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Quer ter alegria no lar? Vale a pena dar uma olhada nesse estudo bíblico!
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Fonte:http://teologico.com.br

A Biblia Humanista Mais Uma Heresia A Vista

ERA SÓ O QUE NÃO FALTAVA: LANÇADA A "BÍBLIA HUMANISTA"

O autor A. C. Grayling diz que se opõe à Bíblia original. The Good Book: A Humanist Bible (O Livro Bom: Uma Bíblia Humanista, na tradução literal) quer ser fonte de inspiração, reflexão e consolo, partindo da tradição laica do Ocidente e do Oriente. "Ao se fixar em Deus e no que há após a morte, pessoas se distraem da vida", diz à reportagem. Ninguém cai em desgraça se come o fruto da sabedoria, sugere o professor de filosofia da Universidade de Londres, autor de quase 30 livros.

Por décadas, anotou o que disse Aristóteles, Heródoto, Safo, Nietzsche, Baudelaire, Rimbaud, Newton e editou as citações com estrutura e linguagem semelhantes às da Bíblia. Publicado há duas semanas na Inglaterra, o livro está na lista de mais vendidos. Foi comprado pela Objetiva/Alfaguara e sai em 2012. Com bom humor, Grayling conta que sua mulher fez para ele um cartão que diz: "Achava que era ateu até que descobri que era Deus".

Com a bíblia laica, o sr. diz ajudar leitores a ter uma vida boa. O que é isso?

A. C. Grayling - Ser bom e ter afetos costumam levá-lo a ter uma vida melhor. Diferentemente da Bíblia, porém, este livro mostra que não há modo único de conduzir a vida, que é muito curta para tantas brigas. O mais importante é que o leitor pense por si mesmo e não tenha de seguir regras irracionalmente. Tudo de que você precisa é amor", "Pense por si mesmo" e "a vida é muito curta para tantas brigas" são letras dos Beatles.

Não tinha pensado nisso. É a prova de que essa sabedoria pode ser encontrada também no senso comum.

Em oposição à Bíblia, o livro sugere retornar aos gregos?

Não só aos gregos, mas à tradição humanista que começa com eles e permanece até hoje. E, apesar de ateu, não quis me opor à Bíblia, apenas mostrar a sabedoria que nasce dos próprios homens sem tratar de Deus ou de vida após a morte.

Se não se opõe, por que se baseou na estrutura da Bíblia?

Primeiro porque o livro se torna muito acessível: você pode ler um ou dois trechos e pensar a respeito. E sem autores citados, você se concentra no que é dito, e não em quem e quando disse.

É inevitável querer saber de quem é cada citação...

Várias pessoas reclamam disso. Mas é como ver uma exposição e se concentrar nas legendas. O mais importante são as pinturas. E quer saber? Queria não ser identificado como autor do livro. Meus editores não deixaram.

Por que a religião voltou a ser tema de livros e da mídia?

Justamente por causa do seu declínio.
Fonte: O Galileo

NOTA: Em tempos de desesperança, não é de admirar que vejamos intelectuais recorrerem àqueles que pensam ser a solução de todas as questões: eles mesmos!

"Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra (Senhor Deus) e luz para o meu caminho". Salmo 119:105.

Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo

ELE RESSUSCITOU!


Eis morto o Salvador
Na sepultura!
Mas com poder, vigor,
Ressuscitou.

Da sepultura saiu!
Com triunfo e glória ressurgiu!
Ressurgiu, vencendo a morte e o seu poder;
Pode agora a todos vida conceder!
Ressurgiu! Ressurgiu!
Aleluia! Ressurgiu!

Tomaram precaução
Com seu sepulcro;
Mas tudo foi em vão
Para o reter.

A morte conquistou
Com grande glória!
Oh, graças, alcançou
Vida eternal.


ELE Me Ouviu!

 
 
Ele se inclinou para mim



“Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (Salmo 40.1).

Inclinar-se é uma postura que revela respeito ou misericórdia. Olhando do ponto de vista do servo para com o seu senhor; o inclinar-se revela respeito, porém olhando do ponto de vista do senhor para com o seu servo; revela misericórdia. É exatamente isso o que o salmista está afirmando.

O que temos aqui é um miserável moribundo, atolado no charco da sua própria miséria, abandonado, largado às favas, sem amigos, sem a mínima condição de mudar o seu estado deplorável de sofrimento. O que temos aqui é um homem prestes a perecer, chafurdado num poço de lama até o pescoço. O salmista revela aqui o seu estado de total impotência, onde a única possibilidade de reversão da sua situação era a intervenção de um ser maior; do próprio Deus.

A parábola do Bom Samaritano relata uma história semelhante. Ela conta que um homem caiu nas mãos de salteadores e depois de ter sido roubado, foi espancado, ficando semimorto. Passaram por ali duas pessoas; um sacerdote e um levita, porém os dois passaram de largo e não fizeram caso da situação daquele homem.

Também passava por aquele caminho um samaritano, aproximou-se, se inclinou para ele, curou as feridas daquele homem e o colocou sobre o seu próprio animal, depois o conduziu até uma hospedaria. O samaritano demonstrou muito amor para com aquele homem desconhecido e moribundo.

Penso que o verdadeiro Bom Samaritano é Jesus Cristo, pois ele também se inclinou para nós. Jesus se encarnou, tornou-se como um de nós, assumiu as nossas dores, levou sobre si as nossas enfermidades. Ele veio para nos tirar do nosso estado de perdição e de miséria em que nos encontrávamos.

Deus sempre se mostrou disposto a se inclinar para nós. Toda a iniciativa no sentido de mudar a história do ser humano sempre foi de Deus. A Bíblia é bem clara ao afirmar que o homem no estado em que estava jamais poderia por si mesmo buscar a Deus.

