quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Presbiterianos: Por que os crentes não guardam o sábado? (6)


No nosso estudo de hoje analisaresmos à luz da bíblia por que os crentes, em geral, e os presbiterianos em particular não guardam o sábado como diz o mandamento. Também veremos algumas noções do governo presbiteriano. Boa leitura. Clique aqui para estudo anterior


42.    Se o quarto mandamento ordena a guarda do sábado, por que não

o guardamos?

R. O vocábulo sábado, na Bíblia, vem da palavra shabbath e significa repouso, descanso, etc. Na nossa língua, o sétimo dia da semana chama-se sábado, mas isto não ocorre em todas as línguas. Em alemão, por exemplo, o sétimo dia da semana chama-se sonnabend (véspera do sol) ou samstag (dia de Saturno). Em francês chama-se samedi (dia de Saturno). Em inglês, saturday (dia de Saturno). Logo, o sétimo dia e sábado não são a mesma coisa. O que a Lei ordena é a guarda de um dia de descanso por semana. E isto nós guardamos. Quando guardamos o domingo, estamos cumprindo o 4 Man-damento. O calendário dos judeus lhes foi dado na saída do Egito (Ex 12.2). Os crentes em Cristo não estão obrigados a guardar o mesmo dia da semana, que os judeus guardavam e muitos ainda guardam. Guardando o domingo, não estamos quebrando o 4º Mandamento.


43. Por que guardamos o domingo?

R. Por várias razões. Dentre elas, destacamos as seguintes:

1. Jesus ressuscitou no domingo (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-10).

2. O Espírito Santo desceu sobre os crentes no Pentecoste ou, seja, no domingo (At 2.1-4).

3. Os apóstolos e os discípulos, após a ressurreição de Cristo, passaram a guardar o domingo.

4. Os crentes do Novo Testamento guardavam o domingo (At 20.6-7; 1 Co 16.14). 5. O Novo Testamento chama ao domingo de Dia do Senhor (Ap. 1.10).

6. A tentativa de levar os crentes a guardarem o sábado, e não o domingo, primeiro dia da semana, é inovação adventista, sem nenhuma base na Palavra de Deus.



44. Quem ordenou o matrimônio e quais os seus objetivos?

R. O matrimónio foi ordenado pelo Criador (Gn 2.18-24), e tem como objetivos: 1. O mútuo auxílio de marido e mulher (1 Co 7.3-5). 2. A propagação da raça humana por sucessão legítima (Gn 1.27-28) e 3. Impedir a impureza (1 Co 7.2, 9; Hb 13.4).

45. Quais são as regras básicas que a Palavra de Deus estabelece para o casamento do crente?

R. São as seguintes: 1. Só pode casar-se quem pode dar consentimento ajuizado. 2. O crente deve casar-se somente no Senhor (1 Co 7.39; 2 Co 6. 14). 3. Não devem casar-se as pessoas entre quais existem graus de consaguinidade ou afinidades proibidos pela moral e que podem acarretar lesões biológicas.


46. Em que circunstâncias a Palavra de Deus permite o divórcio?

R. Apenas em caso de adultério (Mt 19.9) ou nos casos de deserção irreparável (1 Co 7.15). O casamento é indissolúvel por ser uma instituição divina, figura da união entre Cristo e a Igreja (Mc 10.9; Ef 5.22-23).


47. Que é a Igreja?

R. A Igreja é o Corpo de Cristo formado por todos os Seus verdadeiros servos (Mt 16.18; Ef 1.22-23; 4.5; 5.23). Segundo a teologia reformada, há dois tipos de Igreja: a) A igreja invisível constituída por todos os que já foram salvos, dos que estão sendo salvos e dos que serão salvos (Hb 12.23). Igreja visível ou militante, constituída por todos os que professam a fé em Jesus Cristo. Da Igreja visível, no entanto, fazem parte tanto os verdadeiros crentes como os falsos crentes, misturados como o trigo e o joio. Nesta Igreja, como diz o apóstolo Paulo, só Deus conhece os que são Deus. Exemplo de Igreja visível e militante, com todas as mazelas que a caracterizavam, é a Igreja de Corinto. Toda Igreja local (exemplos: de Antioquia, de Jerusalém, etc) é exemplo de Igreja visível. A Igreja Universal é construída de todas as Igrejas locais, em todo o mundo.


