sua paciência e generosidade, mais terrível e insuportável será a fúria resultante dos abusos feitos à Sua bondade. Nada é mais brando do que o mar; contudo, quando se agita e forma temporal, nada se enfurece mais. Nada é tão suave como a paciência e bondade de Deus, e nada tão terrível como a sua ira quando se inflama" (William Gurnall, 1660). "Fuja", pois, meu leitor, fuja para Cristo; fuja "... da ira futura"(Mt.3:7), antes que seja tarde demais. Nós lhe rogamos com todo o empenho, não pense que esta mensagem tem em vista outra pessoa. É para você que está lendo! Não fique satisfeito em pensar que você já fugiu para Cristo. Obtenha certeza disso! Rogue ao Senhor que sonde o teu coração e te revele o que tu és (pois o erro ou engano, será fatal e eterno).
Uma palavra aos pregadores. Irmãos, em nossos ministérios temos pregado sobre este solene assunto tanto como deveríamos? Os profetas do Velho Testamento muitas vezes diziam aos seus ouvintes que as suas vidas ímpias provocavam o Santo de Israel, e que estavam entesourando para si mesmos ira para o dia da ira. E as condições do mundo hoje não são melhores do que eram então! Nada se presta mais para despertar os indiferentes e fazer com que os crentes carnais sondem os seus corações, do que alongar-nos sobre o fato de que Deus "... se ira todos os dias" com os ímpios (Sl.7:11). O precursor de Cristo exortava os seus ouvintes a fugirem "... da ira futura"(Mt.3:7). O Salvador ordenava a quantos O ouviam: "Temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno, sim, vos digo, a esse temei"(Lc.12:5). O apóstolo Paulo dizia: "... sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens..."(2Co.5:11). A fidelidade exige que falemos tão claramente do inferno como do céu.

Continue lendo >>

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Estudo Bíblico Efetivo Parte IV



O ESTUDO BÍBLICO EFETIVO PARTE IV- A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO



A Bíblia é um livro divino-humano, com algumas dificuldades próprias de um livro que se propõe a revelar coisas espirituais e celestiais em uma linguagem compreensiva humana.

Precisamos evitar a declaração: "A Bíblia é difícil, e cada um tem sua interpretação". Desta maneira afirmamos que ela não tem uma palavra própria, mas cada um fala-a dizer o que ele quiser que ela diga.

Anotamos aqui 05 regras básicas e iniciais para ajudar você na interpretação dos textos bíblicos, evitando erros crassos.




  • Precisa-se dar sempre às palavras, em primeiro lugar, o seu significado comum e usual- Não faça a interpretação do texto partindo de metaforizações e simbolismos possivelmente oculto nas palavras (alegorização). Não faça aplicações do texto sem antes interpretá-lo corretamente.

As aplicações alegóricas só são possíveis se o contexto permitir. Ex: Salmos 92:12ARA
O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano.
João 10:7 ARA John 10:7
Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.

Ou o texto pode claramente afirmar como no caso de Gálatas 4:22-24 Galatians 4:22-24
22 Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. 23 Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa. 24 Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar.

1 Co 10:1-4 1 Corinthians 10:1-4
Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. 3 Todos eles comeram de um só manjar espiritual 4 e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo.

Obs:
O sentido usual das palavras às vezes só é entendido, se voltarmos ao tempo do autor e descobrirmos o que ele queria dizer. Ex. Mateus 25- a parábola das 10 virgens.
Uma palavra nunca tem ao mesmo tempo dois sentidos. Ou a palavra tem um sentido figurado ou um sentido literal. Você sempre deve dar primeiro o sentido literal das palavras, se não couber, logicamente deve-se usar o sentido figurado. Ex. Quando Jesus diz Entrai pela porta estreita! Será que ele está dizendo que há uma porta? Lógico que não apenas quer dizer que ser cristão é muito difícil e para ir pro inferno é bastante fácil!


  • Precisamos tentar alcançar os objetivos do autor – Às vezes para entendermos bem o texto é necessário mais do que conhecer o significado das palavras, é preciso conhecer os objetivos do autor. É preciso entender a sua argumentação, as ideias que ele pretende estabelecer. Por exemplo, o significado da palavra difere em: Romanos 14:23-fé como sinônimo de convicção; gálatas 1:23 fé no sentido de doutrina, verdade; Tiago 2:24 fé no sentido do conceito correto da verdade com a ação prática.
  • Precisamos entender o contexto- Isto é fundamental para a fiel interpretação do texto em análise. Contexto é o discurso de onde extraímos o texto, é o que imediatamente se segue ou antecede ao texto escolhido. Por vezes só o contexto nos dá o sentido exato das palavras usadas. Também não podemos formar doutrinas ou extrair lições de textos isolados de seus contextos, pois isso certamente é pretexto para heresias. Ex: João 9:3 Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. Por esse verso isolado poderíamos dizer que nem esse rapaz nem seu pai cometeram pecado? E agora? A Bíblia nos ensina que todos pecaram exceto um, Jesus Cristo. Ou também 2 cor 3:6 afirmaríamos que a letra, ou as palavras da Bíblia matam? Ela nos ensina que suas palavras são vida!


  • Precisamos correlacionar passagens paralelas- Isso é muito útil para lançar novas luzes sobre o texto. Elas são passagens que fazem referencia umas as outras, ou tratam do mesmo assunto. As correlações podem ser:


  1. De palavras Gl 3:27; Rm 13:14
  2. De histórias os 4 evangelhos
  3. De ideias São os ensinos a respeito do mesmo assunto.



  • Se necessário consultar material externo- Após tudo isso, se ainda restarem dúvidas ou dificuldades, então devemos consultar material externo (dicionários e comentários bíblicos) para outros esclarecimentos tais como: hábitos, costumes, línguas, Ex.: Como é o orvalho de Hermom? Sl 133; Mt 22:15-22 Quanto vale um denário?


  • Recapitulando


    • Dê às palavras, primeiramente, sentido comum e usual.
    • Conheça os objetivos do autor
    • Consulte o contexto
    • Correlacione às passagens paralelas
    • Vá ao material externo.
caso queira ler a parte anterior da lição clique aqui
Continua parte Final.

O senhor nos Ilumine.

Continue lendo >>

Quem nos indica

Artigos Lidos Recentemente

Livros Gratuitos

Join 4Shared Now! Clique no ícone acima e veja os livros adicionados recentemente em nosso acervo virtual.Baixe gratuitamente sem infringir a lei brasileira!

Seguidores

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO