sexta-feira, 31 de julho de 2009

Comentário 1 joao parte 1


Comentário 1 joao parte 1 no Yahoo! Vídeo


caso nao consiga visualizar esse video atualize seu flash player clique aqui

Continue lendo >>

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Márcio de Souza: Os levitas e o “parabéns pra você”

Márcio de Souza: Os levitas e o “parabéns pra você”

Você já percebeu qual a qualidade da nossa música evangélica? Ainda não, pois quando você atualizar seu repertório vai se decepcionar e muito. As versões para o português já encheram a cabeça. Sempre as mesmas coisas, exploram Michael W. Smith ao extremo, o cara deve viver de orelha quente lá na casa dele.

Já não surge um camarada como Sérgio Pimenta, Janires, Asaph, essa galera ta em extinção. Músicas que toquem ao coração, nem pensar. O negócio hoje é sacudir a massa ou ficar rindo o tempo todo na unção do anjo da risada.

O misticismo tomou conta de nossos compositores que só cantam coisas complexas aos ouvidos de quem quer curtir boa música. São os quatro seres viventes para cá, a entronização do trono de Deus para lá, é a corsa pulando para cá, o leão rugindo pra lá, uma zorra total.

Estava analisando a falta de criatividade e inspiração dos caras e cheguei a conclusão de onde está o erro. Ele está no fechamento da igreja para a boa música. Já faz tempo que a igreja instituiu o discurso que diz “levitas não podem ouvir música mundana” a pergunta é por quê? Se não podem ouvir música mundana, na hora do “Parabéns para você” eles devem se retirar e recusar profanar o santo oficio do levita.

O problema do referencial evangélico é que devido ao surgimento das adorações (extravagantes, ousadas, dos quatro seres...) ficou esquecido o legado dos grandes artistas cristãos. Daí a turma não teve alternativa a não ser debandar e ouvir os chamados e temidos “músicos seculares”.
Tenho uma opinião sobre isso. Pode até existir música profana, mas sustentar isso generalizando seria ignorar grandes obras primas da música como “Nessun dorma” de Puccinni, canção da América de Milton nascimento e uma série de outras canções que mexem com nosso ser. Há muita coisa bizarra na música secular, assim como há na gospel, mas tenhamos bom senso!

Continue lendo >>

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Veja Quantas pessoas nascem e morrem no mundo todo!

Este interessante site nos mostra quantas pessoas nascem e morrem no mundo a cada segundo, também nos mostra as emisões de Co2 por país. Um estrela representa um nascimento e um ponto preto a morte. No Brasil até o momento desta postagem uma pessoa nascia a cada 8 segundos e emitimos 1000 ton de co2 a cada minuto. Vale a pena acessar. Clique aqui

Continue lendo >>

domingo, 26 de julho de 2009

Entendendo Quem É Satanás

"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário,
anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém
para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos
iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade
espalhada pelo mundo." 1 PEDRO 5.8,9

Perguntas dessa seção:
•    Em Isaías 45.7, Deus diz: "Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal". Por que ele criou Lúcifer?
•    A Bíblia diz que todo poder é dado por Deus. Como então podemos explicar o poder que Satanás e homens como Hitler tiveram no passado?
•    Satanás recebeu o poder de domínio sobre a terra até a volta de Jesus?
•    À luz da soberania de Deus, qual deveria ser a atitude ou resposta do cristão quando ele ou ela está sujeito aos ataques de Satanás?
•    O diabo pode ler a minha mente?

  • Por que falamos de Satanás em termos tão cômicos como um homem vestido numa roupa vermelha com um forcado na mão quando, na realidade, ele é o inimigo de nossas almas?

     

     
Em Isaías 45.7, Deus diz: "Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal". Por que ele criou Lúcifer?
Deixem-me primeiro comentar o texto. Esse é um dos textos mais mal compreendidos da Bíblia. Parte do problema está no inglês elizabetano encontrado na versão antiga King James. A outra parte do problema está na tradução do hebraico. O hebraico tem cerca de sete palavras distintas que podem ser traduzidas pela palavra mal em português. Há muitos tipos dife-rentes de mal. Existe um mal moral. Há o que poderíamos chamar mal metafísico — a finitude, por exemplo. Sempre que a Bíblia fala em Deus trazendo mal sobre seu povo, é mal do ponto de vista do povo. Quando o fogo caiu sobre Sodoma e Gomorra, o povo não viu isso como uma coisa boa. Foi uma notícia má. Mas, em última análise, foi bom porque foi uma expressão do julgamento de Deus sobre a iniquidade deles. Foi uma punição realizada pela mão de Deus sobre o mal. Isso não significa que Deus fez alguma coisa errada, ou alguma coisa moralmente má visitando-os com julgamento.
Além disso, o texto de Isaías é escrito numa forma poética. Ele usa paralelismo, o padrão de poesia comum no judaísmo do Antigo Testamento. Existem tipos diferentes de paralelismo.
Um exemplo ocorre na Oração Dominical, quando Jesus diz: "não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.
Esses dois pensamentos são paralelos e basicamente sinônimos; estão dizendo a mesma coisa, apenas com palavras diferentes. Encontramos esses paralelismos com frequência nos Salmos.
Em Isaías 45, por exemplo, temos duas afirmações próximas uma da outra, que são um paralelismo antitético. O primeiro versículo diz: " Eu formo a luz e crio as trevas" (Is 45.7). Luz e trevas são opostos, são contrastes, são uma antítese um do outro. Por isso é chamado de paralelismo antitético.
A afirmação seguinte tem o mesmo tipo de antítese, mas como está formulada? "...faço a paz e crio o mal. Não parece certo, porque em nosso vocabulário, paz e mal não são antónimos. Enquanto luz e trevas são opos-tos, estes dois não são. O que o texto está dizendo é que, da mesma forma que Deus derrama boas coisas sobre esse mundo, ele também traz calamidades em seu julgamento. O texto não está falando sobre criação original. Infelizmente essa linguagem persiste nessa tradução.
Agora, por que ele criou Lúcifer? Eu não sei, mas Lúcifer não foi criado mau. Devemos nos lembrar que Lúcifer foi criado como um anjo — que posteriormente se rebelou contra o céu.

 
A Bíblia diz que todo poder é dado por Deus. Como então podemos explicar o poder que Satanás e homens como Hitler tiveram no passado?
Deus está dizendo não apenas que ele é onipotente, todo poderoso em si e por si mesmo, mas também que ele é a fonte de todo poder e de toda autoridade nesse mundo. Portanto, o próprio diabo é subordinado e dependente de Deus para qualquer poder e autoridade que ele exerça nesse mundo.
A pergunta que você está levantando não é diferente da pergunta que o profeta Habacuque fez enquanto permanecia em sua torre de vigia e se queixava contra Deus porque ele estava vendo uma nação estrangeira, conhecida por sua inexprimível crueldade, atacar e matar o povo judeu — o próprio povo de Deus. Habacuque lembrou a Deus que ele era tão puro que não podia nem mesmo contemplar a iniquidade. Como podia Deus permitir que esse poder estrangeiro, esse poder perverso fosse usado dessa maneira? Basicamente Deus respondeu o seguinte: " Espera um pouco, não usei essa nação inimiga como instrumento para punir Israel, porque Israel é mais perverso do que essa outra nação. Estou apenas fazendo uso dela para castigar meu próprio povo que tão abundantemen-te o merece. Mas essa outra nação também terá o seu castigo." Eis porque deve-nos ser muito cuidadosos ao falarmos que Deus está sempre do nosso lado. Ele pode levantar a China para punir o nosso país como um instrumento de julgamento contra nós — porque todo poder está em suas mãos.
Quando eu estava estudando na Europa na década de sessenta, embora estivéssemos vinte anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, as livrarias em Amsterdã estavam cheias de literatura sobre a Segunda Guerra Mundial. As memórias ainda eram muito vívidas e agudas para esses povos que sofreram muito mais do que nós sofremos naquela ocasião. Lembro-me de ter lido um livro que era resultado de uma divulgação de documentos secretos de arquivos e que se intitulava Hitler, the Scourge of Europe (Hitler, o Flagelo da Europa), no qual documentos particulares de Hitler foram fotocopiados e impressos. Um deles era uma inscrição antiga do seu diário que estava rabiscado com a letra do próprio Hitler: "Esta noite fiz uma aliança com Satanás." Ele não estava brincando. Houve um esforço sério de Adolf Hitler para garantir a participação ou assistência do príncipe das trevas nos programas que ele estabeleceu. Obviamente, tudo isso aconteceu debaixo da soberania de Deus. Deus teve suas razões para permitir que aquilo acontecesse em determinada ocasião, mas certamente ele reserva aquele momento no qual seu julgamento poderoso cairá sobre Satanás e sobre pessoas como Hitler, e o poder de Deus será finalmente demonstrado.

Fonte: Boa Pergunta RC sproul Cultura Cristã

Continue lendo >>

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cristo nos Livros Historicos


Cristo nos Livros Históricos


Josué
No livro de Josué temos a história da entrada do povo de Israel na terra prometida sob a direção de seu novo capitão, Josué. Moisés que era o representante da Lei, não podia introduzir o povo na terra de Canaã, pois a Lei não nos pode introduzir tão pouco na plenitude da benção do Evangelho de Cristo. Só Cristo pôde fazer isto, e neste livro que estamos considerando Josué é uma figura d'Ele, e o seu nome tem a mesma significação como o d'Ele. Josué quer dizer: «Iahweh é Salvação.» Lembremos do Novo Testamento no qual é registrado em Mateus: «Chamarás o Seu nome Jesus ; porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados» (Mat. 1:21).
O Senhor procurou animar o Seu povo a ir avante e tomar posse da terra e isto de várias maneiras.
Podemos notar :
1.    A Ordem explícita. «Levanta-te pois agora, passa este Jordão» (cap. 1:2); «Não to mandei Eu ?» (cap. 1:9).
2.    A Promessa de posse. «Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado» (cap. 1:3).
3.    A Promessa da Sua Presença. «Como fui com Moisés, assim serei contigo» (cap. 1.-5).
A Terra Prometida - A história da entrada do povo de Israel na terra de Canaã está cheia de ensino para nós cristãos. É verdade que, num sentido, Canaã é uma figura da Terra Celeste à qual desejamos como sendo a nossa pátria eterna; mas é, em primeiro lugar, uma figura da nossa herança atual em Cristo Jesus, o lugar das nossas bênçãos espirituais, que podemos já gozar pela fé e no poder do Espírito Santo.
É uma terra onde achamos o descanso pleno e perfeito em contraste com as nossas experiências como peregrinos aqui no deserto.

Deuteronômio 6:10-12 10 Havendo-te, pois, o SENHOR, teu Deus, introduzido na terra que, sob juramento, prometeu a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, te daria, grandes e boas cidades, que tu não edificaste; 11 e casas cheias de tudo o que é bom, casas que não encheste; e poços abertos, que não abriste; vinhais e olivais, que não plantaste; e, quando comeres e te fartares, 12 guarda-te, para que não esqueças o SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.

Facilmente podemos ver em tudo isto uma figura da nossa herança atual com Cristo Jesus. É Cristo que nos pôde dar o verdadeiro descanso, e podemos exclamar: "Nós os que temos crido, entramos no repouso"(Heb. 4:3). E o nosso bendito Deus e Pai nos tem abençoado com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestes em Cristo (Efes. 1:3), e também nos assegura que com Cristo nos dará todas as coisas (Rom. 8:32). Cristo tem prometido a água viva isto é Espírito Santo, a todo aquele que a procura Nele ainda mais Ele tem prometido a vitória constante e contínua contra todo o poder do mundo, da carne e do diabo àquele que aceitar seu domínio pelo poder o Espírito Santo.(Gal 5:16 1Jo 5:5; Tg 4:7)   

Uma vida vitoriosa, cheia do Espirito Santo a de poder, é o propósito de Deus para todo o cristão, e é de fato a experiência de todo àquele que permanece em Cristo (jo 15:7-11).

Isto não significa que o Senhor nos isentará de problemas e tribulações mas ele nos promete a paz. João 16:33
33 Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo
.


Não nos promete que estejamos livres de tentações e conflitos mas promote-nos a vitória por Ele mesmo.

Continua.

