terça-feira, 30 de junho de 2009

O Falar em Línguas no livro de Atos dos apóstolos





Muito se tem feito em cultos pelo Brasil afora sob o pretexto de espiritualidade, e uma delas é o falar em línguas “estranhas”. Pentecostais dizem que tradicionais são frios e não tem experiência com Deus e estes dizem que aqueles estão equivocados quanto às suas experiências. Considerando que os protestantes afirmam desde o período da Reforma o princípio do SOLA SCRIPTURA, e que as experiências religiosas devem ser aferidas pela Palavra, pois até os espíritas e hindus tem experiências religiosas, então vamos analisar neste breve artigo a natureza das línguas faladas pelos cristãos segundo o texto neotestamentário, e depois observar se o que ocorre hoje é o mesmo fenômeno.
Pois bem, iniciemos com Atos dos apóstolos. Em At 2.1-11 podemos ver que o fenômeno produzido pelo Espírito Santo foi o falar nas línguas dos outros homens que haviam peregrinado até Jerusalém no Dia de Pentecostes para a adoração. Em At 2.8 encontramos: “e como os ouvimos falar em nossa própria língua (grego dialekto) materna?”. A palavra Gr. Dialekto, como já falado no artigo “e as línguas estranhas?”, é o que entendemos por dialeto no nosso bom português. Depois encontramos o v.11: “tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas (Gr. Glossais)...”. Já falamos também antes que a palavra Gr. Glossa é utilizada para idiomas humanos quando se refere ao ato de falar no Novo Testamento. Dessa forma, entende-se claramente que os discípulos naquele dia falaram em outros idiomas de um modo sobrenatural, pois eles não dominavam aquele saber. Eles não falaram “alabacanta alabaxéria”. Antes, glorificaram a Deus em “línguas idiomáticas”. Há quem pense que eles falaram em línguas ‘alabacânticas’ e os ouvintes miraculosamente entenderam a mensagem. Contudo, não devemos nos esquecer de que o Espírito havia descido sobre os discípulos e que a profecia de Joel 2.28,29 previa que os fenômenos se dariam sobre os agraciados.
Em seguida temos o texto de Atos 10.44,45, onde o Espírito Santo desce sobre os gentios e estes falam em línguas. Além da palavra língua ser a mesma que é utilizada noutros textos como idioma (Gr.glossa), o próprio Pedro diz aos crentes judeus que o fenômeno fora da mesma natureza que o do dia de Pentecostes, ou seja, eles também falaram IDIOMAS: “Quando... comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, COMO TAMBÉM SOBRE NÓS, no princípio”(Atos 11.15). Não aconteceu nada de diferente no que diz respeito à natureza das línguas. Há, por fim, o texto de At 19.1-6, onde aqueles discípulos dispersos de João Batista recebem a fé cristã e são novamente batizados, só que agora em nome de Jesus. Após a imposição de mãos de Paulo, eles recebem o Espírito e tanto falam em línguas (glossa) como profetizam (v.6). Lucas, como bom historiador que era, não deixaria de informar a Teófilo, o destinatário do manuscrito (At 1.1; Lc 1.3), caso as línguas aqui faladas fossem de natureza diferente das faladas em Atos 2 e 10. Por isso que simplesmente ele usa glossa , sem fazer nenhuma consideração. Portanto, não há dúvidas de que as línguas faladas na igreja apostólica foram idiomas humanos concedidos sobrenaturalmente pelo Espírito de Deus. Mas e as línguas de Corinto? Bem, abordaremos o texto de 1 Co 12-14 num outro artigo. Entretanto, se havia diferença entre as línguas da Igreja em Corinto e as relatadas nas passagens supracitadas (de Atos), creio que Lucas teria dado uma “escorregada” em não registrar isso, pois não se pode desconsiderar três coisas: primeiro, que antes de falar das línguas em Éfeso (At 19), Lucas registra que Paulo havia passado já pela cidade de Corinto (At 18.1,5-11) e pregado o Evangelho; segundo, há uma preocupação da parte de Lucas em relatar fielmente tudo o que diz respeito à história da igreja (At 1.1-8); terceiro, sabe-se que Lucas foi discípulo de Paulo, e que escreveu Atos por volta do ano 63 d.C., enquanto que o apóstolo já havia escrito 1 Co por volta do ano 55 d.C., ou seja, caso as línguas de Corinto registradas na carta de Paulo fossem diferentes das que Lucas ainda iria relatar em Atos, este certamente teria feito suas considerações quando falasse em Atos 18 da igreja em Corinto. SERIA UMA DISPLICÊNCIA SEM IGUAL OMITIR DETALHES ACERCA DE UM DOS DONS DO ESPÍRITO SANTO! Assim, os crentes que hoje se dizem pentecostais, mas falam línguas diferentes das registradas em Atos, deveriam mudar a forma como se autodenominam, visto que os sons desconexos emitidos por eles quando alegam estar reproduzindo o dom nada tem a ver com os textos bíblicos analisados. No próximo artigo nos deteremos na primeira carta de Paulo aos coríntios.
Um forte abraço!
Anderson José Teixeira Cavalcanti de Barros.

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Credo Atanásio- mais uma bússola

Da série bússola para dias desorientados eis mais um credo da Igreja Cristã.
ORIGEM
O Credo de Atanásio, subscrito pelos três principais ramos da Igreja Cristã, é geralmente atribuído a Atanásio, Bispo de Alexandria (século IV), entretanto estudiosos do assunto conferem a ele data posterior (século V). Sua forma final teria sido alcançada apenas no século VIII. O texto grego mais antigo deste credo provém de um sermão de Cesário, no início do século VI.
O credo de Atanasio, com quarenta artigos, é um tanto longo para um credo, mas é considerado "um majestoso e único monumento da fé imutável de toda a Igreja quanto aos grandes mistérios da divindade, da Trindade de pessoas em um só Deus e da dualidade de naturezas de um único Cristo."
TEXTO


  1. Todo aquele que quiser ser salvo, é necessário acima de tudo, que sustente a fé universal. [2] 2. A qual, a menos que cada um preserve perfeita e inviolável, certamente perecerá para sempre. 3. Mas a fé universal é esta, que adoremos um único Deus em Trindade, e a Trindade em unidade. 4. Não confundindo as pessoas, nem dividindo a substância. 5. Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra. 6. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade. 7. O que o Pai é, o mesmo é o Filho, e o Espírito Santo. 8. O Pai é não criado, o Filho é não criado, o Espírito Santo é não criado. 9. O Pai é ilimitado, o Filho é ilimitado, o Espírito Santo é ilimitado. 10. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. 11. Contudo, não há três eternos, mas um eterno. 12. Portanto não há três (seres) não criados, nem três ilimitados, mas um não criado e um ilimitado. 13. Do mesmo modo, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente. 14. Contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente. 15. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. 16. Contudo, não há três Deuses, mas um só Deus. 17. Portanto o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. 18. Contudo, não há três Senhores, mas um só Senhor. 19. Porque, assim como compelidos pela verdade cristã a confessar cada pessoa separadamente como Deus e Senhor; assim também somos proibidos pela religião universal de dizer que há três Deuses ou Senhores. 20. O Pai não foi feito de ninguém, nem criado, nem gerado. 21. O Filho procede do Pai somente, nem feito, nem criado, mas gerado. 22. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. 23. Portanto, há um só Pai, não três Pais, um Filho, não três Filhos, um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. 24. E nessa Trindade nenhum é primeiro ou último, nenhum é maior ou menor. 25. Mas todas as três pessoas co-eternas são co-iguais entre si; de modo que em tudo o que foi dito acima, tanto a unidade em trindade, como a trindade em unidade deve ser cultuada. 26. Logo, todo aquele que quiser ser salvo deve pensar desse modo com relação à Trindade. 27. Mas também é necessário para a salvação eterna, que se creia fielmente na encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo. 28. É, portanto, fé verdadeira, que creiamos e confessemos que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é tanto Deus como homem. 29. Ele é Deus eternamente gerado da substância do Pai; homem nascido no tempo da substância da sua mãe. 30. Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana. 31. Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade. 32. O qual, embora seja Deus e homem, não é dois mas um só Cristo. 33. Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade. 34. Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa. 35. Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo. 36. O qual sofreu por nossa salvação, desceu ao Hades, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia. 37. Ascendeu ao céu, sentou à direita de Deus Pai onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. 38. Em cuja vinda, todo homem ressuscitará com seus corpos, e prestarão conta de sua obras. 39. E aqueles que houverem feito o bem irão para a vida eterna; aqueles que houverem feito o mal, para o fogo eterno. 40. Esta é a fé Universal, a qual a não ser que um homem creia firmemente nela, não pode ser salvo.
    Fonte: monergismo.com

