Pornografia: Realidade, Perigos, Libertação parte II




O CRESCIMENTO DA PORNOGRAFIA NO MUNDO
Uma estatística de 1995 revelou que os americanos gastam mais em pornografia do que em Coca-Cola. Não é difícil imaginar que a situação no Brasil não é muito diferente. Um país antigamente fechado, como a China, em 1993 assistiu a uma enxurrada de material pornográfico em seus limites após ter aberto, mesmo que um pouco, as suas fronteiras para receber ajuda estrangeira. Mensalmente, cerca de 8 milhões de cópias de revistas pornográficas circulam no Brasil. Em 1994 a venda de vídeos pornôs chegou perto de 500 milhões de dólares. Não é de se admirar que as locadoras reservem cada vez mais espaço nas prateleiras para vídeos pornôs. Segundo uma pesquisa em 1992, um em cada quatro brasileiros assistiu a um filme de sexo explícito. O mesmo fizeram 13% das mulheres entrevistadas. Em 1995 esse número dobrou para os homens e aumentou um pouco em relação às mulheres. Recentes estatísticas mostram o crescimento destes números.
Diversos acontecimentos recentes ao redor do mundo indicam o avanço contínuo da pornografia. O mundo está sendo inundado com uma enxurrada de imundícia. Vejamos alguns destes indícios.
1)    Os governos aumentam cada vez mais a legalidade da pornografia - Um exemplo é que em abril de 2002 o Supremo Tribunal dos Estados Unidos revogou a Lei da Prevenção da Pornografia Infantil que havia sido promulgada pelo Congresso em 1966. O argumento usado pelo Supremo Tribunal foi que a liberdade de expressão estava sendo suprimida. A decisão reflete a tendência cada vez maior para a legalização de todas as formas de pornografia.
2)    As estatísticas mais recentes mostram o crescimento vertiginoso da indústria pornográfica -Segundo estudos publicados em maio de 2002, há mais de 400.000 sites pornográficos na Internet em todo o mundo, e cerca de 70 milhões de pessoas visitam ao menos um site pornográfico por semana.
Este crescimento é atestado por outras estatísticas. Em 2002, o Observatório para a Publi-cidade do Instituto da Mulher, em Paris, recebeu 710 denúncias contra mensagens sexistas, o dobro das denúncias recebidas em 2000. 80% destas denúncias tinham a ver com a exploração do corpo feminino em propaganda de produtos. Neste mesmo ano, em Bruxelas, a ONU publicou relatório denunciando que milhões de pessoas em todo o mundo - a metade sendo de crianças e uma outra grande parte de jovens mulheres - são exploradas sexualmente, o que obviamente se refere não somente à prostituição, mas à pornografia. Ainda em outubro de 2002, em Barcelona, a Feira Internacional do Cine Erótico exibiu ao vivo relações sexuais pervertidas aos participantes da Feira.
3)    O fracasso das estratégias governamentais em conter o avanço da imoralidade - Conforme estudo do Jornal Médico Britânico publicado na Inglaterra em 2002, as campanhas governamentais de prevenção da gravidez de adolescentes estavam fracassando redondamente. A famosa rádio BBC de Londres veiculou em 2002 que o governo inglês estava preocupado por não conseguir conter a enxurrada de material pornográfico que atinge diariamente os adolescentes ingleses pela Internet. De cada dez mensagens que recebem, uma delas é pornográfica ou remete a algum site pornográfico. A mesma frustração do governo inglês certamente se sente nos governos de outros países.
4)    A constatação de danos cada vez maiores causados pela pornografia - Continuamente surgem relatórios de diversos quadrantes mostrando novos danos causados pela pornografia. Por exemplo, os estudos do professor Richard Drake da Universidade Brigham Young nos Estados Unidos, indicam que a pornografia pode ter efeitos na mente similares ao da cocaína, produzindo dependência e distúrbios mentais.
Em Paris, numa reunião com mais de 1700 psicanalistas de 31 países para tratar de novas formas de neuroses, destacou-se o fato de que cresce cada vez mais o número de pessoas viciadas em sexo, um problema que foi considerado como uma enfermidade psicológica, cujas conseqüências são a ruína econômica, problemas no casamento e em relações, problemas no trabalho, ansiedade e depressão.
Todas estas evidências apontam para uma avalanche da imoralidade em todo o mundo, da qual a pornografia é o carro chefe. Além dos evidentes problemas espirituais que a pornografia causa, também contribui largamente para o crescimento da violência em todo o mundo.
Não são poucos os relatórios feitos por comissões de pesquisadores que denunciam a estreita relação entre a pornografia e a crescente onda de estupros, assédio sexual e exploração infantil nos países "civilizados". Vários dos temas mais comuns em pornografia do tipo hardcore incluem cenas de seqüestro e estupro de mulheres, geralmente com espancamento e tortura, além de outras formas obscenas de degradação. A mensagem que a pornografia passa aos consumidores é que quando a mulher diz "não" na verdade está dizendo "sim", e que se o estuprador insistir, ela não somente aceitará como também passará a gostar. Assim, a violência contra a mulher é exposta como algo válido e normal. Estudos de especialistas mostram que 82% dos encarcerados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes admitiram que eram consumidores regulares de material pornográfico. Só nos Estados Unidos, o número conhecido de estupros pela polícia cresceu 500% em menos de 30 anos, o que corresponde ao aumento da popularidade do material pornográfico e da facilidade para ser encontrado. Cerca de 86% dos condenados por estupro admitiram imitação direta das cenas pornográficas que assistiam regularmente.

 
MOVIMENTOS ANTI-PORNOGRAFIA
O crescimento vertiginoso da disponibilidade da pornografia e os seus efeitos tem levantado reações no mundo todo. As críticas e ataques à indústria pornográfica e aos seus consumidores vêm geralmente de religiosos conservadores e do movimento feminista. Evangélicos e católicos têm atacado fortemente a indústria da pornografia, especialmente nos países onde o cristianismo conservador exerce alguma força política. Os argumentos usados pelos religiosos contra a pornografia é que a mesma é imoral, que o sexo é reservado para o casamento e que a pornografia aumenta o comportamento imoral e a violência da sociedade.
No Brasil há esforços isolados por parte dos evangélicos, já que não têm um representante nacional. Por exemplo, o deputado evangélico Pastor Daniel Marins lançou na Assembléia Legislativa de São Paulo, em 2001, um projeto de lei que proíbe a exposição de modelos, mas-culinos ou femininos, despidos ou seminus em placas publicitárias instaladas em vias públicas. Segundo o Pastor Daniel, o projeto é resultado da luta do povo evangélico contra a propaganda aberta e explícita de revistas, produtos e sites na Internet destinados à exploração comercial da nudez e da pornografia, e foi elaborado em conjunto com líderes de diversas denominações, comunidades e associações evangélicas de todo o Estado de São Paulo.
O outro ataque à pornografia vem de uma ala do movimento feminista que a considera como parte da agenda machista, que degrada a mulher e induz à violência contra ela. Esta ala do movimento feminista é contra a pornografia, não por valores morais ou convicções cristãs, mas porque a considera como essencialmente machista, já que são os homens que mais a consomem e são as mulheres as que mais são exploradas e humilhadas nesta indústria. Estas feministas não representam, porém, a totalidade do movimento, onde existem outras feministas que defendem a pornografia.
Existem ainda movimentos isolados, dirigidos por indivíduos ou organizações não gover-namentais. Um exemplo é Linda Boreman, ex-atriz pornô, que usava o nome de Linda Lovelace. Após abandonar a carreira de estrela pornô, passou a atacar a indústria pornográfica por causa da exploração das mulheres. Outro exemplo é o grupo "Guerreiros Independentes contra a Pornografia Infantil", que se dedica a caçar consumidores e divulgadores da pornografia infantil pela Internet. Existem várias outras organizações sem fins lucrativos batalhando nessa cruzada. Uma delas, chamada de "Exército Cibernético de Caçadores de Pedófilos", tem mais de 10 mil membros cadastrados enviando dicas à polícia. Esses grupos são compostos por Internautas que dedicam seu tempo livre procurando manter contato com consumidores de pornografia infantil pela Internet, para afinal entregá-los à polícia.
Muito embora os ataques à pornografia venham em grande parte dos círculos evangélicos, é uma triste realidade que a pornografia tem suas vítimas também dentro das igrejas evangélicas, como veremos a seguir.

