Mostrando postagens com marcador cfw. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cfw. Mostrar todas as postagens

CFW Cap XXX,XXXI, XXXII,XXXIII Censuras eclesiásticas, sínodos e ressurreição dos mortos


CAPÍTULO XXX

DAS CENSURAS ECLESIÁSTICAS

I.    O Senhor Jesus, como Rei e Cabeça da sua Igreja, nela instituiu um governo nas mãos dos
oficiais dela; governo distinto da magistratura civil.

Ref. Isa. 9:6-7; I Tim. 5:17; I Tess. 5:12; At. 20:17, 28; I Cor. 12:28.

II.    A esses oficiais estão entregues as chaves do Reino do Céu. Em virtude disso eles têm
respectivamente o poder de reter ou remitir pecados; fechar esse reino a impenitentes, tanto pela
palavra como pelas censuras; abri-lo aos pecadores penitentes, pelo ministério do Evangelho e pela
absolvição das censuras, quando as circunstâncias o exigirem.

Ref.Mat.l6:19,e18:17-18;João 20:21-23;IICor.2:6-8.

III.    As censuras eclesiásticas são necessárias para chamar e ganhar para Cristo os irmãos
ofensores para impedir que outros pratiquem ofensas semelhantes, para purgar o velho fermento que
poderia corromper a massa inteira, para vindicar a honra de Cristo e a santa profissão do Evangelho
e para evitar a ira de Deus, a qual com justiça poderia cair sobre a Igreja, se ela permitisse que o
pacto divino e os seios dele fossem profanados por ofensores notórios e obstinados.

Ref. I Cor. S; I Tim. 5:20; e 1:20; Judas 23.


IV. Para melhor conseguir estes fins, os oficiais da Igreja devem proceder na seguinte ordem, segundo a natureza do crime e demérito da pessoa: repreensão, suspensão do sacramento da Ceia do Senhor e exclusão da Igreja.

Ref. Mat. 18:17; ITess.5:12; IITess. 3:6,14-15; I Cor. 5:4-5;13.

CAPÍTULO XXXI

DOS SÍNODOS E CONCÍLIOS

I. Para melhor governo e maior edificação da Igreja, deverá haver as assembléias comumente chamadas sínodos ou concílios. Em virtude do seu cargo e do poder que Cristo lhes deu para edificação e não para destruição, pertence aos pastores e outros presbíteros das igrejas particulares criar tais assembléias e reunir-se nelas quantas vezes julgarem útil para o bem da Igreja.

Ref. At.15:2, 4, 6 e 20:17, 28; Apoc. 2:1-6.

II.    Aos sínodos e concílios compete decidir ministerialmente controvérsias quanto à fé e casos
de consciência, determinar regras e disposições para a melhor direção do culto público de Deus e
governo da sua Igreja, receber queixas em caso de má administração e autoritativamente decidi-las.
Os seus decretos e decisões, sendo consoantes com a palavra de Deus, devem ser recebidas com
reverência e submissão, não só pelo seu acordo com a palavra, mas também pela autoridade pela
qual são feitos, visto que essa autoridade é uma ordenação de Deus, designada para isso em sua
palavra.

Ref. At. 16:4, e 15:27-31.

III.    Todos os sínodos e concílios, desde os tempos dos apóstolos, quer gerais quer particulares,
podem errar, e muitos têm errado; eles, portanto, não devem constituir regra de fé e prática, mas
podem ser usados como auxílio em uma e outra coisa.

Ref. At. 17:11; I Cor. 2:5; II Cor. 1:24.

IV.    Os sínodos e concílios não devem discutir, nem determinar coisa alguma que não seja
eclesiástica; não devem imiscuir-se nos negócios civis do Estado, a não ser por humilde petição em
casos extraordinários ou por conselhos em satisfação de consciência, se o magistrado civil os
convidar a fazê-lo.

Ref. Luc. 12:13-14; João 18:36; Mat. 11:21.

CAPÍTULO XXXII

DO ESTADO DO HOMEM DEPOIS DA MORTE E DA RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

I. Os corpos dos homens, depois da morte, convertem-se em pó e vêm a corrupção; mas as suas almas (que nem morrem nem dormem), tendo uma substância imortal, voltam imediatamente


para Deus que as deu. As almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas na santidade, são recebidas no mais alto dos céus onde vêm a face de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos; e as almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde ficarão, em tormentos e em trevas espessas, reservadas para o juízo do grande dia final. Além destes dois lugares destinados às almas separadas de seus respectivos corpos as Escrituras não reconhecem nenhum outro lugar.

Ref. Gen. 3:19; At. 13:36; Luc. 23:43; Ec. 12:7; Apoc. 7:4, 15; II Cor. 5: 1, 8; Fil. 1:23; At. 3:21; Ef. 4:10; Rom. 5:23; Luc. 16:25-24.

II.    No último dia, os que estiverem vivos não morrerão, mas serão mudados; todos os mortos
serão ressuscitados com os seus mesmos corpos e não outros, posto que com qualidades diferentes,
e ficarão reunidos às suas almas para sempre.

Ref. I Tess. 4:17; I Cor. 15:51-52, e 15:42-44.

III.    Os corpos dos injustos serão pelo poder de Cristo ressuscitados para a desonra, os corpos
dos justos serão pelo seu Espírito ressuscitados para a honra e para serem semelhantes ao próprio
corpo glorioso dele.

Ref. At. 24:l5; João5:28-29; Fil. 3:21.

CAPÍTULO XXXIII

DO JUIZO FINAL

I.    Deus já determinou um dia em que, segundo a justiça, há de julgar o mundo por Jesus
Cristo, a quem foram pelo Pai entregues o poder e o juízo. Nesse dia não somente serão julgados os
anjos apóstatas, mas também todas as pessoas que tiverem vivido sobre a terra comparecerão ante o
tribunal de Cristo, a fim de darem conta dos seus pensamentos, palavras e obras, e receberem o
galardão segundo o que tiverem feito, bom ou mau, estando no corpo.

Ref. At. 17:31 ; João 5:22, 27; Judas 6; II Ped. 2:4; II Cor.5:10; Ec. 12:14; Rom. 2:16, e 14:10, 12; Mat. 12:36-37.

II.    O fim que Deus tem em vista, determinando esse dia, é manifestar a sua glória - a glória da
sua misericórdia na salvação dos eleitos e a glória da sua justiça na condenação dos réprobos, que
são injustos e desobedientes. Os justos irão então para a vida eterna e receberão aquela plenitude de
gozo e alegria procedente da presença do Senhor; mas os ímpios, que não conhecem a Deus nem
obedecem ao Evangelho de Jesus Cristo, serão lançados nos eternos tormentos e punidos com a
destruição eterna proveniente da presença do Senhor e da glória do seu poder.