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domingo, 28 de junho de 2009

Deus e o Aborto


Aborto
Como a Palavra de Deus considera uma criança não nascida?Usamos aqui o termo "aborto" para indicar a expulsão de uma criança viva do ventre materno, pela instrumentalidade humana, com o objetivo de que a criança seja exterminada.
O motivo da nossa preocupação, como cristãos, está no próprio fato de ser ela uma criança ainda não nascida cuja vida é aniquilada. É inevitável e apropriado que os cristãos abordem este assunto a partir do ponto de vista divino quanto à vida humana, conforme expresso no sexto mandamento: "Não matarás"
O fundamento para a proibição de tirar intencionalmente a vida humana está nas palavras: "porque Deus fez o homem segundo a Sua imagem" (Gn. 9:6). Esta mesma passagem não proíbe mas, pelo contrário, autoriza o homem a matar outras criaturas para que ele mesmo possa viver. O homem, entretanto, feito à imagem de Deus, não pode ser morto.
A pergunta crucial.
A pergunta, posta diante de nós, é se a criança é ou não um homem, uma pessoa humana à imagem de Deus; e se o aborto, por causa disso, transgride ou não este elementar mandamento de Deus.
Como cristãos que estão sob a autoridade da Palavra de Deus, voltamo-nos para ela e indagamos que evidências, diretas ou indiretas, ela pode nos fornecer sobre o aborto, e, em particular sobre como as Escrituras consideram a criança.
Nossa investigação defronta-se, inevitavelmente, com as seguintes questões: Que diz as Escrituras sobre a criança? Considera-a como humana, ou não? Indicam, as Escrituras, quando é que se inicia a vida humana, isto é, quando é que o homem começa a ser uma pessoa à imagem de Deus?
Êxodo 21:22-25.
Esta passagem é citada com freqüência como um dos primeiros pontos de apoio da nossa questão. Fala a respeito de se ferir uma mulher grávida de sorte que ela aborte. Segue-se, então, a frase tanto na forma negativa quanto na positiva: "porém sem maior dano" e "mas se houver dano". Com referência à última segue-se a lei da igualdade de punição: "então darás vida por vida...".
A questão exegética é se a própria criança está, ou não, incluída nas palavras: "mas se houver dano". Se estiver — como acho que está — então esta passagem é uma prova de que a morte de uma criança é considerada como a morte de um ser humano, o que, na teocracia de Israel do Velho Testamento, é punível com "vida por vida". Tal correlação deveria salientar que a criança é considerada como humana. Claro que, não sendo este um aborto premeditado, só se pode concluir que se um "aborto acidental" foi assim considerado, quanto mais o aborto intencional estará sujeito à pena de morte.
Por causa da argumentação, deve-se considerar a situação oposta em que a criança não está incluída na lei da igualdade de punição. Seria isso uma prova de que o Velho Testamento considerava a criança menos que humana e que o aborto não é uma violação da santidade da vida humana?
Pode ser, e assim se argumenta, mas não é isso que necessariamente se deduz. Tal interpretação poderia apenas indicar que o causador do dano não era tido como responsável por uma morte indireta e não intencional. Noutro lugar o Velho Testamento adota esta posição quanto ao homicídio involuntário, sem entretanto implicar que tirar não intencionalmente a vida humana não seja culpável. O mesmo pode se dizer desta passagem e da questão do aborto intencional.
Salmo 139:13-16.
Este é um exemplo extraordinário daquelas passagens que se referem a uma pessoa em seu estado fetal. Entre outras frases significativas encontra-se o versículo 13: "entreteceste-me no ventre de minha mãe". A importância desta declaração está no fato de que o salmista refere-se a si mesmo na sua identidade humana pessoal quando ainda estava no ventre de sua mãe: "entreteceste-me". Ele refere-se a si mesmo, antes e depois do nascimento, na sua unidade psicossomática. Aquele que agora dá graças a Deus, no versículo 14, é o mesmo que foi maravilhosamente formado em secreto no ventre da sua mãe, versículos 13 a 15.
Salmo 51:5.
Aqui se esclarece a identificação da humanidade da criança, e, ao mesmo tempo, se exclui qualquer tendência para se dizer que isso não passa de uma mera licença poética. "Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe". A afirmação de Davi é que ele estava marcado e caracterizado pelo pecado desde o momento da sua concepção no ventre da mãe. Falar sobre alguém no instante da sua concepção, e fazê-lo nos termos da sua pecaminosidade, é afirmar a sua humanidade desde o instante da concepção. A pessoa que fala de si mesma como o humano "eu" que ao nascer estava em iniqüidade (v. 5a) é a mesma que fala de si ("me") quando foi concebida em pecado pela sua mãe (v.5b). A iniqüidade e o pecado não são nem o ato sexual da concepção nem o ato do nascimento, mas, pelo contrário, são a pecaminosidade inerente ao salmista, e a todas as pessoas, desde o momento de sua existência como ser humano. Davi descreve aquele momento de existência como o instante em que sua mãe o concebeu.
Jeremias 1:4,5.
"A mim veio, pois, a palavra do SENHOR, dizendo: Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constitui profeta às nações". Esta passagem começa com a afirmação de que o Senhor conhecia a Jeremias antes mesmo de o formar no ventre materno.
Expressões tais como conhecer, formar e consagrar, indicam que Jeremias é considerado, pelo próprio Deus, como um ser humano enquanto no ventre. O fato de que Deus o conhecia ou o escolheu mesmo antes de sua existência começar no ventre não nega o fato de que o que estava formado no ventre era uma pessoa humana, reconhecida e considerada por Deus como tal.
Lucas 1:24-26.
Esta é uma das mais relevantes passagens do Novo Testamento. O versículo 41 diz que a criança de Isabel lhe estremeceu no ventre quando ela ouviu a saudação de Maria. "A criança estremeceu de alegria dentro em mim" (v. 44). Temos aqui um feto de seis meses descrito nos termos da emoção humana da alegria. Esta mesma criança é tratada, no versículo 36, como "um filho". A Encarnação
A completa humanidade de nosso Senhor é também um fato de grande importância para o nosso estudo. Mesmo a singularidade da encarnação do Filho de Deus como o Deus-homem serve em si mesma, associada à sua identificação com a nossa natureza humana, para auxiliar à nossa pesquisa neste ponto. O anjo declarou a Maria que ela conceberia e daria à luz um filho ao qual chamaria de Jesus (Lc.l:31). Maria perguntou naturalmente: "Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?" (v.34). O anjo lhe disse, como resposta: "Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus" (v.35).Para encorajar Maria a crer na promessa destas palavras, o anjo continuou: "E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril. Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas" (v. 36,37).
A Comprovação Bíblica.
As comprovações das Escrituras não se resumem apenas nessas. A Bíblia é unânime ao considerar o nascituro como um ser humano. E ao considerá-lo humano, isso indica que o aborto voluntário é a violação de um dos mandamentos de Deus: "Não matarás".
Pode-se objetar que tal comprovação é esparsa e indireta; não é uma proibição explícita. Mas esta não é, em si mesma, uma objeção substancial. Muitas das provas bíblicas sobre tantas e importantes questões se apresentam de modo semelhante. Isto faz parte da natureza da revelação bíblica. A falta de explicitude não pode ser usada para forçar a aceitação do aborto, ou a sua indiferença.
Na Bíblia, a dispersão de referência quanto a uma determinada questão só vem indicar uma forte e subjacente comprovação ou mesmo concordância com ela. (Considere-se a virtual omissão de referência à Ceia do Senhor nas epístolas. Não fosse o problema havido em Coríntios, não existiria mais nenhuma). A falta de referência explícita quanto ao aborto só pode, também, indicar que as Escrituras entendem que ele já foi levado em consideração na proibição geral de homicídio.
O Testemunho da Igreja.
A oposição ao aborto tem sido uma das características da Igreja Cristã ao longo de toda a sua história até aos dias presentes. Isso pode ser visto em declarações da igreja dos primeiros dias, que continuam presentes na Igreja Católica Romana hoje, relatório da Igreja Luterana do Sínodo do Missouri e no impacto que o cristianismo tem exercido nas Ida das nações chamadas cristãs até bem recentemente. De modo geral as leis estaduais nos Estados Unidos proibiam o aborto, exceto para salvar a vida da mãe. até à crescente onda para "liberar" tais leis.
Os modernos proponentes do aborto, tanto eclesiásticos quanto ministeriais, estão apenas confirmando o espírito dessa era, e ao fazê-lo negam a histórica posição cristã. Seus pronunciamentos encaixam-se na convulsão atual pelos "direitos" da mãe, enquanto ignoram os direitos do filho.
Apresentamos aqui algumas das declarações (não inspiradas mas pregadas por alguns pais da fé tendo por base as Escrituras) da igreja primitiva como demonstração da compreensão cristã do aborto: Barnabé, 19:5: "não procurarás o aborto, não cometerás infanticídio".
O Didaquê, Cap. II: "Não assassinarás uma criança pelo aborto, nem matarás aquele que está gerado".
Tertuliano, Apologia IX: "Em nosso caso, sendo o assassinato totalmente proibido, não podemos nem mesmo destruir o feto no ventre... Impedir um nascimento é tão somente um homicídio antecipado; não há diferença entre tirar-se a vida do que é nascido ou do que virá a nascer. Já é homem, aquele que se tornará em um; na semente, já tendes o fruto".
As Constituições Apostólicas, VII:iií: "Não matarás teu filho pelo aborto, nem matarás aquele que está gerado: porque tudo que é criado e recebeu uma alma de Deus, se for assassinado, será vingado, por ter sido aniquilado injustamente".
Espero que o Senhor possa nos iluminar e guiar à SUA verdade.
Fonte: Dr. Ceorge W. Knight III - Bel. em Artes pelo Davidson College, Bel. e Mestre em Teologia pelo Westminster Theological Seminary, e Dr. em Teologia pela Free University of Amsterdam.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

