O Vaso de Alabastro



O vaso de alabastro é conhecido entre os cristãos por ter sido o tipo de recipiente utilizado para portar óleos ou essências em algumas passagens do Novo Testamento. Diante disto, muitos ficam curiosos sobre como era esse vaso, e o que significa alabastro. Neste estudo bíblico, iremos entender um pouco melhor o que é o vaso de alabastro.

O que significa alabastro e o que era o vaso de alabastro?

Originalmente a forma neutra do grego alabastros era usada para designar um frasco de alabastro que possuía um gargalo comprido. Quando o conteúdo era utilizado, tal gargalo era rompido. Geralmente o conteúdo armazenado nesses frascos eram óleos e essências.
O mesmo termo também era utilizado para se referir a qualquer frasco que possuía o formado indicado acima, não importando o material de que tivesse sido fabricado.
Já o alabastro era uma variedade de carbono de cálcio produzido por depósito natural e hidratado. Existe uma diferença entre os alabastros da antiguidade e os mais modernos. O alabastro moderno é um tipo de gesso, sendo uma pedra mais mole. Já os alabastros da antiguidade, chamados no hebraico de shayish ou shesh, geralmente eram de mármore, compostos de calcita (1 Crônicas 29:2; Ester 1:6).
Esse material em sua forma pura tem uma cor branca e translúcida. Geralmente o alabastro era encontrado em regiões calcárias, em cavernas e locais próximos de nascentes. Os alabastros eram muito utilizados na escultura de estátuas e na fabricação de vasos, frascos, caixas, garrafas e recipientes em geral.
Havia vasos de alabastro fabricado na região da Palestina com pedras escavadas no vale do Jordão. Outros eram importados do Egito, sendo estes mais valiosos.

O vaso de alabastro na Bíblia

No Novo Testamento encontramos algumas passagens que fazem referência à utilização do vaso de alabastro. A primeira está no Evangelho de Mateus, quando Jesus é ungido em Betânia:
Nos Evangelhos de Marcos e João encontramos um texto paralelo ao relato do Evangelho de Mateus (Marcos 14:3-9; João 12:1-8). No caso da referência de Marcos, trata-se de um paralelo exato. Já no texto do Evangelho de João algumas diferenças cronológicas podem ser percebidas; porém nenhum detalhe entra em conflito com os textos de Mateus e Marcos.
Alguns argumentam que na narrativa de João é dito que a mulher ungiu os pés de Jesus com o unguento que estava no vaso de alabastro; enquanto Mateus e Marcos relatam que o liquido foi derramado sobre sua cabeça. Porém é possível que ela tenha derramado tanto bálsamo em Jesus que o liquido escorreu até mesmo pelos pés d’Ele. Sobre isso, João escreve que havia “uma libra de bálsamo de nardo puro” dentro do vaso de alabastro (João 12:3). Essa medida equivalia a algo em torno de 450 gramas de perfume, uma quantidade suficiente para cobrir Jesus. 
Essa mulher que aparece anônima nos Evangelhos de Mateus e Marcos é identificada no Evangelho de João. Ela era Maria, irmã de Marta e Lázaro, aquele que foi ressuscitado.

O nardo puro no vaso de alabastro

O liquido que a mulher carregava no vaso de alabastro era o nardo puro (Marcos 14:3). O nardo era um perfume raro feito de raízes de uma planta nativa do Himalaia. Nos tempos bíblicos ele era importado justamente em frascos selados de alabastro. Esses pequenos vasos de alabastros eram abertos apenas em ocasiões muito especiais.
Judas estipulou o preço do nardo que havia naquele vaso de alabastro em trezentos denários (João 12:5). Isso equivalia a um ano de salário de um trabalhador da época. Esse valor também era provavelmente dez vezes maior que o valor que o mesmo Judas recebeu para trair Jesus.
O vaso de alabastro também é citado numa referência no Evangelho de Lucas (Lucas 7:36-50). Lucas fala de uma mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus com especiarias que estavam num vaso de alabastro. Aqui é importante dizer que essa mulher não deve ser confundida com a mulher citada anteriormente no episódio registrado por Mateus, Marcos e João, apesar das evidentes semelhanças.
A mulher mencionada por Lucas realmente não teve sua identidade revelada. É muito comum a interpretação de que essa tal mulher tenha sido uma prostituta. Mas no texto original em grego a expressão “era pecadora” traduz um termo que não precisa significar necessariamente que ela era uma meretriz.
O texto apenas deixa claro que ela era muito conhecida no povoado por sua má reputação. Além disso, no texto de Lucas ela já aparece como uma mulher arrependida. Isso significa que seja lá o que a mulher do vaso de alabastro tivesse feito, ela já não fazia mais.

Natal, tempo de esperanca

O Natal de Miquéias

"Ai de mim! porque estou feito como as colheitas de frutas do verão, como os rabiscos da vindima; não há cacho de uvas para comer, nem figos temporãos que a minha alma deseja,
Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede.
As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal.
O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão.
Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.
Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.
Eu, porém, olharei para o SENHOR; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá."


Não, isso não foi escrito em nossos dias. Foi escrito ha mais de 2500 anos. Quando o profeta Miquéias escreveu isso (Mq 7.1-7), sua sociedade estava profundamente corrompida. Não havia como encontrar esperança em seu mundo. No entanto, ao invés de olhar para as circunstancias tão desesperadoras ele coloca suas esperanças, seus anseios e toda sua expectativa, no Deus supremo que não pode mentir nem mudar, o YAWEH, o Deus verdadeiro que iria providenciar a salvação para seu povo.

Mais de 500 anos mais tarde, sua esperança se cumpriu:"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade"(Mq 5.2). Este é Jesus, nosso Senhor e Salvador.

O mais interessante disso tudo é que a sociedade de nossos dias continua a mesma de Miquéias. Isso porque, para a grande maioria da humanidade, Jesus é apenas o pobrezinho de Belém, o homem de Nazaré, o cara-la-de-cima, o guru, o sábio, o racional superior... e por aí vai.

Mas para Miquéias e para aqueles "que o receberam" porém, Ele é aquele "que era, que é e que há de ser", o "alfa e ômega", o "Principe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, Pai da Eternidade, Deus Forte", o "Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo", o "Filho do Homem", o "Salvador", o "Senhor", A "Palavra", o "Caminho a Verdade e a Vida", o YAWEH.

Natal é a lembrança do nascimento da nossa Esperança. Natal é a convicção de que não obstante este mundo tão perdido em que vivemos, somos herdeiros da promessa e somos "feitos filhos de Deus" em Cristo Jesus.

O Natal de Miquéias aconteceu apenas em seu coração. Miquéias tinha seus olhos firmados no futuro, nós devemos voltar nossos olhos para o passado. Miquéias morreu sem ver sua Esperança, nós nascemos em meio a Sua vinda. Nossa Esperança está cumprida, o que nos resta é só aguardar o dia em que veremos "face a face e então conhecerei como também sou conhecido".

Celebre intensamente esta data. O nosso Salvador veio ao mundo e pagou nossa dívida. Cristo Jesus, Rei dos Reis, se fez homem para que a nós homens (e mulheres), fosse dado viver eternamente.

Feliz Natal a Todos!!!!
Marcelo Batista Dias.

Pastor nâo trabalha?



PASTOR NÃO TRABALHA???
Se um Professor estuda, se prepara e dá uma aula de 45 minutos, ele está trabalhando.
Se um Pastor estuda, se prepara e prega uma mensagem de 45 minutos, ELE NÃO TRABALHA.
Se um Psicólogo atende e aconselha pessoas, ele está trabalhando.
Se um Pastor atende e aconselha pessoas, ELE NÃO TRABALHA.
Se um Administrador se organiza, faz reforma, contrata mão de obra, e gerencia uma empresa, ele está trabalhado…
Se um Pastor se organiza, faz reforma, contrata mão de obra e gerencia uma igreja, ELE NÃO TRABALHA.
Se um contador faz os cálculos, economiza, equilibra as finanças e faz investimentos, ele está trabalhando…
Se um Pastor faz cálculos, economiza, equilibra as finanças e faz investimentos na igreja, ELE NÃO TRABALHA.
Se qualquer um desses tirar férias, é justo, afinal, eles trabalham…
Já um pastor não pode tirar férias, não deve receber salário, e não merece respeito…
Afinal, ELE NÃO TRABALHA.
VALORIZE SEU PASTOR!
VIDA DE PASTOR:
PASTOR É ALVO DAS MAIS DESENCONTRADAS OPINIÕES…
*Se o Pastor é ativo*
– É ambicioso
*Se é calmo*
– É preguiçoso
*Se o Pastor é exigente*
– É intolerante
*Se não exige*
– É displicente
*Se o Pastor visita*
– É incômodo
*Se não visita*
– É irresponsável pelas ovelhas
*Se o Pastor fica com os jovens*
– É imaturo
*Se fica com os adultos*
– É antiquado e ultrapassado
*Se fica com as crianças*
– É infantil
*Se procura atualizar-se*
– É mundano
*Se não atualizar-se*
– É mente fechada
*Se o Pastor cuida da família*
– É descuidado com a Igreja.
*Se o Pastor cuida da Igreja*
– É descuidado com a família
*Se prega pouco*
– É que não tem mensagem
*Se prega muito*
– É enfadonho
*Se não tem boa oratória*
– É despreparado
*Se tem boa oratória*
– É exibido
*Se procura agradar a todos*
– É sem personalidade
*Se é positivo, e procura corrigir*
– É parcial
*Se o Pastor se veste bem*
– É vaidoso
*Se veste mal*
– É relaxado
*Se não sorri*
– É cara dura
*Se o Pastor ri*
– É irreverente
*Se realiza programas novos*
– É que só quer viver de promoções
*Se não realiza.*
– É que não tem ideias
*Se o Pastor é alegre*
– É sem linha
*Se chora no púlpito*
– É chorão
*Se o Pastor organiza trabalho*
– É explorador do rebanho
*Se não organiza*
– É que não dá trabalho ao rebanho
*Se o Pastor fala alto*
– É irritante
*Se fala baixo*
– É um coitado, não tem voz ativa
*Se o Pastor prega na rua*
– Está barateando o Evangelho
*Se só fica na igreja*
– É acomodado nas quatro paredes
*Se o pastor está triste,*
_Já dizem que perdeu a fé.
*Se o pastor fica doente,*
_É porque está na carne.
*Ser Pastor é um tremendo desafio*
É uma questão de chamada e de entrega.
O Pastor é uma pessoa, que tem sentimentos!
Entenda o seu Pastor!
O Pastor é um ser humano que precisa das ovelhas, tanto quanto precisamos dele. É o portador das Boas Novas.
Ame e entenda seu Pastor.
*Ore e apoie o seu Pastor. Ele é carente de oração.*

SOBRE A CONTINUIDADE DOS DONS E DE OUTRAS COISAS



Rev. Augustus Nicodemus

Guardadas as devidas proporções e os diferentes propósitos de Deus na História, acredito em milagres em nossos dias. O problema, porém, é mais complexo do que simplesmente acreditar ou não na continuidade dos dons. O fato é que espíritos mentirosos e enganadores, bem como homens maus e charlatões, são contemporâneos do mesmo jeito.
Acredito na continuidade dos espíritos malignos, na continuidade de Satanás, na continuidade do coração humano depravado e enganador, na continuidade de homens de consciências endurecidas, que falam mentiras. Eu creio nessas coisas porque a Bíblia diz que essas coisas sempre estarão presentes, lado a lado, com a obra de Deus na história.
Acreditar somente na continuidade de todos os dons é simplismo e reducionismo da complexidade que as Escrituras nos apresentam. É indispensável que juntamente com minha fé no Deus poderoso que age hoje, eu tenha também discernimento e sabedoria, para não ser iludido por espíritos mentirosos ou por falsos profetas.
Uma ingenuidade com capa de piedade, que considera como incredulidade qualquer questionamento das manifestações sobrenaturais modernas, acaba abrindo a porta para todo o tipo de engano. Essa piedade, na verdade, mais do que ingênua, acaba se tornando supersticiosa. Eu creio que Deus é poderoso para agir como lhe agrada. Mas também sei que o diabo está igualmente ativo, iludindo, enganando, corrompendo a fé de muitos; sei também que o homem é capaz de dizer muita coisa falsa, mentirosa, para enganar e tirar proveito dos crédulos.
Portanto, é necessário que exercitemos cautela, juízo, bom senso e que sempre procuremos, em oração diante de Deus, averiguar cuidadosamente a origem das manifestações sobrenaturais bem como relatos acerca das mesmas. A Igreja deve consistentemente examinar com cuidado os testemunhos, as histórias, os casos, para não cair no engano de espíritos mentirosos.
Não seria exagero admitir que o diabo, mesmo não sendo Todo-Poderoso e onisciente, pode produzir impressões e apercepções na alma humana. Pedro foi vítima desse poder, em certa ocasião e se não fora a intervenção do Senhor Jesus, teria pensado que fizera a coisa certa em querer evitar que o Senhor fosse à cruz (Mt 16.23). O diabo pode mesmo adivinhar certas coisas (ver At 16.17). Os magos de Faraó, através de suas ciências ocultas (certamente no poder de espíritos malignos), fizeram água se transformar em sangue, transformaram suas varas em serpentes e fizeram aparecer rãs, imitando os milagres de Moisés (ver Êx 7.10-12,22; 8.7). Nos tempos de Jó, Satanás fez com que fogo caísse do céu, confundindo os que o viram, que pensaram que havia sido Deus (Jó 1.12 e 16; ver Ap 13.13). Satanás pode se disfarçar e parecer até um anjo de luz, isto é, com aquele brilho da glória característico dos anjos e, quem sabe, aparecer assim disfarçado num sonho ou visão (2Co 11.14).
Já que Satanás, como imitador de Deus, pode chegar a confundir os próprios eleitos, qual o critério seguro para distinguirmos o que vem dele e o que vem do Espírito Santo? Acredito que a melhor resposta é indagarmos qual a posição que Cristo ocupa nessas manifestações. Já que Satanás, voluntariamente, jamais buscará exaltar e glorificar a Cristo (muito embora possa mencioná-lo e até falar bem dele), desconfiemos do que não traz qualquer glória explícita e proposital ao Senhor Jesus. O Senhor Jesus deixa de receber a glória que lhe é devida quando determinados movimentos, produzidos pelo homem e baseados em experiências emocionais e psicológicas, acabam exaltando o próprio homem ou essas experiências. Ou ainda, quando as pessoas acabam por deixar manifestações genuínas do Espírito, cujo alvo primário é exaltar a Jesus Cristo, se tornarem um fim em si mesmas.
“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora...” (1Jo 4.1).

poe em ordem a tua casa




O preletor abriu a Bíblia em Isaías 38:1 que diz: "Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás."
Em seguida, desenvolveu um sermão, tendo como base a expressão "põe em ordem a tua casa". Argumentou que a casa, isto é, a vida familiar de Ezequias estava totalmente destruturada; ele tinha perdido a autoridade dentro de seu próprio lar, desestabilizando, também, o seu reino. Por isso o profeta Isaías comunicou-lhe uma dura mensagem, dizendo que ele tinha de tomar providências, tinha de por em ordem a sua casa, senão iria morrer.
Feita essa exegese, o preletor efetuou a aplicação prática do texto. Começou a bradar à igreja em alta voz, dizendo: "Ponha em ordem a sua casa, ponha em ordem a sua casa. A benção de Deus só virá sobre sua vida se você santificar o seu lar, se fizer prevalecer a Palavra de Deus dentro de sua casa, repudiando a tudo que afete negativamente a sua família. Não caia no mesmo erro de Ezequias."
Um simples análise da passagem mencionada e do seu contexto é o suficiente para revelar que o pregador se equivocou, completamente, ao extrair tal pregação da expressão "põe em ordem a tua casa".
O verdadeiro significado da expressão "põe em ordem a tua casa"
O sentido original dessa expressão significa "dê ordens à sua casa, isto é, à sua família". Em outras palavras, Isaías disse a Ezequias o seguinte: "Se você tem algum orientação a dar sobre a sucessão do trono, ou a respeito de providências domésticas e privadas, faça isso o mais rápido possível". Ezequias estava no meio da vida. Ele subiu ao trono quando tinha vinte e cinco anos de idade, e ele já tinha reinado quatorze anos. É possível que ele não tenha feito nenhum planejamento quanto à sua sucessão, e como isso era muito importante para a paz da nação, Isaías foi enviado para conscientizá-lo da necessidade de deixar bem arranjados todos os negócios do reino, de forma que não houvesse nenhuma anarquia após a sua morte.
A integridade da vida de Ezequias
Imediatamente após o anúncio da sua morte iminente, Ezequias fez uma oração que descortina todo o seu caráter de servo de Deus, que revela toda a sua integridade. Vamos aproveitar o comentário de Barnes sobre a oração desse rei:
E disse: Lembra-te, SENHOR, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo.
[Lembra-te Senhor] O objetivo de Ezequias, evidentemente, era que sua vida fosse poupada,e que ele não fosse subitamente cortado. Ele assim fez menção de sua vida pregressa, sem ostentação, não com o objetivo de justificar-se diante de Deus, mas com o objetivo de apresentar uma razão para que sua vida não fosse cortada. Ele não tinha vivido com muitos dos outros reis de Israel. Ele não patrocinou a idolatria. Ele promoveu uma extensiva reforma entre o povo. Ele tinha exercido sua influência como rei no serviço a Jeová, e sua propósito ainda era esse; e ele, então, orou para que sua vida fosse poupada com a finalidade de poder dar continuidade aos seus planos de reforma entre o povo e para estabelecer o culto a Jeová.
[que andei]. Como ele tinha vivido. Vida, nas Escrituras, frequentemente significa uma jornada, e uma vida de piedade é representada como "andar com Deus" (Gênesis 5:24)
[com fidelidade(verdade)] Em defesa da manutenção da verdade ou da sinceridade.
[e inteireza de coração] Com um coração são, sincero, inteiramente dedicado ao serviço divino. Ele ainda almejava isso; isso era seu grande objetivo. Ele não tinha perseguido seus próprios fins, mas sua influência real tinha sempre sido em favor da religião.
[E fiz o que era reto] Essa declaração concorda inteiramente com o que é dito em 2 Reis 18:3-5
Fica bem claro, portanto, que Ezequias não tinha cometido nenhuma falha ou pecado que pudesse atrair um juízo de morte sobre a sua vida. Sua vida política, familiar e espiritual estava em plena ordem.
Em razão do exposto, só nós resta pedir ao pregador para que ele ponha em ordem a sua lógica interpretativa.


Autor: Cristiano Santana

Perigos do entretenimento




A. W. Tozer


Há muitos anos um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que, quanto mais um homem tem no coração, menos precisará de fora; a excessiva necessidade de apoio externo é prova de falência do homem interior.
Se isto é verdade (e eu creio que é), então o desordenado apego atual a toda forma de entretenimento é prova de que a vida interior do homem moderno está em sério declínio. O homem comum não tem nenhum núcleo central de segurança moral, nenhum manancial em seu peito, nenhuma força interior para colocá-lo acima da necessidade de repetidas injeções psicológicas para dar-lhe coragem para continuar vivendo. Tornou-se um parasita no mundo, extraindo vida do seu ambiente, incapaz de viver um só dia sem o estímulo que a sociedade lhe fornece.
Schleiermacher afirmava que o sentimento de dependência está na raiz de todo culto religioso, e que por mais alto que a vida espiritual possa subir, sempre tem que começar com um profundo senso de uma grande necessidade que somente Deus poderia satisfazer. Se este senso de necessidade e um sentimento de dependência estão na raiz da religião natural, não é difícil ver por que o grande deus Entretenimento é tão ardentemente cultuado por tanta gente. Pois há milhões que não podem viver sem diversão. A vida para eles é simplesmente intolerável. Buscam ansiosos o bendito alívio dado por entretenimentos profissionais e outras formas de narcóticos psicológicos como um viciado em drogas busca a sua injeção diária de heroína. Sem estas coisas eles não poderiam reunir coragem para encarar a existência.
Ninguém que seja dotado de sentimentos humanos normais fará objeção aos prazeres simples da vida, nem às formas inofensivas de entretenimento que podem ajudar a relaxar os nervos e revigorar a mente exausta de fadiga. Essas coisas, se usadas com discrição, podem ser uma bênção ao longo do caminho. Isso é uma coisa. A exagerada dedicação ao entretenimento como atividade da maior importância para a qual e pela qual os homens vivem, é definitivamente outra coisa, muito diferente.
O abuso numa coisa inofensiva é a essência do pecado. O incremento do aspecto das diversões da vida humana em tão fantásticas proporções é um mau presságio, uma ameaça às almas dos homens modernos. Estruturou-se, chegando a constituir um empreendimento comercial multimilionário com maior poder sobre as mentes humanas e sobre o caráter humano do que qualquer outra influência educacional na terra. E o que é ominoso é que o seu poder é quase exclusivamente mau, deteriorando a vida interior, expelindo os pensamentos de alcance eterno que encheriam a alma dos homens, se tão-somente fossem dignos de abrigá-los. E a coisa toda desenvolveu-se dando numa verdadeira religião que retém os seus devotos com estranho fascínio, e, incidentalmente, uma religião contra a qual agora é perigoso falar.
Por séculos a igreja se manteve solidamente contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o pelo que era — um meio para desperdiçar o tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um esquema para desviar a atenção da responsabilidade moral. Por isso ela própria sofreu rotundos abusos dos filhos deste mundo. Mas ultimamente ela se cansou dos abusos e parou de lutar. Parece ter decidido que, se ela não consegue vencer o grande deus Entretenimento, pode muito bem juntar suas forças às dele e fazer o uso que puder dos poderes dele. Assim, hoje temos o espantoso espetáculo de milhões de dólares derramados sobre o trabalho profano de providenciar entretenimento terreno para os filhos do Céu, assim chamados. Em muitos lugares o entretenimento religioso está eliminando rapidamente as coisas sérias de Deus. Muitas igrejas nestes dias têm-se transformado em pouco mais que pobres teatros onde '"'produtores" de quinta classe mascateiam as suas mercadorias falsificadas com total aprovação de líderes evangélicos conservadores que podem até citar um texto sagrado em defesa da sua delinqüência. E raramente alguém ousa levantar a voz contra isso.
O grande deus Entretenimento diverte os seus devotos principalmente lhes contando estórias. O gosto por estórias, característico da meninice, depressa tomou conta das mentes dos santos retardados dos nossos dias, tanto que não poucas pessoas pelejam para construir um confortável modo de vida contando lorotas, servindo-as com vários disfarces ao povo da igreja. O que é natural e bonito numa criança pode ser chocante quando persiste no adulto, e mais chocante quando aparece no santuário e procura passar por religião verdadeira.
Não é uma coisa esquisita e um espanto que, com a sombra da destruição atômica pendendo sobre o mundo e com a vinda de Cristo estando próxima, os seguidores professos do Senhor se entreguem a divertimentos religiosos? Que numa hora em que há tão desesperada necessidade de santos amadurecidos, numerosos crentes voltem para a criancice espiritual e clamem por brinquedos religiosos?
"Lembra-te, Senhor, do que nos tem sucedido; considera, e olha para o nosso opróbrio. . . . Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos! Por isso caiu doente o nosso coração; por isso se escureceram os nossos olhos." Amém. Amém.

Plugados

Recentemente, minha esposa estava trabalhando em casa em seu computador quando subitamente percebeu que a bateria de seu laptop estava fraca e o computador estava prestes a ser desligado. O aparelho, no entanto, estava plugado, logo não deveria estar utilizando a carga da bateria. Seguindo o cabo de energia até o cabo da extensão, ela finalmente percebeu que a tomada da extensão estava ligada em uma de suas entradas e não na tomada da parede! Ela olhou para mim e disse: “Podemos utilizar essa situação como reflexão para um devocional.”
Quando ela disse isso, lembrei-me de uma passagem das Escrituras sobre o poder de Deus. Isaías identifica a verdadeira e infinita Fonte de força na qual devemos nos abastecer — “…o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra…” (v.28). Em seguida, ele fala àqueles cuja força está em declínio, encorajando-os a esperar no Senhor para renovar suas forças (vv.29-31) Isaías 40:27-31.
Jesus referiu-se a nós como galhos habitando nele, que é a Videira (João 15:4-5). É um paralelo com a poderosa conclusão de Isaías (vv.31), que promete que, se estivermos plugados em Deus, correremos e não nos cansaremos, iremos caminhar e não nos cansar.
Quando nos encontramos fracos e angustiados, precisamos nos plugar na verdadeira Fonte de força e vida.
fonte: paodiario.org  

O Convite rejeitado

A Parábola das Bodas e das Vestes
Mateus 22: 1 – 14
O ensino desta parábola tem por objetivo nos dizer, que o convite à salvação é insistente, a todos indiscriminadamente alcança, pois todos estão carentes da graça, porem é cheio de justiça para aqueles que resistem. A parábola nos conta que o honroso chamado de um certo rei, foi rejeitado pelos súditos convidados, sob vários aspectos.
O primeiro grupo de convidados, revela total indiferença, pois sequer analisam o nobre gesto do rei em convidá-los (v.3); quanto ao segundo grupo de convidados, o que se percebe é a insubmissão, estes até analisam a proposta mas não se submetem, pois presumem ser seus interesses mais importantes e lucrativos (v.4); há também o grupo dos impiedosos; a impiedade deste terceiro grupo não apenas rejeita o convite, mas vai além, matam os portadores, fecham a porta da graça para si e para outros (v.6), permanecem na impiedade. Jesus se referia a estes quando orou: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vos não o quiseste!” (Lc. 13: 34). O rei lhes dirige um grande castigo e afirma: “os convidados não eram dignos” (vs. 7 e 8). Grande dor e lamento aguardam aqueles que rejeitam a graça de Deus.
São chamadas agora pessoas que estavam desnorteadas, elas trilhavam caminhos perigosos (encruzilhadas - v.9), e são convidadas a tomar outro rumo. A casa agora está cheia, os convidados são diversos e variados, mas o dono da festa era o mesmo, Deus não muda em seu ser, é preciso compreender bem os aspectos da graça de Deus. O texto sugere então um Deus:
•Presente. Ele anda no meio dos convidados, ele vê suas atitudes (v.11), repara em suas vestes: “Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial.” (v. 13). Assim como as vestes revestem o corpo, as nossas atitudes, boas ou más, cobrem as nossas almas;
•Santo. Ele não admiti em sua presença, aquele que se comporta indecentemente (v.11). “...não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene.” (Is. 1: 13);
•Zeloso. As coisas referentes a ele não podem ser conduzidas com desleixo ou negligência. Os filhos do sacerdote Eli são punidos com morte, pois não se portaram convenientemente no culto a Deus (I Sm. 2: 12 – 17; 3: 13), Ananias e Safira sofrem a mesma pena, por apresentarem uma oferta falsa à casa de Deus (At 5: 1 - 11). “Porque o Senhor, teu Deus, é fogo que consome, é Deus zeloso” (Dt. 4: 24). Este homem (v. 13) achou, talvez, que não seria percebido entre os demais convidados. Mas a presença, a santidade o zelo de Deus, não o deixaria impune. Sua reação foi emudecer, pois a falácia humana, não corrompe a justiça de Deus.
A parábola termina dizendo que muitos estão entre os que foram por Deus chamados, porém destes, poucos serão por ele escolhidos.
Pr. Jetro Calixto

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Tipos de sermões que atrapalham o culto

  Tipos de sermões que atrapalham o culto  Robson Moura Marinho  A Arte de Pregar – A Comunicação na Homilética. São Paulo: VIDA NOVA, 1999....