É Proibido Pensar João Alexandre

O LADO BONITO E O LADO FEIO DO NATAL

Basta o mês de dezembro despontar no horizonte, para as pessoas começarem a falar que um clima novo de convivências e interações se instalou no ar. É a chegada do natal, do lado bonito do natal, festivo, ruidoso, contagiante. As casas, as ruas e as cidades se vestem de roupas novas, coloridas, num cromatismo multiplicado pelos mais variados tipos de decoração. Roupas novas principiam a desfilar por todos os lados. Confraternização se transforma na palavra da moda. Muitas vezes, mais confraternizações de momento que momentos de confraternização. Ceias refinadas são dispostas nas mesas da opulência. Presentes e mais presentes são permutados. Correspondências atravessam as geografias. Viagens são programadas para os mais longínquos territórios. A festa torna-se o paradigma comportamental predileto da maioria dos ajuntamentos humanos. Músicas tocantes irradiam nos mais variados ambientes, criando um fascinante clima de afetividade e comoção. Esse é o lado bonito do natal, celebrado, cultural e universalmente, por quase todos os homens. Mas, atentemos com muita seriedade, há um lado feio, sombrio, indesejado, do natal, sobre o qual pouco ou quase nada se fala; o qual, entretanto, é a sua indesviável essência, seu coração intocável. Enquanto os seres humanos não se debruçarem sobre ele, ainda que a contragosto, prosseguirão, anos a fio, no cultivo de uma ilusão aparentemente bonita, mas extremamente grave em sua falácia e desconexão com a dura e verdadeira realidade bíblica sobre o efetivo significado da encarnação do Filho de Deus. A pergunta que não deveria silenciar nunca em nossas consciências é a seguinte: por que Jesus Cristo, o eterno e glorioso Filho de Deus, deixou o seu domicílio celestial e veio nascer e viver neste mundo caído e amaldiçoado por Deus, num estado de suprema humilhação e, depois, ser morto, de modo ultrajante, numa cruz de horrores? Foi para dar-nos edificantes exemplos de como nos comportarmos no mundo? Foi para estimular-nos a despertar o imenso potencial de bondade que há em nós? Foi para revelar-nos a essência de uma entidade meio fantasmagórica chamada, misticamente, de “espírito de natal”? A resposta é absolutamente simples e contundente: não! Jesus Cristo fez-se homem por causa da miséria do nosso pecado; porque, tendo sido criados à imagem e semelhança de Deus, e com o fito maravilhoso de vivermos para o seu louvor glória, nós fizemos mau uso da liberdade original com que fomos criados; e, em Adão e Eva, rompemos com o nosso criador; rebelamo-nos contra a sua indisputável prerrogativa de governar todas as coisas, sobretudo a nossa existência; quebramos, acintosamente, a sua ordenança; levantamos contra o Senhor as nossas mãos cheias de ódio e de sangue; pecamos contra o Rei supremo do universo; traímos o nosso benfeitor sublime; tornamo-nos pecadores corruptos, depravados em todas as dimensões constitutivas do nosso ser; morremos espiritualmente; expusemo-nos à justa ira de Deus; e, conclusão dessa deprimente senda de iniquidade, tornamo-nos sumamente merecedores do inferno, lugar tenebroso para onde serão mandados os povos e nações que se esquecem de Deus e vivem como se ele não passasse de um desvalioso e distante detalhe. A narrativa inspirada do livro de Gênesis, relato das origens de todas as coisas, afirma, de maneira extremamente poética, que, no crepúsculo de cada dia, Deus procurava A dão e Eva para o encontro plenificador e ratificante de uma comunhão que se pretendia irrasurável. Num trágico dia, entretanto, dia em que o pecado entrou no mundo, pela desobediência dos nossos primeiros pais, a chegada do Senhor ao Jardim do Éden ganhou surpreendentes contornos. No lugar da espera anelada do casal Adão e Eva, a fuga inútil e apavoradora. No lugar de corações alegres e prontos para a contumaz adoração vespertina, o tormento de consciências envergonhadas pela transgressão cometida e vergadas pela culpa real dela decorrente. No lugar da integridade de um ser, cuja mente, afetos e vontade estavam inteiramente harmonizados com os ditames emanados da boca do Senhor, o que temos, agora, é um ser caído, cuja práxis procedimental consiste em transferir responsabilidades, nunca em assumi-las, postura bastante comum em nossos dias, abarrotados de pessoas sempre pródigas em encontrar no outro, pais, governo, amigos, nunca em si mesmas, a razão primacial dos seus flagelos. A sentença interrogativa bíblica, segundo a qual: “De que queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lamentações de Jeremias 3.39), tem sido cada vez mais, inobservada, dado que, em vez de assumir-se como um ser moralmente responsável diante de Deus, o homem prefere, pecaminosamente, bancar a figura de uma mera vítima do sistema. Diante da vergonhosa queda da obra-prima da sua criação, Deus poderia, se assim quisesse, ter decretado a morte eterna de todos, pondo em exercício, tão somente, a sua justa justiça. No entanto, incompreensível e amorosamente, decidiu da massa gigantesca de seres rebeldes e depravados, salvar o seu povo. Para tal, estabeleceu, nos invisíveis bastidores da eternidade, o Pacto da Redenção, no qual e do qual participaram as três pessoas da santíssima Trindade. O Pai, elegendo pecadores para a salvação. O Filho, decidindo salvá-los, eficazmente, por meio de sua morte substitutiva na cruz do calvário e de sua ressurreição gloriosa. O Espírito Santo, aplicando no coração dos eleitos os resultados da vitoriosa obra por Jesus Cristo realizada. Vê-se, pois, que o nascimento de Jesus Cristo está, umbilicalmente, ligado à mazela do pecado humano; à hediondez das nossas abomináveis iniquidades; ao incontornável espólio das nossas vis perversidades. Esse é o lado indisfarçavelmente feio e sombrio do natal. É a chaga malcheirosa da nossa realidade moral e espiritual diante de Deus, que, frequentemente, nós preferimos maquiar com o imprestável esparadrapo das nossas boas intenções; das nossas falidas e supostas boas obras, por Deus classificadas como “trapos de imundície”, de acordo com a percepção suramente realista do profeta Isaías. No lugar desse natal diagnosticador do nosso terrível pecado, a ponto de levar o Filho de Deus a humilhar-se até a morte, e morte de Cruz, como sinaliza o apóstolo Paulo na epístola que endereçou aos irmãos da cidade de Filipos, privilegiamos, vezes sem conta, o natal humanista dos folguedos, das comelanças, dos gastos estraçalhadores dos apertados orçamentos, das passagens de ano regadas a vinho, champanhe e congêneres. Das expressões espetacularizadas de solidariedade. Em face de tudo isso, o ponto mais importante não é saber se Jesus Cristo nasceu na cidade de Belém, mas sim se, pela obra regeneradora do Espírito Santo, ele já nasceu e reina como Senhor absoluto, em nossos corações. Não é saber se ele é o Salvador vago e inobjetivo da humanidade, mas sim se ele é o meu Salvador pessoal; se os meus pecados já foram perdoados; se o meu coração já é, de fato, morada da paz; não a que se confunde com um estado de espírito meramente subjetivo e existencial, mas sim a que é resultado objetivo de uma justiça que, sendo de Jesus Cristo e decorrente da sua obra sacrificial no calvário, é, graciosamente imputada aos que, ao receberem o dom da fé salvadora, creem em Jesus Cristo e a ele são unidos definitivamente. Sem essa compreensão bíblica acerca do real sentido do nascimento do Filho de Deus, continuaremos, ano após ano, a celebrar, idolatricamente, um cerimonialismo vazio, que, como tudo o que não se compatibiliza com as Escrituras Sagradas, tem como finalidade primordial, tão somente, afastar-nos da verdade absoluta do Senhor, a única que nos ilumina, dissipa as trevas do nosso coração e revela-nos não somente quem é o Deus único, vivo e verdadeiro, mas, de igual modo, a maneira correta de amá-lo, servi-lo e adorá-lo em espírito e em verdade, conforme nos ensinou o nosso amado Senhor e Salvador Jesus Cristo. JOSÉ MÁRIO DA SILVA PRESBÍTERO

PRIMEIRA CONFERÊNCIA METANOIA DA IGREJA PRESBITERIANA DE CAMPINA GRANDE (FINAL)

