quinta-feira, 30 de abril de 2009

Olha Os Calvinistas Aí Gente!


O crescimento do interesse pela fé reformada em todo o mundo é um fato que tem sido notado aqui e ali pelos estudiosos de religião. Crescem em toda a parte a publicação de literatura reformada, o ingresso de estudantes em seminários e instituições reformadas, a realização de eventos, o surgimento de novas igrejas e instituições de ensino reformadas e o número de pessoas que se dizem reformadas.
Como se trata de um rótulo, é preciso definir “reformado.” Como já temos dito em outros posts neste blog, por “reformado” entendemos aquele que adere a uma das grandes confissões reformadas produzidas logo após a Reforma protestante no século XVI, aos cinco grandes pontos dessa Reforma, que são Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides, Solus Christus e Soli Deo Gloria e aos chamados Cinco Pontos do Calvinismo, resumidos no acrônimo TULIP (Depravação total, Eleição incondicional, Expiação limitada, Graça irresistível e Perseverança final). Muito embora alguns não gostem do nome, quem adere a tudo isso acima não deixa ser um calvinista.
Como bem me lembrou Mauro Meister quando eu escrevia esse post, existe um grande número de igrejas que são da "tradição reformada" mas que já não crêem de maneira ortodoxa quanto a estas doutrinas. Geralmente essas igrejas não estão experimentando esse crescimento, mas um esvaziamento, como a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e outras denominações historicamente ligadas à Reforma, mas que já não professam de forma estrita seus postulados.
Da Coréia, China, Indonésia, por exemplo, chegam relatórios do florescimento calvinista. É claro que o calvinismo acaba recebendo diferentes interpretações e expressões em tantas culturas variadas, mas os pontos centrais estão lá.
Isso não quer dizer que os reformados calvinistas são muito numerosos, comparados com pentecostais e arminianos, por exemplo. O que eu quero dizer é que os relativamente poucos reformados calvinistas têm experimentado um crescimento que já chama a atenção de muitas denominações e tem provocado alertas da parte de seus líderes.
Vejam o que está ocorrendo na maior denominação evangélica dos Estados Unidos, os Batistas do Sul. A prestigiosa revista evangélica Christianity Today, vol. 52, No. 2 de fevereiro desse ano traz um artigo em que documenta a reintrodução do calvinismo através dos seminários nessa denominação. O ressurgimento do calvinismo entre os Batistas do Sul é mais antigo, leia aqui. Considerados de orientação arminiana de longa data (apesar de alguns documentos fundantes serem calvinistas), os Batistas do Sul estão vendo o calvinismo sendo transmitido nos seminários, não tanto por professores, mas pelos próprios alunos. Alarmada, a Convenção Batista de Oklahoma oficialmente rejeitou a teologia reformada e mandou cópia da condenação para a Comissão Executiva da Convenção Batista do Sul.
De acordo com o artigo da Christianity Today, 10% dos pastores da Convenção já se declaram calvinistas e perto de 30% dos concluintes dos seminários fazem a mesma afirmação. A continuar nesse ritmo, em breve teremos um grande reavivamento calvinista no coração da maior denominação arminiana conservadora dos Estados Unidos. Veja aqui a história de como a doutrina da predestinação chegou a dois seminários arminianos.
A ressurgência calvinista nos Estados Unidos não está ocorrendo somente entre os Batistas, mas entre muitas outras denominações. Leia aqui um artigo da Christianity Today sobre o assunto. Um dos motores é o ministério de pastores reformados populares, como John Piper, R. C. Sproul e John MacArthur, entre outros. Os eventos promovidos por eles recebem milhares de pastores de todas as denominações e seus livros são traduzidos em dezenas de línguas, inclusive em português. No Brasil temos quase todos os títulos destes autores.
Em menor escala, estamos assistindo ao mesmo processo em meio aos batistas brasileiros. Cresce o número de batistas interessados na teologia reformada. Recentemente assistimos à formação da Comunhão Batista Reformada, composta de batistas calvinistas que não conseguiam mais espaço em suas convenções para expressarem as suas opiniões.
Mas, o interesse maior na fé reformada no Brasil parece ser da parte dos pentecostais. Cresce a presença de pastores e líderes pentecostais nos grandes eventos reformados no Brasil. Cresce também o número de pentecostais que estão adquirindo literatura reformada. E cresce o número de igrejas pentecostais independentes que estão nascendo já com uma teologia influenciada pelo calvinismo. Algumas denominações pentecostais também vêm recebendo a influência calvinista a passos largos. Tenho tido o privilégio de pregar e ministrar palestras em eventos de grande proporção organizados por instituições pentecostais interessadas em explorar os grandes temas reformados.
O ministério de editoras que publicam material reformado, como a Editora Cultura Cristã, a Fiel e a Publicações Evangélicas Selecionadas, por exemplo, tem servido para colocar as obras de reformados brasileiros e internacionais nas mãos dos evangélicos brasileiros ávidos por uma teologia consistente, e cansados dos excessos do neopentecostalismo e da aridez do liberalismo teológico.
Não tenho uma explicação definitiva para esse fenômeno do retorno da TULIP, a não ser a de que a providência divina assim o deseja. No mínimo, é curioso que uma fé tão perseguida e odiada como o calvinismo, de repente, passe a ter tanta aceitação. Não há ninguém na história da Igreja tão mal entendido, distorcido, vilipendiado, odiado e amaldiçoado quanto João Calvino. Chamado de tirano, déspota, incendiário de hereges, frio, duro, determinista, criador do capitalismo selvagem, Calvino tem sofrido mil mortes nas mãos de seus detratores, os quais, na maioria das vezes, nunca leram sequer uma de suas obras, e que formaram sua opinião lendo obras de terceiros.
Somente espero que, à medida que o movimento cresça no Brasil, os reformados aprendam a reter o que é essencial e bíblico na Reforma, sem tornar em matéria de fé aquilo que pertenceu a séculos passados em outras culturas, como, infelizmente, já tem acontecido no Brasil com alguns grupos. Que eles lembrem que a fé bíblica, que é a fé da Reforma, também pode se expressar dentro da rica e variada cultura brasileira.
Rev Augustos Nicomedus Lopes

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Noticia Urgente Plugados com Deus

Há alguns dias noticiamos em nosso blog, que um pastor estava lançando uma bíblia que era intitulada a Bíblia Gay. Dentre muitas reclamações e xingamentos encontramos um comentário que será respondido neste post, encerrando de uma vez por todas as discussões sobre o assunto e confirmando nossas convicções a respeito desse polêmico tema.


Comentário de um leitor que diz ser homossexual sobre o assunto

Meu Deus, onde será que tudo isso vai parar, entre tantos comentários, resolvi também postar o meu! Tenho 23 anos sou Homossexual muito bem resolvido e Amado por minha família, O que realmente me preocupa, é a mente Humana... Sabe se Deus que é um Deus, uni consciente conhece o coração de cada filho, pode ter certeza que esse qual (gay-lésbica) jamais iria para o inferno por conta disso... e nem pela pratica Homossexual... O pecado da Carne está presente em todos os seres humanos caríssimos, Não existe ninguém que esteja na Risca com os Mandamentos de Deus portanto ninguém está salvo  e estamos todos nesse barco que se chama PECADO... e nem TÃO POUCO livre do julgamento! O Perfeito Jesus!! já morreu e ressuscitou por nós!!! Não aponte os defeitos dos outros com seu dedo sujoo!!!, Para o inferno vão esses "merdas" que insistem em tomar conta da vida dos outros... Creio que pecado é lutar "contra Natureza que Deus nos dá" não dizem que não cai uma folha sem Deus querer???!!!!, de tanto ouvir, e ouvir e ler ... e viver opressões, muitas e muitas vezes DOBREIII os meus joelhos e pedi chorando no Púpito...Senhor!!! Meu Deus e meu Pai.. se abominável aos vossos olhos leva isso embora de mim!!!, segui Igrejas, doutrinas, Pastores..louvei orei e oreiii... Pois é meus queridos continuo Gay até Hoje, conheço caso de suicídios, de rejeições em famílias, Todos pregam a língua!... pois acham que somos gays por Modismo, por sem vergonhisse, ou porque é gostoso!... Sim  até existem sim esses tais, só que existem Gays e Gays, Não generalizem!"", Somos seres humanos não diferentes de vocês que tem sonhos, planos, e almejamos ser felizes, Pecado Maior Caríssimos, é ficar Julgando, fulano, beltrano ou ciclano!... acho que cada Um deve respeitar o espaço do Outro... e deixar o Julgamento para quem cabe fazer isso.. ou seja O próprio Jesus!...

Respeito muito a Bíblia porém não sou seguidor mais hoje de nenhuma denominação !!Quanto a esse Pastor, Acho que ele fez a Parte dele, tenta defender e mostrar as verdades das quais estudou e acredita! Deus, está no coração de todos filhos dele... então aos seres Humanos desprovidos valores éticos, e de cérebros cuidem de suas vidas, Pois, aquele garotinho que está em fase de crescimento em sua Casa, sim !!!  Seu filho.. ele mesmo.. ou sua filha... pode ser tornar Um Gay, ou Uma Lésbica, e você vai ter que aprender a Amá-lo e repeitá-lo e entender, o que realmente é um Homossexual.. ele não precisa ser liberto de nenhum espírito Maligno!...Apenas ser aceito, o Espírito Maligno com certeza está por trás desses que se acham Perfeitos... seguidores de Doutrinas que se escondem atrás das Gravatas!...e da própria bíblia! Isso sim é um grande pecado.

Q Deus tenha Misericórdia de todos Nós da Raça Humana, pobres pecadores Banais!...






Reposta Equipe Plugados com Deus.

Caro leitor, apreciamos o fato de ter visitado nosso blog e expressado sua opinião. Com relação a sua carta gostaríamos de comentar alguns aspectos do teor da mesma.

Em primeiro lugar concordamos com você quando diz que o que te preocupa é a mente humana... a nós também, porque desde que nosso pai Adão pecou o homem passou a ser totalmente depravado, Ou seja, nenhum bem passou a habitar no coração do homem, sendo este totalmente inclinado para o mal, quando o ser humano pecou assinou literalmente sua sentença de morte pois Romanos 6:23 23 porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.
E que morte é esta? A morte tanto física quanto a espiritual. A partir dessa separação com a fonte de toda vida que é Deus os homens passaram a viver conforme suas próprias vontades agora depravadas e totalmente más. Romans 1:21 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Isso também você poderá confirmar lendo outros textos sagrados Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36;Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15.

Você acerta novamente quando diz que todos somos pecadores e quem ninguém segue fielmente a Lei de Deus, isso mesmo, e ainda acrescentaríamos mais dizendo que não existe mensuração diante de Deus entre pecadinhos, pecados médios, e pecadões e ninguém está justo diante de Deus Romans 3:11-12 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer..
Todos estaríamos condenados ao inferno porque como já disse antes, nosso pai Adão nos vendeu para sermos escravos de Satanás. Titus 3:3-4 3 Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. 4 Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos. Contudo nosso Pai celeste é tão maravilhoso que ele vem ao nosso encontro por amor. Sim! ele ama você tanto quanto a mim! Meu pecado é tão feio e sujo quanto o seu, porque TODOS pecaram e só por Jesus Cristo é que podemos ser salvos desse mal. Romans 3:23-24 3 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.

