Conclusão Estudo Pornografia e Anexo com Perguntas


CONCLUSÃO
Ao final do nosso estudo, concluímos que a pornografia é um mal que deve ser enfrentado e combatido. Acreditamos que os pastores e as igrejas evangélicas no Brasil podem fazer algu¬mas coisas, como por exemplo:
1.    Ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas;
2.    Pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens;
3.    Desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia;
4.    Não esquecer que muitos pastores podem precisar eles mesmos de ajuda;
5.    Criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dis-positivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomarem posições bem definidas contra a pornografia);
6.    Desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa;
7.    Tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da igreja, expondo o ensino bíblico de forma positiva;
8.    Orar especificamente pelo problema.
Não estamos pregando uma cruzada de moralização, embora evidentemente a igreja evan¬gélica brasileira poderia tirar bastante proveito de uma. A pornografia é um mal de graves conse¬qüências espirituais e sociais embora não acreditemos que devamos fazer dela o inimigo público número um, como algumas organizações moralistas e fundamentalistas dos Estados Unidos. Afi¬nal de contas, a raiz desse problema — e de outros — é o coração depravado e corrompido do homem que só pode ser mudado pelo Evangelho de Cristo. Hitler conseguiu em quatro anos banir da Alemanha todas as formas de pornografia e perversão e incutir na geração jovem de sua época a aspiração por altos valores morais e pela pureza da raça ariana. Os motivos eram errados e o projeto de Hitler acabou no desastre que conhecemos. Não acabaremos com a depravação moral somente com leis e discursos políticos. Jack Eckerd, um empresário milionário dono de um negócio que rendia mais de 2,5 milhões de dólares por ano, ao se converter a Cristo em 1986, determinou que todas as publicações pornográficas vendidas em suas 1.700 lojas fossem retiradas, mesmo que isso significasse a perda de alguns milhões de dólares anuais. Quando o coração é mudado as mudanças morais seguem atreladas.

 


 


 


 

ANEXO
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE PORNOGRAFIA
Nesta seção de nosso Caderno procuramos responder às perguntas mais comuns sobre a pornografia.

 

 
1)    O que é pornografia?
Resposta: É a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador . fotografias, desenhos, textos escritos ou falados. A pornografia explora o sexo tratando os seres humanos como coisas e as mulheres, em particular, como objetos sexuais.
2)    Quais os fatores que contribuíram para o crescimento vertiginoso da indústria da pornografia? de expressão; (4) o surgimento da Internet e do vídeo-cassete. No Brasil, após a queda da ditadura, veio a liberdade de expressão e com ela a banalização da pornografia.
3)    A cultura e o clima do Brasil, aliados ao temperamento do povo brasileiro, favorecem a pornografia?
Resposta: Provavelmente. Concordamos com a opinião do pastor batista Neander Kraul, publicado na revista Eclésia: "Em termos culturais, temos uma miscigenação muito grande. Além disso, vivemos num clima tropical, onde existe a tendência natural de querer expor o corpo. Mas, se no Brasil existe a exposição exacerbada do nu, e até o modo de falar sobre o tema 'sexo' é escrachado [sic], o mesmo problema existe na Europa, na Dinamarca, na Suécia, com outras características. E o mesmo pecado, só que com outros rótulos. Na sociedade americana, o problema da pornografia é tão grave quanto aqui. Mas aqui existe também um traço cultural: nós, latinos, temos facilidade para banalizar as coisas. O sexo se torna jocoso, e o esdrúxulo é bem aceito. Tudo é admissível. A sociedade banaliza a pornografia como mecanismo de validação para que ela mesma possa engolir tudo isso".
4)    Por que as igrejas não falam mais deste assunto, já que certamente existem muitos membros viciados em pornografia?
Resposta: Primeiro, porque é considerado como assunto melindroso de ser tratado em público; segundo, alguns líderes receiam despertar o interesse das pessoas pela pornografia se começarem a falar sobre ela; terceiro, pode ser que a própria liderança de algumas igrejas não se sinta autorizada a falar contra isto pelo fato de estarem, eles mesmos, lutando contra a adição à porno-grafia. Ao final, é dever da Igreja orientar seus membros quanto ao ensino bíblico da sexualida¬de. E neste mister terá de encarar a realidade da pornografia entre cristãos. Uma abordagem honesta, firme e bíblica instruirá a comunidade sem despertar curiosidades indevidas.