Ref. Rom. 9:23; Mat. 2.5:21; Rom. 2:5-6; II Tess. 1:7-8; Mat. 25:31-34; At. 3:19.

III.    Assim como Cristo, para afastar os homens do pecado e para maior consolação dos justos
nas suas adversidades, quer que estejamos firmemente convencidos de que haverá um dia de juízo,
assim também quer que esse dia não seja conhecido dos homens, a fim de que eles se despojem de


toda confiança carnal, sejam sempre vigilantes, não sabendo a que hora virá o Senhor, e estejam prontos para dizer - "Vem logo, Senhor Jesus". Amém.

Ref. II Ped. 3:11, 14; II Cor. 5:11; II Tess. 1:5-7; Luc. 21:27-28; Mat. 24:36, 42-44; Mar. 13:35-37; Luc. 12:35-36; Apoc. 22:20.

Da Igreja, Comunhão dos Santos e Sacramentos XXV XVI XVII Confissao fé westminster



CAPÍTULO XXV DA IGREJA

I. A Igreja Católica ou Universal, que é invisível, consta do número total dos eleitos que já foram, dos que agora são e dos que ainda serão reunidos em um só corpo sob Cristo, seu cabeça; ela é a esposa, o corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todas as coisas.

Ref. Ef. 1: 10, 22-23; Col. 1: 18.

II.    A Igreja Visível, que também é católica ou universal sob o Evangelho (não sendo restrita a
uma nação, como antes sob a Lei) consta de todos aqueles que pelo mundo inteiro professam a
verdadeira religião, juntamente com seus filhos; é o Reino do Senhor Jesus, a casa e família de
Deus, fora da qual não há possibilidade ordinária de salvação.


Ref. I Cor. 1:2, e 12:12-13,; Sal .2:8; I Cor. 7 :14; At. 2:39; Gen. 17:7; Rom. 9:16; Mat. 13:3 Col. 1:13; Ef. 2:19, e 3:15; Mat. 10:32-33; At. 2:47.

III.    A esta Igreja Católica Visível Cristo deu o ministério, os oráculos e as ordenanças de Deus,
para congregamento e aperfeiçoamento dos santos nesta vida, até o fim do mundo, e pela sua
própria presença e pelo seu Espírito, os torna eficazes para esse fim, segundo a sua promessa.


Ref. Éf. 4:11-13; Isa. 59:21; Mat. 28:19-20.

IV.    Esta Igreja Católica tem sido ora mais, ora menos visível. As igrejas particulares, que são
membros dela, são mais ou menos puras conforme neles é, com mais ou menos pureza, ensinado e
abraçado o Evangelho, administradas as ordenanças e celebrado o culto público.


Ref. Rom. 11:3-4; At. 2:41-42; I Cor. 5:6-7.

V.    AS igrejas mais puras debaixo do céu estão sujeitas à mistura e ao erro; algumas têm
degenerado ao ponto de não serem mais igrejas de Cristo, mas sinagogas de Satanás; não obstante,
haverá sempre sobre a terra uma igreja para adorar a Deus segundo a vontade dele mesmo.


Ref. I Cor. 1:2, e 13:12; Mat. 13:24-30, 47; Rom. 11.20-22; Apoc. 2:9; Mat. 16:18.

VI.    Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o
Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da
perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus.


Ref. Col. 1:18; Ef. 1:22; Mat. 23:8-10; I Ped. 5:2-4; II Tess. 2:3-4.

CAPÍTULO XXVI

DA COMUNHÃO DOS SANTOS

I. Todos os santos que pelo seu Espírito e pela fé estão unidos a Jesus Cristo, seu Cabeça, têm com Ele comunhão nas suas graças, nos seus sofrimentos, na sua morte, na sua ressurreição e na sua glória, e, estando unidos uns aos outros no amor, participam dos mesmos dons e graças e estão obrigados ao cumprimento dos deveres públicos e particulares que contribuem para o seu mútuo proveito, tanto no homem interior como no exterior.


Ref. I João 1:3; Ef. 3:16-17; João 1:16; Fil. 3:10; Rom. 6:56, e8:17; Ef. 4:15-16; I Tess.5:11, 14; Gal. 6:10.

II.    Os santos são, pela sua profissão, obrigados a manter uma santa sociedade e comunhão no
culto de Deus e na observância de outros serviços espirituais que tendam à sua mútua edificação,
bem como a socorrer uns aos outros em coisas materiais, segundo as suas respectivas necessidades e
meios; esta comunhão, conforme Deus oferecer ocasião, deve estender-se a todos aqueles que em
qualquer lugar, invocam o nome do Senhor Jesus.


Ref. Heb.10:24-25; At.2:42,46; I João3:17; At. 11:29-30.

III.    Esta comunhão que os santos têm com Cristo não os torna de modo algum participantes da
substância da sua Divindade, nem iguais a Cristo em qualquer respeito; afirmar uma ou outra coisa,
é ímpio e blasfemo. A sua comunhão de uns com os outros não destrói, nem de modo algum
enfraquece o título ou domínio que cada homem tem sobre os seus bens e possessões.


Ref. Col. 1:18; I Cor. 8:6; I Tim. 6:15-16; At. 5:4.

CAPÍTULO XXVII DOS SACRAMENTOS

I.    Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por
Deus para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para
fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e solenemente
obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a sua palavra.


Ref. Ron. 6:11; Gen. 17:7-10; Mat. 28:19; I Cor. ll:23, e 10:16, e 11:25-26; Exo. 12:48; I Cor. 10:21; Rom. 6:3-4; I Cor. 10:2-16.

II.    Em todo o sacramento há uma relação espiritual ou união sacramental entre o sinal e a coisa
significada, e por isso os nomes e efeitos de um são atribuídos ao outro.


Ref. Gen. 17:10; Mat. 26:27-28; Tito 3:5.

III.    A graça significada nos sacramentos ou por meio deles, quando devidamente usados, não é
conferida por qualquer, poder neles existentes; nem a eficácia deles depende da piedade ou intenção
de quem os administra, mas da obra do Espírito e da palavra da instituição, a qual, juntamente com
o preceito que autoriza o uso deles, contém uma promessa de benefício aos que dignamente o
recebem.


Ref. Rom. 2:28-29; I Ped. 3:21; Mat. 3:11; I Cor. 12:13; Luc. 22:19-20; I Cor. 11:26.

IV.    Há só dois sacramentos ordenados por Cristo, nosso Senhor, no Evangelho - O Batismo e a
Santa Ceia; nenhum destes sacramentos deve ser administrado senão pelos ministros da palavra
legalmente ordenados.


Ref. Mat. 28:19; I Cor. 11: 20, 23-34; Heb. 5:4.


V . Os sacramentos do Velho Testamento, quanto às coisas espirituais por eles significados e representados, eram em substância os mesmos que do Novo Testamento.

