O ovo da serpente. Fomentação do ódio racial no Brasil.


Hoje, tenho eu a impressão de que o 'cidadão comum e branco' é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados. 
Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito. 
Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria. Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este 'privilégio', porque cumpre a lei.
Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos. 
E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema? Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
por Ives Gandra da Silva Martins, Colaboração Seminarista José Jorge

Domingo dia deus do sol?


Este post é um estudo em resposta a questionamentos sobre o Domingo.


INTRODUÇÃO 

Sabemos que controvérsias têm sido uma constante no universo protestante. Isto porque, recebemos o legado dos reformadores de não submetermos a nossa fé a nada alem daquilo que as escrituras dizem (I Cor. 6:4), daí o conhecidíssimo lema protestante de “sola escriptura”. Entretanto, há certos fatos polêmicos que geram não poucas divergências dentro do nosso contexto religioso, e divergências de tal monta que chegam a implicar e ser o divisor de águas entre o ortodoxo e o herético. Um desses fatos tem a ver com o primeiro dia da semana comumente conhecido como: Domingo. Visto grosso modo, a questão pode parecer um tanto quanto trivial, mas não é.

O domingo tem sido alvo de ferozes ataques de grupos extremistas dentro da cristandade, conhecidos mormente como sabatistas, destacando em especial os Adventistas do Sétimo Dia e suas mais variadas facções, haja vista, a enorme quantidade de literaturas que são produzida por estas seitas a fim de tratarem do tema.

Ante tal complexa questão teológica, qual o veredicto a ser dado? O domingo ou o sábado, qual e o dia do Senhor afinal ? O domingo e realmente pagão? Quem adora a Deus no Domingo esta selado com a marca da besta?

Para responder estas e outras perguntas e dar uma resposta sólida aos antagonistas do domingo, forneceremos subsídios para realçar o ponto de vista conservador seguido através dos séculos pelo cristianismo histórico-ortodoxo. 


O ALIBI ADVENTISTA 


Os adventistas no afã de defender o sábado judaico em detrimento do domingo usam de argumentos ardilosos e desonestos, entrementes apelam para a historia com o fito de angariar apoio para suas teorias, contudo ledo engano! 

A principio, todos os adventistas rezam pela mesma cartilha, qual seja, alegando que o domingo e um dia pagão, outrossim, para achar suporte à tão descabida acusação chegam a distorcer fatos históricos importantes que se levados em conta desmantelariam por completo o arcabouço levantado por eles. 

Via de regra tais acusações se baseiam apenas em conjeturas. A simples assertiva de que os pagãos possuíam o primeiro dia da semana como dia do sol, dedicado ao deus Mitra, bem como uma suposta apostasia da igreja já e prova mais do que suficiente para eles de que o domingo que os cristãos tem hoje como dia de descanso dedicado a Cristo, nada mais e do que uma pratica paga cristianizada pela igreja de Roma, e então anatematizam os cristãos que tem o domingo como dia do senhor, por estar adorando a Deus num dia espúrio.

Estes foram os pressupostos que levaram o teólogo adventista Samuele Bacchiocchi, a ostentar em ser o primeiro não católico a defender tese e se formar na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. (Uma instituição católica romana), posteriormente este trabalho deu origem ao livro “Do Sábado Para o Domingo”, sendo atualmente o que há de melhor na literatura adventista a respeito do assunto. Todavia e interessante frisar que Bacchiocchi escolheu ter seu trabalho associado a uma instituição que a Igreja Adventista vê como " A besta do Apocalipse ", e a razão é óbvia, ou seja, provar que o Papa mudou o sábado como Ellen G. White, a profetisa inspirada dos adventistas declarava. Assim Bacchiocchi precisa estabelecer desesperadamente que o Papa mudou o sábado para o domingo porque sem esta ligação, Ellen G. White fica desmascarada como falso profeta. O interessante e que os adventistas condenam todas as outras reivindicações que a igreja Católica faz, com exceção justamente desta, de ter mudado o sábado para o domingo.
Não vamos aqui refutar todas as especulações teológicas de Bacchiocchi, pois ultrapassaria o escopo deste assunto, no entanto nos deteremos apenas no que tange a acusação de paganismo.


SOFISMAS DE BACCHIOCCHI


Bacchiocchi afirma que a razão por que a igreja de Roma adotara o domingo como o dia cristão de adoração, em vez do Sábado, era porque o dia pagão chamado “Dia do Sol” na semana planetária, já tinha ganhado significação especial nos cultos solares do paganismo, e adotando este dia os cristãos pôde explorar o simbolismo de Cristo como sol da justiça que já estava presentes na própria tradição religiosa deles.

REFUTAÇÃO:


Entrementes, Bacchiocchi peca em não levar em conta a resistência a praticas pagãs no cristianismo primitivo, particularmente contra o gnosticismo. Veja por exemplo Tertuliano, que se separou da igreja de Roma e era um árduo defensor do domingo. Se o bispo de Roma estivesse impondo praticas pagas aos cristãos, certamente ele seria um dos primeiros a denunciar isto e em contra partida se abster de tal pratica. Mas não o fez pelo simples fato do domingo ser um dia sagrado desde os tempos apostólicos. É verdade que, tempos depois, alguns lideres cristãos exploraram o simbolismo do dia pagão, mas ter adotado o dia pagão do sol de fato como o dia cristão de adoração porque era proeminente nos cultos pagãos do deus sol realmente teria sido um passo muito corajoso. Até mesmo se a igreja de Roma tivesse dado este passo, fica mais inexplicável até mesmo que o resto da igreja seguiu sem nenhuma objeção. Ele mesmo admite isso quando afirma que: “ A associação entre o domingo Cristão e a reverência pagã do dia do Sol não é explícita antes do tempo de Eusébio (260-340 D.C). Embora Cristo seja referido freqüentemente pelos Pais primitivos como “Verdadeira Luz” e “ Sol da Justiça”, nenhuma tentativa deliberada foi feita antes de Eusébio para justificar a observância do domingo por meio da simbologia do dia do Sol ". (Do Sábado para domingo, p 261, por Samuele Bacchiocchi). Note, ele mesmo admite que não há nenhuma documentação histórica antes de 260 D.C. Em outras palavras, admite que não há nenhuma prova direta somente suposições.

Novamente Bacchiocchi provê um paralelo: a celebração de Natal no dia 25 dezembro derivado do culto do sol que foi promovido pela igreja de Roma. Mas este paralelo veio depois de Constantino quando influências pagãs no meio cristão estavam assaz avançadas, e sabemos que essa Igreja não teve êxito impondo esta inovação universalmente ao longo das igrejas orientais como se nota ainda hoje.

O problema com esta tese e que não se coaduna com os fatos, pois cada dia da semana foi nomeado em honra a algum deus e, em certo sentido, foi dedicado à adoração daquele deus, A semana planetária egípcia indicava os dias através das designações dos astros: Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e Lua. Na semana romana Saturnus, ainda com a imitação da semana egípcia, seria o sábado; Sol seria o domingo; Luna, a segunda-feira; Mars, a terça-feira; Mercurius, a quarta-feira; Juppiter, a quinta-feira; Vênus, a sexta-feira. 

Dá-se, então, a influência judaica, cuja semana começava pelo dia sagrado sabbâtt, oriundo do babilônio sabattum, composto de sag, que significava "coração", e bat, "chegar ao fim"; a idéia era do "repouso do coração". Na semana romana, o Saturnus dies passou a sabbatum pela influência judaica. O calendário hebraico apresentava os dias, o Sabbatum, que era o mais importante, o dia sagrado, o sábado, o prima sabbati, secunda sabbati, tertia sabbati, quarta sabbati, quinta sabbati, sexta sabbati. 

Com a chegada do Cristianismo, o primeiro dia foi dedicado ao Senhor, o dia do descanso, dies Domenicus. O sabbatum judaico, ironizado pelos romanos, que zombavam da circuncisão e do jejum, e já tendo perdido o valor religioso, passou ao último dia da semana. Assim ficou a semana no calendário romano: dies Domenicus / dies Lunae / dies Martis / dies Mercurii/ dies Jovis / dies Veneris / e o Sabbatum, o último dia. 

