UM SUICIDA PODE SER SALVO?





Texto por
Massimo Lorenzini
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Hoje de manhã, recebi a triste notícia de que um parente meu havia se suicidado. Parei, pensei, refleti sobre o assunto e cogitei a possibilidade de esboçar alguns pensamentos. Porém, encontrei um artigo que conseguiu expressar com melhor clareza as minhas ideias e suposições. Segue abaixo o mesmo:
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Pode uma pessoa que comete suicídio ser salva? O que segue abaixo é minha resposta a uma mulher cujo filho cometeu suicídio. Ela disse que ele professava fé em Cristo, mas permitiu a depressão sobrepujá-lo e finalmente acabar com sua própria vida.
Inicio a resposta...
Estou muito triste de ler sobre a tragédia de seu filho. Você me perguntou se você deve se angustiar sobre seu ato. Primeiro esta, como você sabe, é uma questão muito difícil para se responder com certeza. Na realidade, eu não penso que ela possa ser respondida com absoluta certeza. Assim, embora possamos fazer alguns esforços para determinar a condição espiritual da pessoa, no final das contas é o juízo final de Deus sobre a alma de uma pessoa. Segundo, permita-me dizer que eu não creio que o suicídio seja um pecado imperdoável. Terceiro, embora eu não creia que o suicídio seja um pecado imperdoável, eu ainda creio que ele seja pecado. Eu creio que Deus é o autor da vida e não está dentro dos nossos direitos acabar com qualquer vida, até mesmo a nossa.
Com respeito a seu filho, eu não estou muito esclarecido sobre a natureza do testemunho Cristão de seu filho. Permita-me compartilhar com você as marcas de uma genuína fé salvadora.
Primeiro, as seguintes evidências não provam nem desaprovam a fé de alguém:
A. Moralidade visível – Mateus 19:16-21; 23:27
B. Conhecimento intelectual – Romanos 1:21; 2:17ss
C. Envolvimento religioso – Mateus 25:1-10
D. Ministério ativo – Mateus 7:21-24
E. Convicção de pecado – Atos 24:25
F. Certeza – Mateus 23
G. Tempo de decisão – Lucas 8:13-14
Agora, aqui estão algumas provas de uma fé autêntica:
A. Amor a Deus – Salmos 42:1ss; Lucas 10:27; Romanos 8:7
B. Arrependimento do pecado – Salmos 32:5; Provérbios 28:13; Romanos 7:14ss; 2 Coríntios 7:10; 1 João 1:8-10
C. Humildade Genuína – Salmos 51:17; Mateus 5:1-12; Tiago 4:6,9s
D. Devoção à glória de Deus – Salmos 105:3; 115:1; Isaías 43:7, 48:10ss; Jeremias 9:23-24; 1 Coríntios 10:31
E. Oração contínua – Lucas 18:1; Efésios 6:18ss; Filipenses 4:6ss; 1 Timóteo 2:1-4; Tiago 5:16-18
F. Amor abnegado – 1 João 2:9ss; 3:14; 4:7ss; João 13:34-35; 1 Pedro 1:22
G. Separação do mundo – 1 Coríntios 2:12; Tiago 4:4ss; 1 João 2:15-17, 5:5
H. Crescimento espiritual – Lucas 8:15; João 15:1-6; Efésios 4:12-16
I. Vida obediente – Mateus 7:21; João 15:14ss; Romanos 16:26; 1 Pedro 1:2,22; 1 João 2:3-5

Se a primeira lista é verdadeira sobre uma pessoa e a segunda lista é falsa, há motivo para questionar a validade de uma profissão de fé. Todavia se a segunda lista é verdadeira, então a primeira também será.
Agora, visto que eu não conheço o testemunho de seu filho, eu não estou na posição de dizer se ele era um Cristão ou não. Você terá que olhar para o seu testemunho à luz da Palavra de Deus como eu compartilhei com você e tentar discernir isto tão difícil como ele possa ser.
