Halkhá Parte 3

Halakhá - 3ª Parte

3ª Parte – Deve o Movimento Judaico Messiânico Fazer Halakhá Agora ?
Por Joseph Shulam
Traduzido e Adaptado por Yossef ben Yehudah

Para responder a questão acima, eu devo dizer ambos, “Sim!” e “Não!” Pode ser esta a hora certa para considerarmos fazer halakhá judaico-messiânica ? Como um movimento que está ainda em estágio de transição, pode ser este o momento certo de preparar o desenvolvimento da halakhá judaico-messiânica em algum momento no futuro ? Há uma possibilidade para nós apenas aceitarmos a halakhá tradicional em todo assunto que não pertence diretamente à pessoa e caráter de Yeshua o Messias? Como a maioria das pessoas que seguem o judaísmo messiânico e até mesmo o lideram são não-judeu ou de uma questionável descendência, deveríamos esquecer sobre fazer halakhá. Deveríamos apenas optar pelo modelo protestante e sucumbir ao peso da Cultura Ocidental Americana Branca Anglo-Saxonica ? Poderíamos não ter a autoridade ou a unidade que é requerida para se fazer um bom trabalho em formular halakhá qua abençoaria o Corpo do Messias e o povo de Israel neste tempo ?

É fácil responder às questões acima e banir os problemas e as armadilhas ou faltas do Movimento Messiânico especialmente no que diz respeito à judaicidade e halakhá. É muito mais difícil dar intruções concretas e positivas de “como se fazer” halakhá judaico-messiânica enquanto vigiamos contra algumas das armadilhas e problemas.

O plano de salvaçao


O Plano Simples De Deus Para A [tua] Salvação



Meu amigo! Faço-te a mais importante pergunta desta vida. Tua alegria ou tristeza por toda a ETERNIDADE depende dela. Eis a pergunta: Estás SALVO? Quer dizer ... ESTÁS CERTO de que irás para o Céu quando morreres? Não te pergunto se és membro de alguma igreja, mas ESTÁS SALVO? Não te pergunto se és pessoa de bem mas ESTÁS SALVO? Ninguém pode gozar das bênçãos de Deus ou ir para o Céu, sem estar salvo. Jesus disse a Nicodemos, em João 3:7 - "Necessário vos é nascer de novo." Deus nos deu na Sua Palavra um ÚNICO plano de Salvação. Esse plano é simples. Podes ser salvo HOJE.



Em primeiro lugar, meu amigo, tens de reconhecer que És [um miserável] PECADOR.

Romanos 3:10 - "Não há um justo, nem um sequer."

Romanos 3:22, 23 - "Porque não há diferença: TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus."

Não há OPORTUNIDADE de seres salvo, se não reconheceres que ÉS PECADOR.



[Em segundo lugar, meu amigo, tens de reconhecer que]

Porque és pecador, Estás CONDENADO À MORTE (no inferno)!

Romanos 6:23 - "Porque o salário do pecado é a morte."

Tiago 1:15 - "E o pecado, gera a morte."



Isto significa separação de Deus, no Inferno para sempre. Sim, é terrível, meu amigo, mas é verdade.



[Em terceiro lugar, meu amigo, tens de reconhecer, crer, e receber, que]

Deus te amou tanto que deu seu unigênito filho, Jesus Cristo, como teu substituto, para levar teus pecados e morrer em teu lugar.

2 Coríntios 5:21 - "AQUELE que não conheceu pecado (Jesus) O fez pecado por NOS para que nELE fôssemos feitos justiça de Deus."

1 Pedro 2:24 - "Levando Ele mesmo em SEU corpo os NOSSOS pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas Suas feridas FOSTES SARADOS."



Jesus teve que morrer. Ele teve que derramar o Seu sangue. "Porque a alma da carne está no sangue (Levíticos 17:1 1). "Sem derramamento de sangue não ha remissão" (Hebreus 9:22).