O ponto doutrinário com o qual se concluiu a Primeira Conferência Metanoia da Igreja Presbiteriana de Campina Grande foi o do arrependimento, conteúdo bíblico-teológico absolutamente central no cristianismo e numa proclamação evangelística que se pretende, indesviavelmente, fiel e compatibilizada com os parâmetros revelacionais fornecidos pelas Escrituras Sagradas. De Gênesis a Apocalipse, a doutrina do arrependimento revela-se nuclear, constituindo-se no temário privilegiado de homens que foram levantados por Deus para anunciar uma mensagem frequentemente dura; confrontadora de pecado; e que tinha como finalidade primordial levar o povo de Deus a prantear por seus maus caminhos; arrepender-se da prática da iniquidade; e, ato contínuo, voltar-se para Deus, dele recebendo perdão, purificação e completa restauração da mais gratificante experiência existencial que um ser humano pode vivenciar: a comunhão íntima com aquele que nos criou para o seu louvor e a sua glória. A história do povo de Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, sempre foi marcada por momentos de esplendor e queda; de plenificante relacionamento com o Senhor e, de igual maneira, de recalcitrância e afastamento das suas retas veredas. Tal oscilação comportamental, acentue-se bem, deriva da pecaminosidade humana e da propensão que temos, a despeito da regeneração de que fomos alvos, para nos distanciarmos da vontade de Deus, erigindo, em seu lugar, o nosso próprio querer. Isaías, Jeremias, Ezequiel, dentre outros, na Antiga Aliança, foram porta-vozes de Deus, nas solenes exortações dirigidas aos israelitas. Malaquias, no último livro vetero-testamentário, pregou uma série de mensagens denunciando as transgressões dos hebreus: o culto desvirtuado pela vida, e a vida desvirtuando o culto. Em todas essas situações, o alvo perseguido era claro: produzir quebrantamento no coração dos faltosos e levá-los ao arrependimento e ao abandono dos pecados. No Novo Testamento, a realidade segue o mesmo diapasão. João Batista, precursor de Jesus Cristo, surge, no deserto, pregando o arrependimento e apontando para a irrupção iminente do reino de Deus. Jesus Cristo inicia o seu ministério público pregando a ingente e urgente necessidade do arrependimento, sem o qual os homens, inevitavelmente, perecerão em seus pecados. Depois de ressurreto dentre os mortos, Jesus Cristo ordena aos seus discípulos que permaneçam “na cidade de Jerusalém, até que do alto sejam revestidos de poder” (Lucas 24.49b), alusão explícita à vinda do Espírito Santo, que os capacitará para a obra de evangelização do mundo. E o cerne da palavra evangelizadora é o arrependimento e a remissão de pecados no nome precioso de Jesus Cristo. O primeiro sermão pregado pelo apóstolo Pedro, depois da consumação de Pentecostes, teve como ponto temático central a doutrina do arrependimento. Depois de promover uma memorável apresentação dos atos redentivos de Deus, espalhados por toda a história humana e culminados na encarnação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Pedro exorta os seus ouvintes ao arrependimento a fim de que, por meio dele, eles experimentem o cancelamento dos pecados e os tempos do refrigério, advindos da definitiva presença do Senhor em seus corações (Atos 3.19). No areópago de Atenas, santuário privilegiado pelos gregos para o engendramento de permanentes e acaloradas discussões filosóficas, deparamo-nos com o apóstolo Paulo dissertando, em majestoso sermão, sobre alguns pontos doutrinários seminais da fé cristã. Enfrentando, dentre outras correntes de pensamento ali presentes, os arautos do estoicismo e do epicurismo, com atilado espírito missionário e coração impregnado de terna compaixão pelos que, embora pretextando sinceridade confessional, laboravam em graves erros de compreensão espiritual, o apóstolo Paulo, numa corretíssima explanação do evangelho, discorre sobre Deus, sobre o homem e sobre a magnífica obra redentiva efetuada por Jesus Cristo na cruz do calvário. Deus Pai, argumenta Paulo, é criador e preservador de todas as coisas criadas. É soberano, autossuficiente e governa todo o universo por meio do exercício da sua sábia, santa e onipotente providência. De igual modo, é um Deus redentor, tanto assim que, na pessoa do seu Filho Jesus Cristo, deixou o seu domicílio celestial; em flagrante estado de humilhação, encarnou-se; viveu vida santa; morreu morte ignominiosa; ressuscitou ao terceiro dia e, por fim, assegura completa vida eterna a todos os que, arrependidos, a ele se entregam em plena atitude de confiança espiritual. Aliás, é a doutrina do arrependimento que avulta na parte final do esplêndido sermão pregado pelo Apóstolo das Gentes, dado que, arremata Paulo: “não levou Deus em conta os tempos da ignorância, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17.30,31). Assentada, pois, a centralidade da doutrina do arrependimento, convém conceituarmos, didaticamente, o que significa arrependimento. À luz das Escrituras Sagradas, arrependimento é mudança de mente, de consciência, de atitude. Reconhecimento, sem nenhum esboço de justificativa, de uma vida de pecado e desconformidade com a lei de Deus. Considerando que o coração do homem é “enganoso e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9), somente o Espírito Santo é quem pode conduzir o homem ao arrependimento e à fé salvadora na pessoa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esse ponto é sumamente importante para a compreensão e vivência de uma espiritualidade bíblica e genuinamente ancorada nos parâmetros da Revelação escriturística. Sem arrependimento genuíno, não pode haver fé salvadora. Sem arrependimento verdadeiro, o pecador não emite sinais de ter realmente se dado conta do quanto o pecado é mau e ofensivo à santidade de Deus. Sem arrependimento profundo, o pecador permanece, mesmo que seja frequentador contumaz dos ajuntamentos solenes promovidos pela igreja, um mero religioso, perigosamente autoiludido acerca da sua efetiva condição espiritual. Advirta-se, contudo, que, conquanto o arrependimento seja a porta insubstituível de entrada no reino de Deus, ele deve ser a marca constante da vida do crente em todos os momentos, dado que em todo o tempo nós devemos andar em humildade e de luto na presença do Senhor, porque, por maiores que sejam os nossos avanços na íngreme e gloriosa senda da santificação, ainda pecamos, e de muitas maneiras, contra o nosso maravilhoso Deus. A Deus, que nos concede a graça do arrependimento e o precioso dom da fé salvadora, sejam tributados, sempre, o louvor, a honra, a glória e a mais fervente adoração, pois de todas essas deferências o Senhor é mais do que digno. SOLI DEO GLORIA NUC ET SEMPER. JOSÉ MÁRIO DA SILVA PRESBÍTERO

Estado é Laico ou Ateu?

Aproveitando a recente tentativa do Procurador da República Jefferson Aparecido Dias de retirar das cédulas de Real a expressão "Deus seja louvado" tomando como argumento a laicidade do Estado, gostaria de ajudar os ateus propondo 10 dicas para que eles tornem o Brasil laico, de uma vez por todas: 1ª Dica: À semelhança do Procurador Jefferson, entrem com ações contra o Banco Central exigindo a retirada da expressão "Deus seja louvado" das cédulas de Real. 2ª Dica: Exijam do governo a troca dos nomes dos Estados da Federação que contém alguma nomenclatura religiosa, a saber: Espírito Santo, Santa Catarina e São Paulo. 3ª Dica: Exijam, igualmente, a troca dos nomes das capitais do país: Salvador, São Luiz, Belém, Natal e São Paulo. 4ª Dica: Da mesma forma, não podem ficar de fora as demais cidades do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o país tem 2.500 localidades com nomes de santos. Alguns exemplos de cidades que devem ter os seus nomes trocados: Santo Antônio (e variações), São João (idem), São Francisco, Santa Maria, Santo André, São Caetano, São Bernardo, Santos, São Vicente, São José dos Campos, Santa Bárbara do Oeste, etc... 5ª Dica: É preciso que instituições públicas não tenham nomes religiosos. Estão nesta categoria hospitais, abrigos, creches, asilos, escolas, etc... 6ª Dica: Os feriados religiosos também devem ser banidos. Acabe-se portanto com a Páscoa, Corpus Christi, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal. 7ª Dica: É preciso fazer uma constituinte para que se retirem da Constituição Federal todas as leis que mencionam religião, a saber, 1) o artigo 5º, VI, que estipula ser inviolável a liberdade de crença e assegura o livre exercício de cultos religiosos e a proteção dos locais de culto; 2) o inciso VII do mesmo artigo, que assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; 3) o inciso VIII, ainda do artigo 5º, que garante que ninguém pode ser privado de direitos por motivo de crença religiosa; 4) o artigo 19, I, que veda aos Estados, Municípios, à União e ao Distrito Federal tanto o estabelecimento quando o embaraço de cultos religiosos ou igrejas; 5) o artigo 143, § 1º, que dá competência às Forças Armadas atribuir serviço alternativo aos que, em tempos de paz, após alistados, alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa; 6) o artigo 150, VI, "b", que veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a instituição de impostos sobre templos de qualquer culto; 7) o artigo 210, § 1º, que prevê o ensino religioso, de matrícula facultativa, nas escolas públicas de ensino fundamental; 8) o artigo 213 que prevê que recursos públicos podem ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas; e 9) o artigo 226, § 3º, que estabelece que o casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. 8ª Dica: Na constituinte que expurgará todo direito religioso do cidadão brasileiro, expurgue-se também o preâmbulo da Constituição Federal onde se diz: "... promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL". 9ª Dica: Para que não haja memória do tempo em que o país não era laico, é bom que se revisem os livros de história do Brasil para se apagar as referências religiosas do início de nossa nação, como, por exemplo, seus primeiros nomes: Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz. 10ª Dica: Por fim, assim que a expressão "Deus seja louvado" for retirada de nossas cédulas, é recomendável que o pais entre com uma ação na ONU exigindo a retirada do "In God we trust" (nós confiamos em Deus) do dólar americano... Afinal, temos que ensinar os EUA a serem uma nação laica... Não é preciso dizer que este post é irônico. O Brasil é um país laico, mas não ateu. Estado laico é aquele que tem separação entre Igreja e Estado, mas que permite a existência das demais religiões. Estado ateu é aquele que suprime a liberdade de expressão religiosa. Veja o que diz o jurista Ives Gandra sobre este assunto: "Quando se sustenta que o Estado deve ser surdo à religiosidade de seus cidadãos, na verdade se reveste esse mesmo Estado de características pagãs e ateístas que não são e nunca foram albergadas pelas Constituições brasileiras. A democracia nasce e se desenvolve a partir da pluralidade de idéias e opiniões, e não da ausência delas. É direito e garantia fundamental a livre expressão do pensamento, inclusive para a adequada formação das políticas públicas. Pretender calar os vários segmentos religiosos do país não apenas é antidemocrático e inconstitucional mas traduz comportamento revestido de profunda intolerância e prejudica gravemente a saudável convivência harmônica do todo social brasileiro." Portanto, Estado laico sim, mas ateu não. Que Deus ilumine nossos governantes para que percebam esta diferença. fonte: http://resistenciaprotestante.blogspot.com.br/2012/11/laicizacao-do-estado-10-dicas-para-ateus.html