Continue lendo >>

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Confissão de Fé Westminster Cap VI,VII e VIII

CAPÍTULO VI
DA QUEDA DO HOMEM, DO PECADO E DO SEU CASTIGO
I. Nossos primeiros pais, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, pecaram, comendo do fruto proibido. Segundo o seu sábio e santo conselho, foi Deus servido permitir este pecado deles, havendo determinado ordená-lo para a sua própria glória.
Gen. 3:13; II Cor. 11:3; Rom. 11:32 e 5:20-21.
II. Por este pecado eles decaíram da sua retidão original e da comunhão com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado e inteiramente corrompidos em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma.
Gen. 3:6-8; Rom. 3:23; Gen. 2:17; Ef. 2:1-3; Rom. 5:12; Gen. 6:5; Jer. 17:9; Tito 1:15; Rom.3:10-18.
III. Sendo eles o tronco de toda a humanidade, o delito dos seus pecados foi imputado a seus filhos; e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza corrompida, foram transmitidas a toda a sua posteridade, que deles procede por geração ordinária.
At. 17:26; Gen. 2:17; Rom. 5:17, 15-19; I Cor. 15:21-22,45, 49; Sal.51:5; Gen.5:3; João3:6.
IV. Desta corrupção original pela qual ficamos totalmente indispostos, adversos a todo o bem e inteiramente inclinados a todo o mal, é que procedem todas as transgressões atuais.
Rom. 5:6, 7:18 e 5:7; Col. 1:21; Gen. 6:5 e 8:21; Rom. 3:10-12; Tiago 1:14-15; Ef. 2:2-3; Mat. 15-19.
V. Esta corrupção da natureza persiste, durante esta vida, naqueles que são regenerados; e, embora seja ela perdoada e mortificada por Cristo, todavia tanto ela, como os seus impulsos, são real e propriamente pecado.
Rom. 7:14, 17, 18, 21-23; Tiago 3-2; I João 1:8-10; Prov. 20:9; Ec. 7-20; Gal.5:17.
VI. Todo o pecado, tanto o original como o atual, sendo transgressão da justa lei de Deus e a ela contrária, torna, pela sua própria natureza, culpado o pecador e por essa culpa está ele sujeito à ira de Deus e à maldição da lei e, portanto, exposto à morte, com todas as misérias espirituais, temporais e eternas.
I João 3:4; Rom. 2: 15; Rom. 3:9, 19; Ef. 2:3; Gal. 3:10; Rom. 6:23; Ef. 6:18; Lam, 3:39; Mat. 25:41; II Tess. 1:9.
CAPÍTULO VII
DO PACTO DE DEUS COM O HOMEM
I. Tão grande é a distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como ao seu Criador, nunca poderiam fruir nada dele como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência da parte de Deus, a qual foi ele servido significar por meio de um pacto.
Jó 9:32-33; Sal. 113:5-6; At. 17:24-25; Luc. 17: 10.
II. O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e nele à sua posteridade, sob a condição de perfeita obediência pessoal.
Gal. 3:12; Rom. 5: 12-14 e 10:5; Gen. 2:17; Gal. 3: 10.
III. O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação por Jesus Cristo, exigindo deles a fé nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que estão ordenados para a vida o seu Santo Espírito, para dispô-los e habilitá-los a crer.
Gal. 3:21; Rom. 3:20-21 e 8:3; Isa. 42:6; Gen. 3:15; Mat. 28:18-20; João 3:16; Rom. 1:16-17 e 10:6-9; At. 13:48; Ezeq. 36:26-27; João 6:37, 44, 45; Luc. 11: 13; Gal. 3:14.
IV. Este pacto da graça é freqüentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de Testamento, em referência à morte de Cristo, o testador, e à perdurável herança, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto.
Hb. 9:15-17.
V. Este pacto no tempo da Lei não foi administrado como no tempo do Evangelho. Sob a Lei foi administrado por promessas, profecias, sacrifícios, pela circuncisão, pelo cordeiro pascoal e outros tipos e ordenanças dadas ao povo judeu, prefigurando, tudo, Cristo que havia de vir; por aquele tempo essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a vida eterna: essa dispensarão chama-se o Velho Testamento.
II Cor. 3:6-9; Rom. 6:7; Col. 2:11-12; I Cor. 5:7 e 10:14; Heb. 11:13; João 8:36; Gal. 3:7-9, 14.
VI. Sob o Evangelho, quando foi manifestado Cristo, a substância, as ordenanças pelas quais este pacto é dispensado são a pregação da palavra e a administração dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor; por estas ordenanças, posto que poucas em número e administradas com maior simplicidade e menor glória externa, o pacto é manifestado com maior plenitude, evidência e eficácia espiritual, a todas as nações, aos judeus bem como aos gentios. É chamado o Novo Testamento. Não há, pois, dois pactos de graça diferentes em substância mas um e o mesmo sob várias dispensações.
Col. 2:17; Mat. 28:19-2; I Cor. 11:23-25; Heb. 12:22-24; II Cor. 3:9-11; Luc. 2:32; Ef. 2:15-19; Luc. 22:20; Gal. 3:14-16; At. 15: l 1; Rom. 3:21-22, 30 e 4:16-17, e 23-24; Heb. 1:1-2.
CAPÍTULO VIII
DE CRISTO O MEDIADOR
I. Aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado.
Isa. 42: 1; I Ped. 1: 19-20; I Tim. 2:5; João 3:16; Deut. 18:15; At. 3:20-22; Heb. 5:5-6; Isa. 9:6-7; Luc. 1:33; Heb. 1:2; Ef. 5:23; At. 17:31; II Cor.5:10; João 17:6; Ef. 1:4; I Tim. 2:56; I Cor. 1:30; Rom.8:30.
II. O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria e da substância dela. As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a humanidade - foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem.
João 1:1,14; I João 5:20; Fil. 2:6; Gal. 4:4; Heb. 2:14, 17 e 4:15; Luc. 1:27, 31, 35; Mat. 16:16; Col. 2:9; Rom. 9:5; Rom. 1:3-4; I Tim. 2:5.
III. O Senhor Jesus, em sua natureza humana unida à divina, foi santificado e sem medida ungido com o Espírito Santo tendo em si todos os tesouros de sabedoria e ciência. Aprouve ao Pai que nele habitasse toda a plenitude, a fim de que, sendo santo, inocente, incontaminado e cheio de graça e verdade, estivesse perfeitamente preparado para exercer o ofício de Mediador e Fiador. Este ofício ele não tomou para si, mas para ele foi chamado pelo Pai, que lhe pôs nas mãos todo o poder e todo o juízo e lhe ordenou que os exercesse.
Sal. 45:5; João 3:34; Heb. 1:8-9; Col. 2:3, e 1:9; Heb. 7:26; João 1: 14; At. 10:38; Heb. 12:24, e 5:4-5; João 5:22, 27; Mat. 28:18.
IV. Este ofício o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente. Para que pudesse exercê-lo, foi feito sujeito à lei, que ele cumpriu perfeitamente; padeceu imediatamente em sua alma os mais cruéis tormentos e em seu corpo os mais penosos sofrimentos; foi crucificado e morreu; foi sepultado e ficou sob o poder da morte, mas não viu a corrupção; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos com o mesmo corpo com que tinha padecido; com esse corpo subiu ao céu, onde está sentado à destra do Pai, fazendo intercessão; de lá voltará no fim do mundo para julgar os homens e os anjos.
Sal. 40:7-8; Heb. 10:5-6; João 4:34: Fil. 2-8; Gal. 4:4; Mat. 3:15 e 5:17; Mat. 26:37-38; Luc.22:24; Mat. 27.46; Fil 2:8; At. 2:24, 27 e 13:37; I Cor.15:4; João 20:25-27; Luc. 24:50-51; II Ped. 3:22; Rom. 8:34; Heb. 7:25; Rom. 14:10: At. 1:11, João5:28-29; Mat. 13:40-42.
V. O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai. e para todos aqueles que o Pai lhe deu adquiriu não só a reconciliação, como também uma herança perdurável no Reino dos Céus.
Rom. 5: 19 e :25-26; Heb. 10: 14; Ef. 1: 11, 14; Col.1:20; II Cor.5: 18; 20; João 17:2; Heb.9:12,15.
VI. Ainda que a obra da redenção não foi realmente cumprida por Cristo senão depois da sua encarnação; contudo a virtude, a eficácia e os benefícios dela, em todas as épocas sucessivamente desde o princípio do mundo, foram comunicados aos eleitos naquelas promessas, tipos e sacrifícios, pelos quais ele foi revelado e significado como a semente da mulher que devia esmagar a cabeça da serpente, como o cordeiro morto desde o princípio do mundo, sendo o mesmo ontem, hoje e para sempre.
Gal. 4:45; Gen. 3:15; Heb. 3:8.
VII. Cristo, na obra da mediação, age de conformidade com as suas duas naturezas, fazendo cada natureza o que lhe é próprio: contudo, em razão da unidade da pessoa, o que é próprio de uma natureza é às vezes, na Escritura, atribuído à pessoa denominada pela outra natureza.
João 10:17-l8; I Ped. 3:18; Heb. 9:14; At. 20:28; João3:13
VIII. Cristo, com toda a certeza e eficazmente aplica e comunica a salvação a todos aqueles para os quais ele a adquiriu. Isto ele consegue, fazendo intercessão por eles e revelando-lhes na palavra e pela palavra os mistérios da salvação, persuadindo-os eficazmente pelo seu Espírito a crer e a obedecer, dirigindo os corações deles pela sua palavra e pelo seu onipotente poder e sabedoria, da maneira e pelos meios mais conformes com a sua admirável e inescrutável dispensação.
João 6:37; 39 e10:15-16; I João 2:1; João 15:15; Ef. 1:9; João 17:6; II Cor. 4:13; Rom. 8:9, 14 e 15:18-19; João 17:17; Sal. 90:1; I Cor. 15: 25-26; Col. 2:15; Luc. 10: 19.

Continue lendo >>

domingo, 19 de julho de 2009

Domingo, Dia do Senhor

Alguns perturbadores acusavam os cristãos de retornarem a ritos judaicos, por conta do Dia do Senhor. Calvino responde essa questão lembrando novamente que a igreja não se reune em um dia fixo por conta de algum tipo de ritualismo, mas por ser necessária certa data fixa para essas celebrações. Paulo, por exemplo, não era contrário a este dia, mas ao uso judaico.

"Não o celebramos como uma cerimônia revestida com a mais estrita religiosidade, pela qual pensamos representar-se um mistério espiritual. Pelo contrário, tomamo-lo como um remédio necessário para reter-se ordem na Igreja... Visto que para suprimir-se a superstição se impunha isto, foi abolido o dia sagrado observado pelos judeus; e como era necessário para se conservarem o decoro, a ordem e a paz na Igreja, designou-se outro dia, o domingo para este fim." (2.8.33, p.157s)

O reformador lembra que o domingo foi escolhido por ser o dia da ressurreição do Senhor, demonstrando que a realidade, da qual o sábado era apenas sombra, agora foi desvendada para os fiéis. Assim, da mesma maneira que fez com o sábado para os judeus, Calvino divide o sentido do mandamento, agora para os cristãos, em três partes.

"Em primeiro lugar, nos é outorgada sem sombras, para que por toda a vida observemos um perpétuo sabatismo de nossos labores, a fim de que o Senhor em nós opere por seu Espírito; em segundo lugar, para que cada um, individualmente, sempre que disponha de lazer, se exercite diligentemente na piedosa reflexão das obras de Deus. Então, ainda, para que todos a um tempo observemos a legítima ordem da Igreja, constituída para ouvir-se a Palavra, para a administração dos sacramentos, para as orações públicas. Em terceiro lugar, para que não oprimamos desumanamente os que nos estão sujeitos." (2.8.34, p.158, grifos meus)

Calvino também critica aqueles que entendem que o mandamento, embora não tenha suas características cerimonais, ainda tem força moral, obrigando todos os cristãos a guardarem um dia da semana de maneira semelhante ao judaísmo¹.

"Asseverando que nada mais foi cancelado senão o que era cerimonial neste mandamento, com isto entendem em seu linguajar a fixação do dia sétimo, mas remanescer o que é moral, isto é, a observância de um dia na semana. Com efeito, isto outra coisa não é senão mudar o dia por despeito aos judeus e reter em mente a mesma santidade do dia, uma vez que ainda nos permanece nos dias sentido de mistério igual ao que tinha lugar entre os judeus." (2.8.34, p.158)

Essa seção sobre o quarto mandamento se encerra com uma exortação. Não é saudável faltarmos as reuniões da igreja se desejamos manter nossa caminhada cristã sempre viva e crescente. O crente que despreza o encontro com a comunidade dos santos corre grande perigo.

"Importa manter-se, principalmente, o ensino geral: para que a religião não pereça ou enlanguesça entre nós, devem ser realizadas diligentemente as reuniões sagradas e deve dar-se atenção aos meios externos que servem para fomentar o culto divino." (2.8.34, p.159)