...Creio que pecado é lutar "contra Natureza que Deus nos dá... Essa expressão que usa realmente é totalmente errônea porque como podemos ler no primeiro capitulo de Genesis não foi essa a natureza que Deus te deu. E sim criou apenas dois gêneros, sem querer ser repetitivo, só a partir da queda do homem é que a terra e tudo que nela existia passou a ser maldito inclusive surgindo todo tipo de torpezas sexuais. Genesis 3:17-19 maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. 18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. 19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.
Romans 1:27-32 27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. 28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, 29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, 30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. 32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.





Veja aí em cima que a lista é grande, todos àqueles que rejeitam a Salvação gratuita que nos é dada em Cristo Jesus são entregues a uma disposição mental reprovável. E a lista é encabeçada por homossexualismo, e segue até aqueles que não praticam a misericórdia(aqui vai um recado àqueles que odeiam sem motivo inclusive).





...se abominável aos vossos olhos leva isso embora de mim!!! Neste trecho de sua carta você mesmo demonstra a dor quase insuportável de ter toda uma sociedade contra e além disso o sentimento de culpa do próprio Deus. Mas meu dileto leitor entenda algo, a partir do momento que Cristo entra no seu coração e você passa a ser nova criatura aí sim que começa uma luta dentro de você e talvez fosse exatamente essa luta pela qual você estava passando quando fez essa Oração de dor ao Senhor até o Apostolo Paulo teve seus momentos de Crise lutando com sua natureza pecaminosa. Romans 7:18-19 8 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. 19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. E mais adiante ele afima : Romans 7:24 24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?





Cristo sempre nos convidou a sentir e ver como o outro via, se nós não te amarmos ou te estimarmos como imagem e semelhança de Deus nós não somos dignos de sermos seguidores de Cristo porque Mark 12:33 e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios.





Somos sinceros e te afirmamos que nem a ciência sabe ao certo o que de fato desencadeia o homossexualismo. Há mais de 33 teorias que falam a respeito do assunto e nenhuma é conclusiva. Contudo por te amar e saber que és uma criatura feita a imagem e semelhança do teu criador, te rogamos, lute. Há casos de recuperação. Sei que parece difícil e talvez seja esse seu espinho na carne, mas se você realmente for de Cristo ira lutar não somente contra esse ato mas contra qualquer coisa que esteja em desacordo com a palavra de Cristo. Porque a partir do momento que você aceita Jesus e ele passa a morar no seu coração uma guerra se trava dentro de você. De um lado seu próprio eu querendo tomar espaço e fazer tudo de acordo com a lei de Satanas e de outro lado Cristo que te dá uma nova vida e uma nova natureza que todos os dias esta se aperfeiçoando. Santificação não é uma passe de mágica precisamos pagar um preço! Luke 9:23 23 Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Entendeu qual é o preço? Negar-se! É facil? Não, eu diria quase impossível. O que fazer então? Desistir ? não pois o próprio Jesus nos dá a promessa John 16:33 - 17:1 33 Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.





Deus é poderoso para livrar você dessa prática de forma miraculosa. Mas Deus tem muitas formas de agir e geralmente ele age pelas vias "normais" , ou seja, terapeutas e psicólogos Cristãos comprometidos com a Verdade, esses sim, são os mais indicados para te ajudar nessa mudança porque se de fato você ama Jesus, e nos pareceu pela sua carta que sim, você ira lutar contra algo que ele abomina. 1 Corinthians 6:9-11 9 Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, 10 nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. 11 Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

Imagina você amar alguém de todo o coração. Será mesmo que você não gostaria de fazer de tudo para agradar àquela pessoa? Devemos lutar não somente contra esse pecado mas contra todos os pecados que ofendem a pessoa santa de Deus. Quando Jesus entra em nós passamos a ter tristeza pelo pecado e não querer mais pratica-lo 1 John 3:6 6 Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.

1 John 3:9-10 9 Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. 10 Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.





Esperamos em Cristo, que essas poucas palavras possam iluminar a sua mente e que você possa procurar a ajuda certa e aí sim com o poder do Espirito Santo lutar contra esse seu pecado assim como luto todos os dias contra os meus e como todos do planeta terra lutam com os seus ate o dia que nos tornemos parecidos com Cristo e ele nos receba na gloria. Não desista a santificação é um processo dia após dia uma guerra renhida porém o que vale a apena é podermos algum dia escutar na glória. Matthew 25:23 23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.






Esses são os sinceros votos,
Equipe Plugados com Deus

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Esboço Confissão de Fé de Westminster

Benjamin B. Warfield sugere o seguinte esboço do primeiro capítulo da Confissão de Fé de Westminster.

I. A Necessidade da Escritura
1. A realidade e inexatidão da teologia natural.
2. A insuficiência da revelação natural.
3. A realidade e importância da revelação supernatural.
4. O seu completo encerramento na Escritura Sagrada.
5. A conseqüente necessidade da Escritura.

II. A definição de Escritura
1. Extensivamente: o cânon
2. Intensivamente: a inspiração
3. Exclusivamente: os apócrifos

III. As propriedades da Escritura
1. A autoridade da Escritura
A. A fonte de autoridade da Escritura
B. A prova da autoridade da Escritura
(a) A realidade e valor da evidência externa.
(b) A realidade e valor da evidência interna.
(c) A necessidade e função da evidência divina.

2. A perfeição da Escritura
A. O absoluto objetivo da Escritura em sua completitude.
B. A necessidade da iluminação espiritual para o seu completo uso.
C. O lugar da prudência cristã e do correto raciocínio.

3. A clareza da Escritura
A. Diversidade na Escritura nos pontos de clareza.
B. Revelação clara de toda verdade necessária.
C. Acessibilidade da verdade salvadora pelos meios ordinários.

IV. O uso da Escritura
1. Em relação a sua forma e transmissão
A. O valor primário e autoridade dos originais.
(a) A imediata inspiração das Escrituras hebraica e grega.
(b) A sua preservação providencial em pureza [textual].
B. O direito, dever e propósito das traduções.
2. Em relação à interpretação
A. Somente a Escritura é o infalível intérprete da Escritura.
B. O sentido simples da Escritura.
3. Em relação às controvérsias
A. A Escritura o supremo juiz em controvérsias.
B. A Escritura é o teste de toda e qualquer fonte de verdade.

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domingo, 26 de abril de 2009

Onde encontrar Auxílio e Orientação na Bíblia?

PALAVRAS DE CONSOLO E ORIENTAÇÃO II


Onde encontrar auxílio quando está...

Sentindo-se solitário

Salmos 10:12-14
12 Levanta-te, SENHOR! Ó Deus, ergue a mão! Não te esqueças dos pobres. 13 Por que razão despreza o ímpio a Deus, dizendo no seu íntimo que Deus não se importa? 14 Tu, porém, o tens visto, porque atentas aos trabalhos e à dor, para que os possas tomar em tuas mãos. A ti se entrega o desamparado; tu tens sido o defensor do órfão.
Salmos 25:16-18
6 Volta-te para mim e tem compaixão, porque estou sozinho e aflito. 17 Alivia-me as tribulações do coração; tira-me das minhas angústias. 18 Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados.
Salmos 68:4-6 Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele. 5 Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada. 6 Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.
Salmos 146 Aleluia! Louva, ó minha alma, ao SENHOR. 2 Louvarei ao SENHOR durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu viver. 3 Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. 4 Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios. 5 Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus, 6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade. 7 Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O SENHOR liberta os encarcerados. 8 O SENHOR abre os olhos aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos, o SENHOR ama os justos. 9 O SENHOR guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios. 10 O SENHOR reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!
João 14:18-20
18 Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. 19 Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis. 20 Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós.
Angustiado e sofrendo
Romanos 8:34-39
34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? 36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. 37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, 39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
2 Corintios 1:3-6
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! 4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 5 Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo. 6 Mas, se somos atribulados, é para o vosso conforto e salvação; se somos confortados, é também para o vosso conforto, o qual se torna eficaz, suportando vós com paciência os mesmos sofrimentos que nós também padecemos.
2 Corintios 4:16-18
16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.
2 Corintios 12:9
9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
Apocalipse 2:10
10 Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
Apocalipse 2:7
7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus
Doente.
Salmos 41:1-3
Psalm 41:1 Ao mestre de canto. Salmo de Davi Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal. 2 O SENHOR o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos. 3 O SENHOR o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama.
Salmos 68:19-20
9 Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação. 20 O nosso Deus é o Deus libertador; com Deus, o SENHOR, está o escaparmos da morte.
Salmos 103:1-5
Psalm 103:1 Salmo de Davi Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. 2 Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. 3 Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; 4 quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; 5 quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.
Isaias 54:10
10 Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o SENHOR, que se compadece de ti.
Doença Terminal
Salmos 23:1-6
Psalm 23:1 Salmo de Davi O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. 2 Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; 3 refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. 4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. 5 Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. 6 Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.
Romanos 8:18-30
18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. 19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. 20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, 21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. 23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. 24 Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? 25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. 26 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. 27 E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. 28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
2 Corintios 5:1-10 Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. 2 E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial; 3 se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus. 4 Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. 5 Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. 6 Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; 7 visto que andamos por fé e não pelo que vemos. 8 Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor. 9 É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis. 10 Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.

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sábado, 25 de abril de 2009

O SENHOR DOS EXERCITOS PARTE FINAL




Agora, deste círculo profético, tendo também se apropriado da expressão tuabc hwUhyi
, ensina nos diversos contextos de uso que Deus não só comanda exércitos mas visa também sua habitação com os homens "ainda não chegou o tempo de reconstruir a casa do SENHOR" Ag.1:2. Observa a vida comum do seu povo, "vejam aonde os seus caminhos os levaram.Vocês têm plantado muito e colhido pouco. Comem mas não se fartam. Bebem, mas não satisfazem..." (1:5). Quer que o povo trabalhe corajosamente porque Ele, o SENHOR, está com eles, seu povo, (Ag.2:4,5). Neste passo Ele mostra que o Deus, SENHOR dos exércitos, que comanda as tropas e os batalhões, é também o Deus da aliança. Ele comanda os poderes da natureza e dirige tudo para a Sua glória, (Ag.2:6-9),"...Dentro em pouco tempo farei tremer o céu, a terra, o mar e o continente". Lidera os exércitos, a riqueza das nações (Ag. 2:6-9), o "exército" de sacerdotes, (Ag. 2:10-18), lidera tronos e destrona reis (Ag.2:20-23).



Zacarias usa também a expressão "tuabc hUWhY i" em contextos específicos que nos leva a entender que a usava com um sentido novo e muito mais amplo. Na chamada ao arrependimento, Zc. 1:3; 1:4; na penalidade aplicada ao seu povo, Zc. 1:6; na penalidade aplicada outros povos, Zc 1:14,15; na reivindicação de sua presença, Zc.2:9; na confirmação de seu senhorio sobre os exércitos, mas também sobre suas próprias leis, Zc. 3:6; na promessa de perdão, Zc.3:9; na antecipação da convivência harmoniosa e prazerosa, Zc.3:10; na restauração da confiança, Zc.4:6("não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito"); na reconstrução do templo do SENHOR, Zc. 6:12; na demonstração do conhecimento da vida privada do seu povo, Zc. 7:4;8-9; na exigência da retidão do povo, que precisa fazer o bem, Zc.7:10; na comunicação da alegria que terá a cidade de Jerusalém, Zc.8:4-5; na purificação do seu povo, eliminando ídolos remanescentes, Zc.13:1-2; na proclamação de sua majestade como rei e de sua santidade como Deus, respeito e adoração, Zc.14:16-19.