Após fazer isto, se você crê que ele possuía uma fé genuína, então pode ser que ele fez a decisão de acabar com sua própria vida em um momento de confusão sem realmente pensar sobre isto. Neste caso é possível que o ato não necessariamente mostre que ele não era um crente verdadeiro. Por outro lado, pode ser que embora seu filho reivindicasse ser um crente, este ato final de suicídio demonstre seu verdadeiro caráter; que ele na realidade não era um crente verdadeiro durante todo o tempo. Este ato pode representar um ato final de incredulidade e uma rendição ao desespero e à desesperança antes do que a uma confiança no Deus vivo.
Assim é como John MacArthur, um professor da Bíblia muito respeitado hoje, responde a questão:
"Pode alguém que comete suicídio ser salva? Suicídio é um pecado grave equivalente ao assassinato (Êxodo 20:13; 21:23), mas ele pode ser perdoado como qualquer outro pecado. E as Escrituras claramente dizem que aqueles redimidos por Deus foram perdoados de todos os seus pecados – passado, presente, e futuro (Colossenses 2:13-14). Paulo diz em Romanos 8:38-39 que nada pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus.
Se um verdadeiro Cristão cometer suicídio em um tempo de extrema fraqueza, ele ou ela será recebido no céu (Judas 24). Mas nós questionamos a fé daqueles que tiram suas vidas ou até mesmo consideram isso seriamente – é bem provável que eles nunca tenham sido verdadeiramente salvos.
Eu digo que porque os filhos de Deus são definidos repetidamente nas Escrituras como aqueles que têm esperança (Atos 24:15; Romanos 5:2-5; 8:24; 2 Coríntios 1:10, etc.) e propósito na vida (Lucas 9:23-25; Romanos 8:28; Colossenses 1:29). E aqueles que pensam em cometer suicídio fazem assim porque eles não têm nem esperança nem propósito em suas vidas. Além do mais, alguém que repetidamente considera o suicídio está praticando pecado em seu coração (Provérbios 23:7), e 1 João 3:9 diz que “aquele que é nascido de Deus não comete pecado”. E finalmente, suicídio é freqüentemente a última evidência de um coração que rejeita o senhorio de Jesus Cristo, porque ele é um ato onde o pecador está tirando sua vida com suas próprias mãos completamente antes do que se submetendo a vontade de Deus para isso. Certamente muitos daqueles que tiraram suas vidas ouvirão aquelas terrificantes palavras do Senhor Jesus no julgamento – “Eu nunca vos conheci; Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:23).
Assim, embora seja possível para um crente verdadeiro cometer suicídio, nós cremos que esta é uma ocorrência pouco comum. Alguém, considerando o suicídio, deve ser convidado acima de tudo para examinar a si mesmo para ver se ele está ou não na fé (2 Coríntios 13:5)."
Assim, para responder sua questão, você precisa avaliar da melhor maneira que puder, pela Palavra de Deus, se ele era um verdadeiro Cristão ou meramente um falso. Isto não será fácil, eu sei. Se você está convencida, pela Palavra de Deus e não por suas emoções ou qualquer outro padrão, que ele era um verdadeiro Cristão então você pode esperar ver seu filho novamente no Céu. Que sua confiança descanse em Deus e na Sua Palavra, e uma vez feita a avaliação sobre a condição de seu filho, não permita que você mesma seja influenciada pelas suas emoções ou pela reação de outros. Mas no final das contas, nosso julgamento concernente a uma pessoa ser salva ou não é limitado e não final. Apesar de podermos ter certeza de nossa salvação (1 João 5:13), somente Deus pode fazer a avaliação final sobre a alma de outra pessoa.
Quanto a você, possa a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, estar com você (2 Coríntios 13:14).