Ref. I Cor. 10: 1-4.

Dos Juramentos, Casamento e Magistrados Confissão de Fé WestMinster XXII,XXIII,XXIV


À Luz das Escrituras Sagradas estudemos um pouco mais sobre os Juramentos, os juízes, Matrimônio e Divórcio. Procure por CFW e terá todos os comentarios da confissão de fé westminster


CAPÍTULO XXII

DOS JURAMENTOS LEGAIS E DOS VOTOS

I. O Juramento, quando lícito, é uma parte do culto religioso pelo qual o crente, em ocasiões necessárias e com toda a solenidade, chama a Deus por testemunha do que assevera ou promete; pelo juramento ele invoca a Deus para julgá-lo segundo a verdade ou falsidade do que jura.

Ref. Deut. 10:20; Exo..20:7; Lev. 19:12; II Cor. 1:23; II Cron. 6:22-23.


II.    O único nome pelo qual se deve jurar é o nome de Deus, nome que se pronunciará com
todo o santo temor e reverência; jurar, pois, falsa ou temerariamente por este glorioso e tremendo
nome ou jurar por qualquer outra coisa é pecaminoso e abominável, contudo, como em assuntos de
gravidade e importância o juramento é autorizado pela palavra de Deus, tanto sob o Novo
Testamento como sob o Velho, o juramento, sendo exigido pela autoridade legal, deve ser prestado
com referência a tais assuntos.


Ref. Deut. 6:13; Jer. 5:7; Mat. 5:34,.37; Tiago 5:12; Heb. 6:16; I Reis 5:31; Esdras 10:5.

III.    Quem vai prestar um juramento deve considerar refletidamente a gravidade de ato tão
solene e nada afirmar de cuja verdade não esteja plenamente persuadido, obrigando-se tão somente
por aquilo que é justo e bom e que tem como tal, e por aquilo que pode e está resolvido a cumprir.
É, porém, pecado recusar prestar juramento concernente a qualquer coisa justa e boa, sendo ele
exigido pela autoridade legal.


Ref. Jer. 4:2; Gen. 24:2-3; 9; Ne.5: 12.

IV.    O juramento deve ser prestado conforme o sentido claro e óbvio das palavras, sem equívoco
ou restrição mental. Não pode obrigar a pecar, mas sendo prestado com referência a qualquer coisa
não pecaminosa, obriga ao cumprimento, mesmo com prejuízo de quem jura. Não deve ser violado,
ainda que feito a hereges ou infiéis.


Ref. Sal. 24:4, e 15:4; Eze. 17:16, 18.

V.    O voto é da mesma natureza que o juramento promissório; deve ser feito com o mesmo
cuidado religioso e cumprindo com igual fidelidade.


Ref. Isa. 19:21; Ec. 5:4-6; Sal. 66:13-14.

VI.    O voto não deve ser feito a criatura alguma, mas somente a Deus; para que seja aceitável,
deve ser feito voluntariamente, com fé e consciência de dever, em reconhecimento de misericórdias
recebidas ou para obter o que desejamos. Pelo voto obrigamo-nos mais restritamente aos deveres
necessários ou a outras coisas, até onde ou quando elas conduzirem a esses deveres.


Ref. Sal. 76:1 1; Deut. 23:21, 23; Sal. 50:14.

VII.    Ninguém deve prometer fazer coisa alguma que seja proibida na palavra de Deus ou que
embarace o cumprimento de qualquer dever nela ordenado, nem o que não está em seu poder
cumprir e para cuja execução não tenha promessa ou poder de Deus; por isso os votos monásticos
que os papistas fazem do celibato perpétuo, pobreza voluntária e obediência regular, em vez de
serem graus de maior perfeição, não passam de laços supersticiosos e iníquos com os quais nenhum
cristão deve embaraçar-se.


Ref. At. 23:12; Mar. 6:26; I Cor. 2:9; Ef. 4:28; I Tess. 4:11-12; I Cor. 7:23.

CAPÍTULO XXIII

DO MAGISTRADO CIVIL


I.    Deus, o Senhor Supremo e Rei de todo o mundo, para a sua glória e para o bem público,
constituiu sobre o povo magistrados civis que lhe são sujeitos, e a este fim, os armou com o poder
da espada para defesa e incentivo dos bons e castigo dos malfeitores.


Ref. Rom. 13:1-4; I Ped. 2:13-14.

II.    Aos cristãos é licito aceitar e exercer o ofício de magistrado, sendo para ele chamado; e em
sua administração, como devem especialmente manter a piedade, a justiça, e a paz segundo as leis
salutares de cada Estado, eles, sob a dispensação do Novo Testamento e para conseguir esse fim,
podem licitamente fazer guerra, havendo ocasiões justas e necessárias.


Ref. Prov. 8:15-16; Sal. 82:3-4; II Sam. 23:3; Luc. 3:14; Mat. 8:9-10; Rom. 13:4.

III.    Os magistrados civis não podem tomar sobre si a administração da palavra e dos
sacramentos ou o poder das chaves do Reino do Céu, nem de modo algum intervir em matéria de fé;
contudo, como pais solícitos, devem proteger a Igreja do nosso comum Senhor, sem dar preferência
a qualquer denominação cristã sobre as outras, para que todos os eclesiásticos sem distinção gozem
plena, livre e indisputada liberdade de cumprir todas as partes das suas sagradas funções, sem
violência ou perigo. Como Jesus Cristo constituiu em sua Igreja um governo regular e uma
disciplina, nenhuma lei de qualquer Estado deve proibir, impedir ou embaraçar o seu devido
exercício entre os membros voluntários de qualquer denominação cristã, segundo a profissão e
crença de cada uma. E é dever dos magistrados civis proteger a pessoa e o bom nome de cada um
dos seus jurisdicionados, de modo que a ninguém seja permitido, sob pretexto de religião ou de
incredulidade, ofender, perseguir, maltratar ou injuriar qualquer outra pessoa; e bem assim
providenciar para que todas as assembléias religiosas e eclesiásticas possam reunir-se sem ser
perturbadas ou molestadas.


Ref. Heb. 5:4; II Cron. 26:18; Mat. 16:19; I Cor. 4:1-2; João 15:36; At. 5:29; Ef. 4:11-12; Isa. 49:23; Sal. 105:15; 11 Sam.23:3.

IV.    É dever do povo orar pelos magistrados, honrar as suas pessoas, pagar-lhes tributos e outros
impostos, obedecer às suas ordens legais e sujeitar-se à sua autoridade, e tudo isto por amor da
consciência. Incredulidade ou indiferença de religião não anula a justa e legal autoridade do
magistrado, nem absolve o povo da obediência que lhe deve, obediência de que não estão isentos os
eclesiásticos. O papa não tem nenhum poder ou jurisdição sobre os magistrados dentro dos
domínios deles ou sobre qualquer um do seu povo; e muito menos tem o poder de privá-los dos seus
domínios ou vidas, por julgá-los hereges ou sob qualquer outro pretexto.