Paulo escreveu: “como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3.10-12). Já que nós não podíamos buscá-lo, foi ele quem tomou a iniciativa e veio até nós.

Paulo afirmou ainda: “pois, ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornado-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2.6-8).

Esse foi o preço que Jesus pagou para resgatar o ser humano do seu estado de miséria em que vivia. O preço do seu amor foi incondicional, foi totalmente sacrificial. Tirar-nos do nosso posso de perdição, do nosso tremedal de lama não foi uma coisa fácil para Jesus, ele teve que dar a sua própria vida para que isso pudesse acontecer.

O apóstolo Pedro afirmou: “sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo”. Que prova maravilhosa de amor é esta. Um Deus que se inclinou para resgatar os pecadores, que veio para dar-lhes vida eterna e abundante. Que essas verdades sejam avivadas em nossa mente ao iniciarmos um novo ano.

Rev. Carlos Henrique
Capelão Universitário

Vença a Depressão do Jeito de Deus



 

O que fazer quando ficar deprimido?
© Jay E. Adams



 

    Talvez você nem queira ler este folheto. Quando se está deprimido, com certeza, não se tem
disposição para isso.
— De que adianta tentar mais alguma coisa?, pode-se perguntar. No fim das contas, nada adiantou.
Mas, antes de botá-lo de lado, deixe que eu diga claramente coisa que espero se grude em

você, mesmo que você o ponha de lado por um tempo; acho que isso vai lhe fazer querer pegá-lo de
novo para terminar de ler o que tenho a dizer. 


 

    É o seguinte: o seu caso tem esperança; a sua depressão
pode ser derrotada, não somente agora, mas para sempre. Quero lhe ensinar neste panfleto como sair da depressão e não cair mais nela. Se conseguir ler até o fim desse parágrafo vai ficar sabendo que centenas de outras pessoas, deprimidas do mesmo jeito que você, descobriram que isso é possível. Se

conseguir ler o folheto até o fim vai ver que não vai ler nada complicado, que não leva muito tempo
para chegar lá e que nunca deixa de funcionar. A razão porque afirmo essas coisas com tanta ênfase é
que o jeito de derrotar a depressão que lhe descreverei não é meu, nem de nenhum outro homem, mas é o jeito Deus.
 


    É por isso que há esperança. Há esperança porque você pelo menos já chegou à conclusão de
que nenhum outro jeito funciona. Com o que concordo. Até este momento você não fez a coisa do
jeito de Deus; você não acha que já está na hora de levar em conta o que Ele tem a dizer?
— Qual é a isca? Pergunta você.
Se para você isca significa as condições para achar um jeito de sair de depressão, eu lhe direi

que são três:


1. Você tem que conhecer Deus pessoalmente antes de esperar que Ele lhe ajude.


2. O seu objetivo principal não pode ser jamais o alívio da depressão, mas o desejo de agradar a Deus fazendo aquilo que Ele diz.


3. Você tem que fazer exatamente o que Ele diz, sem importar como você se sinta. São essas as condições. Se você achava que isca significava que há outros fatores, só revelados mais tarde, que amenizarão as minhas afirmativas iniciais eu lhe asseguro, então, que não existem. A depressão pode ser derrotada pelas orientações de Deus e pelo poder que Ele concede pelo Seu Espírito para capacitar àqueles que O conhecem a seguirem à Sua Palavra.
Aí você responde, com reserva e cautela:
— Tudo bem. Fale-me sobre isso. Eu estou interessado, mas não vou atiçar a minha esperança tão cedo. Vou ouvir tudo o que você tem para dizer, mas não quero que as minhas esperanças comecem a se elevar somente para depois despencarem estilhaçadas ao meu redor em uma ou duas semanas. Isso dói demais. Elas já se levantaram antes somente para se destroçarem sempre e sempre. Então vamos começar com uma dessas iscas ou, como prefere chamá-las, condições:

O que é que você pretende ao ficar aí dizendo que eu tenho que conhecer Deus? Não entendo isso muito bem.
Acho bom que tenha feito essa pergunta logo no começo porque ela é básica. Todo o resto depende dela. Você nunca pode usar Deus como se Ele fosse uma máquina para produzir aquilo que você quer, nem pode fazer o que a Bíblia manda como se fosse uma técnica ou um truque para atingir seus objetivos. Embora Deus, nas Escrituras, invoque princípios e métodos que, de fato, transformam
vidas, esses princípios, quando acionados por você, não entram mecanicamente em funcionamento sem a bênção de Deus. Para que isso ocorra você tem que não estar brigado com Deus.
— Acho que ainda não entendo.
Certo, então deixe que eu explique. Eu e você, como todo ser humano nascido no mundo, à exceção única de Jesus Cristo, nascemos pecadores. Nossos pais eram pecadores e só podiam gerar
pecadores. Os seus filhos, à sua semelhança, também nascem pecadores. A Bíblia ensina que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23). Quando Deus diz "todos", isso é exatamente o que Ele quer dizer. A demonstração disso você vê em tudo aquilo que lhe cerca; você nunca encontrou ninguém perfeito. Mas é exatamente aí que está o problema, Deus é Deus Santo. Ele habita na perfeita justiça, mas, por sermos pecadores, não estamos qualificados para habitar com Ele e tornamo-nos Seus inimigos por não obedecermos aos Seus mandamentos. Ele disse: "Não dirás falso
testemunho", mas nós mentimos; "Não furtarás", mas não há entre nós quem não tenha roubado, a começar pelos biscoitinhos da lata de biscoitos quando éramos somente crianças. Desobedecer significa também que nos colocamos em perigo, porque Deus não apenas é Deus Santo, mas é também o Justo Juiz das Suas criaturas. Ele decretou que devemos pagar pelos nossos pecados; mas é também
misericordioso e providenciou o perdão dos pecados em Cristo. Quem não teve os pecados perdoados por Deus, não participará da glória eterna que Deus partilhará com os que chegaram a conhecê-lO. É
disso que eu falo.
— Mas, como se chega a conhecê-lO.
Pela fé em Seu Filho Jesus Cristo. É isso o que eu quero dizer. Por não podemos, por nós mesmos, nos livrar dos nossos pecados Deus, em Sua misericórdia, providenciou o perdão enviando o Seu Filho para morrer em lugar de pecadores culpados, recebendo em lugar deles o castigo que mereciam por seus pecados. Quando reconhecem a situação do perigo que correm diante de Deus, se arrependem verdadeiramente da vida de rebelião quem vem levando e dependem somente da morte de Jesus na cruz, Deus os livra (salva-os) do castigo eterno. Deus não os considera mais culpados por
seus pecados e os aceita como amigos. De agora em diante Ele não será apenas o Juiz deles, mas também o seu amoroso Pai Celestial. Àqueles que vêm a conhecer a Deus assim, Deus cumpre e guarda as promessas que revelou na Bíblia. Promessas que só pertencem a eles e a mais ninguém.
Você pode descobrir mais sobre isso através da leitura das seguintes passagens da Bíblia:
Efésios 2.8, 9; João 3.16; Romanos 4.4, 5.