Continue lendo >>

sábado, 18 de julho de 2009

Confissão de Fé Westminster Cap IV e V

CAPÍTULO IV
DA CRIAÇÃO
I. Ao princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para a manifestação da glória do seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, visíveis ou invisíveis.
Rom. 9:36; Heb. 1:2; João 1:2-3, Rom. 1:20; Sal. 104:24; Jer. 10: 12; Gen. 1; At. 17:24; Col. 1: 16; Exo. 20: 11.
II. Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com almas racionais e imortais, e dotou-as de inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus corações, e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas.
Gen. 1:27 e 2:7; Sal. 8:5; Ecl. 12:7; Mat. 10:28; Rom. 2:14, 15; Col. 3:10; Gen. 3:6.
CAPÍTULO V
DA PROVIDÊNCIA
I. Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor.
Nee, 9:6; Sal. 145:14-16; Dan. 4:34-35; Sal. 135:6; Mat. 10:29-31; Prov. 15:3; II Cron. 16:9; At.15:18; Ef. 1:11; Sal. 33:10-11; Ef. 3:10; Rom. 9:17; Gen. 45:5.
II. Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma providência, Deus ordena que elas sucedam conforme a natureza das causas secundárias, necessárias, livre ou contingentemente.
Jer. 32:19; At. 2:13; Gen. 8:22; Jer. 31:35; Isa.10:6-7.
III. Na sua providência ordinária Deus emprega meios; todavia, ele é livre para operar sem eles, sobre eles ou contra eles, segundo o seu arbítrio.
At. 27:24, 31; Isa. 55:10-11; Os.1:7; Rom. 4:20-21; Dan.3:27; João 11:34-45; Rom. 1:4.
IV. A onipotência, a sabedoria inescrutável e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios, sábia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma múltipla dispensarão mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o autor do pecado nem pode aprová-lo.
Isa. 45:7; Rom. 11:32-34; At. 4:27-28; Sal. 76:10; II Reis 19:28; At.14:16; Gen. 50:20; Isa. 10:12; I João 2:16; Sal. 50:21; Tiago 1:17.
V. O mui sábio, justo e gracioso Deus muitas vezes deixa por algum tempo seus filhos entregues a muitas tentações e à corrupção dos seus próprios corações, para castigá-los pelos seus pecados anteriores ou fazer-lhes conhecer o poder oculto da corrupção e dolo dos seus corações, a fim de que eles sejam humilhados; para animá-los a dependerem mais intima e constantemente do apoio dele e torná-los mais vigilantes contra todas as futuras ocasiões de pecar, para vários outros fins justos e santos.
II Cron. 32:25-26, 31; II Sam. 24:1, 25; Luc. 22:31-32; II Cor. 12:7-9.
VI. Quanto àqueles homens malvados e ímpios que Deus, como justo juiz, cega e endurece em razão de pecados anteriores, ele somente lhes recusa a graça pela qual poderiam ser iluminados em seus entendimentos e movidos em seus corações, mas às vezes tira os dons que já possuíam, e os expõe a objetos que a sua corrupção torna ocasiões de pecado; além disso os entrega às suas próprias paixões, às tentações do mundo e ao poder de Sataná5: assim acontece que eles se endurecem sob as influências dos meios que Deus emprega para o abrandamento dos outros.
Rom. 1:24-25, 28 e 11:7; Deut. 29:4; Mar. 4:11-12; Mat. 13:12 e 25:29; II Reis 8:12-13; Sal.81:11-12; I Cor. 2:11; II Cor. 11:3; Exo. 8:15, 32; II Cor. 2:15-16; Isa. 8:14.
VII. Como a providência de Deus se estende, em geral, a todos os crentes, também de um modo muito especial ele cuida da Igreja e tudo dispõe a bem dela.
Amós 9:8-9; Mat. 16:18; Rom. 8-28; I Tim. 4: 10.
meio &   . Além dos eleitos não há nenhum outro que seja remido por Cristo, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo.
I Pedro 1:2; Ef. 1:4 e 2: 10; II Tess. 2:13; I Tess. 5:9-10; Tito 2:14; Rom. 8:30; Ef.1:5; I Pedro 1:5; João 6:64-65 e 17:9; Rom. 8:28; I João 2:19.

VII. Segundo o inescrutável conselho da sua própria vontade, pela qual ele concede ou recusa misericórdia, como lhe apraz, para a glória do seu soberano poder sobre as suas criaturas, o resto dos homens, para louvor da sua gloriosa justiça, foi Deus servido não contemplar e ordená-los para a desonra e ira por causa dos seus pecados.
Mat. 11:25-26; Rom. 9:17-22; II Tim. 2:20; Jud. 4; I Pedro 2:8.

VIII. A doutrina deste alto mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado, a fim de que os homens, atendendo à vontade revelada em sua palavra e prestando obediência a ela, possam, pela evidência da sua vocação eficaz, certificar-se da sua eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho esta doutrina fornece motivo de louvor, reverência e admiração de Deus, bem como de humildade diligência e abundante consolação.
Rom. 9:20 e 11:23; Deut. 29:29; II Pedro 1:10; Ef. 1:6; Luc. 10:20; Rom. 5:33, e 11:5-6, 10.
CAPÍTULO IV
DA CRIAÇÃO
I. Ao princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para a manifestação da glória do seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, visíveis ou invisíveis.
Rom. 9:36; Heb. 1:2; João 1:2-3, Rom. 1:20; Sal. 104:24; Jer. 10: 12; Gen. 1; At. 17:24; Col. 1: 16; Exo. 20: 11.
II. Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com almas racionais e imortais, e dotou-as de inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus corações, e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas.
Gen. 1:27 e 2:7; Sal. 8:5; Ecl. 12:7; Mat. 10:28; Rom. 2:14, 15; Col. 3:10; Gen. 3:6.
CAPÍTULO V
DA PROVIDÊNCIA
I. Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor.
Nee, 9:6; Sal. 145:14-16; Dan. 4:34-35; Sal. 135:6; Mat. 10:29-31; Prov. 15:3; II Cron. 16:9; At.15:18; Ef. 1:11; Sal. 33:10-11; Ef. 3:10; Rom. 9:17; Gen. 45:5.
II. Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma providência, Deus ordena que elas sucedam conforme a natureza das causas secundárias, necessárias, livre ou contingentemente.
Jer. 32:19; At. 2:13; Gen. 8:22; Jer. 31:35; Isa.10:6-7.
III. Na sua providência ordinária Deus emprega meios; todavia, ele é livre para operar sem eles, sobre eles ou contra eles, segundo o seu arbítrio.
At. 27:24, 31; Isa. 55:10-11; Os.1:7; Rom. 4:20-21; Dan.3:27; João 11:34-45; Rom. 1:4.
IV. A onipotência, a sabedoria inescrutável e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios, sábia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma múltipla dispensarão mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o autor do pecado nem pode aprová-lo.
Isa. 45:7; Rom. 11:32-34; At. 4:27-28; Sal. 76:10; II Reis 19:28; At.14:16; Gen. 50:20; Isa. 10:12; I João 2:16; Sal. 50:21; Tiago 1:17.
V. O mui sábio, justo e gracioso Deus muitas vezes deixa por algum tempo seus filhos entregues a muitas tentações e à corrupção dos seus próprios corações, para castigá-los pelos seus pecados anteriores ou fazer-lhes conhecer o poder oculto da corrupção e dolo dos seus corações, a fim de que eles sejam humilhados; para animá-los a dependerem mais intima e constantemente do apoio dele e torná-los mais vigilantes contra todas as futuras ocasiões de pecar, para vários outros fins justos e santos.
II Cron. 32:25-26, 31; II Sam. 24:1, 25; Luc. 22:31-32; II Cor. 12:7-9.
VI. Quanto àqueles homens malvados e ímpios que Deus, como justo juiz, cega e endurece em razão de pecados anteriores, ele somente lhes recusa a graça pela qual poderiam ser iluminados em seus entendimentos e movidos em seus corações, mas às vezes tira os dons que já possuíam, e os expõe a objetos que a sua corrupção torna ocasiões de pecado; além disso os entrega às suas próprias paixões, às tentações do mundo e ao poder de Sataná5: assim acontece que eles se endurecem sob as influências dos meios que Deus emprega para o abrandamento dos outros.
Rom. 1:24-25, 28 e 11:7; Deut. 29:4; Mar. 4:11-12; Mat. 13:12 e 25:29; II Reis 8:12-13; Sal.81:11-12; I Cor. 2:11; II Cor. 11:3; Exo. 8:15, 32; II Cor. 2:15-16; Isa. 8:14.
VII. Como a providência de Deus se estende, em geral, a todos os crentes, também de um modo muito especial ele cuida da Igreja e tudo dispõe a bem dela.
Amós 9:8-9; Mat. 16:18; Rom. 8-28; I Tim. 4: 10.

Continue lendo >>

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Evangelho para Crianças

Esses interessantes vídeos são ferramentas poderosas de evangelização para crianças e jovens podem baixar e utilizar para a glória do Reino.







Caso nao consiga visualizar o vídeo clique aqui e atualize o flash player

Continue lendo >>

No Galope da Vaca Desossada


Oseias 4:6 6 O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.
Oseias 4:12 12 O meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus.
 

Amados leitores e amigos ja ví de tudo nessa terra mas a cada dia piora mais a quantidade de heresias e vaidades pessoais...leiam esse relato e tirem suas conclusões

bOm ja entrei faz um tempinhO nessa cOmu mas nunk parei pra conversar com o pessOal daki...


eu recebi a Unção do NovilhO anO passadO juntO com mais 3 amigas do Ministério de Dança Profética!!!


Eu ja havia pedidO essa unção para o SenhOr por gostar muito da música "4 seres" do Filhos do Homem e nem sabia q Ana Paula Valadão ja havia recebidO...não tinha conhecimento sobre essa unção,até q recebi em sonhO a visãO do derramar da unção sobre as 4!


EU AMO A UNÇÃO DO NOVILHO q Deus me deu,ela simplesmente é fascinante.Eu sinto muita força nas pernas e não sintO cansaço pra dançar,além de dar passOs inacreditáveis e até impossíveis pra mim mesma em "estado natural",e sem contar o Olhar que é muitO marcante!!!(*me arrepiei todinha...ALELUIA!)


Mas percebi que conversandO com as outras meninas elas tinham uma dúvida q tbm tinha,as vezes sentiamos q ja não eram os mesmOs movimentos,parecia q estavamOs a agir inconscientemente como a unção da outra e achavamos q ja estavamos pecando por "imitar" a outra mesmo q involuntariamente!


Até q parei para ler Apocalipse e Ezequiel 1:10 e pedi OrientaçãO ao Senhor e consegui entender...é o seguinte:


A cada um é dada uma unção, do Novilho, do Leão, do Homem e da Águia e essa unção individual é a q mais transparece em cada pessOa MAS...como a unção é DOS QUATRO SERES VIVENTES,na Bíblia está escritO q os 4 seres viventes possuem 4 rostos então terá vezes q pode-se chorar como o homem,rugir como o leão e voar como a águia mesmo tenho o NovilhO como "unção principal",como eu tenhO!^^"


No casO só há 1 unção com seus 3 complementos!
\o/ 4 em 1!!!


fala sériO gente...Deus é muito MAS MUITO CRIATIVO!
xD~


é por issO q amO esse Deus de maravilhas,de mistérios,de pOder e autoridade e que usa as cOisas lOucas ao olhos humanos só pra te mOstrar q Ele PODE!


trecho de post na comunidade UNÇÃO DOS QUATRO SERES, no Orkut. O grupo tem 1.620 participantes.

Continue lendo >>

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Verdadeiro Evangelho

por Paul washer.



Caso não consigua visualizar o vídeo atualize seu flash player clique aqui

Continue lendo >>

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cristo no Pentateuco- Deuteronômio

Continuação da série Plugados com Deus Cristo no Pentateuco.

No livro de Deuteronômio vemos o povo de Israel como que na fronteira da terra prometida e temos os últimos conselhos que Moisés lhe deu em vista da sua próxima entrada em Canaã.

O livro contém um resumo da peregrinação do povo no deserto que teve uma importância especial pois por ele o povo pôde ver, como nós também agora vemos, o domínio que Deus fez acerca de tudo, e como Ele desejava que as lições do deserto lhes resultassem em sabedoria e instrução para o futuro quando já estivessem na sua herança.
Moisés — Entre todas as celebridades do Velho Testamento Moisés se destaca como sendo a maior. Era profeta, legislador, historiador e governador, tudo ao mesmo tempo; é provável que em toda a história do mundo nenhum nome tenha movido tanto a qualquer nação como o dele.
Em parte alguma o caráter de Moisés brilha com tanto fulgor e dignidade como neste livro de Deuteronômio. Vemo-lo no fim da sua longa vida, conservando ainda todo o seu vigor, despedindo-se do povo que ele tinha suportado com tanta paciência, salvo a única exceção (Num. 20:10-12) devido à qual foi impedido de ter o privilégio de conduzir o povo para dentro da terra prometida. Mas não vemos que houvesse o menor rancor no seu espírito contra eles; pelo contrário alegrava-se na perspectiva deles entrarem na terra sob o comando de Josué.
No livro em foco Moisés relata as peregrinações e a desobediência do povo de Israel e recapitula aos seus ouvidos a Lei. Esta lhe havia sido dada havia uns quarenta anos no monte de Sinai, visando então, de um modo especial, a condição do povo no deserto; agora foi-lhe recapitulada com referência especial à sua vida em Canaã. Esta recapitulação tinha um caracter exortatório e elucidativo e dava uma força especial e preeminência ao caráter espiritual da lei e ao seu cumprimento; havia nela o desenvolvimento da organização religiosa, judicial, política e civil, devia ser o fundamento da vida e bem-estar do povo na terra prometida.
Mas o quinto livro da Bíblia também é um livro profético Moisés é chamado profeta e neste livro vemo-lo falando como tal. O seu último grande cântico é incontestavél-mente profético e, sendo devidamente compreendido, ajuda muito na compreensão da toda a Palavra profética. O que está para vir sobre a nação da Israel, tanto maldição como benção, tudo foi previsto por Moisés. A sua última mensagem foi uma mensagem de benção. Esse servo fiel de Jeová, a quem foi dado o ministério da Lei, que, em virtude do caráter e natureza do homem, opera só a ira e a maldição, findou o seu testemunho na terra falando de benção.
A Obediência — Neste livro de Deuteronômio Moisés dirige-se a todo o povo e insiste na necessidade e dever de obediência da parte deles. A obediência é como a nota tônica deste livro como é também a base de gozo e da benção na vida cristã. Este livro frisa mais do que outro qualquer na Bíblia a bem-aventurança que resulta da obediência. Vejamos que aqui não é exigido dinheiro ou coisas do tipo como é feito hoje mas sim que sejam fiéis. «Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias! para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos para sempre!» (cap 5:29). Nestas palavras vemos o desejo do coração de Deus pelo Seu povo, mesmo no meio dos terrores do Sinai. Repetidas vezes foi-lhes dito que essas leis eram para o seu perpétuo bem (Cap 6.24). Ainda mais, foi-lhes declarado claramente que essa obediência era exigida não para que chegassem a ser o povo de Deus e alcançassem assim o Seu favor, mas sim porque já eram povo Seu. Eram chamados à obediência exatamente por ser um povo remido, os escolhidos, os predestinado pelo Senhor, não por qualquer esforço pessoal porque logicamente não conseguiriam. E foi-lhes dito ; «Povo santo és ao Senhor teu Deus».,, «o Senhor teu Deus te escolheu»,.. «O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós ereis menos em número do que todos os povos: mas porque o Senhor vos amava, o para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão... Guarda pois os mandamentos e os estatutos e os juizo que hoje te mando fazer» (cap. 7:8-11). O motivo para obediência encontrava-se no amor e misericórdia de Deus somente.
Como que isso é importante para nós hoje em dia! Quantos são os que pensam que tem de ganhar a salvação das sua alma através de dinheiro ou quaisquer outros esforços próprios tudo que não for por graças é por obras e por obras ninguém é justificado. Ele redime-nos da escravidão do pecado e do mundo para podermos viver, em novidade de vida, praticando as boas obras e guardando a sua Lei, não para sermos salvos ou conseguir alguma benção especial mas porque somos salvos. Lembremos também do outro extremo aquele que diz ser salvo e não pratica as boas obras engana-se a si próprio pois Tito 2:14
14 o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras
.
O senhor nos Ilumine
Continua Parte II

Continue lendo >>

domingo, 12 de julho de 2009

Os 3 Ultimos Pedidos De Alexandre o Grande



Marcos 8:36
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?