Não podemos, agora, compreender como os nossos pecados foram colocados sobre Cristo, mas Deus, em SUA PALAVRA, diz que foi assim. Assim os TEUS PECADOS, meu amigo, foram carregados POR JESUS, e ELE MORREU EM TEU LUGAR. Isto é verdade. Deus não pode mentir!



[Em terceiro lugar, meu amigo] TENS QUE CRER, CONFIAR, RECEBER CRISTO COMO TEU SALVADOR (único e suficiente) E SENHOR (único e suficiente) !!!



0 carcereiro de Filipos perguntou a Paulo e Silas: "Que é necessário que EU FAÇA para me SALVAR?"

Atos 16:31 - "E eles disseram: CRÊ no Senhor Jesus Cristo, e SERÁS SALVO, tu e a tua casa."



Basta crer nEle como Aquele que carregou teu pecado, e morreu no teu lugar, foi sepultado e ressuscitou para tua justificação. Clama, agora, por Ele!

Romanos 10:13 - "Porque TODO AQUELE que invocar o nome do Senhor será salvo."



A primeira oração que um PECADOR deve fazer, é a seguinte: "Ó Deus, tem misericórdia DE MIM, pecador" (Lucas 18:13). Agora és um pecador e sentes tristeza por isso. Então, AONDE ESTIVERES, podes elevar o teu coração a Deus em oração. Não é necessário fazer uma longa oração em voz alta, porque Deus está ANSIOSO para te salvar. Basta dizeres: "Ó Deus, sou um pecador arrependido. Tem misericórdia de mim e salva-me pelo amor de Jesus." Aceita-O, então, de acordo com a Sua Palavra.



Romanos 10:13 - "Porque TODO AQUELE (isto te inclui) que invocar o nome do Senhor SERÁ SALVO (será salvo, e não talvez seja salvo). SERÁ SALVO!



Crê em Deus e na Sua PALAVRA. Quando tiveres feito o que Ele te pediu, aceita a SALVAÇÃO PELA FÉ, conforme a SUA PALAVRA. CRÊ E SERÁS SALVO. Nenhuma igreja, nenhuma sociedade nem as boas obras ninguém - mas Só e unicamente JESUS CRISTO PODE TE SALVAR.









0 plano simples da salvação é: ÉS PECADOR; porque és pecador, DEVERÁS MORRER ou crer em Cristo que foi TEU SUBSTITUTO e morreu em TEU LUGAR, foi sepultado e ressuscitou. Clama por Ele, reconhecendo que és um pecador e pede-LHE que tenha misericórdia de ti e te salve, pelo AMOR DE JESUS. Crê, então, na Sua Palavra e, PELA FÉ,ACEITA A SALVAÇÃO.



Dirás talvez: "Certamente isto não basta para ser salvo."



Sim - nada mais e absolutamente nada mais é necessário, nada mais é útil.



Graças a Deus, muitos têm sido ganhos para Cristo por esse simples plano. Está nas ESCRITURAS. É O PLANO DE DEUS.





Crê nÊLE meu amigo, e SEGUE-0.



Agora é o tempo. HOJE é o dia.

2 Coríntios 6:2 - "Eis aqui AGORA o tempo aceitável, eis aqui AGORA o dia da salvação."

Provérbios 27:1 - "Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia."



Se não achares perfeitamente claro, lê novamente até poderes compreender. Não abandones este folheto, até que possas entendê-lo totalmente. Tua alma tem mais valor do que tudo no mundo.

Marcos 8:36, 37 - "Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?"



Assegura a tua salvação. Coloca a tua salvação acima de todas as coisas. Se perderes a tua alma, não entrarás no céu e perderás tudo. Deus te ajudará afim de que sejas salvo hoje.



Deus te salvará e, também, TE GUARDARÁ.

1 Corintios 10: 13 - "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar."



Não confia nos teus sentimentos. Estes mudam. Firma-te nas promessas de Deus. Estas nunca mudam.