E as línguas 'estranhas'???...



Atendendo aos pedidos de alguns irmãos, estamos postando estudos acerca da obra do Espírito Santo na Igreja. Para tanto, iremos trazer algumas obras e autores como referência, cuja concentração se dá sobre o fenômeno das línguas, e, após, emitiremos um parecer acerca das línguas em obras pentecostais. Por enquanto extrairemos do NDIT do NT algumas informações importantes acerca da palavra 'língua'.
No Novo Dicionário Internacional de teologia do Novo Testamento, temos a palavra ‘glossa’(língua), que na LXX(Septuaginta, a versão do AT em grego) ‘glossa’ aparece na forma ‘glotta’. Em cerca de 100 das 160 vezes, aponta para idioma, linguagem. Aparece também como órgão de homens e animais (Ex 4.10; Jz 7.5), e figuradamente ‘como a faculdade da fala’, ‘linguagem’ (Gn 11.7). Portanto, no AT nada há que indique algum tipo de língua ‘estranha’, de natureza diferente das faladas comumente pelos homens.
Já o emprego de ‘língua’ no N.T. (atestado 52 vezes, segundo o DIT) não foge do seu uso no AT. ‘Glossa’ aparece em Atos no batismo com o Espírito Santo e em 1 Co. Aparece como parte o corpo (Lc 16.24; Ap 16.10), órgão da fala (Lc 1.64; Mc 7.35; 1 Jo 3.18; Tg 1.26). É também vista de modo intercambiável (At 2.11) com a palavra grega ‘dialekto’(At 2.8), dialeto, idioma. Em 1Co 14.21, Paulo cita o texto de Isaías 28.11,12, onde en heteroglossois é usado com o significado de ‘homens de outras línguas’. Dessa forma, não podemos pegar a hipérbole de 1Co13 e dizer que existe um fenômeno chamado ‘línguas dos anjos’ para aqueles que foram batizados com o Espírito Santo nos moldes do pentecostalismo. Não se pode construir tal ensino sobre um texto isolado, principalmente quando a totalidade das demais aparições do termo prova o contrário.
Nos próximos artigos iremos retornar à questão da natureza das línguas que eram faladas na igreja apostólica.

Anderson Teixeira.

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Terceiro Mandamento

 Rev. Gaspar de Souza. *
o terceiro mandamento é: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos”(Êx 20.4 - 6)

O CULTO AGRADÁVEL A QUEM?
Em matéria de Culto e Adoração, existe uma urgência necessidade do Segundo Mandamento. Muitos evangélicos são prontos em contrariar os Católicos Romanos pelo uso de imagens, de rituais, missas etc do culto católico, usando o Segundo Mandamento.
Porém, relutam em aplicar o Mandamento a si mesmos. Acreditam que o Mandamento tem apenas um caráter externo e não sabem que o Mandamento do Senhor aplica-se não apenas a forma, mas também aplica-se à intenção do adorador. Adorar a Deus em “espírito”, denonta “a natureza espiritual do culto, em contraste com a mera aparência exterior”(ANGLADA, 1997, p. 4) e “em verdade”, é a maneira ou forma correta de cultuar a Deus. Em “verdade” significa de acordo com Palavra de Deus. No primeiro caso, os adoradores modernos estão certos, pois sabem que culto é ato espiritual. Até os pagãos, em cuja adoração aos seus deuses havia orgias, sacrifícios humanos, rituais, sabem do caráter espiritual de seus cultos.
Porém, os adoradores modernos, à semelhança dos pagãos, estão comentendo idolatria, quebrando o Segundo Mandamento, porque não estão adorando “em verdade”.
Ora, os argumentos usados contra os Católicos, são também usados contra as inovações evangélicas de adoração (palmas, danças, coreografias, solos, duetos, quartetos, conjuntos, recitações, cumprimentos (”diga a pessoa que está do teu lado....”), palmas pra Jesus, apelos, trocar os cálices da Ceia, “culto cantado”, testemunhos pessoais etc. A lista é imensa!).
Assim como Deus não quer ser adorado com imagens, e isto porque o Mandamento proíbe o “culto sensorial”, com apelo aos olhos, o Senhor não aceita adoração que não esteja de acordo com a sua vontade.
Enfim, o Segundo Mandamento ensina-nos que o Culto a Deus é instituído por Deus, não devendo o Homem arrogar para si o direito de dizer como Deus deve ser adorado. Mesmo que haja “boa intenção” do adorador, o Senhor ensina que o melhor é obedecer a sua Palavra. Parafraseando Samuel: “eis que obedecer à palavra do Senhor é melhor do que os sacrifícios”.
Como disse certo autor: “Deus aborrece concepções humanas no culto, por zelo ignorante ou superstição, embora possam aparentar muita devoção ou afeição a Deus[...] O culto divino [...] Dever ser de conformidade com a norma e padrão de culto revelado como vontade e prazer de Deus na Palavra da verdade. Verdadeiro culto é a própria prática da Palavra de verdade(Mt 15.8, 9)”

O Rev. Gaspar de Souza. é professor de Hebraico no SPN, além de ferrenho apologeta reformado.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

O Batismo com o Espírito Santo- Buscando o que já se tem!