Malaquias, o último profeta escritor do cânon sagrado, também utiliza aquela expressão de modo mais amplo, mas dentro da compreensão do círculo profético do pós-exílio. Para ele Deus quer que zelam pelo seu nome, Ml. 1:6; no cuidado com o tipo de oferta ao Senhor, Ml.1:8; no alerta que faz por conhecer o coração do homem, Ml.2:1-2; na condução de vida privada, Ml.2:14-16; nos contextos também da ação social, Ml.3:5 na comunhão restaurada com o Senhor, Ml.3:6; na honestidade concerne aos bens materiais, Ml.3:8-11; na rememoração das bênçãos como fruto da fidelidade individual, Ml.3:11,12; na convicção de que o povo de Deus é especial porque feito pelas mãos do Deus que faz, Ml.3:17-18; nas promessas de sua vinda e da restauração final, Ml. 4:1-5.

Conclusão:

Podemos inferir do contexto vivencial, da incidência de uso e dos contextos onde a expressão apareceu nos escritos de Ageu, Zacarias e Malaquias, que a compreensão que eles tiveram do SENHOR, Deus dos exércitos, fundamentada na reflexão profunda sobre os acontecimentos da época, foi a de que Deus não é tão somente Comandante dos Exércitos, mas Senhor da vida em todas as suas peculiaridades e detalhes. A expressão, portanto, na compreensão deles e no uso que dela fizeram, toma um sentido novo, alcançando uma amplitude inalcançada até então. Este entendimento teontológico e novo na reflexão teológica deles os levou a empregá-la nos mais diversos contextos, o que nos leva a pensar na profundidade da reflexão teológica pós-exílica e nas suas implicações éticas hoje. Pois, eles nos ensinam pelo contexto de uso da expressão que o Senhor é soberano sobre os exércitos da terra, do céu, e do coração do homem que se diz submisso a Ele. Nada, nenhum acontecimento da vida do crente, está fora do alcance da soberania do SENHOR dos exércitos. É mais fácil vencer um exército do que ganhar o coração de um homem. É, exatamente aí que o Senhor também domina e rege.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Calvinismo e a fé


 Rev. *Augustus Nicodemus Lopes
Ser um calvinista é um ato de fé. Ser arminiano, nem tanto. Pois, vivendo a vida diária, parece muito mais evidente que somos absolutamente livres para fazer o que quisermos. Sinto-me livre para escolher um prato do cardápio no restaurante. Sinto-me livre para escolher a camisa que preciso comprar. Senti-me livre quando escolhi, olhando o mapa, que viria ao Recife pela BR 101 e não pela 116. Quando resolvi que iria aceitar a explicação que meu filho adolescente deu para ter agredido o irmão mais novo, sinto que não havia nada me impedindo de fazê-lo. Se estas escolhas ou outras foram determinadas por Deus antes da fundação do mundo, certamente não pareceu, na hora que as tomei. Não me senti em nada compelido a fazer qualquer uma destas coisas. Aliás, senti que podia ter escolhido exatamente o oposto.

Pensando naquele dia de setembro de 1977 em que decidi orar e buscar a Deus em minha angústia, lembro-me de que o fiz livremente. Foi ali que nasci de novo. Confesso, contudo, que não posso dizer que poderia não ter orado. De qualquer forma, meu ponto neste post é que o arminianismo, que ensina o pleno livre arbítrio do homem e nega os decretos de Deus em nível da predestinação individual, com certeza parece ser muito mais evidente aos nossos olhos. Em meados de 1975, jovem rebelde e desviado da Igreja, fui confrontado por uma mensagem poderosa, que me exigia uma decisão. Lutei por vários minutos. Sai do local da reunião. Tomei a decisão de rejeitar aquele apelo. Senti, de fato, uma compulsão para aceitá-lo, mas tive forças para recusá-lo. Não é de admirar que quando me tornei um cristão verdadeiro em 1977, senti muito naturalmente que o arminianismo era a coisa certa. Durante os primeiros anos da minha vida cristã cheguei a enfrentar calvinistas e desafiá-los. Afinal, era óbvio que o homem era livre.

Hoje, vinte e cinco anos depois, libertado por Charles Haddon Spurgeon dos últimos escrúpulos arminianos, continuo operando diariamente como se fosse absolutamente livre diante de todas as escolhas com que me deparo. O apelo do arminianismo é a prova da experiência diária. Já o calvinismo não tem como provar pragmaticamente que esta ou aquela decisão já havia sido antecipadamente decretada por Deus, e que ao livremente escolhermos nosso caminho, o fizemos em perfeita harmonia com o que Deus havia decretado. O calvinista tem de, realmente, viver pela fé, acreditando no ensino bíblico de uma Providência invisível, imperceptível, silenciosa, inaudível, que guia seus passos. Ele tem de diariamente aprender a ver além daquilo que seus sentidos, emoções e experiência parecem confirmar, que é o pleno livre arbítrio.

Eu já não me preocupo mais com isto. Convivo diariamente com o meu suposto livre arbítrio e a declarada soberania de Deus na minha vida. Não paro para refletir teologicamente diante das decisões. Simplesmente, tomo-as. Reflito, é claro, nos valores e princípios teológicos que controlam as escolhas, para que possa fazer aquelas que sejam acertadas Mas, não mais me pergunto “qual a escolha que Deus já determinou para mim”? Esse tipo de pergunta pode paralisar o calvinista, pois provavelmente ele só terá a resposta se for em frente e escolher. Sei que no final, Deus terá realizado seu plano sábio, justo e bom na minha vida. É nisto que creio.

*Rev. Augustus é pastor e mestre da IPB.

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Humor- O Enigma Do Canavial

Conta-se que certo caipira estava no seu trabalho rotineiro, num canavial, quando, de repente, olhou para o céu e teve uma visão. Ele viu as nuvens formarem as letras VCC.

Como era muito religioso, o caipira julgou que aquelas letras significavam: "VAI, CRISTO CHAMA". Fiel à visão, ele correu até o pastor de sua Igreja e contou-lhe o que havia ocorrido, chegando à conclusão de que gostaria de devotar o restante de sua vida à pregação do evangelho.

O pastor, surpreso diante do relato, disse:

- Mas para pregar o evangelho, é preciso conhecer a Bíblia. Você conhece a Bíblia o bastante para sair pelo mundo afora pregando a sua mensagem?
- Claro que sim, sô! - Disse o caipira.
- E qual é a parte da Bíblia que você mais gosta e conhece?
- As parábolas de Jesus, principalmente a do bom samaritano.
- Então, conte-a! - Pediu o pastor, querendo conhecer o grau de conhecimento bíblico daquele futuro pregador do evangelho. O caipira começou então a contar a "Parábola do Bom Samaritano", segundo a sua versão. Disse ele:


"Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu entre os salteadores. E ele lhes disse: 'Varões irmãos, escutai-me: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou'. E entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade. E partindo dali, foi conduzido pelo Espírito ao deserto, e tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome, e os corvos alimento lhe traziam, pois alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. E sucedeu que indo ele andando, eis que um carro de fogo o ocultou da vista de todos. A rainha de Sabá viu isso e disse: 'Não me contaram nem a metade'. Depois disso, ele foi até a casa de Jezabel, a mãe dos filhos de Zebedeu, e disse: 'Tiveste cinco maridos, e o homem que agora tens, não é teu marido'. E olhando ao longe, viu a Zaqueu pendurado pelos cabelos numa árvore e disse: 'Desce daí, pois hoje almoçarei na tua casa'. Veio Dalila e cortou- lhe os cabelos, e os restos que sobraram foram doze cestos cheios para alimentar a multidão. Portanto, não andeis inquietos dizendo: 'Que comeremos?', pois o vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas. E todos os que o ouviram se admiraram da sua doutrina."


O caipira, ansioso para saber como havia se saído, olhou para o pastor e perguntou:

- E então, pastô, eu tô pronto para pregá o evangelho?

- Olha, meu filho - disse o pastor - eu acho que aquelas letras que você viu no céu não significavam: "Vai, Cristo Chama". Antes, deveriam ser lidas: "VAI CORTAR CANA".

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Catecismo Maior de Westminster




Pergunta 3. QUE É A PALAVRA DE DEUS?

As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus(1), a única regra de fé e prática(2).
(1) 2Tm 3.16; 2Pe 1.19,21; Is 8.20;
(2) Lc16.29,31; Gl 1.8,9.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

O Medidor de Bondade

Vídeo muito interessante e bem humorado para um dia de feriado!

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domingo, 19 de abril de 2009

Estudo Bíblico Aprofundado de Atos 1:8 Parte II

Continuação da Exegese de Atos 1:8
 
mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.
1.1- No evangelho, Lucas escreveu o que Jesus começou a fazer e a ensinar. Em Atos, o que o Senhor continuou a fazer por meio de Seu Espírito
1.2- Jesus passou quarenta dias após Sua ressurreição e antes de Sua ascensão falando
aos apóstolos das coisas concernentes ao Reino de Deus. Daqui podemos apreender duas coisas fundamentais e básicas:
  • A preparação de uma liderança é fundamental para o estabelecimento de uma missão
  • A promessa do Pai, o batismo com o Espírito Santo é condição espiritual para realização da obra.
Os apóstolos estavam preocupados com o tempo da restauração do reino a Israel e Jesus queria que estabelecessem a Igreja, que fossem Suas testemunhas de Jerusalém até os confins da terra, pelo poder do seu Espírito Santo

    avlla Allá- conjunção. adversativa, MAS, PORÉM (mais forte do que de dé) que indica um contraste grande entre a perspectiva dos Apóstolos, preocupados com aspectos escatológicos, talvez detalhes, em detrimento da visão ministerial que o Senhor da Igreja tinha para ela. Isso acontece todos os dias na maioria das igrejas...qual é a visão de Jesus o SENHOR da Igreja e qual a visão dos membros da Igreja?
lh,myesqe  lempsesthe - 2°pl. do Futuro lndicativo Médio Depoente ou 2° pl do Aoristo imperativo ativo de lamba,nw ( lambanõ).
O futuro no grego preferencialmente indica uma ação pontilear, no Indicativo o aspecto temporal está presente, sendo também o modo da certeza, fato realidade, recebereis com certeza, de fato, na realidade.
O aonsto indica uma ação PONTILEAR, em ato e não um processo. Observe o §557 da Pequena gramática do grego Neotestamentário Coinê (Francisco Leonardo) no imperativo como no subjuntivo estes dois tempos (Presente e Aoristo) não se referem a tempo algum, a não ser um futuro proximo: recebei vós. Larnbanõ
significa TOMAR, PEGAR, APOSSAR-SE, Mt 26:26a; Me 12: 19-21; 15 23 . = AGARRAR, APODERAR-SE Mt 2 I :35,39; Lc 5:26.
Os cristãos deviam praticar a ação de agarrar ou apoderarem-se do poder de Deus. Isto aconteceu, quando:




Obedeceram.. ficando em Jerusalém, I :4; Jesus comendo com os apóstolos determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, I: 12, após a ascensão de Jesus os discípulos voltaram para a capital em obediência ao Mestre. Obediência é um pré-requisito para a manifestação do Espírito.
Confiaram 1:4b "mas que esperassem a promessa do Pai, a qual disse Jesus, de mim ouviste." Os apóstolos confiaram nesta promessa, precisamos exercitar a fé baseada nas promessas de Deus para que o Espírito opere e sejamos verdadeiras testemunhas.
Oraram 1: 14 "Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dEle". A oração humana precede a ação divina.
Uniram-se 1: 13-15; 2:1 "Ao cumprir-se o dia de Pentecostes. estavam "todos reunidos no mesmo lugar" A unanimidade, a reunião no mesmo lugar possibilitou a participação de todos no recebimento da virtude divina. A unidade é como o óleo precioso, Sl 133:2.
Recebereis du,namij - dynamis - PODER, FORÇA, FORTALEZA, ENERGIA Mt 22:29; At: 1:8, o próprio Deus Mc 14:62; ato poderoso, milagre Mt 11:20s Mc 6:5 II Co 12: 12 .