Mas eles cessaram o trabalho nestes dias? Não; se eles os tivessem, teria detido a semana inteira. Eles observaram o domingo deixando de trabalhar? Não, realmente. Nunca tal coisa foi ensinada ou praticada pelos romanos. Eles não tiveram nenhum dia de descanso semanal. Escritores pagãos como Sêneca, Pérsio, Marcial, Juvenal criticavam e ridicularizavam o dia de descanso semanal dos judeus asseverando que era uma parte preciosa do tempo jogado fora! Observe o que diz Moule quanto a isso: “Nas sociedades Pagãs não havia nenhum dia semanal de descanso, só os festivais pagãos a intervalos irregulares” (Moule, Nascimento do Novo Testamento, pág., 18 citado por Robert D. Brinsmead). Ainda Brinsmead citando Rordorf acrescenta: 

“Nos primeiros séculos da história da Igreja até o tempo do Imperador Constantino não foi permitido aos cristãos observarem o domingo como um dia de repouso no qual lhes obrigavam, por causa do princípio, de se privar do trabalho. A razão para isto simplesmente era que ninguém no Império Romano inteiro, nenhum judeu, nem gregos, nem romanos, paravam o trabalho no domingo” (Willy Rordorf, domingo: A História do Dia de Repouso nos Primeiros Séculos da Igreja Cristã (Filadélfia: Westminster Press, 1968], pp. 154-55).

Recentes pesquisas apontam para o fato de que nenhuma celebração religiosa especial de qualquer um dos dias da semana pode ser mostrada em qualquer uma das religiões pagãs. Demais disso, nós sabemos que essa religião de mistério não rivalizava com o Cristianismo apenas em relação ao domingo mas se estendia a varias praticas, tais como: um deus-salvador que nasceu de uma virgem, morte e ressurreição, local reservado para culto, batismo, convicção em um julgamento final, castigo eterno para os maus, que o mundo seria destruído através do fogo, ritual com bebida cruenta, o que seria uma versão da santa ceia e muitas outras similaridades a ponto de muitos pais da igreja chamá-lo de “plagio satânico”. A respeito da santa ceia, Justino, o mártir, explica em sua "I Apologia" que os demônios (seguidores de Mitra), também usavam em suas iniciações os elementos da ceia acompanhados por palavras tal qual os cristãos faziam.

O Apologista o via como uma "transversão satânica dos mais sagrados rituais de sua religião" (Franz Cumont, The Mysteries od Mithra). Como bem expressou o célebre teólogo e erudito Dr.Robert H. Gundry em seu “Panorama do Novo Testamento”: “...o mais provável é que as religiões de mistérios é que tenham tomado por empréstimo certas idéias do cristianismo, e não vice-versa”. Pergunto: seria pagão o batismo e a santa ceia pelo fato do Mitraismo também usa-los em seus rituais? Concordariam com isto os adventistas? Claro que não! Mas então por que fazem exceção quanto ao domingo? Somente existe uma resposta satisfatória, desonestidade! 

Se seguirmos a linha de raciocínio esposada por eles a coisa se complica posto que muitas praticas usadas pelos sabatistas tiveram suas replicas no paganismo, a titulo de ilustração podemos citar a cruz (logotipo da IASD), a arvore de natal que fora incentivada ate mesmo por Ellen G. White, e muitas outras doutrinas. Outrossim, o velho argumento do domingo ser chamado em inglês, sunday que traduzido quer dizer “dia do sol” não prevalece, pois eles teriam de revelar concomitantemente que sábado e´ saturday (dia de saturno) que também era um dos nomes variantes do deus sol. Como vimos, e verdade que em alguns idiomas o domingo é chamado de “dia do sol”, mas é também verdade que em outros ele é chamado de “dia da ressurreição”, assim temos em língua grega bizantina “anastasimós”, na língua russa “vosskresenije” na basca “igandea”. São todos nomes que significam a mesma coisa: “ressurreição”. Já em outras, o primeiro dia da semana – o domingo, é chamado de “dia do Senhor” como em grego “te kyriake hemera”, em irlandês “Dia domhnaigh” ou “na Domhnach”, em latim “dies dominica”, em italiano virou “domenica”, em francês “dimanche”, e em português “domingo”. As provas são por demais contundentes para serem negadas! Porque os nossos antagonistas não declaram isso em seus livros e folhetos ? Simplesmente por que isto complicaria e muito seus malabarismos! 


CONTRADIÇÕES


Mutações de doutrinas e uma das características distintivas das seitas, o que era matéria de fé tempos atrás hoje já não e mais, a IASD de modo algum se constitue em exceção. Foi assim com a doutrina do santuário, com o calculo da volta de Cristo que demonstrou ser um verdadeiro anacronismo e mais recentemente devido às pesquisas históricas de Bacchiocchi, muitas crenças sobre a lei e a mudança da guarda dominical tem sido abandonadas. Por exemplo, foi crido por anos entre os adventistas e ensinado por sua “profetisa inspirada”, que originalmente o Papa havia começado a adoração no domingo, depois ela achou que não foi bem assim e disse que o Imperador Constantino introduziu a “adoração” no domingo em 325 DC. Hoje porem, os adventistas culpam o imperador Adriano (135 D.C) e não mais o Papa ou Constantino! O pior de tudo e que essas contradições são mascaradas com o conhecidíssimo chavão: “verdade presente”, uma variante da expressão “lampejos de luz”, usada pelas Testemunhas de Jeová com o fito de dissimular suas vergonhosas incoerências doutrinarias! 

Samuele Bacchiocchi, escreveu em uma mensagem de E-mail à “lista de clientes” católica Grátis catholic@american.edu no dia 8 de fevereiro de1997 dizendo: “eu difiro de Ellen White, por exemplo, na origem do domingo. Ela ensinava que nos primeiros séculos todos os cristãos observaram o Sábado e era em grande parte pelos esforços de Constantino que a guarda do domingo foi adotado por muitos cristãos no quarto século. Minha pesquisa mostra ao contrário. Se você lesse minha composição “Como a Guarda do Domingo Começou?” que resume minha dissertação, você notará que eu coloco a origem da Guarda do domingo até a época do Imperador Adriano, em 135 D.C.” Em outras palavras, o historiador corrigiu os escritos inspirados de sua profetisa! Diante disso fica esmiuçada as bajulações inconsistentes de A B Christianini em “Subtilezas do Erro” quando diz: “... Os testemunhos orais ou escritos da Sra. White preenchem plenamente este requisito, no fundo e na forma. Tudo quanto disse e escreveu foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato...Os seus detratores...procuram inventar contradições e inexatidões...” ( pág. 35 grifo nosso) 

E claro que esta suposição não tem respaldo histórico, haja vista existiram documentos que comprovam que o domingo já era pratica crista aceita bem antes de 135 D.C como bem atestam as seguintes cartas: 

- Justino, o Mártir: 100-167d.C. Eis aqui como Justino, o Mártir, descreveu o culto primitivo dos cristãos: “No Domingo há uma reunião de todos que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos Apóstolos e dos escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permita. Termina a leitura, o presidente, num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras. Depois disso, todos nos levantamos e fazemos uma oração comum. Finda a oração, como descrevemos antes, pão e vinho (suco de uva) e ação de graças por eles de acordo com a sua capacidade, e a congregação responde, Amém. Depois os elementos consagrados são distribuídos a cada um e todos participam deles, e são levados pelos diáconos às casas dos ausentes. Os ricos e os de boa vontade contribuem conforme seu livre arbítrio; esta coleta é entregue ao presidente (pastor) que, com ela, atende a órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade”(Manual Bíblico, Halley) 

- Inácio, 100d.C., disse: “Aqueles que estavam presos às velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o Sábado, porém vivendo de acordo com o dia do Senhor (Domingo)”. 

O ensino dos Apóstolos, 90-100 obra siríaca: Encontramos um testemunho muito interessante na obra citada, que data da segunda metade do século III, segundo a qual os apóstolos de Cristo foram os primeiros a designar o primeiro dia da semana como dia do culto cristão: “Os apóstolos determinaram, ainda: no primeiro dia da semana deve haver culto, com leitura das Escrituras Sagradas, e a oblação. Isso porque mo primeiro dia da semana o Senhor nosso ressuscitou dentre os mortos, no primeiro dia da semana o Senhor subiu aos céus, e no primeiro dia da semana vai aparecer, finalmente com os anjos celestes” (Ante-necene fathers, 8668).(Enciclopédia Vida, Archer) 

- Tertuliano: 160-220.
 No início do século III, Tertuliano chegou a afirmar que: “Nós (os cristãos) nada temos com o Sábado, nem com outras festas judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias solenidades: O Dia do Senhor... (On indolatry 14). Em “De oratione”(23). Tertuliano insistia na cessação do trabalho no Domingo como dia de culto para o povo de Deus. 

