Como ter um casamento feliz?












HARMONIA CONJUGAL




Como ser feliz no Casamento






Pr. Elinaldo Renovato de Lima



O relacionamento entre marido e mulher é fundamental para um matrimonio feliz e este é indispensável para que haja uma família feliz. Numa visão cristã, com base na Bíblia, procuraremos analisar alguns fatores importantes para a harmonia conjugal.




1. ORIGEM DO CASAMENTO




Todo cristão já sabe que o casamento é de ORIGEM DIVINA. Gn 1.27; 2.18,24.




2. OBJETIVO DO CASAMENTO




Podemos dizer que o casamento tem como objetivo primordial a UNIÃO legítima entre um homem e uma mulher para:




2.1. A felicidade do homem

2.2. Construir Família

2.3. Servir a Deus

2.4. Adorar a Deus




Com isso, o Criador visava propiciar ambiente e condição para a FELICIDADE do homem, não o deixando na solidão (Gn 2.18).




3. PRÉ-REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA UM CASAMENTO FELIZ




3.1. Aceitar os princípios da palavra de Deus para o matrimônio.




O cristão deve ter em mente que em tudo na vida deve submeter-se à Palavra de Deus, como servo (Mt 20.25-28), temer a Deus e andar nos seus caminhos (Sl 128)




3.2. Submeter-se ao Espírito Santo para obedecer a palavra de Deus




Somente com o poder do Espírito Santo o casal tem condições de obedecer a Palavra de Deus com relação ao casamento. Para tanto, precisa do Fruto do Espírito em seu relacionamento, conforme Gl 5.22-23. O homem espiritual e a mulher espiritual, que são os verdadeiros crentes, demonstram isso na vida diária: AMOR, GOZO, PAZ, LONGANIMIDADE, BENIGNIDADE, BONDADE, FÉ, MANSIDÃO, TEMPERANÇA. Havendo essas maravilhosas virtudes do Espírito, o casal, o casamento e a família serão felizes.




4. REQUISITOS PARA UM CASAMENTO FELIZ




Com base na Palavra de Deus, temos a seguir os requisitos que consideramos mais importantes:




4.1. Independência (Gn 2.24)




1) Emocional
2) Domiciliar
3) Financeira




4.2. União Espiritual




- Os dois precisam ter as mesmas convicções espirituais (2 Co 6.14);




- Precisam ter o mesmo COMPORTAMENTO espiritual no servir a Deus (1 Pe 3.7).




4.3. União Psicológica




- Refere-se à união dos temperamentos, dos sentimentos, das emoções (1 Co 1.10);




- Equilíbrio emocional, "temperado"; Fruto da temperança (Gl 5.22; 2 Co 13.11).




4.4. União intelectual




- Resultante da formação, da instrução, dos conhecimentos adquiridos. Se possível, os dois devem ter o mesmo nível intelectual ou níveis aproximados;




4.5. União social










- O casal origina-se de famílias diferentes: pais, sogros, parentes;




- Constituem família (grupo social):




- Sociedade: CASAL-FAMÍLIA-SOCIEDADE




- Aspecto legal: 1 Co 7.39b.




4.6. União física/sexual




1) Sua Natureza










- Prevista por Deus (Gn 1.27-28; 2.24)




- Não era, nem é e nem será pecado (dentro dos princípios de Deus): Hb 13.4;




2) Sua Finalidade




- Procriação (Gn 1.28);




- Ajustamento mútuo entre marido e mulher (1 Co 7.1-7);




- Satisfação (bem-estar, prazer): Pv 5.18-23; Ec 9.9 ; Ver Livro de Cantares de Salomão.




- Deus valoriza a união sexual entre marido e mulher (Dt 24.5)




3) Como deve ser, no plano de Deus










- Exclusiva (Gn 2.24; Pv 5.17);




- Monogâmica;




- Alegre (Pv 5.18);




- Santa (1 Pe 1.15; 1 Ts 4.4-8)




- Natural ( Ct 2.6; 8.3)




- Observar o significado do Corpo para Deus como




Templo do Espírito Santo




Propriedade de Deus




1 Co 6.19-20
















4.7. União Amorosa










- O marido deve amar sua esposa (até de modo sacrificial) : Ef 5.25;




- A esposa deve amar o seu esposo (Tt 2.4; 1 Pe 1.22)




4.7.1. Como Demonstar o Amor




- Com afeto, com carinho, com palavras ( Ct 4.1,10; Pv 31.29);




- Com gestos, abraços, carícias (1 Jo 3.18; 1 Pe 3.8);




- Fazendo o possível em favor do outro (Ef 5.25);




- Zelando um ao outro (Ef 5.29).




O AMOR é o elo principal do relacionamento entre o marido e a mulher. Se não houver o amor tudo desaba. Este amor deve estar dominado pelo AMOR ÁGAPE ( 1 Co 13).




4.8. Respeito




* O marido deve respeitar a mulher (1 Pe 3.7);




* A mulher deve respeitar o marido ( Ef 5.33);




* Um não é maior que o outro (1 Co 11.11; Gl 3.26-28).




4.9. Comunicação







- É necessário DISPONIBILIDADE DE TEMPO para a comunicação entre o casal (Ec 3.1-2)




- Inimigos da comunicação:




a) Excesso de trabalho: no Lar, no emprego, na igreja;




b) Desunião (Tg 3.13-18);




c) Desvio de atenções: TV, atividades, amigos.




4.10. Entender o conceito de liderança Cristão no Lar




1) O Marido é a cabeça (O LÍDER) do casal e do lar (Ef 5.22-23)




2) A Mulher é a vice-líder, ao lado do marido (ADJUTORA) Gn 2.18;1 Tm 5.14.




3) A liderança do casal esta sob a liderança de Cristo (1 Co11.1-3)




DEUS < CRISTO < MARIDO < ESPOSA < FILHOS




4)Naturezada liderança Cristã:




a) Centrada em Cristo




b) Espiritual




c) Amorosa




d) Participativa







5. CONCLUSÃO




SEMINÁRIO PARA CASAIS




Instrutores:
Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Íris de Castro Lima




ÍTENS PARA REFLEXÃO PELO CASAL SOBRE SUA SITUAÇÃO CONJUGAL




Em cada item, com exceção do item 4., deve ser observado o seguinte, em termos de pontuação:




- Coloquem 3, se a resposta for POSITIVA, sem restrições;




- Coloquem 2, se a resposta for POSITIVA, mas com restrições;




- Coloquem 0, se a resposta for NEGATIVA.




Com relação ao item 4, coloque 9, se responderem a todos os aspectos do fruto do Espírito e 0, se deixarem de atender a qualquer deles.




____1. Em nosso casamento, estamos atendendo aos seus objetivos de constituir família, servir e adorar a Deus?




____2. Nós temos aceitado, de fato, os princípios de Deus para o matrimônio, conforme a sua Palavra?




____3. Nós temos dado lugar ao Espírito Santo para que Ele nos encha e, assim, possamos cumprir a Palavra de Deus com relação ao nosso casamento?




____4. Em nosso relacionamento cotidiano, temos demonstrado possuir o FRUTO DO ESPÍRITO, que é um só, evidenciado em amor, gozo, paz, longanimidade (paciência), benignidade, bondade , fé, mansidão e temperança (domínio próprio)?




____5. Temos deixado nosssos pais para constituir nosso lar, conforme a Palavra de Deus?




____6. Somos, de fato, unidos espiritualmente, tendo as mesmas convicções, os mesmos objetivos, na adoração a Deus, na criação de nossos filhos?




____7. Na parte emocional, somos unidos, não obstante as diferenças de nossos temperamentos?




____8. Nosso nível de instrução tem contribuído para um melhor relacionamento?




____9. Nosso casamento tem sido motivo de satisfação para nossos respectivos pais?




____10. Nosso relacionamento sexual tem sido de acordo com a vontade de Deus?


____11. Temos satisfeito um ao outro no relacionamento sexual?

____12. Temos sido afetuosos um para o outro com palavras, tais como "Eu te amo, gosto de você...) e gestos (abraços, carícias e beijos)?







____13. Temos respeitado e honrado um ao outro, principalmente nas horas de discordâncias?




____14. Temos reservado tempo para nos comunicar um com o outro, de modo efetivo, conversando e dialogando, no dia-a-dia?




____15. No aspecto da liderança, tem havido compreensão, principalmente quanto à liderança do




esposo e a submissão da mulher, nos termos da Palavra de Deus?




Nossa situação conjugal é ______________


Pontuação: De 40-51: Excelente; De 30 a 39: Ótima; De 20 a 29: Boa, precisando rever o relacionamento; De 10 a 19: Regular, precisando de aconselhamento; Abaixo de 10 pontos:Crítica, precisando urgente de aconselhamento.








Ao término da avaliação pelo casal, façam uma oração a Deus, de acordo com a conclusão obtida.




Se o relacionamento precisa ser revisto, que assumam o compromisso diante de Deus para buscar com humildade as mudanças necessárias, em oração e submissão a Deus. Se necessário, peçam perdão um ao outro.




Se precisarem de aconselhamento, que o façam, buscando alguém que mereça confiança.



barro x oleiro

"Mas agora, ó Senhor, tu és o nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos".

Introdução: Uma das áreas mais enfatizadas no Novo Testamento é a área da consagração.

Há necessidade de crescermos nesta área para sermos agradáveis e úteis para Deus.

Quero falar do elemento básico na constituição do ser humano – o barro. A partir do barro, vamos fazer algumas analogias que cabem como luva nessa questão da nossa consagração ao Senhor.

Nesse texto de Isaías, podemos ver que somos como barro nas mãos do Senhor. Então, consideremos:

1 - O Barro Não Tem ValorDestituído de importância, o barro não é objeto de disputas (não se faz guerras entre as nações por causa do barro. Petróleo, sim. Ouro, sim. Mas barro?).

É desse material que somos feitos! Logo, por que termos nossas vaidades pessoais, achando, diante de Deus e dos outros, que somos muita coisa?

Deus fez a todos nós do pó da terra... mas alguns pensam que foram feitos de porcelana. Calma, irmão, você é de barro!

Uma segunda consideração:
2. O Barro É Frágil Diferente do ferro ou do bronze, o barro se espatifa à-toa.

Assim são os nossos projetos, nossos planos, nossos feitos... nossa vida inteira é frágil como barro.

Na década de 70 havia uma canção popular, que dizia: "Eu sou como o cristal bonito, Que se quebra quando cai". (é verdade! Somos frágeis).

Mas, irmãos, a nossa fragilidade, no entanto, é a oportunidade de Deus trabalhar em nós.