Alexandre o grande ou Alexandre da Macedônia foi o mais célebre conquistador do mundo antigo. Era filho de Filipe II da Macedónia e de Olímpia doÉpiro, mística e ardente adoradora do deus grego Dionísio. Em sua juventude, teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Tornou-se rei da Macedônia aos vinte anos, na sequência do assassinato do seu pai.

A sua carreira é sobejamente conhecida: conquistou um império que ia dos Balcãs àÍndia, incluindo também o Egito e a Báctria (aproximadamente o atual Afeganistão). Este império era o maior e mais rico que já tinha existido. Existem várias razões para esses grandes êxitos militares, um deles é que Alexandre era um general de extraordinária habilidade e sagacidade, talvez o melhor de todos os tempos, pois ele nunca perdeu nenhuma batalha e a expansão territorial que ele proporcionou é uma das maiores da história, a maior expansão territorial em um período bem curto de todos os tempos. Além disso era um homem de muita coragem pessoal e todos atribuiam também sorte a ele. Mas nos antes de morrer ele fez esses interessantes pedidos.


OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE, O GRANDE


Conta-se que quando estava à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:


1-) Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos


médicos da época;


2-) Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);


3-) Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão: à vista de todos.


Um dos seus generais, admirado com esses desejos incomuns, perguntou a Alexandre quais as razões para tal desejo. Alexandre explicou:


1-) Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;


2-) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;


3-) Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


Mude sua vida e converta-se ao Rei da Glória Jesus.

Continue lendo >>

sábado, 11 de julho de 2009

Confissão de Fé Westminster Cap II e III

CAPÍTULO II
DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE
I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.
Deut. 6:4; I Cor. 8:4, 6; I Tess. 1:9; Jer. 10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; João 6:24; I Tim. 1:17; Deut. 4:15-16; Luc. 24:39; At. 14:11, 15; Tiago 1:17; I Reis 8:27; Sal. 92:2; Sal. 145:3; Gen. 17:1; Rom. 16:27; Isa. 6:3; Sal. 115:3; Exo3:14; Ef. 1:11; Prov. 16:4; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; I João 4:8; Exo. 36:6-7; Heb. 11:6; Nee. 9:32-33; Sal. 5:5-6; Naum 1:2-3.
II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.
João 5:26; At. 7:2; Sal. 119:68; I Tim. 6: 15; At - . 17:24-25; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; Heb. 4:13; Rom. 11:33-34; At. 15:18; Prov. 15:3; Sal. 145-17; Apoc. 5: 12-14.
III. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.
Mat. 3:16-17; 28-19; II Cor. 13:14; João 1:14, 18 e 15:26; Gal. 4:6.


CAPÍTULO III
DOS ETERNOS DECRETOS DE DEUS
I. Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.
Isa. 45:6-7; Rom. 11:33; Heb. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34.

II. Ainda que Deus sabe tudo quanto pode ou há de acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, ele não decreta coisa alguma por havê-la previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais e tais condições.
At. 15:18; Prov.16:33; I Sam. 23:11-12; Mat. 11:21-23; Rom. 9:11-18.

III. Pelo decreto de Deus e para manifestação da sua glória, alguns homens e alguns anjos são predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna.
I Tim.5:21; Mar. 5:38; Jud. 6; Mat. 25:31, 41; Prov. 16:4; Rom. 9:22-23; Ef. 1:5-6.

IV. Esses homens e esses anjos, assim predestinados e preordenados, são particular e imutavelmente designados; o seu número é tão certo e definido, que não pode ser nem aumentado nem diminuído.
João 10: 14-16, 27-28; 13:18; II Tim. 2:19.

V. Segundo o seu eterno e imutável propósito e segundo o santo conselho e beneplácito da sua vontade, Deus antes que fosse o mundo criado, escolheu em Cristo para a glória eterna os homens que são predestinados para a vida; para o louvor da sua gloriosa graça, ele os escolheu de sua mera e livre graça e amor, e não por previsão de fé, ou de boas obras e perseverança nelas, ou de qualquer outra coisa na criatura que a isso o movesse, como condição ou causa.
Ef. 1:4, 9, 11; Rom. 8:30; II Tim. 1:9; I Tess, 5:9; Rom. 9:11-16; Ef. 1: 19: e 2:8-9.

VI. Assim como Deus destinou os eleitos para a glória, assim também, pelo eterno e mui livre propósito da sua vontade, preordenou todos os meios conducentes a esse fim; os que, portanto, são eleitos, achando-se caídos em Adão, são remidos por Cristo, são eficazmente chamados para a fé em Cristo pelo seu Espírito, que opera no tempo devido, são justificados, adotados, santificados e guardados pelo seu poder por meio da fé salvadora. Além dos eleitos não há nenhum outro que seja remido por Cristo, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo.
I Pedro 1:2; Ef. 1:4 e 2: 10; II Tess. 2:13; I Tess. 5:9-10; Tito 2:14; Rom. 8:30; Ef.1:5; I Pedro 1:5; João 6:64-65 e 17:9; Rom. 8:28; I João 2:19.

VII. Segundo o inescrutável conselho da sua própria vontade, pela qual ele concede ou recusa misericórdia, como lhe apraz, para a glória do seu soberano poder sobre as suas criaturas, o resto dos homens, para louvor da sua gloriosa justiça, foi Deus servido não contemplar e ordená-los para a desonra e ira por causa dos seus pecados.
Mat. 11:25-26; Rom. 9:17-22; II Tim. 2:20; Jud. 4; I Pedro 2:8.

VIII. A doutrina deste alto mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado, a fim de que os homens, atendendo à vontade revelada em sua palavra e prestando obediência a ela, possam, pela evidência da sua vocação eficaz, certificar-se da sua eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho esta doutrina fornece motivo de louvor, reverência e admiração de Deus, bem como de humildade diligência e abundante consolação.
Rom. 9:20 e 11:23; Deut. 29:29; II Pedro 1:10; Ef. 1:6; Luc. 10:20; Rom. 5:33, e 11:5-6, 10.

Continue lendo >>

sexta-feira, 10 de julho de 2009

500 Anos de Calvino

O dia 10 de julho marca a data memorável dos 500 anos desde o nascimento de João Calvino. Contrário ao que muitos pensam, ele não criou ou formulou novas doutrinas, mas foi hábil sistematizador das verdades bíblicas, exemplo de devoção e exegeta preciso, deixando esse legado precioso, que já atravessa cinco séculos!

Calvino “está um nível acima de qualquer comparação, no que diz respeito à interpretação da Escritura. Os seus comentários precisam ser muito mais valorizados do que quaisquer dos escritos que recebemos dos pais da igreja”! Esse endosso entusiasmado de Calvino e de seus dons como comentarista e intérprete bíblico foi emitido por aquele que é considerado o seu grande inimigo: Jacobus Arminius! Charles Haddon Spurgeon, registra isso e classifica o comentarista Calvino como “príncipe entre os homens” e apresenta, ainda, a citação favorável de um Padre Católico Romano (Simon): “Calvino possui um gênio sublime”.

O que levaria Armínio, que divergiu com tanta intensidade da compreensão calvinista da soberania de Deus e da extensão da escravidão ao pecado na qual se encontra a humanidade; ou mesmo um católico romano, com sua discordância do modo de salvação defendido por Calvino, pronunciar tais elogios sobre João Calvino?

Certamente eles se rendem à precisão, devoção e seriedade com as quais João Calvino aborda a Palavra Sagrada, em seus escritos. Spurgeon destaca a sinceridade de Calvino e a tônica que o classifica como um exegeta, em paralelo a todas às suas demais qualificações. Ele disse, “a sua intenção honesta foi a de traduzir o texto original, do hebraico e do grego, com a maior precisão possível, partindo desse ponto para expor o significado contido nas palavras gregas e hebraicas: ele se empenhou, na realidade, em declarar não a sua própria mente acima das palavras do Espírito, mas a mente do Espírito abrigada naquelas palavras”. É por isso que Richard Baxter deu esse testemunho: “Não conheço outro homem, desde os dias dos apóstolos, que eu valorize e honre mais do que João Calvino. Eu me aproximo e tenho grande estima do seu juízo sobre todas as questões e sobre seus detalhes”.

É nessa linha e atribuindo esse valor, que devemos receber e apreciar os escritos de Calvino. Além do mais conhecido - As Institutas da Religião Cristã (tradução curiosa, que teria sido melhor vertida como: "Os Fundamentos da Religião Cristã"), temos a excelência dos seus comentários, como já apresentou o Dr. Mauro Meister, no seu post anterior.

Romanos foi o primeiro comentário escrito, em 1540, e, na seqüência, as demais cartas de Paulo. O comentário sobre a Segunda carta de Paulo aos Coríntios foi o terceiro livro escrito nessa série, concluído em agosto de 1546 (1 Coríntios foi concluído em janeiro de 1546; os comentários às demais epístolas de Paulo foram concluídos em 1548). Seu último comentário foi publicado em 1563. Todos esses livros foram originalmente escritos em latim. Para completar a totalidade da Bíblia, ficaram faltando: Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel. 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Nemias, Ester, Jó, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, 2 e 3 João e Apocalipse). Quando Calvino faleceu, ele estava escrevendo o comentário de Ezequiel.

Seguindo o seu costume, Calvino iniciou o Comentário da Segunda Carta aos Coríntios com uma dedicatória feita a Melchior Wolmar Rufus, um alemão muito famoso, professor de Direito Civil, alvo de sua profunda gratidão. Teodoro Beza (1519-1605) escreveu o seguinte sobre Melchior Wolmar, em sua “Vida de João Calvino”: “A sua erudição, piedade e outras virtudes; em conjunto com suas habilidades admiráveis como professor de jovens, não podem ser suficientemente destacadas. Em função de uma sugestão sua e por sua atuação, Calvino aprendeu a língua grega”. Assim, em meio aos seus estudos de advocacia, Calvino, aos 22 anos de idade, aprende a dominar uma das línguas originais da Bíblia, formando o alicerce de sua vida eclesiástica, como exegeta, hermeneuta e teólogo.

João Calvino é reconhecidamente um exegeta, um hermeneuta e um mestre em poimênica, mas ele é, antes de tudo, um Teólogo Sistemático. Certamente ele é mais famoso por seu tratado de teologia – As Institutas. Mas é nos comentários que ele escreveu ao longo de sua curta vida, que ele demonstra o apreço que tem para a fonte de sua sistematização teológica – a Bíblia. Os Comentários são importantíssimos, pois derrubam a pecha de que Calvino é um racionalista cujas ilações contrariam não somente o bom senso, mas o próprio ensino da Palavra de Deus. Não pode ser aceita, portanto, a visão propagada por oponentes de Calvino, de que ele deixa a visão orgânica do Reino para trás e embarca em um delírio racional, que o leva a conclusões sobre a soberania de Deus não encontradas nas Escrituras. Ora, é exatamente na Palavra de Deus, estudando texto a texto, onde Calvino encontrará a base para reafirmar e extrair todas as suas convicções e ensinamentos. Não deve nos surpreender que Calvino, o teólogo sistemático, começasse comentando Romanos (que ele considerava a chave para a interpretação correta das Escrituras) e as cartas de Paulo aos Coríntios. Estes livros são sistemáticos na apresentação de doutrinas fundamentais da Fé Cristã, interpretando e aplicando os ensinamentos dos Evangelhos; explicando os fundamentos veto-testamentários; firmando os passos da igreja de Cristo na Nova Aliança.

É interessante, também, que mesmo quando Calvino se envolve em um mergulho profundo nos livros da Bíblia, trecho por trecho, para desvendar o seu significado e na busca das lições supremas registradas por Deus, ele não perde a visão sistemática das doutrinas. Assim, em seus comentários ele não se contenta apenas em dar um resumo do livro que passará a examinar, mas também apresenta “o argumento” que norteou o autor na escrita do livro: o desenvolvimento sistemático do raciocínio do autor, e a lógica argumentativa dos pontos que necessitavam ser estabelecidos pela carta.

Na segunda carta de Paulo aos coríntios (possivelmente a terceira que escrevia aos Coríntios, pois 1 Co 5.9, faz referência a uma primeira – antes de 1 Coríntios, possivelmente não inspirada, no sentido canônico), temos a continuidade de instrução a uma igreja marcada por graves problemas de conduta, eivada de incompreensões doutrinárias, que havia motivado duras repreensões da parte do apóstolo. As notícias mais recentes, entretanto, são encorajadoras (7.5-7) e é nesse clima que Paulo, em meio às suas instruções práticas, abre o seu coração, defende a sua autoridade apostólica e prepara aqueles irmãos para uma futura visita.