 
EVANGÉLICOS "VOYEURS"?
Voyeur é um termo usado para descrever aqueles que têm prazer sexual observando outras pessoas nuas ou praticando relações sexuais. O voyeur não interage diretamente com o objeto do seu prazer, mas reage a ele através da masturbação. Este é o nome que se dá geralmente ao consumidor secreto de pornografia. E uma boa descrição para cristãos viciados em pornografia.
Há boas razões para acreditarmos que o número de evangélicos no Brasil viciados em pornografia é preocupante. Pesquisadores estimam que nos Estados Unidos cerca de 40% dos evangélicos estão afetados. Há quem ache que este número é bem maior. Considerando que no Brasil a facilidade de se obter material pornográfico é a mesma ou até maior que nos Estados Unidos, considerando que a igreja evangélica brasileira não tem a mesma formação protestante histórica da sua irmã americana, considerando a falta de posição aberta e ativa das igrejas evangélicas brasileiras contra a pornografia como acontece nos Estados Unidos, não é exagerado dizer que provavelmente cerca de 50% dos homens evangélicos no Brasil são consumidores de pornografia. Talvez esse número seja ainda conservador diante do fato conhecido que os evangélicos no Brasil assistem mais horas de televisão por dia que muitos países de primeiro mundo, enchendo suas mentes com programas que promovem a violência e o erotismo, e assim abrindo brechas por onde a pornografia penetra e se enraíza.
Mais preocupante ainda é a probabilidade de que grande parte desse percentual é de jovens adolescentes evangélicos. Uma pesquisa feita por Josh McDowell em 22 mil igrejas ame-ricanas revelou que 10% dos adolescentes haviam aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas pornográficas. 42% deles disseram que nunca aprenderam qualquer coisa sobre o assunto através de seus pais. E outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos últimos 6 meses. Uma extrapolação, ainda que conservadora, para a realidade das igrejas brasileiras é de deixar pastores e pais em estado de alerta!
Aqui no Brasil, segundo pesquisa da revista Eclésia em setembro de 2002, feita entre jovens evangélicos de 22 denominações, 52% deles já praticaram sexo pré-marital. Destes, cerca da metade mantêm uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade é de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças, o que coloca as igrejas evangélicas cada vez mais próximas dos padrões mundanos. Um detalhe: estes jovens foram todos criados nas igrejas! Infere-se que em comunidades evangélicas onde as noções de moralidade são tão mundanas quanto as dos incrédulos, não é para duvidar que o consumo de pornografia seja corrente, aceitável e tolerado.
É preciso ainda notar que não são somente os homens que consomem pornografia. Mulheres cristãs também incorrem neste hábito, embora certamente numa proporção menor. Uma evangélica que se identifica como "Solitária" dá o seguinte depoimento num site evangélico: "Tenho 30 anos de idade e nunca consegui casar. Pensei que tinha direito de ser sexualmente feliz, mesmo que o Senhor não tenha me dado um marido. Isto me levou a uma longa e profunda batalha com a masturbação e a pornografia na Internet. No ano passado, quebrantei-me após ouvir um sermão sobre pureza sexual em minha igreja. Após isto, comecei um curso de 60 dias baseado em leituras da Bíblia e acompanhamento de um mentor. Finalmente me vi livre. Também coloquei um filtro contra a pornografia em meu computador."
Escândalos envolvendo líderes evangélicos revelam abertamente uma outra face do pro-blema. Há pastores evangélicos que também são viciados em pornografia. Por causa do receio de serem apanhados e de estragarem seus ministérios, muitos pastores preferem optam por consumir pornografia como voyeurs do que praticar o adultério de fato, embora alguns acabem eventualmente caindo na infidelidade prática.
Uma mulher escreve num site evangélico: "Sou divorciada, mãe de três adolescentes. Fui casada por dez anos, até que meu marido, pastor, teve um caso extra-marital. Ele era viciado em pornografia desde os doze anos de idade e lutou contra isto por muitos anos."
Há diversos artigos sobre pornografia publicados em revistas americanas e européias de aconselhamento pastoral abertamente dirigidos a pastores viciados em pornografia, visando ajudá-los. Uma destas revistas, Leadership, realizou uma pesquisa entre pastores de diversas denominações evangélicas e chegou a conclusões terríveis: a cada dez pastores, quatro já haviam visitado um site pornográfico. As seguintes perguntas e respostas compuseram a pesquisa:

 

 
VOCÊ JÁ VISITOU UM SITE PORNOGRÁFICO NA INTERNET?

 
57%    Nunca
7%    Faz mais de um ano
9%    Uma vez no ano passado
21%    Algumas poucas vezes no ano
6%    Duas vezes ao mês ou mais

 
Em geral, segundo Leadership, pastores que gastavam mais tempo diante da Internet eram os que mais provavelmente visitariam sites pornográficos.
Pastores são vulneráveis à tentação de entrar num site pornográfico como qualquer outra pessoa. No caso deles, talvez sejam ainda mais vulneráveis. O isolamento e a solidão geralmente acompanham o ministério pastoral. Além disto, muitos pastores negligenciam seus casamentos dedicando-se por demais às demandas do ministério.
Alguns pastores podem cair nesta armadilha satânica simplesmente por curiosidade em saber o que membros da sua igreja estão consumindo na Internet e acabam sendo atraídos e enlaçados pelo poder da pornografia. Além do mais, líderes que jamais ousariam entrar numa videoteca para adquirir um vídeo pornográfico, no segredo e intimidade de seus lares e escritórios acabam cedendo às facilidades da cyber-pornografia, que é acessível, barata e anônima. As igrejas devem orar por seus pastores e líderes para que sejam livres de toda tentação.

 
Continua.

Pornografia: Realidade Perigos Libertação Parte I





O Que é Pornografia?

Rev. Augustus Nicodemus
 
Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que defini-la. De forma geral, podemos dizer que pornografia é a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador), fotografias, desenhos, textos escritos ou falados. A pornografia explora o sexo, tratando os seres humanos como coisas e, em particular, as mulheres como objetos sexuais.
A palavra pornografia vem do grego e significa literalmente "escrever sobre prostituta". Com o tempo, passou a referir-se a qualquer material, escrito ou gráfico, de conteúdo sexual. O termo é usado hoje de forma negativa. A indústria pornográfica que produz filmes, revistas, vídeos e sites na Internet, prefere usar outros termos, como "material adulto". Esta manobra é um eufemismo que visa retirar deste sórdido comércio a pecha negativa que ele possui.
E importante, porém, fazer uma distinção entre erotismo e pornografia. Existe um erotismo saudável, que consiste na exploração da sexualidade dentro do casamento. O livro de Provérbios nos traz um exemplo disto:
"Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias. Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?" (Pv 5.15-20)
Ou ainda, o livro de Cantares de Salomão:
"Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho" (Ct 1.2).
"Que belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho, e o aroma dos teus unguentos do que toda sorte de especiarias! Os teus lábios, noiva minha, destilam mel. Mel e leite se acham debaixo da tua língua, e a fragrância dos teus vestidos é como a do Líbano" (Ct 4.10-11).
"Os teus beijos são como o bom vinho, vinho que se escoa suavemente para o meu amado, deslizando entre seus lábios e dentes. Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim. Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. Levantemo-nos cedo de manhã para ir às vinhas; vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, seja brotam as romeiras; dar-te-ei ali o meu amor" (Ct 7.9-12).
Estas passagens mostram que o Senhor nos criou com sexualidade e que a mesma pode ser explorada e desfrutada dentro do ambiente do casamento. A pornografia é diferente, pois visa o excitamento sexual através da exibição de imagens explícitas de sexo, nudez e órgãos sexuais sem fazer qualquer distinção moral ou levar em conta adultério, prostituição, lesbianismo, além de formas pervertidas de relações sexuais.
Breve Histórico da Pornografia
A representação gráfica da nudez humana, bem como das relações sexuais, é algo bem antigo na história do homem. A arqueologia revelou que em muitas das paredes dos templos pagãos cananitas, que foram destruídos pelos israelitas quando conquistaram a terra por volta de


1.300 anos antes de Cristo (Lv 26.1; Nm 33.52), havia desenhos de órgãos sexuais masculinos e femininos. Essas são as formas mais antigas de pornografia que conhecemos. Os cananitas aparentemente representavam os órgãos genitais nas paredes para excitar os adoradores e estimulá-los à prática da prostituição sagrada. Os israelitas, em contraste, tinham uma atitude totalmente diferente quanto à exposição dos órgãos sexuais. Em suas Escrituras Sagradas estava escrito que Deus cuidou em cobrir a nudez do primeiro casal após a Queda (Gn 2.25; 3.7-10). Havia uma preocupação em que as vestimentas cobrissem os órgãos genitais (Ex 28.42-43), a ponto de existir uma determinação na lei de Moisés de que o sacerdote deveria ter cuidado para não subir as escadas do altar de forma a deixar que seus órgãos genitais ficassem expostos (Ex 20.26). Cão, o filho de Noé, foi condenado por ter visto a nudez de seu pai. A própria Bíblia se refere à genitália de forma reservada, usando às vezes eufemismos como "nudez" (Lv 18), "pele nua" (Ex 28.42), "membro viril" (Dt23.1), "entre os pés" (Dt 28.57) e "parte indecorosa" (ICo 12.23), só para citar alguns exemplos.
Os gregos antigos usavam temas pornográficos em canções empregadas nos festivais em honra ao deus Dionísio, séculos antes de Cristo. Nas ruínas romanas de Pompeia, destruída na erupção do Vesúvio em 79 d.C, há pinturas pornográficas nas paredes de algumas edificações representando órgãos sexuais masculinos e propaganda de serviços de prostituição.
A pornografia também era usada em algumas culturas orientais antigas como índia, Japão e China. Bastante antiga e amplamente divulgada é a obra Kama Sutra, escrita na índia por volta do ano 2500 a.C, um manual contendo gravuras das mais grotescas formas de relação sexual. Na Europa medieval, o Decamerão (1353) do italiano Giovanni Boccaccio, obra abertamente pornográfica, tinha grande circulação.
Com o advento da mídia eletrônica em décadas recentes, a pornografia passou a ser um problema social de grandes proporções. O cinema, a televisão, o vídeo e a TV a cabo se tornaram canais poderosos pelos quais todos os tipos de pornografia se tornaram amplamente disponíveis ao grande público. A partir daí a indústria pornográfica cresceu de forma massiva, pois as pessoas passaram a consumir pornografia em suas próprias casas, sem precisar ir ao cinema ou à banca de revistas. Surgiram também jogos pornográficos de computador. E mais tarde, com o advento da Internet, a disponibilidade e a facilidade de acesso à pornografia multiplicou-se de forma inimaginável. Devido ao acesso internacional e ao custo zero de copiar e baixar imagens na Internet, a cyber-pornografia tornou-se a forma mais popular de pornografia hoje.
Os Diversos Tipos de Pornografia
Os estudiosos do assunto, bem como os legisladores, fazem geralmente uma distinção entre diferentes tipos de pornografia, para fins de estudo e compreensão:


  1. Softcore - Refere-se a material pornográfico que apresenta imagens de nudez e cenas que apenas sugerem a relação sexual.


  2. Hardcore - Contém representação explícita dos órgãos genitais em cópula e de relações sexuais de toda a sorte.


  3. Snuff- Fala-se ainda de vídeos snuff, onde pessoas praticam atos sexuais e depois são assassinadas. Entretanto, não se conhece nenhum exemplar destes vídeos que tenha sido distribuído comercialmente.


  4. Pornografia infantil - E a representação, sob qualquer forma, de criança em ato sexual implícito ou explícito, simulado ou real, ou qualquer representação dos órgãos sexuais da criança para fins sexuais.

      5. Erótica - Algumas feministas fazem uma distinção entre pornografia, que é a sujeição e degradação sexual da mulher através de imagens que representam o homem dominando e humilhando a mulher sexualmente, e a erótica, que é a representação sexual de homem e mulher em posição de igualdade e respeito mútuo.
    Estas distinções podem nos ajudar a entender melhor o assunto e a perceber como diferentes pessoas entendem a pornografia. Entretanto, todas as diferentes formas de pornografia têm em comum a exposição pública da nudez e das relações sexuais humanas, com vistas ao despertamento sexual indiscriminado. Por este motivo, os cristãos não devem se deixar iludir por estas distinções, como se alguma forma de pornografia fosse menos errada do que outras.


    A Situação Legal da Pornografia em Alguns Países
    A pornografia é uma das formas mais polémicas de expressão. As sociedades vêm debatendo há muito se material pornográfico deveria ser censurado e como fazer a distinção entre nudez artística e pornografia. No ocidente, onde a liberdade de expressão é uma marca distintiva das democracias, o assunto tem se tornado ainda mais agudo. Além disto, discute-se a realidade das consequências sociais e psicológicas da pornografia.
    A situação legal da pornografia depende do país. A pornografia infantil é considerada ilegal na totalidade dos países. A legislação brasileira define pornografia infantil como sendo "cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente". A pena de reclusão é de um a quatro anos para a produção e publicação da pornografia infantil.
    Entretanto, a maioria dos países permite a comercialização e a distribuição de alguma forma de pornografia. No Brasil, bem como na maioria dos países, a pornografia softcore é geralmente permitida nas bancas de revista, videotecas, televisão e cinemas. A hardcore é permitida da mesma forma, mas com algumas restrições, como por exemplo, uma capa de plástico com tarjeta preta para as revistas hardcore. A maioria dos países tenta restringir o acesso de menores à pornografia hardcore. permitindo a sua comercialização somente em seções "adultas" de videotecas, livrarias e em TV a cabo. Entretanto, estes esforços têm se mostrado ineficazes para restringir o acesso da população em geral às formas de pornografia consideradas mais danos eis, por causa da grande disponibilidade deste material na Internet e. obviamente, pela inclinação do coração humano a toda sorte de obscenidade.
    A maioria dos países ocidentais tem restrições à pornografia que envolva violência e bestialismo (sexo com animais). A Holanda e a Suécia, entretanto, permitem a venda deste material abertamente nos sex-shops e após os 15 anos de idade, os jovens podem assistir filmes pornográficos de qualquer tipo. Na Grã-Bretanha, a pornografia hardcore continua sendo ilegal, embora tolerada. No Japão, até recentemente, a exibição dos órgãos genitais era proibido, e a softcore permitida.
    Pode parecer, pelas diferentes atitudes dos países, que os aspectos morais relacionados com o consumo da pornografia seja uma questão cultural. Entretanto, não são apenas questões culturais que levam esses países a restringir ou permitir a pornografia. Questões financeiras e económicas influenciam os governos. A pornografia é uma grande indústria que gera milhões de dólares anuais em impostos. A venda de material pornográfico em sex-shops - que inclui vídeos e acessórios encomendados pela Internet - representa uma boa porcentagem do dinheiro movimentado pelo e-commerce (comércio pela Internet). E estes números estão aumentando com a crescente enxurrada de obscenidade no mundo.
    Continua.

DESSA VEZ DEIXO DE SER CALVINISTA...



KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Cabeça Federal



  
A.W.Pink
Para compreensão correta de uma grande parte da palavra de Deus é de vital importância observar a conexão que Adão teve para a sua posteridade. Adão não somente foi o pai da humanidade ele foi também seu representante e cabeça federal. A raça humana em sua totalidade foi posta a prova no Éden. Adão atuou não somente representando a si mesmo mas também toda a humanidade que sairia dele. A menos que esse fato básico se entenda definitivamente, o que deveria ser relativamente fácil para nós, estaria encoberto de um mistério impenetrável. A posição de Adão é a chave para entendermos o pacto de Deus com o homem.
"cabeça federal" é um termo que tem desaparecido quase que completamente da literatura religiosa atual. É verdade que a expressão em si mesma não se da verbalmente nas escrituras; assim como as palavras trindade, ou encarnação divina, é uma necessidade do linguajar teológico e na exposição doutrinária. o principio que se deseja passar com o termo: "cabeça fedral" é o da representação. Só houveram dois cabeças federais os quais Deus entrou em aliança Adão e Cristo. Cada um representou legalmente diante de Deus muitas pessoas. Adão representou a raça humana em conjunto; Cristo representou todos os que lhe haviam sido dados pelo pai desde os tempos eternos.
    
Quando Adão foi estabelecido no Éden como um ser responsável diante de Deus, ele estava ali como cabeça federal, como representante legal de sua posteridade. Portanto, quando Adão pecou todos os seres humanos foram considerados pecadores. Quando ele morreu todos os seres humanos passaram a morrer. Assim também foi com Cristo, quando ele veio a esta terra ele também sustentaria uma posição federal para com sua própria gente; e quando ele se fez obediente até a morte de cruz, todos aqueles a quem Jesus representava foram considerados justos; quando ele se levantou dos mortos, todos passaram a ter vida; e quando ele ascendeu às alturas todos ascenderam com Ele.

1 coríntios 15:22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.


 
Continua.

CARNAVAL! OH CARNAVAL!




CARNAVAL! CARNAVAL!
 
Carnaval! Empolgante Carnaval! Festa vibrante! Festa colossal!

Festa de todos: de plebeus e nobres, que iguala, nas paixões, ricos e pobres.

Festa de esquecimento do passado, de térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração de quem não frui de Deus comunhão,

Festa da carne em gozo desbragado, festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas que se afastaram das lições divinas.

Ressurreição das velhas bacanais, das torpes lupercais, das saturnais

Reino de Momo, de comédias cheio, de excessos em canções e revolteio,

De esgares, de licença e hilaridade, de instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor de Vênus impudica em seu fulgor.

Festa malsã, de Cristo a negação, do "Dia do Senhor" profanação.

Carnaval Estonteante Carnaval! Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória, deixa do prazer lembrança inglória.

Festa querida, do caminho largo, de início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso, que morde como ofídio venenoso.

Que tira do homem sério o nobre porte, e gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval! Vitando Carnaval!

Festa sem Deus! Repúdio da moral! Festa de intemperança e gasto insano!

Trégua assombrosa do pudor humano, que solta a humana besta no seu pasto:

0 sensualismo aberto mais nefasto! Festas que volve às danças do selvagem

E do africano, em fúria, lembra a imagem, que confunde licença e liberdade

Nos aconchegos da promiscuidade sem lei, sem norma, sem qualquer medida.

Onde a incauta inocência é seduzida, onde a mulher, às vezes, perde o siso

E o cavalheiro austero, o são juízo;

Onde formosas damas, peia ruas, exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante, em requebros de dança extravagante,

Ouvem, no "frevo", as chufas e os ditados picantes, de homens quase alucinados.