A REFORMA PROTESTANTE

Trinta e um de outubro de mil quinhentos e dezessete. Uma data emblemática na vida da Igreja do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pois foi nela, há 495 anos, que Martinho Lutero, monge pertencente à ordem dos agostinianos, profundamente inconformado com os desvios morais e doutrinários exibidos pela igreja cristã do seu tempo, afixou, na porta de uma pequena capela em Wittenberg, Noventa e Cinco Teses de natureza teológica, convocando as autoridades religiosas da época para um amplo debate acerca dos caminhos e descaminhos vivenciados pelo cristianismo do seu tempo. Não era pretensão de Martinho Lutero fundar outra igreja, mas, sim, por meio de uma discussão franca, levar os líderes religiosos da igreja a refletir acerca de uma série de crenças e comportamentos que destoavam, flagrantemente, dos ensinamentos emanados da Palavra de Deus. Na verdade, examinadas de perto, damo-nos conta de que as Noventa e Cinco Teses levantadas por Martinho Lutero longe estão de representar, em plenitude, a sua teologia, que, ao longo do tempo, vai se refinando e ganhando contornos mais nítidos e bíblicos, na medida em que ele submete todo o seu pensar/sentir/agir, à suficiência e normatividade provenientes das Escrituras Sagradas. As aludidas teses, contudo, constituíram-se num marco histórico fundamental, pois, publicamente, puseram o dedo nas visíveis chagas ético-doutrinárias de uma igreja quase roçante da apostasia mais inescondível. Aqui, o quesito mais combatido por Lutero foi a inescrupulosa instituição das indulgências, por meio das quais a igreja, vergonhosamente, mercadejava as bênçãos de Deus, leiloando-as no território da manipulação mais grosseira e abominável. Alegando possuir uma espécie de tesouro de méritos dos chamados santos da igreja, as autoridades religiosas colocavam esses supostos méritos à disposição de quem deles quisesse fazer uso, bastando, para tal, a utilização de dinheiro, terras, ou outros tipos de bens, todos muito bem vindos aos cofres de uma igreja corrupta e completamente divorciada do padrão apostólico. Tetzel, o ímpio usado por Satanás para dilapidar a consciência dos incautos, no afã de arrecadar o máximo de recursos para a construção da monumental basílica de São Pedro, não hesitou em proclamar que “na hora exata em que a moeda caísse no gazofilácio, a alma, atormentada no purgatório, sairia, imediatamente de tal estado, e iria para o céu, desfrutar da gloriosa presença de Deus”. Convocado perante os mandatários eclesiásticos da época, e instado a retratar-se e a negar as verdades teológicas que estava, corajosamente, proclamando, Lutero manteve-se firme; invocou a ajuda do Senhor; e, de modo altaneiro, sentenciou que não alteraria uma mínima vírgula em tudo quanto estava defendendo, a menos que os seus opositores pudessem convencê-lo pela razão e, sobretudo, pela supremacia indisputável da inerrante, inspirada e infalível Palavra de Deus, o que, efetivamente, eles não puderam fazer, dado que, conforme pontua o apóstolo Paulo, “nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade” (2 Coríntios 13.8). Na intrépida atitude assumida por Lutero e, por extensão, por todos os demais Reformadores que vieram depois deles, já constatamos que a primeira grande bandeira hasteada pela Reforma Protestante foi a do SOLA SCRIPTURA, SOLA SCRIPTURA que foi considerado como o Princípio Formal de toda a Reforma Protestante, isto é, aquele que norteou todos os demais solas proclamados. Ao afirmarem a supremacia das Escrituras Sagradas, Regra Única de Fé e de Prática, os Reformadores não estavam relegando à condição de desimportância absoluta, todas as demais instâncias da vida da igreja, tais como a tradição e o magistério dos seus teólogos mestres. Estava, isto sim, asseverando que somente a Palavra de Deus é normativa e suficiente; somente ela é portadora de indisputáveis prerrogativas; somente nela, Revelação Especial, encontramos a ciência veraz acerca de quem é Deus, quem somos nós; é nela que tomamos conhecimento do nosso pecado e, de igual modo, da copiosa redenção que o Senhor providenciou para nós na pessoa de Jesus Cristo. Na verdade, a Igreja Medieval havia chegado ao estado de profunda decadência espiritual em que se encontrava simplesmente porque abandonou o inabalável fundamento da Palavra de Deus. O mesmo diagnóstico podemos fornecer para a Igreja evangélica brasileira que, ao se afastar do santo livro de Deus, escancarou as suas portas para a mercantilista Teologia da Prosperidade, a mágica Teologia da Confissão Positiva, sem falar nos estranhos ajuntamentos que têm no sincretismo religioso a sua marca seminal. Os Reformadores, de igual maneira, trouxeram de volta para o púlpito, a doutrina do SOLA GRATIA, segundo a qual o homem é salvo unicamente pela graça de Deus, sem o concurso dos seus méritos, sem o mais leve vestígio de colaboração das suas obras. O SOLA GRATIA aponta para a soberania de Deus na escola do seu povo, pois, como bem pontua o apóstolo Paulo: “não depende de quem quer ou de quem corre, mas de Deus usar a sua misericórdia” (Romanos 9.16b), mesmo porque, o homem está “morto em delitos e em pecados” (Efésios 2.b); “Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, á uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não nem um sequer”. (Romanos 3.10b-12). Se, dentre o oceano de depravados, alguém se inclina para Deus em arrependimento e fé, é porque nele, irresistível e eficazmente, já opera a graça salvadora da bendita Trindade. No mesmo diapasão, os Reformadores hastearam o glorioso pendão da justificação somente pela fé, o SOLA FIDE. Para Martinho Lutero, um dos parâmetros aferidores da genuinidade ou não de uma igreja cristã reside na atitude que ela exibe em relação à doutrina da justificação somente pela fé. Se ela prega tal mensagem, coração intocável do evangelho, ela permanece de pé; se a abandona, vira um clube de religiosos, tão sedutor quanto fadado à condenação eterna, pois estará fiando-se nas andrajosas muletas das pecaminosas obras humanas. Princípio Instrumental da Reforma Protestante, a doutrina da justificação somente pela fé ensina-nos, com robusta chancela bíblica, que a fé é um dom de Deus, não uma obra meritória dos homens. É uma dádiva divina, por meio da qual somos, salvadoramente, unidos a Jesus Cristo, de cujos braços onipotentes nada, nem ninguém, pode nos separar. A base inamovível da bênção da justificação não é a fé, mas, sim, a perfeita e sacrificial obra que Jesus Cristo realizou em nosso favor, da qual emerge a justiça do Filho de Deus que, imputada aos seus filhos, torna-os justificados diante de Deus e destituídos de qualquer culpa e condenação decorrentes do pecado. SOLI DEO GLORIA. Cláusula pétrea nas formulações teológicas empreendidas pelos Reformadores, a bandeira da glória unicamente a Deus radica no fato de que somente Ele é digno de honra, glória, louvor e adoração. Glória somente ao Senhor, jamais aos homens. “O coração do homem, bem o proclamou João Calvino, é uma fábrica de ídolos”, daí a terrível propensão que temos de conferir a coisas, a pessoas e a nós mesmos, uma glória somente devida a Deus. Outro ponto sobejamente enfatizado pelos Reformadores foi o que atende pelo nome de Sacerdócio Universal dos Crentes, que significa, simplesmente, o acesso que todo crente tem à presença de Deus por meio de Jesus Cristo e da sua suficiente mediação. A Reforma Protestante, pela beleza e inquestionável biblicidade das teses que advogou, impõe-se, indubitavelmente, como um dos mais sublimes momentos da vida da Igreja do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Contudo, se conferirmos a ela, a cada ano que a relembrarmos, uma feição meramente saudosista, como se ela tivesse ficado aprisionada nas enevoadas cronologias do século dezesseis, teremos perdido a nervura essencial de um movimento que, comandado pelo Espírito Santo de Deus, teve como meta insubstituível, e atemporal, reconduzir a Igreja aos pastos verdejantes da Palavra de Deus. Por esse viés, a Reforma Protestante não é de ontem, mas de hoje e de sempre. Igreja Reformada, Sempre se Reformando, eis o anelo indesviável de quem se pretende bíblico em todas as suas crenças e práticas. Sempre se reformando, bem claro fique, não no sentido de estar, permanentemente, aberta aos modismos e invencionices humanos, mas, sim, no de estar, continuamente, submetendo o seu pensar/sentir/agir aos parâmetros normativos e absolutos das Escrituras Sagradas. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER. JOSÉ MÁRIO DA SILVA PRESBÍTERO

AS FALSAS ESPERANÇAS DE SALVAÇÃO

A FALSA ESPERANÇA DA IGNORÂNCIA – Admitindo-se que a ignorância acerca de Deus é fonte se salvação, a melhor coisa que poderemos fazer em favor dos ignorantes é conservá-los nesse estado, preservando-os na inocência moral e na condição de seres desculpáveis diante de Deus. Pregar o evangelho para tais pessoas é roubar delas o que elas têm de mais precioso: a ignorância. Assim fazendo, tornamo-nos culpados por torná-los culpados, caso eles venham a rejeitar o verdadeiro conhecimento de Deus que lhes apresentarmos por meio da proclamação fiel das Escrituras Sagradas. A pressuposição de que há homens inocentes diante de Deus, plenamente desculpáveis, inevitavelmente fará com que a nossa evangelização seja seletiva, isto é, direcionada apenas às pessoas que nós julgarmos culpadas diante de Deus. Como se pode ver, o parâmetro avaliativo da situação espiritual dos homens deixa de ser a suficiente e infalível Palavra de Deus, para ser a vã e pecaminosa imaginação humana. Deus diz que todos os homens são culpados diante da sua santa lei. Nós dizemos que alguns deles não são tão culpados assim. Com quem estará a verdade? “Seja Deus verdadeiro, e todo homem, mentiroso” (Romanos 3.4b). A FALSA ESPERANÇA DA MORALIDADE – As razões básicas que levam um ser humano a presumir ser capaz de obter a salvação da sua alma por sua habilidade em viver uma vida moralmente inatacável e supostamente portadora de méritos diante de Deus são as seguintes: a)cultivar uma imagem muito positiva de si mesmo; julgar-se bom ou pelo menos não tão ruim como os demais homens, como, por exemplo, pensou o fariseu em relação ao publicano, de acordo com o relato do evangelista Lucas 18.9-14; b)cultivar uma compreensão extremamente superficial acerca da real natureza do pecado, vendo-o apenas como um deslize ético de somenos importância, e não como uma grave rebelião contra o rei santo e soberano do universo; c)ignorar que o julgamento de Deus incide não apenas sobre os atos praticados pelos homens, em sua materialidade externa e concreta, mas também, e fundamentalmente, sobre o solo invisível das nossas motivações mais profundas. O revólver do assassino, antes de ser disparado contra a vítima, é precedido pelo ódio, pela indiferença e por outras formas de desapreço contra a vida humana. De igual modo, o adultério, antes de ser consumado no leito maculado pela infidelidade conjugal, é adubado no coração pelas sementes da lascívia. Por esse prisma, todos os homens, sem exceção e sem distinção, jazem debaixo de condenação certeira e inapelável; d)cultivar a ilusão de que no juízo final, a muleta imprestável de uma moralidade supostamente meritória será a senha com a qual ser-nos-á concedido o direito de entrar no céu e, na presença de Deus, nele permanecermos por toda a eternidade. A FALSA ESPERANÇA DA ILUMINAÇÃO – Nacionalista e orgulhoso ao extremo, o povo judeu sempre se julgou superior às outras nações. Tendo recebido de Deus a lei, o sistema sacrificial, o envio dos profetas e dos sacerdotes, indisfarçáveis modalidades de uma revelação especial do Senhor, os judeus passaram a se achar importantes e cheios de merecimentos diante de Deus. Vê-se que fizeram um mau uso da revelação concedida pelo Senhor a eles. A lei foi dada aos hebreus não para que eles se vangloriassem e a usassem como uma espécie de distintivo de especialidade, mas para que, dando-se conta da santidade de Deus, primariamente, constatassem o quanto eram pecadores e o quanto careciam de arrependimento e fé salvadora em Jesus Cristo, dons graciosos de Deus, o único cuja obediência perfeita à lei de Deus e morte substitutiva garantem suficiente salvação aos eleitos do Senhor. Recepcionar a revelação especial de Deus com empáfia, sem humildade, arrependimento e fé, é desprezar a sua bondade, zombar da sua misericórdia e fazer pouco caso da sua séria e santa severidade. Acolher a lei de Deus com arrogância, sem arrependimento e fé em Jesus Cristo, só serve mesmo para acumular a ira de Deus, que se há de revelar, de modo pleno, no dia final, o terrível Dia do Senhor. A FALSA ESPERANÇA DA MEMBRESIA – fazer parte, institucionalmente falando, do arraial dos santos, não é nenhuma garantia de ser participante da santidade. Ser um judeu de nascimento, circuncidado conforme as prescrições da lei mosaica; participar de todo o ritual religioso da antiga aliança, nunca foi garantia de um real pertencimento a Deus. De igual maneira, ser membro de uma igreja, desempenhar nela funções de liderança, ser um dizimista fiel e pontual, nada disso é sinônimo de salvação verdadeira. Pode ser apenas uma acomodação religiosa sem nenhum vestígio de genuinidade de fé. A vivência das realidades exteriores de uma dada comunidade cristã requer: a) a necessidade de um coração transformado pelo poder regenerador do Espírito Santo. Ao príncipe dos judeus, Nicodemus, sobre cujos ombros pesava a responsabilidade de ler, interpretar e aplicar a lei de Deus ao viver cotidiano do podo judeu, Jesus Cristo, de modo incisivo, sentenciou: “importa-vos nascer de novo” (João 3.7b). O sacro autor da epístola aos Hebreus, num dos textos mais debatidos das Escrituras Sagradas, escreve que, no âmbito da comunidade dos que servem a Deus, há pessoas que foram expostas ao evangelho; desfrutaram de inúmeros meios de graça; provaram dos poderes do mundo vindouro; mas nunca nasceram de novo; nunca passaram da morte para a vida; nunca se arrependeram verdadeiramente dos seus pecados; nunca creram de todo o coração na obra de Jesus Cristo; enfim, nunca foram salvos pelo sacrifício vicário do Filho de Deus. Gravíssima advertência para os que hoje, pelo simples fato de pertencerem a uma determinada igreja professantemente evangélica, tomam, por certo, que pertencem também ao Senhor. Eis razão pela qual as Escrituras Sagradas exortam-nos dizendo: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos . Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. Mas espero que reconheçais que não somos reprovados” (2 Coríntios 13.5-6); b) havendo um coração genuinamente regenerado pelo poder do Espírito Santo, por meio da pregação fiel das Escrituras Sagradas, haverá, evidentemente, uma vida marcada por arrependimento, fé, quebrantamento, obediência aos mandamentos do Senhor e real desejo de se crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo; e também em santidade diante de Deus. Em suma: uma membresia puramente exterior, na prática, é mais uma falsa esperança de salvação, que o homem, cujo coração é sempre “enganoso e desesperadamente corrupto”, nutre dentro de si. Nada pode salvar o homem dos seus vis pecados, a não ser a obra perfeita de Jesus Cristo na cruz do calvário, estendida a nós pela graça por meio da fé, como resultado da eleição soberana de Deus Pai, feita nos bastidores invisíveis da eternidade; e da aplicação eficaz do Espírito Santo em nossos corações. Que Deus nos conceda a graça de permanecermos fiéis a tão gloriosas e imutáveis verdades. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER. JOSÉ MÁRIO DA SILVA PRESBÍTERO