Deus quer trabalhar em nós, porém, Ele não trabalha com gente ensimesmada, cheia de orgulho, que fica dizendo: “eu sou ótimo!”.

Para Deus moldar a nossa vida, dar-nos forma abençoada, precisamos aceitar o fato que somos "fracos", frágeis, que sem Deus não somos nada, para que, então, o poder de Deus venha sobre nós.

...a próxima consideração é essa:
3. O Barro Não Tem Querer Nesse mesmo livro de Isaías, o Senhor questiona: "...porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes?", (Is 45.9).

Seria absurdo admitir um oleiro consultando o barro sobre a forma que este deveria receber.

Deus ensinou uma preciosa lição para Jeremias, quando mandou que ele fosse à oficina do oleiro e o visse trabalhando o barro.

Jeremias, escreveu sobre isto, contando o seguinte: “Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu", (Jr 18.1-4).

Note que o oleiro estava construindo um vaso que quebrou em suas mãos. Então, tornou a fazer do mesmo barro outro vaso "segundo bem lhe pareceu".

Nós temos que entender, que ao barro não resta outra opção, senão render-se à vontade soberana do oleiro que o manipula. Barro não faz birra. Barro não berra. Barro não tem querer!

Sabe, irmão: Devemos ser assim nas mãos de Deus!

Não temos o direito de questionar os planos e os propósitos do Senhor em nossas vidas. Devemos, sim, ter a mesma disposição que tiveram os servos de Deus do passado:

Isaías, quando ouviu a voz do Senhor, que perguntava: “...A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, ele disse: “eis-me aqui, envia-me a mim", (Is 6.8).

Maria, quando foi escolhida para ficar grávida, quando estava comprometida em casamento com José, ela disse: "Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra", (Lc 1.38).

E Paulo, ele perguntou a Deus o que deveria fazer, e Deus disse pra ele: "Levanta-te, entra em Damasco, pois ali te dirão acerca de tudo o que te é ordenado fazer", (At 22.10).

Irmão: Barro não tem querer, aceita a forma que o oleiro dá. Assim se passa conosco, porém, quando nos submetemos inteiramente ao Senhor, somos abençoados!

...mas a minha última consideração é essa:
4. O Barro É a Matéria-Prima do Artista É o artista quem tira o barro da mediocridade. É nas mãos do artista que o barro vira arte, e passa até a ser admirado, exibido em galerias e... fica valendo uma fortuna!

Não há artista como Deus e Ele tem muitos tesouros para colocar em nós!

Porém, Deus só fará isso se nós O permitirmos! ...Muitos filhos de Deus deixam de ser abençoados, porque permanecem com seus corações endurecidos à ação de Deus em suas vidas.

Irmão, deixe-se moldar pelas mãos do Artista mais perfeito: o Senhor, nosso Deus.

Ele transformará o barro da sua vida numa obra de arte preciosa.

ConclusãoNós vimos que como barro nas mãos de Deus:

Não temos o valor que atribuímos a nós mesmos. Só teremos o devido valor quando permitirmos Deus trabalhar em nós;

Somos frágeis. Para sermos fortes, nós dependemos de Deus;

E com Deus, não podemos ter vontade própria, mas devemos nos render à vontade dEle;

E em, contrapartida, devemos ser a matéria prima nas mãos de Deus.

Portanto, vamos nos render ao Senhor hoje... vamos permitir que Ele dê nova forma à nossa vida... que nos TRANSFORME em pessoas de grande valor! 



Pr. Walter Pacheco da Silveira

Brasileiro reclama de quê? (Recebida pelo Email)



O Brasileiro é assim:

A- Coloca nome em trabalho que não fez.

B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.

C- Paga para alguém fazer seus trabalhos
.
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.

7. - Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

8. - Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.

9. - Viola a lei do silêncio.

10. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

11. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.


12. - Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.

13. - Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

14. - Faz
"gato " de luz, de água e de tv a cabo.

15. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

16. - Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.

17. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

18. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.

19. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

20. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

21.. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.

22. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

23. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

24. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

25. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

26. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

27. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.

28. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

29. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

30. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos....

Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra  das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo a partir de nós mesmos, e da igreja que se diz se de Cristo e não é muito diferente do Congresso Nacional, basta vôce frequentar as convenções, os presbitérios, os cursilios, e etc... Está tudo podre!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...."


Amigos!

Esse é um dos e-mails mais verdadeiros que recebi.

Colhemos o que plantamos! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes.

Palha ou Arvore?




Salmo 1.1-6


Exórdio

Você já parou para pensar ao lado de quem você está sentado? Você sabe por que preferiu ficar ao lado dessas pessoas? Olhe para elas. Você é capaz de reconhecer algumas qualidades? Que tipo de caráter seus amigos e amigas têm? Há um velho ditado que diz: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. É apenas um velho ditado! Mas creio que boa parte de vocês já o ouviu muitas vezes. E sabem por quê? Pois, somos conhecidos pelas coisas que praticamos, pelos lugares que freqüentamos e pelas pessoas com as quais convivemos. Este é um dos motivos pelos quais os pais sempre se preocupam com seus filhos. Eles querem o melhor para eles, por isso os observam e os aconselham. Da mesma forma, temos um Deus que se preocupa conosco e, por isso nos orienta.


Explicação

Razão pela qual, este Salmo sapiencial aponta para dois caminhos ou comportamentos que representam dois modos de vida com resultados diferentes. Ao mesmo tempo contrasta os dois únicos tipos de pessoas do ponto de vista de Deus, tendo cada tipo um conjunto distintivo de princípios de vida.