 
5)    Músicas populares com letras explicitamente sexuais são também considera¬das como pornografia?
Resposta: Sim. A letra destas músicas contém convites à relação sexual, expressa os desejos e taras sexuais dos autores, descreve as relações sexuais. E inimaginável que cristãos se divirtam ao som de músicas assim.
6)    E lícito a casais cristãos usarem material erótico (como revistas e vídeos) em busca de maior enriquecimento das relações sexuais dentro do casamento?
Resposta: Não, pelas seguintes razões: (1) Produzirá uma comparação injusta do casal com os modelos que posam e encenam para material pornográfico; (2) Abrirá as portas para uma depen-dência da pornografia, pois aumentará a tolerância para com este tipo de material; (3) Acima de tudo, se constitui em violação do ensino do Senhor Jesus sobre a pureza das intenções no olhar para uma mulher (Mt 5.28), do ensino de Paulo sobre ocupar a mente com coisas aprovadas por Deus (Fp 4.8) e do décimo mandamento "não cobiçarás a mulher do teu próximo" (Ex 20.17). Em busca de maiores esclarecimentos e melhoria na vida sexual, casais cristãos podem utilizar livros sobre a sexualidade escritos da perspectiva bíblica, que ajudam a aprofundar a intimidade marital e melhorar a técnica sexual no casamento, sem incorrer em adultério e nos riscos envolvi¬dos no uso de material pornográfico.

 
7)    E errado fantasiar durante as relações maritais, trazendo à mente imagens de relações sexuais?
Resposta: Sim, conforme resposta dada à pergunta anterior. É uma violação de Mateus 5.28 e de Filipenses 4.8.
8)    A pornografia vicia?
Resposta: A julgar pela quantidade de pessoas que consomem regularmente material porno¬gráfico anos a fio e pela quantidade de cristãos que lutam durante muito tempo para se libertar do hábito de ver pornografia, respondemos que sim. Da mesma forma que fumantes estão cons¬cientes dos males que o fumo causa à sua saúde, porém não conseguem renunciar ao prazer que fumar lhes traz, os adictos à pornografia, mesmo conscientes dos males que ela traz para sua alma e para sua família, não conseguem com facilidade renunciar ao seu prazer, ainda que pecamino¬so. Adictos da pornografia precisam de ajuda para vencer o hábito.
9)    Por que cristãos, que sabem que a pornografia é danosa e pecaminosa, se aventuram ainda a visitar sites pornográficos na Internet?
Resposta: Vários aspectos da pornografia pela Internet a tornam uma tentação ainda maior para os cristãos: ela é acessível, barata ou grátis, e seu consumo é absolutamente anônimo. Os cristãos não mais precisam sair de suas casas e enfrentar a vergonha de ir a uma banca de revista ou videoteca para adquirir pornografia - a mesma é abundantemente disponível em sua casa, sob todas as formas, num clique do computador. A razão primordial, porém, é a degradação do coração humano. Tal corrupção permanece no cristão e o inclina a todo mal. Conforme ensina o Senhor Jesus, "de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prosti¬tuição, ... os adultérios ... as malícias ... a lascívia..." (Mc 7.22-23). Ensina ainda o apóstolo Paulo: "as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia..." (G1 5.19).
10)    O que caracteriza um cristão viciado em pornografia?
Resposta: A principal característica é o consumo regular de material pornográfico. A freqüência pode variar, desde diário até uma ou duas vezes ao mês. O que importa é que o cristão, apesar de sentir-se culpado, acaba sempre retornando para mais uma olhada. Não estamos dizendo que olhar uma vez por ano é permitido. Continua sendo pecaminoso da mesma forma, mas não caracteriza o vício.
11)    Quando alguém viciado em pornografia deveria procurar ajuda pastoral?
Resposta: Tão logo perceba que realmente se tornou um hábito que não consegue vencer sozinho, ou no caso de casados, quando percebe que não consegue libertar-se somente com a ajuda do cônjuge. Muito embora alguém relute, envergonhado, em revelar seu problema secre¬to, é preferível sofrer esta humilhação do que mergulhar mais e mais neste vício danoso.
12)    O consumo de pornografia é um problema que afeta somente os homens cris¬tãos?
Resposta: Infelizmente, não. Mulheres cristãs também têm sido afetadas e se tornam consumi-doras de pornografia. Há um número crescente de mulheres envolvidas, de acordo com estatís¬ticas recentes. Antes, as mulheres eram mais viciadas em novelas e romances. Com o advento da Internet, são as principais freqüentadoras das salas de chat (bate-papo), onde tudo pode aconte¬cer. Em tempos recentes, mais e mais mulheres - inclusive cristãs - têm se tornado consumidoras de pornografia pela Internet. Para alguns pesquisadores, as mudanças culturais pós-modernas têm engendrado mudanças na mente feminina, de forma neuroquímica e neuroanatômica, tor¬nando-as mais propensas a consumir imagens e a ser mais agressivas.
13)    Se uma pessoa casada está tendo problemas com pornografia, deveria confes¬sar ao cônjuge?
Resposta: Sim. No processo de vencer este hábito pecaminoso é importante ter alguém - de preferência o cônjuge - a quem prestar contas dos seus atos e pedir orações e apoio. Além disto, consumir pornografia é pecado contra o cônjuge, pois se constitui em adultério. Biblicamente, deveríamos confessar ao cônjuge e pedir-lhe perdão, além de seu apoio e ajuda para vencer o hábito.
14)    Todas a formas de nudez são pornográficas?
Resposta: Não necessariamente. Um dos ingredientes da pornografia é a intenção deXoerada de provocar o despertamento sexual mediante a exposição do corpo humano. Existe— obras de arte, chamadas de "nus", cuja intenção não é esta, e que não provoca qualquer reaçè: :aráter sexual nos observadores. Também, a nudez no ambiente do casamento certamente r.ãc pcce ser considerada como pornográfica.