O CRISTÃO E A POLÍTICA

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” ( I Epístola de Paulo aos Coríntios 10.31). Discorrer sobre as relações a serem estabelecidas entre o cristão e a política é, sempre, uma tarefa difícil e distanciada de compreensões minimamente consensuais. Aqui, nesse território, freqüentemente, predominam os pontos de vista controvertidos e, não raro, diametralmente opostos. Para muitos, a política é o explícito universo do mal moral e ontológico, dela devendo afastar-se completamente todos os que anseiam por uma vida espiritual mais autêntica e matizada por infrangíveis laços de comunhão com o Senhor. Para outros, o cristão deve participar, sim, ativamente, da vida política, buscando ocupar todos os espaços propiciados por ela. Com quem está afinal das contas, a razão? Com os arautos do absenteísmo ou com os pregoeiros do engajamento? A resposta, creio, sempre estribada na regra única de fé e de prática dos cristãos, As Escrituras Sagradas, não se confina nos limites de uma adesão apaixonada ou de uma alienada deserção da seara política, mas pede uma abordagem que leve em conta, fundamentalmente, o que Deus diz em Sua Palavra; que valorize os princípios que Ele estabeleceu a fim de, em todas as coisas, nos comportarmos de maneira digna do evangelho, promovendo, desse modo, a Teleologia mais excelente do universo: a glória de Deus. Em primeiro lugar, temos de entender, se quisermos ser catalogados no rol dos que se esforçam para pensar biblicamente sobre a realidade, que a política, em suas múltiplas instâncias, é uma instituição ordenada por Deus; vincula-se à Teologia da Criação; e está adstrita à esfera administrativa da graça comum do senhor; aquela que, diferentemente da graça salvadora, a todos os seres humanos é destinada; sempre com propósitos bem específicos. Depois de criar o mundo, nele deleitando-se, vendo que tudo quanto havia feito exibia a marca indelével da bondade, Deus deu ao homem as sagradas prerrogativas de crescer, multiplicar-se, dominar a terra e administrá-la com amor e sábia autoridade. Tal administração, é claro, inclui, em tom maior, a ação política, que deveria, e deve ser sempre voltada para a prática do bem estar coletivo. No Novo Testamento, O Espírito Santo conduz Paulo, o santo apóstolo, a afirmar que “não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (Romanos 13.1b). Ratifica-se, aqui, a verdade bíblica de que a atividade política não é uma invenção do demônio, mas sim uma ordenança divina para o disciplinamento e harmonização da convivência social entre os homens. Em segundo lugar, é perfeitamente legítima a participação dos cristãos na vida política do país, desde que neles haja a força da vocação, a consciência da convicção e, sobretudo, o peso ético-moral das motivações certas: glorificar a Deus e produzir um ser/fazer político que honre ao Senhor e, de igual modo, promova o bem da coletividade. Coletividade essa que, pensada em termos de Brasil, é sempre marcada pela iníqua presença de todo o tipo de flagelo: fome, falta de educação, de saúde, de lazer, de moradia decente, de informação, de cidadania e dignidade, enfim. Assim, o propósito de quem assume ser um vocacionado por Deus para o exercício da vida pública não é, como advogam muitos, ser um partidário das causas que dizem respeito apenas à comunidade evangélica, como se fôssemos uma classe separada no contexto mais amplo da sociedade brasileira, mas sim ser alguém que ama a Deus e, de igual modo, os valores fundamentais do seu reino: a solidariedade, o amor ao próximo, a compaixão, a ética, a integridade e a justiça. O problema, gravíssimo problema, é que muitos evangélicos, ao se elegerem para os mais variados cargos públicos, exibem um comportamento tão censurável quanto o daqueles que não conhecem ao Senhor e não valorizam a sua Palavra; antes, são movidos unicamente pelo jogo, por vezes sórdido, de inconfessáveis interesses. Em terceiro lugar, todos os cristãos, quer inseridos na vida ativa da política partidária, quer não, são exortados por Deus a orar pelas autoridades, a fim de que o Senhor, por graça e misericórdia, conceda a cada uma delas o tirocínio necessário para a implementação de políticas públicas que tragam benefícios ao maior número possível de pessoas da sociedade. Estamos diante de uma clara ordenança bíblica: “Antes de tudo, pois, exorto que use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (1 Timóteo 2.1-3). Nesse ponto, desconfio que muitos de nós seremos achados em falta, pois talvez não estejamos levando a sério o explícito mandamento que o Senhor nos dá em sua normativa e suficiente Palavra. Em quarto lugar, fiquem certos os que se engajam no exercício da política partidária, cristãos e não cristãos, que Deus, que pesa os espíritos e sonda os corações, haverá de promover acerto de contas com todos aqueles que fizeram do poder de que foram investidos, não um instrumento de realização do bem comum, mas o trampolim mais certeiro e rápido para a obtenção de vantagens puramente pessoais. Que trocaram a voz profética de João Batista, que muitas vezes leva à morte e ao desprezo dos poderosos, pelos fartos banquetes da mesa do rei. Em último lugar, que em tempo de eleições, ao sermos chamados para o lídimo exercício do voto, intocável coração do regime democrático, não nos esqueçamos de que somos a igreja do Senhor Jesus Cristo, luz do mundo e sal da terra. E de que a nossa política maior, indisputável e intransferível, é pregarmos o evangelho da salvadora graça que há em Cristo Jesus; e o vivermos de tal modo que, olhando para o nosso testemunho, possa o mundo dizer: eis ali um verdadeiro discípulo do Senhor. JOSÉ MÁRIO DA SILVA PRESBÍTERO