Ref. I Tim. 2:1-3; II Ped. 2:17; Mat. 22:21; Rom. 13:2-7, e 13:5; Tito 3:1; I Ped. 2:13-14, 16; Rom. 13:1; At. 25:10-11; II Tim. 2:24; I Ped. 5:3.

CAPÍTULO XXIV

DO MATRIMÔNIO E DO DIVÓRCIO


I. O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é licito ter mais de urna mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo.

Ref. Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3.

II.    O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da
raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a
impureza.


Ref. Gen. 2:18, e 9:1; Mal.2:15; I Cor. 7:2,9.

III.    A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar; mas é dever
dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada
não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem devem os piedosos prender-se
desigualmente pelo jugo do casamento aos que são notoriamente ímpios em suas vidas ou que
mantém heresias perniciosas.


Ref. Heb. 13:4; I Tim. 4:3; Gen.24:57-58; I Cor. 7:39; II Cor. 6:14.

IV.    Não devem casar-se as pessoas entre as quais existem os graus de consagüinidade ou
afinidade proibidos na palavra de Deus, tais casamentos incestuosos jamais poderão tornar-se lícitos
pelas leis humanas ou consentimento das partes, de modo a poderem coabitar como marido e
mulher.


Ref. I Cor. 5:1; Mar. 6:18; Lev. 18:24, 28.

V.    O adultério ou fornicação cometida depois de um contrato, sendo descoberto antes do
casamento, dá à parte inocente justo motivo de dissolver o contrato; no caso de adultério depois do
casamento, à parte inocente é lícito propor divórcio, e depois de obter o divórcio casar com outrem,
como se a parte infiel fosse morta.


Ref. Mat, 1: 18-20, e 5:31-32, e 19:9.

VI.    Posto que a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar argumentos a fim de
indevidamente separar aqueles que Deus uniu em matrimônio, contudo só é causa suficiente para
dissolver os laços do matrimônio o adultério ou uma deserção tão obstinada que não possa ser
remediada nem pela Igreja nem pelo magistrado civil; para a dissolução do matrimônio é necessário
haver um processo público e regular. não se devendo deixar ao arbítrio e discreção das partes o
decidirem seu próprio caso.


Ref. Mat. 19:6-8; I Cor. 7:15; Deut. 24:1-4; Esdras 10:3.

Bússola Para dias Desorientados. Confissão de fé westminster XX, XXI



Horrível se sentir perdido não? Diante de de tantas vozes parece que é assim que o Cristão sincero se sente. O estudo da confissão de fé de westminster é uma ótima bússola embasada nas Escrituras para uma fé sadia. Hoje continuaremos estudando esta confissão tão importante na história da Igreja e os assuntos São: Liberdade Cristã e Domingo. Boa leitura.

Ps. Procure em nosso blog as etiquetas com a sigla CFW e terá acesso a todas as postagens. Deus nos Ilumine.

CAPÍTULO XX

DA LIBERDADE CRISTÃ E DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA

I. A liberdade que Cristo, sob o Evangelho, comprou para os crentes consiste em serem eles libertos do delito do pecado, da ira condenatória de Deus, da maldição da lei moral e em serem livres do poder deste mundo. do cativeiro de Satanás, do domínio do pecado, do mal das aflições, do aguilhão da morte, da vitória da sepultura e da condenação eterna: como também em terem livre acesso a Deus, em lhe prestarem obediência, não movidos de um medo servil, mas de amor filial e espírito voluntário. Todos estes privilégios eram comuns também aos crentes debaixo da lei, mas sob o Evangelho, a liberdade dos cristãos está mais ampliada, achando-se eles isentos do jugo da lei cerimonial a que estava sujeita a Igreja Judaica, e tendo maior confiança de acesso ao trono da graça e mais abundantes comunicações do Espírito de Deus, do que os crentes debaixo da lei ordinariamente alcançavam.

Ref. Tito 2:14; I Tess. 1: 10; Gal. 3:13; Rom. 8: 1; Gal. 1:4; At. 26:18; Rom. 6:14; I João 1:7; Sal. 119:71; Rom. 8:28; I Cor, 15:54-57; Rom. 5l: 1-2; Ef. 2:18 e 3:12; Heb. 10: 19; Rom. 8:14. 15; Gal. 6:6; I João 6:18; Gal. 3:9, 14, e 5: 1; At. 15: 10; Heb. 4:14, 16, e 10: 19-22; João 7:38-39; Rom. 5:5.

II. Só Deus é senhor da consciência, e ele deixou livre das doutrinas e mandamentos humanos que em qualquer coisa, sejam contrários à sua palavra ou que, em matéria de fé ou de culto estejam fora dela. Assim crer tais doutrinas ou obedecer a tais mandamentos como coisa de consciência é trair a verdadeira liberdade de consciência; e requerer para elas fé implícita e obediência cega e absoluta é destruir a liberdade de consciência e a mesma razão.

Ref. Rom. 14:4, 10; Tiago 4:12; At. 4:19, e 5:29; Mat. 28:8-10; Col. 2:20-23; Gal. 1: 10, e 2:4-5, e 4:9-10, e 5: 1;. Rom, 14:23; At. 17:11; João 4:22; Jer. 8:9; I Ped. 3: 15.

III. Aqueles que, sob o pretexto de liberdade cristã, cometem qualquer pecado ou toleram qualquer concupiscência, destroem por isso mesmo o fim da liberdade cristã; o fim da liberdade é que, sendo livres das mãos dos nossos inimigos, sem medo sirvamos ao Senhor em santidade e justiça, diante dele todos os dias da nossa vida.

Ref. Luc. 1:74-75; Rom. 6:15; Gal. 5:13; I Ped. 2:16; II Ped. 3: 15.


IV. Visto que os poderes que Deus ordenou, e a liberdade que Cristo comprou, não foram por Deus designados para destruir, mas para que mutuamente nos apoiemos e preservemos uns aos outros, resistem à ordenança de Deus os que, sob pretexto de liberdade cristã, se opõem a qualquer poder legítimo, civil ou religioso, ou ao exercício dele. Se publicarem opiniões ou mantiverem práticas contrárias à luz da natureza ou aos reconhecidos princípios do Cristianismo concernentes à fé, ao culto ou ao procedimento; se publicarem opiniões, ou mantiverem práticas contrárias ao poder da piedade ou que, por sua própria natureza ou pelo modo de publicá-las e mantê-las, são destrutivas da paz externa da Igreja e da ordem que Cristo estabeleceu nela, podem, de justiça ser processados e visitados com as censuras eclesiásticas.