Mas para os sabatistas de nada valem tais testemunhos, pois para eles todos estes cristãos estavam contaminados com paganismo! A pertinácia adventista encontra seu verdadeiro significado nas palavras de A .B Christianini: “...e continuamos a insistir na tese da origem paga da observância dominical” (Subtilezas do Erro, pág. 236)


CONSTANTINO E O DIES SOLIS 

Outro fato que amiúde e alardeado pelos sabatistas, tem a ver com o Sicut indignissimum, edito de Constantino em 3 de julho de 321, que entre outras coisas rezava: “Que todos os juizes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do sol”. Mesmo entre os adventistas existem divergências quanto a finalidade desta lei. Uns dizem que foi para favorecer a Igreja outros porem argumentam que pelo contrario, foi uma lei apenas civil para pagãos. Não obstante, este foi um dos vários decretos que Constantino fizera para favorecer os cristãos. O livro, "História Eclesiástica" de Eusébio de Cesaréia, a partir do livro X, descreve as ações de Constantino em prol da Igreja. Seus decretos imperiais mostram um imperador ecumênico (aquele que gosta de agradar a gregos e troianos), semiconvertido, preocupado mais com política do que com coisas espirituais. Isto é mostrado as escancaras, veja: "QUE QUALQUER DIVINDADE E PODER CELESTIAL QUE POSSA EXISTIR SEJA PROPÍCIO A NÓS...É ASSIM QUE PODEMOS CONCEDER AOS CRISTÃOS E A TODOS IGUALMENTE A LIVRE ESCOLHA DE SEGUIR O TIPO DE ADORAÇÃO QUE QUISEREM" 

Note que Constantino engloba em seus decretos todas as religiões, sendo a maioria pagã e a minoria cristã. Quando ele favorece os cristãos que se depreende das afirmações a seguir "...que concedemos aos cristãos liberdade e liberdade plena para observarem seu modo peculiar de adoração", está abrindo a porta para que possam adorar como querem e no dia que mais lhe agradarem (o que já era pratica da Igreja). Quando ele usa a expressão pagã, "Venerável dia do sol", não está de modo algum impondo a honra deste dia ou divindade, mas apenas usando uma expressão que era peculiar àquele povo naquela conjuntura. Não adiantaria nada escrever em um decreto que posteriormente iria ser lido publicamente, usar uma expressão menos conhecida como "Dia do Senhor", expressão esta tipicamente cristã, quando a maioria pagã não a entendia! Tanto e verdade , que Justino, o mártir, usa em sua epístola enviada ao Imperador pagão Antonino a expressão "No dia que se chama do sol..." (I Apologia 67, 3. 7), para que o imperador pagão pudesse entender. É mais ou menos como dizer a um americano que vou a igreja não no domingo (Dia do Senhor) mas no sunday (dia do sol), isto não compromete em nada o dia cristão. Algo análogo aparece na narrativa bíblica de Nabucodonosor, quando este afirma que o quarto homem dentro da fornalha de fogo era semelhante ao “filho dos deuses” (Daniel 3:25). Esta expressão prova que ele usou apenas o vocabulário corrente extraído do contexto politeísta no qual vivia para aludir ao anjo do Senhor. E foi desta maneira que Constantino usou aquela expressão. A conotação que a IASD da a esta expressão e por demais aviltante. Não há de se falar em "imposição" dominical, os fatos quando analisados honestamente não comportam tal idéia! 

Outro fato de suma importância que passa despercebido e que raramente, ou nunca e´ comentado pelos sabatistas, e´ quanto ao resto da frase onde reza: “Aos que residem no campo, porem permita-se a entregarem-se livremente aos misteres de sua lavoura”. Veja que aos camponeses não foi imposta nenhuma lei dominical. Ora, sabemos que tais eram chamados de “pagani, nome latino que serviu para designar os camponeses, serviu para criar o termo e a noção de paganismo que engloba toda atitude religiosa hostil ao Cristianismo: prova eloqüente da impermeabilidade dos campos ocidentais `a pregação cristã dos primeiros séculos”(O Cristianismo Primitivo, pág. 102 – Stan-Michel Pellistrandi). Era aquele que não tinha aceitado o cristianismo ou sido batizado. E sabido que o cristianismo alcançou primeiramente as cidades e só depois os campos (zona rural) por ser justamente estes povos os que mais ofereciam resistência `a evangelização. Eles procuravam mais do que todos preservar suas tradições religiosas, e o cristianismo apresentava-se como uma ameaça `as tradições de seus antepassados. Se Constantino estivesse favorecendo o dia pagão, essa gente seria as principais a se beneficiarem deste feriado, mas não foi isto que aconteceu, simplesmente porque ele se reportava ao dia cristão, mesmo usando ainda nome pagão para designa-lo. Podemos acrescentar ainda as benfeitorias sociais promovidas por Constantino, principalmente em relação aos escravos melhorando sua condição de vida, e uma delas era o descanso. Os escravos eram considerados pelos gregos como algo desprezível, mesmo para Aristóteles, os escravos são excluídos da definição de homem, já os romanos o consideravam como apenas “instrumentum vocalis”, ou seja, “coisa falante”. Desta maneira os escravos (que eram muitíssimos em Roma) ganharam direito ao descanso. E bom rememorar também que uma enorme parcela desta classe eram de cristãos, daí mais um motivo para o feriado. 


A EXPRESSÃO “DIA DO SENHOR” 


Esta expressão e cognominativa e por si denota a reverencia dos primeiros cristãos para com o primeiro dia da semana. Conquanto seja este fato irrefutável os adventistas como de praxe tendem a distorcer as escrituras dizendo ser isto uma referencia ao sábado judaico.
O teólogo adventista Alberto R. Timm em seu livro “O Sábado nas Escrituras”, declara: “Parece mais provável que João tenha escolhido a expressão Kyriake hemera para designar o sábado...” (pág.76). Cita como base textos como o de Isaias 58:13; Êxodo 16:23 e Mateus 12:8. Diz ainda: “Alem disso, se João realmente tencionasse designar o domingo como sendo o “dia do Senhor” com certeza ele também teria feito em seu evangelho, que foi escrito aproximadamente na mesma época do apocalipse (na década de 90 AD). Mas em todas as oito alusões ao domingo no Novo Testamento, ele e simplesmente chamado de “primeiro dia da semana”...sem qualquer distinção especial.” (pág.74).

Estes argumentos a priori são atípicos considerando o contexto histórico dos primeiros séculos do desenvolvimento da Igreja.

O Dr. Aníbal P. Reis explica que A locução grega no caso dativo “Kyriake Hemera” e traduzida literalmente em nosso vernáculo por Senhorial Dia ou Dia do Senhor. Diz ele: “O nosso vocábulo DOMINGO procede do latim DOMINICUS (=Senhorial), (como Dominga vem de Dominica), que por sua vez e a tradução latina do grego KYRIAKE.” (A Guarda do Sábado, pág. 154). Gleason Archer e concorde em afirma que: “Ate hoje essa e a expressão regular para “domingo” no grego moderno”(Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas, pág. 127).

O termo “Kyriake”, e uma palavra neotestamentaria que só aparece novamente em I Co. 11:20 em seu caso genitivo “Kyriakon” para designar a “Ceia do Senhor”.

Certa fonte teológica comentando sobre esta palavra diz: “Embora alguns tenham alegado que se refere ao ultimo dia, ou ate mesmo a páscoa, parece certo que a expressão e o nome que veio a ser dado ao primeiro dia da semana. Desde Inácio (Mag. 9:1) este e o seu significado nos escritos patristicos.” (Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, pág. 2164). Outra elucida ao acrescentar que o Dia do Senhor, “era uma frase que se usava já no segundo século referindo-se ao domingo” (O Novo Comentário da Bíblia, pág. 1452) 

A pergunta que forçosamente surge agora e: por que formar uma palavra nova para expressar coisas de uma instituição sagrada antiga? Urgi rememorar que o evangelho era uma instituição nova, por isso necessitou do uso de termos novos. Assim nós temos “cristãos” Atos 11:26, como um nome novo para o povo de Deus; “apóstolos”, “evangelistas”, e “diáconos” como os lideres da Igreja; batismo como o rito iniciatório na Igreja, a ceia do Senhor, I Cor 11:20, e o Dia do Senhor, como instituições daquela Igreja. As novas normas originadas pelo evangelho não puderam ser expressadas pela terminologia da velha lei; conseqüentemente palavras novas tiveram de ser cunhadas. 