De foliões audazes, perigosos, alguns embriagados, furiosos!

Muitos, tirando a máscara, em tais dias, revelam, nessas loucas alegrias,

A vida que levaram mascarados, com a máscara dos homens recatados...

Carnaval! Perigoso Carnaval! Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, atenção! Atenção! 0 Carnaval é festa de pagão!

Repele-o! Que te traz só dor e morte! Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte.


 

Rev. Jerônimo Gueiros

Os Pais da Igreja


TERMO PAI
O termo “Pai” era atribuído pelos fiéis aos mestres e bispos da Igreja Primitiva. Historicamente falando, surgiu devido à reverência e amor que muitos cristãos tinham pelos seus líderes religiosos dos primeiros séculos. Eram assim chamados carinhosamente devido ao amor e zelo que tinham pela igreja. Mais tarde, o termo é atribuído particularmente aos bispos do concílio de Nicéia, e posteriormente Gregório VII reivindicou com exclusividade o termo “papa”, ou seja, "pai dos pais”.

Com a morte do último apóstolo, João em Éfeso, termina a era apostólica, porém Deus já havia capacitado homens para cuidar de sua Igreja, e começou uma nova era para o cristianismo. Assim, a obra que os apóstolos receberam do Senhor Jesus e a desenvolveram tão arduamente acha-se agora nas mãos de novos líderes que tinham a incumbência de desenvolver a vida litúrgica da Igreja como fizeram os apóstolos.

O período que comumente é chamado de pos-apostólico é de intenso desenvolvimento do pensamento cristão. Seu trabalho e influência garantiram a unidade da Igreja. Para um assunto tão importante, a Igreja convocou grandes assembléias conciliares, os chamados Concílios Ecumênicos, dos quais participavam todos os bispos, que no final promulgavam suas declarações de fé.

Para uma melhor compreensão, podemos dividir os Pais da Igreja em três grandes grupos, a saber: Pais Apostólicos, Apologistas e Polemistas. Todavia, essa divisão não é absoluta, pois podemos enquadrar alguns deles em mais de um desses grupos devido à vasta literatura que produziram para a edificação e defesa do cristianismo, como é o caso de Tertuliano, considerado o pai da teologia latina. Sendo assim, temos:

PAIS APOSTÓLICOS
Foram os mais antigos escritores cristãos fora do Novo Testamento, pertencendo à chamada “era subapostólica”. Eles tiveram relação mais ou menos direta com os apóstolos e escreveram para a edificação da Igreja, geralmente entre o primeiro e segundo século. Os mais importantes foram:

CLEMENTE DE ROMA (30-100 d.C.)
Clemente era um cristão que gozava de grande autoridade entre seus contemporâneos. Orígenes e Eusébio de Cesáreia identificam-no como o colaborador de Paulo mencionado em Filipenses: “E peço também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida” (Filipenses 4.3). Irineu de Lião escreveu que Clemente teria sido o terceiro sucessor do apóstolo Pedro no pastorado da Igreja em Roma. Segundo Tertuliano, ele foi consagrado pelas mãos do apóstolo Pedro. Escreveu uma Epístola chamada de 1º Clemente, escrita de Roma por volta de 95 d.C., para a igreja em Corinto. A obra Atos dos Mártires, do século IV ou V d.C., afirma que Clemente foi exilado para a península de Queronese, na área do mar Negro, foi atirado ao mar com uma âncora amarrada ao seu pescoço.

INÁCIO DE ANTIOQUIA DA SÍRIA (35-108 d.C.)
Conforme se encontra na História Eclesiástica, de Eusébio, Inácio teria sido o segundo bispo de Antioquia: “Mas, depois que Evódio fora estabelecido o primeiro sobre os antioquenos, Inácio o segundo, reinava no tempo do qual falamos”.

Foi martirizado em Roma, durante o reinado de Trajano (97-117 d.C.). Inácio quando seguiu para Roma estava disposta a ser martirizado, pois durante a viagem escreveu cartas às igrejas menifestando o desejo de não perder a honra de morrer por seu Senhor. Foi lançado às feras no Anfitetatro romanono ano 108.

Tudo quanto sabemos sobre sua vida é através de suas sete cartas escritas no caminho rumo ao martírio em Roma; Carta aos Efésios, Romanos, Filadélfia, Esmirna, Trálios, Magnésia e Policarpo. Inácio é o primeiro escritor a apresentar claramente o padrão de ministério: um bispo numa igreja com seus presbíteros e diáconos. Opôs-se às heresias gnósticas. Sua preocupação principal era com a unidade da Igreja.

POLICARPO (69-155 d.C.)
Foi discípulo do apóstolo João, provavelmente nasceu em 70 d.C. Eusébio declara que não somente foi instruído pelos apóstolos e conviveu com muitos que haviam visto o Senhor, mas também foi instituído bispo da Ásia pelos apóstolos, na Igreja de Esmirna. Aparentemente Policarpo conhecia alguns personagens ilustres de sua época, como Inácio, Irineu, Aniceto de Roma e Marcião, o qual resistiu a sua doutrina e chamou-lhe de “primogênito de Satanás”. De acordo com Irineu, Policarpo escreveu diversas cartas à comunidade e a bispos em particular, das quais preservou somente a carta aos Filipenses.

Em um dos seus escritos que trazem o seu nome é nos dada à narrativa de sua morte. Devido a sua idade, quiseram fazê-lo negar o nome de Jesus e assim escapar com vida, ao que ele respondeu: “Eu tenho servido a Cristo por 86 anos e Ele nuca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou?”. Quando o colocaram na fogueira, o fogo não o queimou, e então seus inimigos o apunhalaram até a morte e depois o queimaram.

PAPIAS (70-140 d.C.)
Bispo de Hierápolis, de quem somente sabemos alguma coisa através de escritos de Eusébio e Irineu. Ele era um homem curioso, que tinha o habito de inquirir sobre as origens do cristianismo. Foi Papias quem iniciou a tradição que diz que Marcos era interprete de Pedro: “Marcos, que foi interprete de Pedro, pôs por escrito, ainda que não com ordem, o quanto recordava que o Senhor havia feito”.

Segundo Irineu de Lião, teria sido discípulo do apóstolo João, conforme Eusébio de Cesáreia, Papias fora discípulo de “outro João, o “presbítero”, e não o apóstolo João.

Escreveu uma coleção de relatos sobre ditos e feitos do Senhor e de seus discípulos, da qual restam somente pequenos fragmentos.

PAIS APOLOGISTAS
Foram aqueles que empregaram todas as suas habilidades literárias em defesa do cristianismo perante a perseguição do Estado. Geralmente este grupo se situa no segundo século, e o mais proeminentes entre eles foram:

TERTULIANO (155-220 d.C.)
Nasceu em Cartago, um dos principais centros culturais do Império Romano. Destinado a família ao estudo das leis, recebeu esmerada educação. Aos vinte anos seguiu para Roma, onde ampliou sua formação. Regressou a Cartago no final do século II e, depois de se converter ao cristianismo, dedicou-se ao estudo das Escrituras, da literatura cristã e profana e dos tratados gnósticos. Iniciou então uma produtiva atividade literária voltada para a consolidação da Igreja no norte da África. Teólogo foi o principal apologista da igreja ocidental e o primeiro teólogo cristão a escrever em latim. Ele contribuía com seus escritos para fixar o léxico e a doutrina do cristianismo ocidental. Formado em direito, ensinou oratória a advogou em Roma, onde se converteu ao cristianismo.

Possivelmente as sua maiores contribuições foram suas discussões sobre a Trindade e a Encarnação do Logos. A sua principal obra escrita em defesa do cristianismo foi Apologética.

JUSTINO MARTIR (100-166 d.C.)
Filho de pais pagãos teria nascido perto da cidade de Siquém, onde passou boa parte de sua juventude numa busca filosófica atrás da verdade. Ele foi um filósofo platônico. Seus estudos profundos do platonismo, pitagorismo, do estoicismo e do aristetolismo convenceram-no de que nem toda a verdade está contida na filosofia e que ele precisava continuar inquirindo a verdade.

Vários livros são atribuídos a Justino, porém somente três são aceitos como genuínos. São os denominados de Primeira Apologia, Segunda Apologia e o Diálogo com Trifo, o judeu. Sua Primeira Apologia é dirigida ao imperador Antonino Pio, que reinou de 138-161 d.C., aos seus filhos Lucius e Marco Aurélio, a todo o senado romano e “a todos os romanos”. A Segunda Apologia é dirigida ao senado romano, embora já tivesse sido alcançada pela Primeira. Os dois foram escritos para contestar a perseguição. O Diálogo com Trifo consta de uma conversa de dois dias entre Justino e um douto judeu contemporâneo dele.

Foi um dos homens mais competentes do seu tempo e um dos principais defensores da Fé Cristã. Seus livros que ainda existem, oferecem informações valiosas sobre a vida da Igreja nos meados do segundo século. Foi martirizado em Roma, no ano de 166

PAIS POLEMISTAS
Diferentemente dos apologistas do segundo século, que procuraram fazer uma explanação e uma justificação racional do cristianismo para as autoridades, os polemistas empenharam-se em responder os desafios dos falsos ensinos heréticos, condenando veementemente esses ensinos e seus mestres.