Mas vamos considerar que você tenha posto a sua fé em Cristo e já conhece a Deus como o Seu Salvador e Senhor e, apesar disso, continua atormentado pela depressão. Lembre-se de que eu disse que conhecê-lO era uma das condições para derrotar a depressão; eu não disse que bastava conhecê-lO para resolver o problema. Prossigamos, então, na análise da matéria.
Embora a depressão seja um problema terrivelmente esgotante e muito difundido tanto entre os crentes quanto entre os que não conhecem a Deus, não é um problema difícil de resolver o tanto
quanto aparenta à primeira vista. O que você precisa reconhecer é que a depressão resulta de um defeito no autocontrole e na autodisciplina. Uma das atividades do Espírito Santo de Deus é produzir essa disciplina naqueles que, pela obediência fiel à Sua Palavra, buscam agradar a Deus fazendo aquilo que Ele diz e não o que acham que deveriam fazer (cf. Gálatas 5.23). Esse é o cerne da questão.
— Bem, a coisa ainda está um tanto obscura para mim. Se você quer que eu entre nessa, vai ter que detalhá-la com muito mais clareza.
Claro! eu só estava falando de modo genérico; antes de descer a pontos específicos queria que você soubesse dos fatos básicos, na medida em que prosseguimos. Vamos, então, tocar no ponto
crucial da coisa, mostrando que donas de casa, sacerdotes e todos quantos devem definir e cumprir os seus próprios horários são especialmente vulneráveis à depressão.

Raramente sofrem de depressão aqueles cujo trabalho diário seja rotineiro e cujos resultados foram planejados para que até ao meio-dia devam ter produzido uma quantidade X de trabalho e até às 17h um outro tanto de X. Isso é porque o trabalho deles não depende de AUTOcontrole e de AUTOdisciplina. Os outros é que os disciplinam e
controlam a sua produção. Por isso raramente deixam de conta do trabalho.
Por outro lado, para quem precisa aprender a controlar e a disciplinar a si mesmo, numa época em que quase não se enfatiza a disciplina, muitas vezes tudo o que falta para se começar a cair em desespero e depressão é passar por um revés que o seduza a desviar o foco para o próprio revés levando-o a se esquecer das suas obrigações. Isso quebra a programação, faz com que deixe de cumprir as sua tarefas — que vão se amontoando — e aí, nesse ponto, já terá descido direto pela ladeira que leva à depressão. Misture numa mesma panela o revés (doença, decepção, a culpa de um pecado inconfesso, etc.), a incapacidade de lidar com o revés do jeito de Deus, a tendência de ir atrás dos sentimentos em vez de correr atrás do prejuízo, e a disposição para se lamuriar em grupo (ou choramingar triste) e terá todos os ingredientes essenciais para preparar o pirão grosso de sabor podre da depressão.
Deus nos construiu de um jeito que quando deixamos de cumprir corretamente as nossas responsabilidades as nossas consciências disparam maus sentimentos. Se essas coisas não forem bloqueadas logo no seu começo ela nos levarão, ao fim e ao cabo, à depressão. Davi via a depressão como um sinal gracioso de Deus cuja intenção era conduzi-lo ao arrependimento e à mudança de atitude ou comportamento (depois de haver pecado ele disse: "a tua mão pesava dia e noite sobre mim" – Salmos 32.4). A culpa subjacente à depressão decorre da incapacidade de lidar com o problema ou o revés do jeito de Deus; portanto, deixar de atender a esse aviso ou qualquer tentativa de silenciá-lo por tratamentos de choque, uso de antidepressivos, bebidas alcoólicas, etc., é só mais um fracasso que vem somar-se à culpa e aumentar a intensidade dos maus sentimentos que brotam dela. O resultado é que a depressão cresce ciclicamente cada vez mais.
    Um bom lugar para começarmos a considerar a solução de Deus para o fracasso fundamental que está por trás da depressão é levar a sério as palavras do apóstolo Paulo em II Coríntios 4.8: "Em
tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados". Houve muitas vezes em que Paulo achou difícil enfrentar oposição e dificuldades; também houve circunstâncias em
que não sabia que atitude tomar. Ele foi afligido e ficou perplexo, mas não deprimido. Nessas horas de provação, Deus o capacitou totalmente para lidar com cada uma dessas dificuldades sem cair em
desespero. Paulo passou por revezes, mas não deixou que o impedissem de continuar no curso objetivo
de uma ação que iria acontecer; não se desesperou nem desistiu dos trabalhos que sabia que Deus queria que fizesse; sentia-se para baixo, mas não esgotado. A pessoa deprimida é aquela que ao sentir-se para baixo, também estanca.
Agora, é vital que se compreenda a importante diferença que há entre ficar perplexo,desapontado, triste, fisicamente fraco, ou até mesmo sentir-se para baixo por causa da culpa, e ficar deprimido. Todos nós, à semelhança de Paulo, nos sentimos para baixo e todos nos entristecemos, às vezes; todos ficamos desencorajados, mas isso não é depressão. A depressão nos pega quando não conseguimos lidar com as tristezas, os desapontamentos, a perplexidade, a culpa ou a aflição física do jeito de Deus. Ela ocorre sempre que deixamos que os maus sentimentos ligados a esses problemas nos impeçam de cumprir os nossos deveres. Quando vamos atrás dos nossos sentimentos e deixamos de cumprir as nossas obrigações para com e Deus e para com os nossos semelhantes tornamo-nos culpados e isso faz a gente se sentir muito pior. Quando os sentimentos de culpa se somam aos maus
sentimentos que já nos assolam isso faz a gente se sentir muito pior e por isso menos prováveis de realizarmos nosso trabalho.