AS PODEROSAS PALAVRAS DE JESUS CRISTO (PARTE II)


                               
                Quando passamos a meditar mais profundamente nas palavras proferidas por Jesus Cristo durante o seu ministério nas terras da Palestina, damo-nos conta de que para a nossa alma não há atividade mais plenificante do que essa, porque, de fato, as palavras que brotaram dos santos lábios do Filho de Deus, e que foram infalivelmente registradas por homens que as escreveram sob a inerrante supervisão do Espírito Santo, são caminho, verdade e vida, roteiro seguro para nos instruir acerca de tudo quanto precisamos saber sobre Deus e os valores eternos do seu inabalável reino.
                Assim, numa época como a em que estamos inseridos, caracterizada por uma espécie de babel de vozes que se cruzam, recruzam e embaraçam os seres humanos, que se veem cada vez mais perdidos, sem rumo certo, nem direção confiável, nada pode exceder a delícia dos pastos verdejantes e a cristalinidade das águas tranquilas, para as quais somos conduzidos pelas poderosas palavras de Jesus Cristo.
                As poderosas palavras de Jesus Cristo são esclarecedoras, dissipam as sombras da ignorância e nos propiciam o conhecimento verdadeiro acerca do Pai. As Escrituras Sagradas, com especialidade os evangelhos, apontam-nos algumas situações em que as palavras de Jesus Cristo trouxeram libertadora luz a quem perecia nas trevas do engano e da incompreensão. Dentre essas, penso que avulta como das mais relevantes a que põe em cena os desanimados e decepcionados discípulos de Jesus Cristo que iam para a cidade de Emaús.
                A narrativa encontra-se presente no evangelho escrito pelo médico e historiador Lucas. Presumindo que a promessa da ressurreição de Jesus Cristo não passara de uma ilusória falácia; e que a morte do Filho de Deus era o último capítulo de um enredo tecido e destecido pelos ingredientes de uma fé falsa e de uma frustração verdadeira, dois discípulos de Jesus Cristo, enquanto caminhavam para a cidade de Emaús, travaram um diálogo cindido entre a tristeza e a desesperança, cuja essência poderia ser sumariada da seguinte forma: Cristo Jesus, em quem depositamos toda a nossa fé, morreu. Há três dias jaz sob a lápide fria de uma indiferente sepultura. A prometida ressurreição dentre os mortos não passou de um cruel engodo. E a nós, incautos e crentes numa rematada mentira, o que resta é a vergonha por termos acreditado numa tola fantasia e, pior, o ódio e a perseguição das autoridades político-religiosas de Roma e de Israel.
                Eis o flagelo existencial que se abatera sobre dois homens tristes, solitários e invadidos pelo paralisante sentimento do medo. Conquanto tivessem convivido com Jesus Cristo, ao longo de três fecundos anos, os discípulos de Emaús, como vezes sem conta acontece também conosco, haviam se tornado presas fáceis dos tentáculos agrilhoantes da incredulidade. Vendo-os assim, nesta lastimável realidade, Jesus Cristo aproxima-se deles, os censura pela incompreensão teológica e falta de discernimento espiritual; e, por fim, abre-lhes o entendimento a fim de levá-los a compreender, cabalmente, o que a seu respeito estava escrito na totalidade das Sagradas Escrituras. Ao instruí-los por meio das Escrituras Sagradas, Jesus Cristo ensina que era necessário, sim, que o Cristo morresse, substitutivamente, pelos pecados do seu povo. Era necessário, sim, que ele ressuscitasse ao terceiro dia a fim de conferir ao seu povo suficiente e definitiva justificação pela fé. Era necessário, sim, que ele retornasse ao Pai, vitorioso, e dos céus enviasse o seu Santo Espírito, selo da nossa redenção, penhor da nossa herança, garantia segura de que somos propriedade definitiva de Deus, herdeiros de uma tão grande salvação, conquistada, graciosamente, para nós, pelo sacrifício eficaz de Jesus Cristo na cruz do calvário.