Os pais desse grupo não mediram esforços para defender a fé cristã das falsas doutrinas surgidas fora e dentro da Igreja. Apesar de a maioria ter vivido no Oriente, os grandes polemistas vieram do Ocidente:

IRINEU (130-202 d.C.)
Oriundo da Ásia Menor, em sua juventude foi discípulo de Policarpo, de acordo com Eusébio de Cesáreia. Irineu escreveu a Florino, um ex-condiscípulo de Policarpo, que apostatara tornando-se valentiniano: “Pois os estudos de nossa juventude cresceram com nossa mente e se uniram a ele com tamanha firmeza, que também posso dizer até o lugar em que o bendito Policarpo costumava se sentar e discursar; e também suas entradas, suas saídas, o caráter de sua vida e a forma de sue corpo, e suas conversas com as pessoas, e seu relacionamento familiar com João, conforme costumava contar, bem como sua familiaridade com os que haviam visto o Senhor. Também a respeito de seus milagres, sua doutrina, tudo isso era contado por Policarpo, de acordo com as Sagradas Escrituras, conforme havia recebido das testemunhas oculares da doutrina da salvação”.

A maior parte de sua obra desenvolveu-se no campo da literatura polêmica contra o ensina gnóstico, que acreditava na existência de um mundo distinto de Deus. Sua primeira obra, Adversus Haereses, título em latim que significa “Contra Heresias”, escrita entre 182 e 188 d.C., salienta-se por sua habilidade, moderação e pureza na apresentação do cristianismo, condenando os ensinos de Marcião.

ORÍGENES (185-254 d.C.)
Orígenes foi o maior dos intérpretes alegóricos e o mais prolífico da antiguidade cristã. A maior parte das informações sobre a vida de Orígenes pode ser localizada no sexto livro da História Eclesiástica, de Eusébio de Cesáreia. Nasceu em Alexandria, no Egito, onde foi aluno de Clemente, o que o faria sucessor deste anos mais tarde. Ficou à frente da escola catequética por 28 anos, levando uma vida extremamente ascética e piedosa. Devido ao seu zelo, interpretou literalmente o texto de Mateus 19.12, que diz: “Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino dos céus. Quem pode receber que o receba”, e mutilou-se a si mesmo.

Seu pai Leônidas morreu martirizado em 202, o que fez com que ele sentisse o mesmo sentimento, a ponto de dizer ao pai que se encontrava preso: “Não vás mudar de idéia por causa de nós”. Em 212 esteve em Roma, Grécia e Palestina. A mãe do imperador Alexandre Severo, Júlia Maméia, chamou-o a Antioquia para ouvir suas lições. Morreu em Cesáreia durante a perseguição do imperador Décio.

A produção literária de Orígenes foi enorme. Segundo estimativa, ele foi o autor de seis mil pergaminhos. Uma vez que seus conhecimentos bíblicos eram enormes e estava consciente de que o texto das Escrituras continha ligeiras variantes, compôs a “Hexapla”, uma obra monumental de erudição bíblica que não foi conservada na íntegra.

CIPRIANO (200-258 d.C.)
Thascius Cecilius Cyprianus era de família nobre e influente de Cartago. Converteu-se ao cristianismo em 246 d.C., sendo posteriormente eleito bispo em sua cidade natal, por volta de 249 d.C. Exerceu um ministério pastoral influente produzindo vários escritos antes de ser perseguido e decapitado nos dias do imperador Valeriano.

As principais obras de Cipriano são: Tratado Sobre a Unidade da Igreja e Dos Caídos, ambas escritas em 251 d.C., enviadas aos confessores romanos da fé. De habitu virginum (249 d.C.), De mortalitate (252 d.C.), De opere et eleemosnynis (252 d.C.) e uma coleção de cartas. Algumas de suas obras são revisões dos escritos de Tertuliano, a quem Cipriano chamava de mestre.

IGREJAS EVANGELICAS TRANSFORMANDO-SE EM SINAGOGAS!

Muitas igrejas evangélicas estão adotando o judaísmo e negando Jesus como messias na Colômbia. Creio que os judaízantes voltaram com força total!
"Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão.
É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância.... portanto, repreende-os severemanete, para que sejam sadios na fé. E não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade". 
TITO 1:10,13,14




Algumas Frases Interessantes de João Calvino

100 belas frases de João Calvino
"seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido."

"Note-se que a fé mune-se de dupla consolação com o poder de Deus. Primeiro, porque sabe que ele tem amplíssimo poder e disposição para fazer-nos bem, visto que o seu braço se estende para reger e governar todas as coisas, que o céu e a terra lhe pertencem, e que também é dele o senhorio. E toda criatura depende de sua boa vontade aplicada a levar avante a salvação dos crentes. Segundo, porque vê que em sua proteção há segurança suficiente, visto que todas as coisas que poderiam frustrá-lo estão sujeitos à sua vontade. E que o Diabo é reprimido por sua vontade, como que por rédeas - ele e todas as suas maquinações. Em resumo, porque tudo quanto poderia contrapor-se à nossa salvação é submisso a seu comando." (João Calvino, As Institutas da Religião Cristã, Ed. Especial, Vl 2, pg. 59)

“Por meio da fé, Cristo nos é comunicado, através de quem chegamos a Deus, e através de quem usufruímos os benefícios da adoção.”

“A fé não consiste na ignorância, senão no conhecimento; e este conhecimento há de se não somente de Deus, senão também de sua divina vontade.”

“Nada é mais solicitamente intentado por satanás do que impregnar nossas mentes, ou com dúvidas, ou com menosprezo pelo evangelho.”

“Felizes, porém, são aqueles, que abraçam o evangelho e firmemente permanecem nele! Porque ele – o evangelho, fora de qualquer dúvida, é a verdade e vida.” [João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1998, (Ef1.13), p. 35-36].

“Não fechemos, pois, por nossa desumanidade, a porta da misericórdia de Deus, a qual se apresenta a nós tão liberalmente.”

“Os homens jamais encontrarão um antídoto para suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não aprenderem a recorrer à misericórdia gratuita de Deus.” [João Calvino, O livro do Salmo, Vl 1, (Sl 6.4), pp.128,129.]

“Sabemos não haver nenhuma de nossas obras que, à vista de Deus, seja considerada perfeita ou pura e sem qualquer mácula de pecado”.
João Calvino, O livro dos Salmos, Vl 2 (Sl 62.12) pp. 585

“Ninguém possui coisa alguma, em seus próprios recursos, que o faça superior; portanto, quem quer que se ponha num nível mais elevado não passa de imbecil e impertinente. A genuína base da humildade cristã consiste, de um lado, em não se presumido, porque sabemos que nada possuímos de bom em nós mesmos; e, de outro, se Deus implantou algum bem em nós, que o mesmo seja, por esta razão, totalmente debitado à conta da divina Graça”.
João Calvino, Exposição de 1 Corintios (1 Co 4.7), pp. 134,135

“Seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido”
João Calvino, Efésios (Ef 3.20-21) pp. 106

“Deus só é corretamente servido quando sua lei for obedecida. Não se deixa a cada um a liberdade de codificar um sistema de religião ao sabor de sua própria inclinação, senão que o padrão de piedade deve ser tomado da Palavra de Deus”. (João Calvino, O livro de Salmos, São Paulo, Parakletos, 199, Vol 1, p.53)

“Nossa fé não tem que estar fundamentada no que nós tenhamos pensado por nós mesmos, senão no que nos foi prometido por Deus”. (J. Calvino, Sermoes sobre la Obra Salvadora de Cristo, Jenison, Michigan, p. 156)

“Todo crente deve ter desejo fervoroso de contar com Deus em cada momento de sua vida”. (João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo, novo Século, p. 31)

“Mas, visto que todo homem é indigno de se dirigir a Deus e de se apresentar diante de sua face, a fim de nos livrar da vergonha que sentimos ou que deveríamos sentir, o Pai celeste nos deu seu Filho, o nosso Senhor Jesus Cristo, para ser o nosso Mediador e advogado para com ele, para que, por meio dele, pudéssemos aproximar-nos livremente dele. Como isso nos certificamos de que, tendo tal Intercessor, o qual não pode ser recusado pelo Pai, também nada nos será negado de tudo o que pedirmos em seu nome. Seguros também de que o trono de Deus não é somente trono de majestade, mas também de sua graça, podendo nós comparecer perante ele com toda a confiança e ousadia, em nome de Mediador e Intercessor, para rogar misericórdia e encontrar graça e ajuda, em toda necessidade que tivermos.” (João Calvino, As Institutas, Vl 03, Ed. Cep, Edição especial, p. 101)

“Não busquemos a causa em parte alguma, senão na vontade divina” (J. Calvino, Exposição de Romanos, p. 337)

“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” [João Calvino, As institutas, Cap XII, pg 6, Vl 4, edição especial, Editora Cep.]