ALGUMAS COISAS QUE DEUS NÃO PODE FAZER

O título da presente meditação dominical, lido de bate pronto e sem o acompanhamento cuidadoso do seu desenvolvimento argumentativo propriamente dito, pode parecer estranho e despropositado, afinal das contas, já temos, formulada em nossas mentes, a ideia de que Deus pode fazer todas as coisas, nada ficando de fora da esfera do seu onipotente poder. Contudo, antes de refletirmos sobre o que Deus pode ou não fazer, temos de nos desvencilhar das concepções urdidas pela pecaminosa imaginação humana e, ato contínuo, aferrarmo-nos, incondicional e submissamente, à Revelação que Ele fez acerca de Si mesmo nas Escrituras Sagradas: nossa regra única de fé e de prática, fonte autoritativa e suficiente em tudo quanto diz respeito a Deus, seu caráter santo, atributos gloriosos e propósito redentor estendido, graciosamente, ao povo por Ele amado e escolhido, antes da fundação do mundo, para ser herdeiro da grande salvação que, no Pacto da Redenção, Pai, Filho e Espírito Santo arquitetaram. Assim, examinando as credenciais e indisputáveis prerrogativas do Deus das Escrituras Sagradas, damo-nos conta de que Ele pode fazer todas as coisas, sim, mas todas as coisas que se harmonizam com a essência do seu ser e com o conselho da sua boa, perfeita e agradável vontade. Tendo tais pressupostos teológicos como parâmetros inafastáveis do nosso sentir/pensar, podemos afirmar que há algumas coisas que Deus não pode fazer. Em primeiro lugar, Deus não pode, em hipótese alguma, pecar. Nesse sentido, é bastante emblemático constatarmos que o único atributo de Deus que aparece referenciado três vezes consecutivas é o que se vincula ao território sublime da sua ontológica santidade. “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; e toda a terra está cheia da sua glória” (Isaías 6.3b). Foi esse o saldo mais impressionante da singular visão que o profeta Isaías teve de Deus: Ele é santo, não havendo, em todas as vastas latitudes do seu ser, o mais leve vestígio de imperfeição. A impecabilidade de Deus foi pontuada pelos profetas Isaías: “não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Isaías 1.13b) e Habacuque: “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar” (Habacuque 1.13b). Tal impossibilidade de haver em Deus qualquer nesga de erro e pecado tem implicações práticas profundas para a nossa fé, visto que nos confere a inabalável e consoladora convicção de que todos os atos de Deus são adornados pela luminosa beleza da sua santidade. A bondade de Deus é santa. O amor de Deus é santo. Os juízos de Deus são santos. Santidade, eis o traço indelével do Deus das Escrituras Sagradas. O apóstolo João, na mesma direção revelacional, sentenciou: “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (Primeira Epístola de João 1.5b). Sendo assim, como assim é, “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem para que se arrependa, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Números 23.19). Desse modo, não há o menor risco de que as promessas de Deus não sejam plenamente cumpridas: “E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna” (Primeira Epístola de João 2.25). Em segundo lugar, Deus não pode deixar de ser Deus, isto é, o que Ele é hoje é o que Ele foi ontem; e o que será para sempre, até porque sendo um Espírito eterno e autoexistente, Deus não está sujeito às contingências da temporalidade. Tal verdade teológico-doutrinária, por sua sobrante evidência escriturística, não deveria ser objeto de qualquer espécie de controvérsia. Não deveria, mas, lamentavelmente, é. Basta que nos reportemos aos arautos do teísmo aberto/teologia relacional que, ressuscitando velhas e rechaçadas heresias, insistem em afirmar que Deus, voluntária e deliberadamente, abriu mão de alguns atributos, tais como a sua onisciência, por meio da qual Deus sabe de todas as coisas; o fim, antes do começo. Ao abrir mão desse seu atributo incomunicável, Deus, na ótica dessa estranha teologia, sabe sobre o futuro, exatamente o que cada ser humano sabe: nada. Por esse viés, o máximo que Deus pode fazer, em sua autoconsentida insciência sobre todas as coisas, é estar ao nosso lado, a fim de construir conosco o futuro, encarado, nessa perspectiva, como uma realidade inteiramente aberta. Houve mesmo um famoso pregador brasileiro que afirmou que quando o devastador tsunami matou milhares de pessoas em geografias asiáticas, Deus não sabia de coisa alguma a esse respeito, tendo sido pego de surpresa. Estamos, decisivamente, diante de uma canhestra caricatura do Deus soberano e glorioso que se revela nas Escrituras Sagradas, em cujas inspiradas páginas aprendemos exatamente o oposto, isto é, aprendemos que Deus é onipotente, onisciente e onipresente; e governa todas as coisas de modo soberano, sábio, santo e providencial. Um Deus que desconhece o futuro não é o Deus único, vivo e verdadeiro; não é o Deus dos santos profetas e apóstolos; não é o Pai do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo; antes, é um ídolo fabricado pela pecaminosa mente dos homens. Em terceiro lugar, Deus não pode tomar o culpado por inocente; não pode ignorar que o pecado é algo sobremaneira hediondo, que fere a santidade do criador e é passível de morte: morte física, espiritual e, a pior de todas, a morte eterna, separação definitiva entre a alma e Deus. Separação essa que é fonte de indescritível e perene sofrimento. Por fim, Deus não pode jamais deixar de amar o seu povo, menina dos seus olhos, sua particular e preciosa herança. O amor de Deus por seu povo é tão grande que Ele não hesitou em dar o seu Filho amado para morrer a mais terrível das mortes: a morte de cruz, por meio da qual fomos redimidos e libertados da opressiva escravidão do pecado e, de igual modo, transportados para a gloriosa liberdade do “reino do Filho do seu amor”. Meditar em tais verdades é fundamental para a vivência de um cristianismo saudável e rigorosamente bíblico. O ponto seminal é conhecermos realmente quem é Deus, a fim de que, instruídos por sua Palavra, possamos adorá-lO em espírito e em verdade; cultuá-lO e viver para o seu louvor e glória. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER. JOSÉ MÁRIO DA SILVA PRESBÍTERO

Orai sem Cessar (final)

ORAI SEM CESSAR (FINAL) Conforme dissertamos na meditação dominical da semana passada, a oração é um componente inseparável da vida cristã, um imperativo da graça, uma clara ordenança do Senhor ao seu povo; e não uma mera opção a ser ou não seguida por cada um de nós, de acordo com as nossas subjetivas decisões. Assim, é simplesmente inconcebível que alguém se declare um servo de Deus, alcançado por sua salvífica graça, regenerado pelo onipotente poder do seu Espírito Santo e, mesmo assim, não ore, não sinta prazer em investir precioso tempo da sua vida cotidiana numa convivência amorosa com Deus por meio da oração. Assim como um infante chora, tão logo deixa o aconchegante casulo do útero materno, o crente deve orar, ao constatar que passou das trevas para a maravilhosa luz do seu Senhor. Por esse prisma, a oração é um ato sublime de amor, por intermédio do qual, o crente deve expressar, com toda a intensidade dos afetos presentes em sua alma, o seu amor a Deus, em justo reconhecimento ao que o Senhor fez, ao estender as suas misericordiosas mãos a um desvalido, que jazia no imundo chão da iniquidade e, ato contínuo, caminhava, celeremente, para uma completa e eterna perdição. Ora, considerando que a oração é um diálogo permanente da alma com o bendito criador, na medida em que, em nosso viver diário, nós desprezamos a oração, na prática, nós estamos asseverando que o nosso amor pelo Senhor é bem diminuto, visto que não nos apraz cultivar, o mais demoradamente possível, a companhia daquele que dizemos ser a razão primacial da nossa vida. Nesse sentido, convém fixarmos, indesviavelmente, os nossos olhos na pessoa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, cujo indeclinável e ardente amor pelo Pai expressou-se, dentre outros aspectos, por uma vida que, ao longo de trinta e três anos, foi sumamente dedicada à oração, na qual ele consumiu-se e consumou-se, ao cumprir, cabalmente, todo o seu ministério. Além de um ato de amor, a oração também é um poderoso instrumento que Deus nos concede, a fim de podermos combater a ansiedade que, frequentemente, insiste em rondar-nos e fazer do nosso coração a sua morada mais privilegiada. Na epístola endereçada aos irmãos da cidade de Filipos, de modo enfático e consolador, Paulo exorta: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças (Filipenses 4.6). A santa e providencial recomendação apostólica em tudo se harmoniza com as palavras proferidas por Jesus Cristo no grandioso Sermão do Monte: “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir” (Mateus 6.25a). Depreende-se, claramente, das palavras do Filho de Deus, que a ansiedade humana radica nas milenares preocupações que nos assaltam no tocante à nossa sobrevivência terrena, cercada, toda ela, por variada espécie de necessidades: comer, vestir, dentre outras. Nesse contexto de multiplicadas e recorrentes pressões, ávidas por transformar a nossa vida num barquinho indefeso e sacudido para todos os lados pelos inclementes vendavais da existência, a oração pontifica como um antídoto contra o desespero; um eficaz remédio contra as massacrantes e inúteis preocupações; um lenitivo seguro contra a ansiedade que oprime o peito; rouba a alegria; planta a malfazeja semente da incredulidade; extingue a paz; faz do presente sinônimo de completo desassossego; e, do futuro, uma aflitiva e irrespondível indagação. Contra todos esses flagelos que atormentam a alma, a oração emerge como um poderoso recurso de Deus, com o qual nós lutamos e com o qual nós vencemos. Ato de amor, remédio para a ansiedade, a oração, de igual modo, é uma arma imprescindível na batalha que os pregadores travam, tendo como alvo a conquista de vidas para o Senhor. Conquanto estejamos bem persuadidos de que, em última análise, a tarefa de conversão de uma alma é prerrogativa indisputável de Deus, que nela exerce as irresistíveis operações do seu Santo Espírito, dobra a sua congênita dureza e a conduz, arrependida, aos pés do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, não estamos menos conscientes da responsabilidade de orarmos por todos aqueles a quem vamos evangelizar. Tal verdade teológico-doutrinária, de que é Deus quem regenera o coração de um pecador, amplamente chancelada pelas Escrituras Sagradas, não anula as responsabilidades que pesam sobre os que trazem em seus ombros a missão de proclamar o evangelho a todas as criaturas. Como bem sentencia o apóstolo Paulo, devemos “anunciar todo o conselho de Deus (Atos 20.27b), na inteira dependência do Espírito Santo, traduzida no exercício contínuo da oração. Na epístola encaminhada aos crentes da cidade de Éfeso, Paulo pede oração “para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo” (Filipenses 6.19b-20). A petição apostólica é nítida em seu escopo: ele anela por autoridade na transmissão do evangelho da graça de Deus. Autoridade essa que somente lhe será concedida por meio da oração. Oração que expõe diante de Deus a nossa insuficiência e, de igual modo, descansa na completa suficiência de Deus. O problema é que, às vezes, nós confiamos em nossa suposta cultura bíblica; em nosso aparentemente lógico e irresistível poder de argumentação; na presumível eficácia de nosso método comunicacional. Assim procedendo, esquecemo-nos de que, sem a imprescindível assistência do Espírito Santo de Deus, pela qual devemos rogar em perseverante oração, os nossos esforços, por mais bem intencionados que sejam, resultarão inteiramente malogrados. A oração, à luz das Escrituras Sagradas, também nos auxilia a cultivar, num mundo confuso e eivado de erros de toda a espécie, a atitude de discernimento diante da babel de vozes que se elevam e querem conquistar nossas mentes e corações. É nesse patamar que aprendemos que oração e Palavra de Deus nunca podem andar desconectadas uma da outra; antes, devem ser faces indissociáveis. Escola do Espírito, no lúcido dizer do Reformador João Calvino, a Palavra de Deus é nossa Regra Única de Fé e de Prática, legislação autoritativa e suficiente para todas as áreas da nossa vida. A Escritura, sem oração, pode tornar-nos ortodoxos frios e racionalistas, perigo que sempre rondou a teologia em sua feição mais acadêmica e escolástica. A oração, sem a Escritura, é uma porta escancarada para o misticismo mais desarrazoado e para o fanatismo mais destruidor. Pautada pelas Escrituras Sagradas, a nossa vida de oração encontrará instrução sólida, a fim de que nos harmonizemos com a “boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Romanos 12.2b). Em suma: orando tendo como balizamento supremo a Palavra de Deus, obteremos a graça do discernimento espiritual, que nos capacitará o ouvir, tão somente, a voz do Bom Pastor, o único que nos “restaura a alma e nos conduz aos pastos verdejantes” (Salmo 23.2,3). Por fim, a oração fortalece a nossa alma e nos capacita para enfrentarmos as duras e necessárias provações que Deus, em sua providência misteriosa e santa, nos destina, a fim de provar-nos e aprovar-nos na caminhada da fé. Num dos mais belos versículos da Palavra de Deus, o apóstolo Paulo sentencia: “Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes” (Romanos 12.12). Quando somos visitados por uma rigorosa professora chamada tribulação, alegramo-nos na esperança da glória de Deus, que é Jesus Cristo, e somos instados a perseverar na oração. Oremos sem cessar, amados irmãos e cumpramos, desse modo, um explícito mandamento do Senhor. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER. JOSÉ MÁRIO DA SILVA PRESBÍTERO