                Também hoje, pelo diligente estudo das Sagradas Escrituras e pela indispensável iluminação que nos advém da operação do Espírito Santo, podemos ser esclarecidos pelas poderosas palavras de Jesus Cristo, que alargam as fronteiras da nossa mente, dilatam os compassos do nosso coração e nos levam a conhecer e a continuar conhecendo ao Deus único, vivo e verdadeiro, capacitando-nos, deste modo, a amá-lo, servi-lo e adorá-lo em espírito e em verdade, prestando-lhe, continuamente, o culto que lhe é devido e, de igual modo, vivendo de modo agradável e consonante com a sua santidade. Que as poderosas palavras de Jesus Cristo continuem a ser o permanente alimento da nossa alma. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.
                                                                                              JOSÉ MÁRIO DA SILVA
                                                                                              PRESBÍTERO

Hitler vem Ai!

Luiz Sayão Uma das figuras mais sombrias do século 20 foi o ditador nazista Adolf Hitler. O artista desiludido austríaco conseguiu crescer na política alemã dos anos 30 até tornar-se o chanceler de um pretenso império germânico que acabaria se desmoronando em 1945, com o final da Segunda Guerra Mundial. As terríveis decorrências do governo de Hitler ainda hoje nos causam espanto e pavor. Além da perseguição deflagrada contra os judeus, bastante conhecida e divulgada, e dos campos de concentração criados pelo regime nazista, Hitler foi o causador direto e indireto de atrocidades imensuráveis. Conforme as estimativas, a Segunda Guerra Mundial deixou cerca de 70 milhões de mortos, sendo mais de 24 milhões de russos, 20 milhões de chineses, 7.5 milhões de alemães e 6 milhões de judeus. Destes, 60% eram civis. A perseguição e os maus tratos atingiram diversas comunidades como ciganos, eslavos, homossexuais, judeus, evangélicos e comunistas. Um dos principais mártires evangélicos do período nazista foi Dietrich Bonhoeffer. Entre os teólogos renomados que perderam sua posição por causa da intolerância Führer, destacam-se Karl Barth e Paul Tillich. As propostas imperialistas e racistas de Hitler chocaram o mundo por sua frieza no processo de condenação, prisão e assassinato dos “indesejados” para o sistema. O assassinato de milhares de pessoas calculado e premeditado associado às experiências genéticas e científicas cruéis e desumanas deixaram o mundo consternados. Estávamos diante de um império da morte. No entanto, parece que a percepção desta realidade está mudando. A consternação perdeu espaço nos últimos anos. Rencentemente, por exemplo, conversei com alguém que comentou uma aula de filosofia. Nela a professora afirmou a lógica da sociedade relativista: “o que Hitler fez é errado para nós, mas para eles estava certo. Cada cultura e sociedade decide o que acha certo ou errado.” Voltando a atenção para a perspectiva bíblica, vamos encontrar o fato de que Deus é descrito como o Deus que dá a vida e tem poder sobre ela (Dt 30.15; 1Sm 2.6; Ne 9.6). Em grande parte, a teologia do Antigo Testamento é uma teologia da vida. A relação de polarização “vida-morte” marca muito da revelação das Sagradas Escrituras. O primeiro pecado humano tem como retribuição o castigo da morte (Gn 2.17). Em seguida, o que é vedado ao homem, que deseja indepedência de Deus, é a árvore da vida (Gn 3.22-24). Toda impureza ritual que encontramos em Levítico está relacionada com a morte. Os animais ligados à morte (carnívoros e rastejantes) não podem ser comidos (Lv 11). A impureza do fluxo do homem e da mulher os tornam imundos (Lv 15), pois o que era para ser vida tornou-se morte. Toda a promessa de bênção para Israel envolve bênçãos da terra e de prosperidade, que