Calvino penetra no espírito dessa carta à Igreja de Corinto. Explicando palavra a palavra, ou frase a frase, conforme a necessidade – recorrendo ao seu extenso conhecimento da língua grega e fazendo comparações elucidativas – ele vai nos auxiliando o entendimento. Através do comentarista, passamos a entender Paulo melhor, não somente os seus sentimentos, mas as doutrinas cabais que procura passar aos seus leitores, como a abnegação do “eu”, ensinada em 1.3-11. Em Calvino, neste Comentário, encontraremos exposições magistrais, como por exemplo o ensino da pureza da Igreja, registrado em 6.14-7.1, onde ele nos dá o contexto completo da situação de envolvimento com descrentes vivida por alguns daquela igreja. Nesse trecho ele mostra que Paulo trata de questões que transcendem a comum aplicação ao matrimônio (“jugo desigual”), referindo-se à perda de foco do Povo de Deus e à promiscuidade relacional deste, com o mundo.

Ao relembrarmos o nascimento desse gigante de Deus, com ação de graças pelo seu legado, devemos orar para que o Soberano Senhor, através da leitura dos textos de Calvino, produza fruto de santidade e luz em nossas vidas.

Solano Portela

Continue lendo >>

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Calvinismo e a Sociedade Atual


*Rev. Leandro Lima
A famosa revista americana Time listou dez idéias que estão mudando o mundo exatamente agora. Uma delas, para surpresa de muitos, é o calvinismo (new calvinism - link abaixo). Para Time, o novo calvinismo tem oferecido ao mundo atual uma base segura para a vida por causa de sua crença inerente na completa e absoluta soberania de Deus. O Calvinismo que para muitos estava morto, ressurge, segundo a Time Magazine em pleno século 21, oferecendo principalmente aos jovens aquilo que a vida liberal não conseguiu oferecer: um entendimento sólido do que é a vida a partir da soberania de Deus.
O novo Calvinismo que Time Magazine disse ser uma das dez idéias que estão mudando o mundo é um movimento norte-americano que busca resgatar a mensagem do Reformador João Calvino. O autor do artigo, David Van Biema traça a genealogia do movimento através das novas músicas que fazem sucesso entre os jovens americanos e que evocam os grandes temas calvinistas da depravação total, soberania de Deus e redenção em Jesus Cristo como as que são cantadas pela banda David Crowder. O autor declara:
"O calvinismo está de volta, e não apenas no âmbito da música. A resposta de João Calvino, no século xvi, aos excessos do catolicismo na forma de "compre o seu livramento do purgatório" é a mais recente história de sucesso do evangelicalismo [americano], uma história completa: com uma Deidade totalmente soberana que administra as coisas mínimas, uma humanidade pecaminosa e incapaz e, a combinação da conseqüência lógica, a predestinação: a crença de que, antes de o tempo surgir, Deus resolveu a quem salvaria (ou não), sem influenciar-se por qualquer ação ou decisão humana subseqüente". (veja tradução do texto na íntegra em: http://blog.editorafiel.com.br/2009/03/17/o-novo-calvinismo/).
Uma característica especial destacada por Biema é que o movimento não se utiliza da grande mídia para sua proclamação, mas de diversos ministérios locais. Ele diz:
"Os ministros e autores neo-calvinistas não agem numa escala como Rick Warren. Contudo, ouça Ted Olsen, editor-chefe da revista Cristianity Today: "Todos sabem onde estão a energia e a paixão no mundo evangélico" — com o neo-calvinista pioneiro John Piper, de Minneapolis, com Mark Discroll, o brigão de Seattle, e Albert Mohler, presidente do Southern [Theological Baptist] Seminary, da grande Convenção Batista do Sul [dos EUA]. A Bíblia de Estudo ESV, com sabor calvinista, esgotou a sua primeira tiragem; blogs reformados como Between Two Worlds estão entre os links mais populares do ciberespaço cristão".
Biema, entretanto, levanta uma questão pertinente com relação a esse novo-Calvinismo que é justamente se ele será capaz de superar o seu estereótipo de arrogante e sectarista que muitos movimentos calvinistas demonstraram no passado e continuam hoje (como o neo-puritanismo). O autor conclui sua reportagem com a pergunta implícita:
"Em julho próximo, se dará o 500º aniversário de nascimento de Calvino. Será interessante observar se o último legado de Calvino será a difamação protestante clássica ou se, durante estes tempos difíceis, mais cristãos que buscam segurança sujeitarão a sua vontade ao Deus severamente exigente dos primórdios de seu país".
O novo calvinismo citado por Biema em Time é um movimento atual que demonstra abertura para novas formas litúrgicas ao mesmo tempo em que mantém o formalismo das doutrinas historicamente reformadas. O autor da revista citou o nome de três teólogos reformados americanos de peso que tem influenciado o país: John Piper de Minneapolis, Mark Discroll de Seattle, e Albert Mohler. Uma visita ao site de John Piper é suficiente para perceber que o Calvinismo stricto sensu se faz presente de modo inequívoco, inclusive com uma subscrição aos chamados cinco pontos do Calvinismo , e até mesmo a crença na dupla predestinação , mas há uma aplicação da teologia à serviço da espiritualidade. A teologia de Piper pode ser resumida como "hedonismo cristão" que é a teoria de que o ser humano é mais feliz quanto mais prazer ele sentir em Deus . Albert Mohler é entre os três, certamente, o Calvinista mais tradicional. Já Mark Discroll que Biema chama de "brigão" faz jus ao título. É um pastor polêmico e "bocudo" (fala até palavrões!!) que aos 39 anos conseguiu implantar uma igreja de seis mil membros em Seattle, considerada um cemitério de igrejas, pois apenas dez por cento da população se diz evangélica.

Apesar das ironias da Revista Time (de algumas imprecisões teológicas), e da própria surpresa geral (o próprio site do Albert Mohler demonstra essa surpresa), não deveria ser surpresa para nós que o Calvinismo tem potencial para transformar o mundo. Muito antes da Time Magazine chegar a essa conclusão, o teólogo e estadista holandês Abraham Kuyper (1837-1920) já havia previsto isso. Em suas famosas palestras sobre o Calvinismo (Stone Lectures), proferidas no seminário de Princeton a mais de cem anos (1898) Kuyper que foi primeiro ministro da Holanda durante os anos de 1901-1905 e fundador do Partido Anti-Revolucionário, defendeu que o Calvinismo tinha uma agenda para o futuro, pois poderia ser a solução para os dilemas da modernidade. (Ver Calvinismo, CEP, 2002, p. 180).

Kuyper viu no Calvinismo uma abrangente força cultural e religiosa capaz de influenciar positivamente o mundo. Será que esse novo Calvinismo é uma continuação da proposta de Kuyper? Isso o tempo dirá. Por hora há razão suficiente para que nos animemos na graça de Deus, pois ele realmente está nos dando uma nova oportunidade após todos os excessos dos liberais, fundamentalistas e neo-pentecostais de proclamar o verdadeiro Evangelho que transforma a vida. A cosmovisão reformada é um porto seguro para os barquinhos que navegam nas águas tempestuosas desse mundo.
David Van Biema "The New Calvinism" in 10 Ideas Changing the World Right Now. http://www.time.com/time/specials/packages/article/
0,28804,1884779_1884782_1884760,00.html
http://www.desiringgod.org/ResourceLibrary/Articles/ByDate/1985/
1487_What_We_Believe_About_the_Five_Points_of_Calvinism/
http://www.desiringgod.org/ResourceLibrary/AskPastorJohn/ByTopic/105/1418
_What_does_John_Piper_mean_when_he_says_that_he_is_a_sevenpoint_Calvinist/
http://www.desiringgod.org/AboutUs/OurDistinctives/ChristianHedonism/
Para uma boa e completa biografia de Kuyper ver: VANDENBERG, Frank. Abraham Kuyper. Grand Rapids: W. B. Eerdmans, 1960.
KUYPER, Abraham. Calvinismo. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2002.
* O autor é pastor efetivo da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro (Zona Sul, São Paulo). É professor de teologia sistemática no Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição - São Paulo. É autor dos livros: Razão da Esperança: Teologia para hoje, e do recém lançado Brilhe a sua luz: o cristão e os dilemas da sociedade atual. Ambos pela Editora Cultura Cristã - São Paulo.

Continue lendo >>

Fruto do Espírito


"Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei" (Gálatas 5:22,23).






Mas o fruto do Espírito - Tanto a carne - as disposições pecaminosas do coração e do espírito humano - como o estado transformado e purificado da alma, pela graça de Deus, são representados pelo apóstolo como árvores, uma produzindo bom fruto e outra produzindo mau fruto; os produtos de cada uma sendo segundo a natureza da árvore, assim como a árvore é segundo a natureza da semente da qual ela brotou. A semente má produz uma árvore má, produzindo toda maneira de fruto mau; a boa semente produz uma boa árvore, produzindo frutos dos mais excelentes tipos. A árvore da carne, com todos seus frutos maus, já temos visto; a árvore do Espírito, com os seus frutos bons, veremos agora.






Amor - agaph· Um desejo intenso de agradar a Deus, e para fazer o bem à humanidade; a própria alma e espírito de toda verdadeira religião; o cumprimento da lei, e que dá energia à própria fé. Veja Gálatas 5:6.






Alegria - cara· A exultação que emerge de um senso da misericórdia de Deus comunicada à alma no perdão de suas iniqüidades, e o prospecto daquela glória eterna da qual ele teve o antegozo no perdão dos pecados. Veja Romanos 5:2.






Paz - eirhnh· A calma, sossego e ordem que tomam lugar na alma justificada, ao invés de dúvidas, temores, alarmes e terríveis apreensões, que todo verdadeiro penitente sente mais ou menos, e deve sentir até que a certeza do perdão traga paz e satisfação à mente. Paz é o primeiro fruto perceptível do perdão do pecado. Veja Romanos 5:1.






Loganimidade - makroqumia· Tolerância, suportando as implicações e provocações dos outros, à partir da consideração de que Deus tem sido longânimo para com as nossas; e que, se Ele não tivesse sido, já teríamos sido prontamente consumados: suportando também todas as tribulações e dificuldades da vida sem murmurar ou reclamar; submetendo alegremente a toda dispensação da providência de Deus, e assim, derivando benefício de todo acontecimento.






Benignidade - crhstothv· Delicadeza, afabilidade; uma graça muito rara, freqüentemente ausente em muitos que têm uma porção considerável da excelência cristã. Uma boa educação e maneiras polidas, quando trazidas sob a influência da graça de Deus, trará esta graça com grande efeito.






Bondade - agaqwsunh· O desejo perpétuo e estudo sincero, não só de abster-se de toda aparência do mal, mas de fazer o bem aos corpos e almas dos homens ao extremo da nossa capacidade. Mas tudo isso deve fluir de um coração bom - um coração purificado pelo Espírito de Deus; e então, a árvore sendo feito boa, o fruto deve ser bom também.






Fé - pistiv, aqui usado para fidelidade - pontualidade no cumprimento de promessas, cuidado consciente em preservar aquilo que é comprometido à nossa confiança, em restaurá-lo ao seu proprietário devido, em manejar o negócio nos confiado, nem trair o segredo de nosso amigo, nem desapontar a confiança de nosso patrão.






Mansidão - praothv· Brandura, indulgência para com o fraco e errante, sofrimento paciente de injúrias sem sentir um espírito de vingança, um equilíbrio de todos os temperamentos e paixões, o contrário completo da ira.






Temperança - egkrateia· Continência, domínio próprio, principalmente com respeito aos apetites sensuais ou animais. Moderação no comer, beber, dormir, etc.






Diversos manuscritos muito respeitáveis, como D*EFG, com a Vulgata, a maioria das cópias da Itália e diversos dos pais, adicionam agneia, castidade. Isso certamente não pode estar separado do caráter cristão genuíno, embora ele possa ser incluso na palavra egkrateia, continência ou moderação, imediatamente precedente.






Contra estas coisas não há lei - Aqueles, cujas vidas são adornadas pelas virtudes acima, não podem ser condenados por qualquer lei, pois o propósito e desígnio inteiro da lei moral de Deus é cumprido naqueles que têm o Espírito de Deus, produzindo em seus corações e vidas os frutos precedentes.

Continue lendo >>

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Igreja Presbiteriana do Brasil 150 Anos

Muitos nomes caluniosos e infamatórios já foram dados a Igreja Presbiteriana do Brasil, Dentre eles podemos destacar: hereges, maçons, satanistas,bodes, capas verdes, gelados do Senhor, fatalistas, enfim, uma enormidades de adjetivos de todos os tipos. O interessante analisar é que muitos dos nossos críticos nem sequer de longe estudaram com seriedade os reformadores. Pouco se tem estudado sobre essa importante Igreja Reformada. Convidamos a todos os nossos leitores e amigos a entender um pouco melhor a Igreja Presbiteriana do Brasil, fruto da reforma calvinista do séculos XVI. que este ano comemora 150 anos em solo nacional.