Mt 22:29 "Respondeu-lhe Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" .
Mc 14:62 "Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo com as nuvens do céu com poder e grande glória", quando recebemos o dynamis estamos recebendo a mesma força, energia que Deus possui em plenitude .
Jesus exerceu este poder, intervindo nas leis naturais e realizando feitos extraordinários. Os milagres responsabilizam ainda mais os ouvintes ao arrependimento II Co 12: 12 As credenciais do apostolado foram apresentadas no meio dos coríntios, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos (dynamesin) Este poder serviu de credencial apostólica .
Continua parte III.

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O SENHOR DOS EXERCITOS PARTE II


 Caso nao tenha lido Primeiro estudo Clique Aqui


Porquanto que isto seja verdade esta conotação não se restringe a este comando de tropas militares, como diz John Hartley, bem fundamentado biblicamente, "na verdade afirma o governo universal de Javé, que abrange cada força ou exército, tanto celeste, quanto cósmico ou terreno" (Hartler, 2001:1258). Isto significaria a supremacia do Deus de Israel sobre os outros deuses. A compreensão sobre os outros deuses. A compreensão sobre este Deus ficaria mais ampla, porque o Deus guerreiro seria também o Deus Supremo. Nenhuma nação na terra poderia nada contra o deus de Israel. Nem o Egito pode, nem Amon, nem Moabe, nem as nações cananéias, nem qualquer outra nação. Os poetas hebreus contaram essa glória:

"Pede-me, e te darei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade. Tu as quebrarás com vara de ferro e as despedaçarás como a um vaso de barro. Por isso, ó reis, sejam prudentes; aceitem a advertência, autoridades da terra"

Não há exército que possa com o Deus de Israel. Ele é o Deus Supremo, Salmo 46: 9 – 11.

Nesta direção, Deus rege a ordem da terra e do céu. Essa harmonia terrena e celeste é comandada por deus, o Deus de Israel. Por isso é dito que ao final da criação Deus é autor de tudo criado sobre a terra e no céu: "E foram terminados os céus e a terra e todos os seus exércitos" (Gen. 2:1). Não há como fazer um corte entre a produção literária e a cultura de onde o texto emergiu, nem como desligar a criação da conotação da experiência vivencial. É evidente a origem das onomatopéias, do "tic-tac" do relógio ao verbo "tictatear". Não se pode omitir o barulho do vento nas rochas das montanhas e montes de Israel com o som da palavra "vento" em hebraico HWr (Ruac) Há toda uma fundamentação vivencial da formação dos conceitos, como diz Humbolt "nada passa pela intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos" __ Embora os sabores são diversos, e haja o amargo e o doce , o doce e o azedo, há um fundamento comum: as papilas gustativas.

Como o nome de Deus na descrição da criação foi ~ihla? Porque sua origem é de hla, que significa "força", "autoridade", "poder". Nenhuma palavra se adequaria melhor àquela narrativa que descrevia as ações de um deus que para criar teria que ter "poder". Como o nome de Deus nos textos que falam da comunhão e da convivência é hUwhiy ? Porque é um nome que implica proximidade, aproximação, presença.

Como a expressão referente ao Deus das batalhas é twabc hUwhiyi
? Porque nenhuma outra expressão iria implicar no sentido necessário para expressar do Deus que luta pelo seu povo. É esse majestoso deus, temível e guerreiro, que comanda Israel.

O uso sincrônico da expressão

Façamos, agora, um corte epistemológico no uso da expressão, levando em conta o contexto histórico, no qual os profetas se apossaram daquela expressão conhecida comumente, para dar-lhe um sentido especial. Sendo isso feito especialmente no círculo dos profetas pós-exílios. A compreensão que esses homens de Deus tiveram do Deus deles, naquele momento difícil da vida do povo, fica marcada insistentemente nos seus escritos, onde se registra uma incidência de uso jamais constatada nos outros escritos, também sagrados, dos descendentes de Israel.



Os últimos três profetas escritores pós-exílicos tiveram como contemporâneos, entre tantos outros, Esdras e Neemias. Este usa com freqüência a expressão ~imsh ihla hUhi
(YHWH Deus dos céus) como o nome do Deus do seu povo. Faz uso também do nome mais comum e universalizado ~ihla, como aquele que está em Jerusalém (Ne. 1:3). Conquanto esteja em Jerusalém, o Deus dos descendentes de Israel é o Deus também do céu. Este sentido é o que também entendiam alguns profetas pré e exílicos, como é o caso de Isaías (Is.10:5-4;47;37:16) (Jr. 10:16, etc). Deve-se levar em conta, na escolha deste título para Deus, o próprio contexto situacional de Neemias, que vivia como um funcionário do palácio do rei dominador do mundo mais conhecido de então. Ambiente que não poderia ser desconsiderado com todas as expressões próprias da função exercida no seu âmbito vivencial. Esdras também usa uma expressão, podemos asseverar, "politicamente correta", Larsy ihla
(Deus de Israel), pois afirmar o Deus de Israel não seria negar os deuses das outras nações, seria afirmar um entre outros, embora considerando o seu Deus como o maior, o mais forte, o mais importante. Apesar de todo o exemplo de vida consagrada e de dedicação profunda a Deus e do próprio ambiente, onde exerciam as suas atividades eram necessários os cuidados e requintes diplomáticos devidamente aplicados no cotidiano da vida intrincada da política interna e externa. Neste contexto vivencial as possibilidades de reflexão teológica eram praticamente reduzidas. A preocupação aí era mais de conservação do poder, manutenção do "status quo", de uma ação diplomática adequada, para evitar o confronto externo em falência interna. Daí o cuidado e a diplomacia de Esdras e Neemias, os quais se referiram a Deus de um modo bastante conveniente e cuidadoso.

No entanto, isto não ocorreu no círculo profético que foi formado no cativeiro. Nesse contexto o pensar era livre dos obstáculos da diplomacia política. Entre os profetas, a expressão twavc hUwhy foi tomada com um sentido bem mais amplo do que o até então conhecido. Fica evidente que a incidência de uso é amplamente maior do que em qualquer outro período da história da elaboração dos textos sagrados. Ageu, Zacarias, Malaquias e outros profetas que não escreveram, mas que faziam parte do círculo profético na Babilônia, se apossaram da expressão acima e a usaram para comunicar a compreensão que tiveram de Deus naquela situação aflitiva, que é a de estar no cativeiro, numa terra estrangeira, numa situação incômoda. É, exatamente, aí que surge a indagação a respeito da situação real de vida: por que fomos expulsos de nossa pátria ? O que nosso Deus tem a ver com tudo isso ? Como compreender um Deus que permite tal mudança? Por que o sofrimento da guerra e da deportação humilhante ? E perceberam que Deus é mais do que comandante dos exércitos. Mais do que autoridade sobre os astros do céu. Ele é soberano sobre todos os aspectos da vida do seu povo. Ele não seria somente o i (Gn.22:14, "Senhor proverá"). O ("Senhor é minha bandeira", Ex.17:15); o ("Senhor Deus é nossa justiça", Jeremias 2:1); o ("Senhor é paz", Juízes 24:6); ("Senhor que está lá") nem o (altíssimo); (o que provê); como o vê Isaías amplamente em seus escritos, mas, sendo esta expressão enriquecida pela experiência do cativeiro, lida e relida refletidamente por um grupo de homens preocupados e empenhados em interpretar a História para seus contemporâneos. Sem dúvida, esta era uma função bastante conhecida pela comunidade israelita e esperada por eles. Esta era uma expectativa arraigada na mentalidade dos ouvintes dos profetas: o que Deus fala na História ? o que significa a interferência do Deus que age, que se move de sua imutabilidade e de modo suprarracional, se neste de temporalidade para tangenciar a existência do seu povo e de sua História ? Quem é esse Ser que se revela, mesmo fora das possibilidades racionais ? E quando o faz, até que ponto interfere ? É sobre isso que refletiam os do círculo profético, visto que os que não pertenciam a esse círculo não tinham interesse nesse tipo de reflexão. Suas preocupações eram outras. Lícitas, mas outras. Pode acontecer o que ocorreu com Marco Aurélio, estóico do último período do Estoicismo Antigo, que era guerreiro e filósofo. Mas, o mais natural e comum é o que aconteceu no Cativeiro: homens como Daniel, Esdras, Neemias e outros produziram para os governos, tiveram uma ação fundamentada na política; homens como Ageu, Zacarias e Malaquias e outros produziram para o povo uma reflexão interpretativa, teológica, fundamentada no pensar inquiridor sobre o sentido da História do povo, do qual faziam parte.

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Catecismo Maior de Westminster





Pergunta 2.Donde se infere que há um Deus?

A própria luz da natureza no espírito do homem e as obras de Deus claramente manisfetam que existe um Deus(1); porém, só a sua Palavra e o seu Espírito o revelam de um modo suficiente e eficazmente aos homens, para a sua salvação(2).

(1) Rm 1.19,20; (2) 1Co 2.9,10; 2Tm 3.15-17.

