Salmo 69 e a Livre Oferta do Evangelho





Rev. Angus Stewart
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
(Parte 1)
Na primeira sentença do seu artigo, “The Free Offer of the Gospel”, John Murray
identifica sucintamente a questão chave no debate: “Parece que o ponto real na disputa
em conexão com a livre oferta do evangelho é se pode ou não ser apropriamente dito que
Deus deseja a salvação de todos os homens” (Collected Writings, vol. 4, p. 113; itálico de
Murray).
“Todos os homens” inclui os eleitos e os réprobos, aqueles a quem, “para louvor
da sua gloriosa justiça, foi Deus servido não contemplar e ordená-los para a desonra e ira
por causa dos seus pecados (Confissão de Fé Westminster 3.7).
“Salvação” certamente inclui as bênçãos da união com Cristo, a regeneração,
chamado, justificação, adoção, santificado, preservação e glorificação (bênçãos dadas
somente aos eleitos; Romanos 8:29-30).
John Murray argumenta corretamente que se Deus deseja dar ao réprobo o fim (as
bênçãos da salvação), ele deve desejar dar-lhes também os meios para esse fim, a saber,
arrependimento e fé: “É a mesma coisa dizer ‘Deus deseja a salvação deles’ ou ‘Ele deseja
o arrependimento deles’” (p. 114).
Assim, a pergunta é: o Deus verdadeiro deseja salvar o réprobo? Isto é, Deus
deseja unir os réprobos a Cristo e regenerar, chamar, justificar, adotar, santificar,
preservar e glorificá-los? Ele deseja dar aos réprobos arrependimento e fé? O que dizem
as Escrituras?
Mateus 27:34, 48 (e as passagens paralelas nos relatos dos outros evangelhos) prova
que é Jesus Cristo quem está falando no Salmo 69:21: “Na minha sede me deram a beber
vinagre”. Cristo então começa a orar contra os réprobos ou não-eleitos (v. 28). Ele ora:
“Escureçam-se-lhes os seus olhos, para que não vejam” (v. 23; iluminação ou
conhecimento é parte da fé [Ef. 3:17-19]). “Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e
não entrem na tua justiça” (v. 27; justiça é um dom na justificação e santificação). Ele ora
a Deus pela ruína eterna deles: “Derrama sobre eles a tua indignação, e prenda-os o ardor
da tua ira” (v. 24). Tão longe está Jesus de desejar a salvação dos réprobos, que ele ora
para que eles não sejam justificados ou santificados (v. 27), para que sejam condenados
por seus pecados e não glorificados (v. 24), e para que não recebam a fé (v. 23).

2
Lembre-se: essas orações (que se opõem ao erro da livre oferta) são colocadas nos
lábios do Salvador sobre a cruz, quando lhe “deram a beber vinagre” (v. 21).
(Parte 2)
Alguns que sustentam a livre oferta concordam que o Salmo 69 apresenta a
vontade de Cristo que os inimigos do Messias sejam destruídos. Assim, eles crêem que
Deus deseja condenar os réprobos, e deseja salvá-los (mas não o faz). Todavia, Jó diz de
Deus: “O que a sua alma quiser, isso fará” (23:13). Se “o homem de coração dobre é
inconstante em todos os seus caminhos” (Tiago 1:8), o que dizer sobre um deus de
coração dobre, que deseja duas coisas contraditórias? Defensores da livre oferta
respondem que as (supostas) “duas ‘vontades’ em Deus” estão em dois “níveis”. Mas
Deus tem somente uma vontade, e não existem “níveis” nele, pois ele é um e em nenhum
aspecto dois (Dt. 6:4).
Aqueles que crêem que Deus deseja salvar os réprobos argumentam em favor de
sua posição a partir da oração de Cristo em Lucas 23:34: “Pai, perdoa-lhes, porque não
sabem o que fazem”. Mas isso inclui os réprobos? Alguns dos opressores de Cristo
tinham pecado contra o Espírito Santo (Mt. 12:31-32).2 Cristo não poderia ter orado por
eles, de acordo com 1 João 5:16.3 Anteriormente Cristo tinha orado: “Pai… bem sei que
sempre me ouves” (João 11:41-42). Deus, que sempre ouve a Cristo, falha em responder à sua
oração em Lucas 23:34, mesmo em parte? Além do mais, Cristo disse umas poucas horas
antes da cruz: “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste,
porque são teus” (João 17:9). A intercessão de Cristo, como a expiação sobre a qual é
baseada, é sempre particular e eficaz (Rm. 8:34). Sua oração em Lucas 23:34 foi
respondida na salvação do ladrão arrependido e de milhares em Jerusalém (Atos 2:34;
4:4).
O Cristo de Deus ama, deseja salvar e morreu por sua igreja (Ef. 5:25), e quer a
destruição dos réprobos (Sl. 69:22-28). Esse Cristo deve ser pregado e todos devem ser
exortados urgentemente a se arrepender e crer nele.

Dia em Que a Terra Parou

 

Cálculos de cientistas indicam que a Bíblia está certa.

Cientistas do programa espacial dos Estados Unidos, valendo-se de equipamentos avançados de informática, descobriram que são reais relatos bíblicos dando conta que há cerca de 3 mil anos o Oriente Médio ficou iluminado por um dia inteiro, e de outra vez o correr das horas voltou para trás por 40 minutos.


Os fatos, até agora considerados meras lendas do passado, foram comprovados por Robert C. Newman, PhD em astrofísica, e também pela equipe da empresa Curtis Engine Company, de Baltimore, Maryland, ambos citados por Harold Hill, presidente do Programa Espacial americano, em relato divulgado em Washington. Hill também contou a mesma descoberta para a publicação Science Speaks, newsletter da Editora Schoreder, dos EUA.

A Terra, naquele passado bíblico, aparentemente alterou seus movimentos em relação à Lua e ao Sol, e durante mais horas uma parte ficou iluminada e outra tão escura quanto à noite.

PASSADO. Os cálculos da constatação foram feito no Centro Espacial Goddard, em Green Bell, maryland. Estava sendo conferida a posição do Sol, Lua e Planetas do Sistema Solar no Espaço, de maneira a saber-se exatamente onde estavam em diversos momentos do passado desde 100 anos atrás.

Os cientistas da Nasa estavam ordenando o computador calcular para a frente e para trás, através dos séculos, quando houve uma parada brusca do equipamento: o computador parou e ligou um sinal vermelho, que significa que algo está errado. Inicialmente os cientistas pensaram que havia erro com as informações que o alimentaram ou com os resultados de parte dos cálculos . O pessoal da informática foi chamado, e concluiram: Não é a máquina. Está faltando um dia no passado. Os cientistas ficaram abismados. Não havia explicação possível para isso. Foi quando um deles comentou: "Quando eu era criança, na escola, falaram sobre um dia em que o Sol parou. Foi então que novos cálculos foram providenciados.