O salmista inicia declarando que Bem-aventurado é o homem que, primeiro, não anda no caminho dos ímpios, ou seja, não participa das idéias dos ímpios, suas ações não são inspiradas em princípios mundanos, maldosos e astutos; segundo, que não se detém no caminho dos pecadores, ou seja não participa dos seus projetos, não adota a linha de comportamento deles; terceiro nem se assenta na roda dos escarnecedores, ou seja, não participa do seu modo de agir, zombando de Deus e de coisas eternas. Porém, antes, tem a lei do Senhor por conselheira, tema de reflexão habitual, guia e norma de conduta. Ela é acolhida com prazer e não com pesar, é uma adesão alegre movida pela obediência e motivada pelo amor. Assim, bem-aventurado é aquele que é fiel a Deus naquilo que evita e naquilo que faz. Bem-aventurado significa que o justo desfrutará do favor e das graças especiais de Deus. Bem-aventurado não somente é a palavra pela qual este salmo se inicia, mas é também, a essência do que é prometido aos que meditam na Palavra de Deus, noite e dia. Meditar não é apenas ler como se fosse um dever, mas é procurar entender espiritualmente a lei do Senhor e, em seguida, aplicá-la à sua própria vida.

No versículo dois, a palavra em hebraico torah, traduzida por lei, pode ser interpretada como instrução e como a Palavra viva de Deus, que sai ao encontro das pessoas para manifestar-lhes a sua vontade e, assim, conduzi-las pelo caminho da vida e do bem.

A partir dos versos três, o autor faz uso de comparações campesinas para caracterizar o justo e o ímpio. O justo é visto como uma árvore bem irrigada, frondosa, bem enraizada e carregada de frutos maduros, diante da inconsistência da falta de raiz e instabilidade da palha que o vento leva.


Proposição

Diante dessas comparações podemos aprender que há dois caminhos que se contrastam e são metáforas da conduta humana. Transição: Um deles é o caminho que leva à...

I – morte, caracterizada aqui pelo ímpio que...

1. não ama a lei do Senhor, antes a odeia e dela escarnece;

2. não é como a árvore saudável, plantada ao lado de águas abundantes, porém é como a palha. O que é a palha e por que a palha? Por que será que este é comparado à palha? O que se sabe é que a palha era lançada ao vento pelo processo de joeiramento, ou seja, após a colheita, os lavradores lançavam os grãos debulhados para cima, para que o vento levasse a palha mais leve à medida que os grãos caíssem ao chão. Com essa comparação, o salmista quis mostrar que, assim como a palha é pequena, sem valor, inútil, morta, sem raiz, nem estabilidade, inconstante e facilmente levada pelo vento, semelhantemente é o perverso que não ama a Deus e a sua Palavra. As Escrituras o descrevem como aquele que prefere fazer seu próprio caminho, está sempre envolvido até o pescoço na prática do mal e aprecia arrastar outras pessoas para a sua vereda tortuosa. Desta forma, a palha ilustra de modo claro a vida do homem e da mulher sem Deus;

3. não tem fruto como o justo, antes o seu caminho é tenebroso, repleto das obras da carne: guerra, ódio, injustiça, maldade;

4. o seu fim está determinado. O seu fracasso é certo e será total e em todos os campos:

  • forense, porque comparecerá perante o Tribunal de Cristo e não resistirá ao juízo de Deus;

  • religioso, porque não participará da congregação do justo. O ímpio, por sua própria escolha, rejeita a comunidade dos santos e a comunhão com o povo de Deus;

  • vital e prática , pois o seu caminho perecerá, no juízo será separado do justo, como o joio do trigo, como a palha do grão e, então, lançado na fornalha de fogo, para o tormento eterno, onde haverá pranto e ranger de dentes (segundo a Palavra de Deus). Deste modo terminam muito mal, tanto física quanto espiritualmente.


O outro caminho é o que conduz à...

II – vida, caracterizada aqui pelo justo que...

1. ama a lei de Deus, anda em retidão, em amor e obediência à sua Palavra, não se envolve com os maus, antes, bebe dos princípios sábios de Deus;

2. é feliz e cresce, como árvore viçosa, sempre florescendo, porque próximo há água e água em abundância. Sua raiz profunda absorve todo nutriente necessário para a vida, sua folhagem não murcha e dá muitos frutos. Por que será que este é comparado à árvore? Porque a árvore é permanentemente bela e frutífera, seus galhos oferecem sombra para descansar-se nela; cresce com o sol e a chuva, esperando assim em Deus e colocando a sua vida nas mãos dele. Semelhantemente é o justo, porque o Senhor é para ele um manancial de águas vivas. Podemos dizer que as bênçãos divinas são descritas aqui em termos de água abundante, água que transmite vida e fertilidade. A expressão “plantada junto a correntes de águas” ilustra de modo belo a vida do homem cheio do Espírito;

3. no devido tempo dá o seu fruto. O fruto é algo a ser esperado e produzido no tempo devido, por haver permanentemente provisão de água. Assim, o justo descrito pelo salmista produz os frutos mencionados na carta aos Gálatas. São estes: frutos de amor, alegria, paciência, bondade, retidão, fidelidade, mansidão, domínio próprio e paz*. Hoje, não se fala em outra coisa a não ser em paz. Há até *o dia Internacional de Oração pela Paz, mas onde está a paz? Nunca houve tanta guerra, tanta morte, tanta violência. O mundo anseia e clama por paz, não obstante precisa aprender que só o Senhor pode nos dar a paz. Esta é fruto de amor e obediência à Palavra de Deus, é fruto daquele que anda no caminho do justo. Contudo, o justo sempre terá um testemunho novo e vigoroso, mesmo em meio à tribulação e à adversidade, porque as raízes de sua personalidade se molham perpetuamente nas Águas Vivas, extraindo toda força necessária para viver, de modo que sua folhagem não murcha e não cai.