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sábado, 18 de abril de 2009

Cristo No Pentateuco Números Parte II

Continuação do estudo do livro de números apresentando Cristo.
O Povo Contado-A primeira coisa que notamos neste livro é que Deus mandou contar o povo, e tendo-os assim reconhecido, colocou-os, cada um no seu lugar, em redor do Seu tabernáculo. Ah! Que pensamento encantador este de sermos conhecidos individualmente por Deus e colocados em íntima relação com Ele.
RA 1 Corintios 8:3 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.
Peregrinação-Números é o livro de peregrinação. Vemos que Deus ordenou tudo que dizia respeito à ordem da marcha do povo, e que Ele o acompanhou, guiando-o, guardando-o, e suprindo toda a sua necessidade ate ao fim. Apesar do fracasso e da rebelião do povo, Deus manifestou a Sua fidelidade, misericórdia e paciência. O Apóstolo Pedro na sua primeira Epístola admoesta os crentes, dirigindo-se-lhes como a peregrinos e forasteiros (cap. 2:11). Assim neste mundo temos que andar como verdadeiros peregrinos, andar com Deus, guiados, sustentados e guardados por Ele. «Guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação» (1 Ped. 1:5). Portanto temos que operar a nossa salvação com temor e tremor Filipenses 2:12-13 12 Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; 13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.
A Nuvem- A presença de Javé no meio do povo, para guiá-lo, foi confirmada pela nuvem que cobriu o tabernáculo e que de noite tinha a aparência de fogo. Muitos estudiosos rabinos pensam que provavelmente a nuvem estendia-se por sobre o acampamento dando assim certo abrigo do calor do sol de dia e com aparência de fogo de noite Iluminando tudo. O que é certo é que a nuvem regulava cada movimento do povo. Quando se levantava de sobre o tabernáculo os filhos de Israel partiram após ela, e no lugar onde a nuvem parava aí o povo assentava o seu arraial. Todo o tempo em que a nuvem estava parada sobre o tabernáculo permaneciam no mesmo Iugar; e se acontecia estar parada sobre ele muito tempo, quer fosse dois dias, um mês ou por mais tempo ficavam no mesmo lugar.
Ao mandato do SENHOR montavam acampamento e ao Seu Mandato partiam. Ele era o Guia do Seu povo, O pastor de Israel, O guarda de Sião. Lembramos aqui as palavras do Senhor Jesus: «Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida» (João 8:12).
As Trombetas de Prata- As trombetas de prata eram intimamente ligadas com a coluna da nuvem. Foram usadas para dar sinal para a partida do povo nas suas viagens, e para a convocação do povo, quer fosse para saírem à guerra, quer nos dias de alegria das suas festas solenes.
O toque das trombetas fazia-se ouvir até aos confins do acampamento e quando Israel ouvia, tinha de obedecer ao chamado. Havia duas trombetas e eram de prata. Esse símbolo nos remete à pureza da palavra do Senhor (salmos 12:6 As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes.) e o testemunho que ela nos dá de Cristo. ( Mateus18:16
16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça).
Devemos notar também que só os sacerdotes podiam tocar as trombetas, pois só aqueles que conhecem o seu Iugar como tais diante de Deus podem usar como convém a Palavra do Senhor.
O senhor nos Ilumine.
Continua parte III.

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Palavras de Consolo e Orientação


ONDE ENCONTRAR AUXÍLIO QUANDO...


Ansioso e impaciente.

Salmos 13
ARA Psalm 13:1 Ao mestre de canto. Salmo de Davi Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? 2 Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo? 3 Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte; 4 para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar. 5 No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. 6 Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.
Salmos 37:3-9
3 Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. 4 Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. 5 Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará. 6 Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia. 7 Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios. 8 Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal. 9 Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra.
Mateus 6:25-34
25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? 28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? 32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.
Romanos 5:3-5
3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.
Filipenses 4:6-7
6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.
Tiago 5:7-8
7 Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. 8 Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima.
1 Pedro 5:6-7
6 Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, 7 lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
...Preocupado com o dinheiro.
Eclesiastes 5:10
10 Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade.
1 Timoteo 6:6-10
6 De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. 7 Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. 8 Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. 9 Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. 10 Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.
Hebreus 13:5-6
5 Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. 6 Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?
...Com medo
Salmos 4:8
8 Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.
Isaias 41:13
13 Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo.
Lucas 8:22-25
22 Aconteceu que, num daqueles dias, entrou ele num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago; e partiram. 23 Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar. 24 Chegando-se a ele, despertaram-no dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo! Despertando-se Jesus, repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou, e veio a bonança. 25 Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem?
João 14:27
27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
João 16:33
33 Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.

Salmos 27:9-10
9 Não me escondas, SENHOR, a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu és o meu auxílio, não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação. 10 Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me acolherá.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Palestina x Israel 10 Coisas que Todos Deveriam Saber


Creio que, antes de alguns sinceros e honestos (na maioria das vezes de forma inocente) partidaristas da causa palestina tecerem seus comentários inflamados contra Israel, eles deveriam ter em mente essa sucinta, mas impactante coletânea de fatos:

1- O primeiro estado de Israel foi fundado em 1312 a.C. Dois milênios antes do Islã.

2- Refugiados árabes residentes em Israel começaram a chamar a si mesmos de Palestinos em 1967. Duas décadas depois do "Novo Estado" de Israel.

3- Depois de conquistar sua terra em 1272 a.C. os judeus governaram a mesma por mil anos e manteram sua constante presença por mais 3.300 anos.

4- Por mais de 3.300 anos Jerusalém foi a capital judia. Nunca foi a capital de nenhuma identidade árabe ou muçulmana, mesmo sob o domínio da Jordânia oriental.

5- Jerusalém é mencionada mais de 700 vezes na Bíblia, e nenhuma vez é mencionada no Alcorão.

6- O rei Davi fundou Jerusalém. Há fortes indícios de que Muhammad nunca pisou em Jerusalém, ou que no máximo a visitou poucas vezes.

7- Os judeus oram voltados para Jerusalém; os muçulmanos oram voltados para Meca (considerada a cidade santa do Islã), dando assim as costas para Jerusalém.

8- Existem 22 países muçulmanos, sem contar com a Palestina. Só há um estado judeu.

9- As constituições do Fatah e Hamas proclamam a destruição de Israel. Israel cedeu a maior parte da orelha ocidental e a franja de Gaza a autoridades palestinas, tendo inclusive lhes proporcionado armamento.

10- As Nações Unidas mantiveram silêncio quando os jordanianos destruíram 58 sinagogas na antiga cidade de Jerusalém. Mantiveram silêncio quando os jordanianos saquearam o antigo cemitério do Monte das Oliveiras. E mantiveram silêncio quando os jordanianos lançaram as leis de apartheid, proibindo o acesso dos judeus aos templos e ao muro oriental.

Destaco, por fim, que não estou com isto tentando, e na verdade nunca fora minha intenção, "canonizar" os judeus, nem mesmo "condenar ao inferno" os muçulmanos/palestinos. O que quero, é expor a verdade dos fatos (tanto históricos quanto contemporâneos), sobre judeus e árabes, dando a cada um o que lhe é de direito e justo, sem a mistura tendenciosa e maléfica da grande mídia.


No demais, cada um que continue livremente a realizar seus julgamentos e a tomar suas posições, mas que sempre se saiba as veracidades dos fatos, para que assim não existam inocentes apologistas, tanto de lado, quanto de outro.
Fonte:[anchietacampos.blogspot.com] Adaptado.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Estudos no Pentateuco 10 Mandamentos Introduçao

R: “O prefácio dos Dez Mandamentos está nestas palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. E nos ensina que temos obrigação de guardar todos os mandamentos de Deus, por ser ele o Senhor nosso Deus e nosso Redentor”( Dt. 11. 1)( Ex 20.2 cf Dt 5.6)”


DA CASA DA SERVIDÃO


“O livramento de Israel da casa da servidão tipifica para o crente o livramento espiritual do pecado, de Satanás e do inferno. Nosso livramento espiritual é uma coisa maravilhosa, uma misericórdia pela qual deveríamos estar llouvando a Deus continuamento. A pergunta é relevante: por que não o louvamos mais por tal livramento? Por que nossa vida náo é um hino incessante de louvor a nosso Deus que nos libertou? Esse livramento é algo que repetidas vezes o cristão aceita sem pensar. Não parece existir o reconhecimento daquilo que ele fez por nós com respeito a isso. Cantamos:
Bondosa e amorosamente Jesus chegou; misericordiosamente me salvou;
E do abismo do pecado vergonhoso pela graça ele me levantou.
Da areia insustentável ele ergueu-me; bondosamente com a mão ergueu-me,
De sombras noturnas a campos de luz. Louvai e exaltai-o, ergueu-me Jesus!


Embora cantemos essas palavras, não percebemos tudo que está aí compreendido. Dizemos que percebemos tudo, sabemos dar resposta certas num teste de teologia, mas nossa maneira de vida muitas vezes demonstra uma falta de apreciação por nosso livramento. Pode nos ajudar nisso reconhecer mais uma vez do que é que fomos libertos. Pensemos no pecador por um momento. É um indivíduo que está preso ao pecado. Ele é escravo absoluto de sua própria vontade pecaminosa. O pecado reina sobre ele e não há nada que possa fazer para se livrar. É um indivíduo que está sob o comando de Satanás. Quem governa a mente do pecador é Satanás, e o individuo não pode fazer nada a respeito, porque está na ignorância. Satanás governa a vontade do pecador, e por isso o pecador estará obedecendo ao Tentador em cada situação. Satanás lhe coloca armadilhas, e cada passo tem no seu final uma mina satânica que não se pode contornar e que sempre irá destruir. É uma pessoa que está a caminho do inferno, do tormento eterno. Não há maneira pior de descrever o sofrimento, de retratá-lo, senão chamando-o pelo nome de inferno. A pior dificuldade da vida é fácil comparada aos terríveis castigos do inferno. Dessa servidão é que a pessoa redimida é liberta pela graça.
Como é possível nós não louvarmos nosso Senhor Deus por tal livramento? Como deixarmos de fazer todo esforço para agradecer-lhe por essa graça maravilhosa? Nada nos deverá deter de engrandecer o precioso nome de Jesus dando-lhe a posição preeminente em tudo que fazemos, dizemos e pensamos, tudo para a glória de Deus (Sl 111.1)”

HORN, Leonard T. Van. Estudo no Breve Catecismo. SãoPaulo: Os Puritanos, 1999, p. 92.

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Catecismo Maior de Westminster




PERGUNTA 1. Qual é o fim supremo e principal do homem?

RESPOSTA: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus(1) e gozá-lo para sempre(2),

Referências bíblicas:
(1)Rm11.36;1Co 10.31; (2)Sl 73.24-26; Jo 17.22-24.