A descoberta dos cientistas da Nasa estão na Bíblia, no livro de Josué. Segundo o trecho, Josué estava preocupado pois seu povo estava cercado por inimigos e se a escuridão da noite chegasse, eles poderiam ser dizimados. Então, ainda segundo a bíblia, Josué pediu a Deus que fizesse o Sol parar . (Josué, 10: 12-13). Os cientistas fizeram o computador conferir os dias nos período citado pela Bíblia e descobriram que havia realmente a perda de 23 horas e 20 minutos no tempo. O fato bíblico não durou um dia, mas exatos menos 40 minutos que isso. Os cientistas sentiam-se em apuros com a perda de 23 horas e 20 minutos no passado: Não eram 24 horas exatas, em isso era uma nova incógnita a ser esclarecida para estabelecer as órbitas de satélites. Foi então que um especialista em Bíblia informou que em outra passagem bíblica constava a informação de que em outra certa vez o Sol andou para trás. A narrativa desse segundo fato está no segundo livro dos Reis. Isaías. Conforme o relato, ezequiel, em seu leito de morte foi visitado pelo profeta Isaías, que lhe disse que ele ia morrer. Ezequiel não acreditou e pediu um sinal dos céus, como prova. Isaías, então, disse: "Você quer que o Sol avance 10 graus? Não significa nada o Sol avançar 10 graus, mas sim que sua sombra ande 10 graus para trás! Então Isaías falou com o senhor e o senhor fez a sombra do Sol voltar 10 graus. (2 Reis 20: 0-11). Os cientistas do programa espacial dos Estados Unidos surpreenderam-se pela segunda vez. É que 10 graus são exatamente 40 minutos. Então, somando-se as 23 horas e 20 minutos encontrados pelo computador no período de Josué, com os 40 minutos citados na passagem de Ezequiel e Isaías, chega-se exatamente as 24 horas um dia perdido no universo.

Fonte:  Lista Parusia

Efeitos da Queda por João Calvino.

Calvino traça um paralelo entre o estado da mente e o estado da vontade. A faculdade natural da razão permanece intacta depois da queda, mas a perfeição do nosso pensamento foi manchada pelo pecado. O homem está, presentemente, em exílio do reino de Deus e só a graça da regeneração pode restaurá-lo. Embora o poder do pensamento racional do homem não tenha sido completamente destruído e ele não tenha se tornado um mero animal, a luz da sua razão é tão obscurecida pelo pecado que não pode resplandecer para qualquer bom efeito. 


O homem ainda pode obter conhecimento valioso com relação ao que Calvino chama de objetos inferiores. Calvino faz uma distinção entre uma inteligência com relação às coisas terrenas e uma inteligência com relação às coisas celestiais. A primeira inclui o conhecimento da arte, mecânica, economia e assim por diante. Ele até mesmo (assim como Agostinho) recomenda o aprendizado de certas áreas dos pensadores pagãos: "Assim, na leitura de autores profanos, a luz admirável da verdade mostrada neles deveria nos lembrar de que a mente humana, por mais caída e pervertida da sua integridade original, ainda é adornada e caracterizada com os dons admiráveis do seu Criador". 


Calvino considerava a razão como uma propriedade essencial da natureza humana. A queda não destruiu a humanidade natural do homem. O homem ainda tem a capacidade de pensar mas essa capacidade foi severamente danificada pelo pecado. Isso é verdadeiro particularmente com relação às coisas espirituais. Em nosso entendimento das coisas de Deus, Calvino diz que somos "mais cegos do que as toupeiras". Para o nosso conhecimento das coisas celestiais, dependemos da iluminação graciosa de Deus. O entendimento requerido para uma pessoa entrar no reino de Deus procede somente do Espírito de Deus. 


Que poder permaneceu na vontade humana depois da queda? Calvino argumenta que o homem não escolhe racionalmente o que é bom ou aspira a ele. O homem tem um desejo por coisas boas (todos nós queremos ser felizes, por exemplo), mas à parte do Espírito, não aspiramos pelo bem que é pré-requisito para a felicidade eterna. 


A natureza caída e corrupta do homem é descrita no Novo Testamento como "carne". Calvino aponta para as palavras de Jesus a Nicodemos: para alguém entrar no reino, deve primeiro nascer de novo (João 3.3). A regeneração é necessária porque a única coisa que a carne pode gerar é carne. 


Calvino diz: "Admita que nada há na natureza humana além da carne e, então, extraia algo bom dela se você puder. Mas se dirá que a palavra carne só se aplica ao que é sensual e não à parte mais elevada da alma. Isso, no entanto, é completamente refutado pelas palavras de Cristo e também [de] seu apóstolo. A afirmação de nosso Senhor é que o homem deve nascer de novo porque ele é carne. Ele não requer o novo nascimento com relação ao corpo. Mas uma mente não nasce de novo simplesmente tendo uma porção reformada. Ela deve ser totalmente renovada... Mas nada temos do Espírito a não ser por meio da regeneração". 


Aqui Calvino toca o cerne da questão. A regeneração é um requisito para uma pessoa ser liberta da escravidão do pecado. Assim como a mente não pode discernir as coisas espirituais sem a iluminação prévia do Espírito Santo, da mesma forma a carne não se inclina a Deus sem primeiro receber Calvino alega que sua doutrina não é nova, mas simplesmente faz eco à posição de Agostinho. Então ele desvia a sua atenção da enfermidade para o remédio, a libertação do pecado que Deus proporciona ao pecador. Calvino cita a carta de Paulo aos Filipenses, na qual o apóstolo fala de Deus tendo "começado" a boa obra entre nós (Fp 1.6). Calvino interpreta isso como o início da conversão na vontade. A obra do Espírito na vontade é o que inicia a conversão a Cristo. Calvino explica: "Deus, conseqüentemente, começa a boa obra em nós exercendo em nosso coração um desejo, um amor e uma preocupação com a justiça, ou (falando mais corretamente) desviando, treinando e guiando o nosso coração para a justiça... Eu digo que a vontade é abolida, mas não enquanto for [uma] vontade porque, na conversão, permanece tudo o que é essencial à nossa natureza original: também digo que ela é criada novamente, não porque a vontade, então, começa a existir, mas porque é desviada do mal para o bem".


Calvino claramente não pretende ensinar que a vontade é destruída na conversão. Antes, ela é mudada na sua orientação ou disposição. Ele usa a palavra desviar. A direção da vontade é mudada. Considerando que a vontade não-convertida é dirigida somente para o mal, a vontade regenerada é agora dirigida para Deus. 


Quando Deus dirige a vontade de uma pessoa, aquele que anteriormente não tinha vontade de mover-se para Deus e estava indisposto com relação às coisas espirituais, se torna desejoso de chegar-se a Deus. Essa mudança na direção da vontade é realizada pela graça regeneradora de Deus. Isso levanta a questão do caráter irresistível da graça regeneradora. A caricatura da doutrina agostiniana é que Deus força pessoas que se negam a se chegarem a ele. Por sua vez, o semipelagiano diz que o homem tem a capacidade de cooperar com a graça regeneradora ou rejeitá-la. 


Crisóstomo havia argumentado que "aquele que ele atrai, ele atrai de bom grado". Sua noção, em si mesma, não é incorreta, mas Calvino se sente desconfortável com o que Crisóstomo insinua: "que o Senhor apenas estende a sua mão e espera para ver se nós estaremos satisfeitos em aceitar a sua ajuda". "Admitimos que como o homem foi originalmente constituído, ele podia se inclinar para qualquer lado", continua Calvino, "mas visto que ele tem nos ensinado, pelo seu exemplo, o quão miserável é o livre-arbítrio se Deus não opera em nós o querer e o realizar, qual a utilidade para nós da graça ter sido dada nessa medida escassa?... A doutrina do apóstolo não é que a graça da boa vontade é oferecida a nós se nós a aceitarmos..., mas que o próprio Deus se agrada em trabalhar em nós para guiar, dirigir e governar o nosso coração por meio do seu Espírito, e reinar nele como sua própria possessão".

Aqui, Calvino claramente se inclina para o lado do monergismo. A obra da graça regeneradora não é uma mera oferta exterior, mas uma recriação interior por Deus, que realiza o que ele pretende realizar. Uma mera oferta exterior da graça ou assistência à vontade enfraquecida, que Calvino chama de tipo de graça "escassa", é insuficiente para conduzir o pecador à fé e salvação. Uma oferta exterior nada faz para vencer a escravidão da carne ao pecado mas, num sentido, iria apenas ridicularizá-la. A carne é tão impotente que é necessário mais do que uma atração exterior para libertar a criatura da sua escravidão. O coração de pedra deve ser mudado por Deus por um coração de carne. 