“Os crentes não oram com a intenção de informar a Deus a respeito das coisas que ele desconhece, ou para incitá-lo a cumprir o seu dever, ou para apressá-lo, com se ele fosse relutante. Pelo contrário, eles oram para que assim possam despertar-se e buscá-lo, e assim exercitem sua fé na meditação das suas promessas, e aliviem sua ansiedades, deixando-as nas mão dele; numa palavra, oram com o fim de declarar que sua esperança e expectativa das coisas boas, para eles mesmos e para os outros, está só nele” [John Calvin, Commentary on a Harmony of the Evangelists, Mattew, Mark, and Luke, Grand Rapids, Michigan, Baker Booh House, 1981 (reimpresso), p. 314]

“Nós estamos conscientes de nossa própria debilidades, e desejamos desfrutar a proteção de Deus, Aquele que pode manter-nos invencíveis diante de todos os assaltos de Satanás” [John Calvin, Harmony of the Evangelists, p. 327-328]

“Não oraremos de uma maneira correta a menos que a preocupação por nossa própria salvação e zelo pela glória de Deus sejam inseparavelmente entrelaçados em nossos exercícios.” [João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 3, p.259]

“Quando ele [Deus] nos adotou como seus filhos, seu desígnio era acalentar-nos, por assim dizer, em se próprio seio” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Ed. Parakletos, 2002,Vol 3, p.586]

“Seja qual for a maneira em que Deus se agrada em socorrer-nos, ele não exige nada mais de nós senão que sejamos agradecidos pelo socorro e o guardemos na memória.” [João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 2, p.216]

“Ainda que o pecado não reine, ele continua a habitar em nós e a morte é ainda poderosa.”[João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1999, Vol 1, p.169]]

Somente aqueles que têm acesso a Deus, e que vivem uma vida santa, é que são seus genuínos servos. [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Parakletos, 199, Vol. 1, p. 289]

Muitas vezes o Senhor põe abaixo as deliberações dos seus santos... para que eles fiquem na inteira dependência da sua providência” . [João Calvino, exposição de Romanos, (Rm 1.13)]

A igreja será sempre libertada das calamidades que lhe sobrevém, porque Deus, que é poderoso para salvá-la, jamais suprime dela sua graça e sua bênção. [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Vol. 1, p. 88]

“Aquele que confia ma providência divina deve fugir para Deus com orações e forte clamor.” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Vol. 1, p. 211]

“Para que tenhamos aqui bom equilíbrio, devemos examinar a Palavra de Deus, na qual temos excelente regra para o entendimento firme e correto. Porquanto, a Escritura é a escola do Espírito Santo, na qual assim como nada que seja útil e salutar conhecer é omitido, assim também não há nada que nela seja ensinado que não seja válido e proveito saber”. [João Calvino, As institutas, Cap VII, pg 39, Vl 1, edição especial, Editora Cep.]


“Exatamente como se dá com pessoas idosas, ou enfermas dos olhos, e tantos quantos sofram de visão embaraçada, se puseres diante delas mesmo um vistoso volume, ainda que reconheçam ser algo escrito, contudo mal poderão ajuntar duas palavras; ajudadas, porém, pela interposição de lentes,. Começarão a ler de forma distinta. Assim a Escritura, coletando-nos na mente conhecimento de Deus que de outra sorte seria confuso, dissipada a escuridão, nos mostra em diáfana clareza o Deus verdadeiro.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 71, Ed Cep,]

“Sempre que a exigüidade do número dos que crêem nos conturbe, em contraste nos venha à mente que ninguém pode compreender os mistérios de Deus senão aqueles a quem foi dado entendê-los.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 81, Ed Cep,]

“Ele [Deus] nos convida a solicitá-los dele, e não nos dirigirmos a ele e nada lhe pedirmos, seria tão nulo como se alguém desprezasse e deixasse enterrado e oculto sob o solo um tesouro que lhe tinha sido mostrado.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol IV, pg 92, Ed Cep,]

“O Fundamento de nossa vocação é a eleição divina gratuita pela qual fomos ordenados para a vida antes que fôssemos nascidos. Desse fato depende nossa vocação, nossa fé, a concretização de nossa salvação.” [João Calvino, Gálatas, (Gl 4.9), p. 128].

“A santidade inocência, e assim toda e qualquer virtude que porventura exista no homem, são frutos da eleição” [João Calvino, Efésios, (Ef 1.4), p. 25]

“A causa eficaz de fé não é a perspicácia de nossa mente, mas a vocação de Deus. E ele[Pedro (em 2Pe1.3)] não se refere somente à vocação externa, que é em si mesma ineficaz; mas à vocação interna, realizada pelo poder secreto do Espírito, quando Deus não somente emite sons em nossa orelhas pela voz do homem, mas, pelo seu próprio Espírito atrai intimamente nosso corações para ele mesmo. [John Calvin, Calvin’s Commentaries, Grand Rapids, Michigan, Baker Book House, 1996 (reimpresso), Vol.22, (2Pe 1.3, p. 369].


“Ao sabermos que Deus promove esta sua união conosco, devemos lembrar que o laço desta união é a santidade.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 178, Ed Cep,]

“Por que, de que valerá livrar-nos da impureza e da corrupção em que estávamos imersos, se o tempo todo ficamos querendo revolver-nos de novo nessa lama?” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 179, Ed Cep,]

“Assim como a alma energiza o corpo, também Cristo comunica vida a seus membros. Eis uma notável afirmação, ou seja, que os crentes vivem fora de si mesmos, isto é, em Cristo”. [João Calvino, Gálatas, São Paulo, Parakletos, 1998, (Gl 2.19, p. 75]

“O genuíno descanso dos fiéis, o qual dura por toda a eternidade, é segundo o descanso de Deus. Como a mais sublime bem-aventurança humana é estar o homem unido com Deus, assim deve ser também o seu propósito último, o qual todos os seu planos e ações devem ser dirigidos” [João Calvino, Exposição de Hebreus, São Paulo, Parakletos, 1997, (Hb 4.3), p. 103 ]


“Porque o evangelho não é uma doutrina de língua, mas de vida.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 181, Ed Cep,]

“Não exijo que a vida do cristão seja um evangelho puro e perfeito, embora o devamos desejar e esforçar-nos por esse ideal. Não exijo, pois, uma perfeição cristã de tal maneira estrita e rigorosa que me leve a não reconhecer como cristão a quem não tenham alcançado. Porque, se fosse assim, todos os homens do mundo seriam excluídos da igreja, visto que não se encontra nem um só que não esteja bem longe dela, por mais que tenha progredido. E a maioria ainda não avançou nada ou quase nada. Todavia, nem por isso os devemos rejeitar. Que fazer então? Certamente devemos ter diante dos nossos olhos como nossa meta a perfeição que Deus ordena, para a qual todas as nossas ações devem ser canalizadas e à qual devemos visar. Repito: temos que nos esforçar para chegar à meta. Sim, pois não é lícito que compartilhemos com Deus apenas aceitando uma parte do que nos é ordenado em sua Palavra e deixando o restante a cargo da nossa fantasia. Porque Deus sempre nos recomenda, em primeiro lugar, integridade.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 182, Ed Cep,]

“A vontade de Deus é a regra pela qual devemos regulamentar todos os nossos deveres.” [João Calvino, As Pastorais, São Paulo, Paraklestos, 1998, (1Tm2.3), p.59]

“Embora o mundo inteiro se ponha contra o povo de Deus, ele não carece, enquanto nutrir o senso de sua integridade, ter receio de desafiar os reis e seus conselheiros, bem como o promiscuo populacho da sociedade.” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Edições Parakletos, 199, Vol 2. (Sl 58.1), p. 517]

“Como na presente vida não atingiremos pleno e completo vigor, é mister que façamos até à morte”. [João Calvino, Efésios, (Ef 4.15), p. 130]

“Se porventura desejamos lograr algum progresso na escola do Senhor, devemos antes renunciar nosso próprio entendimento e nossa própria vontade.” [J. Calvino, Exposição de 1 Coríntios, São Paulo, Parakletos, 1996. (1 Co 3.3), p. 100]

“Enquanto estamos nesta prisão terrena, nenhum de nós tem a presteza necessária, e, na verdade a maior parte de nós é tão fraca e débil que vacila e coxeia pouco podendo avançar, prossigamos avante, cada um segundo a sua pequena capacidade, e não deixemos de seguir o caminho no qual começamos. Ninguém caminhará tão pobremente que não avance ao menos um pouco por dia, ganhando terreno.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 183, Ed Cep,]

“A maior miséria que um homem pode ter é ignorar a providência de Deus; e, por outro lado, que é uma singular bem-aventurança conhecê-la” [João Calvino, As Institutas, (1541). II.8]

“As coisas neste mundo não são governadas de uma maneira uniforme (...) Deus reserva uma grande parte dos juízos que se propõe executar para o dia final, para que nós estejamos sempre em suspenso, esperando a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” [Juam Calvino, El Uso Adecuanndo de la Afliccion: In Sermones Sobre Job, Jenison, Michigam. T.E.L.L.,1988, (sermon nº19), p. 226]