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sábado, 11 de abril de 2009

Encantamento com Jesus


Em celebrações da cristandade como o natal, páscoa e
semana chamada santa a sociedade humana, especificamente, a
ocidental, se transforma. As pessoas tornam-se mais solidárias,
mais sensíveis às necessidades dos outros. Enfim, tornam-se mais
humanas. Nessa época as pessoas trocam presentes, ovos de
chocolate, gentilezas e desejam umas as outras, “Feliz Natal”, “Feliz
Páscoa”. Essas comemorações foram colocadas e incrementadas
no calendário do cristianismo católico-romano e depois absorvidas
pelo cristianismo evangélico. Estas comemorações ganharam
espaço e importância após o esvaziamento daquela que deveria ser
a maior celebração do cristianismo bíblico e histórico, a celebração
da Ceia do Senhor. Nela se celebra e anuncia o nascimento, a
morte e a ressurreição do Salvador.
Mas, o que gostaríamos de refletir é, como nós, cristãos
históricos, temos reagido a estas verdades? Que tipo de sentimento
invade a nossa alma ao relembrarmos o nascimento, morte e
ressurreição do Senhor Jesus?
Por exemplo, o texto do Evangelho de Mateus 2:1-12 nos fala
sobre o nascimento de Jesus. O texto nos narra a chegada dos
magos à Jerusalém para prestarem adoração ao “recém-nascido
Rei dos Judeus”. A visita causou surpresa, tanto aos judeus,
moradores de Jerusalém, pois não se aperceberam de tão
importante acontecimento, quanto aos magos que esperavam
encontrar toda a região em festa por tão glorioso acontecimento
histórico.
Os magos (sábios, conselheiros da realeza) eram,
provavelmente, naturais da Babilônia, nas regiões da mesopotâmia
(hoje Iraque), e eram estudiosos dos fenômenos astronômicos. Eles
dão a entender que aguardavam atentamente o cumprimento de
uma profecia feita ao povo hebreu, contida no “torah”. Essa profecia
apontava para um sinal no céu quando do nascimento do messias.
O Rei Herodes alarmado, juntamente com toda a população
de Jerusalém, consultou os sacerdotes e escribas sobre o lugar
onde haveria de nascer o Cristo. Ele foi informado, pelos sacerdotes
e escribas, que o nascimento do Messias se daria na pequena
cidade de Belém (8 km de Jerusalém), na região da Judéia,
conforme profecias de Miquéias (Mq.5:2). De posse dessa
informação Herodes enviou secretamente os magos à Belém. Ele
os orientou a fim de deixá-lo informado a cerca do local exato onde
estaria o menino.
Então, os sábios do oriente guiados pela estrela, chegaram ao
local onde estava o menino. Ao verem o menino eles se alegram
com grande e intenso júbilo. Entraram na casa, tostaram-se e o
adoraram, oferecendo seus mais preciosos tesouros (ouro, incenso
e mirra). Depois, advertidos pelo Senhor, voltaram por outro
caminho nada informando ao Rei Herodes.
Havia, na ocasião, pelo menos quatro grupos sociais
envolvidos na situação e que reagiram diferentemente ao
acontecimento.
O primeiro grupo era composto do povo judeu, os “habitantes
de Jerusalém”. Eles eram “o povo de Deus” a quem fora dadas as
promessas. Observa-se, porém a desatenção, e a indiferença do
povo. A população de Israel estava despercebida e alheia ao
cumprimento da promessa do Senhor. Certamente, deveriam estar
mais preocupados com outras coisas para eles mais urgentes e
imediatas. Eles pareciam estar ocupados com o corre-corre da vida.
Passaram despercebidos com um acontecimento tão importante
para as suas vidas.
O segundo grupo era composto pela liderança religiosa de
Israel. “Todos os principais sacerdotes e escribas”, os mestres da
teologia vetero-testamentária. Esses aos serem indagados quanto
ao que dizia as profecias sobre a vinda do messias prometido,
responderam com incrível precisão teológica: “em Belém”. Eles
argumentaram com fundamentação escriturística citando a profecia
de Miquéias (5:2). No entanto, parece que a correta interpretação
das Escrituras e a precisão teológica não passavam de um mero
exercício acadêmico. A Liderança Religiosa de Israel apesar de
conhecedora encontrava-se indiferente. Tal precisão não os
motivava, não os movia a contemplar a profecia cumprida. Assustanos
tamanha indiferença e frieza espiritual. A conclusão que se
chega é que de tanto lidarem com o sagrado, acostumaram-se com
ele. As coisas de Deus já não lhe causavam mais impacto.
Em terceiro lugar, temos a liderança política de Israel, o rei, o
governante. Ele demonstrou conhecer a promessa de Deus, porém
ao invés de se alegrar com ela, sentiu-se inseguro. A liderança
Política de Israel viu-se ameaçado pela promessa de Deus. O rei
temeu perder sua posição, seu status, seu poder. Ele temeu perder
os benefícios que sua posição lhe proporcionava. E em uma atitude
enlouquecida usou o conhecimento revelado na Palavra de Deus
para tentar matar o recém-nascido Rei de Israel, o Filho de Deus.
Ele o fez na tentativa de impedir o cumprimento dos eternos
propósitos de Deus, como se isso fosse possível.
O último grupo era composto dos de fora, àqueles que não
eram alvos da promessa, “os magos do oriente”. Eles, mesmo não
tendo a revelação a não ser essa pequena passagem, guardaram
com atenção e tornaram-se atentos aos sinais de Deus na história.
Eles viram um sinal, verificaram-no e vieram a Jerusalém. Os de
fora da Aliança de Israel ficaram admirados e solícitos por tão
maravilhosa Graça. Eles atravessaram todo um deserto,
enfrentaram os perigos de tal empreitada. Eles não mediram
esforços, porque queriam ter o privilégio de contemplar a promessa,
o Messias, o Rei de Israel. E ao chegarem ao local indicado, eles se
alegraram com grande júbilo, se humilharam prostrando-se com
rosto em terra, adoraram e ofereceram suas ofertas, seus tesouros,
deram daquilo que lhes era caro e precioso.
E quanto a nós, qual têm sido os sentimentos que povoam o
nosso coração diante de verdades como o nascimento, morte e
ressurreição de Jesus? Ao nos aproximarmos dessas verdades,
que sentimentos invadem os nossos corações? Como temos
reagido cada vez que nos reunimos no “Dia do Senhor” para
celebrarmos a manifestação de tão grande amor a nós dispensada?
Ao nos aproximarmos do Senhor em culto e adoração somos
tomados pelo mesmo sentimento que João Batista expressou
quando esteve próximo ao Senhor? Ele afirmou: “Eis o Cordeiro de
Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29).
O nosso desejo e oração é que Deus nos ajude a mantermos
um coração encantado pela Sua pessoa e pelo Seu grande amor a
nós revelado. Que tenhamos um espírito quebrantado e humilde em
Sua presença. Que vivamos nossas vidas cheias de júbilo e alegria.
Que possamos adorá-lo em Sua majestade, e que, nestes
momentos de culto, possamos consagrar a Ele àquilo que temos de
mais precioso em nossas vidas.
Pastor Cláudio Henrique Albuquerque

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O que significa o acróstico TULIP?

O calvinismo baseia sua doutrina em 05 pontos que em Inglês originaram o acróstico TULIP. Nome dessa flor bastante simpática e bela que vemos ai em baixo. Agora entenda o que significa cada letra da palavra.



T
A Bíblia diz que Deus criou o primeiro homem, Adão, à Sua imagem e semelhança. Deus fez um pacto com esse homem a fim de que, através da obediência aos Seus mandamentos, este pudesse obter vida. Contudo, o homem falhou desobedecendo a Deus deliberadamente, fazendo uso do seu livre-arbítrio, rebelando-se contra o seu Criador. Este pecado inicial de desobediência (conhecido como a Queda do Homem) resultou em morte espiritual e ruptura na ligação de sua alma com Deus, o que mais tarde trouxe também sua morte física. Sendo Adão o representante de toda a raça humana, todos caímos com ele e fomos afetados pela mesma corrupção do pecado. Tornamo-nos objetos da justa ira de Deus e a morte passou a todos os homens.Toda a humanidade herdou a culpa do pecado de Adão e por isso todos nascemos totalmente depravados e espiritualmente mortos. A morte espiritual não quer dizer que o espírito humano esteja inativo, mas sim que o homem é culpado (tem um passado manchado) e corrupto (possui uma natureza má). A depravação total não quer dizer que os homens são intensivamente maus (que somos tão maus quanto poderíamos ser), mas sim que somos extensivamente maus (todo o nosso ser, intelecto, emoções e vontade estão corrompidos pelo pecado).A depravação total também significa que o homem possui uma inabilidade total para restaurar o relacionamento com seu Criador. Por causa da depravação, o homem natural, por si mesmo, é totalmente incapaz de crer verdadeiramente em Deus. O pecador está morto, cego e surdo para as coisas espirituais. Desde a Queda o homem perdeu o seu livre-arbítrio e passou a ser escravo de sua natureza corrompida e por isso ele é incapaz de escolher o bem em questões espirituais. Todas as falsas religiões são tentativas do homem de construir para si um deus que lhe seja propício. Porém, todas essas tentativas erram o alvo, pois o homem natural por si mesmo não quer buscar o verdadeiro Deus.Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente. O homem natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se Deus não ressuscitá-lo espiritualmente através de Jesus Cristo.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36;Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15
U
Devido ao pecado de Adão, seus descendentes entram no mundo como pecadores culpados e perdidos. Como criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos. Deixados à sua própria escolha, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si. Conseqüentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor. Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.A eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos dentre todos os membros decaídos da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo. Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna. Deus poderia ter escolhido salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (pois Ele não tem a obrigação de mostrar misericórdia a quem quer que seja), porém não fez uma coisa nem outra. Ao invés disso, Ele escolheu salvar alguns e excluir (preterir) outros. Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.Os que não foram escolhidos foram preteridos e deixados às suas próprias inclinações e escolhas más para serem punidos pelos seus pecados. Não cabe à criatura questionar a justiça do Criador por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si mesmo e soberanamente determinado prover-lhe e aplicar-lhe a salvação, ninguém seria salvo.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 /Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17
L
Embora Deus tenha resolvido salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido. Como os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, suportou o castigo merecido pelos pecadores e obteve a Salvação para os Seus eleitos.A eleição em si não salvou ninguém; apenas destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus Pai e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos. Para assegurar sua redenção, Jesus Cristo veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com o Seus eleitos e agir como seu representante ou substituto. Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos ou creditada a eles no momento em que são trazidos à fé nele. Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus. Os eleitos são libertos da culpa e condenação como resultado do que Cristo sofreu por eles. Através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos eleitos e assim removeu a culpa deles para sempre. Por conseguinte, quando Seu povo é unido a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. São salvos não pelo que fizeram ou irão fazer, mas tão somente pela fé na obra redentora de Cristo.A obra redentora de Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render completa satisfação em favor de certos pecadores específicos e, de fato, assegurou a salvação para esses indivíduos e para ninguém mais. A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que está envolvido no processo de trazê-los a um correto relacionamento com Deus, incluindo os dons da fé e do arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão se a obra de Cristo será ou não efetiva. Pelo contrário, todos aqueles por quem Cristo morreu serão infalivelmente salvos. A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS:1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 /Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 /Hb 9:28 / Ap 5:9
I
Cada membro da Trindade divina – Pai, Filho e Espírito Santo – participa e contribui para a salvação dos pecadores eleitos. Deus Pai, antes da fundação do mundo, selecionou aqueles que iriam ser salvos e deu-os ao Filho para serem o Seu povo. Na época oportuna o Filho veio ao mundo e assegurou a redenção desse povo. Mas esses dois grandes atos – a eleição e a redenção – não completam a obra da salvação, pois está incluída no plano divino para a recuperação do pecador perdido a obra renovadora do Espírito Santo, pela qual os benefícios da obediência e da morte de Cristo são aplicados ao eleito. A Graça Irresistível ou Eficaz significa que o Espírito Santo nunca falha em trazer à salvação aqueles pecadores que Ele pessoalmente chama a Cristo. Deus aplica inevitavelmente a salvação a todo pecador que tencionou salvar, e é Sua intenção salvar todos os eleitos.O apelo do evangelho estende uma chamada à salvação a todo que ouve a mensagem. Ele convida a todos os homens, sem distinção, a beber da água da vida e viver. Ele promete salvação a todo que se arrepender e crer. Mas essa chamada geral externa, estendida igualmente ao eleito e ao não eleito, não trará pecadores a Cristo. Por que? Porque os homens estão, por natureza, mortos em pecado e debaixo de seu poder. Eles são, por si mesmos, incapazes de abandonar os seus maus caminhos e se voltarem a Cristo, para receber misericórdia. Nem podem e nem querem fazer isso. Consequentemente, o não regenerado não vai responder à chamada do evangelho para arrepender-se e crer. Nenhuma quantidade de ameaças ou promessas externas fará um pecador cego, surdo, morto e rebelde se curvar perante Cristo como Senhor e olhar somente para Ele para a salvação. Tal ato de fé e submissão é contrário à natureza do homem.Por isso, o Espírito Santo, para trazer o eleito de Deus à salvação, estende-lhe uma chamada especial interna em adição à chamada externa contida na mensagem do evangelho. Através dessa chamada especial, o Espírito Santo realiza uma obra de graça no pecador que inevitavelmente o traz à fé em Cristo. A mudança interna operada no pecador eleito o capacita a entender e crer na verdade espiritual.No campo espiritual, são lhe dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. O Espírito Santo cria no pecador eleito um novo coração e uma nova natureza. Isto é realizado através da regeneração (novo nascimento), pela qual o pecador é feito filho de Deus e recebe a vida espiritual. Sua vontade é renovada através desse processo, de forma que o pecador vem espontaneamente a Cristo por sua própria e livre escolha.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Jr 24:7 / Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15
P
Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu. A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a fé cristã estão garantidas para o céu. Somente os santos – os que são separados pelo Espírito – é que perseveram até o fim. São os crentes – aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo – os que estão seguros e salvos nele. Muitos que professam a fé cristã desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo.A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

A Testemunha- Diário de um Centurião


Marcos 15:39  O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.







