E as línguas 'estranhas'???...



Atendendo aos pedidos de alguns irmãos, estamos postando estudos acerca da obra do Espírito Santo na Igreja. Para tanto, iremos trazer algumas obras e autores como referência, cuja concentração se dá sobre o fenômeno das línguas, e, após, emitiremos um parecer acerca das línguas em obras pentecostais. Por enquanto extrairemos do NDIT do NT algumas informações importantes acerca da palavra 'língua'.
No Novo Dicionário Internacional de teologia do Novo Testamento, temos a palavra ‘glossa’(língua), que na LXX(Septuaginta, a versão do AT em grego) ‘glossa’ aparece na forma ‘glotta’. Em cerca de 100 das 160 vezes, aponta para idioma, linguagem. Aparece também como órgão de homens e animais (Ex 4.10; Jz 7.5), e figuradamente ‘como a faculdade da fala’, ‘linguagem’ (Gn 11.7). Portanto, no AT nada há que indique algum tipo de língua ‘estranha’, de natureza diferente das faladas comumente pelos homens.
Já o emprego de ‘língua’ no N.T. (atestado 52 vezes, segundo o DIT) não foge do seu uso no AT. ‘Glossa’ aparece em Atos no batismo com o Espírito Santo e em 1 Co. Aparece como parte o corpo (Lc 16.24; Ap 16.10), órgão da fala (Lc 1.64; Mc 7.35; 1 Jo 3.18; Tg 1.26). É também vista de modo intercambiável (At 2.11) com a palavra grega ‘dialekto’(At 2.8), dialeto, idioma. Em 1Co 14.21, Paulo cita o texto de Isaías 28.11,12, onde en heteroglossois é usado com o significado de ‘homens de outras línguas’. Dessa forma, não podemos pegar a hipérbole de 1Co13 e dizer que existe um fenômeno chamado ‘línguas dos anjos’ para aqueles que foram batizados com o Espírito Santo nos moldes do pentecostalismo. Não se pode construir tal ensino sobre um texto isolado, principalmente quando a totalidade das demais aparições do termo prova o contrário.
Nos próximos artigos iremos retornar à questão da natureza das línguas que eram faladas na igreja apostólica.

Anderson Teixeira.

2 comentários:

  1.  o problema dos pentescontais é que eles são mais pentecostais do que propriamente cristãos; eles estão mais preocupados em demosntrar do que ser. O fervor que les dizem ter é altamente questionavél, aparenta ser mais místico do que Cristão. Deus não observa o exterior do homem, mas diz a bíblia que sonda o coração. Deus está interessado no interior, pois o exterior sem conteúdo é só barulho.

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  2. Anderson Teixeira1 de agosto de 2009 17:17

    A questão a ser analisada é se as práticas pentecostais estão ou não de acordo com as Escrituras. Por enquanto estamos analisando apenas a natureza das línguas. Depois iremos analisar a FUNÇÃO delas. A questão da contemporaneidade deixaremos para quando formos tratar da finalidade dos dons revelacionais e extraordnários como um todo.
    Um abraço.

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