INTRODUÇÃO O Espírito Santo habitava os crentes antes do Pentecostes, porém, ele seria dado de forma mais plena a partir de então. Jesus disse que os discípulos já conheciam o Espírito Santo, enquanto que o mundo ainda não o conhecia (v.17). Isto é mais uma prova de que eles já possuíam o Espírito Santo. Mas, já vimos que somente após partida de Jesus é que o outro Consolador viria para assumir definitivamente a função de guiar os discípulos a toda a verdade. Para que o derramamento do Espírito acontecesse Jesus precisava ser exaltado através da sua ascensão.
Foi na ascensão, quando se assentou à destra de Deus, que Cristo recebeu o título de "Cabeça da igreja" (Ef. 1.20-23).Então somente após sua ascensão ele pôde mandar o Espírito Santo para ligar os membros a fim de formar um só corpo. Alguém dirá: Mas, então, não havia igreja no Antigo Testamento? Havia, porém não nos mesmos termos do Novo Testamento. No dia do Pentecostes aconteceu algo novo que jamais havia acontecido antes. Nesse dia a unidade foi estabelecida. Podemos ver o Pentecostes, como uma espécie de Babel invertida. Naquele dia, a igreja composta de todas as nações se reuniu num único corpo. Foi por isso que o dom de línguas foi concedido. As línguas de todos os povos foram unidas no dia do Pentecostes, simbolizando a unidade da igreja em todas as nações, e não mais apenas dentro dos limites de Israel. As línguas haviam sido divididas por ocasião da torre de Babel como um juízo de Deus contra a soberba humana, mas no Pentecostes foram reunidas demonstrando a unidade do povo de Deus. No Pentecostes, os discípulos receberam o Espírito do Cristo glorificado, e assim foram batizados no corpo de Cristo, ou seja, na Igreja. A vinda do Espírito Santo no dia do Pentecostes foi para a instituição da igreja do Novo Testamento.

O QUE E SER PENTECOSTAL?

O termo pentecostal está definitivamente incorporado ao dicionário da Igreja Cristã. Desde o início do século 20, quando um grupo de crentes começou a falar em línguas numa missão evangélica em Los Angeles mais precisamente na rua Azuza, o movimento pentecostal se espalhou pelos quatro cantos do planeta. Hoje estima-se que as igrejas pentecostais e neo-pentecostais sejam mais numerosas que as tradicionais. Esse termo "pentecostal" é tirado do episódio que ocorreu no dia de Pentecostes em Jerusalém quando os discípulos do Senhor Jesus foram batizados com o Espírito Santo. Os pentecostais dizem que receberam uma experiência igual àquela. Eles raciocinam: os discípulos eram crentes, mas receberam o batismo depois, e falaram em línguas, então, há uma conversão operada pelo Espírito Santo, mas o batismo é uma segunda bênção, uma segunda experiência a conversão. Dessa forma para o pentecostalismo, há duas classes de crentes na igreja, os que já chegaram lá e os que ainda não conseguiram. Quem já foi "batizado" faz parte da elite dos crentes, enquanto que, quem não foi batizado faz parte de uma categoria inferior de crentes. Estes últimos, freqüentemente recebem alguma discriminação por parte dos mais "adiantados", e se vêem ameaçados pela pergunta tradicional: " você ainda não foi batizado no Espírito Santo?" causando angústia e tristeza em centenas de pessoas sinceras mas que não chegaram nesse patamar. Algo que foi dado para unir acaba hoje dividindo.
Os crentes pentecostais e neopentecostais afirmam que Atos 2 é a norma para os crentes de todas as épocas, mas Atos 2.1-4 é a narrativa histórica a respeito do cumprimento da promessa de Jesus de enviar o Espírito Santo, selando as profecias do Antigo Testamento e completando o último evento da história da redenção, antes da Segunda Vinda. Dois grupos de pessoas foram batizados com o Espírito Santo no capítulo 2 de Atos. Os 120 discípulos reunidos no cenáculo e a multidão de 3 mil pessoas que se converteram com a pregação de Pedro. Os 120 já andavam com Jesus, e eram convertidos. Os 3 mil não eram crentes, mas se converteram naquele dia e com certeza também receberam o batismo com o Espírito Santo. Qual deveria ser a norma para nós hoje? Os 120 que precisaram aguardar até o dia determinado, ou os 3 mil que não precisavam mais aguardar a descida do Espírito Santo, uma vez que ele já havia descido? Parece óbvio dizer que o segundo grupo é padrão, pois também nós vivemos na era após a descida do Espírito.
É preciso fazer uma distinção entre a descida do Espírito Santo e o dia do Pentecostes. Podemos até dizer que, num certo sentido, uma coisa nada tem a ver com a outra. O Pentecostes era uma festa dos judeus ordenada desde o Antigo Testamento. Literalmente, Pentecostes significa quinquagésimo, pois acontecia 50 dias depois da Páscoa. Também era chamada de festa das semanas, por acontecer 7 semanas depois da Páscoa. Mas, a comemoração mais comum era por causa das colheitas. A única relação entre o Pentecostes e o Batismo com o Espírito Santo foi que Deus resolveu enviar o Espírito Santo naquele dia sobre os discípulos, provavelmente aproveitando a ocasião em que haveria pessoas de várias , partes do mundo em Jerusalém. Os judeus agora veriam com seus próprios olhos que aos gentios estava sendo proclamada as verdades eternas e isso realmente serviu como sinal para os judeus. Romanos 10:19-21
19 Mas digo: Porventura, Israel não o soube? Primeiramente, diz Moisés: Eu vos meterei em ciúmes com aqueles que não são povo, com gente insensata vos provocarei à ira. 20 E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam. 21 Mas contra Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente.

1 Corinthians 14:22
22 De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis
. Esses infiéis aqui mencionados são os judeus ainda não convertidos.
Atos 2.1-4 tem sua importância não por causa da festa do Pentecostes em si, mas pelo fato de que Deus cumpriu mais um evento da história da redenção naquele dia. O nascimento de Jesus foi o primeiro evento histórico da redenção. O próximo evento foi sua morte, depois sua ressurreição, por fim sua ascensão, e então, a descida do Espírito Santo. Depois disso, só resta a segunda vinda. Portanto, o evento que aconteceu no dia de Pentecostes foi o último da histórica atividade salvadora de Jesus. Assim como a sua morte e a sua ressurreição são impossíveis de serem repetidas, também o evento da descida do Espírito Santo não se repete. Mas, do mesmo modo como os efeitos da morte e da ressurreição de Jesus estão presentes em todas as épocas, também os efeitos da descida do Espírito Santo estão presentes em todas as épocas, e disponível a todas as pessoas. Sem a descida do Espírito Santo, a obra redentora de Jesus não estaria acabada, e sua promessa não teria sido cumprida. E mesmo a promessa do Antigo Testamento do derramamento do Espírito Santo passaria em branco. Tudo, porém, se cumpriu no dia do Pentecostes, e como cumprimento, podemos dizer que se cumpriu de uma vez por todas. Os efeitos da vinda do Espírito Santo permanecem na igreja, dessa forma não precisamos pedir ao Pai que nos dê o Espírito Santo, ou que faça o Espírito descer, pois ele já desceu. Pedir que Deus nos dê o Espírito Santo, seria algo semelhante a pedir que Deus faça Jesus morrer de novo.