Não temos como comprovar a autenticidade dessa carta abaixo, mas, é um interessante ponto de vista sobre o que pode ter acontecido. O que temos certeza é o seguinte: todos os que se encontram com Cristo saem profundamente impressionados. Poderemos responder de forma positiva ou de forma negativa aceitando-o ou rejeitando-o, porém, nunca ninguém jamais conseguiu ficar diante dele de forma indiferente.Leia com atenção e reflita. Cristo é a resposta.



Como era meu costume, levantei cedo para prestar adoração aos deuses por meio de orações e ofertas queimadas. Havia prometido a eles minha obediência depois de passar por um dia fatídico.
Ao sair do meu local de culto, tentei sentar um pouco para ler os credos de Roma, conforme iam sendo escritos pelo próprio imperador. Era minha obrigação, não apenas como centurião, mas também como cidadão romano, entender os propósitos do César todo-poderoso como também do estado romano. Bem na hora que comecei a desenrolar meu rolo, um mensageiro chegou ofegante com uma noticia de Pôncio Pilatos, governador da Judéia, com instruções expressas para que minha guarnição fosse imediatamente ao seu palácio.
Cheguei com outros 300, quase como se tivéssemos voado. O sol acabara de nascer, mas aquela era uma manha diferente, respirava-se um ar pesado naquela província pobre e distante. Os homens todos vestidos com couro ostentavam espadas metálicas balançando nos seus cintos e lanças que rasgavam o céu, em sinal de descontentamento por terem sido acordados em hora tão imprópria. Eles estavam agitados aguardando as minhas ordens. Sem dúvida os soldados imaginavam que eu sabia a razão para aquilo tudo, mas eu não sabia – até que outro mensageiro chegou ate mim trazendo outro rolo que descrevia nossa tarefa.
Jerusalém era um lugar difícil de ser controlado e já bastante conhecido pelos seus inúmeros zelotes* inconseqüentes, e eu tinha experiência em neutralizar os fracos motins que esses desordeiros e suas milícias desorganizadas planejavam para libertar os judeus dos grilhões de Roma. Lembrei-me de outra ocasião em que esmaguei alguns insurgentes, eram patéticos, um pequeno exercito de rebeldes religiosos e mal-armados conseguira assassinar um insignificante guarda do portão do palácio do governador. A ideia que um punhado de camponeses pudesse fazer que Roma capitulasse era ridícula. O líder daqueles homens era um homem magro, estrábico, cabelo ralo. Um judeu. Seu nome era Barrabás. Sua prisão não significou nada especial para mim, eu o apanhei na rua enquanto tentava se esconder atrás de uma lona, ele foi preso por mim logo após sua pobre milícia ser esquartejada e lançada aos cães. Joguei-o em uma cela minúscula, eu fui seu júri e seu juiz, um direito que nós temos já que somos romanos.
Enquanto fazíamos nosso trajeto até o pretório arrastando o prisioneiro para a plataforma, havia outro homem ensangüentado a multidão gritava em uníssono: crucifica-o, crucifica-o!
O governador estava cauteloso e se dirigiu à multidão enfurecida dando a elas a opção de escolher entre o revoltoso Barrabás e o outro chamado Jesus. Eles imediatamente começaram a pedir pela libertação do primeiro e a morte do segundo em brados arrepiantes. Ao que parece Jesus não havia ofendido à Roma, mas sim aos religiosos daquele grupo.
O dialogo que ouvi deixou transparecer o caráter daquele preso. Ele só falava quando lhe perguntavam. Alegava que a autoridade do governador fora dada a ele por seu pai, o que não pareceu fazer qualquer sentido para mim. Quando ele disse que era um rei pensei comigo mesmo- será que ele tinha também tamanhas aspirações? De qualquer modo este prisioneiro apresentava uma autoridade incomparável à de qualquer outro homem que eu já tivesse visto. E isso me impressionava profundamente, considerando que muitas vezes já havia me encontrado com o imperador e outros homens de destaque na sociedade.
Algum tempo depois alguns da minha guarnição levavam três pessoas para a pena máxima, dois por serem ladrões e um por ter ofendido aos judeus. O agressor dos judeus carregava uma coroa de espinhos, que eu sabia tratar-se de uma invenção dos meus soldados para torturá-lo ainda mais. A barba daquele homem estava cheia de sangue e suas costas totalmente rasgadas, com fiapos pelos açoites recebidos. Sua dor física não era comparada à dor que carregava em sua fisionomia. Parecia carregar um peso eterno de cargas que não eram suas.
Os dois ladrões me davam vontade de rir, tinha realmente um prazer enorme em ver os gritos e convulsões desses fracos judeus nas cruzes cuspiam na cara dos meus soldados e amaldiçoavam os deuses romanos era motivos de escárnio esse tipo de gente, mas o outro homem não demonstrou nenhuma resistência. Seus olhos estavam fitos para o soldado e para mim o seu sádico carrasco. Esperei a reação típica o espernear o maldizer as pragas as cusparadas na cara e. nada...absolutamente nada. Ao levantar a cruz, as lágrimas corriam pelo seu rosto a olhar a multidão que passava aos pés da sua cruz, rindo e ridicularizando seu estado de penúria.
Um pouco antes da sua morte o céu ficou escuro como se estivesse sido rasgado a terra parecia estar toda em convulsão, um forte tremor sacudia a todos como se fossem de brinquedo. Naquele momento tive certeza que aquele homem não era qualquer um. Ele detinha um poder único. Diante disso todo poderio romano parecia um monte de poeira. A sua visão pregada na cruz não me saia da cabeça, será que fiz alguém mal em crucificar esse homem? Se eu não fiz nada de errado porque essa agonia em meu coração? Agora era eu quem sangrava parecia que tudo que vivera até ali não fazia mais sentido. Aquele corpo desfigurado e nu naquela cruz parecia mais vivo do que eu, com toda minha parafernália militar: o meu capacete impecavelmente polido, as insígnias romanas que eu ostentava com orgulho... tive vergonha de mim mesmo. O remorso invadiu-me a alma e lágrimas quentes começaram a verter dos meus olhos. Tentei me recompor mas foi em vão. Mais uma vez eu me virei e olhei para ele; então meus joelhos me traíram e fui ao chão. Minha cara beijou o em uma queda inusitada. Rangi os dentes e consegui soltar essas palavras: "Verdadeiramente este era o filho de Deus!".
Minha vida nunca mais foi a mesma desde aquele momento.

*Zelote significa literalmente alguém que é ciumento em nome de Deus, ou seja, alguém que demonstra excesso de zelo. Apesar de a palavra designar em nossos dias alguém com excesso de entusiasmo, a sua origem prende-se ao movimento político judaico do século I que procurava incitar o povo da Judéia a rebelar-se contra o Império Romano e expulsar os romanos pela força das armas, que conduziu à Primeira Rebelião Judaica (66-70).

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Cristo no Pentateuco Numeros Parte I

Continuando nossa série de estudos de Cristo no Pentateuco agora focalizaremos o livro de Números.

Introdução.

No livro de Números temos a história da vida do povo de Israel no deserto depois de ter partido do Sinai, isto é, depois da sua incorporação formal como povo escolhido de Deus sob o pacto da lei.

É uma história de triste e terrível fracasso. Em vez de uma marcha rápida para Canaã com a feliz posse da terra, tiveram de passar quarenta anos no deserto peregrinando. E durante esse tempo ali pereceu sob juízo divino a inteira geração que saiu do Egito. Uma nova geração foi conduzida para o limite da terra, vencendo toda oposição até se achar em frente da terra prometida e pronto para entrar. O propósito de Deus para o seu povo era dar-lhe uma terra abençoada que manava leite e mel. Leite das inúmeras cabras que por ali haviam e o mel do deserto, bastante conhecido por todos, chamado Tâmara além de outras delícias que se plantavam na região. Entretanto o povo não o quis, recusaram-se a subir e tomar posse da terra. Tudo isto estava dentro do propósito bendito do Deus Santo, mas era também resultado da desobediência do povo.

A lição espiritual aqui é simples e clara. Temos figurativamente a vida de muitos cristãos de hoje em dia. Remidos da escravidão de Satanás e contados entre o povo do Senhor deixam, contudo, de entrar na plenitude da benção do Evangelho de Cristo, de desfrutar das virtudes celestes por causa da nossa dura cerviz. Acaso muitas vezes não queremos nós voltar para o Egito? Voltar à escravidão dos desejos da nossa natureza humana? Será que não murmuramos muitas vezes da vida Cristã dizendo que era melhor nos tempos que não éramos crentes? Você poderá estar agora dizendo: - Antes eu podia sonegar o imposto de renda e estaria com um pouco mais de dinheiro! Hoje em dia tenho que declarar tudo! Essa vida cristã para mim não é benção ao invés de ganhar mais, eu perdi! Dentre muitas outras coisas que reclamamos e desejamos novamente nos deitar na lama do pecado. Porém apesar de mim e de você, a graça de Deus não falha, ELE nos dá dia a dia sua provisão, proteção, direção, quantas são as bênçãos da sua vida? Sabe contá-las? Existe um hino cristão que diz em uma de suas estrofes: "conta as muitas bênçãos dize de uma vez e verás surpreso o quanto Deus já fez, conta as muitas bênçãos logo exultarás e fortalecido tudo vencerás!"

O Senhor nos Ilumine e nos ensine a nos deliciarmos NELE.

Continua Parte II

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domingo, 5 de abril de 2009

O SENHOR DOS EXERCITOS PARTE I

Aqui está um interessante estudo exegético sobre a expressão o SENHOR dos exércitos e o que ele quer realmente significar para os israelitas.

Rev. Humberto Gomes Freitas*
Na leitura dos livros dos profetas pós-exílicos, Ageu, Zacarias e Malaquias, somos confrontados com uma evidência contundente: a expressão twabc hwhy" (Adonai tsevaot) é um dado lingüístico marcante naqueles livros. Assemelha-se a um "ornamento barroco" em cada página de cada um desses profetas tamanha é sua repetição insistente.

