sábado, 10 de outubro de 2009

Dos Juramentos, Casamento e Magistrados Confissão de Fé WestMinster XXII,XXIII,XXIV


À Luz das Escrituras Sagradas estudemos um pouco mais sobre os Juramentos, os juízes, Matrimônio e Divórcio. Procure por CFW e terá todos os comentarios da confissão de fé westminster


CAPÍTULO XXII

DOS JURAMENTOS LEGAIS E DOS VOTOS

I. O Juramento, quando lícito, é uma parte do culto religioso pelo qual o crente, em ocasiões necessárias e com toda a solenidade, chama a Deus por testemunha do que assevera ou promete; pelo juramento ele invoca a Deus para julgá-lo segundo a verdade ou falsidade do que jura.

Ref. Deut. 10:20; Exo..20:7; Lev. 19:12; II Cor. 1:23; II Cron. 6:22-23.


II.    O único nome pelo qual se deve jurar é o nome de Deus, nome que se pronunciará com
todo o santo temor e reverência; jurar, pois, falsa ou temerariamente por este glorioso e tremendo
nome ou jurar por qualquer outra coisa é pecaminoso e abominável, contudo, como em assuntos de
gravidade e importância o juramento é autorizado pela palavra de Deus, tanto sob o Novo
Testamento como sob o Velho, o juramento, sendo exigido pela autoridade legal, deve ser prestado
com referência a tais assuntos.


Ref. Deut. 6:13; Jer. 5:7; Mat. 5:34,.37; Tiago 5:12; Heb. 6:16; I Reis 5:31; Esdras 10:5.

III.    Quem vai prestar um juramento deve considerar refletidamente a gravidade de ato tão
solene e nada afirmar de cuja verdade não esteja plenamente persuadido, obrigando-se tão somente
por aquilo que é justo e bom e que tem como tal, e por aquilo que pode e está resolvido a cumprir.
É, porém, pecado recusar prestar juramento concernente a qualquer coisa justa e boa, sendo ele
exigido pela autoridade legal.


Ref. Jer. 4:2; Gen. 24:2-3; 9; Ne.5: 12.

IV.    O juramento deve ser prestado conforme o sentido claro e óbvio das palavras, sem equívoco
ou restrição mental. Não pode obrigar a pecar, mas sendo prestado com referência a qualquer coisa
não pecaminosa, obriga ao cumprimento, mesmo com prejuízo de quem jura. Não deve ser violado,
ainda que feito a hereges ou infiéis.


Ref. Sal. 24:4, e 15:4; Eze. 17:16, 18.

V.    O voto é da mesma natureza que o juramento promissório; deve ser feito com o mesmo
cuidado religioso e cumprindo com igual fidelidade.


Ref. Isa. 19:21; Ec. 5:4-6; Sal. 66:13-14.

VI.    O voto não deve ser feito a criatura alguma, mas somente a Deus; para que seja aceitável,
deve ser feito voluntariamente, com fé e consciência de dever, em reconhecimento de misericórdias
recebidas ou para obter o que desejamos. Pelo voto obrigamo-nos mais restritamente aos deveres
necessários ou a outras coisas, até onde ou quando elas conduzirem a esses deveres.


Ref. Sal. 76:1 1; Deut. 23:21, 23; Sal. 50:14.

VII.    Ninguém deve prometer fazer coisa alguma que seja proibida na palavra de Deus ou que
embarace o cumprimento de qualquer dever nela ordenado, nem o que não está em seu poder
cumprir e para cuja execução não tenha promessa ou poder de Deus; por isso os votos monásticos
que os papistas fazem do celibato perpétuo, pobreza voluntária e obediência regular, em vez de
serem graus de maior perfeição, não passam de laços supersticiosos e iníquos com os quais nenhum
cristão deve embaraçar-se.


Ref. At. 23:12; Mar. 6:26; I Cor. 2:9; Ef. 4:28; I Tess. 4:11-12; I Cor. 7:23.

CAPÍTULO XXIII

DO MAGISTRADO CIVIL


I.    Deus, o Senhor Supremo e Rei de todo o mundo, para a sua glória e para o bem público,
constituiu sobre o povo magistrados civis que lhe são sujeitos, e a este fim, os armou com o poder
da espada para defesa e incentivo dos bons e castigo dos malfeitores.


Ref. Rom. 13:1-4; I Ped. 2:13-14.

II.    Aos cristãos é licito aceitar e exercer o ofício de magistrado, sendo para ele chamado; e em
sua administração, como devem especialmente manter a piedade, a justiça, e a paz segundo as leis
salutares de cada Estado, eles, sob a dispensação do Novo Testamento e para conseguir esse fim,
podem licitamente fazer guerra, havendo ocasiões justas e necessárias.


Ref. Prov. 8:15-16; Sal. 82:3-4; II Sam. 23:3; Luc. 3:14; Mat. 8:9-10; Rom. 13:4.