Ref. I Ped. 2:13-16; Heb. 13:17; Mat. 18:15-17; II Tess.3:14; Tito3:10; I Cor. 5:11-13; Rom. 16:17; II Tess. 3:6.

CAPÍTULO XXI

DO CULTO RELIGIOSO E DO DOMINGO

I. A luz da natureza mostra que há um Deus que tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e de toda a força; mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras.

Ref. Rom. 1:20; Sal. 119:68, e 31:33; At. 14:17; Deut. 12:32; Mat. I5:9, e 4:9, 10; João 4:3, 24; Exo. 20:4-6.

II.    O culto religioso deve ser prestado a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo - e só a ele; não
deve ser prestado nem aos anjos, nem aos santos, nem a qualquer outra criatura; nem, depois da
queda, deve ser prestado a Deus pela mediação de qualquer outro senão Cristo.

Ref. João 5:23; Mat. 28:19; II Cor. 13:14; Col. 2:18; Apoc 19:10; Rom. l:25; João 14:6; I Tim. 2:5; Ef. 2:18; Col. 3:17.

III.    A oração com ações de graças, sendo uma parte especial do culto religioso, é por Deus
exigida de todos os homens; e, para que seja aceita, deve ser feita em o nome do Filho, pelo auxílio do seu Espírito, segundo a sua vontade, e isto com inteligência, reverência, humildade, fervor, fé, amor e perseverança. Se for vocal, deve ser proferida em uma língua conhecida dos circunstantes.

Ref. Fil. 4:6; I Tim. 2:1; Col. 4:2; Sal. 65:2, e 67:3; I Tess. 5:17-18; João 14:13-14; I Ped. 2:5; Rom. 8:26; Ef. 6:8; João 5:14; Sal. 47:7; Heb. 12:28; Gen. 18:27; Tiago 5:16; Ef. 6:18; I Cor. 14:14.

IV.    A oração deve ser feita por coisas lícitas e por todas as classes de homens que existem atualmente ou que existirão no futuro; mas não pelos mortos, nem por aqueles que se saiba terem cometido o pecado para a morte.

Ref. Mat. 26:42; I Tim. 2:1-2; João 17:20; II Sam. 7:29, e 12:21-23; Luc. 16:25-26; I João 5: 16.


V.    A leitura das Escrituras com o temor divino, a sã pregação da palavra e a consciente atenção a ela em obediência a Deus, com inteligência, fé e reverência; o cantar salmos com graças no coração, bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por
Cristo - são partes do ordinário culto de Deus, além dos juramentos religiosos; votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais, tudo o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo santo e religioso.

Ref. At. 15:21; Apoc. 1:3; II Tim. 4:2; Tiago 1:22: At. 10:33; Heb. 4:2; Col. 3:16; Ef. 5:19; Tiago 5:13; At. 16:25; Mat. 28:19; At. 2:42; Deut. 6:13; Ne. 10:29; Ec. 5:4-5; Joel 2:12; Mat. 9:15.

VI.    Agora, sob o Evangelho, nem a oração, nem qualquer outro ato do culto religioso é restrito a um certo lugar, nem se torna mais aceito por causa do lugar em que se ofereça ou para o qual se dirija, mas, Deus deve ser adorado em todo o lugar, em espírito e verdade - tanto em famílias
diariamente e em secreto, estando cada um sozinho, como também mais solenemente em assembléias públicas, que não devem ser descuidosas, nem voluntariamente desprezadas nem abandonadas, sempre que Deus, pela sua providência, proporciona ocasião.

Ref. João 5:21; Mal. 1:11; I Tim. 2:8; João 4:23-24; Jer. 10: 25; Jó 1:5; II Sam. 6:18-20; Deut. 6:6-7; Mat. 6: 11, e 6:6; Isa. 56:7; Heb. 10:25; Prov. 5:34; At. 2:42.

VII.    Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete
para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de
continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.

Ref. Exo. 20:8-11; Gen. 2:3; I Cor. 16:1-2; At. 20:7; Apoc.1:10; Mat. 5: 17-18.

VIII.    Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus
empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.

Ref. Exo. 16:23-26,29:30, e 31:15-16; Isa.58:13.