Se seguirmos os sentimentos crescentes de descontentamento — o que sempre é mais fácil de fazer — vamos desencadear mais desses sentimentos, ad infinitum. Vê agora o que eu pretendia quando disse que a depressão é cíclica?
— Sim, é realmente assim; ela só vai piorando cada vez mais.
Certo. Enquanto você continua a ir atrás dos seus sentimentos que lhe dizem que você "não consegue" fazer aquilo que você sabe que devia estar fazendo e não faz, ocorre que você se enfia cada
vez mais no buraco da depressão, fazendo cada vez menos até que finalmente não faz mais nada senão ficar jogado no sofá empanturrando-se de doces e assistindo TV. Isso lhe parece familiar?
— Demais. Mas o que se pode fazer? Descrever o problema é uma coisa, resolvê-lo é outra.


Concordo, mas é importante ver com clareza como funciona essa dinâmica para que se adote a solução acertada. Tenho observado que a depressão surge do fato de se tratar erradamente uma situação em que você se sente mal. Os maus sentimentos podem se originar do seu próprio pecado ou pelo fato de, depois de ficar prostrado com uma gripe por quatro dias, ter que voltar para o trabalho acumulado na sua ausência e que você acha que não vai dar conta por ser bem maior do que o normal e por você estar mais fraco do que sempre. Pode ser que tenha deixado de passar a roupa (— Olha só
que monte de roupas!) ou de corrigir as provas empilhadas na mesa (— Nunca vou conseguir corrigir aquelas provas se não estiver mais disposto!). Sejam quais forem os aspectos específicos do problema,
uma coisa predomina: em vez de fazer aquilo que sabe que tem de fazer, quando passa o controle aos sentimentos na esperança de que mais tarde tenha mais vontade de cumprir a obrigação temida, você
já deu alguns passos largos no caminho infeliz da depressão; então, a chave para se proteger da

depressão é a seguinte: não vá atrás dos seus sentimentos quando sabe que tem uma responsabilidade a cumprir. Em vez disso faça o que deve mesmo contra os sentimentos e quando o fizer, mesmo que no início seja mecanicamente, faça-o simplesmente porque quer agradar a Deus e porque sabe que Ele quer que você o faça, o seu sentimento muda com o tempo. Deus lhe dará a sensação de satisfação e realização e grande entusiasmo por aquilo que antes temia. Você não deve esperar pela vontade de fazer a coisa, pode ser que nunca venha a tê-la; nem deve tentar mudar os seus sentimentos
diretamente, você não pode fazer isso. Faça aquilo que você sabe que Deus quer que você faça,TENDO OU NÃO VONTADE PARA ISSO, e com o tempo vai ocorrer, como efeito colateral, uma mudança de sentimentos. Esse é o segredo para fazer descer pelo ralo a maré da depressão quando ela começar a lhe afogar. Não há outro jeito.
— Você está dizendo que se eu fizer o que sei que Deus quer que eu faça, simplesmente para O agradar, quer eu tenha ou não vontade, então Ele vai abençoar isso e fortalecer-me e finalmente até
mesmo modificar também os meus sentimentos?
É isso aí! Falando em termos simples, faça o seguinte:

1. Faça uma lista completa de todas aquelas coisas que você sabe que está negligenciando só porque não tem vontade de fazê-las;

2.Comece a fazê-las para agradar a Deus e àqueles que dependem de você (seu cônjuge, sua família, seu chefe, seu parceiro de pensão, etc.).