DEPOIS DE SALVO, há três coisas que deves realizar, para o teu crescimento espiritual:

ORA - e falarás com Deus.

LÊ A BíBLIA - e Deus falará contigo.

TESTIFICA - e falarás por Deus.



Em seguida deves ser batizado e afiliado a uma igreja [por exemplo, as igrejas batistas mais bíblicas e fundamentalistas] que creia verdadeiramente na Bíblia.

Mateus 10:32 - "Portanto qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus."







Copyright: Robert Ford Porter, 1991

Um Inferno Fácil



Thomas Watson
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

“Aprendi a viver  contente em toda e qualquer situação. Sei estar
abatido, e sei também ter abundância. Em todas e quaisquer
circunstâncias, aprendi o segredo de estar contente – seja na fartura ou na
fome, quer na abundância ou em necessidade.” (Filipenses 4:11-12,
versão do autor)

Não importa qual aflição ou tribulação um filho de Deus possa
enfrentar – esse é todo o inferno que ele terá!  Qualquer que seja o eclipse sobre o
seu nome ou bens – é apenas uma pequena nuvem que em breve se dissipará – e
então o seu inferno será passado!
A morte começa o inferno do ímpio.
A morte termina o inferno do piedoso.
Pense consigo mesmo: “O que é a minha aflição? É somente um
inferno temporário. Na verdade, se todo o meu inferno está aqui na terra – ele é
apenas um inferno fácil. O que é o cálice da aflição, quando comparado com
o da condenação?”
Lázaro não conseguia nem migalhas de pão; estava tão doente que os
cães tinham piedade dele; e como se fossem seus médicos, lambiam suas
feridas. Mas esse foi um inferno fácil – os anjos logo tiraram Lázaro dali!
Se todo o nosso inferno está nesta vida – e no meio desse inferno,
temos o amor de Deus – então não é mais inferno, mas paraíso! Se todo o nosso
inferno está aqui sobre a terra, podemos ver o fim dele; ele toca apenas a
nossa pele, mas não pode tocar a alma. É um inferno de curta duração. Após uma
sombria noite de aflição, surge a brilhante manhã de glória!
Visto que nossas  vidas são curtas, nossas tribulações não podem ser
longas!
Assim como nossas  riquezas tomam asas e voam, assim se dá com os
nossos sofrimentos!
Aprendamos então, a estarmos contentes, em toda e qualquer situação.
Fonte: Extraído do excelente livro The Art of Divine
Contentment, do puritano Thomas Watson.