O EVENTO DO PENTECOSTES SE REPETIU?
Alguém poderia objetar que, em pelo menos três ocasiões, o evento do Pentecostes aparentemente se repetiu na forma de uma segunda bênção. Isso teria acontecido com os samaritanos, com os gentios em Cesaréia, e com os discípulos de João em Éfeso. Será importante analisar estes três acontecimentos.
Em Atos 8.5-17 está descrita a conversão dos samaritanos. Muitos samaritanos haviam crido no Evangelho através da pregação do evangelista Filipe, e como conseqüência foram batizados. Há poucas dúvidas de que realmente aquelas pessoas haviam se convertido. A única coisa estranha é a descida de Pedro e João para lá. Pelo que se sabe não era comum os Apóstolos inspecionarem a obra dos evangelistas. Então por que foram lá? Não é difícil descobrir. Aquela era a primeira vez que o Evangelho tinha sido aceito fora de Jerusalém, e Lucas, que escrevia para um grego chamado Teófílo estava querendo mostrar como o Evangelho saiu da exclusividade do ambiente judeu, sob a supervisão dos apóstolos e com todas as bênçãos do Espírito Santo (Ver At1.8). A ocasião era realmente crucial. Era a primeira vez que o Evangelho era pregado fora de Jerusalém, e alcançava justamente os samaritanos. Os samaritanos eram inimigos históricos dos judeus. Será que os judeus iriam aceitá-los? Havia uma oração feito pelos rabinos da épocas que consideravam os samaritanos como cães outros como porcos, será que Deus permitiria essa divisão de Judeus-samaritanos permaneceria na igreja? Certamente foi por esse motivo que Deus reteve, não o batismo com o Espírito Santo, mas a manifestação visível dele que os apóstolos pudessem verificar a veracidacidade do acontecimento.
Não foi identificado nenhum problema com os samaritanos em si. Nenhuma condição,foi oferecida a eles, como orar ou buscar o Espírito. O problema também não está com Filipe, que logo em seguida prega ao eunuco etíope e não foi necessário que os apóstolos fossem atrás (Ver Aj J.26-40)4.O problema está no relacionamento entre Jerusalém e Samaria. Está no fato de que Deus desejava transpor oficialmente uma inimizade histórica. Deus reteve a manifestação visível do Espírito Santo a fim de que os Apóstolos testificassem que a fé também estava sendo encontrada em Samaria, e assim, autenticassem a obra entre os samaritanos. Deus quis que os Apostolos vissem com seus próprios olhos a obra no meio deles, para que nunca se dissesse os samaritanos não haviam sido incluídos oficialmente na igreja Apostólica. E quem Deus faz questão que fossem Pedro e João. Lembremos que esses são respectivamente o mais cabeça dura e o mais brigão mais tarde chamado apóstolo do amor. Cá para nós acham mesmo que Pedro como líder do colégio apostólico iria acreditar que os samaritanos haviam se convertido se ele não visse o Poder ser manifesto? Agora Deus mostra que ali não estavam pessoas piores do que os judeus, ali não estavam porcos, mas eleitos do Senhor tanto quanto os de Jerusalém. Portanto, não há razão para pensar num segundo Pentecostes. Nem o acontecimento samaritano deve ser aceito como norma para os crentes em todos os tempos, pois sua diferença explica-se perfeitamente por causa da sua situação histórica.
O que aconteceu em Cesaréia?
No capítulo 10 de Atos é narrada a conversão de um gentio (estrangeiro) ao cristianismo, um homem chamado Cornélio. Deus direcionou Pedro, até aquele homem, demonstrando que não fazia acepção de pessoas. Pedro entrou na casa de Cornélio e começou a pregar o Evangelho. A certa altura da pregação de Pedro, precisamente quando falava sobre a remissão dos pecados através do nome de Jesus (At 10.43), o Espírito Santo "caiu sobre todos os que ouviam a palavra" (At 10.44). Depois dos samaritanos, agora os gentios eram incorporados à igreja. A manifestação visível intencionava autenticar a conversão deles perante as autoridades da igreja como havia acontecido em Samaria. Imagine agora o nó que estava na cabeça de Pedro e dos outros Apóstolos que nunca imaginaram que a salvação seria para todo o mundo. Este não é um terceiro Pentecostes, é o batismo do Espírito a que todos os crentes têm direito e recebem quando se convertem, exatamente como aqueles homens e receberam o Espírito enquanto ouviam a palavra pregada. Uma coisa está por demais clara no texto: não houve uma segunda benção. Bruner diz que o "propósito do episódio de Cornélio é ensinar a Igreja, de modo tão dramático quanto a iniciação samaritana lhe ensinara, que Deus aceita todos os homens à parte da guarda de quaisquer disposições legais, ao dar gratuitamente o dom do Espírito Santo à fé".
Nesse caso, não foi preciso esperar, pois um Apóstolo esteve no comando da obra desde o início. Algo que geralmente passa despercebido no relato conectado à conversão da casa de Cornélio é o testemunho do Apóstolo Pedro que pode ter implicações muito sérias para a doutrina da Segunda Bênção. Lucas diz que chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que os gentios haviam recebido a Palavra de Deus (Ver At 11.1). Quando Pedro chegou em Jerusalém, os defensores da circunci-são quiseram saber o porquê de ele ter se relacionado com incircuncisos (At 11.2-3). Pedro, então, lhes explicou como desde o princípio fora guiado por Deus, através da visão do lençol, onde Deus lhe mostrou que não deveria fazer acepção de pessoas, pois os gentios também estavam nos planos de Deus (At 11.4-10). Falou que o Espírito lhe mandou acompanhar os homens que vieram da casa de Cornélio a fim de buscá-lo, o qual havia recebido essa ordem de um anjo (At 11.11-13). O anjo disse a Cornélio que Pedro lhe diria palavras mediante as quais ele e a casa dele seriam salvos (At 11.14). E Pedro relata: "Quando, porém, comecei o falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como também sobre nós, no princípio. Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Pois se Deus lhes concedeu o mesmo dom que nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus?" (At 11.15-17). Algo nessa declaração de Pedro é de grande importância. Ele diz "Deus lhes concedeu (aos gentios) o mesmo dom que a nós (apóstolos) nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus". Ele diz que a
conversão dos gentios foi semelhante à conversão dos Apóstolos.


E os discípulos de Éfeso?
Este incidente está descrito em Atos 19.1-7. Paulo, em sua terceira viagem missionária, encontrou alguns discípulos na cidade de Éfeso. Paulo logo lhes perguntou se eles haviam recebido o Espírito Santo quando creram. Isso já é suficiente para perceber que Paulo vincula o recebimento do Espírito Santo com o ato de crer. O Apóstolo achou que havia algo estranho naqueles homens, e logo a sua suspeita veio a se confirmar. Eles responderam: "Espírito Santo? Nem sabemos quem é este?" Eram discípulos de João Batista e não conheciam a verdade plena a respeito de Jesus. Provavelmente foram ensinados por Apolo, o qual passou um tempo em Éfeso ensinado a respeito das verdades fundamentais do Evangelho, o próprio Apolo precisou ser ensinado pois conhecia apenas os ensinos de João Batista (Ver At 18.24-28). É difícil imaginar que aquelas pessoas fossem realmente convertidas. Não sabiam que Jesus já tinha se manifestado, e nada sabiam sobre a vinda do Espírito Santo. Não eram convertidos, mas tornaram-se com a pregação de Paulo e receberam o Dom do Espírito Santo no mesmo instante. Portanto, o que aconteceu neste episódio, longe de ser uma segunda bênção, confirma que o Espírito Santo é dado no momento da fé. Eles haviam mudado sua forma moral de agir pois era isso que João pregava mas estavam nos "confins da terra" ainda não tinham tido acesso a verdade em sua forma plena até aquele momento.
TODOS BATIZADOS EM UM ESPÍRITO
Podemos ver os ensinos normativos sobre o batismo com o Espírito Santo registrados nos escritos do Apóstolo Paulo, pois em muitos textos Paulo trata doutrinariamente dessas questões. Em 1Coríntios 12.13 O Apóstolo fez uma declaração muito importante para a consideração desse assunto: "Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito". Para entendermos bem o que Paulo está querendo dizer nesse versículo, precisamos considerar todo o capítulo 12 de 1Coríntios, pois nesse capítulo, Paulo concentra seu ensino a respeito dos dons espirituais. Seu ponto alto é que embora os dons sejam variados, se manifestando de várias formas, há apenas um originador deles que é o Espírito Santo. Paulo diz: "Ora os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo" (v.4). Entre os versos 8-10 ele exemplifica alguns dons que podem ser dados à igreja visando a edificação, entretanto enfatiza: "Um só e o mesmo Espírito realiza todas estas cousas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente",
Ou seja, ele está querendo demonstrar a unidade da igreja em meio à diversidade de dons, exatamente porque todos esses dons são concedidos pelo mesmo Espírito. É isso que ele enfatiza no verso 13. ao dizer algo como: "Somos diferentes tanto em serviços, como em dons e até mesmo em raça, mas numa coisa todos nós crentes somos iguais: todos
fomos batizados pelo mesmo Espírito, portanto somos um mesmo corpo". Certamente a referência do Apóstolo ao batismo" nesse texto nada tem a ver com o batismo com água, e nem mesmo com o que aconte- ceu no dia de Pentecostes, pois nem Paulo nem os coríntios estavam presentes naquele dia. Mas, então, quando Paulo e todos os crentes da cidade de Corinto foram batizados? Nenhuma outra resposta pode ser coerente a não ser: No dia da conversão deles. Não havia duas classes d
e crentes dentro da igreja de Corinto. Todos os que pertenciam ao corpo de Cristo foram batizados com o Espírito Santo.