ORAI SEM CESSAR

Embora as Escrituras Sagradas, no geral, sejam justamente consideradas claras em seu conteúdo revelatório, é fato incontestável que há porções bíblicas que oferecem certo grau de dificuldade interpretativa, fazendo-se necessária, nesses casos, a presença de ferramentas exegético-contextuais mais efetiva. Por outro lado, textos há em que o significado é absolutamente cristalino, dado, devendo o crente simplesmente submeter-se a eles e colocá-los em prática em seu viver cotidiano. A esse segundo grupo pertence, por exemplo, o texto que funciona como título desta meditação dominical, extraído da Primeira Epístola que o apóstolo Paulo endereçou à igreja de Tessalônica (1 Tessalonicenses 5.17). Orar sem cessar significa orar continuamente, sem interrupção; fazer da oração uma atitude espiritual permanente de uma vida que tenciona, verdadeiramente, experimentar real comunhão com Deus. Na verdade, o Deus revelado nas Escrituras Sagradas já preordenou todas as coisas que acontecem de modo sábio, santo e amoroso, tudo compatibilizado com o conselho da sua boa, perfeita e agradável vontade. Diante, pois, de verdade tão profunda quanto sobrantemente bíblica, uma indagação, inapelavelmente, se impõe: se Deus já sabe, por que orar? Aliás, tal questionamento, em toda a sua formulação verbal, corresponde ao título de um belo livro escrito pelo pastor e teólogo norte-americano Douglas Kelly. Considerando que a preordenação de Deus acerca de todas as coisas, ancorada na sublime doutrina da soberania divina e do exercício glorioso da sua providência, em nada se confunde com a filosofia desesperadora do determinismo cego e fatalista, nós devemos atender, com alegria e humildade, à santa exortação apostólica, e orar, sempre, e sem cessar. Propomo-nos, pois, a partir de agora, a arrolar algumas razões nucleares pelas quais devemos orar sem cessar, mesmo persuadidos pelas Escrituras Sagradas que, em última análise, é o propósito eterno de Deus que vai prevalecer. Em primeiro lugar, devemos orar sem cessar pelo simples fato de estarmos diante de um mandamento do Senhor, um explícito imperativo da graça; e não de uma opção ou alternativa cuja observância fica ao sabor e arbítrio da nossa subjetiva decisão. Orar, antes de qualquer coisa, é uma ordenança do Senhor. Sendo assim, na condição de servos de Deus, é dever intransferível nosso fazer o que ele nos manda em sua normativa e suficiente Palavra. Do contrário, seremos arrolados como desobedientes. Em segundo lugar, devemos orar, porque o Deus que preordena o fim último das coisas é o mesmo que estabelece os meios para a sua consumação. A oração, nesse sentido, é o meio determinado por Deus, em sua Palavra, para conceder-nos as suas maravilhosas bênçãos, provenientes do seu bondoso ser e alicerçadas em suas infalíveis promessas. Certamente, era propósito de Deus conceder a Ana, esposa de Elcana, um filho; fertilizar a sua madre e livrá-la da humilhação constante a que ela era submetida por sua rival Penina, num contexto histórico em que não gerar filhos era profundamente constrangedor para uma mulher. Mas, foi pela instrumentalidade da agônica e confiante oração que Ana fez, que Deus satisfez o desejou do seu coração e lhe concedeu Samuel, amado profeta do Senhor, filho tão anelado. Oração tão pungente que, a fim de traduzir o doloroso estado de alma em que Ana se encontrava, quase dispensou as palavras, ficando, tão somente, no território de um comovido sussurro do coração. Em terceiro, devemos orar sem cessar, porque a oração é um precioso meio de graça que Deus põe ao dispor do seu povo, tendo como objetivo maior enriquecer a sua vida espiritual. Os meios de graça não realidades mágicas, nem meramente ritualísticas, e nem operam desconectados do Deus de quem provém toda graça. Por intermédio deles, Deus comunica graça à sua igreja, fortalece-a e a aperfeiçoa em sua caminhada cotidiana. Em quarto lugar, devemos orar sem cessar, porque a oração é a respiração natural de uma alma que, outrora “morta em delitos e em pecados” (Efésios 2.1b), experimentou o milagre da regeneração. De uma pessoa que foi adotada na família de Deus e assumiu a privilegiada condição de filho de Deus. Respiração essa que agudiza em nós o desejo de estreitarmos os nossos laços de comunhão com aquele que nos criou para o seu louvor e glória, nos redimiu em Cristo Jesus e, por fim, tornou-nos a habitação definitiva do seu Santo Espírito. Em quinto lugar, devemos orar sem cessar, porque a oração foi uma das marcas indeléveis do ministério do Senhor Jesus Cristo. Os evangelhos neotestamentários mostram-nos, à exaustão, que Jesus Cristo, embora fosse verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, nunca se afastou da oração; antes a cultivava de modo recorrente e intenso. E sua oração ao Pai em favor do seu povo perdura até hoje por intermédio da contínua intercessão que ele, na condição de Sumo Sacerdote, realiza em favor de todos aqueles que se chegam Deus por sua eficaz mediação. Desse modo, sendo Jesus Cristo o nosso modelo supremo em todas as esferas do viver, devemos, no poder do Espírito Santo e atentos às orientações emanadas da sua Palavra, imitá-lo bem de perto no quesito da oração. Em sexto lugar, devemos orar sem cessar, porque a oração, ao mesmo tempo em que nos leva a depender do Senhor em todas as coisas, freia em nós a propensão pecaminosa para a autossuficiência e a soberba que, frequentemente, insistem em dominar-nos. Na incessante oração cotidiana, mais do que os joelhos, é o coração que devemos dobrar diante do Senhor, num humilde reconhecimento de que é dele que procede “toda boa dádiva e todo dom perfeito” (Tiago 1.17a); e de que sem Jesus Cristo “nada podemos fazer” (João 15.5b). A oração é o mapa bendito que nos conduz aos inexauríveis tesouros da graça e do poder de Deus. Por fim, devemos orar sem cessar, porque a oração é uma santa preparação de Deus para enfrentarmos os grandes e inesperados dramas da vida. Há uma passagem bíblica que é superlativamente emblemática acerca da matéria em apreço. De modo gracioso, “Jesus Cristo tomou consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte” (Mateus 17.1b). Subitamente, por um ato de condescendência divina, Jesus transfigurou-se diante deles; “o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornavam-se brancas como a luz” (Mateus 17.2b). Tão esplêndido era o cenário e tão espetacular a experiência que os discípulos, na realidade, o apóstolo Pedro, com a impetuosidade própria do seu ardente temperamento, sentenciou: “Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outras para Elias” (Mateus 17.4b). Diante das empolgadas palavras de Pedro, o silêncio santo de Jesus Cristo. Contudo, ao descerem do monte, eis o contraste absoluto. No alto do monte, o Filho de Deus transfigurado. O testemunho do Pai acerca da filiação divina de Jesus Cristo: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17.5b). Na planície, entretanto, era outra, bem outra a realidade. De um lado, um filho possuído por um demônio perverso. Do outro, um pai amargurado e suplicante. E, no meio desse quadro de desolação, os discípulos do Senhor Jesus Cristo impotentes diante da tenebrosa situação, simplesmente por causa da pequenez da fé e da ausência de uma vida pautada pela oração contumaz e pelo jejum devotado ao Senhor. Assim é também conosco. No alto do monte queremos estar, permanentemente, acomodadamente, ignorando que, ao descermos, as tribulações mostrarão a face mais dura da existência, daí a necessidade de orarmos, orarmos sem cessar. Sopra sobre nós, Senhor, o cálido fogo do seu Santo Espírito e aquece os nossos corações de modo tal que venhamos a fazer da oração parte inseparável da nossa vida. Orar, orar sem cessar, eis o urgente desafio para todos nós. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER. JOSÉ MÁRIO DA SILVA PRESBÍTERO

Igreja Reformada em Campinas - Soli Deo Gloria: Seguindo a Jesus – Morrendo para Tudo! Discípulos ...

Seguindo a Jesus – Morrendo para Tudo! Discípulos de Jesus ou parte das Multidões?