Sobre o Orgulho J.Edwards




Os cristãos aos quais o apóstolo Paulo remeteu a epísto­la aos Coríntios viviam em uma parte do mundo onde a sabedoria humana ti­nha grande reputação. Como o apóstolo observa no versículo 22 deste capítulo, "os gregos buscam sabedoria". Corinto não ficava longe de Atenas, que por muitos séculos foi a mais famosa cidade da filosofia e aprendizagem no mundo. O apóstolo lhes observa como Deus, pelo evangelho, destruiu e aniquilou a sabedoria de­les. Os gregos cultos e seus notáveis filósofos, mediante toda sua sabedoria, não conheceram a Deus, nem puderam descobrir a ver­dade acerca das coisas divinas. Mas, depois de em vão terem feito o máximo que puderam, por fim aprouve a Deus se revelar pelo evangelho que eles consideravam tolice: "Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus esco­lheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são" (1 Co 1.27,28).
O apóstolo os informa no texto por que Ele fez assim: "Para que nenhuma carne se glorie perante ele" — sobre cujas palavras po­demos fazer duas observações:
1.  O que Deus visa na disposição das coisas na questão da redenção, ou seja, para que o homem não se glorie em si mesmo, mas só em Deus; "para que nenhuma carne se glorie perante ele. Para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Co 1.29,31).
2.Como este propósito é alcançado na obra de redenção, ou seja, pela dependência absoluta e imediata que os homens têm em Deus e nessa obra, visando ao seu benefício.
Em primeiro lugar, consideremos todo o benefício que eles pos­suem em Cristo e através dEle. Ele nos "foi feito por Deus sabe­doria, e justiça, e santificação, e redenção". Todo o benefício da criatura caída e redimida consiste nestas quatro características e não pode ser melhor distribuído do que nelas. Através de nós, Cristo é cada uma delas, e não temos nenhuma delas senão por Ele. Cristo nos foi feito por Deussabedoria. NEle está todo o benefício e a verdadeira excelência do entendimento. A sabedo­ria era algo que os gregos admiravam, mas Cristo é a verdadeira luz do mundo; somente por Ele que a verdadeira sabedoria é concedida à mente. Através de Cristo temos justiça. E permane­cendo nEle que somos justificados, temos nossos pecados per­doados e somos recebidos como justos no favor de Deus. Atra­vés de Cristo temos santificação. Temos nEle a verdadeira exce­lência de coração como também de entendimento. Ele nos é feito justiça inerente como também imputada. E através de Cristo que temos redenção ou a verdadeira libertação de toda miséria e a concessão de toda felicidade e glória. Portanto, temos todo o nosso benefício por Cristo que é Deus.
Em segundo lugar, outra instância na qual aparece nossa depen­dência de Deus para o nosso próprio benefício, é esta, que Deus é quem nos deu Cristo, e que nós podemos ter estes benefícios através dEle, pois Ele nos "foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção".
Em terceiro lugar, é por Deus que estamos em Cristo Jesus e viemos a ter interesse nEle, e assim recebemos essas bênçãos que nos foramconcedidas por Ele. Deus nos dá a fé por meio da qual aceitamos a Cristo.
Este versículo demonstra nossa dependência em relação a cada pessoa da Trindade, para o nosso próprio benefício. Somos de­pendentes de Cristo, o Filho de Deus, visto que Ele é nossa sabe­doria, justiça, santificação e redenção. Nós somos dependentes do Pai que nos deu Cristo e o fez ser estas características por nós. Nós somos dependentes do Espírito Santo, pois por meio dEle estamos em Cristo Jesus. O Espírito de Deus nos dá fé em Cristo, pelo qual o recebemos e o aceitamos.