Conclusão: buscando o que já tem?
Uma grande confusão tem sido causada nas igrejas por líderes que ensinam a necessidade de uma segunda obra da graça. Por todos os lados podemos ver a frustração e o desapontamento na vida de muitos que ainda não conseguiram chegar a esta segunda bênção. O problema é que, quando alguém acha que precisa buscar algo que não tem, certamente deixa de dar importância ao que já tem. Ora todos os crentes já possuem a obra da graça em suas vidas e também os meios para alcançar a verdadeira santidade, mas literalmente abandonam o pássaro na mão para perseguir os que estão voando. Deixam de valorizar o que Deus já lhes deu para buscar aquilo que não existe. Desta forma, rejeitam o maior dom que Jesus nos deu, que foi a vinda do "outro" Consolador.

O Senhor nos Ilumine. Amém.

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Mas Que é Fruto do Espírito?



O Fruto do Espírito



Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22,23).
22. Mas o fruto do Espírito. Justamente como havia condenado toda a natureza humana como nada produzindo senão frutos nocivos e indignos, agora nos diz que todas as virtudes, todas as boas e bem ordenadas afeições procedem do Espírito, ou seja, da graça de Deus e da natureza renovada que recebemos de Cristo. Como se houvera dito: “Nada, senão o mal, procede do homem; nada de bom pode proceder senão do Espírito Santo”. Pois ainda que às vezes surjam nos homens não regenerados notáveis exemplos de nobreza, fidelidade, temperança e generosidade, o fato é que não passam de marcas ilusórias. Curio e Fabricio foram famosos por sua coragem; Cato, por sua temperança; Scipio, por sua bondade e generosidade; Fabio, por sua paciência. Mas tudo isso era apenas aos olhos dos homens e como membros da sociedade. Aos olhos de Deus, nada é puro senão o que procede da fonte de toda a pureza.
Não tomo alegria, aqui, no sentido de Romanos 14:17, mas como aquele bom humor [hilaritas] para com nossos companheiros, o qual é o posto de melancolia. é usada para verdade, e é contrastada com astúcia, engano e falsidade. Paz contrasto com rixas e contendas. Longanimidade é a suavidade da mente, a qual nos dispõe a levar tudo com otimismo, não permitindo a suscetibilidade. O restante é óbvio, pois a condição da mente se abre a parte de seu fruto.


Pode-se perguntar, porém, que juízo formaremos dos perversos e idólatras que, não obstante, exigem extraordinária semelhança de virtudes. Pois pelo prisma de suas obras parecem espirituais. Eis minha resposta: nem todas as obras da carne despontam numa pessoa carnal; mas sua carnalidade é exibida por um ou outro vício; assim como uma pessoa não pode ser tida como espiritual pelo prisma de uma única virtude. Às vezes se fará óbvio à luz de outros vícios que a carne reina em tal pessoa; e isso é facilmente visto em todos aqueles a quem mencionamos.


23. Contra tais coisas não há lei. Há quem entenda isso como significando simplesmente que a lei não é dirigida contra as boas obras, visto que das boas maneiras têm emanado boas leis. Mas a intenção de Paulo é mais profunda e menos óbvia, ou seja: onde o Espírito reina, a lei não mais exerce qualquer domínio. Ao modelar nossos corações segundo sua própria justiça, o Senhor nos liberta da severidade da lei, de modo que não trata conosco segundo o pacto da lei, nem obriga nossas consciências sob sua condenação. Não obstante, a lei continua a exercer seu ofício de ensinar e exortar. Mas o Espírito de adoção nos livra da sujeição a ela devida. Paulo, pois, ridiculariza os falsos apóstolos, os quais forçavam a sujeição à lei, mas que ninguém estava mais ansioso do que eles para livrar-se do jugo dela. Paulo nos diz que a única forma pela qual isso se faz possível é quando o Espírito de Deus assume o domínio. À luz desse fato, segue-se que eles não se preocupavam com a justiça espiritual.


João Calvino, Extraído do comentário de Gálatas de João Calvino

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ele voltará prepare-se

Você pode ate viver sem Cristo mas será horrível morrer sem ele...Renda-se a ele e entregue o seu coração neste instante.

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sábado, 20 de junho de 2009

Igreja Católica x Igreja Ortodoxa Parte I

Mais uma exclusividade Plugados com Deus. Você sabe de onde veio a Igreja católica? e a Igreja Ortodoxa Grega? Por que essas igrejas se dividiram? Saiba desde o fundamento da Igreja até os dias atuais. Vale a pena

Historia das Religioes Igreja catolica romana x Igreja ortodoxa grega

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Criatura ao invés do Criador

De acordo com e esquema do livre-arbítrio, o Senhor tem boas intenções, mas precisa aguardar como um servo, a iniciativa de sua criatura, para saber qual é a intenção dela. Deus quer o bem e o faria, mas não pode, por causa de um homem indisposto, o qual não deseja que sejam realizadas as boas coisas de Deus.



O que os senhores fazem, senão destronar o Eterno e colocar em seu lugar a criatura caída, o homem? Pois, de acordo com essa teoria, o homem aprova, e o que ele aprova torna-se destino. Tem de existir um destino em algum lugar; ou é Deus ou é o homem quem decide. Se for Deus Quem decide, então Jeová se assenta soberano em seu trono de glória, e todas as hostes Lhe obedecem, e o mundo está seguro. Em caso contrário, os senhores colocam o homem em posição de dizer: "eu quero" ou "eu não quero". "Se eu quiser, entro no céu; se eu quiser, desprezarei a graça de Deus. Se quiser, conquistarei o Espírito Santo, pois sou mais sou mais forte do que Deus e mais forte que a onipotência. Se eu decidir, tornarei ineficaz o sangue de Cristo, pois sou mais poderoso que o sangue, o sangue do próprio filho de Deus. Embora Deus estipule seu propósito, me rirei desse propósito; será o meu propósito que fará o dEle realizar-se ou não" Senhores, se isso não é ateísmo é idolatria; é colocar o homem onde Deus deveria estar.
Eu me retraio, com solene temor e horror diante dessa doutrina que faz a maior das obras de Deus – a salvação do homem - depender da vontade da criatura, para que se realize ou não. Posso e hei de me gloria neste texto da palavra, em seu mais amplo sentido: "Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia"(Rm 9.16).