III.    Os magistrados civis não podem tomar sobre si a administração da palavra e dos
sacramentos ou o poder das chaves do Reino do Céu, nem de modo algum intervir em matéria de fé;
contudo, como pais solícitos, devem proteger a Igreja do nosso comum Senhor, sem dar preferência
a qualquer denominação cristã sobre as outras, para que todos os eclesiásticos sem distinção gozem
plena, livre e indisputada liberdade de cumprir todas as partes das suas sagradas funções, sem
violência ou perigo. Como Jesus Cristo constituiu em sua Igreja um governo regular e uma
disciplina, nenhuma lei de qualquer Estado deve proibir, impedir ou embaraçar o seu devido
exercício entre os membros voluntários de qualquer denominação cristã, segundo a profissão e
crença de cada uma. E é dever dos magistrados civis proteger a pessoa e o bom nome de cada um
dos seus jurisdicionados, de modo que a ninguém seja permitido, sob pretexto de religião ou de
incredulidade, ofender, perseguir, maltratar ou injuriar qualquer outra pessoa; e bem assim
providenciar para que todas as assembléias religiosas e eclesiásticas possam reunir-se sem ser
perturbadas ou molestadas.


Ref. Heb. 5:4; II Cron. 26:18; Mat. 16:19; I Cor. 4:1-2; João 15:36; At. 5:29; Ef. 4:11-12; Isa. 49:23; Sal. 105:15; 11 Sam.23:3.

IV.    É dever do povo orar pelos magistrados, honrar as suas pessoas, pagar-lhes tributos e outros
impostos, obedecer às suas ordens legais e sujeitar-se à sua autoridade, e tudo isto por amor da
consciência. Incredulidade ou indiferença de religião não anula a justa e legal autoridade do
magistrado, nem absolve o povo da obediência que lhe deve, obediência de que não estão isentos os
eclesiásticos. O papa não tem nenhum poder ou jurisdição sobre os magistrados dentro dos
domínios deles ou sobre qualquer um do seu povo; e muito menos tem o poder de privá-los dos seus
domínios ou vidas, por julgá-los hereges ou sob qualquer outro pretexto.


Ref. I Tim. 2:1-3; II Ped. 2:17; Mat. 22:21; Rom. 13:2-7, e 13:5; Tito 3:1; I Ped. 2:13-14, 16; Rom. 13:1; At. 25:10-11; II Tim. 2:24; I Ped. 5:3.

CAPÍTULO XXIV

DO MATRIMÔNIO E DO DIVÓRCIO


I. O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é licito ter mais de urna mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo.

Ref. Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3.

II.    O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da
raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a
impureza.


Ref. Gen. 2:18, e 9:1; Mal.2:15; I Cor. 7:2,9.

III.    A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar; mas é dever
dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada
não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem devem os piedosos prender-se
desigualmente pelo jugo do casamento aos que são notoriamente ímpios em suas vidas ou que
mantém heresias perniciosas.


Ref. Heb. 13:4; I Tim. 4:3; Gen.24:57-58; I Cor. 7:39; II Cor. 6:14.

IV.    Não devem casar-se as pessoas entre as quais existem os graus de consagüinidade ou
afinidade proibidos na palavra de Deus, tais casamentos incestuosos jamais poderão tornar-se lícitos
pelas leis humanas ou consentimento das partes, de modo a poderem coabitar como marido e
mulher.


Ref. I Cor. 5:1; Mar. 6:18; Lev. 18:24, 28.

V.    O adultério ou fornicação cometida depois de um contrato, sendo descoberto antes do
casamento, dá à parte inocente justo motivo de dissolver o contrato; no caso de adultério depois do
casamento, à parte inocente é lícito propor divórcio, e depois de obter o divórcio casar com outrem,
como se a parte infiel fosse morta.


Ref. Mat, 1: 18-20, e 5:31-32, e 19:9.

VI.    Posto que a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar argumentos a fim de
indevidamente separar aqueles que Deus uniu em matrimônio, contudo só é causa suficiente para
dissolver os laços do matrimônio o adultério ou uma deserção tão obstinada que não possa ser
remediada nem pela Igreja nem pelo magistrado civil; para a dissolução do matrimônio é necessário
haver um processo público e regular. não se devendo deixar ao arbítrio e discreção das partes o
decidirem seu próprio caso.


Ref. Mat. 19:6-8; I Cor. 7:15; Deut. 24:1-4; Esdras 10:3.

Um comentário:

  1. sou menbro da igreja universal foi la que me encontrei com a palavra de Deus tinha perdido tudo, meu trabalho, minha familia e minha vida, me pergunta se e a igreja que me salvou., te respondo? tenho certeza que Deus ouviu meu clamor de misericordia de la.louvado seja o nome de jesus cristo e os obreiros,pastores e bispos que eu conheci na igreja.importante não e o lugar mas se sentir bem no lugar onde voce vai atrás de deus.

    ResponderExcluir

Este Comentário será exibido após moderação dos Editores da equipe Plugados com Deus!

Por que Acredito em Deus?

  Como responder a esta pergunta? Bom, vamos esclarecer do início: PORQUE ACREDITO EM DEUS? • Porque Deus é um ser necessário, e...