Como é sabido por todos os que trabalham na área da produção de texto, nenhum texto é neutro. Nenhum é imparcial, nada que se coloca num texto é arbitrário, cada pequeno elemento, por menor que seja é intencional. Portanto, surge a indagação: por que este uso insistente? Por que eivar cada página do texto com a mesma expressão? Por que ela foi tão usada pelos profetas neste período, e se por eles? Por que os contemporâneos dos profetas pós-exílicos que atuaram em outra área da atividade, mesmo sendo israelitas, não se apossaram da expressão? Os dicionários e enciclopédias especializadas não ajudam muito, pois, suas colocações não levam em conta a incidência do uso pós-cativeiro, e a definem como uma referência ao domínio de Deus sobre os exércitos da terra e do céu. Este artigo levanta uma hipótese sobre tal fenômeno lingüístico.

O homem é essencialmente um ser da linguagem. Não é sem razão que Heidegger ¹ afirma: " a linguagem é a morada do ser". Desde tempos imemoriais o homem está criando um mundo paralelo ao mundo do objetivo e concreto que é sua interpretação dele, o mundo da linguagem ². È através dela que o homem se situa no mundo das coisas. Das coisas abstraímos atributos, e as classificamos; tanto em termo de consistência e substancialidade como no nível da exegética. Neste sentido, e só assim, pode-se viver contextualizado na cultura e determinado por ela, até certo pronto. São as palavras que constituem as coisas ³ ao nosso redor e nos encaminham a elas. São o nosso contato, o que tangencia a realidade da "res extensa" cartesiana.

O mundo criado pela linguagem não é perfeitamente superposto ao mundo do cotidiano. A superposição é falha e as arestas desencontradas, sobram ou faltam as margens, que parecem nunca poderem ser justificadas. Mesmo assim, pode-se referir ao momento da enunciação primitiva e originária como um ponto de partida estático, e, acrescentar-se um momento da que seja não primitiva e originária, mas também continuadora de um desenvolvimento mais longo. Assim sucede com alguns nomes de Deus. Ele tem muitos nomes. Todos resultado da visão antropocêntrica, interpretativa, oriunda da perspectiva humana. Tudo isto é natural da linguagem, da sua origem e continuidade.

Procura-se então uma possível conotação da expressão hebraica " twabc hwhy i" (Adonai Tsevaot - SENHOR DOS EXÉRCITOS) na compreensão que os profetas pós-exílicos tiverem de Deus a partir da leitura que fizeram da interferência Dele na história do povo hebraico.




O uso diacrônico da expressão - A expressão já era conhecida dos profetas e do povo. Seu uso, esporádico, pode ser constatado no percurso da história em vários momentos e situações diversas. A primeira vez que ela aparece é em I Samuel 1:3. Nesta instancia o sentido parece ser direcionado ao mais comum, que é o de que ele é o verdadeiro comandante dos exércitos de Israel. Como diz John E. Hartley no artigo que escreveu para o Dicionário Internacional de Teologia do antigo Testamento.

"Esse divino aparece pela primeira vez em I Samuel 1:3. Parece que surgiu no final do período dos juízes e nas proximidades do santuário de Siló, onde a arca da aliança estava abrigada. A arca simbolizava o governo de Deus, pois afirmava-se que ele está entronizado entre os querubins (I Samuel 4:4 cf. Salmo 99:1) Este título certamente contém a afirmação de que é o verdadeiro comandante dos exércitos de Israel .

E era natural e espontâneo o pensar nesta direção dentro de uma comunidade inserida num mundo profundamente imerso na religiosidade, e na qual eram abrigados muitos deuses, todos eles guerreiros. Guerreiros valentes que lutavam cada um pela nação que as escolhiam. Nas guerras, a nação que vencia, vencia o deus dela; o deus que vencia, vencia a nação dele.

Isto fica claro em várias instâncias das Escrituras. Tomemos dois exemplos que evidenciam este fato: As pragas antes da libertação do povo israelita do Egito. Tais pragas não foram expressões de um deus tirano e maligno, pleno de sadismo, vingativo, que se alegrava em atormentar os egípcios para vê-los sofrer. De maneira nenhuma! Demonstram, ao contrário, o poder da intervenção de Deus e o seu poder sobre os deuses do Egito, ARA Exodus 18:11 agora, sei que o SENHOR é maior que todos os deuses, porque livrou este povo de debaixo da mão dos egípcios, quando agiram arrogantemente contra o povo.



Outro trecho, também claro sobre este conceito, o que se encontra em Isaias 36:18 – 20, onde está registrado o desafio que Senaqueribe lança sobre Israel e sobre o Deus de Israel, quando se referem, os seus enviados, aos deuses humilhados de nações humilhadas e conquistadas por Senaqueribe:

"Não deixem que Ezequias os engane quando diz que o Senhor 5 os livrará . Alguma vez o deus de qualquer nação livrou sua terra das mãos do rei da Assíria? Onde está os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Eles livraram Samaria das minhas mãos? Quem dentre todos os deuses dessas nações conseguiu livrar a sua terra? Como o SENHOR poderá livrar Jerusalém das minhas mãos?

Não há como não considerar a mentalidade de então como uma mentalidade também do povo de Deus. A grande diferença residia na proximidade de Deus. Foi Ele que com "mão forte e o braço estendido" libertou o povo que estava prisioneiro no Egito, guiou o povo pelo deserto: fez maravilhas à vista deles, os protegeu com a nuvem durante o dia, os iluminou com o fogo durante a noite, destruiu exércitos com Josué e com os Juízes, lutou as suas guerras, venceu por eles. Essas experiências vivenciadas solidificaram o conceito de comandante dos exércitos de Israel. Este sentido, sem dúvida, foi adquirido cedo na história de Israel. Os eventos confirmaram esta compreensão: Deus de Israel, Deus dos Exércitos de Israel. Deus Guerreiro, chefe de Guerreiros, SENHOR DOS EXÉRCITOS.


*O Rev. Humberto é Teólogo formado pelo SPN, Especialista em Antigo Testamento, Um dos membros da comissão de tradução da Bíblia NVI no Brasil( parte do Antigo Testamento), Professor de Hebraico, Bacharel em filosofia, professor de história de Israel no SPN.

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Arqueologia Comprova O Êxodo

ARC Genesis 47:27 Assim, habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen, e nela tomaram possessão, e frutificaram, e multiplicaram-se muito.





Curioso notar que sempre que os teólogos liberais ou a própria ciência tentam comprovar as "falhas" das Escrituras Sagradas, acontece um fato novo para justamente fortalecer mais a Bíblia. Esses estudiosos e eruditos afirmam categoricamente que o êxodo nunca existiu e Moíses foi uma lenda. Leia a notícia abaixo sobre o êxodo.

O egiptólogo espanhol José Manuel Galán descobriu uma câmara funerária pintada de 3.500 anos em Luxor, anunciou o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha. Pinturas na tumba são trechos do famoso Livro dos Mortos egípcio (Foto: France Presse/CSIC). A câmara, que faz parte do cemitério de Dra Abu El-Naga, tem as paredes e o teto completamente pintados com desenhos e hieróglifos do Livro dos Mortos e seria de Djehuty, uma autoridade da época, segundo o CSIC. Esse dignatário foi o escriba real, supervisor do Tesouro e supervisor dos trabalhos dos artesãos do rei sob as ordens de Hatshepsut, uma das poucas mulheres a assumir o cargo de faraó, filha de Tutmosis I, cujo reinado aconteceu entre os anos 1479 e 1457 antes de Cristo. A câmara, uma sala quadrada de 3,5 metros de largura e 1,5 metro de altura, é uma das primeiras a ter sido completamente decorada com pinturas da época.

Esta descoberta é importante por ser de um período próximo ao Êxodo bíblico, cerca de 1450 antes de Cristo. 


Outro fato importante é a figura que Segue abaixo. 
Uma pintura encontrada nas paredes da tumba de um comandante egípicio no sec XIX aC. Nela, é visto claramente semitas barbados, com seus animais e utensílios entrando no Egito. Essa é a ida que fala  Genesis 47:1-6 e verso 27. Aqui está um registro histórico comprovando mais uma vez a autenticidade das Escrituras.






fonte notícia: G1

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Gloria de Deus Parte II


No Novo Testamento não é diferente. Segue, no geral, o AT, e quando aplicados ao Senhor Deus, indica honra(Lc 17.18; At 12.23), significando, à luz do mundo porvir, a realidade ou modo de existência escatológico(DITNT, 2000a, p. 902). Desta forma, aquilo que o Homem fizer deve ser para a honra de Deus ou deve lhe promover a fama e reputação (Mt 5.16; Rm 1.21; 1 Co 6.20; 10. 31).
Assim, a ênfase das Escrituras, e refletida na Teologia Reformada, é a doutrina de Deus. A Teologia Reformada começa e termina com Deus, é Teocêntrica, "acentuando a plena soberania de Deus em todas as coisas – na criação, na providência e acima de tudo na redenção. B.B. Warfield e C. Van Til referem-se a isso como uma atitude religiosa específica que se expressa numa profunda apreensão de Deus em sua majestade"(MATOS).
Nas palavras do Teólogo B. B. Warfield:
"Repousa sobre uma profunda apreensão de Deus em Sua majestade, com a inevitável e estimulante realização da exata natureza da relação que Ele sustenta na criação como ela é, e em particular, na criatura pecadora. Aquele que crê em Deus sem reservas, está determinado a deixar que Deus seja Deus em todos os seus pensamentos, sentimentos e volições - em inteiro compasso das suas atividades vitais, intelectuais, morais e espirituais, através de suas relações pessoais, sociais e religiosas".
Esta visão majestática permeia nossa fé cristã e presbiteriana. O Reformador João Calvino (2002, p. 61) fala sobre isso dizendo:
"Em primeiro lugar, para onde quer que voltemos os olhos, não há o mais diminuto rincão do mundo em que não refulja ao menos alguma centelha da glória de Deus. Realmente, ninguém pode de um relance contemplar a belíssima obra de arte universal em sua vasta amplitude e extensão, sem ficar, por assim dizer, estupefato ante a incomensurável riqueza do seu esplendor"
O nosso Catecismo Maior de Westminster inicia com a seguinte pergunta: Qual é o fim supremo e principal do homem? A Resposta é dada nas seguintes palavras: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Neste ponto, confirmado desde Gn 1. 1 – no princípio criou Deus os céus e a terra – vendo Deus toda a Sua Criação como boa (Gn 1.31), a "glória de Deus e seus propósitos no mundo são mais importantes do que a salvação da alma de alguém"(LEITH, 1999, p. 111)(Cf Is 40. 10, 12, 17). Dito em outras palavras, glorificar a Deus, pela obediência, é em primeiro lugar. Permita-me citar as palavras do Apóstolo Paulo: "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém"(Rm 11. 36).
Johannes Gerhard Vos (2007, p. 32), sumariamente afirma, apresentando uma teologia fortemente bíblica:
"O componente mais importante do propósito da vida humana, portanto, é glorificar a Deus, ao passo que gozar a Deus está estritamente subordinado ao glorificar a Deus. Na nossa vida religiosa deveríamos colocar sempre a ênfase maior no glorificar a Deus. Quem assim o faz irá gozar a Deus em verdade, tanto aqui quanto no porvir. Mas quem pensa que pode gozar a Deus sem O glorificar corre o risco de supor que Deus existe para o homem, e não o homem para Deus. Enfatizar o gozar a Deus mais do que o glorificar a Deus resultará num tipo de religião falsamente mística ou emocional"
Continua Parte III

 

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