3. Continue a fazê-las a despeito de como se sentir e quando começar a ver a tarefa realizada vai passar a sentir uma mudança nos seus sentimentos. A maré foi virada. Dona de casa: vá em frente, limpe a casa, comece a preparar de novo as refeições, levante-se cedo para ver seu marido sair para trabalhar. Vendedor: saia do escritório, tire a lista de clientes da gaveta, pegue o telefone e comece a agendar suas reuniões de contato. Daí, caia na estrada e vá atrás deles até que estejam todos na sua carteira de clientes. O que tiver de ser feito, seja lá o que for e você
sabe o que é, parta para ação — não espere até ter mais vontade para o fazer. Não o largue até à hora mais conveniente, o que tiver para fazer agora, faça. Não deixe mais uma hora passar. Assim, depois de ter empurrado para lá a depressão, pense no futuro. Você pode continuar livre da depressão no futuro exatamente do mesmo jeito que você saiu dela depois de ter resvalado no seu poço: faça aquilo que Deus quer que seja feito mesmo nos períodos desanimados da sua vida, QUER VOCÊ ESTEJA A FIM OU NÃO; e assegure-se de organizar a sua vida no futuro e de cumprir o planejado a despeito de como se sentir. Busque a ajuda de algum pastor ou profissional, se não
souber como fazer um planejamento. Esse conselheiro também deve ter condições de monitorar por um tempo o modo como você está cumprindo o planejado até que se acostume a viver de acordo com
ele. É um modo dessa pessoa lhe estimular "ao amor e às boas obras" (Hebreus 10.24). O próprio Deus planeja e organiza-se; você, que foi criado à Sua imagem e semelhança, não pode abrir mão da organização que o planejamento dá. Se você organizar bem a sua vida não terá tempo para lamúrias em grupo, nem tempo para se pendurar a manhã toda no telefone com um velho amigo queixando-se durante o cafezinho do quanto as coisas estão ruins, quando deveria estar fazendo o serviço de casa. O cafezinho deve vir depois das tarefas domésticas, não em lugar delas.
Bem, é isso. Agora você sabe o que fazer para sair de depressão e o que fazer para se manter fora dela. Deixe-me resumi-lo de novo com palavras um pouco diferentes:
1. Confesse o pecado de deixar de assumir as suas responsabilidades e outros pecados quaisquer que tenha deixado de confessar;
2. Comece a fazer aquilo que Deus quer que você faça para O agradar, a despeito de estar ou não a fim de fazê-lo;
3. Trate biblicamente de qualquer pecado específico que tenha originalmente desencadeado o mau sentimento (que pode, contudo, não ter se originado no pecado);
4. Fuja dos festivais de lamúrias, de funks deprimentes e grupos de murmuração. Organize seu trabalho e siga a sua agenda, não os seus sentimentos.
Copyright 1975 by Jay F. Adams –

Fonte: http://www.peacemakers.net/unity/adepressed.htm
Tradução: Marcos Vasconcelos — junho/2005 — marcos.tradutor@
gmail.com


 

Receita de vida da Dona Jiló



BOM GUARDAR ESTA RECEITA MARAVILHOSA!



Dona "Maria Jiló" é uma senhora de 92 anos, miúda,
e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona "Maria Jiló", a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa.

E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem..
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender, e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:

- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois me pediu para anotar:
COMO MANTER-SE JOVEM

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade,o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas - Aprecie mais.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele /ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refúgio. Não o descarte..

8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.

10. Diga às pessoas que as ama e que ama a cada oportunidade de estar com elas.

E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua.

Mas se puder, pelo menos, partilhe com alguém!

"O que de nós vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas?"

" O mundo é de quem se atreve."

"Um dia você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida."

Aplausos e ramos


No dia em que meu Senhor
Foi recebido com aplausos e ramos,
Todos pensavam prestar-lhe homenagem.
Ele, porém, seguia montado em um jumentinho.

Será que não viam
Que aquela montaria significava, não a chegada de um rei,
Mas daquele de quem os profetas haviam falado?



No dia em que meu Senhor
Foi recebido com aplausos e ramos,
Queriam um libertador.
Queriam alguém que os ajudasse vencer o povo que os oprimia.

Será que não se deram conta
De que ele estava disposto a libertá-los de algo pior?
Algo, que, além de oprimir, os condenava a viver para si próprios?


Hoje, quando vejo meu Senhor
Ser recebido com aplausos e ramos,
Fico pensando:
Será que não percebem que ele nos liberta de nós mesmos?
Da nossa tendência de louvá-lo com segundas intenções?
De exaltar seu nome esperando que depois ele faça o que desejamos?

Senhor,
Tu que já fostes recebido em meu coração,
Perdoa minha vida hipócrita, que te louva e estende ramos,
Mas não se dispõe a obedecer-te.
fonte: http://folton.blogspot.com/