Charles H. Spurgeon

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terça-feira, 16 de junho de 2009

Adoração extravagante e outras afrontas ao primeiro mandamento

Continuando nossos estudos nos Dez mandamentos de forma contextualizada para os nossos dias.
R: "O primeiro mandamento é: 'não terás outros deuses diante de mim' e exige de nós conhecer e reconhecer a Deus como único Deus verdadeiro e nosso Deus; e como tal adorá-lo"(Êx 20.3; 1Cr 28.9; Dt 26.7; Mt 4.10; Sl 95.6; 29.2)


O Singular Deus Verdadeiro


O Povo de Israel estava rodeado de povos pagãos que adoravam um multidão de deuses (politeísmo). Ao contrário dos outros povos, Israel era monoteísta, isto é, adorava um único Deus. Alguns estudiosos de metodologia naturalista afirmam que Israel também seguiu outros deuses, vindo a adotar o Monoteísmo posteriormente. É claro que não isto não passa de suposição. O próprio relato bíblico demonstra que Israel já nascera crendo em um único Deus.

Uma vez que Abraão, que antes era pagão(Cf. Js 24. 2, 3), fora ordenado deixar a sua terra, o Senhor apareceu a ele e ele passou a invocar o nome do Senhor (Gn 12.8). O Gênesis relata que, aquilo que era tido como deuses (o sol, a lua, as estrelas e os animais. Genesis 1), fora criado pelo Deus dos Céus. Não preciso aqui, novamente, expor a necessidade da existência de um único Deus, o Deus da Bíblia. Mas apenas pôr o mandamento dentro de seu contexto. É isto que o Primeiro Mandamento exige de nós:


1) Conhecer este Deus único e verdadeiro, o que implica muito mais do que apenas uma atividade intelectual; é uma atividade relacional fundamentada na verdade revelada nas Escrituras, não nas emoções e experiências.

2) reconhecer a Deus implica em dispor-se a si mesmo num "consciente e fervoroso" ato de obediência a tudo que Ele ordenou e repudiar ao que Ele proibiu. Este ato conduz-nos à compreensão de quem seja Deus: Senhor, Salvador e Rei sobre todos. Assim, reconhecer a Deus é entrar na relação Criador e Criatura.

3) Correta Adoração é decorrente dos outros dois princípios. Ora, conhecer e recohecer a Deus como único e verdadeiro Deus leva-nos a adorá-lo corretamente. Jesus ensinou que isto é vida eterna (João 17.1 - 5). A atitude existente aqui é de Adorado e Adorador, sendo o Adorado Aquele quem diz como o adorador deve Dele se aproximar.

O Rev. Onézio escreveu: "O culto, porém, em Israel não se expressava como o povo o queria e o desejava, mas como Deus o estabeleceu e o requer. Culto é o serviço do servo; portanto, tem de ser conforme as normas e a vontade de seu Senhor, que o planejou em seus mínimos detalhes. Não é o servo que coloca Deus diante de si e escolhe o que lhe é bom, conveniente e agradável; Deus é quem convoca o redimido ao culto, à adoração e ao louvor e determina a postura e comportamento litúrgicos do adorador na sua soberana, augusta e santa presença"(BCW, p. 89).


Esse mandamento cabe não apenas para quaisquer ídolos pedra ou madeira  mas para as outras coisas que se poe entre nós e nosso Deus, como fama, dinheiro,poder, família, amigos, futebol, sexo... a lista é imensa tanto quanto o é nossos torpes pensamentos. Qualquer coisa que toma o primeiro lugar na sua vida é seu deus. A Bíblia é bem clara: Não terás outros deuses diante de mim!




Enfim, numa época em que as pessoas se apaixonam por Deus e tem uma  adorção extravagante, o Primeiro Mandamento nos livra não apenas dos falsos deuses, mas também nos põe em nosso lugar de criaturas, deixando Deus ser Deus.

Deus nos livre de tamanho pecado e nos ilumine.
Amém
Equipe Plugados com Deus

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Retrato da Decadência Inglesa

Este é o sinal absoluto da total decadência do Ocidente, risível até para os padrões mais grotescos que nós mesmos produzimos! Observe, prezado leitor: Numa terra que se diz ´cristã´, em nome do ´politicamente correto´, se alguém se dispuser a dizer, em qualquer rua de Londres, que a a Bíblia é a Palavra de Deus e uma fonte de sabedoria e fortaleza para o homem moderno, por exemplo, é imediatamente proibido. Observe bem as palavras que expus. Não precisa você retirar ou acrescentar coisa alguma, somente tais palavras!! O indivíduo é prontamente proibido de falar, é preso, vai para uma delegacia e pode pagar uma multa grande!! Muçulmanos são conhecidos por fazerem passeatas, encontros ao ar livre, protestos de diversas formas (inclusive com queima de bandeiras) e até de pregar a destruição do Ocidente... tudo isto em Londres! Silêncio absoluto das autoridades. Ciclistas andam nus, não se importando em seu "protesto" se há crianças nas ruas (as ruas são públicas, e é por isto que deve haver ´pudor´), homens, mulheres, jovens... E, além do mundo inteiro noticiar, alguns veículos até fazendo menção do "show de democracia" lá visto, os próprios londrinos parecem ´achar engraçado´ uma passeata que difame, denigra e vitupere, não somente a essência do que os londrinos são, mas toda a cultura ocidental de uma maneira geral. É absolutamente lamentável que uma nação com as fortes marcas históricas cristãs seja tão grotescamente paradoxal como a Inglaterra vem demonstrando ser. Lamentável... Londres cospe e vira o rosto para sua própria tradição e, o pior, ri com tudo isso.
Em Cristo Jesus,