Devemos ser cuidadosos em não confundir os dois diferentes usos da palavra carne na Bíblia. O significado dominante de carne no Novo Testamento é o da natureza corrupta e caída do pecador, que não lhe é útil para nada com relação à justiça ou à vitalidade espiritual. Aqui, carne é o oposto de espírito.
 

Na frase "coração de carne" do Antigo Testamento, carne é o oposto de pedra. O homem está em escravidão moral porque seu coração é recalcitrante, ossifícado. As pedras não abraçam voluntariamente as coisas de Deus. Quando é dito que Deus mudará o coração de pedra por um coração de carne, isso não significa que ele o fará mau, mas que ele irá fazê-lo uma força palpitante, vigorosa, viva para ele e seu reino. Nesse uso, o coração de carne é um coração regenerado. No outro uso, o coração de carne é um coração não-regenerado. 


Calvino diz: 


Assim, para combater a enfermidade da vontade humana e evitar que ela fracasse, por mais fraca que seja, a graça divina foi feita agir nela de forma inseparável e ininterrupta. Em seguida, Agostinho entrando totalmente na questão de como o nosso coração segue o movimento quando Deus o atinge, diz que, de fato, o Senhor necessariamente atrai o homem por meio da sua própria vontade; vontade, no entanto, que ele mesmo produziu. Temos, agora, um atestado de Agostinho à verdade que desejamos especialmente manter - isto é, que a graça oferecida pelo Senhor não é simplesmente algo que cada indivíduo tem liberdade total de escolher receber ou rejeitar, mas uma graça que produz, no coração, tanto a escolha quanto a vontade: de forma que todas as boas obras que se seguem são seus frutos e conseqüências; a única vontade que produz obediência é a que a própria graça causou. 

Meias Verdades Sobre a Conversão

As igrejas se dividem sobre a cor do tapete, a construção de adições e orçamentos. Entretanto, os nossos companheiros de igreja estão indo para o inferno aos montes.

A.W. Tozer disse: "É minha opinião que dezenas de milhares de pessoas, se não milhões, foram levadas a algum tipo de experiência religiosa, aceitando Cristo, e elas não foram salvas."

D. James Kennedy disse: "A grande maioria das pessoas que são membros das igrejas nos Estados Unidos hoje não são cristãs. Digo isto sem a menor contradição. Eu o faço com base em evidências empíricas de vinte e quatro anos de análise de milhares de pessoas. "

Amigo, podemos discutir sobre tantas coisas mesquinhas. Posso sugerir que nós perdemos de vista o debate mais importante de todos: "o que é a salvação?" Minha teologia ensina que a salvação acontece quando um homem se arrepende e coloca sua fé em Jesus Cristo (Atos 20:21).

Eu gostaria de apresentar treze maneiras as quais nós temos redefinido como uma pessoa se torna um verdadeiro convertido. Fazemos isso intencionalmente? Certamente que não. Temos simplesmente criado jargões que tem um grão de verdade nas Escrituras, mas é tão aberto à interpretação de que a não-convertidos pode compreendê-lo de maneiras que conduzem a falsas conversões.

1. Faça de Jesus o seu Senhor e Salvador. Não podemos fazer de Jesus nosso Senhor e Salvador, Ele é nosso Senhor e Salvador. Estamos vivendo em rebelião contra ele e ele nos ordena para arrependimento e fé Nele.

2. Peça para Jesus entrar em seu coração. Será que Jesus entra em nossos corações? Sim. Ele o faz. A pergunta é: "Como ele chega lá?" Não é simplesmente pedindo para ele, é através do arrependimento e fé.

3. Basta crer em Jesus. Os demônios creem e tremem. Temos que nos arrepender e colocar nossa fé em Jesus Cristo.

4. Você tem um buraco em forma de Deus em seu coração e só Jesus pode preenchê-lo. Temos muito mais do que um buraco que precisa ser preenchido para que possamos nos sentir completos, temos um miserável coração enganoso pecador que precisa ser limpo. Arrependimento e fé aplica o sangue do cordeiro para que se faça a limpeza.

5. Aceite Jesus. Hum.. Precisamos aceitar Jesus? Isto esta completamente ao contrário. Precisamos que Jesus nos aceite, e Ele vai, se nos arrependermos e confiarmos Nele.

6. Faça uma decisão por Jesus. Regeneração Decisional coloca o homem no assento de condutor da salvação. Quando nos arrependemos e confiamos, Jesus decide nos salvar. Isso o coloca no lugar de condutor ... onde Ele exige.

7. É fácil acreditar. Embora a fórmula de arrependimento e fé parece simples, uma completa renúncia de si em arrependimento não é nada fácil. É difícil.

8. Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida. As únicas promessas para os convertidos são dificuldades, tentações e perseguição. Se é assim que você define uma vida maravilhosa, tudo bem. Caso contrário, deve comandar todos os homens em todos os lugares que se arrependam e tenham fé.

9. Venha a Jesus como você é. Devemos ir a Jesus tal como os pecadores que somos, mas Ele também espera um coração quebrantado e espírito contrito demonstrado arrependimento e fé.

10. Venha a Jesus e você vai receber o perdão dos pecados e ________________ (preencher a linha com dinheiro, saúde, um casamento restaurado). Jesus não prometeu casamentos restaurado, na verdade Ele prometeu lares desfeitos porque iríamos sofrer divisão quando um membro se arrependesse e confiasse.

11. Venha a Jesus e experimente o amor, a alegria e a paz. Temos o fruto do Espírito após a conversão? Sim. Mas se viemos buscar os dons e não o doador, não receberemos nenhum. Em vez disso, devemos nos arrepender e ter fé em Cristo.

12. Jesus é a peça que faltava. Hum... não, o Deus do universo, não é a peça que faltava, Ele exige que Ele seja o centro de nossas vidas quando nos arrependemos e temos fé.

13. Jesus é melhor do que fama e fortuna. Isso é um eufemismo e, francamente, é um insulto. Dizendo que Jesus é melhor do que o dinheiro é como dizer que um jantar de bife é melhor do que comer um monte de estrume. Ele desafia qualquer comparação e nós banalizamos o Filho de Deus. Em vez disso, devemos pelejar com todos os homens em todos os lugares que se arrependam e tenham fé.

Se eu aparecer na sua porta com uma lata de suco de uva e um rolo de papel toalha e me ofereço para trocar o óleo do seu carro, você vai dizer: "Não, obrigado." Se nós não deixamos alguém bagunçar com o nosso carro usando o método errado, por que permitir que o Evangelho seja apresentado de maneira tão ambígua?

Você deixaria um médico operar a seu filho que fosse "meio que" preciso? A salvação dos homens é muito mais importante do que um apêndice.

Peço-lhe que considere como você compartilha o evangelho. Você e eu sabemos o que estamos falando quando usamos essas frases, mas e o não-regenerado? É possível que tenhamos tantos desviados hoje porque nunca se converteram, em primeiro lugar? Seria provável que eles nunca tenham sido informados de que devem se arrepender e ter fé em Cristo?

Se estamos dispostos a cor dos sofás da sala de comunhão, não deveríamos estar mais preocupados com uma questão que tem consequências eternas?

Deus nao existe?

Deus não existe? Provavelmente, talvez, pode ser que...