Confissão de fé Westminster XVI XVII XVIII

CAPÍTULO XVI DAS BOAS OBRAS
I.    Boas obras são somente aquelas que Deus ordena em sua santa palavra, não as que, sem
autoridade dela, são aconselhadas pelos homens movidos de um zelo cego ou sob qualquer outro
pretexto de boa intenção.
Ref. Miq. 6:8; Rom. 12:2; Heb. 13:21; Mat. I5:9; Isa. 29:13; I Ped. 1:18; João 16:2; Rom. 10:2;1 Sam. I5:22; Deut. 10:12-13; Col. 2:16, 17, 20-23.
II.    Estas boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são o fruto e as
evidências de uma fé viva e verdadeira; por elas os crentes manifestam a sua gratidão, robustecem a
sua confiança, edificam os seus irmãos, adornam a profissão do Evangelho, tapam a boca aos
adversários e glorificam a Deus, cuja feitura são, criados em Jesus Cristo para isso mesmo, a fim de
que, tendo o seu fruto em santificação, tenham no fim a vida eterna.
Ref. Tiago 2:18, 22; Sal. 116-12-13; I Ped. 2:9; I João 2:3,5; II Ped. 1:5-10; II Cor. 9:2; Mat. 5:16; I Tim. 4:12; Tito 2:5, 912; I Tim. 6:1; I Pedr. 2:12, 15; Fil. 1,11; João 15:8; Ef. 2:10; Rom. 6:22.
III.    O poder de fazer boas obras não é de modo algum dos próprios fiéis, mas provém
inteiramente do Espírito de Cristo. A fim de que sejam para isso habilitados, é necessário, além da
graça que já receberam, uma influência positiva do mesmo Espírito Santo para obrar neles o querer
e o perfazer segundo o seu beneplácito; contudo, não devem por isso tornar-se negligentes, como se
não fossem obrigados a cumprir qualquer dever senão quando movidos especialmente pelo Espírito,
mas devem esforçar-se por estimular a graça de Deus que há neles.
Ref. João I5:4-6; Luc. 11:13; Fil. 2:13, e 4:13; II Cor. 3:5; Ef. 3:16; Fil. 2:12; Heb. 6:11-12; Isa. 64:7.
IV.    Os que alcançam pela sua obediência a maior perfeição possível nesta vida estão tão longe
de exceder as suas obrigações e fazer mais do que Deus requer, que são deficientes em muitas
coisas que são obrigados a fazer.
Ref. Luc. 17: 10; Gal. 5: 17.
V.    Não podemos, pelas nossas melhores obras, merecer da mão de Deus perdão de pecado ou a
vida eterna, porque é grande a desproporção que há entre eles e a glória porvir, e infinita a distância
que vai de nós a Deus, a quem não podemos ser úteis por meio delas, nem satisfazer pela dívida dos
nossos pecados anteriores; e porque, como boas, procedem do Espírito e, como nossas, são impuras
e misturadas com tanta fraqueza e imperfeição, que não podem suportar a severidade do juízo de
Deus; assim, depois que tivermos feito tudo quanto podemos, temos cumprido tão somente, o nosso
dever, e somos servos inúteis.
Ref. Rom. 3:20, e 4:2,4, 6; Éf. 2:8-9; Luc. 17:lO;Gal. 5:2223; Isa. 64-6; Sal. 143, 2, e 130:3.
VI.    Não obstante o que havemos dito, sendo aceitas por meio de Cristo as pessoas dos crentes,
também são aceitas nele as boas obras deles, não como se fossem, nesta vida, inteiramente puras e
irrepreensíveis à vista de Deus, mas porque Deus considerando-as em seu Filho, é servido aceitar e
recompensar aquilo que é sincero, embora seja acompanhado de muitas fraquezas e imperfeições.
Ref. Ef. 1:6; I Ped. 2:5; Sal. 143:2; II Cor. 8:12; Heb. 6:10; Mat. 2,5:21, 23.
VII.    As obras feitas pelos não regenerados, embora sejam, quanto à matéria, coisas que Deus
ordena, e úteis tanto a si mesmos como aos outros, contudo, porque procedem de corações não
purificados pela fé, não são feitas devidamente - segundo a palavra; - nem para um fim justo - a
glória de Deus; são pecaminosas e não podem agradar a Deus, nem preparar o homem para receber
a graça de Deus; não obstante, o negligenciá-las é ainda mais pecaminoso e ofensivo a Deus.
Ref. II Reis 10:30, 31; Fil. 1:15-16, 18; Heb. 11:4, 6; Mar. 10:20-21; I Cor. 13:3; Isa. 1:12; Mat. 6:2, 5, 16; Ag. 2:14; Amós 5:21-22; Mar. 7:6-7; Sal. 14:4; e 36:3; Mat. 2,5:41-45, e 23:23.
CAPÍTULO XVII
DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS
I.    Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu
Espírito, não podem decair do estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza
hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos.
Ref. Fil. 1: 6; João 10: 28-29; I Ped. 1:5, 9.
II.    Esta perseverança dos santos não depende do livre arbítrio deles, mas da imutabilidade do
decreto da eleição, procedente do livre e imutável amor de Deus Pai, da eficácia do mérito e
intercessão de Jesus Cristo, da permanência do Espírito e da semente de Deus neles e da natureza do
pacto da graça; de todas estas coisas vêm a sua certeza e infalibilidade. ,
Ref. II Tim. 2:19; Jer. 31:3; João 17:11, 24; Heb 7:25; Luc. 22:32; Rom. 8:33, 34, 38-39; João 14:16-17; I João 2:27 e 3:9; Jer. 32:40; II Tess. 3:3; I João 2:19; João 10:28.
III.    Eles, porém, pelas tentações de Satanás e do mundo, pela força da corrupção neles restante
e pela negligência dos meios de preservação, podem cair em graves pecados e por algum tempo
continuar neles; incorrem assim no desagrado de Deus, entristecem o seu Santo Espírito e de algum
modo vêm a ser privados das suas graças e confortos; têm os seus corações endurecidos e as suas
consciências feridas; prejudicam e escandalizam os outros e atraem sobre si juízos temporais.
Ref. Sal. 51:14; Mat. 26:70-74; II Sam. 12:9, 13; Isa. 64:7, 9; II Sam. 11:27; Ef. 6:30; Sal. 51:8, 10, 12; Apoc. 2:4; Isa. 63:17; Mar. 6:52; Sal. 32:3-4; II Sam. 12:14; Sal. 89:31-32; I Cor. 11:32.
CAPÍTULO XVIII
DA CERTEZA DA GRAÇA E DA SALVAÇÃO
I.    Ainda que os hipócritas e os outros não regenerados podem iludir-se vãmente com falsas
esperanças e carnal presunção de se acharem no favor de Deus e em estado de Salvação, esperança
essa que perecerá, contudo, os que verdadeiramente crêem no Senhor Jesus e o amam com
sinceridade, procurando andar diante dele em toda a boa consciência, podem, nesta vida, certificar-
se de se acharem em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, nessa
esperança que nunca os envergonhará.
Ref. Deut. 29:19; Miq. 3:11; João 5:41; Mat. 8:22-23; I João 2:3 e 5: 13; Rom. 5:2, S; II Tim. 4:7-8.
II.    Esta certeza não é uma mera persuasão conjectural e provável, fundada numa falsa
esperança, mas uma infalível segurança da fé, fundada na divina verdade das promessas de
salvação, na evidência interna daquelas graças a que são feitas essas promessas, no testemunho do
Espírito de adoção que testifica com os nossos espíritos sermos nós filhos de Deus, no testemunho
desse Espírito que é o penhor de nossa herança e por quem somos selados para o dia da redenção.
Ref. Heb. 6:11, 17-19; I Ped. 1:4-5, 10-11; I João 3:14; Rom.8:15-16; Ef.1: 13-14, e 4:30; II Cor.1:21-22.
III.    Esta segurança infalível não pertence de tal modo à essência da fé, que um verdadeiro
crente, antes de possuí-la, não tenha de esperar muito e lutar com muitas dificuldades; contudo,
sendo pelo Espírito habilitado a conhecer as coisas que lhe são livremente dadas por Deus, ele pode
alcançá-la sem revelação extraordinária, no devido uso dos meios ordinários. É, pois, dever de todo
o fiel fazer toda a diligência para tornar certas a sua vocação e eleição, a fim de que por esse modo
seja o seu coração no Espírito Santo confirmado em paz e gozo, em amor e gratidão para com Deus,
em firmeza e alegria nos deveres da obediência que são os frutos próprios desta segurança. Este
privilégio está, pois, muito longe de predispor os homens à negligência.
Ref. I João 5:13; I Cor. 2:12; I João 4:13; Heb. 6:11-12; II Ped. 1:10; Rom. 5:1-2, 5. 14:17, e 15:13; Sal. 119:32; Rom. 6:1-2; Tito 2:11-12, 14; II Cor. 7: 1; Rom. 8: 1; 12; I João 1:6-7, e 3:2-3.
IV.    Por diversos modos podem os crentes ter a sua segurança de salvação abalada, diminuída e
interrompida negligenciando a conservação dela, caindo em algum pecado especial que fira a
consciência e entristeça o Espírito Santo, cedendo a fortes e repentinas tentações, retirando Deus a
luz do seu rosto e permitindo que andem em trevas e não tenham luz mesmo os que temem;
contudo, eles nunca ficam inteiramente privados daquela semente de Deus e da vida da fé, daquele
amor a Cristo e aos irmãos, daquela sinceridade de coração e consciência do dever; dessas bênçãos
a certeza de salvação poderá, no tempo próprio, ser restaurada pela operação do Espírito, e por meio
delas eles são, no entanto, suportados para não caírem no desespero absoluto.
Ref. Sal. 51: 8, 12, 14; Ef. 4:30; Sal. 77: 1-10, e 31:32; I João 3:9; Luc. 22:32; Miq. 7:7-9; Jer. 32:40; II Cor. 4:8-10.