Doutrina e Divergência A.Kuyper

Doutrina e Divergência

por Abraham Kuyper
A questão das divergências doutrinárias no seio da igreja tem sido discutida à exaustão por teólogos e líderes eclesiásticos.
Trata-se do seguinte: será que duas doutrinas distintas não podem ser mantidas no contexto da mesma igreja? Não deveríamos permitir divergências? Não deveríamos ser tolerantes e acobertar ou ignorar esses pontos de divergência a fim de manter a paz? Será que não poderíamos pelo menos moderar as diferenças, mantendo-as dentro de certos parâmetros?
Como de costume, buscamos pela resposta na Palavra de Deus. É nela que encontraremos os parâmetros dentro dos quais devemos permanecer.
Há três fases a considerar: nossa própria atitude em relação a tais divergências, os próprios pontos de divergência e, finalmente, as pessoas de quem nós divergimos.
Em relação à nossa atitude, não devemos de forma alguma deixar que interesses pessoais (ou que qualquer sentimento de animosidade em relação àqueles que discordam de nós) interfiram no nosso zelo na defesa da verdade. É nosso dever odiar qualquer inverdade e qualquer mal por amor a Deus, e é nosso dever tentar trazer de volta ao caminho correto aqueles que se desviaram.
Quando Moisés despedaçou as tábuas da lei no monte e reduziu a pó o bezerro de ouro, ele não estava a dar vazão à sua raiva pessoal e amarga, mas sim expressando seu zeolo por Deus. Isso é evidente no fato de ter ele implorado para ter seu nome removido do livro de Deus para evitar que Deus desonrasse Seu Santo Nome destruindo os israelitas. Paulo exige a mesma atitude de cada servo de Cristo ao escrever a Timóteo: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade…” (2Tim. II, 24-25). Além disso, “que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.” (2Tim. IV, 2). Tais palavras não ensinam indolência ou indiferença ou silêncio para com a crença dos outros, mas de fato insistem que, em todo protesto contra falsas doutrinas, a motivação não deve ser o sentimento pessoal, mas sim, a glória de Deus e a edificação de nossos irmãos, incluindo aqueles de quem discordamos.
Os próprios pontos de divergência também devem ser levados em conta, independentemente de serem ou não doutrina fundamental. Onde houver divergência de interpretação de uma certa passagem da Escritura mas nenhuma doutrina fundamental for envolvida, deve haver tolerência. Uma pessoa tem direito à sua opinião sem negar esse direito a outra: o leitor cristão é livre para aceitar aquela interpretação que ele, guiado pelo Espírito Santo que habita em si, julgar ser mais correta (ou menos problemática). Isso é parte da liberdade que têm os filhos de Deus. Ora, nós só conhecemos em parte, e nós só profetizamos em parte, porque enxergamos tudo embaçado. E é através da própria variedade de opiniões que, por vezes, o sentido de uma passagem é esclarecido com o passar do tempo.
Todavia, se a interpretação for tal que contradiga algum artigo da fé, então deve ser refutada, pois a verdade do Evangelho deve ser defendida contra toda falsa doutrina.
Veja, por exemplo, o que Cristo diz: “meu Pai é maior do que eu” (Jo. XIV, 28). Alguns interpretam isso como uma alusão à Sua natureza humana. Outros dizem que Jesus queria ressaltar Seu estado de humilhação. E outros entendem que isso significa que, na condição de nosso Mediador, ao se tornar obediente ao Seu Pai, Cristo se humilhou. Nenhum dos três entra em conflito com as confissões. Contudo, se o texto for interpretado como se dissesse que Cristo revoga divindade, que Ele nega Sua unidade essencial com o Pai, então nos deparamos com uma doutrina que se choca contra a confissão de que Cristo é verdadeiro e eterno Deus. Tal divergência não pode ser tolerada no seio da igreja.
Finalmente, consideremos as pessoas que são desviadas por falsas opiniões e doutrinas. Tais pessoas podem ser classificadas de duas formas: aqueles neófitos ou fracos na fé e aqueles que são fortes e que defendem forte e abertamente as suas ideias e pelejam para ganhar adeptos. A primeira categoria deve ser tratada gentilmente, e instruída em uma porção maior da verdade, no intuito de que cresçam na fé. Devemos ser pacientes com os que são fracos.
Entretanto, não podemos ser tolerantes com aqueles que aceitam e que ensinam doutrinas que não estão de acordo com a Palavra de Deus. Temos o dever de defender veementemente a verdade, de modo que, se possível, eles possam ser ganhados de volta, ou pelo menos advertidos de seu erro. O conselho completo de Deus lhes deveria ser exposto de modo simples e claro.
Tolerância e paciência, portanto, devem certamente caracterizar a nossa atitude pessoal em geral e também nos casos de divergência pequena. Paciência também é chave ao lidar com aqueles que são neófitos ou fracos na fé.
Contudo, aqueles que ensinam qualquer coisa contrária à Palavra de Deus não podem permanecer na igreja de Deus.
—–
O autor: O escritor holandês Abraham Kuyper (1837-1920), filósofo, teólogo e estadista, fez parte de um movimento de reforma interna da igreja holandesa e depois tornou-se primeiro-ministro de seu país. É mais conhecido através de suas Preleções Stone a respeito da cosmovisão reformada e de seus livros devocionais. É considerado o pai fundador do movimento neocalvinista por conta do desenvolvimento da teoria das esferas de soberania e um dos principais líderes políticos cristãos conservadores do século XX.
Traduzido por: Lucas G. Freire (ago. 2010).
Fonte: Extraído de The Practice of Godliness (Grand Rapids: Eerdmans, 1948), pp.47-49.