Seu eu te disser: “olha, provavelmente você não morrerá em um acidente de carro. A chance é muito pequena. Portanto, pare de se preocupar e dirija do jeito que você quiser”.
Você provavelmente me diria “Você está louco? Por menor que seja a chance, eu ainda assim posso morrer”. Ou seja, eu teria feito um comentário no mínimo irresponsável.
Pois bem, nossos queridos amigos ateus, homens de mente muito aberta (menos para a possibilidade da existência de Deus), lançaram uma campanha promocional nos ônibus de Londres com a frase “Provavelmente Deus, não existe. Então pare de se preocupar e curta a vida”!
Entre os grandes pensadores que queimaram algumas milhares de libras está o papa do ateísmo Richard Dawkins, que doou algum dinheirinho para a campanha. É engraçado que esse movimento religioso (sim, ateísmo é uma religião) pode ser definido pela sua incrível falta de afirmações seguras.
Provavelmente. Provavelmente. Eles nem sequer tiveram a coragem de escrever “Seguramente não existe Deus”. Não, eles escreveram “Provavelmente não existe Deus”. Nem ao menos para afirmar algo. Ou eles não tiveram coragem de afirmar isso, ou não acreditam que Deus não exista. De uma forma ou de outra, eles estão agindo de forma irresponsável, pois dizem que ninguém deve se preocupar, somente viva a vida e não ligue para o pós-morte. Querem que as pessoas vivam seguras baseadas em uma incerteza.
Esse “provavelmente” abre espaço para uma pergunta que poucos querem fazer: e se Deus existir? E se, quando eu morrer eu tiver de prestar contas a Deus de tudo o que já fiz na vida? E se a Bíblia estiver correta? “Provavelmente” abre espaço para essas especulações. E se houver um chance, por menor que seja, eu DEVO me preocupar. As chances de morrer no transito são mínimas, mas se elas existem, eu DEVO me preocupar e buscar me adequar a uma forma de direção segura. Pensar diferentemente seria irresponsabilidade.
Muito bem meus amigos ateus. Vamos pedir para que pessoas tomem decisões definitivas baseadas em frases inseguras.

fonte: http://mauevivian.blogspot.com

Catecismo de Martinho Lutero

Catecismo Menor de Martinho Lutero
por
Martinho Lutero
Este é um pequeno catecismo escrito por Martinho Lutero em 1529. A intenção de Lutero através deste catecismo era dar uma introdução às crenças cristãs. Lutero o escreveu logo no início da Reforma em resposta à ignorância que ele observou no povo alemão. Ele é apresentado numa forma de perguntas e respostas. As respostas são curtas e diretas.

Primeira Parte: Os Dez Mandamentos
Primeiro Mandamento: 

Eu sou o Senhor, seu Deus. Você não deve ter outros deuses além de mim.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de tudo.

Segundo Mandamento:
Não abuse do nome do Senhor, seu Deus, porque o Senhor não considerará inocente quem abusar do seu nome.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, em seu nome não amaldiçoar, jurar, praticar a magia, mentir ou enganar; mas devemos pedir a sua ajuda em todas as necessidades, orar, louvar e agradecer.

Terceiro Mandamento:
Santifique o dia de descanso.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar a pregação e a sua palavra; mas devemos ter respeito por ela, ouvi-la e estudá-la com gosto.
Quarto Mandamento:
Honre o seu pai e a sua mãe.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar nem irritar nossos pais e as pessoas que têm autoridade sobre nós; mas devemos honrá-los, servir e obedecer-lhes, amar e querê-los bem.
Quinto Mandamento:
Não mate.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não agredir nem ferir o nosso próximo; mas devemos ajudá-lo para que tenha tudo de que precisa para viver.
Sexto Mandamento:
Não cometa adultério.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, levar uma vida sexual responsável e disciplinada, amar e respeitar a esposa ou o marido.

Sétimo Mandamento:
Não roube.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tirar o dinheiro ou os bens do próximo nem nos apoderar deles por meio de mercadorias falsificadas ou negócios desonestos; mas devemos ajudá-lo a conservar e melhorar seu meio de vida.
Oitavo Mandamento: 

Não fale mentiras a respeito do próximo.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não enganar o nosso próximo com falsidade, traí-lo, caluniá-lo ou fazer acusação falsa contra ele; mas devemos desculpá-lo, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira.
Nono Mandamento:
Não deseje possuir a casa do seu próximo.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tentar conseguir com esperteza a herança ou a casa do nosso próximo nem nos apoderar delas como se tivéssemos direito a isso; mas devemos ajudar e cooperar para que possa conservá-las.

Décimo Mandamento:

Não cobice a esposa ou o marido do seu próximo, nem as pessoas que trabalham com eles nem coisa alguma que lhes pertença.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não seduzir, desviar ou afastar a esposa ou o marido do próximo, nem as pessoas que trabalham com eles; mas devemos aconselhá-los para que fiquem e cumpram o seu dever.
Que diz Deus de todos estes mandamentos?
Ele diz: "Eu, o Eterno, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os netos e bisnetos. Porém, sou bondoso com aqueles que me amam e obedecem aos meus mandamentos e abençôo os seus descendentes por milhares de gerações."
Deus ameaça castigar todas as pessoas que não cumprem estes mandamentos; por isso, devemos temer a sua ira e não deixar de cumpri-los; mas ele promete graça e todo o bem às pessoas que os praticam. Por isso, devemos amá-lo, confiar nele e guardar os seus mandamentos de boa vontade.

Segunda Parte: O Credo Apostólico

Primeiro Artigo: da criação - Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.
Que significa isto?
Creio que Deus me criou junto com todas as criaturas, e me deu corpo e alma, olhos, ouvidos e todos os membros, inteligência e todos os sentidos, e ainda os conserva; além disto, me dá roupa, calçado, comida e bebida, casa e lar, família, terra, trabalho e todos os bens. Concede cada dia tudo de que preciso para o corpo e a vida; protege-me de todos os perigos e guarda-me de todo o mal. E faz tudo isso unicamente por ser meu Deus e Pai bondoso e misericordioso, sem que eu mereça ou seja digno. Por tudo isso devo dar-lhe graças e louvor, servi-lo e obedecer-lhe. Isto é certamente verdade.

Segundo Artigo: da salvação - E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder do Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso, de o­nde virá para julgar os vivos e os mortos.
Que significa isto? 
Creio que Jesus Cristo, verdadeiro Deus, gerado do Pai desde a eternidade, e também verdadeiro ser humano, nascido da virgem Maria, é meu Senhor. Ele perdoou a mim, pessoa perdida e condenada, e me libertou de todos os pecados, da morte e do poder do diabo. Fez isto não com dinheiro, mas com seu santo e precioso sangue e sua inocente paixão e morte. Fez isto para que eu lhe pertença, seja obediente a ele em seu reino e lhe sirva em eterna justiça, inocência e felicidade, assim como ele ressuscitou da morte, vive e governa eternamente. Isto é certamente verdade.

Terceiro Artigo: da Santificação - Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém.
Que significa isto? 
Creio que, por minha própria inteligência ou capacidade, não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem chegar a ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé. Assim também chama, reúne, ilumina e santifica toda a Igreja na terra, e em Jesus Cristo a conserva na verdadeira e única fé. Nesta Igreja ele perdoa, cada dia e plenamente, todos os pecados a mim e a todas as pessoas que crêem. E, no último dia, ressuscitará a mim e a todos os mortos e dará a vida eterna a mim e a todas as pessoas que crêem em Cristo. Isto é certamente verdade.



Terceira Parte: O Pai Nosso

Introdução - Pai nosso que estás nos céus.

Que significa isto? 
Deus quer atrair-nos com estas palavras para crermos que ele é nosso Pai de verdade e nós somos seus filhos e filhas de verdade. Portanto, podemos pedir a ele sem medo e com toda a confiança, como filhos queridos ao seu querido pai.

Primeiro Pedido - Santificado seja o teu nome.
Que significa isto? 
O nome de Deus é santo por si mesmo. Mas pedimos nesta oração que ele seja santificado também entre nós.