Teologia de Missões em Romanos Parte final Rev. José Clóvis





I ) OBSERVAÇÕES EXEGÉTICAS NA TEMÁTICA
Rm.1.16,17 "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé." Epaischynomai – envergonhar-se, indicativo, modo da certeza, fato, realidade, a convicção do apóstolo de não envergonhar-se do evangelho, de sentir um "orgulho" santo, ou sea ter motivos "de sobra" para levantar a cabeça por causa do evangelho. O evangelho é motivo de encorajamento, não é um espírito superior por razões pessoais, mas pelo valor da cruz de Cristo, " certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos, poder de Deus." 1 Co.1.18.
Não há motivos para inferiorizar-se diante do evangelho porque é o poder de Deus, estin, indicativo presente ativo de eimi, ser, estar. É e continua sendo, ação linear, continuada, repetida, preferencialmente assim, podendo ser representada graficamente por um segmento de reta. O evangelho continua sendo o poder de Deus para salvação. O evangelho é o tesouro escondido de Mat.13.44 e a pérola de grande valor em Mat.13.45,46. O evangelho é JESUS, "em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos." Col.2.3. "...Chamar-se-á Jesus, porque salvará o seu povo dos pecados dele." Mat.1.21. O poder de Deus, dynamis theou, duas possibilidades explicativas, não conflitantes, primeiro, genitivo possessivo, o poder pertencente a Deus, ou seja, o evangelho é poderoso em Deus, Deus faz o evangelho ter eficácia para salvação, segundo, genitivo subjetivo, na mesma linha interpretativa, o poder oriundo de Deus, Ele é a fonte do poder. O evangelho começa em Deus antes do tempo, tem suas origens na eternidade. O Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo, Ap.13.8. É Deus e não outrem o Autor da salvação. "...tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo... a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo..." 2 Cor.5.18,19.
Salvação, soteria, é inclusiva envolve libertação da penalidade do pecado, a que denominamos justificação, se deu no passado; do poder do pecado, chamada santificação, ocorre no presente; da presença do pecado, glorificação, aspecto futuro. Por isso, inclusive é tão grande salvação, Hb.2.3.
II)PECAMINOSIDADE-UNIVERSAL Rom.3.23 "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus," hemarton, aoristo indicativo, ação pontilear no passado. O ato e não um processo, ação vista como um ponto, e todos inclusos, isto nos remete à queda, em Adão, Rom.5.12 " Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo..." 5.19 "Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores..." Em Adão todos morremos. No entanto, a voz é ativa, o sujeito pratica a ação, pecaram, significa dizer que os homens são responsáveis pelos seus atos. Lm.3.39 " Por que, pois, se queixa o homem o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados." Rom.6.23 "...o salário do pecado é a morte...", a recompensa justa e merecida. A justa ira de Deus Rom.1.18-21, os homens são indesculpáveis, 11.22 devemos considerar a bondade e a severidade de Deus. É um mistério, caímos em Adão, mas somos responsáveis, o importante não é entender mas conhecer o que nos foi revelado, Deut.29.29. Além disso, o texto nos mostra que judeus e gentios somos pecadores, a universalidade do pecado, todos, nenhum justo. Precisamos reconhecer que toda alma pecou. Paulo cita textos vetero-testamentários para fundamentar suas declarações, até porque a Revelação é progressiva, não conflitiva. Os textos são Rom.3.10-12 "Não há justo, nem um sequer...", Sal.14.1-3; 53.1-3; Rom.3.13 " A garganta deles é sepulcro aberto;..."Sal.5.9; 140.3; Rom.3.14 "a boca, eles a tem cheia de maldição..." Sal.10.7; Rom.3.15-17 "são os seus pés velozes para derramar sangue,...Is.59.7,8 e Rom.3.18"Não há temor de Deus diante de seus olhos." Sal.36.1
Há vários aspectos do pecado: hamartano- errar o alvo, não atingimos a glória de Deus; parabaino- passar do limite, transpor, transgredir; paraptoma-passo em falso que induz a queda, ofensa, Rom.5.15; ofeilema- obrigação, dívida, faltoso Mat.6.12 "e perdoa-nos as nossas dívidas..."; anomia-falta de sujeição a qualquer lei, insubordinação, iniqüidade 2 Ts.2.7. Alfa privativo, alfa de negação associado a nomos-lei. Assim sendo, todos os pecadores carecem da glória de Deus. Carecem-husterountai presente tempo verbal que indica estado mais que instante, a carência é a natureza essencial do ser humano; indicativo é modo da realidade indubitável deste estado da alma e voz passiva, ou seja, o estado é resultante da ação pecaminosa e responsável do ser humano, em Adão e em si mesmo.
III) JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ- Romanos 3.24 "sendo justificados gratuitamente, por sua graça,mediante a redenção que há em Cristo Jesus;" dikaioumevoi, particípio presente passivo. O particípio presente indica ação simultânea à ação do verbo principal, enquanto encontram-se no estado de carência da glória divina, recebem de forma permanente a justiça de Deus em Cristo Jesus. Ainda sobre a justificação Rom.5.1 "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus..."dikaiothentes, particípio do aoristo passivo, indica ação anterior à ação do verbo principal, ou seja, antes de desfrutar o estado de paz com Deus é preciso receber a operação de Deus, imputando a justiça de Deus em Cristo. Rom.3.24 nos revela que a justificação é gratuita para nós, mediante a REDENÇÃO que há em Cristo Jesus. É gratuita porque o homem não tem condição de adquirí-la. Sal.49.7,8 "Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por Ele a Deus o seu resgate (Pois a redenção da alma deles é carríssima,..)
1 Pe.1.18,19 "sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo," Deus providenciou a justiça em Cristo, pela redenção, termo este considerado pelo estudioso Scofield em sua bíblia comentada: "significa libertar pagando um preço. A obra de Cristo cumprindo os tipos e as profecias do V T sobre a redenção apresenta-se em três palavras gregas importantes: a) AGORAZO, comprar no mercado (de AGORA, mercado). O homem é considerado como um escravo "vendido sob o pecado" (Rom.5.14) e sob sentença de morte (Ez.18.4; Jo.3.18,19, Rom.6.23), mas sujeito à redenção pelo preço de compra do sangue do Redentor (1 Cor.6.20; 7.23; 2 Pe.2.1; Ap.5.9 [compraste-indicativo aoristo ativo de agorazo];14.3,4). b) EXAGORAZO, comprar e retirar do mercado, isto é, comprar e não deixar exposto a outras vendas (Gal.3.13; 4.5; Ef.5.16; Col.4.5), falando da finalidade da obra da redenção e c) LUTROO desamarrar ou soltar ( Luc.24.21; Tt.2.14; 1 Pe.1.18), forma nominal lutrosis (Luc.2.38; Hb.9.12)." Concluímos esta temática com o conceito de Justificação expresso no Breve Catecismo de Westminster: "é um ato da livre graça de Deus, no qual Ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos diante dEle, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada e recebida só pela fé.", resposta à pergunta 33.
A Justificação: ato que precede o processo santificador, aspectos da grande salvação.
IV) SANTIFICAÇÃO PELA FÉ – Romanos 6,7 e 8.
A Santificação é recebida pela fé com base no sacrifício de Cristo. At.26.18..."herança entre os que são santificados pela fé em mim.", disse o Senhor, ver também 1 Cor.1.30.
Considerando Rom.6.6 "Sabendo isto: que foi crucificado com Ele (Cristo) o nosso velho homem..." guinoskontes, particípio presente, idéia de continuidade.Este é um conhecimento que deve estar sempre presente no cristão. Synestaurothe aoristo indicativo passivo de systauroo – crucificar junto com. Syn-com,,junto; stauroo- crucificar. Quando Cristo foi crucificado, juntamente com Ele também foi o nosso velho homem. A natureza pecaminosa, com certeza, sofreu a ação de ser crucificada, aqui está a base para nossa santificação: o conhecimento de que o velho homem foi morto. O passo seguinte: Rom.6.11 "...considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus." Loguidzomai imperativo presente médio depoente, ou seja, uma ordem para continuar o processo, preferencialmente continuo de considerarem-se mortos para o pecado,mas vivos para Deus. Romanos 7 pode representar a luta da carne com o Espírito e cp.8 a vitória da vida plena do Espírito que aplica os recursos de Cristo ao andar diário do cristão, concedendo a vitória final.do evangelho de Cristo na experiência cristã.
Santificação " é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo nosso ser, segundo a imagem de Deus, e habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão." Resposta 35 do Breve Catecismo.
V) ELEIÇÃO DA GRAÇA – Romanos 9,10 e 11
Dentre os muitos aspectos a considerar, destaquemos alguns: Rom.9.11 "E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama)," v.13 "Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú." Não há como entender, a não ser pela fé. A razão não é capaz de compreender os desígnios divinos. Por isso no final dos três capítulos, Paulo expressa:"Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" Rom.11.33. Ora, se os juízos e caminhos do Senhor são impenetráveis, procurar entendê-los é uma tarefa vã, o correto é reconhecendo nossa incapacidade, vemos como em espelho, obscuramente, 1 Cor.13.12, glorificarmos a Deus, o soberano, transcendente, cuja grandeza é insondável, Sal.145.3, como escreveu Paulo: " Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as cousas. A Ele, pois, a glória eternamente.Amém." Deus amou Jacó, suplantador, enganador, mas amado sem explicações pelo Pai. "Não sei porque de Deus o amor a mim se revelou..." 105 NC. É a eleição da graça, do mérito exclusivo de Jesus. Somente a graça, somente Cristo.
No entanto, este trecho revelacional, traz no seu âmago: Rom.10.14,15 "Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam cousas boas!" A eleição é ato soberano, misericordioso, 11. 30,31,32 e da profunda sabedoria e conhecimento de Deus,11.33, mas a evangelização é responsabilidade cristã, não deveríamos discutir, procurando entender a eleição, mas sim praticar a evangelização. A eleição é irretorquível, mas a evangelização deixa muito a desejar. Precisamos viver a letra do hino 221 NC , "Quero ser um vaso de bênção, para todos os dias fazer. Os culpados que vivem nas trevas, o perdão de Jesus conhecer."