No Novo Testamento nós temos: o sangue do Senhor, o cálice do Senhor, os discípulos do Senhor, a mesa do Senhor, a morte do Senhor, o corpo do Senhor, a ceia do Senhor, e também o Dia do Senhor. Todas estas expressões recorrem a algo que pertence exclusivamente a Cristo debaixo do evangelho. 

" Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor” (Apocalipse 1:10). Este é o primeiro lugar na Bíblia que nós temos a expressão o “Dia do Senhor”. João escreveu neste idioma sessenta seis anos depois que o Sábado judeu fora abolido; conseqüentemente ele deve ter recorrido a algum dia comemorativo peculiar para a nova dispensação. Não existe um único exemplo na Bíblia ou na história onde o termo “o Dia do Senhor” é aplicado ao Sábado sagrado judeu. Os adventistas nunca chamam o sétimo dia de o “Dia do Senhor” exceto quando eles tentam explicar o Dia do Senhor em Apocalipse 1:10 como se fosse o sábado; mas em todos seus ensinos, escritos, e conversações, eles se referem a este dia simplesmente como sábado. O termo “sabbath” não é usado em Apocalipse e nenhum léxico abalizado traduz esta expressão como se referisse ao sábado. O sábado sagrado judeu foi abolido na cruz (Col. 2:14 16; Gal. 4:10; Rom. 14:5) mais de sessenta anos antes de João escrever; então, ele não poderia ter recorrido àquele dia. Outro fato merecedor de nota é que depois de João, todos os demais escritores pos-apostolicos sempre usaram este termo para designar o domingo e nunca o sábado. Reforçando ainda mais, juntamos a isso o contexto do livro do Apocalipse que de forma precisa nos informar que a mensagem do livro era destinada as sete Igrejas da Ásia (v. 11). E junto a este conjunto das cartas as Igrejas e que esta a expressão “o Dia do Senhor”. Ora, o titulo “Senhor” e um titulo dado a Jesus especialmente depois da sua ressurreição que aconteceu no primeiro dia da semana. No Apocalipse ele e o Senhor Todo Poderoso do verso 8, e Senhor dos senhores 17:14. Portanto, este dia forçosamente tem de ser o dia no qual Jesus foi feito Senhor dos vivos e dos mortos, ou seja, o primeiro da semana. Este foi o dia que fez o senhor, Salmo 118:24. Mas o que dizer então dos versículos citados onde o sábado aparece como “meu santo dia” Isaias 58:13, “o santo sábado do senhor” Êxodo 16:23, “pois o Filho do homem e senhor do sábado” Mateus 12:8 ? Não e isto prova de que o dia do Senhor seja realmente o sábado? Não, pois estes três textos foram ditos ou escritos antes da cruz sob a lei, mas Apocalipse 1:10 depois da cruz e sob o evangelho, por conseguinte num novo contexto de uma nova aliança. Demais disso, se fosse este o caso certamente o apostolo teria repetido a designação usual (sábado) como aparece nos versículos acima referidos.

Mas é contestado pelos sabatistas que João e todos os outros evangelistas nos evangelhos chamam o domingo simplesmente, “o primeiro dia da semana”, em vez de “o Dia do Senhor”. Conseqüentemente se João, em Apocalipse 1:10, tivesse se referindo ao domingo ele teria dito “o primeiro dia da semana” como ele fez no evangelho. 

A resposta não é tão embaraçosa quanto parece. Jesus predisse que ele seria morto e ressuscitaria no terceiro dia. Cada evangelista teve cuidado em demonstrar que a predição fora fielmente cumprida. Conseqüentemente eles foram coerentes em dar os nomes desses três dias como eram conhecidos pelos judeus; qual seja, dia da “preparação”, (sexta-feira) dia de “Sábado” e “primeiro dia da semana”. Temos que levar em conta também que o estilo gramatical tal como foi escrito o livro do apocalipse difere grandemente do de seu Evangelho e epistola. O estilo literário de Apocalipse e um tanto deficiente em relação ao do seu evangelho. Outra questão em especial a considerar e quanto à autoria do livro. Em seu evangelho João não menciona seu nome mas tão somente diz “Este e o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu” João 21:24, já nas epistolas ele se identifica não mais como “o discípulo” mas anonimamente como “o presbítero”. No apocalipse pelo menos três vezes ele se identifica como “João”. Foi por detalhes como este que Dionísio colocou em duvida a autoria do Apocalipse (Cf. Historia Eclesiástica livro 7, cap. XXV). Apesar destas supostas diferenças nos sabemos que o verdadeiro autor do Apocalipse foi o apostolo amado João. Alem disso, o modo como João usou a expressão “o Dia do Senhor” para designar o primeiro dia da semana (ao contrario de como fez em seu evangelho) quiçá pode muito bem se encaixar nestas diferenças literárias do livro (assim como aconteceu com seu nome). Desta maneira sepulta-se de uma vez o aparato do argumento adventista. 

Isto posto, declaramos que o domingo longe de ser um dia pagão dedicado a Mitra, como afirmam os sabatistas, e indiscutivelmente o dia do Senhor. Um dia de adoração, comemoração e regozijo para o povo de Deus.

A Bíblia Vida Nova, em sua nota de rodapé ao comentar Dt 5.12-15 diz: "A palavra sábado tem raiz no termo hebraico SHABHAT, que quer dizer 'cessar', 'desistir'. Esta palavra está associada ao sétimo dia antes mesmo da legislação no Sinai (Ex 16.26). A referência específica ao sétimo dia não aparece no próprio mandamento sobre o sábado (Dt 5.12). Não há razão lingüística pela qual a palavra 'sábado' não pudesse ser também um dia de descanso no princípio da semana. A mudança do descanso sabático do sétimo dia é o cumprimento do princípio moral do sábado. O sábado do sétimo dia comemorava a obra da criação divina (Ex 20.11) e a redenção (Dt 5.15). O sábado do primeiro dia pode ser reputado como comemoração da nova obra de criação divina (II Co 5.17; Ef 2.10) e a redenção espiritual (Tt 2.14). A ressurreição de Jesus assinalou o clímax de sua obra redentora (Rm 4.25; I Pe 1.3) e parece certos que os cristãos primitivos começaram reunindo-se no primeiro dia da semana em comemoração a esse grande acontecimento. Cristo a si mesmo chamou-se Senhor do Sábado (Mc 2.28) e o primeiro dia da semana posteriormente se tornou conhecido como dia do Senhor (Ap 1.10). Desde então o sábado do primeiro dia tem sido aceito pela vasta maioria dos cristãos". 

fonte: Cacp

"Pastor" ensina como ser Gay em Cristo!

Sr. Gladstone pastor da Igreja contemporanea que afirma: gays e lésbicas podem ser de Jesus.
Levitico 18:22 Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.

Romanos 1:27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

1 Coríntios 6:9 Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas,
1 Corinthians 6:10 nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.



A EXPIAÇÃO NA CRUZ DO GÓLGOTA




I EXPIAÇÃO

1.1 INTRODUÇÃO

O termo expiação não é algo novo, um vocábulo exclusivo da era cristã. Ele aparece já no Antigo Testamento conectado com os ritos sacrificiais da Lei de expiação de pecados, os quais eram tipos do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. São vários os textos: Levítico 1.4; 4.20,26,31,35; 16.6,10-18, 27,30,32-34; 17.11.

1.2 BREVE DEFINIÇÃO

Expiação vem do hebraico “kaphar”, significando cobrir, purificar etc. O sangue que era derramado por causa dos sacrifícios era aspergido sobre a tampa do propiciatório. Ele tinha por finalidade “cobrir” os pecados cometidos pelo povo de Deus. As Escrituras Sagradas claramente revelam que os pecados do homem o separam do Criador desde o Éden. A Bíblia de Estudo de Genebra (p.1322) vai nos dizer o seguinte:
Quando Deus tirou Israel do Egito, ele estabeleceu, como parte do relacionamento da aliança, um sistema de sacrifícios que tinha seu âmago no derramamento de sangue de animais “para fazer expiação por vossa alma”(Lv 17.11).
Percebe-se que o rito da expiação era muito importante como instrumento de reconciliação entre Deus e o Homem. Olhando para o Novo Testamento, percebemos que o sacrifício de Jesus na Cruz era a realidade para a qual apontavam os sacrifícios animais veterotestamentários. É-nos dito no N.T. que sangue de Jesus foi derramado de forma sacrificial (Romanos 3.25; 5.9,11; Efésios 1.7; Apocalipse 1.5). Portanto, como a revelação é progressiva, podemos definir a palavra expiação num sentido mais lato. Podemos dizer que expiação foi a obra por Jesus realizada durante a sua vida, morte e ressurreição, com o objetivo de salvar o seu povo dos seus pecados. A Confissão de Fé de Westminster, no capítulo XI;III nos diz o seguinte:
Cristo, por sua obediência e morte, pagou plenamente a dívida de todos os que são justificados, e, em lugar deles, fez a seu Pai uma satisfação própria, real e plena. Contudo, como Cristo foi pelo Pai dado em favor deles, e como a obediência e a satisfação dele foram aceitas em lugar deles, ambas livremente e não por qualquer coisa neles existente, a justificação é só da livre graça, a fim de que tanto a justiça restrita como a abundante graça de Deus sejam glorificadas na justificação dos pecadores.