Como acontece isto? 
Quando a palavra de Deus é ensinada de forma clara e pura, e nós, como filhos e filhas de Deus, também vivemos uma vida santa de acordo com ela. Ajuda-nos para que isto aconteça, querido Pai no céu. A pessoa, porém, que ensina e vive de modo diferente do que ensina a palavra de Deus, desonra o nome de Deus entre nós. Guarda-nos disso, Pai celeste.

Segundo Pedido - Venha o teu reino.
Que significa isto? 
O reino de Deus vem por si mesmo, sem a nossa oração. Mas pedimos nesta oração que ele venha também a nós.

Como acontece isto? 
Quando o Pai celeste nos dá o seu Espírito Santo para crermos, por sua graça, em sua santa palavra e vivermos em comunhão com Deus neste mundo e na eternidade.

Terceiro Pedido - Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
Que significa isto? 
A boa e misericordiosa vontade de Deus é feita sem a nossa oração. Mas pedimos nesta oração que ela seja feita também entre nós.

Como acontece isto? 
Quando Deus desfaz e impede todo mau plano e vontade que não querem nos deixar santificar o nome de Deus e não querem que seu reino venha. Vontades assim são a do diabo, do mundo e de nós mesmos. E, por outro lado, isto acontece quando Deus nos fortalece e mantém firmemente na sua palavra e na fé, até o fim. Esta é a sua vontade boa e misericordiosa.

Quarto Pedido - O pão nosso de cada dia nos dá hoje.
Que significa isto? 
Deus dá o pão de cada dia, também sem o nosso pedido, a todas as pessoas, inclusive às pessoas más. Mas pedimos nesta oração que ele nos faça reconhecer isso e receber com gratidão o pão nosso de cada dia.

O que significa pão de cada dia? 
Tudo que se refere ao sustento e às necessidades da vida, como por exemplo: comida, bebida, roupa, calçado, casa, lar, meio de vida, dinheiro e bens, marido e esposa íntegros, filhos íntegros, empregados íntegros, patrões íntegros e fiéis, bom governo, bom tempo, paz, saúde, disciplina, honra, amigos leais, bons vizinhos e coisas semelhantes.

Quinto Pedido - E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores.
Que significa isto? 
Pedimos nesta oração que o Pai no céu não leve em conta os nossos pecados nem por causa deles recuse os nossos pedidos. Pois não somos dignos das coisas que pedimos nem as merecemos. Pedimos que Deus nos conceda tudo por graça, já que diariamente pecamos muito e nada merecemos a não ser castigo. Da mesma forma queremos nós perdoar de coração e de boa vontade e fazer o bem aos que pecam contra nós.

Sexto Pedido - E não nos deixes cair em tentação.
Que significa isto? 
Deus não tenta ninguém. Mas pedimos nesta oração que ele nos proteja e guarde, para que não sejamos enganados pelo diabo, pelo mundo e por nós mesmos nem sejamos levados a crenças falsas, desespero e outra grande vergonha ou vício. E pedimos que, mesmo sendo tentados, vençamos no final e mantenhamos a vitória.

Sétimo Pedido - Mas livra-nos do mal.
Que significa isto? 
Pedimos nesta oração, em resumo, que o Pai no céu nos livre de todos os males que afetam o corpo e a alma, os bens e a honra. E pedimos que, na hora de nossa morte, ele nos dê um fim bem-aventurado e nos leve por graça deste mundo para junto de si no céu.

Conclusão - Pois, teu é o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.
Que significa amém? 
Devemos ter certeza de que estes pedidos agradam ao Pai no céu e de que ele os atende. Pois ele mesmo nos mandou orar assim e prometeu atender-nos. Amém, amém, isto significa: sim, assim seja!



Quarta Parte: O Sacramento do Santo Batismo

Primeiro
a) O que é o batismo? 

O batismo não é só água, mas é a água contida no mandamento de Deus e ligada à palavra de Deus.

b) Qual é esta palavra de Deus? 

É a que nosso Senhor Jesus Cristo diz no último capítulo de Mateus: "Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."

Segundo
a) Que dá ou para que serve o batismo?

Realiza o perdão dos pecados, livra da morte e do diabo, e dá a salvação eterna a todas as pessoas que crêem no que dizem as palavras e promessas de Deus.

b) Quais são estas palavras e promessas de Deus?

São as palavras que nosso Senhor Jesus Cristo diz no último capítulo de Marcos: "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."

Terceiro
a) Como pode a água fazer coisas tão grandes? 

Não é a água que faz isso, mas é a palavra de Deus unida à água e a fé que confia nesta palavra. Pois sem a palavra de Deus a água é só água e não é batismo. Mas unida à palavra de Deus ela é batismo, isto é, água de vida, cheia de graça, um banho de novo nascimento no Espírito Santo, como diz Paulo na Carta a Tito, no terceiro capítulo: "Ele nos salvou não porque fizemos alguma coisa boa, mas por causa da sua própria misericórdia. E, por meio do Espírito Santo, ele nos purificou e nos fez nascer de novo e nos deu uma nova vida. Deus foi generoso e derramou o seu Espírito Santo sobre nós, por meio de Jesus Cristo, o nosso Salvador. E fez isso para que, pela sua graça, fiquemos livres de qualquer culpa e recebamos a vida eterna que esperamos. Esse ensino é certo."

Quarto
a) Que significa este batizar com água?

Significa que, por arrependimento diário, a velha pessoa em nós deve ser afogada e morrer com todos os pecados e maus desejos. E, por sua vez, deve sair e ressurgir nova pessoa, que viva em justiça e pureza diante de Deus para sempre.

b) Onde está escrito isto?

Paulo diz na Carta aos Romanos, no sexto capítulo: "Assim, quando fomos batizados, fomos enterrados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova."


Quinta Parte: O Ministério da Absolvição e a Confissão

1) O que é o ministério da absolvição dos pecados? 

É o poder especial que Cristo deu à sua Igreja na terra, para perdoar os pecados às pessoas que se arrependem e não os perdoar a quem não se arrepende.

2) Onde está escrito isto?

Nosso Senhor Jesus Cristo diz a Pedro, no Evangelho de Mateus, capítulo dezesseis: "Eu lhe darei as chaves do Reino do céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu." Do mesmo modo diz o Senhor aos discípulos, no Evangelho de João, capítulo vinte: "Recebam o Espírito Santo. Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não serão perdoados."

3) Que é a confissão?
A confissão tem duas partes: Primeiro, confessamos os nossos pecados; segundo, aceitamos a absolvição que a pessoa que ouve a nossa confissão nos anuncia. Podemos aceitá-la como vinda de Deus mesmo, não duvidando de modo algum, mas crendo firmemente que por ela os pecados estão perdoados perante Deus no céu.
4) Que pecados devemos confessar?
Diante de Deus devemos confessar que somos culpados de todos os pecados, também dos pecados dos quais não nos damos conta, como fazemos no Pai-Nosso. Mas, diante da pessoa que ouve a nossa confissão, devemos somente confessar os pecados dos quais nos damos conta e que pesam na consciência.
5) Que pecados são estes?
Examine a sua vida à luz dos dez mandamentos: se você é pai, mãe, filho, filha, patrão, patroa, empregado, empregada, se você foi desobediente, infiel, negligente, raivoso, desrespeitoso, briguento, mentiroso, se você fez mal a alguém com palavras ou ações, se roubou, descuidou ou deixou de fazer o que devia.
6) Como confessamos os nossos pecados à pessoa que ouve a nossa confissão?
Podemos fazê-lo dizendo: "Peço que ouça a minha confissão e me anuncie o perdão em nome de Deus." Depois confessamos que somos culpados de todos os pecados diante de Deus. À pessoa que ouve a nossa confissão dizemos o pecado que mais nos pesa na consciência. Podemos concluir dizendo: "Arrependo-me de tudo isto. Peço misericórdia. Quero mudar de vida."
7) Como se dá a absolvição?
A pessoa que ouve a confissão diz: "Deus tenha misericórdia de você e fortaleça a sua fé! Amém. Você crê que a minha absolvição é a absolvição de Deus?"