4. será bem sucedido. Embora o salmista não diga explicitamente, o caminho do justo leva a bom termo, ao êxito e a plenitude em todos os campos:

  • forense, porque terá sua vida aprovada, visto que o Senhor conhece os seus caminhos. O Senhor aceita o caminho dos justos porque é o seu caminho. E os protege porque confiam nele e recebem a Cristo pela fé;

  • religioso, porque farão parte da assembléia dos justos já em vida e depois na eternidade;

  • vital e prático, porque desfrutarão da vida eterna, ouvindo o Senhor dizer, como está escrito no evangelho de Mt 25.34: “Vinde benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Lá, “os justos resplandecerão como o sol”. Mt 13.43


Concluindo...

O salmista nos ensina que ao andarmos no caminho reto e justo do Senhor, primeiro, cuidaremos de nossa imagem, não andando, não se detendo e nem se assentando com aqueles que trilham caminhos opostos, segundo cuidaremos de nossa performance alimentando-nos com alegria na Palavra do Senhor dia e noite, de tal maneira que daremos e colheremos muitos frutos, frutos que promoverão a vida, o amor, à paz, o shalom de Deus, que tanto o mundo precisa. E, como recompensa herdaremos a vida eterna.

Por fim, este Salmo termina mostrando o caminho da vida e o da morte. A forma campesina usada para contrastá-los, lembra-nos que os ciclos da natureza são comparados com o próprio ciclo da vida e com o caráter humano. Por isso, a primavera nos recorda a vida nova que surge do seio da terra e da alma de quem se deixa encantar pelas coisas simples e belas, que a vida oferece a cada dia. Quer ocasião melhor para pensar num projeto de vida como o da primavera, que renasce, alimenta, embeleza e alegra a vida?

É momento de pensarmos que o justo floresce, sua vida se renova, assim como a natureza na primavera, enquanto o ímpio é a palha que o vento leva.

É momento de lembrarmos que o Senhor nos chama para trilhar o seu caminho, para sermos instrumentos de vida, paz e amor.

É momento de pensarmos afinal, que caminho queremos seguir? É certo que nossa vida dependerá dessa escolha. Então, que tipo de pessoa nós queremos ser? Palhas ou árvores?

Palhas, não! Árvores junto a correntes de águas, sim, devem ser todos os que amam a Deus.

Assim Deus nos ajude, nos abençoe e nos dê a paz!
 
fonte:metodista.br

Serie Solas da Reforma: Sola Fide


Sola Fide
por
Rev. Paul Settle


“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei” (Romanos 3:28)
Os Reformadores descobriram, à partir das Escrituras, que os pecadores são justificados pela fé somente. Eles descobriram que a fé é mais do que simplesmente andar de cabeça erguida, esperando que as coisas melhorem (confiança desconectada de um objeto de confiança), e que ela é mais do que meramente crer no que uma igreja ou uma autoridade eclesiástica ensina (confiar numa igreja e aceitar seus dogmas sem confiar em Cristo como Salvador).
Na Bíblia, a fé verdadeira e viva é crer na Palavra de Deus e se entregar a Ele em segura confiança. A fé é a apreensão inteligente da alma da verdade revelada, a aceitação da verdade como se aplicando a si mesmo e a resposta para as suas próprias necessidades, a apropriação da verdade como uma palavra e um convite pessoal de Deus, e uma confiança ativa em Deus e no Seu Filho. Os Reformadores enfatizaram que a fé não é apenas a aceitação intelectual de fatos, mas, antes, é a segura confiança no Cristo vivo. “Confiar em Cristo”, diz Sinclair Ferguson, “...é o cerne da fé. Fé significa habitar em Cristo (João 15:1-11); ela significa receber a Cristo (João 1:12) e, portanto, abraçá-Lo em total confiança”. A fé gira em torno de Cristo e está fundamentada nEle. J. I. Packer recordar o acróstico da escola dominical que a expressa perfeitamente: F-A-I-T-H [Fé] — “Forsaking All, I Take Him” [Abandonando tudo, eu O seguro].
A confiança ou certeza da fé brota da consciência de descansar sobre a Palavra de Deus que “não pode mentir” (Tito 1:2). Deus é digno de confiança; Ele fala a verdade; nós cremos nEle e confiamos seguramente nEle. “Agora, pois, Senhor JEOVÁ, tu és o mesmo Deus, e as tuas palavras são verdade, e tens falado a teu servo este bem” (2 Samuel 7:28). A fé começa com as Sagradas Escrituras que foram escritas por homens inspirados pelo Espírito Santo e cujas palavras, portanto, constituem a própria Palavra de Deus. “Pelo que também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes” (1 Tessalonicenses 2:13).
Nossa experiência de fé começa com as Escrituras; mas, qual é a origem da fé, de onde ela vem? Fé é uma graça, um dom de Deus (Efésios 2:8; Filipenses 1:29). Ela começa (e continua!) como uma obra do Espírito de Deus. Homens caídos não podem ler e entender a Bíblia sem a Sua assistência miraculosa. Eles não podem apreender nem confiar na verdade, nem podem aceitá-la e aplicá-la a si mesmos, ou recebê-la no coração como um convite pessoal de Deus. Pecadores não podem se voltar para Cristo sem o auxílio soberano e poderoso de Deus. Somente quando, e não até que, o Espírito ilumina o coração, um incrédulo pode agarrar as realidades do evangelho, renunciar seus pecados e sua pecaminosidade e vir a Cristo. Em outras palavras, uma pessoa deve “nascer de novo” antes que ela possa crer. A fé, portanto, vem após a regeneração (João 3:3; 1 Coríntios 2:14; João 6:44, 65; 2 Coríntios 4:4-6; João 3:3-8). Nós estamos mortos; o Espírito imparte o sopro de vida; esta primeira respiração é a fé.
Os pecadores estão ligados ou unidos a Cristo pela fé somente. A fé, unindo-nos a Cristo, faz com que todas as bênçãos espirituais sejam nossas (Efésios 1:3). Assim, a fé é suficiente — nada mais é necessário ou requerido. A fé é perfeitamente adequada para salvar, pois ela liga pecadores com um Salvador perfeitamente adequado. Nós desfrutamos uma salvação perfeita porque, à vista de Deus, estamos unidos com um Salvador perfeito. Quando o carcereiro filipense perguntou, “O que devo fazer para ser salvo?”, a resposta de Paulo disse tudo, “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”.
Sola Fide!