Caso não Consiga visualizar esse vídeo instale esse complemento clicando aqui

Continue lendo >>

Livros recomendados- Literatura Reformada

Lista de Leitura Recomendada



Clássicos Cristãos



Confissões - Agostinho

A Cidade de Deus Parte 1 - Parte 2 - Agostinho

O Progresso do Peregrino - John Bunyan

Peso de Glória - C. S. Lewis

Um Guia Seguro para o Céu - Joseph Alleine





Aconselhamento



Conselheiro Capaz - Jay E. Adams

Depressão Espiritual - David Martyn Lloyd-Jones

Manual do Conselheiro Cristão - Jay E. Adams



Alegoria



As Guerras da Famosa Cidade de AlmaHumana - John Bunyan

Guerra Santa - John Bunyan

O Progresso do Peregrino - John Bunyan



Antropologia: Doutrina do Homem



Criados à Imagem de Deus - Anthony Hoekema





Apologéticos



A Morte da Razão - Francis Schaeffer

Cristianismo e Liberalismo - J. Gresham Machen

Deus e Cosmos - John Byl

Fundamentos Inabaláveis - Norman Geisler

Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia - Norman Geisler

O Deus que Intervém - Francis Schaeffer

O Deus que Se Revela - Francis Schaeffer



Avivamento



Avivamento - David Martyn Lloyd-Jones

A Genuína Experiência Espiritual - Jonathan Edwards

A Verdadeira Obra do Espírito - Jonathan Edwards







A Pessoa de Cristo



A Glória de Cristo - John Owen

A Glória de Cristo - R.C. Sproul

As Duas Naturezas do Redentor - Heber Carlos de Campos

Deus o Pai, Deus o Filho - David Martyn Lloyd-Jones

Um Homem Chamado Jesus Cristo - John Piper







A Trindade



A Trindade - Agostinho

Eu Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo - Hermisten Maia Pereira da Costa



Batalha Espiritual



O Que Você Precisa Saber Sobre Batalha Espiritual - Augustus Nicodemus Grudem



Biografia



A Vida de David Brainerd - Jonathan Edwards

Calvino e Sua Influência no Mundo Ocidental - Autores Diversos

D. Martyn Lloyd-Jones: Cartas de 1919-1981 - David Martyn Lloyd-Jones

De Traficante de Escravos a Pregador: A História de John Newton - Brian H. Edwards

Lutero - Editora Vida

O Legado da Soberana Graça - John Piper

O Livro de Paulo - Walter Wangerin

O Spurgeon que foi Esquecido - Iain Murray

O Sorriso Escondido de Deus - John Piper (sobre John Bunyan, William Cowper e David Brainerd)

Surpreendido pela Alegria - C. S. Lewis





Casamento, Paternidade & Família



A Bíblia e a Sua Família - Augustus Nicodemus

A Família da Aliança - Gerard Van Groningen

A Graça que vem do Lar - Susan Hunt

A Soberana Vocação da Maternidade - Walter J. Chantry

A Vida Cristã no Lar - Jay E. Adams

Homem e Mulher - John Piper e Wayne Grudem

Pastoreando o Coração da Criança - Tedd Tripp

Vida no Espírito: no casamento, no lar e no trabalho - David Martyn Lloyd-Jones





Crianças



As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis



Cosmovisão Cristã



Calvinismo - Abraham Kuyper

E agora, como Viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey



Cultura



Calvinismo - Abraham Kuyper

Como Viveremos? - Francis Schaeffer

E agora, como Viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey

O Cristão e a Cultura - Michael Horton



Devocionais



Meditações no Evangelho de João - J. C. Ryle

Meditações no Evangelho de Mateus - J. C. Ryle

Meditações no Evangelho de Marcos - J. C. Ryle

Meditações Matinais - Charles H. Spurgeon

Promessas Preciosas - Charles H. Spurgeon





Doutrina das Escrituras



A Inerrância da Bíblia - Norman Geisler

A Inspiração e Inerrância das Escrituras - Hermisten Maia Pereira da Costa

O Livro de Deus - Walter Wangerin

O Conhecimento das Escrituras - R. C. Sproul

Sola Scriptura - Joel Beeke, Sproul, MacArthur, Michael Horton, Ferguson e outros



Doutrina da Salvação



A Cruz - Martyn Lloyd-Jones

A Cruz de Cristo - John Stott

As Doutrinas da Maravilhosa Graça - Michael Horton

Justificação pela Fé - Joel Beeke, R. C. Sproul, John MacArthur e J.I. Packer.

O Evangelho de Hoje: Autêntico ou Sintético? - Walter Chantry

Salvos pela Graça - Anthony Hoekema

Tudo pela Graça - Charles H. Spurgeon





Doutrina da Santificação



A Redescoberta da Santidade - J. I. Packer

Cultivando a Santidade - J. C. Ryle/ Joel Beeke

O Caminho de Deus para a Santidade - Horatius Bonar

Santidade, Sem a qual Ninguém Verá o Senhor - J. C. Ryle



Doutrinas da Graça



A Busca da Plena Segurança - Joel Beeke

A Doutrina da Graça na Vida Prática - Terry Johnson

Cinco Pontos do Calvinismo - David Steele & Curtis Thomas (online)

Somente pela Graça - Abraham Booth

Sola Gratia: A Controvérsia sobre o Livre-Arbítrio na História - R. C. Sproul





Doutrinas da Humanidade & Pecado



A Tentação/A Mortificação do Pecado - John Owen

Nascido Escravo - Martinho Lutero

Não Era para Ser Assim - Cornelius Plantinga

O Mal que Habita em Mim - Kris Lundgaard

Sociedade sem Pecado - John MacArthur





Ética



Ética Cristã - Norman Geisler



Evangelismo e Missões



A Evangelização e a Soberania de Deus - J.I. Packer

Alegram-se os Povos - John Piper

A Tocha dos Puritanos - Joel Beeke

Breve Teologia da Evangelização - Hermisten Maia Pereira da Costa

Evangelização Teocêntrica - R.B. Kuiper

O Conquistador de Almas - Charles H. Spurgeon

Sermões Evangelísticos - David Martyn Lloyd-Jones







Escatologia - Doutrina das Últimas Coisas



A Bíblia e o Futuro - Anthony Hoekema

Apocalipse - Simon Kistemaker

As Interpretações do Apocalipse - Coleção Debates Teológicos

A Igreja e as Últimas Coisas - David Martyn Lloyd-Jones

Mais que Vencedores - William Hendriksen

O Maior de Todos os Acontecimentos - W. J. Grier



Espírito Santo



A Obra do Espírito Santo - Abraham Kuyper (online)

Batismo e Plenitude do Espírito Santo - John Stott

Deus o Espírito Santo - David Martyn Lloyd-Jones

Espírito Santo - Sinclair Ferguson

O Mistério do Espírito Santo - R.C. Sproul



Evangelicalismo Moderno



Com Vergonha do Evangelho - John MacArthur

Controvérsia Não Resolvida - Iain Murray



Feminismo



Homem e Mulher - John Piper e Wayne Grudem





Filosofia



Introdução à Filosofia para Iniciantes - Norman Geisler

Filosofia e Teologia do Século XX - Túlio Jansey

Filosofia para Iniciantes - R. C. Sproul

Pensamentos de Pascal - Tony Lane

Pensamento Cristão: da Reforma à Modernidade - Tony Lane

Pensamento Cristão: dos Primórdios à Idade Média - Tony Lane



Harmonia Racial







História Teológica



A Teologia do Século XX - Stanley J. Grenz & Roger E. Olson

Dois Reinos - Robert G. Clouse, Richard V. Pierard e Edwin M. Yamauchi

História das Doutrinas Cristãs - Louis Berkhof

História da Teologia Cristã - Roger E. Olson

História Eclesiástica - Eusébio de Cesaréia

O Livro dos Mártires - John Fox





Homossexualidade



Operação do Erro - Joe Dallas







Igreja



O Glorioso Corpo de Cristo - R.B. Kuiper (online)

O Sistema de Apelo - Ian Murray



Interpretação Bíblia



A Bíblia e seus Intérpretes - Augustus Nicodemus

Ele nos deu Histórias - Richard L. Pratt

Entendês o que Lês? - Gordon Fee e Douglas Stuart

Introdução ao Novo Testamento - D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris

Merece Confiança o Novo Testamento? - F. F. Bruce

Os Perigos da Interpretação Bíblica - D. A. Carson



Jovens



Cada um na Sua - R. C. Sproul

Uma Palavra aos Moços - J.C. Ryle





Lei & Evangelho



A Lei da Perfeita Liberdade - Michael Horton

A Lei: suas funções e seus limites - David Martyn Lloyd-Jones

Lei e Evangelho - Coleção Debates Teológicos

Lei e Graça - Mauro Meister



Ministério



Lições aos Meus Alunos - Volume 1 - Charles Spurgeon

Lições aos Meus Alunos - Volume 2 - Charles Spurgeon

Lições aos Meus Alunos - Volume 3 - Charles Spurgeon

O Pastor Aprovado - Richard Baxter

Pregação & Pregadores - David Martyn Lloyd-Jones

Redescobrindo o Ministério Pastoral - John MacArthur

Um Ministério Ideal - Volume 1 - Charles Spurgeon

Um Ministério Ideal - Volume 1 - Charles Spurgeon



Oração e Jejum



A Oração - John Bunyan (online)

Um Guia para a Oração Fervente - Arthur W. Pink (online)

O Livro de Ouro da Oração - João Calvino

Orar com Deus - James Houston



Os Atributos de Deus



Atributos de Deus - Arthur Pink

A Santidade de Deus - R. C. Sproul

O Ser de Deus e os Seus Atributos - Heber Carlos de Campos



Os Puritanos



Entre os Gigantes de Deus - J. I. Packer

Santos no Mundo - Leland Ryken

Os Puritanos: origens e sucessores - David Martyn Lloyd-Jones

Os Puritanos e a Conversão - Samuel Bolton, Nathaniel Vincent e Thomas Watson.





Pacto Teológico



Cristo dos Pactos - O. Palmer Robertson



Pentecostalismo



Não é para Rir - Stanley Jebb

Sinas dos Apóstolos - Walter J. Chantry



Pregação



A Supremacia de Deus na Pregação - John Piper

Eu Creio na Pregação - John Stott

O Perfil do Pregador - John Stott

Pregação Cristocêntrica - Bryan Chapell

Sobre a Preparação e Entrega de Sermões - John A. Broadus





Providência e Predestinação



A Doutrina Reformada da Predestinação - Loraine Boettner (online)

A Soberania Banida - R. K. Mc Gregor Wright

Deus é Soberano - Arthur Pink

Eleitos de Deus - R. C. Sproul

Se Deus Quiser - John Flavel

O Ser de Deus e as Suas Obras: A Providência - Heber Carlos de Campos

O Soberano Propósito de Deus: Romanos 9 - David Martyn Lloyd-Jones

O Supremo Propósito de Deus: Efésios 1 - David Martyn Lloyd-Jones







Soberania Divina e Responsabilidade Humana



A Evangelização e a Soberania de Deus - J.I. Packer







Pós-Modernismo



A Igreja do Final do Século XX - Francis Schaeffer

Como Viveremos? - Francis Schaeffer

E agora, como Viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey

Fim de Milênio: os Perigos e Desafios da Pós-Modernidade na Igreja - Ricardo Gondim





Seitas & Heresias



A Ameaça Pagã - Peter Jones

Espiritismo Segundo o Evangelho - Caio Fábio

O Império (Gnóstico) Contra-Ataca - Samuel Vieira

O Mistério Católico - John Armstrong

Resposta às Seitas - Norman Geisler e Ron Rhodes

Tudo sobre Catolicismo - Tony Armani



Sofrimento



Deus e o Mal - John Piper

Deus Sabe que Sofremos - Philip Yancey

Surpreendido pelo Sofrimento - R. C. Sproul

O Poder do Sofrimento - John MacArthur

O Sorriso Escondido de Deus - John Piper



Teologia Geral



Boa Pergunta - R. C. Sproul

Pai Nosso - Hermisten Maia Pereira da Costa



Teologia Sistemática



Esboços de Teologia - A. A. Hodge

Manual de Teologia - John L. Dagg

Teologia Concisa: Um Guia para as Crenças Cristãs Históricas - J. I. Packer

Teologia Sistemática - Charles Hodge

Teologia Sistemática - Hermann Bavinck

Teologia Sistemática - Louis Berkhof

Teologia Sistemática - Wayne Grudem



Trabalho e Lazer







Vida Piedosa: Crescimento na Graça



A Fome da Alma - James Houston

A Procura de Deus - A. W. Tozer

A Verdadeira Espiritualidade - Francis Schaeffer

A Verdadeira Espiritualidade - Francis Schaeffer

Como Viver e Agradar a Deus - R. C. Sproul

Estudos no Sermão do Monte - David Martyn Lloyd-Jones

O Segredo da Vida ao Pé da Cruz - C. J. Mahaney

Teologia da Alegria - John Piper

Vivendo com o Deus Vivo - John Owen




Sugestões: felipe@monergismo.com

Continue lendo >>

domingo, 5 de julho de 2009

Desconstruindo Mitos Sobre Calvino

Desconstruindo mitos sobre Calvino



Grande parte da cristandade celebra os 500 anos do nascimento de João Calvino neste ano. Infelizmente, as imagens populares que se tem do reformador francês são muitas vezes distorcidas, cercadas por mitos que não representam o verdadeiro Calvino e seu decisivo ministério de quase 25 anos na cidade suíça de Genebra. Na tabela abaixo, oferecemos ao leitor um rápido panorama dos principais mitos construídos em torno de Calvino, e o quadro real que emerge do estudo sério de sua vida e influência na igreja e sociedade ocidental.



Mito: Calvino inventou a doutrina da predestinação.

Fato: Entre outros, Agostinho, Anselmo, Aquino, Lutero e Zwinglio ensinaram e escreveram sobre a doutrina da predestinação antes de Calvino, enfatizando a livre graça de Deus triunfando sobre a miséria e escravidão ao pecado.



Mito: A doutrina da predestinação é central na teologia de Calvino.