 
VI) COMPROMISSO ÉTICO-SOCIAL, Romanos 12-16.
Rom.12:1,"Rogo-vos,pois,irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional." Esta conjunção oun, pois, portanto, nos remete aos atos misericordiosos divinos descritos nos capítulos precedentes, 1-11, mesmo sendo pecadores, Deus providenciou Jesus, fomos eleitos e devemos ter vidas santas em todos os relacionamentos: pessoais 12.9 ss; civis 13; eclesiais, 14-15.7; missiológicos,15.14-33.
Rogar parakalo, rogo, termo usado no grego clássico na exortação de tropas prestes a sair para guerra, Também estamos numa luta, Ef.6.12, recebamos a exortação, encorajamento paulino. Apresenteis parastesai aoristo, infinitivo, ação pontilear, oferecer é um ato, não um processo de oferecimento,mas um ato de consagração do corpo como sacrifício vivo, santo e agradável, não morto, imundo e por isso mesmo indesejável aos olhos do Senhor. Ver Rom.6.13,16,19 onde aparece o mesmo verbo apresentar,oferecer.Este é um termo técnico para apresentação de sacrifício.
"..que é o vosso culto racional." Loguikós, relativo à razão,lógico, compreensível. O culto da razão é a consagração de vida a quem deu a vida por nós, ou seja não existe atitude coerente, diante da ação de misericordiosa de Deus para conosco, se não dar nossa vida, como culto da vida para o Senhor. Com este pensamento, enfoquemos
VII) A LITURGIA DA MISSÃO – Rom.15.16 ministro de Cristo entre os gentios. A palavra traduzida para ministro é leitourgon, no sagrado encargo de anunciar hieourgounta, servir como sacerdote, especialmente sacrificar. No cap.12 o corpo do cristão deve ser oferecido como sacrifício, aqui o sacrificar é anunciar o evangelho, logo evangelizar é prestar culto ao Senhor, quem evangeliza, cultua.
CONCLUSÃO – Nada melhor do que doxologia, palavra de louvor, por tudo que tem feito e vai fazer: O evangelho de Deus é o nosso evangelho, para obediência por fé, entre todas as nações, ao Deus único e sábio seja dada a glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos.Amém. 16.25-27.
BIBLIOGAFIA:
  1. Biblia Sagrada. Tradução Revista e Atualizada. João Ferreira de Almeida.
  2. Breve Catecismo de Westminster. Cultura Cristã.2009. 2ª.edição
  3. HODGES, Zane C. e FARSTAD, Arthur; Gomes, Paulo Sérgio; Olivetti, Odair.Novo Testamento Interlinear Analítico, Cultura Cristã.1ª edição. 2008.
  4. SCHALKWIJK, Francisco. Gramática Koinê do Novo Testamento, Ceibel,
  5. RIENECKER, Fritz/ ROGERS, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento. Vida Nova. 2ª Edição 1988

     

Todo Lugar é lugar de orar!