Confissão de Fé Westminster Lei de Deus

CAPÍTULO XIX DA LEI DE DEUS
I. Deus deu a Adão uma lei como um pacto de obras. Por este pacto Deus o obrigou, bem como toda sua posteridade, a uma obediência pessoal, inteira, exata e perpétua; prometeu-lhe a vida sob a condição dele cumprir com a lei e o ameaçou com a morte no caso dele violá-la; e dotou-o com o poder e capacidade de guardá-la.
Ref. Gen. 1:26, e 2:17; Ef. 4:24; Rom. 2:14-15, e 10:5, e 5:12, 19.
II.    Essa lei, depois da queda do homem, continuou a ser uma perfeita regra de justiça. Como
tal, foi por Deus entregue no monte Sinai em dez mandamentos e escrita em duas tábuas; os
primeiros quatro mandamentos ensinam os nossos deveres para com Deus e os outros seis os nossos
deveres para com o homem.
Ref. Tiago 1:25 e 2:8, 10; Deut. 5:32, e 10:4; Mat. 22:37-40.
III.    Além dessa lei, geralmente chamada lei moral, foi Deus servido dar ao seu povo de Israel,
considerado uma igreja sob a sua tutela, leis cerimoniais que contêm diversas ordenanças típicas.
Essas leis, que em parte se referem ao culto e prefiguram Cristo, as suas graças, os seus atos, os
seus sofrimentos e os seus benefícios, e em parte representam várias instruções de deveres morais,
estão todas abrogadas sob o Novo Testamento.
Ref. Heb.10:1; Gal. 4:1-3; Col. 2:17; Exo. 12:14; I Cor.5:7; II Cor. 6:17; Col. 2:14, 16-17; Ef. 2:15-16.
IV.    A esse mesmo povo, considerado como um corpo político, Deus deu leis civis que
terminaram com aquela nacionalidade, e que agora não obrigam além do que exige a sua eqüidade
geral.
Ref. Exo. 21, e 22:1-29; Gen. 49:10; Mat. 5:38-39.
V.    A lei moral obriga para sempre a todos a prestar-lhe obediência, tanto as pessoas
justificadas como as outras, e isto não somente quanto à matéria nela contida, mas também pelo
respeito à autoridade de Deus, o Criador, que a deu. Cristo, no Evangelho, não desfaz de modo
algum esta obrigação, antes a confirma.
Ref. I João 2:3-4, 7; Rom. 3:31; Tiago, 2:8, 10, 11; Rom-. 3:19- Mat. 5:18-19.
VI.    Embora os verdadeiros crentes não estejam debaixo da lei como pacto de obras, para serem
por ela justificados ou condenados, contudo, ela lhes serve de grande proveito, como aos outros;
manifestando-lhes, como regra de vida, a vontade de Deus, e o dever que eles têm, ela os dirige e os
obriga a andar segundo a retidão; descobre-lhes também as pecaminosas poluções da sua natureza,
dos seus corações e das suas vidas, de maneira que eles, examinando-se por meio dela, alcançam
mais profundas convicções do pecado, maior humilhação por causa deles e maior aversão a eles, e
ao mesmo tempo lhes dá uma melhor apreciação da necessidade que têm de Cristo e da perfeição da
obediência dele. Ela é também de utilidade aos regenerados, a fim de conter a sua corrupção, pois
proíbe o pecado; as suas ameaças servem para mostrar o que merecem os seus pecados e quais as
aflições que por causa deles devem esperar nesta vida, ainda que sejam livres da maldição
ameaçada na lei. Do mesmo modo as suas promessas mostram que Deus aprova a obediência deles
e que bênção podem esperar, obedecendo, ainda que essas bênçãos não lhes sejam devidas pela lei
considerada como pacto das obras - assim o fazer um homem o bem ou o evitar ele o mal, porque a
lei anima aquilo e proibe isto, não é prova de estar ele debaixo da lei e não debaixo da graça.
Ref. Rom. 6:14,e 8:1; Gal. 3:13; Rom. 7:12, 22, 25; Sal.119:5; I Cor. 7:19; Rom.7:7, e 3:20; Tiago 1:23, 25; Rom. 7:9,14, 24; Gal. 3:24; Rom. 8:3-4; Rom. 7:25; Tiago 2:11; Esdras 9:13-14; Sal. 89:30-34 e 37:11, e 19:11; Gal. 2:16; Luc. 17:10; Rom. 6:12,-14; Heb. 12:28-29; I Ped. 3:8-12; Sal. 34:12, 16.
VII. Os supracitados usos da lei não são contrários à graça do Evangelho, mas suavemente condizem com ela, pois o Espírito de Cristo submete e habilita a vontade do homem a fazer livre e alegremente aquilo que a vontade de Deus, revelada na lei, requer se faça.
Ref. Gal. 3:21; Eze. 36:27; Heb. 5:10.
CAPÍTULO XX
DA LIBERDADE CRISTÃ E DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
I. A liberdade que Cristo, sob o Evangelho, comprou para os crentes consiste em serem eles libertos do delito do pecado, da ira condenatória de Deus, da maldição da lei moral e em serem livres do poder deste mundo. do cativeiro de Satanás, do domínio do pecado, do mal das aflições, do aguilhão da morte, da vitória da sepultura e da condenação eterna: como também em terem livre acesso a Deus, em lhe prestarem obediência, não movidos de um medo servil, mas de amor filial e espírito voluntário. Todos estes privilégios eram comuns também aos crentes debaixo da lei, mas sob o Evangelho, a liberdade dos cristãos está mais ampliada, achando-se eles isentos do jugo da lei cerimonial a que estava sujeita a Igreja Judaica, e tendo maior confiança de acesso ao trono da graça e mais abundantes comunicações do Espírito de Deus, do que os crentes debaixo da lei ordinariamente alcançavam.
Ref. Tito 2:14; I Tess. 1: 10; Gal. 3:13; Rom. 8: 1; Gal. 1:4; At. 26:18; Rom. 6:14; I João 1:7; Sal. 119:71; Rom. 8:28; I Cor, 15:54-57; Rom. 5l: 1-2; Ef. 2:18 e 3:12; Heb. 10: 19; Rom. 8:14. 15; Gal. 6:6; I João 6:18; Gal. 3:9, 14, e 5: 1; At. 15: 10; Heb. 4:14, 16, e 10: 19-22; João 7:38-39; Rom. 5:5.
II. Só Deus é senhor da consciência, e ele deixou livre das doutrinas e mandamentos humanos que em qualquer coisa, sejam contrários à sua palavra ou que, em matéria de fé ou de culto estejam fora dela. Assim crer tais doutrinas ou obedecer a tais mandamentos como coisa de consciência é trair a verdadeira liberdade de consciência; e requerer para elas fé implícita e obediência cega e absoluta é destruir a liberdade de consciência e a mesma razão.
