Teologia Fácil. O como age a Trindade na Salvação. (Parte 2)


A Atividade Salvadora da Trindade
Tendo abatido todo o orgulho humano, e havendo exposto a inutilidade de todos os meios humanos, o apóstolo nos mostra que a justificação do homem procede completamente de Deus: Sendo justificados gratuitamente, por sua graça mediante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs no seu sangue como propiciação, mediante a fé, para manifestar sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação de sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Rom. 3: 24-26.
Estes três breves textos contêm a substância do Evangelho de Paulo; são maravilhosos em sua brevidade e alcance. O resto do livro pode ser considerado como um desenvolvimento das mesmas.
Note-se como estes versos cobrem a justificação sob três aspectos diferentes: por graça, por Cristo, e por fé. Aqui podemos ver a atividade salvadora das três pessoas da Trindade: Deus, o Pai, nos justifica por sua graça. Deus, o Filho, nos justifica dando-nos sua vida, e Deus, o Espírito Santo, nos capacita a aceitarmos isto dando-nos fé.
Pela Graça Somente—A Fonte da Justificação
"Sendo justificados gratuitamente por sua graça (a do Pai) ..." Graça significa misericórdia e favor mostrado para com alguém que está perdido e nada merece. A fim de preservar a natureza gratuita da justificação, Paulo disse que os pecados são justificados "Gratuitamente" pela graça de Deus. A palavra "gratuitamente" significa "sem motivo" (ver João 15:25). Nenhum grau de crença, de obediência, de arrependimento ou de edificação do caráter pode levar Deus a considerar-nos alguma vez justo ante seus olhos. Alguém já disse acertadamente que justificação pela graça significa a divina aceitação de pessoas t]ue são em si inaceitáveis.
E importante notar também que Paulo não só está falando acerca de tornar-se justificado no início da vida cristã. Ele usa o tempo presente contínuo do verbo—"Sendo justificados..." Isto inclui o estado de permanecer justificados, tanto como o ato de chegar a ser justificados. Isto significa que nunca podemos ultrapassar a justificação pela Graça. Não podemos permanecer no favor de Deus a não ser por pura misericórdia. A graça nos encontra pecadores, e permane¬ceremos justificados somente enquanto nos consideramos pecadores à nossa própria vista. Se em algum momento pu-déssemos apresentar-nos como aceitáveis diante dc Deus baseados em nossa fé, nossa obediência ou qualquer exce¬lência moral, já não seria mais justificação por graça.
Por Cristo Somente—O Modo da Justificação
Devemos também compreender a maneira pela qual a graça opera para fazer o pecador aceitável à vista de Deus. Diz-se que o modo de nossa justificação é..."mediante a redenção que há em Cristo Jesus" Rom. 3:24. Também se diz que somos justificados "...pelo seu sangue." Rom. 5:9.
Os atos e a morte do Senhor Jesus constituem a única base de nossa aceitação para com Deus. Ele se constituiu no substituto e garantia para pobres e perdidos pecadores. Em favor deles deu à lei uma obediência que se mede com seus mais altos reclamos. Em seu favor, pelas agonias da sua morte, pagou alei a dívida devida às transgressões.
A obediência ativa e passiva de Cristo (sua vida e morte) foi de todo suficiente para assegurar a justificação de todo pecador. Disse o apóstolo: "...um morreu por todos, logo todos morreram". 2 Cor. 5:14. No que afeta à justiça, esta pode olhar a Cristo e considerar a todo homem como morto, como alguém que já satisfez plenamente as exigências da Lei. E isto é assim porque Cristo é o substituto de todo homem. Em vista disso, em sua epístola aos Romanos o apóstolo Paulo faz esta surprendente declaração: "O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação"—Rom. 4:25. A justificação não se tem de assegurar. Ela já está segura. A ressureição de Cristo é a prova de que Deus aceitou a humanidade na pessoa de seu Filho.
Alguém talvez pergunte: "Quer dizer que Deus já efetuou minha justificação através da morte de seu Filho? " Ao que respondemos: Isto é precisamente o Evangelho. São as boas novas do que Deus fez. O sepulcro vazio é a prova de que Deus já perdoou nossos pecados e nos tem recebido de volta a seu favor real. Escute isto: "...sua graça que ele nos concedeu gratuitamente no amado." Ef. 1: 6. Há pessoas que se inclinam a pensar que se se arrependem, crêem ou se entregam então Deus efetuará sua justificação. E supõem que isto
e o Evangelho. Não, não! Cristo se levantou de entre os mortos para provar que Deus já havia completado nossa justificação (Rom. 4:25). E esta poderosa reconciliação foi operada enquanto éramos pecadores (Rom. 5:8), e quando éra¬mos inimigos (Rom. 5:10).
Isto suscita a pergunta: "Acaso Deus efetuou nossa justificação fazendo algo completamente fora de nós? " A resposta de Paulo é um enfático Sim! Então prossegue provando-o mediante um contraste entre Cristo e Adão (Rom. 5: 15-19). Seu ponto central é: Quando Adão desobedeceu, a condenação e o pecado passaram a toda a raça humana. E isto aconteceu assim porque ele era nosso pai. Quando ele caiu, todos caíram. A condenação veio sobre nós, não por causa do que fizemos, mas por causa do que Adão fez (verso 18). "Pela desobediência de um só homem muitos se torna¬ram pecadores..." (verso 19). De modo que nós nos tornamos pecadores não por algo que aconteceu em nós, e sim por algo que aconteceu completamente fora de nós. Deus salvou a raça humana dando-nos outro pai: Jesus Cristo (Is. 9:6). Da mesma maneira que todos foram condenados pelo que Adão fez, foram todos justificados pelo que Cristo fez. "...Por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida." Rom. 5: 18. Porque como pela desobediência de um só homem muitos se tor- naram pecadores, assim também, por meio da obediência dc um só, muitos se tornarão justos" Rom. 5:19.
De modo que é para sempre certo que a única base da aceitação para com Deus é o que Cristo já fez por nós. Cristo, e unicamente Cristo foi encontrado agradável à vista de Deus. Existe somente uma razão para nossa aceitação para com Deus—o fato de que Cristo foi aceito. Sua obediência de dois mil anos atrás é a única base de nossa aceitação para com Deus no dia de hoje.
CONTINUA

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