1.3 A CAUSA DA EXPIAÇÃO

Poderíamos indagar se há uma razão de Deus para enviar seu Filho com a finalidade de morrer pelos pecados do seu povo. Bem, se observarmos o que as Escrituras nos dizem, logo perceberemos que o amor e a justiça de Deus são a razão última para que Ele nos salve. Contudo, mesmo havendo o registro de que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito...” (João 3.16), a Palavra de Deus também diz que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). Há uma dívida a ser paga. Em Romanos 3.25 vemos o apóstolo Paulo falando que Cristo foi um sacrifício propiciatório, ou seja, Deus se torna propício a nós depois que Jesus sofre o castigo pelos nossos pecados. Além disso, o texto vai nos mostrar que, no Antigo Pacto, Deus perdoava os pecados do povo, mas pelo fato de nenhuma pena haver sido paga, Ele envia o seu Filho para morrer por nossos pecados: “tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ser ele mesmo justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3.26). Não devemos nos esquecer de que o sangue de touros não removiam pecados (Cf. Hebreus 10.4).

Adoração a quem?



Bráulia Ribeiro



Já faz algum tempo que briguei com as reuniões de oração evangélicas. Me sento em protesto nauseado que as músicas desfilam um corolário interminável de "Eus" e "Meus". Fiz uma análise textual das "dez mais" da adoração aqui na base das igrejas que visitamos, provando gramaticalmente, semanticamente, sem sombra de dúvidas (penso eu) que o centro gravitacional de todas elas é sempre o EU e nunca Deus, apesar de parecerem tão piedosas. Mostrei (também penso eu) de maneira inequívoca que a divindade adorada por estas canções pseudo-evangélicas não é o Senhor dos Exércitos, mas um deus subserviente cuja única preocupação real é deixar o adorador feliz, realizado, num estado de êxtase orgásmico. Nada mais. Este deus não lhe requer nada, não lhe diz nada, não chama o adorador para fora do seu Eu-narcísico. Não lhe mostra o pobre, a guerra, a dor, o amor no outro. Se contenta em acalentar-lhe o ego e se sente apaziguado quando ouve repetidas vezes elogios pobres à sua capacidade infinita de tornar o adorador indiferente e feliz.



Somos o que cremos, somos o que cantamos também. Se cantamos só a nós, mergulhamos em nada além de nós. Ao invés de seguidores de Jesus hoje somos Jesus' pantyfans, verbete internético não pejorativo que se refere a fãs que jogam calcinhas em palcos. Somos "adoradores" ousados, exagerados, aparentemente por Jesus, mas no fundo em busca do êxtase individual nada mais. Cantamos até atingirmos o nirvana evangélico do nada além de meu budista, gordo e satisfeito.

Os Cristãos Sem Cristo


Dia desses resolvi ler um trecho do evangelho de Lucas, lá pelo capítulo onze; cheguei até a parte em que Jesus foi convidado para um jantar na casa de um fariseu, onde tinha muita comida boa e também, muita frescura. O fariseu sentiu-se escandalizado só por que Jesus não lavou as mãos antes de comer, ah, e não é que o fariseu estivesse com nojinho por achar anti-higiênico comer sem se lavar, mas sim por motivos cerimoniais. Jesus como não gostava dessa hipocrisia religiosa – na verdade ele não gostava de hipocrisia –, foi logo “descendo sarrafo” e disse que assim como limpavam o exterior deviam limpar o interior, que estava cheio de ávida ganância e perversidade. É claro que os religiosos não gostaram nada do que Ele disse, e foram logo se defendendo, o que não adiantou muito, e mais uma vez ficaram sem saber o que dizer, e como de costume começaram a planejar uma forma de confundi-lo através das palavras. Será que não percebiam que Jesus além de conhecer a intenção de seus corações, tinha as repostas para qualquer coisa que dissesse respeito à vida humana e ao reino de Deus?

Jesus nunca se deixou enganar pela hipocrisia dos religiosos de seu tempo; a máscara de santidade poderia até convencer aos outros e até a si próprios, mas nunca a Jesus, e não precisava ser Deus para se ter essa percepção, bastava observar as obras dos tais “santos” de Deus. (Mt 12:1-7; Lc 11:42)

Toda hipocrisia, mentira, falsidade enche o saco, mas a hipocrisia religiosa, mais especificadamente a cristã, é terrível, pois se finge em nome de Deus. Cristo odiou a hipocrisia dos fariseus e odeia a hipocrisia cristã, que valoriza a aparência mais do que o indivíduo, os dogmas mais do que a misericórdia e o MEU mais do que o NOSSO.

Muitos cristãos acham que fama, sucesso e dinheiro, é o que Cristo deseja para todos os seus seguidores. “Não nascemos para ser cauda e sim cabeça”, dizem, e baseados nisso, vivem em busca de prosperidade e reconhecimento. Quanto maior você é, mais será bajulado, admirado, invejado. Status, dinheiro... em algumas igrejas quem manda é quem dá o dízimo maior, quem é mais conhecido ou possui alguma influência. Pra que viver no anonimato se você pode ser um pastor famoso ou um artista gospel conhecido? Pode até ter sua música na novela das oito se tiver fé, claro que é tudo para glória do Senhor, pois esse é o seu propósito, tornar seus amados filhos melhores que os filhos do Diabo. Ledo engano. Enquanto esteve aqui na terra, Jesus nunca procurou holofotes, jamais quis aparecer ou ter qualquer reconhecimento, seu prazer era viver para glória do Pai. Jesus gostava de estar entre pessoas que não eram desejadas pela sociedade de seu tempo e certa feita, agradeceu ao Pai por ocultar aos sábios e instruídos o que foi revelado aos pequeninos (Lc 10:21), imagino que seja por que uns são arrogantes, pois só consideram como verdade, a verdade de seus próprios corações, e outros, humildes o suficiente para aceitar depender unicamente daquele que se declarou como sendo a única verdade.

Diferente de alguns cristãos, Jesus não tinha como objetivo “esfregar” sua verdade na cara de alguém, não estava interessado em provar a torto e a direito que era Deus e não andava por ai com partido político-religioso tentando dominar a capital do império romano para instaurar o culto à sua pessoa, ao contrário, Ele disse que quem quisesse segui-lo deveria viver Dele (Mc 8: 34-35). Também, não ameaçava com inferno aqueles que não o aceitassem como Salvador. Não consigo imaginar Jesus olhando torto para um homossexual, um negro, uma mulher, um deficiente, gente que constantemente sofre preconceitos. Tenho quase certeza que Ele desejaria se achegar a estas pessoas e conversar sobre os mais variados assuntos, pois Jesus gostava de estar com todo tipo de pessoa, definitivamente a intolerância não era característica sua.

A recomendação de Jesus é que seus seguidores sejam sal e luz da terra, ou seja, devem influenciar as pessoas ao redor com a sua fé, demonstrando amor ao irmão da sua própria igreja, ao vizinho, ao colega de trabalho, ou a qualquer outro ser humano, mesmo que este não compartilhe a mesma crença. Todo aquele que está em Cristo ama independente do que o outro É. Jesus é assim, ama e está pronto a receber a qualquer um; aceita cada ser humano, independente da cor, do sexo, da condição social, e deseja que cada um dos seus seguidores sinta, veja e que sobre tudo, AME como Ele.


Ps: Como é difícil lembrar que o reino de Deus me chama para amar a mulher que acabou de sair da clínica de abortos (e, sim, até seu médico), a pessoa promíscua que está morrendo de AIDS, o rico proprietário de terras que está explorando a criação de Deus. Se não consigo demonstrar amor a tais pessoas, então devo questionar se realmente entendi o evangelho de Jesus.