Pr. Artur Eduardo

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sábado, 13 de junho de 2009

Números - Serpente, Rocha e Vara


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 Esta é a continuação de estudos de Cristo no Pentateuco .temos em foco o livro de Números. na parte final do post há um link para o estudo anterior. Bom deleite!
A Rocha e a Vara No capítulo 20 de Números temos a his­tória de como o povo, passando na sua peregrinação por um tempo do provação, em vez de contar com a suficiên­cia do Senhor e a Sua fidelidade, levantou-se em rebelião, con­tendendo com Moisés.
Este, com Aarão, lançou-se sobre o seu rosto diante da porta da tenda da congregação aparecendo-lhes então a glória do Se­nhor. E o Senhor falou com Moisés, dizendo: «Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Aarão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, e dará a sua água» (ver. 8). Em seguida Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha sido ordenado, e com Aarão, ajuntou a congregação diante da rocha, mas então, em vez de falar à rocha como lhe foi ordenado, falou asperamente ao povo e, em seguida, levantando a sua mão, feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saíram dela águas copiosíssimas, de sorte que bebeu o povo e os animais.
Tanto a rocha como a vara falam-nos aqui de Cristo, ainda que de modos diversos.   Acerca da rocha lemos em 1 Coríntios 10:4:   «Beberam da rocha espiritual que os seguia; e a rocha era Cristo». Isto pois é claro:a rocha era CristoCristo ferido por­ nós. Enquanto a vara que Deus mandou a Moisés tomar, é preciso notarmos que não foi a sua vara a vara de autoridade a vara de poder.   Com essa êle já uma vez feriu a rocha em Êxodo 17. A vara, pois, que o Senhor lhe ordenou que tomasse consigo foi a vara de Aarão, a vara do sacerdote, e com esta uma palavra já era o bastante para trazer a benção sobre o povo. É claro que essa vara não era para ferir e sim falar da graça divina pelo sacerdote escolhido.
A Serpente de Metal-  No capitulo 21 do nosso livro lemos de como na sua peregrinação o povo de Israel ia rodear a terra de Edom, e nessa altura  o povo se tornou impaciente (como sempre) e começaram a falar contra Deus e contra Moisés, o texto hebraico fala-nos que Murmu­raram amargamente contra Deus. E o Senhor logo julgamento a este pecado Números 21:6  6 Então, o SENHOR mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel.  
A Ser­pente foi a resposta e julgamento às murmurações do povo; O carácter grave desta questão revela-se no fato das murmurações se derivarem não das cir­cunstâncias do povo, que já estavam vindo de uma vitória (vide números 21:3), mas do mal que havia nos seus corações. O mal vinha do dentro ; era o efeito da mordedura do pecado, da Serpente. Sofrendo já a consequencia da maldade dos seus corações, eles confessaram o seu pecado e pediram que Moisés orasse por eles ao Senhor. 
Foi esse o momento para a graça divina se manifestar no meio do povo. Quando Israel murmurou(reclamaram de Deus mesmo este lhes dando vitória e lhes abençoando em tudo) a resposta foram as mordeduras das serpentes ardentes (serafs em hebraico); quando confessou, foi a graça divina que lhes respondeu. A mesma serpente que foi o motivo da sua miséria foi também o meio da sua salvação e benção.
 A serpente levantada por ordem do Senhor, sobre a aste era a imagem daquilo que seu pecado havia produzido: O mal e a morte.
O Senhor Jesus nos apresenta este caso como sendo simbólico da salvação e vida nova que os homens haviam de achar n'Ele. Disse Ele : João 3:14-15  14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,  15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
A primeira vista parece-nos bastante estra­nho achar na serpente levantada uma figura de Jesus, mas as palavras do  apóstolo Paulo explica-nos tudo. Diz êle : 2 Coríntios 5:21 -  21 Aquele que não conheceu pecado, ele (DEUS) o fez pecado por nós;
  Não temos aqui o pensamento da expiação, como se nos apresenta em Cristo como sendo o Cordeiro de Deus, mas sim o da condenação absoluta, na cruz de Cristo, do pecado na carne Romans 8:3   3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, Graças a Deus, o Senhor Jesus na cruz tratou da questão do nosso pecado de um modo absoluto e completo. Não só tratou de tirar os frutos mas de cortar a árvore pela raiz. Na serpente de metal sobre a aste o israelita via uma figura daquilo que tinha feito todo o mal, — mas agora estava morta.
Assim pensando em Cristo feito pecado por nós sobre a cruz, e do como o pecado na carne foi ali condenado, alegramo-nos em ver que tudo quanto somos por natureza como filhos de Adão, tem vindo sob a nossa condenação na cruz foi pago  João 19:30  30 Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. Romanos 6:6  6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;
A resposta de Deus a toda à nossa ruína e rebelião é esta manifestação do Seu amor e graça no dom do Seu Filho, e a morte deste, pela qual, crendo, alcan­çamos a vida eterna. Romanos 6:11   11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Romans 6:4   4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.
Deste modo, seremos efetivamente livres de toda a murmuração e seremos antes preparados para darmos graças por todas as coi­sas a nosso Deus e Pai em nome do nosso Senhor Jesus Cristo (Efés. 5:20).
Continua no próximo estudo
Caso tenha perdido estudo anterior clique aqui.

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Apóstolos? Que apóstolos?


Não sei qual é realmente o sentido de ter um título de apóstolo, os obreiros não podem simplesmente serem pastores, missionários, evangelistas, presbíteros, ou apenas irmãos eles precisam, tem necessidade de ser uma exceção em nosso debilitado meio evangélico.
Bem, os escritos dos apóstolos foram considerados aquilo que nós chamamos de Cânon do Novo Testamento, se o apóstolo tinha autoridade e divina inspiração pelo Espírito de Deus para escrever a Bíblia imagino que os tais apóstolos de hoje devem ao menos conhecê-la.
Em Atos dos apóstolos "do primeiro século", quando tiveram que procurar um substituto para o apóstolo Judas, a exigência era que fosse necessário que escolhessem alguém que foi testemunha da ressurreição de Jesus e que tivesse andado com Jesus (cap. 1:21-22), então escolheram Matias para substituir a Judas, mais ainda em Atos quando morre o apóstolo Tiago ( Cap. 12:2 ) não se ouve falar que buscaram um substituto para Tiago. Pode ser que um desses apóstolos pergunte: Mas por que, que para Judas se procurou outro para ocupar o seu lugar? Então este precisa usar aquela regrinha da hermenêutica que manda ler o contexto (Cap. 1: 20 ), e assim entender que foi para cumprir uma profecia.
A exigência de que para ser apóstolo deveria ter andado com Jesus e ser testemunha de sua ressurreição depois do primeiro século já não pode mais ser cumprida por ninguém.
Eu, sinceramente ando muito preocupado com essa mania de se tornar apóstolo. Eles não estão sozinhos no estado de São Paulo, existe um líder renomado em Minas Gerais que se deixou ungir passando assim a ser "apóstolo".
Nós sabemos que o número dos apóstolos eram 12, um número representativo, referia-se às 12 tribos de Israel, no mundo todo existem hoje cerca de 10 mil "apóstolos", espero que não seja um número referente aos "10 mil que cairão a minha direita e eu não seria atingindo", salmos 91:7 Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido.
Espero também, como escreveu Augusto Nicodemus, que muitos desses 10 mil usem esse termo apenas no sentido de "enviado" que é o sentido básico da palavra no grego, e que não estejam mesmo ( por pura vaidade e vontade de fama ) se igualando aos 12 apóstolos e a Paulo.

Fonte:Alan C. Corrêa

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Darwinismo hoje - Dr. Paul Nelson/ Partes 6 e 7/7



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quarta-feira, 10 de junho de 2009

A história das Coisas


Video bastante visto pela internet sobre a loucura do consumismo desenfreado. Vale a pena ver e refletir sobre o tema.

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Aos Semeadores de Hoje

Uma palavra para os semeadores de hoje
Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos. Alguns andam a vida toda, aprendem línguas diferentes, estudam culturas distantes, escrevem projetos, sempre mais um lugar a chegar.
O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.
Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante.  Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto não desistimos, olhando sempre para o horizonte a frente e trazendo à memória o que pode nos dar esperança.
Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor.
Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos aquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente.
Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.
Andar e chorar é cumprir a missão. Se você tem feito isto, louve a Deus por esta oportunidade. É um grande privilégio. Um dia você voltará...
Rev. Ronaldo Lidório

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terça-feira, 2 de junho de 2009

Darwinismo hoje - Dr. Paul Nelson/ Partes 3, 4 e 5/7



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segunda-feira, 1 de junho de 2009

95 Teses de Lutero

 Porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, onde Lutero afixou as 95 teses, em 31 de outubro de 1517.
Eis o documento que deu a origem no movimento da reforma leia as 95 teses de Lutero.


Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.
Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
 
1ª Tese
Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª Tese
E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª Tese
Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª Tese
Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª Tese
O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese
O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
7ª Tese
Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
8ª Tese
Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese
Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema
10ª Tese
Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese
Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
12ª Tese
Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese
Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese
Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese
Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese
Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese
Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese
Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese
Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
20ª Tese
Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
21ª Tese
Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
22ª Tese
Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese
Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
24ª Tese
Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese
Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese
O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese
Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese
Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese
E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.
30ª Tese
Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese
Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese
Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese
Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese
Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
35ª Tese
Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese
Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese
Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese
Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
39ª Tese
É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese
O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
41ª Tese
É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.
44ª Tese
Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.
46ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada
48ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.
52º Tese
Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
53ª Tese
São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese
Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.
55ª Tese
A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese
Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.
57ª Tese
Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese
Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.
59ª Tese
São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese
Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese
Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.
62ª Tese
O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese
Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese
Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese
Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese
Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese
As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese
Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese
Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-
70ª Tese
Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.
71ª Tese
Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
72ª Tese
Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
73ª Tese
Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese
Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.
75ª Tese
Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.
78 ª Tese
Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.
77ª Tese
Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.
78ª Tese
Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.
79ª Tese
Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
80ª Tese
Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.
81ª Tese
Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.
82 ª Tese
Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?
83ª Tese
Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?
84ª Tese
Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?
85ª Tese
Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?
86ª Tese
Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?
87ª Tese
Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?
88ª Tese
Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.
89ª Tese
Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?
90ª Tese
Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese
Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese
Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.
93ª Tese
Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.
94ª Tese
Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.
95ª Tese
E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

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