 

 
15)    E lícito ao cristão ver imagens de nudez apenas para apreciá-las como arte?
Resposta: Devido ao fato que somos seres sexuados, é praticamente impossível se expor a nudez sem que haja despertamento sexual, fantasias, desejos, impulsos e inter.cces isto é agravado pela presença da natureza pecaminosa no cristão, tornando-se praticarre - te —pessr.e para um homem apreciar a nudez feminina sem o despertamento da lascívia e inter.çôes seao Além disto, a indústria pornográfica produz imagens de mulheres e homens nus "ãc rara sere— apreciados como arte, mas para provocarem o excitamento sexual e a masturr açãc rtar ãrr ac cobrir a nudez de Adão e Eva (Gn 3.21), Deus já indicou que a nudez deve ser veiada e úest-_- tada apenas no ambiente de casamento.
16)    Em muitas tribos indígenas é comum se ver homens e mulheres nus A mmlirr e o conceito de pornografia não são, portanto, uma questão cultural?
Resposta: Sem dúvida há um aspecto cultural da nudez, mas a pornografia transoerct aos limites culturais. A nudez em si, se não for comercializada ou usada para fins -"tcnoi - pe - : caso de uma tribo indígena - não é necessariamente pornográfica, muito e~ a hABCK eSe r:s do pecado na cultura. Deus, ao cobrir Adão e Eva após a Queda, nos -eaiJpHfcãc a ser seguido quanto à exposição dos nossos órgãos sexuais. Desta forma, pccerras^^^Brar cue a nudez entre índios é um aspecto da pecaminosidade da cultura diar.te 3as mKÊm it Deus. mesmo atenuada por gerações e gerações mergulhadas na ignorância A Pm^Hpft^ pc r sua vez, é intencionalmente maliciosa e perversa, em qualquer cultura.
17)    Por que Deus cobriu a nudez de Adão e Eva?
Resposta: De acordo com a Bíblia, o homem e a mulher viviam nus 3: a^^HhÉDfc.« nãc * envergonhavam (Gn 2.25). Um dos primeiros efeitos do pecado fo: tt-assa^^^^^^BBpra ic si mesmos, o que os levou a se cobrirem com folhas (Gn 3.7). A .. .ter.^^^^^^^B^KOn estava marcada pelo estigma do pecado, como se ambos passassem a ter vergonha de expor seus órgãos genitais e sua intimidade diante um do outro e do próprio Deus (Gn 3.10). Caridosamente, Deus confirmou a necessidade do casal em encobrir a sua nudez, dando-lhes uma cobertura mais duradoura, de peles, antes de expulsá-los do jardim (Gn 3.21). Não sabemos ao certo por¬que o

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