Philip Yancey

O que fazer diante dos problemas?


Quando o problema acontece.

SALMO 3

Salrno de Davi, quando fugiu de seu filho Absalão.



SENHOR, muitos são os meus adversários!

muitos se rebelam contra mim!

são muitos os que dizem a meu respeito:

"Deus nunca o salvará!"    [Pausa]»

Mas tu, SENHOR,

és o escudo que me protege;

és a minha glória

e me fazes andar de cabeça erguida. Ao SENHOR clamo em alta voz,

e do seu santo monte ele me responde.

(Pausa)

eu me deito e durmo, e torno a acordar, porque é o SENHOR que me sustém.

Não me assustam os milhares que me cercam.

Levanta-te, SENHOR! Salva-me, Deus meu!

Quebra o queixo de todos os meus inimigos; arrebenta os dentes dos ímpios.

Do SENHOR vem o livramento. A tua bênção está sobre o teu povo.

[Pausa]



Imagine que você é um rei e tem um filho. Cria este filho nos caminhos do Senhor, lhe dá tudo necessário à sua sobrevivência e em um belo dia: Surpresa! Esse filho te expulsa do reina e tenta tomar teu lugar. Realmente essa é uma situação que nenhum de nós queria estar, sendo odiado e sentindo-se amedrontado pelo próprio filho.(II Samuel 15 a 17).

Era exatamente isso que Davi estava passando ao escrever esse salmo deslumbrante. É importante lembrar que Davi aqui estava colhendo o resultado do seu pecado anterior de adultério, isso nos vem advertir que o pecado só gera dor, sofrimento e morte, mas, depois de arrependido e diante das perseguições Davi teve uma atitude diferente. Podemos aprender algumas importantes lições aqui tais como:




  1. Davi olha para as circunstâncias sem considerar Deus e queixa-se. Quantas vezes caímos nesse erro? Apenas olhamos para os lados e começamos a praguejar e nos lamuriar da situação como se Deus não estivesse no controle de tudo? Aqui era como se Davi estivesse dizendo o Senhor não vai fazer nada? Não está vendo que são muitos meus inimigos? Devemos ter cuidado para não tomarmos Deus com algum mágico ou gênio da lâmpada, todo sofrimento tem propósito diante Dele. E tudo esta sob controle de suas mãos. Está você sofrendo caro leitor? Confia! Deus está sentado no seu alto e sublime trono e está no controle!







  2. Davi deixa de olhar para as circunstâncias terrenas e passa a olhar para o céu. No momento que somos perseguidos temos a tendência a andar de cabeça baixa devido ao peso das críticas. Já perceberam que o primeiro lugar que tocam é na sua espiritualidade. Esse não é crente! Assim também acontecia com Davi. Apesar de tanto inimigos dizendo que Deus não o salvaria Davi vê o Senhor como um escudo a defendê-lo dos ataques inimigos! Davi não apenas via o Senhor como escudo, mas, Sentia seu conforto estendendo sobre ele sua forte mão e levantando sua cabeça! Davi Sabia onde buscar a salvação. Gritava ao Senhor que o ouvia dos céus e apressava-se em socorre-lo. Está você caro amigo de cabeça baixa diante dos teus inimigos? Grite! Chame o Senhor e ele ouvirá você do seu Santo Monte. Tenha em mente que sua salvação vem de cima e é perfeita e é restauradora e é consoladora.






Diante de um mundo tão competitivo e hostil, tenhamos em mente essas importantes verdades que apesar de nossos inimigos serem muitos, apesar de aquele a quem amamos armar ciladas contra nós, O Senhor não nos desamparará e se levantará ao nosso favor. Portanto confiemos nossa vida em sua santa e poderosa mão, Amém.

Mania Perversa: Os pregadores Mirins

Creio sinceramente que o Pêndulo da história está novamente a se deslocar, contudo agora percebemos que ele volta para idade média com todos os seus mitos, lendas, e práticas horripilantes! Uma delas é essa atitude perversa de treinar um guri a repetir chavões evangélicos banalizando de forma imoral a exposição das sagradas escrituras.Oramos ao Senhor que ele retorne ou que nos mande um outro Lutero!

Tentação do Deserto- Exposição John Knox



Uma exposição confortadora de Mateus 4,

concernente a tentação de Cristo no deserto.

por John Knox (1503-1572†)

Pela graça de Deus, nos proporemos a observar, no trato deste assunto:

...

"Se és Filho de Deus manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mt.4:3-4)

O propósito pelo qual o Espírito Santo conduziu Jesus ao deserto para que Jesus fosse tentado, é nos fazer entender, através deste fato, que Satanás nunca cessa de se opor aos filhos de Deus, mas continuamente, por um meio ou outro, os conduz e os provoca a algum juízo pecaminoso sobre o Deus deles. Desejar que pedras se transformem em pães ou que a fome seja satisfeita, nunca foi pecado, nem tão pouco uma opinião pecaminosa sobre Deus, mas, creio que esta tentação foi mais espiritual, mais sutil e mais perigosa. Satanás estava se referindo a voz de Deus que disse ser Cristo Seu Filho Amado.



Contra esta declaração ele luta, como lhe é intrínseco fazer, contra a indubitável e imutável palavra de Deus; pois sua malícia contra Deus e seus filhos escolhidos é tal, que para quem Deus declara amor e misericórdia, a estes ele ameaça com desprazeres e maldições; e onde Deus ameaça morte, lá ele é audacioso em declarar vida. Por causa disto Satanás é chamado de mentiroso desde o princípio (Jo. 8:44).

Assim sendo, o objetivo de Satanás é levar Cristo a desesperança, para que Ele não creia na voz de Deus seu Pai; e este parece ser o significado desta tentação: "Tu ouviste", Satanás diria, "uma voz dos céus dizer que Tu eras o amado Filho de Deus, no qual Ele se compraz (Mt.3:17), mas não te julgarão louco ou um tolo sem juízo, se creres em tal promessa? Onde estão os sinais deste amor? Tu não estás sem o conforto de todas as criaturas? Tu estás pior do que as brutas feras, pois todo dia elas caçam para se alimentar e a terra produz grama e ervas para seu sustento, de forma que nenhuma delas definha ou é consumida pela fome. Mas tu jejuas há quarenta dias e quarenta noites, esperando sempre algum alívio e conforto dos céus, mas tua melhor provisão são pedras duras! Se Te glorias em teu Deus, e crês verdadeiramente na promessa que foi feita, ordena que estas pedras se transformem em pães. Mas, é evidente que Tu não o podes fazer, pois se pudesses, ou se teu Deus tivesse Te concedido tal privilégio, há muito terias matado tua fome e não necessitarias suportar este abatimento por falta de comida. Mas vendo que ainda continuas assim e que nenhum mantimento foi preparado para Ti, é presunção acreditar em tal promessa, e por isso, perca a esperança de qualquer socorro das mãos de Deus e proveja para Ti, por qualquer outro meio!"

Eu usei muitas palavras, mas eu não posso expressar o grande despeito que se esconde nesta tentação de Satanás. Foi uma zombaria de Cristo e de sua obediência. Foi uma clara rejeição da promessa de Deus. Foi a voz triunfante dele que aparentava ter conseguido a vitória. Oh! quão amargo este tipo de tentação é, nenhuma criatura pode entender, a não ser os que sentem a dor de tais dardos lançados por Satanás na consciência sensível dos que alegremente descansam e repousam em Deus e nas suas promessas de misericórdia.



Mas aqui devemos notar a base e o fundamento desta tentação. A conclusão de Satanás é esta: "Tu não és um eleito de Deus, muito menos seu Filho amado". Sua razão é esta: "Tu estás em dificuldades e não achas alívio". Logo, o fundamento da tentação era a pobreza de Cristo e a falta de comida, sem esperança de receber, da parte de Deus, o remédio. É a mesma tentação com a qual o diabo objetou a Cristo por meio dos principais sacerdotes, quando em seu tormento atroz na cruz; eles gritavam: "Se Ele é Filho de Deus, deixe que desça da cruz e creremos nele. Confiou em Deus; pois venha livrá-lO agora, se de fato Lhe quer bem" (Mt. 27:40,43). Como se dissessem: "Deus liberta os seus servos dos problemas. Ele nunca permite que os que O temem sejam envergonhados. Mas vemos este homem em angústia extrema. Se Ele é o Filho de Deus, ou ainda um verdadeiro adorador do Seu nome, Deus o livrará desta calamidade. Se não livrá-lO, mas permitir que pereça nesta angústia, então é um sinal seguro de que Deus O rejeitou, como hipócrita, que não terá porção de sua glória". Assim, Satanás tem oportunidade para tentar e também para mover outros a julgar e condenar os eleitos de Deus e seus filhos escolhidos, em função de que lhes sobrevêm muitas angústias.



