“Contradições Bíblicas II”

Contradições bíblicas

A Bíblia contém muitas contradições aparentes em suas páginas. Por exemplo, os quatro Evangelhos nos fornecem quatro relatos diferentes sobre o que estava escrito na placa que foi pendurada na cruz. Mateus diz: "Este é Jesus, o rei dos judeus" (27.37). Entretanto Marcos contradiz essas palavras ao relatar que a inscrição era: "o rei dos judeus" (15.26). Lucas informa ainda outra inscrição: "este é o rei dos judeus" e João por sua vez afirma: "Jesus nazareno, rei dos judeus" (19.19). Quem está à cata de contradições pode ter aí um prato cheio, afirmando então que a Bíblia está repleta de erros! Essas pessoas preferem, assim, rejeitar toda a obra, achando-a suspeita.

Por outro lado àqueles que confiam em Deus não vêem problema algum em harmonizar os evangelhos. Usemos um exemplo simples.Pensem em um acidente de carro com vítimas, imagine agora uma pessoa comum, um perito, um policial e um paramédico relatando o mesmo fato. Notem que ao informar cada um tem um objetivo diferente, eles escrevem a pessoas diferentes; não soaria bem ao perito dizer, por exemplo, que o carro vinha e bateu em outro carro de lado que bateu em outro de frente. Melhor ao perito seria dizer que o veículo "A" vinha a 60km/h e colidiu com o veículo "B" na diagonal esquerda e este voltou-se completamente em seu eixo e colidiu por sua vez no veículo "C" frontalmente danificando-lhe completamente sua força propulsora (motor). Portanto, teríamos nesse fato simples, pelo menos quatro relatos diferentes e por isso deixaria de ser verdade o fato do acidente?

Nas mesmas passagens que os sábios e orgulhosos vêem contradições os humildes e pequeninos descobrem grandes verdades reveladas (Lc 10.21) Deus escolheu o que era vergonha para o mundo tendo em vista confundir e humilhar os sábios (1Co 1.27). Se um homem ímpio se recusa a se humilhar e a obedecer ao evangelho, preferindo levantar objeções à Bíblia, não irá além do propósito do seu coração.

Este incrível princípio é claramente ilustrado no relato da captura de Zedequias, rei de Judá. O profeta Jeremias disse a Zedequias que Deus o julgaria. Ele foi informado de que seria entregue nas mãos do rei da Babilônia (Jr 32.4). Isso é confirmado em Jr 39.5-7, quando lemos o relato da captura de Zedequias, depois levado ao rei Nabucodonosor e, em seguida, acorrentado para ser transportado para a Babilônia. Eruditos mostram Ezequiel falando do mesmo fato informando assim uma possível falha (doce engano). Ez 12.13


 
Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado nas minhas malhas; levá-lo-ei a Babilônia, à terra dos caldeus, mas não a verá, ainda que venha a morrer ali.





A pergunta dos adversários da fé é a seguinte: se este texto também fala de Zedequias, como poderia alguém ser preso e levado ao cativeiro e não ver o que está acontecendo. A ânsia de desqualificar é tão grande que nem se dão conta do texto de Jr 39:6-7
6 O rei da Babilônia mandou matar, em Ribla, os filhos de Zedequias à vista deste; também matou a todos os príncipes de Judá. 7 Vazou os olhos a Zedequias e o atou com duas cadeias de bronze, para o levar à Babilônia.

Este é o princípio que subjazem muitas "contradições" das Sagradas Letras, tais como: quantos cavalos tinham Davi, que foi a primeira pessoa a chegar ao túmulo de Jesus etc.

Deus simplesmente "vira a mesa" sobre os homens orgulhosos, arrogantes e confiantes em sua justiça própria. Quando se colocam soberbamente do lado de fora do Reino de Deus e tentam justificar sua pecaminosidade através de coisas que, aos seus olhos, descredenciam a bíblia, tais homens não percebem que simplesmente Deus tornou mais baixa a porta da vida para que somente àqueles que forem humildes o suficiente para se curvar possam passar por baixo dela.

Amém.

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