48. Como uma pessoa pode tornar-se membro de uma Igreja Presbiteriana?

R. A admissão de membros, na Igreja Presbiteriana, obedece aos seguintes critérios: 1. As pessoas batizadas na infância, numa Igreja Evangélica, são admitidas como membros da Igreja mediante a pública Profissão de Fé; 2. As pessoas que não foram balizadas numa Igreja Evangélica, devem receber o batismo e fazer a pública Profissão de Fé; 3. As pessoas que vêm de outra Igreja Evangélica, sendo já membros dessa Igreja, são arroladas mediante carta de transferência; 4. as pessoas membros de outra Igreja Evangélica, que não trazem carta de transferência, são admitidas pelo Conselho da Igreja, me-diante solicitação por escrito. Na solicitação deve constar a razão ou razões que as levaram a tomar tal decisão. Quando um membro da Igreja Presbiteriana muda-se de um lugar para outro, deve providenciar sua carta de transferência. Caso não o faça, poderá ser arrolado por jurisdição ex-ofício, depois de estar frequentando, pelo menos por um ano, a nova Igreja Presbiteriana.


49. Quais são os deveres do membro da Igreja Presbiteriana?

R. "Viver de acordo com a doutrina da Escritura Sagrada, honrar e propagar o Evangelho pela vida e pela palavra; sustentar, moral e financeiramente, a Igreja e suas instituições; obedecer às autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis aos Ensinos das Sagradas Escrituras; participar dos trabalhos e reuniões de sua Igreja, inclusive das assembleias administrativas.



50. Como é o governo da Igreja Presbiteriana?

R. O governo da Igreja local é exercido pelo Conselho, formado pelo Pastor, e pelos Presbíteros eleitos pela assembleia da Igreja. Sob a supervisão do Conselho, funciona a Junta Diaconal, constituída de todos os Diáconos da Igreja, também eleitos pela assembleia da Igreja local. Os Diáconos cuidam da assistência social promovida pela Igreja e da ordem no Templo e suas dependências. Acima do Conselho estão os demais Concílios da Igreja: Presbitério, Sínodo e Supremo Concílio.

51. Que é Concílio?

R. É uma Assembleia constituída de Pastores e Presbíteros. Os Concílios da Igreja Presbiteriana, em ordem ascendente, são os seguintes: a) Conselho, que exerce jurisdição sobre a Igreja local; b) Presbitério, que exerce jurisdição sobre Pastores e Conselhos; c) Sínodo, que exerce jurisdição sobre vários Presbi¬térios de determinada região; d) Supremo Concílio, que exerce jurisdição sobre todos os Concílios. De todos os atos e reuniões dos Concílios lavra-se Ata, que é submetida ao exame e apreciação do Concílio imediatamente superior ou, seja, o Presbitério examina as Atas dos Conselhos que lhe estão jurisdiciona-dos, o Sínodo as Atas dos Presbitérios que lhe estão jurisdicionados e o Supremo Concílio examina as Atas dos Sínodos.



52.    Como se constituem os Concílios?

R. No Conselho, o Pastor é designado pelo Presbitério e os Presbíteros são eleitos pela Igreja local, para um mandato de cinco anos, podendo ser reeleitos. O Conselho nomeia, cada ano, o seu representante junto ao Presbitério, que é constituído dos Pastores e do representante de cada Igreja que o Presbitério jurisdiciona. O Sínodos são constituídos pelos Pastores e Presbíteros de cada Presbitério jurisdicionado pelo Sínodo de determinada região, e eleitos por seu respectivo Presbitério, na seguinte proporção: Três Pastores e três Presbíteros por Presbitério cujas Igrejas tenham, em conjunto, até dois mil membros. O Supremo Concílio é constituído de, representantes, Pastores e Presbíteros, eleitos pelos Presbitérios, na seguinte proporção: Dois Pastores e dois Presbíteros : por Presbitérios cujas Igrejas tenham, em conjunto, ; até dois mil membros, e mais um Pastor e um Presbítero para cada grupo de dois mil membros. Os Presbitérios se reúnem, pelo menos, uma vez por ano; os Sínodos, de dois em dois anos, sempre nos anos ímpares; o Supremo Concílio, de quatro em quatro anos, sempre nos anos pares.

53.    Quais os requisitos para um membro da Igreja ser eleito Presbítero

ou Diácono?

R. Ser são na fé, prudente no agir, discreto no falar e ser exemplo de santidade na vida (1 Tm 3.1-13; Tt 1.5-9). Deve ser membro da Igreja em plena comunhão com ela, ser maior de 18 anos, civilmente capaz, assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres e estar convicto de que Deus o chama para o exercício de qualquer destes ofícios.

count