(Rev. Paul Settle, um dos fundadores originais da Presbyterian Church in America (PCA), serve como pastor assistente na Park Cities Presbyterian Church (PCA) em Dallas, Texas).

Os "males" do Calvinismo


Os Males do Calvinismo
Frank B. Beck
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1
Em anos recentes tem havido uma ênfase crescente sobre a teologia
calvinista. A republicação dos comentários de João Calvino sobre as
Escrituras e o livro de John Gill, The Body of Divinity; The Reign of Grace, de
Abraham Booth; e os sermões de Charles Haddon Spurgeon; juntamente com
livros recentes tais como: The Reformed Doctrine of Predestination, de Loraine
Boettner; Calvinism, de Abraham Kuyper; The Sovereignty of God, de A. W. Pink;
também o aumento da popularidade do Christian Reformed Hour com umas
200 estações de rádio reproduzindo sua programação e sua circulação mensal
do Back to God Family Altar a 55.000 leitores e outras antigas publicações em
contínua reimpressão: The Gospel Standard, Signs of The Times, Zion’s
Witness, e Zion’s Lanmark é ampla evidência que o Calvinismo está longe de
estar morto.

I. O que é Calvinismo?
O Calvinismo é um sistema de crença. É um sistema de verdade. É uma
forma de ensinar a Bíblia, popularizada por João Calvino, o grande
Reformador Protestante. Por conseguinte, é chamado “Calvinismo”. Calvino
tomou-o de Agostinho, bem como da Escritura, e Agostinho tomou-o dos
escritos de Paulo nas Escrituras e da igreja primitiva, e Paulo recebeu-o, “não
de homem, mas de Deus” (Gálatas 1:11, 12).
O Calvinismo declara que o pecador está literalmente “morto em
delitos e pecados” (Efésios 2:1) e, portanto, não pode fazer nada em favor da
salvação de sua alma. Ele declara que o homem tem uma vontade e, portanto,
não é uma máquina, mas sua vontade não é livre nas questões espirituais, para
as quais está morto. Ele é mantido cativo pelo Diabo (2 Timóteo 2:26) e não
busca a Deus (Romanos 3:11).
O Calvinismo crê que Cristo morreu somente pelos eleitos, ou Suas
ovelhas, num sentido salvífico (João 10:15; 1 Pedro 2:24, 25). Crê que Cristo
salva a quem Ele quer (João 5:21; Romanos 9:18); que a regeneração do
Espírito Santo cria o verdadeiro arrependimento e o dom da fé no coração
daqueles por quem Cristo morreu (2 Timóteo 2:25 e Hebreus 12:2).
O Calvinismo declara que os propósitos de Deus nunca podem ser
frustrados (Isaías 46:10; Salmos 115:3).
Que crença chocante! Essa é a fé querida por aqueles chamados de
“calvinistas”. É um erro chamar alguém que sustenta essas visões
mencionadas de “hiper-calvinistas”. Eles não são hiper-calvinistas, mas
calvinistas.

II. Quais são alguns dos “males” do Calvinismo?
Primeiro, o Calvinismo humilha o homem, e esse é deveras um grande
mal! Aos olhos do homem carnal ou natural, o Calvinismo tira cada palha
sobre a qual o homem se apoiaria. Como o profeta Miquéias, que era odiado
pelo ímpio Rei Acabe, pois nunca profetizava o bem para ele, mas sempre o
mal (2Cr. 18:7). O Calvinismo lhes diz que o “a inclinação da carne é
inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o
pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”
(Romanos 8:7, 8); os homens são “maus” (Lucas 11:13), “por natureza filhos
da ira” (Efésios 2:3).
Por causa da depravação total e inabilidade do homem, o Calvinismo
declara que o homem não tem liberdade de vontade. Ele pode escolher apenas
o pecado. Sua vontade é controlada por sua natureza, e sua natureza é
corrupta. Esse é um grande mal! O homem não gosta de ser informado que
não pode fazer o que quer. Ele não gosta de ouvir a Escritura: “Não há
ninguém que busque a Deus” (Romanos 3:11); ou as palavras de Cristo: “E
não quereis vir a mim para terdes vida” (João 5:40); “Ninguém pode vir a
mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último
dia”; ou quando Ele disse a Jerusalém: “Quantas vezes quis eu ajuntar os teus
filhos… e tu não quiseste” (Mateus 23:37). O homem carnal gosta de pensar
que há certa bondade em todos os homens, que todos os homens estão
buscando a Deus, e que eles podem se arrepender e vir a Jesus Cristo a
qualquer momento que assim decidirem.
Segundo, o Calvinismo exalta a Deus. Ele não somente rebaixa o
homem, sua vontade, obras e dignidade ao pó, mas apresenta Deus como
DEUS! Coloca Deus sobre o trono. Ele diz, Deus pode e de fato faz tudo o
que quer; Deus é absolutamente livre e independente. O Calvinismo confessa:
“Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou” (Salmos 115:3);
o Filho do homem desperta, ou vivifica, “aqueles que quer” (João 5:21); o
Espírito Santo dá dons espirituais e habilidades a vários membros do corpo de
Cristo, “repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Coríntios
12:11); e “como lhe agrada” (v. 18). Ele proclama com regozijo que Deus “faz
todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11) e que
“dele… são todas as coisas” (Romanos 11:36).
Terceiro, o Calvinismo honra a morte de Cristo. Ele diz que a morte
do Senhor Jesus Cristo realmente salva! Que Cristo de fato morreu no lugar
do crente! Crê plenamente nas Escrituras: “Cristo morreu por nossos
pecados” (1 Coríntios 15:3) e “Cristo morreu por nós” (Romanos 5:8). Visto
que Ele morreu em nosso lugar e pagou a penalidade por nossos pecados, nós
fomos libertos; isso porque Deus não demandará que o pagamento seja feito
duas vezes; primeiro das mãos sangrentas do meu Substituo, e então das
minhas. Deus não cobrará a dívida duas vezes. Se Cristo morreu por todos os
homens sem exceção, então todos os homens sem exceção serão salvos. Como
pode alguém perder-se e ir para o inferno por seus pecados se Cristo morreu
por ele, pagou pelos seus pecados e expurgou os mesmos (João 1:29)? Mas é
evidente que nem todos os homens são salvos (Mateus 7:13), pois Cristo não
poderia ter sofrido pelos pecados daqueles que morrem em seu pecado (João
8:24). Cristo “tira o pecado do mundo” (João 1:29), mas não o pecado dos
incrédulos. Como poderia, visto que o pecado deles “permanece”? (João 9:41).
Cristo suportou verdadeiramente os pecados daqueles por quem
morreu em seu corpo sobre a cruz, que foram sarados por suas feridas (1
Pedro 2:24 e Isaías 53), e voltaram ao Pastor e Bispo de suas almas (v. 25).
Eles foram “justificados” (tempo passado) por Cristo, pois este morreu por
eles (Romanos 5:9). Ele redimiu-os (Efésios 1:7). Ele lavou-os de seus pecados
em Seu sangue (Apocalipse 1:5). Eles foram “reconciliados” (tempo passado)
com Deus por Cristo (Romanos 5:10); e seus pecados não são imputados ou
cobrados deles (2 Coríntios 5:19). Tudo isso e mais Ele fez por aqueles por
quem morreu. Visto que isso não é verdade de todos os homens
individualmente, Cristo não morreu por todos os homens sem exceção, mas
somente pelo “mundo” dos eleitos. Isso é o que a Palavra de Deus ensina.
Cristo se deu a si mesmo em “preço de redenção por todos” (1 Timóteo 2:6), mas
no sentido de dar Sua vida pelas ovelhas (João 10:15). Cristo é a propiciação
pelos pecados do mundo todo (1 João 2:2), porém somente no sentido de que
Ele realmente morreu, não pelos pecados dos judeus eleitos apenas, a quem
João ministrava (ver Gálatas 2), mas também pelos pecados de todo o mundo
gentil eleito. Ele se deu “em resgate de muitos” (Marcos 10:45). Aqueles por
quem Cristo morreu são todos salvos. Ele salvou-os por Sua morte no lugar
deles. Ele não morreu em vão.
Quarto, o Calvinismo reconhece o poder do Espírito Santo. O pecador
está “morto” espiritualmente. Ele não pode fazer nada. Não pode ouvir o
evangelho, desejar, arrepender-se ou crer. Esse é outro “mal” do Calvinismo.
O homem gosta de pensar que tem alguma parte em sua salvação. Mas o
Calvinismo dá toda a glória ao Espírito Santo na regeneração. Ele é
soberano. É o Espírito Santo que “vivifica” ou dá vida (João 6:63). O
Espírito Santo dá o novo nascimento a quem quer (João 3:3-8). Se já
nascemos de novo, é porque o Espírito Santo desejou e fez isso. É pelo
Espírito Santo que somos convencidos do pecado (João 16:7-11); que Cristo é
revelado a nós (1 Coríntios 2:9-14); que confessamos que Jesus é Senhor
(1Coríntios 12:3); e temos qualquer dom espiritual com o qual servir a Deus (1
Coríntios 12:11); ou qualquer desejo de fazê-lo (Romanos 5:5 e Gálatas 5:22,
23). O Calvinismo faz-nos dependentes somente do Espírito Santo.
Quinto, o Calvinismo magnifica a graça de Deus. Sim, os calvinistas
vão ao extremo sobre a graça de Deus, se isso é possível. Pense! Embora o
pecador esteja morto em pecado e ódio a Deus, e mereça a ira de Deus, e a
despeito do fato que Deus não nos deve nada, visto ter criado o homem reto,
que grande graça essa que Deus tenha elegido alguns de nós à vida eterna e fé
salvífica (Atos 13:48)! Que Ele tenha enviado Seu Filho unigênito para levar
os nossos pecados em Seu próprio corpo sobre a cruz (Isaías 53:6); no devido
tempo envia Seu Espírito Santo para nos vivificar; e nos perdoa plena,
livremente e para sempre de todas as nossas culpas e pecados (Efésios 1:7)!
Que graça!
Sexto, o Calvinismo dá segurança eterna aos crentes. Esse é um mal
enorme! É chamada de uma “doutrina perigosa” por muitos. Todavia, existem
tantas passagens da Escritura ensinando a veracidade dessa doutrina, que eu
quase não sei por onde começar. Uma pessoa não precisa passar do oitavo
capítulo de Romanos. Esse capítulo começa com “nenhuma condenação”
para aqueles que estão em Cristo (versículo 1); continua com nenhuma
acusação contra aqueles em Cristo (versículos 31-34); e conclui com nenhuma
separação para aqueles que estão em Cristo (versículos 35-39). No versículo
28, Deus chama os eleitos “segundo o Seu propósito”. Nos versículos
seguintes é dito que Deus os conhece de antemão, predestina, chama, justifica
e glorifica-os – todos eles, e SOMENTE eles. Leia Romanos 8:28-31 e
observe as palavras “daqueles” e “aos que”! Quão inclusivo e exclusivo é isso.
Cada um deles Deus glorificará com certeza. Veja também João 6:39 e João
10:26-30.
Sétimo, o Calvinismo dá o entusiasmo correto à pregação do
evangelho. Se eu sei que Deus tem um povo que Ele chamará (2 Timóteo
2:10), e que há certo número de pessoas a quem Deus o Pai deu ao Filho, e
que todos eles virão a Ele (João 6:37), e que as ovelhas, por quem Cristo dá a
Sua vida, ouvirão Sua voz e O seguirão (João 10:26-27), e que a Palavra de
Deus não voltará vazia, mas cumprirá o que lhe agrada e prosperará naquilo
para o qual Ele a enviou (Isaías 55:11); isso deveria me fazer perguntar: “Bem,
por que pregar então? Por que não enviar outros?”? Não! Há toda razão para
a pregação. Seria tão tolo quanto perguntar: “Por que pescar então?”, visto
que eu sei que o lago está cheio de peixe; ou, “Por que trabalhar então?”, visto
ter certeza que conseguirei dinheiro suficiente para sustentar eu e a minha
família. Tal fato não foi um obstáculo à pregação do apóstolo Paulo, quando
ele considerou trabalhar em Corinto. O Senhor lhe apareceu numa visão e
disse: “Não temas, mas fala, e não te cales… pois tenho muito povo nesta
cidade” (Atos 18:10). Isso foi após o Redentor ressurreto dizer: “É-me dado
todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as
nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que
eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”
(Mateus 28:18-20).