Série de Estudos no Evangelho de Marcos
Marcos 1:12-20 - 12 Logo após, o Espírito o impeliu para o deserto. 13 Ali esteve quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Estava com os animais selvagens, e os anjos o serviam. 14 Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galiléia, proclamando as boas novas de Deus. 15 “O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!” 16 Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. 17 E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”. 18 No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram. 19 Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes. 20 Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando seu pai, Zebedeu, com os empregados no barco.Divisão do Estudo:
I) MORRENDO PARA AS VONTADES DOS HOMENS – v.12-13 (Jesus dá o exemplo)
II) PREGANDO A MORTE ÀS PRÓRPRIAS VONTADES – v. 14-5
III) MORRENDO PARA AS VONTADES – O VERDADEIRO DISCÍPULO – v.16-20
Introdução:
* O que o Senhor tem nos chamado a deixar de lado para segui-Lo de todo coração?
* Quais tem sido os obstáculos que temos colocado como “boas” desculpas para não sacrificarmos tudo neste mundo para vivermos para Cristo somente?
I – MORRENDO PARA AS PRÓPRIAS VONTADES (v.12-13)
V. 12-13 - 12 Logo após, o Espírito o impeliu para o deserto. 13 Ali esteve quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Estava com os animais selvagens, e os anjos o serviam. –
Logo após seu batismo – Jesus acabou de ser proclamado o Cristo e Filho de Deus – você esperaria anjos descendo e prostrando diante dEle, mas não é isso que ocorre. Jesus é levado/jogado (ekballo) pelo Espírito Santo ao deserto, onde é testado pelo Pai e tentado por satanás.
“40 dias” --- leva o leitor de volta aos 40 anos de Israel no deserto. Tempo no qual o povo judeu se rebelou contra o Senhor devido as vontades temporárias!
Deut. 8:1-2, 16 --- “1 Todos os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para os cumprir; para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR jurou a vossos pais. 2 E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não... 16 Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no fim te fazer bem”
Em Mateus 4:1-11 e Lucas 4:1-13 – temos um relato mais completo da tentação. Marcos não foca nas tentações, mas na tentação em si, pois ele quer mostrar o poder de Jesus sobre satanás!
Como que Jesus vence as tentações? Como Jesus morre para as vontades carnais?
Submetendo-se a Deus através da aplicação das Escrituras/Bíblia.
Para cada tentação, Jesus cita uma passagem do Pentateuco!
Tiago 4:7 - Submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês.
Deus concede a vitória e ajuda aos que se humilham e se submetem a Sua vontade!
Salmo 91:9-13 - 9 Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação. 10 Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. 11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. 12 Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. 13 Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
· Jesus mostra como morrer para as próprias vontades e as conseqüências dessa morte – Vitória sobre satanás!
· Deus irá levar-nos a lugares onde seremos testados por Ele e tentados pelo diabo – precisamos estar submissos e enraizados na Palavra!
II) PREGANDO A MORTE ÀS PRÓPRIAS VONTADES (v. 14-15)
V. 14-15 - 14 Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galiléia, proclamando as boas novas de Deus. 15 “O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!”.
V.14 --- Marcos, por enquanto, não quer focar nos motivos e detalhes da prisão de João – ele fará isso mais tarde (6:14-29 – o rei Herodes havia casado com sua cunhada e Batista condenou o ato). Agora o evangelista está interessado na missão do Servo de Deus.
*Jesus sai do deserto e parte para a região da Galiléia! Uma grande parte do seu ministério será concretizado nessa região!
* Vai para a Galiléia – PREGANDO/PROCLAMANDO (kerysso) o Evangelho de Deus!
Mas o Evangelho é de Jesus Cristo ou de Deus?
Dos dois! É sinônimo! As Boas Novas de Deus é que o homem é reconciliado com Ele através da vida e da morte de Jesus!
V.15 - A Pregação de Jesus: “O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!”
1) “O TEMPO É CHEGADO!” --- Que tempo é esse?
Ele não usa a palavra χρόνος (chronos - tempo linear), mas sim καιρός (kairos – tempo específico) --- um momento decisivo na história da humanidade. A era escatológica do cumprimento das profecias do Antigo Testamento.
Rom. 5:6 – De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. 7 Dificilmente haverá alguém que morra por um justo, embora pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. 8 Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.
Ef. 1:10 - Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, 8 a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. 9 E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, 10 isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos.
2) “O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO” ---- O Reino de Deus não um tempo exato para ser cumprido, pois é algo eterno (passado-presente-futuro), cumprido e esperado, presente e iminente. “A declaração de que o Reino de Deus está próximo é dizer que Deus está cumprindo seu propósito eterno, ao invés de tentar especificar um tempo no passado ou no futuro” (R.T. France).
3) “ARREPENDAM-SE” ---- μετανοέω - mudança de mente, uma mudança radical no modo de pensar que te leva a agir de outra forma! Por isso é também mudança de direção.
* Isso não é uma vez só, não é um mero remorso, ou um mero sentimento de culpa – é a consciência que você transgrediu, pecou contra Deus e que necessita não repetir o pecado!
4) “CREIAM NO EVANGELHO” --- Crer no Evangelho vai muito além de um mero entendimento mental. Vai muito além de crer que o Evangelho é verdade. Crer (pisteo) significa confiar! Crer no Evangelho de Deus significar aceitar e comprometer-se! Crer no Evangelho significa viver o Evangelho! Sua fé é demonstrada por frutos e não por uma mera declaração!
Jesus prega que para entrarmos no Reino de Deus, para sermos cidadãos desse reino celestial é necessário que as nossas vontades carnais sejam mortas e mudadas, e que a nossa vida seja marcada pela confiança e comprometimento para com o Senhor!
* Morte para as nossas vontades!!!
E agora o evangelista vai demonstrar alguns exemplos.
III) MORRENDO PARA AS PRÓPRIAS VONTADES (v.16-20)
VS.16-20 - 16 Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. 17 E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”. 18 No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram. 19 Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes. 20 Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando seu pai, Zebedeu, com os empregados no barco.
Alguns fatos importantes a serem notados:
1) Jesus já conhecia esses homens – não foi a primeira vez que eles se encontraram (Lucas 5 e João 1:35-42).
2) Esses homens não eram “fáceis”. O caráter e a personalidade deles eram difíceis. A gente vê a soberania e poder de Jesus!
3) Esses 4 discípulos serão personagens de extrema importância para o decorrer da história.
VS. 16-17 - Andando à beira do mar da Galiléia (era um lago de 22 km de extensão e 6 km de largura – lugar com vários pescadores e barcos), Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores.
17 E disse Jesus: “Sigam-me (chega de contato esporádico, chega de superficilaidade) e eu os farei pescadores de homens”.
** O que é de extrema contradição para a cultura judaica é que o rabino jamais chamava os discípulos!
Esse versículo demonstra toda autoridade, poder e soberania do rei Jesus!
1) É Ele quem chama –“sigam-me”
2) É Ele quem transforma as pessoas! Só Ele tem poder para transformar – “eu os farei”
3) A obra é toda dEle!!!
V.18-20 - No mesmo instante (euthus – imediatamente) eles deixaram as suas redes e o seguiram 19 Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes. 20 Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando seu pai, Zebedeu, com os empregados no barco..
3 coisas de extrema importância que foram deixadas para traz:
a)Deixaram as Redes” --- largaram aquilo que trazia toda a renda deles! Todo o dinheiro deles vinha através daquelas redes.
“Deixar as redes” significa uma total dependência da provisão do Senhor Jesus. Significa falar, “Senhor, se esse trabalho que provê tanto para minha família não é o que Você quer para mim, eu estou disposto a largá-lo para Te agradar!
Pouquíssimas pessoas estão dispostas a ouvir o Senhor Jesus dizer, “deixe essa rede aqui, quero te dar outra rede”. Mais e mais os cristãos lutam, sacrificam tudo para ter um emprego “bom”. O coração e o ouvido se endurecem tanto que não conseguem e não querem ouvir se o Espírito está querendo mover a família para uma nova direção!
** Essas redes que eles deixaram estava lotadas de peixes = $$$. Veja Lucas 5:6 Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixes que as redes começaram a rasgar-se. 7 Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-los; e eles vieram e encheram ambos os barcos, ao ponto de começarem a afundar.
Está Jesus, verdadeiramente, acima das suas vontades financeiras?
b)Deixaram o Pai” --- Numa cultura extremamente patriarca, onde o desonrar o pai e a mãe são pecados capitais – Jesus deixa claro que o discipulado, o seguir a Jesus vem acima de tudo e de todos!
Familiares - família, geralmente, é sempre um grande motivo de desculpas para não obedecermos a Cristo! Por temor físico, por medo de ofendê-los, mas Jesus mostra que o verdadeiro discípulo está disposto a perder esses laços familiares!
c)Deixaram os Empregados e os Barcos” --- Deixaram todo o conforto e segurança!
A maior desculpa hoje em dia para não sermos radicais por Jesus é a de que “eu preciso ser “prudente”!” --- Os cristãos hoje em dia vivem para o trabalho, para conseguir comprar mais e mais coisas, ignoram o chamado de Deus na vida para que consigam uma vida confortável e segura materialmente!
Muitos se denominam e se chamam de cristãos!
Mas poucos realmente são discípulos de Jesus!
Ser discípulo de Jesus NUNCA foi e NUNCA será algo gostoso, confortável e da moda.
As palavras mais duras de Jesus são para os que o seguiriam:
Marcos 8:34-38 - Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 35Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará. 36 Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37 Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma? 38 Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos”.
Lucas 9:57-62 - Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: “Eu te seguirei por onde quer que fores”. 58 Jesus respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. 59 A outro disse: “Siga-me”. Mas o homem respondeu: “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai”. 60 Jesus lhe disse: “Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus”. 61 Ainda outro disse: “Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir-me da minha família”. 62 Jesus respondeu: “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”.
Lucas 14:25-35 - Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: 26 “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. 27 E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo. 28 “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? 29 Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, 30 dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’. 31“Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil? 32 Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz. 33 Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.
Temo que muitos cristãos não entendem a profundidade e o desafio que é ser discípulo de Jesus:
1) vida de submissão a vontade de Deus, como Jesus no deserto.
2) Uma vida de arrependimento e mudança radical constante da mente e das ações.
3) Uma vida de confiança – fé – total dependência da presença e da Palavra de Deus e não a dependência por bens materiais.
4) Uma vida que está disposta a “deixar as redes” – largar o tão batalhado e suado emprego, para viver na simplicidade do Evangelho.
5) Uma vida que está disposta a perder herança familiar, disposta a gerar “guerra” dentro da família, e sofrer outros danos por amor a Cristo!
6) Uma vida que não se importa com o conforto material.
Uma vida mais preocupada com agradar e a seguir a Jesus de perto, com ganhar almas do que com o conforto temporário!
Uma vida que pesca homens e não é pescado por homens/mundo!
Leia João 6:51-66! Veja que muitos abandonaram, pois não agüentaram!
FINAL:
Pai, eu oro para que o Senhor nos livre dessa mentalidade de que essa vida terrena e temporária é o que há de mais importante neste mundo – Livra-nos das tentações de sacrificar o nosso chamado para sermos santo por causa de empregos, dinheiro, diplomas, carros, roupas, e conforto! Faz-nos pescadores de homens e mulheres! Cristãos radicais pela Sua Palavra.
Perguntas para a semana:
1) Como posso ter a Palavra de Deus enraizada no meu coração para que quando for tentado possa citá-la?
2) Converse e pense sobre ARREPENDIMENTO e FÉ. Ache passagens que fale sobre esses dois assuntos.
3) Leia as passagens que fala o que envolve ser um discípulo de Jesus e examine se você realmente tem sido um discípulo de Cristo ou um membro das multidões.