Fato: Em seus escritos, especialmente nos comentários, Calvino trata do tópico quando o texto bíblico exige. E como alguns eruditos têm sugerido, o tema central de sua teologia parece ser a união mística do fiel com Cristo.



Mito: Calvino não tinha interesse em missões.

Fato: Entre 1555 e 1562 um total de 118 missionários foram enviados de Genebra para o exterior – um número muito superior ao de muitas agências missionárias da atualidade. E os primeiros mártires da fé evangélica nas Américas foram enviados por Calvino ao Brasil para encontrar um lugar de refúgio para os reformados perseguidos na Europa e evangelizar os índios.



Mito: A crença na predestinação desestimula a oração.

Fato: Calvino escreveu mais sobre a oração do que a predestinação nas Institutas, enfatizando a oração como um meio de graça por meio do qual a vontade de Deus é realizada e suas bênçãos são derramadas.



Mito:Calvino é o pai do capitalismo.

Fato:As forças que moldaram o capitalismo moderno já estavam presentes na cultura ocidental cerca de 100 anos antes da reforma. O que Calvino valorizou em seus escritos foi o estudo, o trabalho, a frugalidade, a disciplina e a vocação como meios de superar a pobreza. Ele não condenou a obtenção de lucros advindos do trabalho honesto.



Mito: Calvino foi o ditador de Genebra.

Fato: Ele tinha pouca influência sobre as decisões acerca do ordenamento civil da cidade e não tinha direito de voto em decisões políticas ou eclesiásticas no conselho municipal. Sua influência era persuasiva, por meio de seus sermões e escritos. Em países influenciados pelo pensamento calvinista não surgiram ditadores, nem nas esferas políticas muito menos nas eclesiásticas.



Mito:Calvino mandou matar Miguel Serveto.

Fato: Serveto foi executado por ordem do conselho municipal de Genebra por heresia, especialmente por negar a doutrina da Trindade. Ele havia sido condenado pelas mesmas razões por dois tribunais católicos, só escapando da morte por ter fugido da França. Inexplicavelmente ele foi para Genebra. No fim, todos os reformadores europeus apoiaram unanimemente a decisão do conselho de Genebra.



Mito: Os ensinos de Calvino são social e politicamente alienantes.

Fato: Pode-se ver a influência do pensamento de Calvino na revolução puritana de 1641 e na primeira deposição e execução de um rei tirano em 1649, na Inglaterra; no surgimento do governo republicano (com a divisão e alternância do poder, além de ênfase no pacto social); na revolução americana de 1776; na libertação dos escravos e na defesa da liberdade de imprensa.



Mito: Calvino não tinha interesse em educação.

Fato: Calvino não só inaugurou uma das primeiras escolas primárias da Europa como ajudou a fundar a Universidade de Genebra, em 1559. Algumas das mais importantes universidades do ocidente, como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por influência dos conceitos educacionais do reformador francês. A imagem permanente associada às igrejas reformadas é que estas sempre têm uma escola ao lado.



Mito:Os ensinos de Calvino não são bíblicos.

Fato: Calvino enfatizou fortemente a autoridade e prioridade das Escrituras e praticamente inaugurou o método histórico-gramatical de interpretação bíblica. Escreveu comentários sobre quase todo o Novo Testamento e grande parte do Antigo Testamento, além de milhares de sermões. E sua grande obra foi as Institutas da Religião Cristã, que seria "uma chave abrindo caminho para todos os filhos de Deus num entendimento bom e correto das Escrituras Sagradas". O reformador francês lutou para que toda a sua cosmovisão estivesse debaixo da autoridade da Bíblia.





Não quero tratar Calvino de forma não-crítica ou iconográfica. Ele era consciente de suas fraquezas e pecados, e suas muitas orações preservadas dão testemunho de sua humildade e dependência da graça abundante de Deus em Jesus Cristo. O que almejo é levar o amado leitor a deixar de lado as caricaturas e ir direto à fonte, estudando e meditando nas obras de Calvino, reconhecendo-o e levando-o a sério como mestre da igreja (praeceptor eccleisiae). Os benefícios de tal estudo serão incalculáveis para sua vida e para aqueles ao seu redor.


Fonte: blogfiel.com.br

Continue lendo >>

Nova Campanha Gay na Espanha

ESCOLA SEM ´ARMÁRIOS´ NOVA CAMPANHA GAY



A Parada do Orgulho Gay em Madri comemora 40 anos nesta semana com uma nova reivindicação: aulas sobre homossexualidade nos colégios para acabar com as discriminações. O lema da manifestação será "Escolas sem armários". A campanha do lobby gay espanhol - que já conseguiu a aprovação de leis que permitem os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, adoção de menores por casais gays, ajuda aos transexuais para mudança de sexo - agora pretende provocar uma revolução nas salas de aula.
Baseados em pesquisas sociológicas que denunciam casos de discriminação contra estudantes homossexuais, a Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais (FELGTB) exige mudanças no sistema educativo para incluir nas escolas uma disciplina ou temáticas que abordem a homossexualidade.

"O sistema educativo não pode deixar de lado tantos jovens que estão crescendo se sentindo perseguidos, marginalizados, culpados ou estranhos. É uma questão de resolver cedo os problemas de discriminação através da educação", disse à BBC Brasil o presidente da FELGTB, Antonio Poveda. "Parece mentira que no século 21 ainda haja casos de menores ridicularizados nos pátios escolares chamados de marica e tratados de forma pejorativa. Por isso vamos levar esta campanha às ruas declarando 2009 como o ano da diversidade afetivo-sexual na educação.".
NOTA: O que parece mentira é o fato da arbitrária e infame tentativa de grupos homoessexuais como esta ´federação´ espanhola de impor a aceitação de um comportamento heterodoxo aos padrões da sociedade, cujas implicações estão - justamente - no campo do sociológico, nada mais! É de responsabilidade dos pais a formação de seus filhos, e os pais PODEM e DEVEM imprimir seus valores (é por isso que grupos homossexuais brigam tanto por ´adoções´ e ´casamentos´), antes do governo, por exemplo. No caso homossexual, único do tipo, os homossexuais querem e "exigem" total ingerência sobre a formação das crianças, em detrimento de quaisquer orientações prévias de seus próprios pais!!!! E isto se dá, porque estes grupos "LGBT" querem que a sociedade aceite, à força, que a discordância de quaisquer práticas homossexuais e das implicações das mesmas seja imediatamente cerceada, sob a justificativa de que o cerceamento à liberdade houve primeiro, por parte daqueles que discordaram da prática gay. É um joguinho sujo, mas facilmente detectável, e as autoridades sabem sobre o pífio estratagema. Conselhos de pais, religiosos, sociedade civil de um modo geral já deveriam ter se manifestado, não somente rechaçando esta incompreensível ingerência na própria estrutura familiar, como pedindo explicações aos responsáveis por tamanho engodo explicaçõe sobre este ufanismo virulento. Os mentores de tal movimento já deveriam estar respondendo à Justiça!
Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo

Continue lendo >>

sábado, 4 de julho de 2009

Existe mesmo a língua dos anjos...?

O falar em línguas na primeira carta de Paulo aos Coríntios 14

Já temos comentado sobre o falar em línguas no Novo Testamento nos artigos “e as línguas?” e “O falar em línguas no livro de Atos dos Apóstolos”. Agora nosso objetivo é fazer uma breve análise sobre o fenômeno em 1 Co 14, visto que às vezes se questiona se as línguas nesta carta são idênticas às de Atos. A dúvida se dá também por causa das línguas hoje faladas no meio pentecostal, as quais não aparecem na forma de idiomas humanos, mas como o gritar ou falar sílabas desconexas e sem sentido.
Antes, porém, convém dar uma “olhadinha” nas chamadas línguas dos anjos de 1 Co 13.1. A revista do mestre da Escola Bíblica Dominical da Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil (CPAD), no ano de 2004, na lição 7, página 46, nos diz que tal fenômeno “Pode ser uma língua dos homens... ou dos anjos (1Co 13.1)”. Mas quando olhamos o texto de forma atenta, logo percebemos que em 1Co 13.1-3 o autor faz um exagero (uma hipérbole) sobre falar em línguas, profecia, fé e liberalidade em ajudar os necessitados, a fim de mostrar a superioridade e importância do amor. Ele diz “ainda que” eu fale as línguas... e (exagera) dos anjos... tenha o dom de profetizar e conheça TODOS OS MISTÉRIOS E TODA CIÊNCIA( alguém tem o dom da onisciência ?)... tenha fé... TRANSPORTE MONTES ( é essa a finalidade???)... distribua meus bens... e ENTREGUE MEU CORPO PARA SER QUEIMADO ( isso ajudaria alguém??). Além de Paulo NÃO ESTAR AFIRMANDO que o dom de línguas seja o falar também em línguas dos anjos, a Bíblia também não registra em nenhum lugar um crente sequer falando em língua dos anjos, e, PASMEM, NÃO HÁ TAMBÉM NEM UM ANJINHO SEQUER FALANDO EM LÍNGUA DOS ANJOS! Gabriel quando aparece a Maria fala na língua dela, e não em “gabrielês” (Mt 1.20,21), os anjos com Abraão e Ló (Gn 18-19) etc. Nem os serafins em Isaías 6.1-3 aparecem falando em tais línguas! Não esqueça: Paulo diz “AINDA QUE” antes de discriminar cada dom no texto. O batismo é com o Espírito Santo e não com o arcanjo Miguel!
Mas, e 1 Co 14? Bem, Paulo em todo o Capítulo 12 havia dito que a finalidade dos dons era a edificação da igreja como um todo, e não indivíduos apenas. Em 1Co 14 ele inicia exortando a busca pela profecia, em detrimento das línguas, com o fim de edificar a igreja (v.1), a não ser que haja interpretação para que todos sejam edificados (v.5). É aí que muitos pentecostais se equivocam sobre a natureza das línguas e acham que nessa epístola elas não são idiomas por causa dos v.2,3 e 4. Não devemos nos esquecer que a carta foi escrita com o fim de corrigir os erros que estavam ocorrendo na igreja de Corinto. É por isso que Paulo diz que quem “fala em língua não fala aos homens, senão a Deus...”. PORQUE ELE DISSE ISSO? Ele mesmo responde: “... visto que ninguém o entende”. Ele está dizendo o que está ocorrendo NA PRÁTICA! É como se alguém dissesse: “A sua esposa preparou um bolo, não para você, mas para as formigas, visto que ninguém comeu”. O bolo era para você, mas já que ninguém o comeu, na prática parece ter sido feito para as formigas. Paulo não estava dizendo, como muitos podem pensar, que a finalidade das línguas é a comunicação com Deus, mas falando o que estava OCORRENDO NA PRÁTICA, NA IGREJA. Então alguém pode perguntar o por quê de Paulo escrever “em espírito fala mistérios...”(v.2). Ora, a palavra mistério aparece no Novo Testamento cerca de 28 vezes, cujo sentido é o de uma verdade sobre o método redentivo, outrora oculta, mas agora revelada. Exemplo: “...a vós é dado SABER OS MISTÉRIOS do Reino dos céus, mas a eles não lhes é dado...” ( Mt 13.11); “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos” ( 1Co15,51). Note que mistério aqui é algo revelado e que edifica a igreja. Quando Paulo diz “em línguas fala mistérios”, mistérios aqui é o que é falado, o conteúdo, não a natureza da língua. Paulo falou mistérios várias vezes ( Rm11.25; 16.25;Cl 1.25,26). Quem falava em línguas trazia um mistério da parte de Deus. É por isso que Paulo deseja que haja quem traduza, para que toda a igreja seja edificada (v.5). O v.4 deve ser lido nessa perspectiva, pois, não havendo interpretação, se há algum tipo de edificação, essa só se daria para o falante simplesmente por saber que possuía o dom, visto que sua mente ficava infrutífera (v.14). O v.6 mostra que as línguas sem interpretação não tem utilidade. O v.9 chega a dizer que não havendo entendimento, os crentes, na prática, estariam como se ‘falassem ao ar’. Os v.11e 12 dizem que se não houver compreensão, as línguas acabariam por transformar falante e ouvinte em estrangeiros, e que, ainda que essa não fosse a finalidade das línguas, isso é o que estava acontecendo com os coríntios. O entendimento é o que edifica e o que deve ser buscado (v.19).
Os v.20-25 também são de grande relevância. Para explicar o que estava acontecendo, Paulo procura um texto que se encontra em Is 28.11,12, o qual se refere às línguas dos assírios que viriam para castigar o povo rebelde de Israel. Ora, será que o apóstolo usaria um texto que fala de idiomas para tentar explicar as línguas de Corinto caso essas não fossem idiomas humanos? Que escorregada hermenêutica teria dado o “doutor da Lei”! Contudo, Paulo sabia o que estava fazendo. Ele sabia das maldições pactuais estabelecidas por Deus em Deuteronômio 28 em caso de desobediência, e que um dos castigos era o de trazer uma nação de longe, e de língua desconhecido, para castigar Israel (v.49). Isso é repetido em Jeremias 5.15 e em Isaías 28.11,12. Sempre que Deus levantava profetas para exortar o povo ao arrependimento, para os que criam, as declarações proféticas funcionavam de sinal. Já os que não criam nos profetas, só passavam a acreditar que deveriam ter se voltado para Deus quando ouviam as línguas desconhecidas da nação inimiga sitiando a cidade santa. Lembremo-nos que Jesus certa vez falou aos fariseus e sacerdotes que, por causa da incredulidade, o reino de Deus lhes seria tirado e dado a um povo que produza seus devidos frutos (Mt 21.42-46). O tratamento especial dado a Israel (Cf. Sl 147.19,20), deixa de existir e o povo de Deus passa a ser formado por gente de todas as nações (Mt 28.19,20). Quando foi que isso ocorreu? Em Pentecostes (At 1.8; 2.1-13) e com o uso de línguas. Deus mais uma vez castigava Israel tomando-lhe o reino, só que agora seria definitivamente! Não esqueçamos que Paulo antes de ir para os gentios em Corinto, havia ido aos judeus nessa mesma cidade, havendo estes, em sua maioria, rejeitado o Evangelho (Cf. At 18.1-11). Aí ele lembra aos irmãos que o ouvir muitas línguas estrangeiras faladas ao mesmo tempo e sem tradução lembrava o castigo de Deus sobre o povo que não cria nos profetas (1Co 14.22). Esse comportamento seria motivo de escárnio para indoutos, levando o Evangelho a ser motivo de chacota (v.23). Agora, havendo a proclamação profética da vontade de Deus para o homem pecador, o descrente será confrontado com a verdade de sua condição de pecador e se prostrará diante do Senhor (v.24,25). Ainda que não tivessem sido proibidas (v.39), as línguas deveriam ser usadas com ordem e decência (v.40). E o que o autor entende por ordem e decência? Haver no máximo três que falariam no culto, sucessivamente e com tradução (v.27). Caso não houvesse intérprete, o fiel deveria ficar calado, falando consigo e com Deus (v.28). Alguns entendem que esse trecho recomenda o falar baixinho, mas note que ele diz antes “fique calado”, o que nos leva a crer que Paulo aqui recomenda uma oração silenciosa. Só assim é possível estar calado no culto e falando consigo e com Deus.
Sei que muitos poderão dizer que isso é afirmação de crentes frios, que não crêem no poder de Deus, e que com eles acontece segundo o Espírito Santo deseja, e que esse mover espiritual não seria apagado “pela letra morta”. Bem, aqueles que acharem que por que são mais espirituais devem desconsiderar as orientações deixadas pelo apóstolo, deixo as palavras de Paulo como reflexão: “Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado.” (1 Co 14.37,38).
Que Deus abençoe a todos!
Anderson José Teixeira Cavalcanti de Barros
www.plugadoscomdeus.blogspot.com