Respondemos: "Sim, eu creio."

A pessoa que ouve a confissão fala: "Como você crê, assim será. Por ordem de nosso Senhor Jesus Cristo lhe perdôo os seus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Vá em paz!"

8) Breve forma de confessar os pecados:
Deus todo-poderoso, Pai misericordioso. Eu, pessoa pobre, miserável e pecadora, confesso-te todos os meus pecados e injustiças que cometi em pensamentos, palavras e ações. Com eles, em algum momento, causei a tua ira, merecendo o teu castigo nesta vida e na eternidade. Todos estes pecados pesam na minha consciência e me arrependo deles profundamente. Peço-te, por causa da tua misericórdia infinita e da inocente e amarga paixão e morte de teu Filho Jesus Cristo: tem misericórdia de mim, pobre pessoa pecadora. Perdoa-me todos os meus pecados. Concede-me a força do teu Espírito Santo para melhorar a minha vida. Amém!


Sexta Parte: O Sacramento do Altar ou Ceia do Senhor

Primeiro
a) Que é a ceia do Senhor? 

É o verdadeiro corpo e sangue de nosso Senhor Jesus Cristo para ser comido e bebido por nós, cristãos, sob o pão e o vinho. Este sacramento foi instituído pelo próprio Cristo.

b) Onde está escrito isto? 

Assim escrevem os santos evangelistas Mateus e Lucas, e o apóstolo Paulo: "Nosso Senhor Jesus Cristo, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomem, comam; isto é o meu corpo que é dado por vocês; façam isto em memória de mim. A seguir, depois de cear, tomou também o cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos dizendo: Bebam dele todos; porque este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês para remissão dos pecados; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim."

Segundo
a) Para que serve este comer e beber? 

Isto nos mostram as palavras: "Dado e derramado em favor de vocês, para remissão dos pecados." Por estas palavras nos são dados, no sacramento, perdão dos pecados, vida e salvação. Pois o­nde há perdão dos pecados, também há vida e salvação.

Terceiro
a) Como pode o simples comer e beber fazer coisas tão grandes?

Não é o comer e o beber que fazem tudo isto, mas sim as palavras: "Dado e derramado em favor de vocês para remissão dos pecados." Estas palavras são, junto com o comer e o beber, o mais importante na ceia do Senhor. E quem crê nestas palavras tem o que elas dizem: perdão dos pecados.

Quarto
a) Quem recebe dignamente este sacramento? 

Jejuar e preparar-se exteriormente é, sem dúvida, uma boa disciplina. Mas verdadeiramente digna e bem preparada é a pessoa que crê nestas palavras: "Dado e derramado em favor de vocês para remissão dos pecados." A pessoa, porém, que não crê nestas palavras ou delas duvida é indigna e não está preparada. Pois as palavras "em favor de vocês" exigem que a pessoa creia de fato. 


Fonte: Textosdareforma.net


O Novo Calvinismo

Novo Calvinismo: uma onda que (ainda) não pegou

Ser calvinista (ou reformado) no Brasil é uma "cruz" das mais pesadas. Os evangélicos são minoria em um país católico. Os tradicionais são minoria em meio a evangélicos pentecostais. E os reformados são minoria no grupo dos tradicionais. Se há uma espécie em extinção religiosa no Brasil, com certeza é a dos seguidores de João Calvino.

Isto explica a imensa alegria com que foi recebida uma reportagem da revista Time, que apontou o novo calvinismo como um dos dez movimentos que podem mudar o mundo agora. A euforia foi tamanha que a reportagem foi citada em blogs conceituados, como o da editora Fiel e o O Tempora, O Mores. Se no Brasil os calvinistas são vistos como seres exóticos, nos Estados Unidos a teologia reformada mostrava a sua força e era reconhecida, inclusive pela sociedade secular.

No entanto, até aqui, o novo calvinismo ainda não disse a que veio. Pelo menos no Brasil.

Made in USA
O problema começa com a falta de divulgadores do novo calvinismo. Os maiores são a editora Tempo de Colheita e blogs como o Voltemos ao Evangelho e o iPródigo, que traduzem posts e vídeos de expoentes do movimento, como Paul Washer, Mark Driscoll e John Piper.
Mark Driscoll

É verdade que algumas editoras tradicionais (Cultura Cristã, Fiel, Shedd Publicações e Vida Nova) também têm publicado livros de destacados representantes do novo calvinismo, principalmente John Piper e Wayne Grudem. Mas é igualmente verdadeiro que o interesse é mais doutrinário do que eclesiológico. Ou, dito de outra forma, os novos calvinistas são publicados pelo que falam de "calvinista" e não pelo que tem de "novo".

Ou alguém imagina a Editora Fiel se juntando a Grudem, Driscoll e Piper na recusa deles ao cessacionismo? O mesmo pode ser dito da liturgia de Driscoll sendo endossada pelo Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. No Brasil, grosso modo, os novos calvinistas são enquadrados simplesmente como calvinistas.

O resultado é fácil de se prever: no Brasil, o novo calvinismo é muito mais uma curiosidade do que um movimento. Não há nenhuma igreja de grande porte ou pastor de projeção nacional que se assuma como novo calvinista. Não temos escritores nacionais que produzam literatura dentro dessa linha e a ampla maioria dos blogs dedica-se mais a traduzir os autores norte-americanos. O mesmo pode ser dito das editoras.

Em suma: no Brasil, se queremos saber o que é novo calvinismo, temos que olhar para os Estados Unidos.
Novo calvinismo não..."New calvinism"

Novo o quê?
Uma outra consequência é a de que o membro comum das igrejas e os pastores que não navegam com frequência na Internet nem sabem de que se trata o novo calvinismo. Na prática, a maioria das igrejas reformadas ainda não se enxerga como "missional" e prende-se às mesmas condutas litúrgicas e evangelísticas de sempre.

Na verdade, o que acontece é bem o contrário: há o ressurgimento de um "neopuritanismo", com a defesa de uma liturgia tão engessada que nem os hinos encontram lugar. Não é incomum ver blogs calvinistas rompendo o diálogo com outros ramos do protestantismo, alguns chamando pentecostais de apóstatas e outros tachando os arminianos de hereges. Evangelismo que é bom...

Só há uma conclusão óbvia quando se analisa o cenário brasileiro: a contextualização cultural do Evangelho só é possível nas igrejas emergentes. A coisa chega a tal ponto que a Mocidade Para Cristo recomendou a leitura do herético Brian McLaren no Treinamento de Líderes de Jovens e Adolescentes deste ano, deixando Driscoll de lado. Parece que o único caminho para se ter uma igreja cristã própria para o século XXI é cair na heresia. E líderes brasileiros que apontam neste sentido não faltam, como Ed René Kivitz, Ricardo Gondim, Caio Fábio...

Essa ignorância tem o seu preço. Embora o novo calvinismo não seja um movimento homogêneo, Driscoll aponta marcas que provam que há alternativas à igreja emergente:

- Teologia reformada;
- Relacionamentos complementares (homens e mulheres);
- Ministério cheio do Espírito Santo (continuísmo, rejeição ao cessacionismo);
- Prática missional.

Dito de outra forma, o novo calvinismo preserva o que é imutável (teologia reformada) e muda o que deve mudar. Pena que só você, que lê blogs na Internet, sabe disso. Agora, pergunte aos seus diáconos, presbíteros, às senhoras se elas sabem algo a respeito.

À procura de líderes
Penso que isso só vai mudar quando o novo calvinismo encontrar referenciais no Brasil, que pensem na igreja reformada brasileira do século XXI e estejam dispostos a levar esse pensamento para o dia-a-dia das igrejas locais. Particularmente, não creio que os expoentes do calvinismo tradicional se dediquem a esta tarefa por uma razão muito simples: eles não endossam o que há de "novo". É preciso que outros se disponham a isso.