Ref. Rom. 14:4, 10; Tiago 4:12; At. 4:19, e 5:29; Mat. 28:8-10; Col. 2:20-23; Gal. 1: 10, e 2:4-5, e 4:9-10, e 5: 1;. Rom, 14:23; At. 17:11; João 4:22; Jer. 8:9; I Ped. 3: 15.
III. Aqueles que, sob o pretexto de liberdade cristã, cometem qualquer pecado ou toleram qualquer concupiscência, destroem por isso mesmo o fim da liberdade cristã; o fim da liberdade é que, sendo livres das mãos dos nossos inimigos, sem medo sirvamos ao Senhor em santidade e justiça, diante dele todos os dias da nossa vida.
Ref. Luc. 1:74-75; Rom. 6:15; Gal. 5:13; I Ped. 2:16; II Ped. 3: 15.
IV. Visto que os poderes que Deus ordenou, e a liberdade que Cristo comprou, não foram por Deus designados para destruir, mas para que mutuamente nos apoiemos e preservemos uns aos outros, resistem à ordenança de Deus os que, sob pretexto de liberdade cristã, se opõem a qualquer poder legítimo, civil ou religioso, ou ao exercício dele. Se publicarem opiniões ou mantiverem práticas contrárias à luz da natureza ou aos reconhecidos princípios do Cristianismo concernentes à fé, ao culto ou ao procedimento; se publicarem opiniões, ou mantiverem práticas contrárias ao poder da piedade ou que, por sua própria natureza ou pelo modo de publicá-las e mantê-las, são destrutivas da paz externa da Igreja e da ordem que Cristo estabeleceu nela, podem, de justiça ser processados e visitados com as censuras eclesiásticas.
Ref. I Ped. 2:13-16; Heb. 13:17; Mat. 18:15-17; II Tess.3:14; Tito3:10; I Cor. 5:11-13; Rom. 16:17; II Tess. 3:6.
CAPÍTULO XXI
DO CULTO RELIGIOSO E DO DOMINGO
I. A luz da natureza mostra que há um Deus que tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e de toda a força; mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras.
Ref. Rom. 1:20; Sal. 119:68, e 31:33; At. 14:17; Deut. 12:32; Mat. I5:9, e 4:9, 10; João 4:3, 24; Exo. 20:4-6.
II.    O culto religioso deve ser prestado a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo - e só a ele; não
deve ser prestado nem aos anjos, nem aos santos, nem a qualquer outra criatura; nem, depois da
queda, deve ser prestado a Deus pela mediação de qualquer outro senão Cristo.
Ref. João 5:23; Mat. 28:19; II Cor. 13:14; Col. 2:18; Apoc 19:10; Rom. l:25; João 14:6; I Tim. 2:5; Ef. 2:18; Col. 3:17.
III.    A oração com ações de graças, sendo uma parte especial do culto religioso, é por Deus
exigida de todos os homens; e, para que seja aceita, deve ser feita em o nome do Filho, pelo auxílio
do seu Espírito, segundo a sua vontade, e isto com inteligência, reverência, humildade, fervor, fé,
amor e perseverança. Se for vocal, deve ser proferida em uma língua conhecida dos circunstantes.
Ref. Fil. 4:6; I Tim. 2:1; Col. 4:2; Sal. 65:2, e 67:3; I Tess. 5:17-18; João 14:13-14; I Ped. 2:5; Rom. 8:26; Ef. 6:8; João 5:14; Sal. 47:7; Heb. 12:28; Gen. 18:27; Tiago 5:16; Ef. 6:18; I Cor. 14:14.
IV.    A oração deve ser feita por coisas lícitas e por todas as classes de homens que existem
atualmente ou que existirão no futuro; mas não pelos mortos, nem por aqueles que se saiba terem
cometido o pecado para a morte.
Ref. Mat. 26:42; I Tim. 2:1-2; João 17:20; II Sam. 7:29, e 12:21-23; Luc. 16:25-26; I João 5: 16.
V.    A leitura das Escrituras com o temor divino, a sã pregação da palavra e a consciente
atenção a ela em obediência a Deus, com inteligência, fé e reverência; o cantar salmos com graças
no coração, bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por
Cristo - são partes do ordinário culto de Deus, além dos juramentos religiosos; votos, jejuns solenes
e ações de graças em ocasiões especiais, tudo o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias,
deve ser usado de um modo santo e religioso.
Ref. At. 15:21; Apoc. 1:3; II Tim. 4:2; Tiago 1:22: At. 10:33; Heb. 4:2; Col. 3:16; Ef. 5:19; Tiago 5:13; At. 16:25; Mat. 28:19; At. 2:42; Deut. 6:13; Ne. 10:29; Ec. 5:4-5; Joel 2:12; Mat. 9:15.
VI.    Agora, sob o Evangelho, nem a oração, nem qualquer outro ato do culto religioso é restrito
a um certo lugar, nem se torna mais aceito por causa do lugar em que se ofereça ou para o qual se
dirija, mas, Deus deve ser adorado em todo o lugar, em espírito e verdade - tanto em famílias
diariamente e em secreto, estando cada um sozinho, como também mais solenemente em
assembléias públicas, que não devem ser descuidosas, nem voluntariamente desprezadas nem
abandonadas, sempre que Deus, pela sua providência, proporciona ocasião.
Ref. João 5:21; Mal. 1:11; I Tim. 2:8; João 4:23-24; Jer. 10: 25; Jó 1:5; II Sam. 6:18-20; Deut. 6:6-7; Mat. 6: 11, e 6:6; Isa. 56:7; Heb. 10:25; Prov. 5:34; At. 2:42.
VII.    Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao
culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito
que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete
para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição
de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o
primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de
continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.
Ref. Exo. 20:8-11; Gen. 2:3; I Cor. 16:1-2; At. 20:7; Apoc.1:10; Mat. 5: 17-18.
VIII.    Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os
seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o
dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus
empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios
públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.
Ref. Exo. 16:23-26,29:30, e 31:15-16; Isa.58:13.

Instagram

Conflito de gerações: como manter a fé bíblica sem perder filhos e netos

Introdução  Há um tipo de tristeza que não faz barulho, mas pesa como pedra: a sensação de que os filhos e netos estão “escorregando” dos pr...