Continue lendo >>

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Jesus, Solução Para Dor e Angústia



CASO NÃO CONSIGA VISUALIZAR ESTE VÍDEO CLIQUE AQUI E INSTALE O PLAYER

Continue lendo >>

Como Mandar Seu Filho para o Inferno!

Como Mandar Seus Filhos Para O Inferno de Fogo Em 18 Lições Simples!


Steve M. Schissel


"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." (Pv. 22:6)



O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase "no caminho em que deve andar" não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser "de acordo com seu próprio caminho". Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo sempre, ligada a ele.
O provérbio pode ser visto como uma "promessa" encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você "pai-storear" corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma "positiva" de entendê-lo, revela um sentido diferente. Salomão aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase ensinar poderia ter então, o sentido de "dedicar" ou mesmo "estimular". Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.

Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.

Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22:15 encontramos: "A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela" e em 19:18 há a admoestação: "Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo." Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22:6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.

Este último modo de interpretar Pv. 22:6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. "Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tira-la da roupa" diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a "Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas". Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um "jardim" de ervas daninhas.

Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22:6, está uma pressuposição da maior importância: Como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas conseqüências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.

Nunca é uma honra a Deus que Seu povo fale de Sua soberania de modo a desobrigá-los de suas responsabilidades. Somos levados a crer pelas Escrituras que podemos e devemos ter uma influência tal sobre nossos filhos que não é incomum que ela os conduza à salvação, com a bênção de Deus e o suporte da comunidade da aliança, conforme Gn 18: 16-19; 1 Tm 3: 4,5; Tt.1:6 e também 2 Tm. 3: 14,15.

Assim sendo, devemos saber que nossa ação ou inação bem pode conduzi-los à condenação. E, se falhamos em ouvir os avisos e a direção de Deus encontrados por toda a Escritura, no último dia não seremos autorizados para suplicar pelos decretos de Deus em nossa defesa!

Visto que o inferno é a eterna e atormentadora separação de Deus e do conforto, alguém poderia pensar que o mais fervoroso desejo de um pai seria educar seus filhos, rigorosa e conscientemente, para que escapassem da perdição e achassem refúgio e plenitude de vida em Deus através de Cristo e da aliança. Ainda assim, muitos são os que parecem considerar isto como sendo muito trabalhoso. Para aqueles tão completamente perversos a ponto de serem indiferentes à questão, eu apresento um método para fazer com que isto seja uma certeza. Aqui, através de 18 meios bem fáceis de seguir, está a fórmula comprovada de como mandar seus filhos para o inferno:

1) Crie seu filho para buscar seu próprio caminho. Ignore com todo seu coração o que J. C. Ryle aconselha em The Duties of Parents (Os Deveres dos Pais):

"Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se: crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado".

A mãe não pode dizer o que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. "A estultícia", diz Salomão, "está ligada ao coração da criança" (Pv. 22:15). "A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe"(Pv. 29:15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.

Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito a sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho que é bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.

Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.

Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato, gira ao seu redor".

2) Nunca o discipline corporalmente. Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias! Provérbios 13:24 "O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina" está errado. Ignore-o. O 22:15 "A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela", também. E esqueça 23:13-14 "Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno". Se você for tentado a discipliná-los corporalmente, tente estas desculpas: a) "Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos". Claro, que é o mesmo que dizer "Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos"; b) É contra a lei; c) Minha sogra não gosta disso. Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.

3) Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente. A correção bíblica é amorosa, firme e controlada. Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.

4) Esta é a favorita de muitos pais: nunca use a Escritura na correção. Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6: 4-9 literalmente ("Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas").

5) Nunca admita que você está errado. Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.

6) Seja hipócrita. Esta é boa para lembrar. Ensine-os através das suas ações, que suas palavras não têm valor para você.

7) Instrua-os para escolher sua própria religião. Afinal, você não pode forçá-los a crer.

8) Não ore com eles ou por eles, publica ou privadamente. Se você precisa de uma desculpa, lembre que eles acharam graça de você da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.

9) Evite cantar salmos e hinos com seus filhos. Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhes explique o sentido.

10) Responda cada pergunta religiosa com "Porque nós sempre fizemos assim". Este é um dos meios mais eficazes de convencê-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.

11) Não os previna sobre evolução ou outros mitos populares. Não os informe sobre heresias da história ou suas modernas iterações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o porquê as igrejas ortodoxas as rejeitam.

12) Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar. As novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles lêem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?

13) Não os faça trabalhar por nada. O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).

14) Desde a infância, use uma linguagem simples ao falar com eles. Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas!

15) Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama. Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.

16) Deixe-os mentir sem sofrer punição. Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.

17) Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito. Prive-os daquela idéia puritana que descansamos bem para melhor trabalhar. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos "badalar"!

18) Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais. Este é o meio mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser pode ser o terceiro (e o único realmente presente) "pai" delas, e a sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será "relativizado" para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar, sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.

Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida de que seu filho estará entre aquela população infernal.
Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda esta horrenda insensatez acima e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade, o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós fielmente seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!
A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade, não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança em seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará a uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a Seu amigo Abraão: "Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito" (Gênesis 18:19).
Esta promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem! Amém.

Continue lendo >>

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Confissão de Fé Westminster Capítulo I

Confessar é contar, reconhecer como verdade, divulgar, seguir, portanto, ao divulgarmos esta confissão de fé estamos dizendo que subescrevemos e a consideramos fiel interpretação das Escrituras Sagradas, logicamente não é livre de falhas, como ela mesmo prescreve, mas é uma agulha magnética para que possamos nos orientar em dias de confusão total.Antes divulgamos em nosso blog alguns excertos desta, agora divulgaremos em sua totalidade.
A Confissão de Fé de Westminster é uma confissão de fé reformada, de orientação calvinista. Adotada por muitas igrejas presbiterianas e reformadas ao redor do mundo, esta Confissão de Fé foi produzida pela Assembléia de Westminster e aprovada pelo parlamento inglês em 1643.

Confissão de Fé de Westminster
CAPÍTULO I
DA ESCRITURA SAGRADA
I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.
Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.
II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:
O VELHO  TESTAMENTO
Gênesis Esdras Oséias
Êxodo Neemias Joel
Levítico Ester Amós
Números Obadias
Deuteronômio Salmos Jonas
Josué Provérbios Miquéias
Juízes Eclesiastes Naum
Rute Cântico dos Cânticos Habacuque
I Samuel Isaías Sofonias
II Samuel Jeremias Ageu
I Reis Lamentações Zacarias
II Reis Ezequiel Malaquias
I Crônicas Daniel
II Crônicas
 
O NOVO TESTAMENTO
Mateus
I Timóteo
Marcos
II Timóteo
Lucas
Tito
João
Filemon
Atos
Hebreus
Romanos
Tiago
I Coríntios
I Pedro
II Coríntios
II Pedro
Gálatas
I João
Efésios
II João
Filipenses
III João
Colossenses
Judas
I Tessalonicenses
Apocalipse
II Tessalonicenses

Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27.
III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.
Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.
 
IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.
II Tim. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.
V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.
I Tim. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.
VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.
II Tim. 3:15-17; Gal. 1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.
VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.
II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.
VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam a esperança pela paciência e conforto das escrituras.
Mat. 5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, 11, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.
IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.
At. 15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.
X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.
Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.

Continue lendo >>

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Gloria de Cristo

A glória de Jesus Cristo brilha ainda mais claramente quando O vemos em sua relação apropriada com o Antigo Testamento. Ele tem uma relação magnificente com tudo o que foi escrito. Não é surpresa que este seja o caso, pois Ele é chamado de a Palavra de Deus encarnada (João 1:14). Não seria a Palavra de Deus encarnada a soma e a consumação da Palavra de Deus escrita? Considere estas breves declarações e os textos que as suportam.

1. Toda a Escritura testemunha de Cristo. Moisés escreveu sobre Cristo.
João 5:39, 46: Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.

2. Toda a Escritura é sobre Jesus Cristo, mesmo quando não há uma predição explícita. Isto é, há uma plenitude de implicação em toda a Escritura que aponta para Cristo e que foi satisfeita somente quando Ele veio e realizou a Sua obra. “O significado de toda a Escritura é desvendado pela morte e pela ressurreição de Jesus”
(Graeme Goldsworthy, Pregando a Bíblia Toda como Escritura Cristã, p. 54)
Lucas 24:27: E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.

3. Jesus veio para cumprir o que estava escrito na Lei e nos Profetas. Tudo deles apontava para Ele, mesmo onde não havia algo explicitamente profético. Ele cumpriu o que a Lei requeria.
Mateus 5:17-18: Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

4. Todas as promessas de Deus no Antigo Testamento foram cumpridas em Jesus Cristo. Isto é, quando você tem Cristo, mais cedo ou mais tarde você terá tanto o próprio Cristo como tudo mais que Deus prometeu através de Cristo.
2 Coríntios 1:20: Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós.

5. A lei foi guardada perfeitamente por Cristo. E todas suas penalidades contra o povo de Deus, um povo pecador, foram derramadas sobre Cristo. Portanto, a lei, agora, manifestadamente não é o caminho para justiça; Cristo é. O objetivo último da lei é que possamos olhar para Cristo, e não guardar a lei, para a nossa justiça.
Romanos 10:4: Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.
Portanto, com a vinda de Cristo, virtualmente, tudo foi mudado:
  1. Os sacrifícios de sangue cessaram, pois Cristo cumpriu tudo para o que eles estavam apontando. Ele foi o sacrifício final, irrepetível, pelos pecados. Hebreus 9:12: “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”.
  2. O sacerdócio que ficava entre o adorador e Deus não existe mais. Hebreus 7:23-24: “ E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo”.
  3. O templo físico cessou de ser o centro geográfico da adoração. Agora, o próprio Cristo é o centro da adoração. Ele é o “lugar”, a “tenda” e o “templo” onde encontramos Deus. Portanto, o Cristianismo não tem centro geográfico, nem em Meca, nem em Jerusalém. João 4:21-23: “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai...Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. João 2:19-21: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei...Mas ele falava do templo do seu corpo”. Mateus 18:20: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.
  4. As leis alimentícias, que colocavam Israel aparte das nações, foram cumpridas e acabadas em Cristo. Marcos 7:18-19: “E ele [Jesus] disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora?... (Assim declarou puros todos os alimentos)”.
  5. O estabelecimento da lei civil sobre a base de um povo etnicamente fixado, que foi diretamente ordenada por Deus, cessou. O povo de Deus não é mais um corpo político unificado ou um grupo étnico ou um estado-nação, mas são peregrinos e forasteiros entre todos os grupos étnicos e Estados. Portanto, a vontade de Deus para os Estados não deve ser tomada diretamente da ordem teocrática do Antigo Testamento, mas deve ser agora restabelecida de lugar para lugar e de tempo para tempo, pelos meios que correspondam ao governo soberano de Deus sobre todos os povos, e que correspondam ao fato de que a genuína obediência, enraizada como ela é na fé em Cristo, não pode ser coagida pela lei. O Estado é, portanto, fundamentado em Deus, mas não expressivo da regra imediata de Deus. Romanos 13:1: “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus”. João 18:36: “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos”.

Adoremos a maravilha de Cristo que desencadeou essas mudanças massivas no mundo. 
Rev. John Piper

Continue lendo >>

Quem nos indica

Artigos Lidos Recentemente

Livros Gratuitos

Join 4Shared Now! Clique no ícone acima e veja os livros adicionados recentemente em nosso acervo virtual.Baixe gratuitamente sem infringir a lei brasileira!

Seguidores

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO