Conclusão Estudo Pornografia e Anexo com Perguntas


CONCLUSÃO
Ao final do nosso estudo, concluímos que a pornografia é um mal que deve ser enfrentado e combatido. Acreditamos que os pastores e as igrejas evangélicas no Brasil podem fazer algu¬mas coisas, como por exemplo:
1.    Ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas;
2.    Pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens;
3.    Desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia;
4.    Não esquecer que muitos pastores podem precisar eles mesmos de ajuda;
5.    Criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dis-positivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomarem posições bem definidas contra a pornografia);
6.    Desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa;
7.    Tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da igreja, expondo o ensino bíblico de forma positiva;
8.    Orar especificamente pelo problema.
Não estamos pregando uma cruzada de moralização, embora evidentemente a igreja evan¬gélica brasileira poderia tirar bastante proveito de uma. A pornografia é um mal de graves conse¬qüências espirituais e sociais embora não acreditemos que devamos fazer dela o inimigo público número um, como algumas organizações moralistas e fundamentalistas dos Estados Unidos. Afi¬nal de contas, a raiz desse problema — e de outros — é o coração depravado e corrompido do homem que só pode ser mudado pelo Evangelho de Cristo. Hitler conseguiu em quatro anos banir da Alemanha todas as formas de pornografia e perversão e incutir na geração jovem de sua época a aspiração por altos valores morais e pela pureza da raça ariana. Os motivos eram errados e o projeto de Hitler acabou no desastre que conhecemos. Não acabaremos com a depravação moral somente com leis e discursos políticos. Jack Eckerd, um empresário milionário dono de um negócio que rendia mais de 2,5 milhões de dólares por ano, ao se converter a Cristo em 1986, determinou que todas as publicações pornográficas vendidas em suas 1.700 lojas fossem retiradas, mesmo que isso significasse a perda de alguns milhões de dólares anuais. Quando o coração é mudado as mudanças morais seguem atreladas.

 


 


 


 

ANEXO
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE PORNOGRAFIA
Nesta seção de nosso Caderno procuramos responder às perguntas mais comuns sobre a pornografia.

 

 
1)    O que é pornografia?
Resposta: É a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador . fotografias, desenhos, textos escritos ou falados. A pornografia explora o sexo tratando os seres humanos como coisas e as mulheres, em particular, como objetos sexuais.
2)    Quais os fatores que contribuíram para o crescimento vertiginoso da indústria da pornografia? de expressão; (4) o surgimento da Internet e do vídeo-cassete. No Brasil, após a queda da ditadura, veio a liberdade de expressão e com ela a banalização da pornografia.
3)    A cultura e o clima do Brasil, aliados ao temperamento do povo brasileiro, favorecem a pornografia?
Resposta: Provavelmente. Concordamos com a opinião do pastor batista Neander Kraul, publicado na revista Eclésia: "Em termos culturais, temos uma miscigenação muito grande. Além disso, vivemos num clima tropical, onde existe a tendência natural de querer expor o corpo. Mas, se no Brasil existe a exposição exacerbada do nu, e até o modo de falar sobre o tema 'sexo' é escrachado [sic], o mesmo problema existe na Europa, na Dinamarca, na Suécia, com outras características. E o mesmo pecado, só que com outros rótulos. Na sociedade americana, o problema da pornografia é tão grave quanto aqui. Mas aqui existe também um traço cultural: nós, latinos, temos facilidade para banalizar as coisas. O sexo se torna jocoso, e o esdrúxulo é bem aceito. Tudo é admissível. A sociedade banaliza a pornografia como mecanismo de validação para que ela mesma possa engolir tudo isso".
4)    Por que as igrejas não falam mais deste assunto, já que certamente existem muitos membros viciados em pornografia?
Resposta: Primeiro, porque é considerado como assunto melindroso de ser tratado em público; segundo, alguns líderes receiam despertar o interesse das pessoas pela pornografia se começarem a falar sobre ela; terceiro, pode ser que a própria liderança de algumas igrejas não se sinta autorizada a falar contra isto pelo fato de estarem, eles mesmos, lutando contra a adição à porno-grafia. Ao final, é dever da Igreja orientar seus membros quanto ao ensino bíblico da sexualida¬de. E neste mister terá de encarar a realidade da pornografia entre cristãos. Uma abordagem honesta, firme e bíblica instruirá a comunidade sem despertar curiosidades indevidas.

 
5)    Músicas populares com letras explicitamente sexuais são também considera¬das como pornografia?
Resposta: Sim. A letra destas músicas contém convites à relação sexual, expressa os desejos e taras sexuais dos autores, descreve as relações sexuais. E inimaginável que cristãos se divirtam ao som de músicas assim.
6)    E lícito a casais cristãos usarem material erótico (como revistas e vídeos) em busca de maior enriquecimento das relações sexuais dentro do casamento?
Resposta: Não, pelas seguintes razões: (1) Produzirá uma comparação injusta do casal com os modelos que posam e encenam para material pornográfico; (2) Abrirá as portas para uma depen-dência da pornografia, pois aumentará a tolerância para com este tipo de material; (3) Acima de tudo, se constitui em violação do ensino do Senhor Jesus sobre a pureza das intenções no olhar para uma mulher (Mt 5.28), do ensino de Paulo sobre ocupar a mente com coisas aprovadas por Deus (Fp 4.8) e do décimo mandamento "não cobiçarás a mulher do teu próximo" (Ex 20.17). Em busca de maiores esclarecimentos e melhoria na vida sexual, casais cristãos podem utilizar livros sobre a sexualidade escritos da perspectiva bíblica, que ajudam a aprofundar a intimidade marital e melhorar a técnica sexual no casamento, sem incorrer em adultério e nos riscos envolvi¬dos no uso de material pornográfico.

 
7)    E errado fantasiar durante as relações maritais, trazendo à mente imagens de relações sexuais?
Resposta: Sim, conforme resposta dada à pergunta anterior. É uma violação de Mateus 5.28 e de Filipenses 4.8.
8)    A pornografia vicia?
Resposta: A julgar pela quantidade de pessoas que consomem regularmente material porno¬gráfico anos a fio e pela quantidade de cristãos que lutam durante muito tempo para se libertar do hábito de ver pornografia, respondemos que sim. Da mesma forma que fumantes estão cons¬cientes dos males que o fumo causa à sua saúde, porém não conseguem renunciar ao prazer que fumar lhes traz, os adictos à pornografia, mesmo conscientes dos males que ela traz para sua alma e para sua família, não conseguem com facilidade renunciar ao seu prazer, ainda que pecamino¬so. Adictos da pornografia precisam de ajuda para vencer o hábito.
9)    Por que cristãos, que sabem que a pornografia é danosa e pecaminosa, se aventuram ainda a visitar sites pornográficos na Internet?
Resposta: Vários aspectos da pornografia pela Internet a tornam uma tentação ainda maior para os cristãos: ela é acessível, barata ou grátis, e seu consumo é absolutamente anônimo. Os cristãos não mais precisam sair de suas casas e enfrentar a vergonha de ir a uma banca de revista ou videoteca para adquirir pornografia - a mesma é abundantemente disponível em sua casa, sob todas as formas, num clique do computador. A razão primordial, porém, é a degradação do coração humano. Tal corrupção permanece no cristão e o inclina a todo mal. Conforme ensina o Senhor Jesus, "de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prosti¬tuição, ... os adultérios ... as malícias ... a lascívia..." (Mc 7.22-23). Ensina ainda o apóstolo Paulo: "as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia..." (G1 5.19).
10)    O que caracteriza um cristão viciado em pornografia?
Resposta: A principal característica é o consumo regular de material pornográfico. A freqüência pode variar, desde diário até uma ou duas vezes ao mês. O que importa é que o cristão, apesar de sentir-se culpado, acaba sempre retornando para mais uma olhada. Não estamos dizendo que olhar uma vez por ano é permitido. Continua sendo pecaminoso da mesma forma, mas não caracteriza o vício.
11)    Quando alguém viciado em pornografia deveria procurar ajuda pastoral?
Resposta: Tão logo perceba que realmente se tornou um hábito que não consegue vencer sozinho, ou no caso de casados, quando percebe que não consegue libertar-se somente com a ajuda do cônjuge. Muito embora alguém relute, envergonhado, em revelar seu problema secre¬to, é preferível sofrer esta humilhação do que mergulhar mais e mais neste vício danoso.
12)    O consumo de pornografia é um problema que afeta somente os homens cris¬tãos?
Resposta: Infelizmente, não. Mulheres cristãs também têm sido afetadas e se tornam consumi-doras de pornografia. Há um número crescente de mulheres envolvidas, de acordo com estatís¬ticas recentes. Antes, as mulheres eram mais viciadas em novelas e romances. Com o advento da Internet, são as principais freqüentadoras das salas de chat (bate-papo), onde tudo pode aconte¬cer. Em tempos recentes, mais e mais mulheres - inclusive cristãs - têm se tornado consumidoras de pornografia pela Internet. Para alguns pesquisadores, as mudanças culturais pós-modernas têm engendrado mudanças na mente feminina, de forma neuroquímica e neuroanatômica, tor¬nando-as mais propensas a consumir imagens e a ser mais agressivas.
13)    Se uma pessoa casada está tendo problemas com pornografia, deveria confes¬sar ao cônjuge?
Resposta: Sim. No processo de vencer este hábito pecaminoso é importante ter alguém - de preferência o cônjuge - a quem prestar contas dos seus atos e pedir orações e apoio. Além disto, consumir pornografia é pecado contra o cônjuge, pois se constitui em adultério. Biblicamente, deveríamos confessar ao cônjuge e pedir-lhe perdão, além de seu apoio e ajuda para vencer o hábito.
14)    Todas a formas de nudez são pornográficas?
Resposta: Não necessariamente. Um dos ingredientes da pornografia é a intenção deXoerada de provocar o despertamento sexual mediante a exposição do corpo humano. Existe— obras de arte, chamadas de "nus", cuja intenção não é esta, e que não provoca qualquer reaçè: :aráter sexual nos observadores. Também, a nudez no ambiente do casamento certamente r.ãc pcce ser considerada como pornográfica.

 

 
15)    E lícito ao cristão ver imagens de nudez apenas para apreciá-las como arte?
Resposta: Devido ao fato que somos seres sexuados, é praticamente impossível se expor a nudez sem que haja despertamento sexual, fantasias, desejos, impulsos e inter.cces isto é agravado pela presença da natureza pecaminosa no cristão, tornando-se praticarre - te —pessr.e para um homem apreciar a nudez feminina sem o despertamento da lascívia e inter.çôes seao Além disto, a indústria pornográfica produz imagens de mulheres e homens nus "ãc rara sere— apreciados como arte, mas para provocarem o excitamento sexual e a masturr açãc rtar ãrr ac cobrir a nudez de Adão e Eva (Gn 3.21), Deus já indicou que a nudez deve ser veiada e úest-_- tada apenas no ambiente de casamento.
16)    Em muitas tribos indígenas é comum se ver homens e mulheres nus A mmlirr e o conceito de pornografia não são, portanto, uma questão cultural?
Resposta: Sem dúvida há um aspecto cultural da nudez, mas a pornografia transoerct aos limites culturais. A nudez em si, se não for comercializada ou usada para fins -"tcnoi - pe - : caso de uma tribo indígena - não é necessariamente pornográfica, muito e~ a hABCK eSe r:s do pecado na cultura. Deus, ao cobrir Adão e Eva após a Queda, nos -eaiJpHfcãc a ser seguido quanto à exposição dos nossos órgãos sexuais. Desta forma, pccerras^^^Brar cue a nudez entre índios é um aspecto da pecaminosidade da cultura diar.te 3as mKÊm it Deus. mesmo atenuada por gerações e gerações mergulhadas na ignorância A Pm^Hpft^ pc r sua vez, é intencionalmente maliciosa e perversa, em qualquer cultura.
17)    Por que Deus cobriu a nudez de Adão e Eva?
Resposta: De acordo com a Bíblia, o homem e a mulher viviam nus 3: a^^HhÉDfc.« nãc * envergonhavam (Gn 2.25). Um dos primeiros efeitos do pecado fo: tt-assa^^^^^^BBpra ic si mesmos, o que os levou a se cobrirem com folhas (Gn 3.7). A .. .ter.^^^^^^^B^KOn estava marcada pelo estigma do pecado, como se ambos passassem a ter vergonha de expor seus órgãos genitais e sua intimidade diante um do outro e do próprio Deus (Gn 3.10). Caridosamente, Deus confirmou a necessidade do casal em encobrir a sua nudez, dando-lhes uma cobertura mais duradoura, de peles, antes de expulsá-los do jardim (Gn 3.21). Não sabemos ao certo por¬que o

Como Deter a AIDS?

Como Deter a Epidemia de AIDS

por
Brian M. Schwertley


Os Estados Unidos participaram da revolução sexual e agora a América está engolfada no que provavelmente é a pior doença de todos os tempos – a epidemia de AIDS. Essa epidemia é realmente única em nossa história moderna. Não há cura para a AIDS. Ela traz uma morte virtualmente certa, e agonizante. Acima de tudo, o vírus da AIDS é transmitido quase que exclusivamente por meio de relações sexuais e do uso de drogas injetáveis. O número de pessoas que contraem a infecção por transfusão de sangue é praticamente nulo desde que foi introduzido o teste de anticorpos. O que isso significa? Significa que se os americanos abandonassem o seu perverso comportamento pecaminoso – sexo ilícito e uso de drogas – a epidemia de AIDS poderia cessar seu rastro de morte.
Deus é soberano. Ele tem absoluto controle de todos os acontecimentos. Por que Deus permitiu que uma tal epidemia devastadora solapasse nossa nação? Uma razão é a aprovação do nosso país, a acolhida, a obsessão com a imoralidade sexual, ou fornicação. Fornicação é usada de duas maneiras no Novo Testamento. Ela pode significar a relação sexual entre pessoas não casadas (1 Cor. 7:1-2), mas ela também é usada para descrever pecados sexuais em geral (Atos 15:20, Gal. 5:19). Para que a América se arrependa, devemos ver os pecados sexuais como Deus os vê: perverso, sujo, destrutivo, uma abominação, e pecado contra nosso próprio corpo. “Fuji da imoralidade. Todo pecado que alguém comete é fora do corpo, mas aquele que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo” (1 Cor. 6:18). Ao invés de tornar heróis os homossexuais, sodomitas e pervertidos, fornicadores, prostitutas e travestis astros do basquete, nós devemos encarar a verdade. Deus é a verdade.
Para entender a visão de Deus da sexualidade, devemos nos focar em Sua infalível Palavra, a Bíblia. O que segue é uma lista parcial descrevendo o que Deus acha dos pecados sexuais que comumente são praticados em nosso país. HOMOSSEXUALISMO é considerado uma abominação perante Deus (Gen. 19:4-11, Lev. 18:22, 20:13; Rom. 1:26-27; Judas 1:6-7). BESTIALIDADE, ou fazer sexo com um animal, é perversão (Lev. 18:23; 20:15-16). ADULTÉRIO é um pecado contra a família e deve ser punido com morte (Lev. 19:10, 20:11, Ex. 20:14, Deut. 5:18, 22:22-25). Jesus Cristo ensinou que até mesmo aquele cobiçar a mulher de outro homem em seu coração é digno do inferno (Mat. 5:27-31). INCESTO, em todas as suas formas, é estritamente proibido (Lev. 18:6-18, 20:12, 14, 17, 19, 21; Deut. 22:30; 1 Cor. 5:1-5). PROSTITUIÇÃO; masculina e feminina, são condenadas em todas as suas formas, ritualística ou qualquer outra (Deut 23:17, 18; Prov. 7:6-27; 1Cor. 6:15). Em Apocalipse 17:5, prostituição representa rebelião e maldade. Se um homem SEDUZISSE uma mulher solteira, ele teria de pagar seu dote (o equivalente aproximado a três anos de trabalho) e ele teria de casar-se com ela, a menos que o pai dela o proibisse. Neste caso, ele ainda teria de pagar seu dote (provavelmente algo em torno de 30 mil dólares em dinheiro de hoje; veja Ex. 22:16-17, Deut. 22:28-29). TRAVESTIR-SE e inverter a vestimenta é uma abominação para Deus (Deut. 22:5). RAPTORES [ESTUPRADORES] (homens que forçam fisicamente mulheres a fazer sexo) são condenados à morte (Deut. 22:25). PORNOGRAFIA em todas as formas é explicitamente condenada (Rom. 1:32).
Perceba que embora a nossa sociedade veja o sexo antes do casamento, o viver junto sem estar casado, a homossexualidade, e o adultério como um comportamento normal, Deus não o vê! De Deus não se zomba. Você pensa que a AIDS é ruim? O inferno é muito pior. Todos os pecados sexuais listados acima, exceto luxúria e sexo antes do casamento, foram em Israel ofensas cuja pena era a morte. (Pornografia de sexo explícito é uma forma de prostituição e pode se enquadrar nas sanções civis para a prostituição.) Deus não ameniza com pecado sexual. Sexo antes do casamento, amplamente aceito e praticado em nossos dias, foi visto com tamanho ódio por Deus que mesmo depois de um único ato, o casal seria forçado a se casar e o homem a pagar uma enorme soma de dinheiro. Deus disse. Os fornicadores não entrarão em Seu reino. “Não sabeis que o injusto não herdará o reino de Deus? Não vos enganeis. Nem fornicadores nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem cobiçosos, nem maldizentes herdarão o reino de Deus” (1 Cor. 6:9-13). “Os covardes, incrédulos, abomináveis assassinos, sexualmente imorais, feiticeiros, idólatras, e todos os mentirosos devem tomar parte no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte” (Apo. 21:8).
Como no Israel de outrora, a América está cheia de falsos profetas (a mídia, o clero liberal, os porta-vozes do governo e funcionários da saúde), maus sacerdotes (o clero que trocou a palavra de Deus pelo humanismo secular), e príncipes famintos e perversos (muitos senadores, congressistas, e funcionários do governo nos níveis local, estadual e nacional). E as pessoas adoram isto (veja Jer. 5:30-31). Por que? Porque as pessoas não querem a verdade. Eles amam seus próprios pecados ao invés de Deus. A mensagem hoje não é crer em Jesus Cristo, submeter-se a Sua autoridade, a Sua lei. Não é para arrepender-se de seus pecados e revestir-se da justiça de Jesus Cristo. A mensagem é sexo seguro – use camisinha. E você vai estar seguro. Deus irá julgar nossa nação perversa por sua desenfreada imoralidade sexual.
Aprenda a lição de Acabe, rei de Israel. Acabe foi um homem perverso. Ele abandonou os mandamentos de Deus e seguiu falsos deuses (1 Reis 18:18). Ele falhou em executar um homem mau que Deus condenou à morte (1 Reis 20:42), e ele era culpado de roubo e assassinato (1 Reis 21:16). Deus proclamou juízo e destruição contra Acabe (1 Reis 21:19; 22:23): Acabe seria morto e cachorros lamberiam seu sangue. O que Acabe fez? Acaba fez-se falsa e temporariamente arrependido (1 Reis 21:27) e retomou seus caminhos perversos (1 Reis 22:26-27). Acabe amava o pecado. Ele amava o poder. Ele não queria realmente se arrepender. Então, Acabe fez-se supostamente arrependido e cingiu sua armadura para entrar em batalha. Acabe se disfarçou (1 Reis 22:30) e confiou em sua armadura, seu preservativo, ao invés de em Deus e em sua Palavra. Mas não se pode zombar de Deus. Deus requer um arrependimento real e duradouro (2 Cor. 7:10) não um disfarce.
“Então certo homem entesou o arco e atirou a esmo, e feriu o rei de Israel entre as juntas de sua armadura. Então o rei morreu...e os cachorros lamberam o seu sangue enquanto se lavavam o carro, de acordo com a palavra que o Senhor havia dito” (1 Reis 22:34ª, 37ª, 38b).
Como você pode proteger a si mesmo? Arrependa-se! Arrependimento é muito simples. Quando você se arrepende você muda seu pensamento sobre seu estilo de vida atual. Você vê seu estilo de vida hoje como ele é: pecaminoso, perverso, mal, escarnecedor, vão, carnal, fútil, e inútil. Vê que seu estilo de vida serve mais a suas próprias luxúrias e prazeres do que a Cristo. Vê que o modo como você vive é algo que conduz à morte e o inferno ao invés de à vida eterna com Jesus Cristo e Seu povo. Se sua mudança de mente for real, se for sincera, então você abandonará seu estilo de vida perverso. “Aquele que encobre os seus pecados não prosperará, mas quem os confessa e abandona alcançará misericórdia” (Prov. 28:13). Você deve se afastar de seu pecado e pôr a sua confiança em Jesus Cristo. Se você crer em Jesus Cristo, então sua velha vida é mortificada com Ele na cruz. Então você é elevado com Cristo à uma nova vida de esperança e obediência à Palavra de Deus. “Se confessares com seus lábios ao Senhor Jesus e creres com teu coração que Deus o ressuscitou da morte, serás salvo” (Rom. 10:9).
Esse arrependimento também envolve uma mudança de mente em relação a Jesus Cristo, quem Ele é, por que ele veio à terra, e o que Ele realizou. Jesus não pode ser visto apenas como um grande mestre, ou um exemplo moral, mas como uma singular pessoa divina-humana, o Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade. Jesus não veio só ensinar ética, nem ajudar as pessoas a ter auto-ajuda ou a serem elas mesmas. Ele veio sofrer e morrer na cruz como um sacrifício de sangue por Seu povo. Se você tem fé em Jesus então Seu sangue cobre todos os seus pecados. A vida perfeita, sem pecado, de Cristo é creditada por Deus em sua vida. Portanto, no dia do julgamento você estará vestido com a retidão de Cristo e [será] contado merecedor da vida eterna por causa dos méritos de Cristo (o Seu sangue e a Sua vida). Nós não podemos ganhar o céu porque até mesmo nossas melhores obras são misturadas com pecado. Mas o que nós não podemos realizar, Jesus Cristo realizou. “Deus demonstra Seu amor por nós, em que enquanto éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Muito mais então, havendo sido justificados por Seu sangue, devemos ser salvos por Sua vida” (Rom. 8:5-10). Se você não crê que Jesus Cristo é Deus, se você não crê que ele viveu uma vida perfeita, sem pecado, se você não crê que ele foi crucificado e que literalmente ascendeu da tumba depois de estar por três dias em estado de morte, se você não se arrepender de seus pecados, então você está perdido. Você não tem nenhuma esperança. Sua danação eterna é certa. Mas, se você crer, então você tem verdadeiro perdão, verdadeira paz. Você realmente foi adotado na família de Deus. Bem-vindo!
 
Copyright © Brian Schwertley, Lansing , Michigan , 1998

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Homossexualismo: Uma Análise Bíblica

Homossexualismo: Uma Análise Bíblica

por
Brian Schwertley


Esta é uma era de crescente aprovação e aceitação do homossexualismo. O homossexualismo é retratado por muitos no governo, na educação pública e em nossas escolas e universidades como apenas um dos muitos modos normais e legítimos de viver. Aqueles que se opõe ao estilo de vida homossexual sob uma base moral e religiosa são normalmente retratados pela elite intelectual, a mídia e a indústria do entretenimento como fanáticos ignorantes que estão cheios de ódio, “homofóbicos,” e por aí vai.
É verdade que muitas pessoas odeiam homossexuais. Alguns até se envolvem em atos de violência contra gays. Mas é preciso lembrar que as pessoas que se envolvem em tais atividades estão pecando contra Deus; eles não estão de todo vivendo de acordo com a lei de Cristo. O verdadeiro cristão ama o homossexual e mostra isto pela forma como o trata, de uma maneira correta, de acordo com a lei de Deus (1 Jo. 5:3). Calúnia, violência, ódio e desprezo nunca deveriam ser atitudes de um cristão contra homossexuais; os cristãos devem proteger os homossexuais de ataques pessoais. Todavia, enquanto os cristãos devem amar os homossexuais tratando-os corretamente, eles também devem amá-los sendo biblicamente honestos para com eles. A atitude de alguém contra o homossexualismo não deve ser moldada por nossa cultura pagã e variável, mas pela revelação inspirada e infalível de Deus, a Bíblia. A Bíblia oferece esperança ao homossexual porque ela fala a verdade e proclama perdão dos pecados por meio de Jesus Cristo.

A Criação da Ordenança do Casamento
Ao invés de se ter um entendimento próprio da sexualidade humana, é preciso voltar à origem da humanidade. No princípio Deus criou um homem (Adão) e uma mulher (Eva). Deus não criou dois homens (e.g., Adão e Antônio) ou duas mulheres (e.g., Eva e Tereza). Deus criou primeiro Adão do pó da terra; Então criou Eva da costela de Adão. Eva foi criada para ser esposa de Adão. A Bíblia diz que eles estavam nus e contudo não se envergonhavam. A criação de Deus de um homem e uma mulher para serem marido e esposa é o padrão ou paradigma para a sanção de Deus das relações sexuais normais, morais e abençoadas. “A união do matrimônio é ordenada por Deus, e estes preceitos sagrados não devem ser poluídos pela intromissão de uma terceira parte, de qualquer sexo” (F.F. Bruce).
Jesus Cristo citou Gênesis 2:24 como uma prova clara de que a poligamia (ter mais de uma esposa) e o divórcio (exceto em caso de adultério) são condenados por Deus (Mt. 19:5). O apóstolo Paulo, escrevendo sob inspiração do Espírito Santo, disse que há somente uma saída moral e legítima para o caminho deixado por Deus para o sexo – o casamento (1 Cor. 7:2). Monogâmico e heterossexual, o casamento é a única maneira de se ter sexo sem pecado e culpa. “Honrado entre todos seja o matrimônio, e o leito [matrimonial] sem mácula; mas Deus irá os fornicadores e adúlteros” (Heb. 13:4 [todas as versões NKJV]). Qualquer coisa contrária a ordenança da criação do casamento entre um homem e uma mulher é pecaminoso e inaceitável perante Deus. A Bíblia condena toda atividade sexual fora do casamento monogâmico e heterossexual: homossexualismo, sexo antes do casamento, poligamia, adultério, bestialismo e assim por diante. “Não deixeis que vos enganem com palavras vãs,” diz Paulo, “porque é em razão destas coisas sobrevêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Ef. 5:6).

A Lei de Deus
A lei moral de Deus claramente condena todo tipo de homossexualismo: “Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher. Isto é abominação... Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável. Devem ser mortos. Seu sangue cairá sobre eles” (Lev. 18:22, 20:13). Defensores do homossexualismo tentam evitar as claras e inequívocas declarações da lei de Deus com desculpas esfarrapadas e descarada distorção da Bíblia.
Alguns questionam se a lei de Deus condena o homossexualismo; eles ensinam que a lei de Deus é só um escrito humano com antigos costumes judaicos preconceituosos. Essas pessoas condenam a autoria mosaica da lei e são relativistas éticos. Seus argumentos devem ser rejeitados porque Cristo e os apóstolos aceitaram a autoria divina, infalibilidade e absoluta autoridade do Velho Testamento (Mt. 22:39-40; Jo. 10:35; 2 Tim. 3:16-17). Se você rejeitar a lei de Deus alegando que ela não passa de idéias humanas de judeus antigos, então você não pode reivindicar que Cristo é seu salvador. Você deve pensar que ou Jesus se enganou em Sua visão da lei de Deus ou que Ele era um mentiroso. Não esqueça: Jesus Cristo é Deus (Jo 1:1; 8:58-59); Ele não pode se enganar ou mentir (Num. 23:19).
Outros ensinam que as leis que condenam o homossexualismo se aplicavam somente à nação de Israel. As leis do Velho Testamento caducaram com a vinda de Jesus Cristo. Essa visão é popular entre aqueles que reivindicam ser “homossexuais evangélicos.” Essa visão é totalmente anti-bíblica. Quando o Novo Testamento diz que os cristãos estão mortos para a lei, significa que Cristo cumpriu a lei (o pacto das obras) pelos crentes, e removeu a maldição da lei por meio de Sua morte sacrificial. Cristãos que estão unidos a Jesus Cristo em Sua vida perfeita sem pecado e Sua morte sacrificial são elevados com Cristo e capacitados por Seu Espírito a viver para Deus. Paulo disse que “a lei é santa, e o mandamento santo e justo e bom” (Rom. 7:12). Cristo não liberta da lei moral. Ele obedeceu a ela perfeitamente para os crentes. Ele morreu para remover a culpa do pecado e enviou o Espírito Santo para que os crentes tenham poder para obedecer à lei de Deus. Se Cristo abolisse a lei no sentido que os apologistas do homossexualismo afirmam, então Ele precisaria morrer, porque se não há lei, não há pecado nem culpa. As únicas leis que não possuem mais validade são as que estão atreladas especificamente à terra de Israel (e.g., o jubileu) e as leis cerimoniais. As leis cerimoniais apontavam para Jesus Cristo e Sua obra por meio de tipos e figuras. A lei moral de Deus e o caso das leis civis baseadas sob a lei moral ainda estão em vigor. A lei de Deus é baseada sob Sua natureza e caráter; portanto, é absoluta, imutável e eterna.
É óbvio que a proibição contra o homossexualismo nada tem a ver com o sistema sacrificial; ela claramente não é cerimonial em sua natureza. Além do mais, se as leis contra o homossexualismo foram somente restritas à nação de Israel, então porque o homossexualismo é condenado em Sodoma, cerca de quatrocentos anos antes de a nação de Israel existir: “como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à imoralidade sexual e seguindo após outra carne [homossexualismo], foram postos para exemplo, sofrendo a vingança do fogo eterno” (Judas 7)? Embora Sodoma fosse genericamente caracterizada pela maldade, Gênesis 19 apresenta o homossexualismo como o último estágio da devassidão. Os homens de Sodoma desejaram ter relações homossexuais com os convidados de Ló e estavam dispostos a estuprá-los, se necessário. Deus enviou total destruição sobre Sodoma. Sodoma não foi destruída porque seus habitantes não eram hospitaleiros, como alguns afirmam. Simplesmente não ser hospitaleiro não explicaria um tal julgamento de Deus. Deus aniquilou a cidade; somente Ló e sua família foram poupados.
Alguns apologistas do homossexualismo argumentam que a lei de Deus condena somente a prostituição ritual masculina. Eles argumentam que o moderno homossexualismo não tem nada a ver com o homossexualismo pagão e idólatra praticado nos tempos antigos. Deus claramente condena a prostituição masculina e os ritos culticos de fertilidade associados a ela; Deuteronômio 23:17-18 se aplica à prostituição cultica. Mas Levítico 18:22 e 20:13 não mencionam a prostituição cultica em lugar algum. “se um homem se deitar com outro homem como se fosse mulher, ambos cometeram abominação. Devem ser mortos. Seu sangue cairá sobre eles” (Lev. 20:13).
A tentativa de consolidar todas as proibições contra o homossexualismo dentro de algo que somente concorde com a antiga prostituição cultica revela um óbvio viés pró-homossexual por parte destes intérpretes. Eles forçam o texto bíblico à um molde pró-homossexual. Eles estão sendo desonestos com a clara intenção da Palavra de Deus. Eles estão lendo suas próprias pressuposições pró-homossexuais na lei de Deus. É ilegítimo condensar três proibições distintas (Lev. 18:22, 20:13; Dt. 23:17-18) em apenas uma. Interpretes pró-homossexuais sabem disto mas não se importam, porque eles não estão interessados na verdade; eles estão interessados somente em justificar seu comportamento mau e pervertido. Além disso, sua interpretação pode ser usada para justificar a relação sexual com ovelhas e cabras, porque a bestialidade também era parte dos ritos culticos de fertilidade. Não se engane. Deus é contra o homossexualismo em todas as suas formas, tanto ritual quando pessoal.
Os argumentos em favor do homossexualismo são nada mais que lamentáveis desculpas para um comportamento que Deus condena e irá claramente julgar. “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais , nem somoditas , nem ladrões, avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Cor. 6:9-10). Homossexualismo foi condenado por Deus, séculos antes da chegada da lei (e.g., Gen. 19). Ele é explicitamente condenado pela lei de Deus (Lev. 18:22, 20:13). Como será mostrado, ele é também claramente condenado no Novo Testamento pelo apóstolo Paulo.

O Novo Testamento
O Novo Testamento concorda com, e confirma, a condenação do Velho Testamento da homossexualidade. Alguma passagem da Bíblia pode ser mais clara na condenação do homossexualismo do que a afirmação de Paulo encontrada no primeiro capítulo de Romanos: “Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e adoraram e serviram a criatura mais do que o Criador, o qual é bendito eternamente. Amém. Por essa razão Deus os entregou a paixões infames. Pois até mesmo as mulheres mudaram o modo natural pelo que é contra a natureza. Do mesmo modo os homens, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, homens com homens cometendo o que é torpe, e recebendo em si mesmos a penalidade devida pelo seu erro. E por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes... os quais, sabendo do justo juízo de Deus, de que aqueles que praticam tais coisas são passíveis de morte, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam” (Rom. 1:24-28,32).
Defensores do comportamento homossexual tentam driblar Romanos 1 alegando que Paulo estava condenando somente a luxúria e promiscuidade homossexual e não as amáveis e monogâmicas relações homossexuais. O problema com essa interpretação pró-homossexual é que Paulo nem sequer sugere tal idéia no texto. Essa idéia, que era pra estar no texto, claramente não está lá. Paulo era um expert em complexos problemas éticos. Sua condenação abrange todas as formas de comportamento homossexual: seja promiscuo, seja monogâmico. Se a homossexualidade é permissível sob certas condições, então a mentira, assassinato, difamação, e outros pecados listados por Paulo também são permitidos sob certas condições? Poderia um apologista do homossexualismo argumentar que o sexo com cabras e ovelhas é permitido desde que o relacionamento seja amoroso e monogâmico?
Outros apologistas dizem que Paulo estava somente se referindo à prostituição cultica grega. Mas o texto não diz nada sobre a prostituição cultica grega. Paulo estava focado sobre o que acontece quando as pessoas enxotam Deus de seus pensamentos e adoram ídolos. Paulo estava discutindo o comportamento pessoal moral. Quando as pessoas abandonam Deus, seu comportamento pessoal se torna perverso. Se Paulo condenou somente a prostituição ritual grega, então porque a igreja primitiva condenou todas as formas de homossexualismo? Por que é que toda congregação de igreja cristã e todas as denominações cristãs condenaram todas as formas de homossexualismo durante quase dois mil anos? Foi só nos anos 1970 que o homossexualismo começou a receber aceitação na sociedade. E não é acidental que as igrejas que mudaram suas visões geralmente façam parte de denominações liberais que rejeitaram a autoridade divina da Bíblia. Se Cristo e os apóstolos aceitaram a homossexualidade monogâmica, então por que ela foi universalmente condenada na igreja apostólica?

A Teoria da Pederastia
A tentativa mais sagaz de repudiar a condenação de Paulo da homossexualidade é a teoria da pederastia. Essa visão afirma que Paulo, seguindo a cultura grega, somente estava condenando a exploração sexual e emocional de jovens por parte de homens. Esta visão assume que Paulo era somente um produto da cultura grega pagã de seu tempo. Mas a Bíblia claramente ensina que Paulo escreveu sob a sobrenatural direção do Espírito Santo (2 Pe. 3:15-16). Para entender a visão de mundo de Paulo, não se deve olhar para a Grécia ou Roma pagãs, mas para o Velho Testamento, os ensinos de Jesus Cristo e dos outros apóstolos. A condenação de Paulo da homossexualidade é totalmente consistente com, e uma continuação da, lei de Deus revelada a Moisés. A pederastia é errada e é condenada por Deus porque é uma forma ou tipo de homossexualidade. É também pecaminosa e perversa porque é uma forma de sexo fora dos laços do matrimônio legal, monogâmico e heterossexual. O homossexualismo é perverso, não interessa a idade dos participantes. A idéia de que pelo fato de dois homens terem alcançado a idade de 18 anos, Deus aprova o sexo oral e anal que eles fazem é absurda. Paulo condena tal pensamento perverso e tolo há muito tempo: “Mas sabemos que a lei é boa e aquele que a utiliza de modo legítimo, mas sabeis disto: que a lei não foi feita para o que é íntegro, mas para os transgressores e rebeldes, para os irreverentes e pecadores, para os ímpios e profanos, para os assassinos de pais e mães, homicidas, para os fornicadores, para os sodomitas , raptores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para tudo quanto seja contrário à sã doutrina” (1 Tim 1:8-10).

Ato e Orientação
Qualquer discussão da homossexualidade será incompleta sem estabelecer a diferença entre ato e orientação. Muitos homossexuais irão dizer, “Eu nasci homossexual – Deus me faz assim; por isso, meus pensamentos, desejos, e modo de vida não devem ser condenados.” Se algumas pessoas nascem com uma predisposição para o comportamento homossexual, isto faz de alguma forma os desejos e o comportamento homossexual deles aceitável a Deus? Absolutamente não!
A doutrina bíblica do pecado original ensina que todos os homens nascem com uma natureza ou disposição pecaminosa. O primeiro homem, Adão, era o cabeça do pacto e representante de toda a raça humana perante Deus. Quando Adão pecou, a culpa e poluição do pecado passaram à toda a raça humana (Rom. 5:12, 17, 19). Cada pessoa (exceto Jesus Cristo que foi concebido pelo Espírito Santo) é nascida com uma natureza pecaminosa. É errado dizer, “Deus me faz um homossexual (ou um mentiroso, ou um assassino),” porque o pecado não se originou com Deus, mas com o homem (i.e., Adão, nosso antepassado).
O fato de que todos os seres humanos nascem com um orientação (ou inclinação) para o pecado não justifica desejos ou comportamento pecaminosos. A Bíblia diz que todos os homens nascem mentirosos (Sl. 58:3). A Bíblia também diz que mentir é pecado (Ex. 20:16, Dt. 5:20); e adiante diz que os mentirosos não entrarão no reino de Deus (Ap. 21:27). Se algumas pessoas nascem com uma inclinação para o roubo, homossexualismo, assassinato, bestialidade, sadomasoquismo, mutilação, etc., isto de forma alguma justifica seu comportamento pecaminoso. O argumento de que a orientação para a homossexualidade de alguma forma a faz aceitável a Deus pode ser usado para justificar qualquer comportamento pecaminoso. Um tal argumento destrói a responsabilidade pessoa; ele tornaria a lei de Deus sem sentido e desnecessária a salvação por meio de Cristo. Todos os homens certamente serão responsabilizados perante Deus por cada pensamento, palavra e ação pecaminosas que cometam, sem importar suas orientações. Culpar Deus pelo comportamento pecaminoso de alguém pode fazer o homossexual se sentir melhor, mas isto irá ser ineficiente no dia do juízo, quando todos os impenitentes homossexuais serão lançados no inferno (1 Cor. 6:9-10, Ap. 21:27). Além disto a Bíblia ensina que nenhum homem pode culpar Deus por seu comportamento pecaminoso, porque Deus não pode tentar o homem. O homem é tentado por seus próprios desejos: “Ninguém ao ser tentado diga, “Fui tentado por Deus'; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, nem a ninguém tenta. Mas casa um é tentado quando engodado e atraído por seus próprios desejos. Então, quando o desejo concebe dá à luz ao pecado, que quando consumado, gera a morte. (Tg. 1:13-15).
Alguns afirmam que os atos homossexuais são de fato imorais, mas sentimentos e desejos homossexuais para alguns são inatos e, portanto, inevitáveis e não pecaminosos. A Bíblia ensina que não é pecado ser tentado (Cristo foi tentado, embora nunca tenha cometido pecado, Heb. 2:18). O que é pecaminoso é quando uma pessoa abriga aquilo que o tenta, fantasia e faz planos para praticar aquele comportamento pecaminoso. A Bíblia claramente ensina que não somente é um pecado cometer atos maus, mas é também pecado ter desejos e pensamentos imorais, luxuriosos.
Jesus Cristo proibiu a luxúria heterossexual em Mateus 5:27-29. Jesus disse que quando um homem olha para uma mulher com desejo lascivo, ele já cometeu adultério com ela em seu coração (Mt. 5:28). A idéia de condenar só o ato externo mas não a luxúria interna era uma doutrina dos Fariseus; Cristo condenou veementemente esse falso ensino (Mt. 5:21-22, 15:19-20). O apóstolo Paulo proibiu fantasias perversas, luxúria, e maus desejos (Col. 3:5). Paulo disse que os cristãos devem santificar (i.e., fazer santo) os seus próprios pensamentos (Fl. 4:8). Tiago disse que se os desejos não forem controlados, o pecado irá seguí-lo (Tg. 4:1). O desejo homossexual está condenado dentro de Romanos 1:24, 26, 27. O profeta Isaías disse que o arrependimento de alguém deve ser estendido aos “pensamentos” e aos “caminhos” (Is. 55:7). Uma vez que a Bíblia condena os desejos e atos pecaminosos, não pode existir tal coisa como um cristão homossexual – ou um cristão assassino ou um cristão ladrão. Se um homossexual se torna um cristão, ele deve deixar de lado tanto atos quanto pensamentos homossexuais; portanto, quando se torna um cristão, ele deixa de ser um homossexual. Ele deve ainda às vezes ser tentado mas ele se recusa a abrigar, a flertar com, e a cometer tais ações abomináveis. “Finalmente, irmão, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é digno de honra, tudo o que é justo, todo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se algum louvor existe; pense sobre estas coisas” (Fl. 4:8). “Não devemos cobiçar as coisas más, como eles também cobiçaram” (1 Cor. 10:6).

Conclusão
A condenação bíblica da homossexualidade é muito clara e bastante forte. Deus disse que o homossexualismo é uma “abominação”; o que significa que Deus aborrece, odeia e detesta completamente o comportamento homossexual. O Antigo Testamento ensina que as pessoas que são condenadas pelo crime de se envolver em um procedimento homossexual deve ser mortas (Lev. 18:22, 20:13). O Novo Testamento está em total acordo: o apóstolo Paulo disse que o comportamento homossexual é “digno de morte” (Rom. 1:32). Essa não é a opinião do homem, mas é o claro ensino da Palavra de Deus.
As pessoas que reivindicam serem compassivas com os homossexuais pela justificativa e aprovação de seu comportamento perverso são mentirosos e falsos mestres. Suas tentativas de reinterpretar a Bíblia para fazê-la aceitar o homossexualismo são nada mais que desculpas esfarrapadas criadas para aqueles que não querem se arrepender. Eles estão conduzindo os homossexuais ao caminho que leva à destruição (Mt. 7:13). Eles são os verdadeiros inimigos da comunidade homossexual.
Sua única esperança é aceitar o que Deus diz com respeito ao seu comportamento pecaminoso. Se você for se arrepender dos seus pecados e crer em Jesus Cristo, você deve se convencer de que seu procedimento é errado, perverso e digno de juízo. Depois de dizer que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, Paulo diz, “Tais foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, mas vocês foram santificados, mas vocês foram justificados em o nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Cor. 6:11). Havia cristãos na igreja de Corinto que rejeitavam seu anterior estilo de vida homossexual e abandonaram seus pecados. Eles se arrependeram e creram em Jesus Cristo.
Jesus Cristo, como Ele é apresentado nas Escrituras, é a única esperança de salvação dos pecadores: “Nem há salvação em nenhum outro, pois não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At. 4:12). Se você crê nEle, todos os seus pecados serão perdoados. “Se com a boca confessares o Senhor Jesus e creres em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz, ‘Qualquer que crê nEle não será confundido'” (Rom. 10:9-11).
O sangue sem pecado de Cristo removeu a culpa e a maldição do pecado. Sua vida perfeita e sem pecado é dada como um presente àqueles que crêem nEle. Quando os cristãos se apresentarem perante Deus no dia do julgamento, eles serão vestidos com a perfeita justiça de Cristo. Os crentes irão para o céu tão-somente em razão dos méritos de Jesus Cristo. Quando Cristo ascendeu da morte ao terceiro dia, isto provou que Seu sacrifício era aceitável a Deus o Pai. Cristo ascendeu vitorioso sobre o pecado, a culpa, a morte e o inferno para todos que põe sua confiança nEle. Após sua ressurreição, Cristo, como o mediador divino-humano, foi feito rei e Senhor sobre todas as coisas no céu e na terra. “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que seus pecados possam ser cancelados, a fim de que tempos de refrigério possam vir da presença do Senhor” (At. 3:19-20a).
Copyright © Brian Schwertley, Lansing , Michigan , 1996

Estudo sobre pornografia parte IV: como libertar-se de consumir pornografia?


Continuação do nosso estudo sobre pornografia. Vale a pena consultar os estudos anteriores.

DE ONDE PROCEDE O DESEJO DE VER PORNOGRAFIA?
A pergunta que fazemos é: de onde procede este desejo de olhar e consumir material obsceno? Encontraremos as repostas na Bíblia, a Palavra de Deus.
Ela nos ensina que na criação Deus fez o homem e a mulher perfeitos e sem pecado e lhes deu alguns mandatos que deveriam ser obedecidos, mostrando-lhes que eram criaturas, apesar de terem sido criados perfeitos, sem pecado. Os mandatos foram estes, os quais continuam em vigor até hoje:
1.    Mandato Cultural - "Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). O homem foi colocado por Deus no jardim para cuidar das coisas criadas.
2.    Mandato Espiritual - "E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.16-17). O homem foi criado para ter comunhão com Deus. Esta comunhão estava condicionada à obediência ao que Deus havia determinado quanto a não comer da árvore.
3.    Mandato Social - "Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi toma¬da. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2.21-24). O homem foi criado com a capacidade de ter uma família. Este privilégio, porém, dar-se-ia dentro de algumas regras que estavam implícitas na sua própria criação:
a)    Monogâmico. O casamento deveria ser monogâmico, isto é, entre um homem e uma mulher ("deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher", Gn 2.24).
b)    Heterossexual. O casamento deveria também ser entre pessoas de sexos diferentes.
c)    Sexo. As relações sexuais estão diretamente ligadas ao casamento. O plano de Deus foi que o sexo fosse desfrutado dentro do ambiente seguro do casamento. Isto fica implícito na expressão: "deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2.24).
Porém, depois da entrada do pecado no mundo todos esses valores foram distorcidos e os mandatos divinos para o homem foram atingidos:
Quanto ao mandato cultural, o homem que havia sido criado por Deus para cuidar das coisas criadas, tornou-se o próprio predador do universo. Veja como está a situação do mundo, da natureza, dos rios, dos mares! Estão todos sendo degenerados por causa do pecado do homem, por causa do próprio homem. O mandato espiritual foi igualmente atingido. O homem foi criado por Deus para ser obediente à sua vontade. Entretanto, hoje ele anda fazendo a vontade do mundo, do diabo e da carne (Ef. 2.1-3). O mesmo pode-se dizer do mandato social. O homem foi criado para ser monogâmico, heterossexual e conhecer a sua esposa sexualmente somente no casamento. Seguindo o que ocorreu com os dois primeiros mandatos de Deus depois da Queda, o mandato social foi duramente atingido pelo pecado. O homem começou a casar-se com mais de uma mulher e a cometer adultério. O apóstolo Paulo condena essa atitude: "Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne" (IC06.I6).
Depois do pecado, o homem é escravo do pecado de tal forma que as suas paixões e desejos são contrários à vontade de Deus, pois são carnais (Gn 6.1-3). Longe de Deus e da sua vontade, o homem cada vez mais se afasta das verdades de Deus e se entrega aos desejos do seu coração.
Deus na sua sabedoria criou o casamento para ser fonte de procriação (Gn 1.28), de companheirismo (Gn 2.18) e de prazer (ICo 7.4-5), indicando desta maneira que o sexo não foi criado para ser fonte de prazer sem compromisso. No entanto, por causa do pecado, o homem tornou-se amante dos prazeres (2Tm 3.4), vivendo a vida para a sua própria satisfação. O descumprimento do mandato social e sua degeneração por causa do coração do homem têm levado à prática de toda sorte de imoralidades (adultério, homossexualismo e toda sorte de bestialidades).
Portanto, a culpa primária pela difusão e consumo da pornografia não é da televisão nem das revistas do gênero, mas de um coração morto nos seus delitos e pecados. "Porque do cora-ção procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias" (Mt 15.19). Claramente Deus afirma na sua Palavra que os que praticam tais coisas não herdarão o reino dos céus: "... prostituição, impureza, lascívia... a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam" (G15.19-21).
A pornografia utiliza a criação de Deus, que é o próprio ser humano, para se levantar contra Deus de tal forma que os seus membros são usados para a iniqüidade. A Bíblia, entre-tanto, nos convoca a oferecermos nossos membros ao serviço de Deus: "nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça" (Rm6.13).

COMO EVITAR E LIBERTAR-SE DA PORNOGRAFIA?
Não precisaremos de argumentos sociais, médicos e psicológicos para justificar a necessi-dade de evitarmos e nos libertarmos da pornografia tais como AIDS, destruição familiar, vício, desvio financeiro para esse fim, a falta de segurança e higiene nos locais destinados a esse fim, entre muitos outros. Acreditamos que as razões bíblicas nos são suficientes para dizermos não, mesmo que tenhamos de lutar contra a nossa própria vontade e nosso próprio coração. "Aquele que quer uir após mim, a si mesmo se negue..." são as palavras de Cristo para a nossa reflexão.
Uma vez que entendemos que a nossa natureza pecaminosa nos impulsiona para o mal (Rm 3.10-12), temos que buscar meios pelos quais possamos não sucumbir às muitas tentações que nos sobrevirão, cientes de que "não nos vem tentação que não seja humana, mas Deus é fiel e não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação nos proverá também o livramento, de sorte que podemos suportar" (ICo 10.13); e ainda: "naquilo que ele mesmo (Cristo) sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hb 2.18).
Tais promessas de Deus são como lenitivo para a alma. Mesmo que o salário do pecado seja a morte, "o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 6.23). Confiados nessas verdades ficamos fortalecidos para lutar contra as nossas concupiscências e fazer a vontade de Deus, pois "Ele é poderoso para nos guardar de tropeços e para nos apresen-tar com exultação, imaculados, diante da Sua glória" (Jd 24).
Gostaríamos, portanto, de oferecer aos nossos leitores algumas sugestões de como pode-mos evitar o mal que chamamos de pornografia:
1.    Ter cuidado com o legalismo. Paulo escrevendo aos Colossenses diz que as doutrinas dos homens como: "não manuseies isso ou não toques naquilo... não terão valor nenhum contra a sensualidade" (Cl 2.21-23). A mera letra não nos fará fugir da tentação, se não for acompanhada de uma disposição muito forte do nosso coração de abandonarmos o prazer que a pornografia porventura nos proporcione.
2.    Evitar lugares que inspirem sensualidade. Uma vez livres do legalismo, cada homem ou mu¬lher deve conhecer suas limitações e jamais provar seus limites. Temos que deixar morrer a nossa natureza terrena (Cl 3.5-8). Aqui cabem as palavras do Salmo 1: "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores". Baseados nestas palavras sugerimos as seguintes atitudes:
a)    Escolher bem as amizades. Evitar aqueles amigos que tentam nos desviar, não fazendo caso da Palavra de Deus.
b)    Aconselhar-se com pessoas crentes e sábias, e não com os ímpios.
c)    Elevar os nossos pensamentos a Deus. Meditar dia a dia na Sua Palavra (Salmo 1:2).
d)    Fazer nosso culto particular a Deus e encher nossos pensamentos com coisas edificantes. Em Filipenses 4.8, Paulo nos ensina em que pensar: "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento".
3.    Uma mudança de hábitos. É necessário fugirmos da tentação, antes que ela bata à nossa porta. Adquirir os seguintes hábitos pode ser muito proveitoso na hora de evitar e libertar-se da porno¬grafia:
a)    Dormir cedo, evitando assim os programas televisivos noturnos, que, via de regra, possuem conteúdo sexual.
b)    Ficar na Internet apenas o tempo necessário. Não ficar muito tempo sozinho diante do computador.
c)    Ocupar o tempo livre (isso não inclui nossa devocional) com atividades esportivas e edificantes.
d)    Evitar envolver-se em qualquer tipo de conversação torpe (Ef 5.3-7).
4.    Muito importante é evitar radicalmente o acesso a revistas, vídeos, programas televisivos e sites pornográficos.
5.    Estimular o culto doméstico. É sempre bom a família estar unida em torno da Palavra de Deus. Este hábito fortalece o cristão.
Poderíamos colocar aqui muitas outras formas para ajudar cada um a fugir da pornografia, mas o mais importante de tudo, muito além de se colocar regras e estabelecer limites, é deixar muito claro que a raiz do problema não é nenhum desses fatores externos, mas o próprio coração do homem que é depravado e descomprometido com Deus, o Criador de todas as coisas. O antídoto é a fé confiante no poder do evangelho de Cristo que pode e muda o nosso caráter, imprimindo em nós uma nova natureza, regenerada e capaz, pela graça de Deus, de dizer não ao pecado.
Ouçamos a voz de Deus, através das Sagradas Escrituras, e busquemos a santidade oferecida no sangue de seu Filho Jesus Cristo: "tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo- nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (1 Co 7.1).

Continua.

Novela Viver a Vida Estudo






VIVER A VIDA
Rev. Rogerio Santos de Mattos

 


 
INTRODUÇÃO
Não é somente agora que percebemos a forma como os autores das novelas da Rede Globo fazem uso destes meios chamados de propagadores de cultura, como instrumento de propagação de um estilo de vida livre, que fere os valores cristãos norteadores da conduta da nossa sociedade até tempos recentes.
Mas, é digno de nota, a forma como o adultério vem sendo apresentado nos recentes capítulos da novela Viver A Vida, principalmente através das condutas das personagens Gustavo e Betina, Marcos e Helena. Pois através do comportamento adúltero das personagens masculinas (Gustavo e Marcos), o autor da novela defende perante os telespectadores da novela o direito de adulterar das personagens femininas (Betina, casada com Gustavo; e Helena, casada com Marcos).
Por meio desta temática, desenvolvida na novela, podemos perceber as inversões de valores apresentadas na telenovela global: Pureza sexual (valor cristão)-----promiscuidade (antivalor)-------liberdade sexual (novo valor). (fonte: Rev. Alexandre de Jesus dos Prazeres em: www.vozdareforma.blogspot.com).
A deturpação de valores não está somente naquilo que se prega por meio dos capítulos da trama, mas nos sentimentos degenerados que conduzem os personagens a uma conduta adúltera.
SENTIMENTOS CORROMPIDOS

  1. Promiscuidade – Por definição entendemos esta palavra como a convivência chocante de pessoas de sexo diferente e de condições sociais diversas; mistura confusa e desordenada de seres no mesmo ambiente; perversão de sentimentos. No caso do objeto de nosso estudo, promiscuidade seria definida como relacionamento confuso e perverso baseado em envolvimento sem regras e normas.
    Sendo assim, os personagens buscam, incessantemente, os prazeres que satisfaçam os seus desejos carnais. Para esses personagens da novela vale a máxima popular: Ninguém é de ninguém!

  2. Egoísmo – O tipo de família descrita pelo autor Manoel Carlos é caracterizada pelo passageiro. Como diria Vinícius de Moraes: O amor seja infinito enquanto dure! O casamento é algo que existe enquanto não surge outro "amor"; com o nascer de um novo amor, todos os compromissos assumidos diante de Deus desaparecem e o compromisso de viver como família, em qualquer situação, não existe mais em nome da minha felicidade. O compromisso das personagens não são com as pessoas com quem elas vivem, mas, unicamente, consigo mesmos. Estes dois fatores levam, automaticamente, ao adultério.

 
RAIZ DO PROBLEMA
Romanos 1:28-31
28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, 29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, 30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

 
    A raiz de todos esses males é o pecado na vida do homem o qual se encontra debaixo do juízo e da ira de Deus. Esta geração se encontra incrédula e distante de Deus e sem medo de demonstrar sua insatisfação com os valores cristãos, passando a viver de acordo com os padrões definidos pelos meios sociais e pessoais.

 
    A ORIENTAÇÃO DAS SAGRADAS ESCRITURAS

  1. A FAMÍLIA É CONSTITUÍDA COM COMPROMISSO
    Genesis 2:24 Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne; Genesis 3:16 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.

     
    Antes da queda e depois da queda, Deus fez o homem para a mulher e a mulher para o homem. No pensamento divino de família não há espaço para um terceiro parceiro. Uma vez casado, as prioridades do homem e da mulher mudam. Os compromissos assumidos diante de Deus um para com o outro passam a ser as maiores preocupação (respeito, cuidado, fidelidade, companheirismo, etc). Essa é a linguagem do compromisso de Aliança. Em nenhum outro momento os seres humanos são mais parecidos com o Deus que guarda a Aliança do que quando se comprometem em aliança uns com os outros. O casamento representa o relacionamento de Deus com o seu povo. A total união e a profunda solidariedade do relacionamento conjugal indicam a intenção de Deus de que o casamento seja monogâmico (Bíblia de Estudo de Genebra, 2ed. 2009, p. 14). A Confissão de Fé de Westminster nos diz no capítulo XXIV, Seção I: O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é lícito ter mais de uma esposa, nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo (Gn 2.25; Mt 19. 4-6; Rm 7.3).

     

  2. O ADULTÉRIO É CONDENADO

     
    Mateus 19:7-9 7 Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? 8 Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. 9 Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério.

     
    Ao falar acerca do divórcio, Jesus deixa claro que o adultério é condenado e condenável. A pergunta feita pelos fariseus nos versos de 3-7 pode refletir a opinião do rabi Hillel, do qual é dito que permitia o divórcio até mesmo por razões irrelevantes com base em Dt 24. 1-4. Ele recebia a oposição de outro rabi, Shammai, que argumentava que somente a indecência grave dava margem para o divórcio. A resposta de Jesus a essa questão transcende essa discussão casuística de Deuteronômio.e volta à ordem da criação (Gn 2.24). Jesus vê o divórcio como uma negação fundamental da ordem criada por Deus e da natureza da instituição casamento. Todo casamento legítimo é "selado no céu e, então, inviolável. Quando ouviram a resposta de Cristo, os fariseus acharam que podiam pegá-lo em contradição e fazem a pergunta do verso 7. Cristo, então, Mostra que Moisés não estava dando razões para o divórcio em Dt 24. O texto veterotestamentário consiste numa longa declaração introdutória de "se(s)" terminando com a proibição de um homem casar-se novamente.
    Sendo assim, para Jesus, casar-se novamente depois do divórcio, não estando dentro da exceção estabelecida em Mt 5.32, comete adultério. A idéia é que aos olhos do Senhor um casal, erroneamente, divorciado ainda está casado. Casar-se sob tais condições constitui adultério porque isso coloca os parceiros divorciados em relações sexuais com pessoas de fora dos laços maritais que existem entre eles (Bíblia de Estudo de Genebra, 2ed. 2009, p. 1259). Os casais da novela, aos olhos de Deus, estão casados e, portanto, com o tipo de vida que levam, estão em franco desagrado a Deus, aos seus valores e em constante adultério.

 
    CONCLUSÃO
    A minha mensagem ao povo de Deus, em especial, termina com a exortação do Apóstolo Paulo feita aos Coríntios, na sua primeira carta:
    1 Coríntios 6:12 - Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
    1 Coríntios 10:23 - Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam.

 
    O meu apelo é para que o povo de Deus saiba usar o discernimento que o Senhor lhes deu e a coragem para dizer não aos novos valores impregnados de pecado e rebeldia as Sagradas Escrituras. Portanto, que o povo de Deus saiba viver a vida de acordo com os padrões cristãos e ao lado de Cristo, o único que faz a vida valer a pena!
Haja paz em cada alma!
I. P. Roçadinho - BA

Mais um Escandalo Sexual no Vaticano

Um assessor do papa Bento 16 foi afastado nesta semana por causa de um escândalo sexual envolvendo prostituição gay que sacudiu o Vaticano.

Ângelo Balducci, um dos Cavalheiros de Sua Santidade, uma espécie de assistente de elite para o papa quando recebe visitas importantes, foi flagrado em gravações feitas pela polícia dando instruções a um interlocutor sobre detalhes físicos de homens que gostaria que fossem levados a ele.

Segundo a imprensa italiana, o interlocutor era Thomas Ehiem, 29 anos, integrante do famoso coral do Vaticano, que também foi afastado.

A polícia italiana havia grampeado o telefone de Balducci durante uma investigação de corrupção separada e não relacionada ao Vaticano.

Em uma das transcrições vazadas para a mídia, Ehiem descreve um homem como tendo “dois metros, 97 quilos, 33 anos e diz que é ‘completamente ativo’”.

Em outra, Balducci pergunta a Ehiem se ele já “falou com o seminarista”, ao que ele responde “ele provavelmente está na missa, ou algo assim”.

Um representante do Vaticano disse que o Bento 16 está ciente do escândalo.

A transcrição das gravações sugere que Ehiem procurou pelo menos dez homens para Balducci, entre eles, modelos e um jogador de rúgbi.

Thomas Ehiem seria integrante do coro que se apresentou para o papa Bento 16 em uma apresentação de Natal.  Entre as atribuições de Balducci estavam a de ciceronear chefes de Estado e carregar o caixão em funerais papais.

Os 5 solas da reforma protestante

Os Cinco Solas da Reforma
Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria
por
Declaração de Cambridge


SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade
Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.
Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.
A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.
A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.
Tese 1: Sola Scriptura
Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

SOLO CHRISTUS
: A Erosão da Fé Centrada em Cristo


À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.
Tese 2: Solus Christus
Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.
SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.
A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.
Tese 3: Sola Gratia
Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial


A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.
Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.
Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.
Tese 4: Sola Fide
Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.
SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.
Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.
Tese 5: Soli Deo Gloria
Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.



Fonte: Declaração de Cambridge