“Os antigos já diziam com razão que há um mundo de vícios ocultos na alma do homem. E não encontraremos remédio para isso, a não ser que, renunciando ou negando a nós mesmos e deixando de buscar o que nos agrada, impulsionemos e dediquemos o nosso entendimento a buscar as coisas que Deus exige de nós, e a buscá-las unicamente porque lhe são agradáveis.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 186, Ed Cep,]

“No tocante ao reino de Deus e a tudo quanto se acha relacionado à vida espiritual, a luz da razão humana difere pouquíssimo das trevas; pois, antes de ser-lhe mostrado o caminho, ela e extinta; e sua perspicácia não é mais digna que a cegueira, pois quando vai em busca do resultado, ele não existe. Pois os princípios verdadeiros são como as centelhas; essas, porém, são apagadas pela depravação da natureza antes que sejam postas em seu verdadeiro uso” [João Calvino, Efésios, (Ef 4.17), p. 134-135]

“Para nós só a glória de Deus é legítima. Fora de Deus só há mera vaidade.” [João Calvino, Gálatas, São Paulo, Parakletos, 1998, (Gl 5.26), p.173]

“Deus, o Artífice do universo, se nos patenteia na Escritura; e o que dele se deva pensar, nela se expõe, para que não busquemos por veredas ambíguas alguma deidade incerta.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 72, Ed Cep,]

“Uma vez que a corrida será fora da pista, jamais conseguirá ela atingir a meta. Pois assim se deve pensar: o resplendor da face divina, o qual o Apóstolo proclama ser inacessível [1Tm6.16], nos é inextricável labirinto, a não ser que pelo Senhor sejamos dirigidos por intermédio dele pelo fio da Palavra, visto ser preferível claudicar ao longo desta vereda a correr a toda brida fora dela.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 74, Ed Cep,]

“Os erros jamais podem ser arrancados do coração humano, enquanto não for nele implantado o verdadeiro conhecimento de Deus.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 74, Ed Cep,]


“Cristo é fim da lei e a suma do Evangelho” [João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1998, (Ef2.20), p. 78]

“Somente os crentes genuínos conhecem a diferença entre este estado transitório e a bem-aventurada eternidade, para a qual foram criados; eles sabem qual deve ser a meta de sua vida. Ninguém, pois, pode regular sua vida com uma mente equilibrada, senão aquele que, conhecendo o fim dela, isto é, a morte propriamente dita, é levado a considerar o grande propósito da existência humana neste mundo, para que aspire o prêmio da vocação celestial.” [João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo, Parakletos, 2002, Vol. 3, (Sl 90.12), p. 440].

“A Igreja será sempre libertada das calamidades que lhe sobrevém, porque Deus, que é poderoso para salvá-la, jamais suprime dela sua graça e sua bênção.” [ João Calvino, O livro dos Salmos, (Sl 3.8), Vol 1, p.88]

“Quem quer que recuse admitir que o mundo está sujeito à providência de Deus, ou não crê que sua mão se estende das alturas para governá-lo, tudo faz para pôr fim à existência de Deus.” [João Calvino, O livro dos Salmos, Vol 1, (Sl 10.4), p. 211]

“Muitas vezes o Senhor põe abaixo as deliberações dos santos... para que eles fiquem na inteira dependência da sua providência.” [João Calvino, O Livro dos Salmos, Vol 1, (Sl 8.2), p. 16]

“Os sofrimentos desta vida longe estão de obstruir nossa salvação; antes, ao contrário, são seus assistentes. (...) Embora os leitos e os réprobos se vejam expostos, sem distinção, aos mesmos males, todavia existe uma enorme diferença entre eles, pois Deus instrui os crentes pela instrumentalidade das aflições e consolida sua salvação (...) As aflições, portanto, não devem ser um motivo para nos sentirmos entristecidos, amargurados ou sobrecarregados, a menos que também reprovemos a eleição do Senhor, pela qual fomos predestinados para vida, e vivamos relutantes em levar em nosso ser a imagem do Filho de Deus, por meio da qual somos preparados para glória celestial.” [João Calvino, Exposição de Romanos, São Paulo, Parakletos, 1997, (Rm 8.28,29), p. 293,295].

"Não há nada que Satanás mais tente fazer do que levantar névoas para obscurecer Cristo; pois ele sabe que dessa forma o caminho está aberto para todo tipo de falsidade. Assim, o único meio de manter e também restaurar a doutrina pura e colocar Cristo diante de nossos olhos, exatamente como ele é, com todas as Suas bênçãos, para que Seu poder possa ser verdadeiramente percebido" [João Calvino, As Institutas da Religião Cristã]

“Para que tenhamos aqui bom equilíbrio, devemos examinar a Palavra de Deus, na qual temos excelente regra para o entendimento firme e correto. Porquanto, a Escritura é a escola do Espírito Santo, na qual assim como nada que seja útil e salutar conhecer é omitido, assim também não há nada que nela seja ensinado que não seja válido e proveito saber.” [João Calvino, As institutas, Cap VII, pg 39, Vl 1, edição especial, Editora Cep]

Nós somos do Senhor; vivamos e morramos por ele e para ele. Somos do Senhor; que a sua vontade e a sua sabedoria presidam a todas as nossas ações. Somos do Senhor; relacionemos todos os aspectos da nossa vida com ele como o nosso fim único. Ah, quão proveitoso será para o homem que, reconhecendo que não é dono de si, negue à sua razão o senhorio e o governo de si mesmo e o confie a Deus! Porque, assim como a pior praga, capaz de levar os homens à perdição e à reina, é se comprazerem a si mesmo, assim também o único e singular porto de salvação não está em o homem julgar-se sábio, como tampouco em querer nada de sua vontade própria, mas em seguir unicamente ao Senhor [Rm 14.7,8]. João Calvino, Institutas, Vol 4, pg 177, Edç Esp, Edt CEP.

Em toda a arquitetura de seu universo, Deus nos imprimiu uma clara evidência de sua eterna sabedoria, munificência e poder; e embora em sua própria natureza nos ele invisível, em certa medida se nos faz visível em suas obras. O mundo, portanto, é com razão chamado o espelho da divindade, não porque haja nele suficiente clareza para que os homens alcancem perfeito de Deus, só que contemplamos do mundo, mas porque ele se faz conhecer aos incrédulos de tal maneira que tira deles qualquer chance de justificarem sua ignorância. [...] O mundo foi fundado com esse propósito, a saber: para que servisse de palco à glória divina. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 300-301

As mentes humanas são cegas a essa luz, a qual resplandece em todas as coisas criadas, até que sejam iluminadas pelo Espírito de Deus e comecem a compreender, pela fé, que jamais poderão entendê-lo de outra forma. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 229.

A fé não consiste na ignorância, mas no conhecimento; e este conhecimento há de ser não somente de Deus, mas também de sua divina vontade. João Calvino As Institutas. III.2.2, Editora Cultura Cristã.

A fé verdadeira é aquela que ouve a Palavra de Deus e descansa em Sua promessa. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 318.

Nossa fé não tem que estar fundamentada no que tenhamos pensado por nós mesmos, senão no que foi prometido por Deus. Juan Calvino, Sermones a La Obra Salvadora de Cristo (n 13º), p. 156.

Como as trevas são dispersas pelos raios furtivos do sol, assim todas as invenções e erros perversivos se desvanecem diante desse conhecimento de Deus. João Calvino, O livro dos Salmos, Vol. 3, p. 684.

Visto que a igreja é o reino de Cristo, e que Cristo não reina senão por Sua Palavra, ainda vamos continuar duvidando de que são mentirosas as palavras daqueles que imaginam o reino de Cristo sem o Seu cetro, quer dizer, sem a Sua santa Palavra?
João Calvino, As Institutas (1541), IV.15.

É uma ímpia e danosa invenção tentar privar o povo comum das Santas Escrituras, sob o pretexto de serem elas um mistério oculto, como se todos os que o temem de coração, seja qual for se estado e condição em outros aspectos, não fossem expressamente chamados ao conhecimento da aliança de Deus.
O Livro dos Salmos, vol. 1, p. 558

Eis aqui o principio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar. Todos quantos desejam beneficiar-se das Escrituras devem antes aceitar isto como um princípio estabelecido, a saber: que a lei e os profetas não são ensinos passados adiante ao bel-prazer dos homens ou produzidos pelas mentes humanas como uma fonte, senão que forma ditados pelo Espírito Santo. João Calvino - As Pastorais, p . 262

Aquelas [epístolas] que o Senhor quis que fossem indispensáveis à sua Igreja, Ele as consagrou por sua providência para que fossem perenemente lembradas. Saibamos, pois, que o que foi deixado nos é suficiente, e que sua insignificância não é acidental; senão que o cânon das Escrituras, o qual se encontra em, nosso poder, foi mantido sob controle através do grandioso conselho de Deus.
João Calvino, Efésios, p. 86

Cabe a nós submeter o nosso juízo e entendimento à verdade de Deus conforme testemunhada pelo Espírito. João Calvino, As Institutas, I. 9.3.