Até lá, entendo que é preciso se libertar um pouco das traduções e começar a dar lugar a uma produção teológica nacional. Blogs como o Novo Calvinismo, o Filipe Niel, o Pensar... , o Cinco Solas ou o Guilherme de Carvalho precisam ser mais valorizados e conhecidos. Seria interessante ler mais textos de Josaías Cardoso no iPródigo ou autores nacionais no Voltemos ao Evangelho. 

E, claro, seria ótimo se pastores como Jeremias Pereira e Hernandes Dias Lopes se identificassem abertamente com as ideias do novo calvinismo. Seria ótimo se eles se juntassem a outros pastores, como Juan de Paula e Helder Nozima na defesa do que há de "novo" no calvinismo. Poderia ser o que falta para o novo calvinismo "pegar" no Brasil.

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima

A Bíblia Mal Compreendida




A maioria dos mais informados vai concordar que atravessamos um cenário complicado no evangelicalismo brasileiro. Todos sabem que a igreja cresceu demais nas últimas décadas, mas ela ainda busca um amadurecimento. Movimentos mais contextualizados e grupos voltados para a evangelização do país coloriram o cenário evangélico brasileiro nos últimos anos. Todavia, tanta euforia e eferverscência também é sinal de atenção. O fato é que a igreja precisa achar um ponto de equilíbrio entre quantidade e qualidade. Sem o estudo sério e fundamentado das Escrituras Sagradas teremos problemas insolúveis a curto prazo em nossa realidade protestante tupiniquim. Infelizmente, ainda há grupos em nosso contexto de fé que desprezam o preparo teológico, há outros que são tão estranhos que vivem na fronteira entre a categoria de seita e denominação. Há muito trabalho a ser feito para a consolidação de uma tradição evangélica autêntica no Brasil.
            Ninguém pode negar que essa tarefa de consolidação passa necessariamente pela referência máxima da cristandade e dos evangélicos: as Escrituras Sagradas. A compreensão da Bíblia é absolutamente fundamental para que se tenha uma igreja séria e cristãos espiritualmente saudáveis. Por incrível que pareça, o sinal de que nem tudo vai bem no cristianismo “tropical abençoado por Deus e bonito por natureza” é que há muitos textos lidos e enfatizados em nossa tradição evangélica que são malcompreendidos, gerando inclusive crises e problemas pessoais em muitos cristãos sérios e sinceros. Vejamos alguns exemplos.
Muita gente tem sofrido com seus familiares ao ler o conhecidíssimo texto de Atos 16.31:  “Crê no Senhor Jesus, e tu e tua casa sereis salvos” (A21 – Versão Almeida 21). O problema desse texto é que muitas pessoas pensam que estamos diante de uma promessa divina de que todos os nossos parentes próximos serão salvos. A verdade é que o texto não ensina isso! Em primeiro lugar, é importante destacar que como texto narrativo histórico, o versículo não pretende ser normativo. Ou seja, o relato de alguma coisa que acontece não necessariamente é norma para toda a igreja. Aqui vemos uma promessa que foi dada ao carcereiro de Filipos e não para todos! A ele foi dito que ele e “os de sua casa” (NVI) seriam salvos. No caso dele, isso talvez tivesse incluido servos ou empregados, já que a “casa” de alguém nos tempos bíblicos incluía gente que não era da família de sangue. Portanto, a verdade é que ninguém pode assegurar a conversão de seus parentes com base nesse texto. Se esse fosse o caso, ninguém veria um parente próximo morrer sem converter-se a Cristo na história, mas sabemos que isso não se verifica. Além disso, o próprio Jesus deixou claro que muitos cristãos até perderiam suas famílias por causa do evangelho: “E todo o que tiver deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por minha causa, receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna.” (Mt 19.29 – A21). Leia também Mateus 10.35,36. Como se vê, se nos fosse prometida a conversão de todos os parentes próximos estes textos de Mateus não fariam sentido.
Quase que na mesma linha de pensamento, muitos evangélicos, principalmente pais e mães, ficam literalmente desesperados diante de Provérbios 22.6 (ARC): “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. O que geralmente se entende desse versículo é que Deus está prometendo que uma criança levada ao conhecimento do evangelho desde pequena nunca se desviará da fé. Como uma mãe entende esse versículo diante do fato de que seu filho afastou-se da fé e da igreja? O problema não está em Deus e na Bíblia, pois o texto não está ensinando isso. Não há aqui uma garantia contra a apostasia! Em primeiro lugar, é importante afirmar que Provérbios não é um livro de promessas. De fato, suas afirmações são “máximas”, ou seja, fatos constatáveis de modo geral na vida. O texto está dizendo que aquilo que uma criança aprende desde pequena não é esquecido. A verdade é que a tônica do texto não é exclusivamente religiosa. É de criança que se aprende a andar de bicicleta, falar outra língua, tocar um instrumento, decorar versículos, etc. Além disso, devemos também ressaltar que o texto hebraico diz: “Instrui a criança no seu caminho ...”. A tradução tradicional “deve andar” interpreta o sufixo pronominal genitivo do hebraico, indo muito além do literal. Todavia, há outras alternativas de interpretação! “Instruir a criança no caminho dela” pode significar “instruí-la segundo os objetivos que os pais têm para ela” (NVI), “instruí-la no caminho devido” (ARA, ARC, A21) ou “instruí-la conforme os dons que ela tem”. As interpretações são legítimas e o texto está aberto a mais de um enfoque distinto. No entanto, é bastante seguro afirmar que o texto não está prometendo segurança de salvação para a criança que vai à escola dominical, tem pais cristãos e ouve a Bíblia desde pequeno. O assunto ali discutido não é salvação!
Outro texto geralmente malcompreendido é Filipenses 4.13. Não faz tanto tempo, trafegando pelas áreas nobres da rica cidade de São Paulo, contemplei um belo carro importado com um adesivo que ostentava orgulhosamente o verso de Filipenses. Geralmente, quando se lê este texto isoladamente, a maioria das pessoas imagina que se trata de uma promessa de fé. Por meio do poder de Cristo, eu posso alcançar tudo o que eu quiser! Assim, posso adquirir bens caros, derrotar inimigos pessoais, subir de posição, etc, por meio de Cristo. Novamente, como nos outros casos, o texto bíblico não está dizendo isso. Aqui, para que se entenda corretamente o texto é preciso entender o contexto. O apóstolo Paulo está escrevendo Filipenses na ocasião de sua prisão, muito provavelmente em Roma (Fp 1.13-14). Portanto, ele está enfatizando que por meio de Cristo podemos suportar toda e qualquer situação adversa. Basta ler o que Paulo diz um pouco antes nos versículos 11 e 12 (NVI): “Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.” Por incrível que possa parecer, o texto bíblico significa exatamente o oposto do que muita gente tem sugerido sem analisá-lo adequadamente.
Numa outra ocasião, em minhas jornadas, encontrei dois cristãos evangélicos num debate acalorado, discutindo se devemos ou não mentir em certas situações. Independentemente da discussão sobre a possível legitimidade de uma inverdade ou omissão da verdade em certas situações (como o caso de mentir ou omitir para salvar uma vida), o que estamos discutindo é o uso de textos bíblicos de maneira indevida. O argumento dos debatentes era o de que Abraão, servo do SENHOR, e amigo de Deus, em uma situação de necessidade, mentiu (Gn 12.18-20), o que legitimaria o procedimento. A questão aqui não é tão difícil: o simples relato de um texto histórico não o define como norma. Muitas vezes o texto bíblico conta-nos os erros e falhas de seus personagens exatamente para enaltecer o poder de Deus na vida de um ser humano frágil. Muita gente, porém, tenta ver méritos e qualidades especiais em cada detalhe de vida do personagem bíblico, sem contrastar o comportamento dos mesmos com as normas divinas. Assim, com base nos fatos de que Moisés ficou irado, Abraão mentiu, Jacó enganou Labão, Raabe mentiu em Jericó, Davi foi polígamo, etc, alguns tentam justificar seus pecados, afirmando que homens e mulheres de Deus do passado fizeram tais coisas e não foram punidos por isso. O equívoco é muito claro. Não podemos fazer isso: um texto narrativo não é necessariamente normativo.
Esses exemplos mencionados neste breve artigo apenas nos mostram a necessidade urgente e gritante de um conhecimento mais aprofundado da arte de interpretação da Bíblia (hermenêutica). Muitas comunidades cristãs são hoje reféns de doenças hermenêuticas prejudiciais e destruidoras para a fé. Há grupos perdendo o equilíbrio teológico e caindo no liberalismo teológico (negação do sobrenatural), numa filosofia específica, no legalismo, no misticismo desenfreado, no tradicionalismo irrefletido, entre outros problemas! É preciso estudar a Bíblia no seu próprio contexto, entendendo elementos históricos, literários e teológicos para que conheçamos ao máximo a intenção original do autor. Depois disso, temos a tarefa de destacar os princípios que estão presentes no texto, para então comparar o que descobrimos com uma análise teológica mais profunda, a partir de outros textos importantes que falam do princípio descoberto no texto inicialmente analisado. Finalmente, devemos fazer a aplicação do princípio descoberto e teologicamente analisado na realidade do cotidiano.
A verdade é que a seriedade e o valor do texto sagrado para sempre ecoará através da história, especialmente quando ouvimos como o próprio Jesus considerava as Escrituras: “Pois em verdade vos digo: antes que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará uma só letra ou um só traço da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.18 – A21).