são, em resumo, uma celebração da vida. Basta ler as decorrências da aliança de Deus com Israel em Deuteronômio 27-29 e observar como a distinção básica é bênçãos para a vida e ameaças que significam morte. O salmista louva a Deus e clama ao Senhor por causa daquilo que representa a diferença entre a vida e a morte (e.g. Sl 30). A renovação da promessas de Deus por ocasião do exílio está claramente apresentada por Jeremias: “Ponho diante de vocês o caminho da vida e o caminho da morte” (21.8). Quando chegamos ao Novo Testamento, a polaridade permanece, agora, porém, o enfoque é distinto. A qualidade de vida sobe! A vida que está em vista é de qualidade plena e superior é a vida eterna (Jo 3.16). O próprio Jesus é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6). Já a morte absoluta descrita no Novo Testamento também é a morte eterna. Conforme podemos observar, o Deus da Bíblia cria, enfatiza, valoriza e concede vida e vida em plenitude (Jo 10.10). Quem crê tem vontade de viver e razão para celebrar a vida. Para falarmos sobre isso, é preciso entender que a vida é um valor importante nas Escrituras por causa da perspectiva bíblica da realidade. Segundo as Escrituras, o ser humano é imagem de Deus (Gn 1.26), o que lhe dá significado no universo e dignidade intrínseca. O homem possui origem e propósito definidos e caminha teleologicamente para um destino, sob o domínio divino. O ser humano sobrevive após a morte e terá de prestar contas de sua vida a Deus, o justo juiz. Neste sistema bíblico, faz sentido viver. Todavia, quando isso é deixado de lado, o sistema desmorona e passamos a caminhar na direção de uma cultura “da morte”. Será que é sem razão e explicação que vivemos numa sociedade que banalizou o aborto e que trivializou a violência? Por que, à semelhança do paganismo greco-romano antigo, há uma obsessão crescente na sociedade pela morte e pela violência? Há uma sede de sangue no ar! Os filmes de terror, obsessão máxima pela morte, tornaram-se divertimentos triviais. É a triste universalização do “Halloween” americano. Não é assustador e estarrecedor observar a busca da morte nas drogas e nas experiências radicais sexuais e religiosas que rondam o público adolescente e juvenil, em pleno vigor da vida? Por que grupos de rock como ACDC, Kiss e Sepultura fazem sucesso e cativam tantos fãs? Como entender a epidemia mundial de suicídio, principalmente em países abastados, incluindo crianças e adolescentes? O que está acontecendo conosco? Socorro! Parem o mundo que eu quero descer! A irrelevância e a fascinação da morte nos assustam! O fato é que, sem o Deus da vida, caminhamos para a morte. Estamos de novo sob a sombra de Hitler, filho lógico da sociedade secular, pós-nietzscheana. A verdade é que a sociedade secular, que se enraizou na cultura ocidental nos últimos quatro séculos, a partir da natureza e do homem, não tem base para estabelecer e defender o valor da vida e do ser humano. Sem Deus, o homem está morto. Sem Deus, não há paradigmas, e sem paradigmas absolutos, não há razão para viver. Sentimos a maresia e a náusea dos escritos existencialistas ateus. Por que o racismo de Hitler deve ser condenado? Em que base? Se o ser humano não tem valor intrínseco, por que uma etnia específica teria algum valor? Se não há parâmetros para definir o que é certo e errado, como dizer que Hitler cometeu crimes contra a humanidade? O americano imperialista belicoso, o terrorista radical islâmico, o índio que comete infanticídio e o neonazista homicida estão todos corretos em seus próprios pontos de vista! Só resta a voz (ou a arma) do mais forte para impor a lei, neste admirável mundo bárbaro. Nossa sociedade está em crise. O fato é que em muitos países, assassinos são hoje protegidos pela lei. O