Sempre que o Senhor se nos acerca com sua Palavra, Ele está tratando conosco da forma mais séria, com o fim de mover todos os nossos sentidos mais profundos. Portanto, não há parte de nossa alma que não receba sua influência. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 108

Moisés registra que foi acabada a terra e acabados os céus, como todo o exército deles (Gn 2.1). Que vale ansiosamente indagar em que dia, à parte das estrelas e dos planetas, hajam também começado a existir os demais exércitos celestes mais recônditos, quais sejam os anjos? Para não alongar-me em demasia, lembremo-nos neste ponto, com em toda a doutrina da religião, de que se deve manter a só norma de modéstia e sobriedade, de sorte que, em se tratando de cousas obscuras, não falemos, ou sintamos, ou sequer almejemos saber, outra cousa que aquilo que nos haja ensinado na Palavra de Deus. Ademais, impõe-se, ainda, que no exame da Escritura nos atenhamos a buscar e meditar continuamente aquelas cousas que dizem respeito à edificação, nem cedamos à curiosidade, ou à investigação de cousas inúteis. E, porque o Senhor nos quis instruir não em questões frívolas, mas na sólida piedade, no temor do Seu nome, na verdadeira confiança, no deveres da santidade, contentemos-nos com este conhecimento. João Calvino, As Institutas, I. 14.4

Devemos precaver-nos para que, cedendo ao desejo de adequar Cristo às nossas próprias invenções, não o mudemos tanto (como fazem os papistas), que ele se torne dessemelhante de si próprio. Não nos é permitido inventar tudo ao sabor de nossos gostos pessoais, senão que pertence exclusivamente a Deus instruir-nos segundo o modelo que te foi mostrado (Ex 25.40). João Calvino, Exposição de hebreus, p. 209.

Visto, então, que Deus por Si só não poderia provar a morte, e que o homem por si só não poderia vencê-la, Ele tomou sobre Si a natureza humana em união com a natureza divina, para que sujeitasse a fraqueza daquela a uma morte expiatória, que pudesse, pelo poder da natureza divina, entrar em luta com a morte e ganhar para nós a vitória sobre ela. João Calvino, Edição abreviada por J. P. Wiles das Institutas, II.12, p. 182.

Aqueles que repudiam as Escrituras, imaginando que podem ter outro caminho que o leve a Deus, devem ser considerado não tanto como dominados pelo erro, mas como tomados por violenta forma de loucura. Recentemente, apareceram certos tipos de mau caráter que atribuindo a si mesmos, com grande presunção, o magistério do Espírito, faziam pouco caso de toda leitura da Bíblia, e riam-se da simplicidade dos que ainda seguem o que esses, de mau caráter, chamam de letra morta e que mata. João Calvino - As Institutas da Religião Cristã - Livro I, Capítulo 9.

A mente piedosa [...] contempla somente o Deus único e verdadeiro, nem lhe atribui o que quer que à imaginação haja acudido, mas se contenta com tê-Lo tal qual Ele próprio Se manifesta...”. João Calvino, As Institutas, I.2.2.

Cristo suplantou a Adão, o pecado deste é absorvido pela justiça de Cristo. A maldição de Adão é destruída pela graça de Cristo, e a vida que Cristo conquistou tragou a morte que procedeu de Adão. João Calvino, Exposição de Romanos, p. 194-195.

Mesmo os santos precisam sentir-se ameaçados por um total colapso das forças humanas, a fim de aprenderem, de suas próprias franquezas, a depender inteira e unicamente de Deus. João Calvino, Exposição de 2 Coríntios, p. 22.


A verdade, porém, só e preservada no mundo através do ministério da Igreja. Daí, que peso de responsabilidade repousa sobre os pastores, a quem se tem confiado o encargo de um tesouro tão inestimável!” João Calvino, As Pastorais, p. 97.

Calvino comentando Gálatas 5.9[Um pouco de fermento leveda toda a massa] escreve: Essa cláusula os adverte de quão danosa é a corrupção da doutrina, para que cuidassem de não negligenciá-la (como é costumeiro) como se fosse algo de pouco ou nenhum risco. Satanás entra em ação com astúcia, e obviamente não destrói o evangelho em sua totalidade, senão que macula sua pureza com opiniões falsas e corruptas. Muitos não levam em conta a gravidade do mal, e por isso fazem uma resistência menos radical.[...] Devemos ser muito cautelosos, não permitindo que algo (estranho) seja adicionado à integra doutrina do Evangelho. João Calvino, Gálatas, p. 158-159.

“A sã doutrina certamente jamais prevalecerá, até que as igrejas sejam melhor providas de pastores qualificados que possam desempenhar com seriedade o ofício de pastor”. João Calvino, Calvin to Cranmer, Letter 18. Em John Calvin Collecttion, The AGES digital Library, 1998.

Deus, acomoda-se ao nosso modo ordinário de falar por causa de nossa ignorância, às vezes também, se me é permitida a expressão, gagueja. João Calvino, Commentary on the Gospel According to John (Calvin’s Commentaries, vol. XVIII), p.229.

Ora, primeiro, com Sua Palavra nos ensina e instrui o Senhor. Então, com os sacramentos no-la confirma; finalmente, com a luz de seu Santo Espírito a mente nos ilumina e abre acesso em nosso coração à Palavra e aos sacramentos, que, de outra sorte, apenas feririam os ouvidos e aos olhos se apresentariam, mas, longe estariam de afetar-nos o íntimo. João Calvino, As Institutas, IV. 14.8.

A Palavra de Deus é uma espécie de sabedoria oculta, a cuja profundidade a frágil mente humana não pode alcançar. Assim, a luz brilha nas trevas, até que o Espírito abra os olhos ao cego. João Calvino, Exposição de 1 Coríntios, p. 89.

Em 28 de abril de 1564, um mês antes de morrer, tendo os ministros de Genebra à sua volta, Calvino despede-se; a certa altura ele afirma: a respeito de minha doutrina, ensinei fielmente e Deus me deu a graça de escrever. Fiz isso do modo mais fiel possível e nunca corrompi uma só passagem das Escrituras, nem conscientemente as distorci. Quando fui tentado a requintes, resisti à tentação e sempre estudei a simplicidade. Nunca escrevi nada com ódio de alguém, mas sempre coloquei fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus. [...] Esquecia-me de um ponto: peço-lhes que não façam mudanças, nem inovem. As pessoas muitas vezes pedem novidade. Não que eu queira por minha própria causa, por ambição, a permanência do que estabeleci, e que o povo o conserve sem desejar algo melhor; mas porque as mundanas são perigosas, e às vezes nocivas... João Calvino, Calvin: Textes Choisis par Charles Gagnebin, p. 42-43.


Invocar a Deus é o principal exercício da fé e da esperança; e é assim que obtemos da parte de Deus todas as bênçãos. João Calvino, Efésios, p. 195

Sempre que nossos males nos oprimem e nos torturam, retrocedamos nossa mente para o Filho de Deus que suportou o mesmo fardo. Enquanto ele marchar diante de nós, não temos motivo algum para desespero. Ao mesmo tempo, somos advertidos a não buscar nossa salvação em tempo de angústia, em nenhum outro senão unicamente em Deus. Que melhor guia poderemos encontrar para oração além do exemplo do próprio Cristo? Ele se dirigiu diretamente ao pai. O apóstolo nos mostra o que devemos fazer, quando diz que ele endereçou suas orações. Àquele que era capaz de livrá-lo da morte. Com isso ele quer dizer Cristo orou corretamente, visto que recorreu ao Deus que é o único Libertador. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 134.

A oração é o antídoto para todas as nossas aflições. John Calvin, Commentary of the Nook of Psalms, vol. VI/4), p. 379.

E devemos confiar que assim como nosso Pai nos nutriu hoje, Ele não falhará amanhâ. João Calvino, Instrução na fé, cap. 24, p. 67.

Em virtude nosso coração incrédulo, o mínimo perigo que ocorre no mundo influi mais em nós do que o poder de Deus. Trememos antes a mais leve tribulação, pois olvidamos ou nutrimos conceitos mui pobres acerca da onipotência divina. João Calvino, O livro de Salmos, vol. 2 , p. 658.

“O conhecimento de Deus não está posto em fria especulação, mas lhe traz consigo o culto", - As Institutas, I.12.1

“Portanto, uma vez que, de seguir-se na duração de Deus, nimiamente fraco e frágil vínculo da piedade seja ou praxe da cidade ou o consenso da Antigüidade, resta que o próprio Deus dê do céu testemunho de Si" - As Institutas, I. 5.13.

“Nós sabemos por experiência que o canto tem grande força e vigor para mover e inflamar os corações dos homens, a fim de invocar e louvar a Deus com um mais veemente e ardente zelo.” João Calvino, Prefácio à edição de 1542 do Saltério Genebrino.

Aqueles que se retraem de ouvir a Palavra proclamada estão premeditadamente rejeitando o poder de Deus e repelindo de si a mão divina que pode libertá-los. João Calvino, As Institutas São Paulo, Casa Presbiteriana, 1985,(Rm 1.16), p. 58.