Fonte: The Evils of Calvinism, Frank B. Beck, Predestinarian Press

Como Seria se Jesus fosse Neopentecostal!

Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria satanás pela palavra, mas teria o repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11) 

Se Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do senhor” (MT 5 :38-42) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15) 

Se Jesus fosse neopentecostal, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comercio, desta vez sob sua gerência. (MT 21:12-13) 
Se Jesus fosse neopentecostal, quando os fariseus o pedissem um sinal certamente ele imediatamente levantaria as mãos e de suas mãos sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo e glória se formaria em volta dele que flutuaria enquanto anjos cantarolavam: “divisa de fogo varão de guerra, ele desceu a terra, ele chegou pra guerrear”. E repetiria tal performance sempre que solicitado. (Mt 16:1-12) 

Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria tido para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado a mulher encurvada imediatamente, mas teria a convidado para a Escola de Cura para o aprender os 7... veja bem, os 7 passos para receber a cura divina. (LC 13:10-17) 

Se Jesus fosse neopentecostal, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana! Mas marchariam atrás da carruagem enquanto os apóstolos contaariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha pra Jesus. (MT 21:1-15) 

Se Jesus fosse neopentecostal, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaia 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria expulsado o demônio do geraseno com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí se iniciar o processo de libertação daquele jovem. (Mc 5:1-20) 

Se Jesus fosse neopentecostal, o texto seria assim: “ Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um pobre entrar no reio dos céus” (Mt 19:22-24) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria transformado água em vinho, mas em Guaraná Dolly. (Jo 2:1-12) 

Se Jesus fosse neopentecostal, ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20) 

Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado seu ao ministério. (Lc 19:1-10) 

Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada. 

Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra.... (Jo 16:33) 

Se Jesus fosse neopentecostal, ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir. 

Certamente, Se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você... Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era. 

Fonte: Blog Fé e Razão