aborto tornou-se “direito” e sinal de “avanço”. O suicídio tornou-se “requinte” de sociedades sofisticadas. O nível de barbárie dos crimes apavoraria até os carrascos de Auschwitz: “Vemos pedofilia seguida de morte, canibalismo, chacinas, crianças homicidas, suicídio coletivo, etc.” Onde vamos parar? A sociedade secular, com seu humanismo, ateísmo e agnosticismo, nunca foi coerente com seus pressupostos. Embora crítica do cristianismo, sempre viveu de seus valores. No secularismo ateu não há lugar para a misericórdia, a caridade, o amor e a esperança. Os ateus e agnósticos vivem, na prática, com idéias cristãs de amor, igualdade, perdão, etc. A grande pergunta é: “o que acontecerá conosco quando tivermos gerações criadas sem a influência cristã?” Se Deus não existe e não juízo final, e a vida é apenas agora, um mero acidente que deu certo, a lógica necessária é a selvageria. O que vale é aproveitar ao máximo o pouco que temos neste mundo sem lei e sem lógica. A questão se torna muito mais relevante quando vemos a barbárie crescente presente em nosso cotidiano e o surgimento de uma nova empreitada hostil de ateus e agnósticos contra a expressão religiosa, particularmente contra o cristianismo, exemplificada na obra recente de Richard Dawkins. Se não considerarmos a história de nossa tradição ocidental, com sua herança cristã e suas decorrências, corremos o sério risco de ver uma versão piorada do que foi o nazismo; seria o “retorno de Hitler”. Luiz Sayão é pastor da Igreja Batista Nações Unidas (São Paulo, SP), é tradutor da Bíblia, tendo coordenado a publicação da Nova Versão Internacional, entre outros projetos. Atualmente, coordena a publicação da primeira Bíblia Brasileira de Estudos da Editora Hagnos. Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/07/o-retorno-de-hitler.html#ixzz20nOqbV37 Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

Serie Pai Nosso. Estudos Na Oração do Senhor Parte I

MENSAGEM PARA HOJE Umbet. União Missionária Brasileira, - O Evangelho por Telefone Série PAI NOSSO - Mensagem1 : PAI Por que razão o Senhor Jesus nos mandou orar chamando Deus de Pai? Você já pensou nisso? Este é um dos maiores privilégios que temos. Ele, que é o filho ‘gerado’ pelo Pai, manda a seus ‘irmãos adotivos’ que o chamem assim: como uma criança faz. Nosso relacionamento com Deus Pai é muito diferente do relacionamento de Jesus com Ele. Nós fomos criados, Jesus foi gerado. Como um escultor, que fez uma escultura perfeita de seu filho: o filho foi gerado; a escultura foi criada. Se apenas criados já somos o que somos, imagine Jesus. A desobediência de nossos pais ao Criador, antes de terem filhos, fez com que nascêssemos já fora do jardim de Deus, debaixo de sua ira. Como criaturas rebeldes que deformaram o que de mais belo tinham: a imagem do Criador. Porém, o Criador não ficou parado. Seu Filho gerado assumiu a natureza da “criação rebelde”. Identificou-se com ela ao ponto de, como nossos pais nos representaram ao rebelarem-se contra o Criador, ele agora representa-nos de modo perfeito, cumprindo o propósito para o qual fomos criados. É claro que esta alegoria é muito falha. Especialmente porque além de deformadas, “as esculturas” não querem saber do Criador. É necessário que Ele implante nelas a mesma vida que seu Filho possui. Só então escutarão Sua voz e se submeterão a Seu “cinzel”. Percebeu? Para chamarmos a Deus de Pai, foi necessário que Seu verdadeiro Filho morresse por nós! Não há maior privilégio, não há maior conforto, não há maior incentivo do que nos dirigirmos ao nosso Criador chamando-lhe de Pai. Aliás, usando a mesma palavra que as crianças de seu tempo usavam para chamar seus pais: abba. Não percamos a oportunidade de, curvados diante Dele, dizer conscientemente: PAI!