Como Receber um visitante em sua Igreja

1 - Com um sorriso nos lábios, estenda as boas vindas a cada visitante e fale da alegria de recebê-lo. Se for um desconhecido, apresente-se, pergunte o seu nome, pergunte se é a primeira vez que vem a nossa igreja, se conhece alguém dali, para levá-lo junto de seu amigo. Enfim, faça-o sentir-se à vontade e muito bem vindo. 2 - Explique que a igreja gostaria de enviar-lhe um convite para outras programações e para isso você precisa de algumas informações. A seguir tome nota dos dados do visitante (nome, telefone, e-mail e algumas outras informações pessoais – essas últimas podem até ser anotadas fora da presença do visitante – de maneira a facilitar a identificação e dar elementos para um contato posterior. Entregue-lhe o boletim da igreja e, se tiver, um cartão de boas vindas. Se houver algo para ser preenchido e destacado no cartão, explique-lhe que ele pode devolver à saída. 3 - Se a pessoa já esteve na igreja e deu seus dados, demonstre alegria pelo retorno e pergunte se ela recebeu um e-mail ou carta com a programação da igreja. Em caso negativo, comunique o fato à liderança para que a mesma verifique o porquê da não efetivação do contato. 4 - A seguir, acompanhe-o ou apresente-o a um diácono que irá mostrar-lhe os assentos ou ajudá-lo na procura das salas da Escola Dominical, sanitários, biblioteca, berçário, Projeto Crianças de Primeira, etc. Ele deve ser acompanhado, mas sentir-se a vontade para sentar aonde preferir. Seja gentil, sem sufocá-lo com atenção. 5 - Se vierem acompanhados de crianças, adolescentes ou jovens, dê-lhes atenção e encaminhe-os para as salas apropriadas. Para tanto, é necessário conhecer bem as dependências da igreja, as classes da Escola Dominical e as idades que atendem, seus professores e os líderes dos ministérios e sociedades. É importante estar bem informado sobre as programações atuais e futuras da igreja. 6 - Ao final do culto despeça-os amavelmente, convidando-os a voltar.

UMA BENÇÃO CHAMADA DESESPERO!


                                               UMA BÊNÇÃO CHAMADO DESESPERO
                Num primeiro momento, e sem uma análise contextual mais apurada, a palavra desespero não parece ter nenhuma vinculação semântica com o conceito de bênção. Aliás, para muitos, juntar bênção e desespero, mais do que um paradoxo, é um completo absurdo. O desespero de um cidadão que tem apontada para a sua fronte a gélida arma de um impiedoso assassino, certamente, não pode ser chamado de uma bênção. O desespero de uma senhora que se vê transformada em presa fácil nas mãos de um maníaco imoral e perverso, certamente, não pode ser chamado de uma bênção. O desespero de um trabalhador que, de uma hora para outra, vê-se privado do seu emprego e, ato contínuo, dos recursos e condições indispensáveis para prover a subsistência da sua família, certamente, não pode ser chamado de uma bênção. O desespero de uma família que, em dramáticos tempos de guerra, vê-se compelida a enviar os seus filhos para os atemorizadores campos de batalha, sem ter a certeza de que eles voltaram bem, certamente, não pode ser chamado de uma bênção.
                Em suma, exemplos e mais exemplos poderiam ser multiplicados aqui, sinalizadores de situações atípicas, nas quais desespero e bênção trilham searas diametralmente opostas, indiscutivelmente inconciliáveis. Contudo, há sim, e abundantemente encontrável nas Escrituras Sagradas, Regra Única de Fé e Prática de todo cristão que a recepciona como a infalível e inspirada Palavra de Deus, um tipo de desespero que, conquanto tremendamente doloroso e desassossegador da consciência humana, é uma bênção, porque leva o ser humano a refletir, com real seriedade, sobre a sua situação espiritual diante do Senhor; e, por fim, arrependido, a voltar-se para Deus, o único que, em sua graça, pode restaurá-lo, concedendo-lhe, misericordiosamente, uma eterna e gloriosa salvação.
                Um dos mais nefastos efeitos da queda de Adão e Eva, logo transpostos para toda a raça humana, foi uma corrupção espiritual e moral que se estendeu por todas as dimensões constitutivas da personalidade do homem: mente/afeições/vontade. Dentre os inúmeros e malévolos frutos decorrentes dessa congênita depravação, avulta, como um dos mais perceptíveis, a soberba, a autoconfiança, autossuficiência, que faz com que o homem cultive uma imagem muito positiva de si mesmo; a ver-se como portador de méritos diante do Senhor, digno, portanto, de herdar o céu e a presença de Deus, como consequência natural dos seus supostos merecimentos.
                Noutras palavras: o homem passa a cultivar, em seu coração, uma falsa esperança de salvação, proveniente, convém reiterar, da soberba que o domina. É exatamente neste contexto que a pregação fiel do evangelho salvífico de Jesus Cristo, ao confrontar o pecador e desnudar-lhe as falsas esperanças, fere a sua consciência, inquieta o seu coração e o conduz a um santo e abençoado desespero.
                Examinemos mais de perto, a natureza bíblica desse desespero. Em primeiro lugar, esse desespero nasce de uma consciência viva de que o pecado, realmente, é uma transgressão séria da lei de Deus, que o ofende e macula a sua ofuscante santidade. Creio que foi esse o sentimento que tomou conta do profeta Isaías, quando ele teve uma sobrenatural visão do Deus de Israel, assentado, todo-poderoso, num alto e sublime trono, rodeado por querubins e serafins que, incansavelmente, não cessavam de proclamar a santidade e o peso da glória do Senhor, estendido por todos os quadrantes da terra. Em vez de sair pulando e dando aleluias, diante da aterradora visão que teve da majestade do Senhor, Isaías, ao contrário, foi conduzido a experimentar uma bênção chamada desespero, traduzida por palavras ardentes, emanadas de um coração que se percebeu como realmente era: mau e tremendamente pecador diante de Deus. Ao mirar-se no espelho da fulgurante santidade de Deus, o profeta Isaías dá-se conta de que era um homem portador de lábios impuros e, de igual modo, habitante e conterrâneo de um povo que também era detentor de impuros lábios.
                É dessa dramática percepção do seu pecado individual e do pecado coletivo do povo a que pertencia que emerge o quebrantamento do profeta e o clamor angustiado da sua alma, revestido da nítida consciência de que ele vai perecer. Ao ser atingido pela bênção chamada desespero, Isaías encontra-se com a brasa viva do altar do Senhor; Senhor que é santidade absoluta e também graça que perdoa; e misericórdia que acolhe e põe um miserável no coração. Em segundo lugar, o desespero abençoador produz genuíno arrependimento no coração do pecador penitente.
                Há uma passagem bíblica que é sobremaneira elucidativa nesta matéria. Encontramo-la no Livro de Atos dos Apóstolos, mais precisamente no trecho em que, cheio do Espírito Santo, o apóstolo Pedro profere um incisivo sermão, mostrando, por meio de acurada hermenêutica e uma bem aplicada analogia da fé, que a descida do Santo Espírito de Deus, no dia de Pentecostes, era o cabal cumprimento de profecias vetero-testamentárias e apontava, redentivo-escatologicamente, para a vitoriosa obra expiatória realizada por Jesus Cristo na cruz do calvário, meio único e eficaz de reconciliação do homem pecador com o Deus três vezes santo.
                Concluída a poderosa pregação, “compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos dos Apóstolos 2.37,38). Foi a contundente proclamação de Pedro o instrumento usado por Deus para levar pecadores empedernidos ao desespero e ao arrependimento. Sem a exigência do arrependimento, resulta mutilada a pregação do evangelho; e, de igual modo, destoante do padrão apostólico, reformado e puritano de proclamação da salvadora mensagem da cruz.
                Em terceiro lugar, o desespero abençoador faz com que o pecador, ao ver-se face a face com a santa lei de Deus, para cujo cumprimento perfeito ele acha-se completamente inabilitado, desista de continuar firmando-se nas andrajosas muletas das suas pecaminosas obras; na sua religiosidade; no seu moralismo; ou em qualquer outra realidade presumivelmente capaz de justificá-lo diante do Senhor. A parábola do fariseu e do publicano, registrada nas páginas santas do evangelho, revela, solenemente, essa verdade. Enquanto o fariseu, engordado pelo fermento da soberba, gabava-se de grandes feitos diante de Deus, “o publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lucas 18.13). No limite, o publicano, levado a desespero pelos pecados que o tornavam inimigo de Deus, percebeu que somente na fonte caudalosa da graça divina, ele poderia encontrar a justiça inexistente em si mesmo e nas suas insuficientes obras.
                No livro Os batistas e a doutrina da eleição, na parte especificamente dedicada à evangelização, Robert Selph afirma que “Nosso principal objetivo na evangelização do coração é duplo: Fazer a lei de um Deus soberano e justo pesar sobre o coração do pecador, ao ponto de desespero e direcionar o pecador para que corra para Cristo, em total abandono do pecado e do próprio eu, rogando-lhe por misericórdia e uma nova vida. A palavra chave que devemos frisar, quanto a esse objetivo duplo, é ‘desespero’. É preciso que os pecadores sejam levados ao desespero, pelo Espírito Santo. O desespero faz parte inerente da própria natureza do vir a Cristo”. Na mesma linha de raciocínio, asseverou o Dr. Martyn Lloyd-Jones que “Fica perfeitamente claro, nas páginas do Novo Testamento, que ninguém pode ser salvo enquanto, mais cedo ou mais tarde, não sentir o desespero de si mesmo”.
                Como se pode perceber, o desespero abençoador, que leva o pecador a tirar os olhos de si e colocá-los, irreservadamente, na pessoa e obra de Jesus Cristo, está diretamente relacionado a uma proclamação do evangelho feita de forma fiel às Escrituras Sagradas; proclamação que não hesita em “anunciar todo o conselho de Deus” (Atos dos Apóstolos 20.27b). O notável pregador inglês Charles Spurgeon, num dos seus sempre inspirativos e bíblicos escritos, sentenciou: “Deus a ninguém reveste com o manto da sua justiça, sem antes tê-lo aguilhoado com os rigores da sua lei”.
                A realidade, entretanto, é que, na maioria dos púlpitos do evangelicalismo brasileiro moderno, no lugar da mensagem simples e bíblica da cruz de Jesus Cristo, sua morte expiatória e ressurreição justificadora, o que tem tristemente prevalecido é um estranho sincretismo que consorcia autoajuda, prosperidade material, curandeirismo sensacionalista, existencialismo psicologizante, entretenimento superficial, palestras motivacionais, dentre outros componentes conteudísticos inteiramente contrários ao nosso inegociável tesouro de fé, que “de uma vez por todas foi entregue aos santos, e pela qual somos exortados a batalhar com toda a diligência”, conforme a doutrinação emanada do sacro escritor Judas, em sua diminuta e instrutiva epístola. Que Deus tenha misericórdia do nosso país e, ato contínuo, levante pregadores que, firmados no santo livro do Senhor, trovejem sermões que confrontem o pecado, levem os pecadores, num primeiro momento, ao desespero por seus pecados; e, depois, à real e gloriosa esperança radicada na pessoa e redentiva obra de Jesus Cristo na cruz do calvário. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.
                                                                                                                                             JOSÉ MÁRIO DA SILVA
                                                                                                                                             PRESBÍTERO