Veja onde foi que Jonas orou: no ventre do peixe. Nenhum lugar é impróprio para a oração. "Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar" [1Tm 2.8]. Onde quer que Deus nos lance, podemos achar um caminho aberto em direção ao céu, exceto por nossa própria indisposição. Os céus são igualmente acessíveis de qualquer parte da terra. Aquele que, pela fé, tem Cristo habitando no seu coração, para todo lugar que for leva consigo o altar que santifica a oferta e é, em si mesmo, um templo vivo. No caso, Jonas estava confinado; o ventre do peixe era a sua prisão, um calabouço apertado e tenebroso. Mas, mesmo lá, ele tinha liberdade para ter acesso a Deus, e manteve comunhão com ele sem impedimento algum. Os homens podem nos impedir de estar em comunhão uns com os outros, mas não podem nos impedir de estar em comunhão com Deus. Jonas estava agora no fundo do mar, mas das profundezas ele clama a Deus, da mesma maneira que Paulo e Silas na cadeia, presos no tronco. A quem Jonas orou: ao Senhor seu Deus. Ele estava fugindo de Deus, mas agora compreende a loucura disso e volta para ele. Pela oração ele se aproxima daquele Deus de quem tinha se apartado, e aplica o coração para se aproximar dele. Na oração, o profeta percebe Iavé não apenas como o Senhor, mas como o seu Deus: o Deus que tem uma aliança com ele, porque, graças a esse Deus, nenhuma transgressão da aliança nos exclui dela. Isso serve estímulo até mesmo aos filhos desviados para que retornem.

[Leia Jonas 2]
Autor: Matthew Henry (1662–1714)Fonte: Daily Readings, Randall J. Perderson (org.), Chistian Focus pub., 2009, "January 14".
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com 



Teologia de missões em Romanos (parte I) Rev. José Clóvis


AGÊNCIA PRESBITERIANA DE MISSÕES TRANSCULTURAIS
CURSO DE FORMAÇÃO MISSIOLÓGICA

 

 

 
JOSÉ CLÓVIS DE ANDRADE FALCÃO

 

 

 
PANORAMA DE MISSÕES:
TEOLOGIA DE MISSÕES EM ROMANOS

 

 
SÃO PAULO
2011







INTRODUÇÃO
A epístola de Paulo aos Romanos é uma suma teológica, uma exposição do Evangelho de Deus. É,segundo a introdução da Bíblia comentada Shedd "... a mais longa, a mais sistemática e a mais profunda de todas as epístolas e talvez o livro mais importante da Bíblia...".
Paulo, cujo nome significa pequeno, na verdade foi um gigante, foi um teólogo de profundidade ímpar, o apóstolo Pedro fez referência à exposição paulina, que na verdade era dom celeste, como difícil de entender, 2 Pe.3.15, no entanto trazia no corpo as marcas de Cristo, Gal.6.17, pés formosos, profunda comunhão com o Senhor, 2 Cor.12.1-4, subiu ao terceiro céu e ouviu palavras inefáveis, com disposição de morrer, se necessário fosse, para cumprir o dever de pregar a Cristo crucificado, At.20.24, 1 Cor.1.23.
Evidentemente, Paulo tinha consciência de sua dependência do Pai eterno, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, Rom.1.1, por intermédio de Jesus Cristo recebeu graça e apostolado, Rom.1.5. Paulo, portanto foi um instrumento, movido pelo Espírito, theospneustos, 2 Tm.3.16, para trazer-nos o texto santo, palavra do Deus eterno para nossas vidas.
É muito difícil fazer um estudo exegético expansivo, contemplando toda extensão do registro paulino aos romanos numa abordagem mais profunda, examinado a riqueza de cada e toda palavra no texto original, mas, com o auxílio do Alto, ainda que não tenhamos um conhecimento mais profundo, pedimos a graça divina e vamos aplicar alguns conceitos gramaticais do grego koinê, que serviu de base para o novo-testamento. Algumas observações pertinentes: nossos pressupostos são a revelação de Deus, não de Paulo, portanto os originais se perderam, mas o texto que possuímos é a infalível Palavra de Deus, mesmo com aparatos críticos, variantes textuais, a revelação de Deus para sempre está firmada nos céus, Sal.119.89. Portanto, vamos selecionar alguns textos e abordá-los.
Os dezesseis capítulos podem ser divididos em duas seções: uma doutrinária, teológica, com os fundamentos da Revelação, capítulos 1-11 e outra prática, ética, com as implicações da mesma Revelação, capítulos 12-16, a Missão de Deus para a sua Igreja está em ambas as seções.
Numa visão panorâmica do texto, temos: 1.1-15 introdução e saudação; 1.16,17 como base temática da epístola; 1.18-3:20 a pecaminosidade universal; 3.21-5.21 a justificação pela fé; caps.6,7 e 8 santificação; caps.9,10 e 11 eleição da graça; 12-15 ética e vida cristã; 16 saudações finais e doxologia. Em todos estes temos verdades explícitas do evagelismo, em os níveis local e extra-local. Destaquemos: 1.5 ' por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para obediência por fé, entre todos os gentios,"; 1.13-15"...para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios. Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma."; 10.14,15 "Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão nAquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam cousas boas!"; 15.16 "para que eu seja ministro de Cristo entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável..." 15.18 "...para conduzir os gentios à obediência, ..."15.19"... tenho divulgado o evangelho de Cristo, 15.20 "esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio; antes, como está escrito: Hão de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dEle, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a Seu respeito." 16.26"...para a obediência por fé, entre todas as nações,"
As boas novas de Deus é o tema epistolar e tem plena compreensão com o fato do livramento da justa condenação e ira divina manifesta contra o pecado, esta condenação foi recebida, sofrida pelo Cristo, Jesus. Assim o homem pode ser absolvido e considerado justo. A justiça de Deus em Cristo, recebida pela fé, manifesta-se em fruto de justiça para santificação, Rm.6.22. Tudo isso é resultante da graça divina que nos escolhe soberanamente e manifesta-se em relacionamentos saudáveis, caps 12-16. O evangelho é tudo isso, começa em Deus, 1.1,2 e estende-se em o eterno Deus, 16.26,27. Examinemos um pouco mais detidamente alguns trechos dentro desta visão.