Aprenderemos, agora, com quais armas devemos lutar contra tais inimigos e assaltos, na resposta de Jesus: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".



A resposta de Cristo prova aquilo que estivemos mencionando antes, pois a menos que o propósito de Satanás tenha sido demover Cristo de toda esperança na providência misericordiosa de Deus concernente a Ele, naquela sua necessidade, Cristo não respondeu diretamente às palavras de Satanás: "ordene que estas pedras se transformem em pães" (Mt.4:3). Mas Jesus Cristo, percebendo sua astúcia e malícia sutis, respondeu diretamente ao significado delas, desconsiderando suas palavras. Nesta resposta Satanás foi tão frustrado, que teve vergonha de replicar além, sobre este assunto.



Mas para que você entenda melhor o significado da resposta de Cristo, a expressaremos em outras palavras: "Você labora", Cristo diria, "em trazer ao meu coração dúvida e suspeita com relação a promessa de meu Pai, que foi publicamente proclamada no meu batismo, por causa da minha fome e da carência de toda provisão carnal. Você é audacioso em afirmar que Deus não cuida de mim. Mas você é enganador e sofista corrupto, e seu argumento é vão e repleto de blasfêmias; pois você vincula o amor, misericórdia e providência de Deus, a ter ou carecer da provisão carnal, o que não nos é ensinado em nenhuma parte das Escrituras de Deus, mas antes, elas expressam o contrário. Como está escrito "Nem só de pão...", ou seja, a vida e a felicidade do homem não consistem na abundância de coisas corpóreas, pois a possessão delas não abençoa ou torna feliz o homem, nem a falta delas é a causa da sua miséria final; mas a vida do homem consiste em Deus e nas suas promessas, e os que nelas se apegam sinceramente, viverão a vida eterna. E embora todas as criaturas na terra o desamparem, sua vida corpórea não perecerá até que o tempo apontado por Deus chegue. Pois Deus tem meios para alimentar, preservar e manter, ignorados pela razão humana e contrários ao curso comum da natureza. Ele alimentou seu povo Israel no deserto quarenta anos sem provisão humana. Ele preservou Jonas na barriga do grande peixe e manteve e guardou os corpos dos seus três filhos (Sadraque , Mesaque e Abede-Nego) no fogo da fornalha. A razão e o homem natural não viam saída nestes casos, a não ser destruição e morte, e julgariam que Deus havia retirado o Seu cuidado destas suas criaturas; e todavia, sua providência foi mais zelosa em relação a eles no limite dos perigos que enfrentaram, dos quais Ele os libertou de tal forma (e durante os assistiu), que sua glória, que é sua misericórdia e bondade, apareceu e sobressaiu-se mais, depois de seus problemas, do que se eles tivessem sucumbindo neles. E por esta razão, eu não meço a verdade e favor de Deus pelo fato de ter ou não necessidades físicas, mas pela promessa que Ele fez para mim. Assim como Ele é imutável, também são a sua palavra e promessa, as quais, Eu creio, me apego e sou fiel, independentemente do que possa vir externamente ao corpo".



Nesta resposta de Cristo podemos discernir quais armas devem ser usadas contra nosso adversário, o diabo, e como devemos refutar seus argumentos, que, com astúcia e malícia, ele faz contra os eleitos de Deus. Cristo poderia ter repelido Satanás com uma palavra ou pensamento, ordenando-o calar, como Aquele a quem todo poder foi dado no céu e na terra. Mas foi agradável a sua misericórdia, nos ensinar como usar a espada do Espírito Santo, que é a palavra de Deus, na batalha contra nosso inimigo espiritual. O texto da Escritura mencionado por Cristo, encontra-se no oitavo capítulo de Deuteronômio. Foi dito por Moisés, um pouco antes de sua morte, para firmar o povo na misericordiosa providência de Deus; pois no mesmo capítulo, e em outros depois deste, ele avalia a grande luta, os diversos perigos e as necessidades extremas que eles tiveram que suportar no deserto, no período de quarenta anos; e quão constante Deus tinha sido em mantê-los e em cumprir sua promessa, conduzindo-os através de todos os perigos até a terra prometida. E assim, este texto da Escritura responde, mais diretamente, às tentações de Satanás, pois Satanás raciocina deste modo(como mencionei antes): "Tu estás em pobreza e não tens provisão para sustentar tua vida. Isto prova que Deus não considera e nem toma conta de Ti, como Ele faz com os seus filhos escolhidos", Jesus Cristo responde: "Teu argumento é falso e vão, pois pobreza ou necessidade não excluem a providência ou cuidado de Deus, os quais são facilmente provados pelo exemplo do povo de Israel, que no deserto, muitas vezes, necessitou de coisas necessárias ao sustento da vida e, por carecerem delas, invejaram e murmuraram. Apesar disto, o Senhor nunca retirou deles seu cuidado e providência, mas, em conformidade ao que uma vez falou, a saber, que eles eram seu povo peculiar, e em conformidade a promessa feita a Abraão e àqueles que saíram do Egito, Ele continuou sendo seu guia e condutor, até que os colocou na tranqüila possessão da terra de Canaã, não obstante a grande debilidade e as diversas transgressões do seu povo".



Assim, nós somos ensinados, por Jesus Cristo, a repulsar Satanás e seus assaltos pela palavra de Deus e a aplicar os exemplos de sua misericórdia, mostrada a outros antes de nós, para nossa alma nas horas de tentação e nos tempos de nossas tribulações; pois aquilo que Deus faz a alguém em determinada época, cabe a todos que confiam e dependem Dele e nas suas promessas. Por esta razão, por mais que sejamos assaltados pelo nosso adversário Satanás, encontramos, na Palavra de Deus, armadura e armas suficientes.



A principal astúcia de Satanás é atormentar aqueles que começaram a abandonar seu domínio e a declarar inimizade contra a iniquidade, com diversos ataques, tendo como objetivo colocar em suas consciências, divergências entre eles e Deus, para que eles não descansem e repousem nas seguras promessas de Deus. E para conseguir isto, ele usa e inventa vários argumentos. Algumas vezes ele chama à lembrança deles, os pecados de sua juventude ou aqueles que cometeram no tempo de cegueira. Freqüentemente ele objeta a ingratidão deles em relação a Deus e suas presentes imperfeições. Através de doença, pobreza, tribulações nos seus lares, ou pela perseguição, ele pode alegar que Deus está zangado e não liga para eles. Ou pela cruz espiritual, que poucos sentem e menos ainda entendem sua utilidade e proveito, ele poderia levar os filhos de Deus ao desespero e, através de infinitos meios mais, ele anda ao redor como um leão que ruge, para minar e destruir nossa fé.



Mas é impossível para ele prevalecer contra nós, a menos que nós, obstinadamente, nos recusemos a usar a proteção e a arma que Deus tem oferecido.



Os eleitos de Deus não podem recusá-la, mas buscar pelo seu Defensor quando a batalha estiver mais acirrada, pois os soluços, gemidos e lamentações de tal luta (vencer o medo, as súplicas por persistência), são a busca incontestável e certa de Cristo nosso campeão. Não recusamos a arma, embora algumas vezes, por debilidade, não a usemos como devêssemos. É suficiente que seus corações sinceramente clamem por forca maior, por persistência e pelo livramento final de Cristo Jesus.



Aquilo que carecemos, Sua suficiência supre; pois é Ele que luta e triunfa por nós.



Nota sobre o Autor: John Knox foi o grande reformador da igreja na Escócia, contemporâneo de João Calvino e reconhecido pelo Dr. D.M. Lloyd-Jones como o "fundador" e o maior dos puritanos. Não é a toa que sua figura desponta em meio a Calvino e Farel na Placa Memorial a Reforma que se encontra na cidade de Genebra(Suíça). Para melhor conhecer este reformador, ler as páginas 268 a 288 do livro "Os Puritanos – Suas Origens e seus Sucessores" – Editora PES.