Luiz Sayão

Halakhá Parte final.

Halakhá - 4ª Parte

Parte 4 – Algumas sugestões e regras para se fazer halakhá judaico-messiânica
por Joseph Shulam
Traduzido e Adaptado por Yossef ben Yehudah

A primeira regra para se fazer halakhá para a comunidade messiânica de hoje deve ser, em minha humilde opinião, a aceitação de todas as decisões halákhicas e exemplos apostólicos e inferências que nós encontramos no Novo Testamento. Uma das regras básicas para se fazer halakhá é que você precisa construir sobre o que as gerações passadas transmitiram como autorizado. Nós não podemos podemos fazer halakhá nova ignorando ou suplantando os escritos apóstólicos da Inspirada Palavra de D-us. Ignorar as decisões dos apóstolos fará com que o movimento judaico messiânico seja alvo de acusações de nossos irmãos judeus de que nós somos uma seita, e a eles o mundo cristão se juntará com o mesmo refrão. Sinais de tais tendências são aparentes quando alguém olha para o modo como os comandos apostólicos por exmeplo em I Timóteo 2.9-12, foram tratados, ignorados e podados pela liderança do movimento messiânico nos Estados Unidos. Fazer halakhá não pode se tornar uma ferramenta para se resolver problemas polítcos no movimento messiânico. Fazer halakhá deve ser uma busca sincera de fazer a vontade de D-us hoje em espírito e em verdade de Sua Palavra Viva.

O lugar para começar a fazer halakhá hoje deve ser as próprias instruções de yeshua para seus discípulos gravadas em Mateus 23.1-4.

Se eu estiver certo no ponto acima, isso insinuaria que devemos fazer um esforço muito sério para saber e estudar e entender o que faziam os fariseus que sentavam na cadeira de Moisés dizer e ensinar sobre uma variedade de assuntos que todos nós enfrentamos como judeus que vivem em um mundo pós-moderno. Como nós podemos fazer halakhá judaica se nós, como líderes do movimento estamos conectados por nossos cordões umbilicais às denominações cristãs ? Muitos de nós seriam considerados não-kosher até mesmo em uma corte da lei judaica porque nós seríamos considerados “meshuchadim” (subornados) em nossas idéias.

Eu percebo que essas palavras cortam profundamente e ferem, mas o primeiro passo para se fazer uma halakhá que seria válida e teria credibilidade seria uma avaliação honesta de quem nós somos hoje. Sem esse tipo de honestidade que fere qualquer halakhá que os líderes do movimento fariam seria efêmero e divergente ao corpo do Messias e a Israel como um povo.

O segundo passo que nós precisamos dar como indivíduos e como um movimento é explicar ou argumentar a respeito da posição bíblica sobre “mandamentos” em relação à graça de D-us e nossa unidade com o resto do Corpo de Cristo. Nós não queremos isolar nossos irmãos cristãos não-judeus que ainda estão encalhados nas costas desequilibradas de Martinho Lutero de acordo com a graça de D-us. Nós queremos apresentar um bom argumento teológico e também uma amável e amigável atitude sem comprometer a Palavra de D-us ou a judaicidade do Novo Testamento.

O terceiro passo que o movimento judaico messiânico precisa dar para se fazer uma halakhá acreditável é um chamado à unidade e enfrentar face-a-face todos os argumentos e discordâncias que poderia se erguer durante o processo de desenvolvimento da halakhá. Nesse processo todas as discordâncias e explosões de personalidade que podem se levantar, se levantam. Há interesses adquiridos e assuntos de temperamento que surgem durante tais discussões fortes e deliberações. Os judeus messiânicos precisam mostrar o grau de tolerância e comportamento civilizado que os Fariseu mostraram a um ao outro Nós precisamos nos lembrar que fazer halakhá é um trabalho de unidade em ações e doutrina. Se ao fazer halakhá estivermos nos afastando uns dos outros, ou da comunidade judaica, então devemos esquecer, e apenas manter o que cada um acha certo aos seus próprios olhos.

O quarto passo para o movimento judaico messiânico deve dar para fazer halakhá é se ressubmeter à Palavra de D-us e apenas a Palavra de D-us que é a a autoridade para nossos ensinos e ações. Eu tenho ouvido em um grande número de fóruns de judeus messiânicos que por mensagens supostamente do Espírito Santo eles estavam direcionando a fazer coisas completamente opostas às claras instruções da Palavra de D-us. Eu creio que há uma má influência no movimento certamente de movimentos cristãos que têm feito do Espírito Santo de D-us “um cachorro que qualquer um pode usar para caçar”. Se a autoridade final para nossos atos são alguns supostos sentimentos, que alguém recebe depois de jantar uma boa pizza, vamos esquecer de fazer halakhá judaico messiânica.

Quinto passo necessário para o desenvolvimento da halakhá messiânica é tempo. Isso leva tempo, anos, para desenvolver o tipo de respeito e prestígio que são necessários para a comunidade cumprir às regras de um comitê. Se nós teremos uma halakhá messiânica no futuro, que eu espero que tenhamos, isso vai tomar muito tempo, algumas pessoas que trabalharão duro para ganhar o respeito e a autoridade de D-us, e do movimento. Vai requerer escolaridade, e escolaridade leva tempo para se construir e se desenvolver.

Eu fui bastante negativo nesse artigo! É tempo de assumir uma atitude positiva. É minha firma convicção que muito bom testemunnho da parte do movimento, e uma base larga o bastante de pessoas que não trazem estampas de decisões políticas feitas pela liderança da UMJC ou da MJAA, halakhá bíblica e judaica pode ser construída nas gerações futuras de judeus messiânicos . Começar preparando uma moral suficiente e suporte financeiro para essas pessoas que farão a tarefa, e que não escolha as pessoas de acordo com a afiliação política deles no Movimento, mas de acordo com a qualificação espiritual e intelectual deles como estudantes honestos da Palavra de Deus.