Fonte:arpav

Diretas do Pastor



Pela prática da Igreja, parece que Deus ama o pecador incondicionalmente até ele converter, depois disso, o crente, para continuar a ser amado, tem que entrar no padrãzinho de santidade da comunidade cristã...então começa o inferno de novo



Continuo achando estranho por que a perseguição e violência aos cristãos no Oriente é tão pouco divulgada enquanto aqui basta mencionar algo contra o espiritismo ou associar homossexualismo ao pecado para ser processado.



Acho que só uma grande crise poderia purificar e libertar a igreja desta infame e ordinária teologia da prosperidade...e ela virá; quem viver verá...e chorará. Depois se regozijará em depender da provisão diária, "o pão nosso de cada dia".



O missionário é a pessoa mais feliz e mais "cabeça" do mundo. Ele não se importa com detalhes e diferenças culturais das pessoas. Ele vê as pessoas como alvo do amor de Deus. É por isso que ele não aguenta ficar muito tempo na congregação.





Pastor como politico pode acarretar três coisas: O rebanho fica mal assistido ou o povo fica mal servido ou os dois.



Por quê as lideranças eclesiásticas oram tanto pedindo a direção do Espírito Santo se na hora H decidem segundo os interesses humanos?



Um dos princípios da Nova Aliança e pilar da reforma era eliminar o intermediário (sacerdote). A igreja, por preguiça de assumir suas funções, o ressuscitou, reencarnou-o na pessoa do pastor e o transformou em um diretor de eventos e captador de recursos. Ele gostou e agora não quer sair.

Se precisarmos de uma marcha para Jesus para dizermos ao mundo que somos cristãos significa que o testemunho de vida é uma farsa. Luz acesa não precisa de placa para ser vista. Não me convidem para marcha pra Jesus, prefiro ir num "foraSarney".

Dia do Evangélico? Num país de trambiqueiros, funcionários fantasmas e politicos folgados vamos querer mais um feriado? Imoral! Se as outras religiões têm o seu dia os cristãos foram chamados para serem diferentes. Vai trabalhar crente!



O amor de Deus não exclui a correção, pelo contrário, a estabelece. Amor sem correção é indiferença e pieguice humana.



As letras dos cânticos de louvor cantados nas igrejas destacam e exaltam mais as atitudes do adorador do que a pessoa do Adorado.

Uma ditadura de esquerda não pode dizer ao povo do seu país: AME-O ou DEIXE-O.

Se dissesse, Fidel não teria a quem governar.

O movimento GLBT é semelhante a CUBA: Não é permitido sair.

...a psicóloga Justino que o diga.



Errata Pastoral:

Apascentar ou a pá sentar?

Da Igreja, Comunhão dos Santos e Sacramentos XXV XVI XVII Confissao fé westminster



CAPÍTULO XXV DA IGREJA

I. A Igreja Católica ou Universal, que é invisível, consta do número total dos eleitos que já foram, dos que agora são e dos que ainda serão reunidos em um só corpo sob Cristo, seu cabeça; ela é a esposa, o corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todas as coisas.

Ref. Ef. 1: 10, 22-23; Col. 1: 18.

II.    A Igreja Visível, que também é católica ou universal sob o Evangelho (não sendo restrita a
uma nação, como antes sob a Lei) consta de todos aqueles que pelo mundo inteiro professam a
verdadeira religião, juntamente com seus filhos; é o Reino do Senhor Jesus, a casa e família de
Deus, fora da qual não há possibilidade ordinária de salvação.


Ref. I Cor. 1:2, e 12:12-13,; Sal .2:8; I Cor. 7 :14; At. 2:39; Gen. 17:7; Rom. 9:16; Mat. 13:3 Col. 1:13; Ef. 2:19, e 3:15; Mat. 10:32-33; At. 2:47.

III.    A esta Igreja Católica Visível Cristo deu o ministério, os oráculos e as ordenanças de Deus,
para congregamento e aperfeiçoamento dos santos nesta vida, até o fim do mundo, e pela sua
própria presença e pelo seu Espírito, os torna eficazes para esse fim, segundo a sua promessa.


Ref. Éf. 4:11-13; Isa. 59:21; Mat. 28:19-20.

IV.    Esta Igreja Católica tem sido ora mais, ora menos visível. As igrejas particulares, que são
membros dela, são mais ou menos puras conforme neles é, com mais ou menos pureza, ensinado e
abraçado o Evangelho, administradas as ordenanças e celebrado o culto público.


Ref. Rom. 11:3-4; At. 2:41-42; I Cor. 5:6-7.

V.    AS igrejas mais puras debaixo do céu estão sujeitas à mistura e ao erro; algumas têm
degenerado ao ponto de não serem mais igrejas de Cristo, mas sinagogas de Satanás; não obstante,
haverá sempre sobre a terra uma igreja para adorar a Deus segundo a vontade dele mesmo.


Ref. I Cor. 1:2, e 13:12; Mat. 13:24-30, 47; Rom. 11.20-22; Apoc. 2:9; Mat. 16:18.

VI.    Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o
Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da
perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus.


Ref. Col. 1:18; Ef. 1:22; Mat. 23:8-10; I Ped. 5:2-4; II Tess. 2:3-4.

CAPÍTULO XXVI

DA COMUNHÃO DOS SANTOS

I. Todos os santos que pelo seu Espírito e pela fé estão unidos a Jesus Cristo, seu Cabeça, têm com Ele comunhão nas suas graças, nos seus sofrimentos, na sua morte, na sua ressurreição e na sua glória, e, estando unidos uns aos outros no amor, participam dos mesmos dons e graças e estão obrigados ao cumprimento dos deveres públicos e particulares que contribuem para o seu mútuo proveito, tanto no homem interior como no exterior.


Ref. I João 1:3; Ef. 3:16-17; João 1:16; Fil. 3:10; Rom. 6:56, e8:17; Ef. 4:15-16; I Tess.5:11, 14; Gal. 6:10.

II.    Os santos são, pela sua profissão, obrigados a manter uma santa sociedade e comunhão no
culto de Deus e na observância de outros serviços espirituais que tendam à sua mútua edificação,
bem como a socorrer uns aos outros em coisas materiais, segundo as suas respectivas necessidades e
meios; esta comunhão, conforme Deus oferecer ocasião, deve estender-se a todos aqueles que em
qualquer lugar, invocam o nome do Senhor Jesus.


Ref. Heb.10:24-25; At.2:42,46; I João3:17; At. 11:29-30.

III.    Esta comunhão que os santos têm com Cristo não os torna de modo algum participantes da
substância da sua Divindade, nem iguais a Cristo em qualquer respeito; afirmar uma ou outra coisa,
é ímpio e blasfemo. A sua comunhão de uns com os outros não destrói, nem de modo algum
enfraquece o título ou domínio que cada homem tem sobre os seus bens e possessões.


Ref. Col. 1:18; I Cor. 8:6; I Tim. 6:15-16; At. 5:4.

CAPÍTULO XXVII DOS SACRAMENTOS

I.    Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por
Deus para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para
fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e solenemente
obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a sua palavra.


Ref. Ron. 6:11; Gen. 17:7-10; Mat. 28:19; I Cor. ll:23, e 10:16, e 11:25-26; Exo. 12:48; I Cor. 10:21; Rom. 6:3-4; I Cor. 10:2-16.

II.    Em todo o sacramento há uma relação espiritual ou união sacramental entre o sinal e a coisa
significada, e por isso os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro.


Ref. Gen. 17:10; Mat. 26:27-28; Tito 3:5.

III.    A graça significada nos sacramentos ou por meio deles, quando devidamente usados, não é
conferida por qualquer, poder neles existentes; nem a eficácia deles depende da piedade ou intenção
de quem os administra, mas da obra do Espírito e da palavra da instituição, a qual, juntamente com
o preceito que autoriza o uso deles, contém uma promessa de benefício aos que dignamente o
recebem.


Ref. Rom. 2:28-29; I Ped. 3:21; Mat. 3:11; I Cor. 12:13; Luc. 22:19-20; I Cor. 11:26.

IV.    Há só dois sacramentos ordenados por Cristo, nosso Senhor, no Evangelho - O Batismo e a
Santa Ceia; nenhum destes sacramentos deve ser administrado senão pelos ministros da palavra
legalmente ordenados.


Ref. Mat. 28:19; I Cor. 11: 20, 23-34; Heb. 5:4.


V . Os sacramentos do Velho Testamento, quanto às coisas espirituais por eles significados e representados, eram em substância os mesmos que do Novo Testamento.

Ref. I Cor. 10: 1-4.