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A criação restaurada base biblica cosmovisão reformada


                                                               A CRIAÇÃO RESTAURADA
                A Criação Restaurada – base bíblica para uma cosmovisão reformada (Editora Cultura Cristã-SP-2006), de autoria do teólogo Albert M. Wolters, professor associado de Religião e Teologia/Línguas clássicas no Redeemer College, em Hamilton, Ontario, é um livro extremamente precioso e útil para quem anela compreender as Escrituras Sagradas como a grande metanarrativa de Deus; a superlativa história da sua graciosa Revelação ao homem, na qual vislumbramos a criação de todas as coisas, emanada do poder onipotente do Senhor; o registro trágico da queda do homem e as profundas conseqüências nela implicadas e, por fim, a narrativa grandiosa da redenção, cujo escopo indesviável é restaurar todas as coisas por meio da perfeita e eficaz obra expiatória que Jesus Cristo realizou na cruz do calvário, ao morrer e ressuscitar, glorioso, ao terceiro dia, recebendo do Pai a completa chancela por tão magnífico sacrifício.
                Escrito numa linguagem simples e exemplarmente didática, acumpliciada a uma admirável fidelidade às Escrituras Sagradas, o livro do aludido teólogo, de fato, fornece as bases inamovíveis para o cristão que, vivendo no interior do relativista mundo forjado pela filosofia pós-moderna, caracterizada pela irracionalista negação de todas as normas e valores que se pretendem absolutos, intenta construir e desenvolver uma cosmovisão que tenha em Deus e na sua inspirada e suficiente Palavra, a sua baliza e parâmetro inafastável.
                De modo objetivo, à luz da abordagem empreendida por Albert M. Wolters, pode-se definir cosmovisão como “a estrutura compreensiva da crença de uma pessoa sobre as coisas”. Dissecando os termos dessa conceituação daquilo que se pode entender como cosmovisão, o autor afirma que a palavra coisas, para não cair no campo semântico do demasiadamente vago e inconsistente, abrange, praticamente, todos os componentes imanentes à vida humana: a educação, a cultura, as artes, as relações familiares, o lazer, a política, o trabalho, o sofrimento, a morte, enfim, tudo o que se relaciona ao homem em sua existência terrena. Afirma, de igual modo, “que uma cosmovisão diz respeito às crenças de uma pessoa”. Crenças essas que, ultrapassando o território mais subjetivo de meras percepções subjetivas, ancoram-se no campo da epistemologia, de uma estrutura cognitiva mais fundamentada. Em suma: tais crenças fundamentam as convicções mais profundas que alguém nutre sobre a vida em geral. Arremata o autor, asseverando que “é importante observar que as visões de mundo se referem às crenças básicas sobre as coisas”.
                Assim, no caso específico do cristão, cuja vida foi salva pela ação graciosa da Trindade: do Deus Pai, elegendo; do Deus Filho, redimindo; e do Deus Espírito Santo, regenerando, a cosmovisão a ser sustentada por ele deve ter como paradigma seguro a Palavra de Deus, Revelação não exaustiva, mas suficiente, que Deus fez de Si mesmo, dando-nos dEle mesmo o conhecimento necessário para podermos saber quem Ele é; conhecer o seus grandes feitos redentivos na história; e, desse modo, podermos adorá-Lo na inexcedível beleza da sua santidade, fazendo-o de conformidade com as prescrições escriturísticas por Ele estabelecidas.
                A esse respeito, são mais que elucidativas as palavras de Albert M. Wolters quando indaga: “Qual é, então, a relação entre cosmovisão e Escritura? A resposta cristã a essa pergunta é clara: a nossa cosmovisão deve ser moldada e testada pelas Escrituras. Ela só pode legitimamente orientar a nossa vida se for baseada nas Escrituras. Isso significa que na questão da cosmovisão há um abismo significativo entre aqueles que aceitam a Escritura como Palavra de Deus e aqueles que não a aceitam como tal. Também significa que os cristãos devem constantemente checar a sua cosmovisão à luz das Escrituras, porque a falha em fazer isso produz uma inclinação poderosa de apropriação das crenças, mesmo das básicas, de uma cultura que tem se secularizado a uma velocidade tremenda por gerações”.
                Ora, se carecemos de conformar, permanentemente, a nossa cosmovisão com a Palavra de Deus, devemos lê-la diariamente, meditar nela com vagar e deleite, saturar a nossa mente com o seu elevado padrão de beleza e santidade, nutrir a nossa alma com o Pão Vivo que desceu do céu (Cristo Jesus), pois, é somente desse modo que poderemos experimentar a graça de não nos conformarmos com este mundo, antes nos transformarmos por meio da renovação do nosso entendimento, de acordo com a exortação inspirada que emanou do apóstolo Paulo em sua monumental Epístola aos Romanos.
                Quando a Palavra de Deus vai sendo escamoteada da nossa vida, deixando de ser verdadeiramente “lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho” (Salmo 119.105), então, inevitavelmente, nossa cosmovisão mundaniza-se, e os efeitos espirituais desse desvio sobre a nossa vida, em todas as áreas, passam a ser desastrosos: tornamo-nos frios, negligentes, inconsistentes, relativistas e pouco ou quase nada bíblicos.
                Um conceito-chave desenvolvido por Albert M. Wolters, em suas reflexões sobre uma cosmovisão de matiz reformado, é o que pressupõe a noção anteriormente referida como metanarrativa. Uma metanarrativa é uma “narrativa abrangente que explica todas as outras narrativas”, como pontua R. Albert Mohler Jr, em seu excelente livro Deus não está em silêncio-pregando em um mundo pós-moderno - brilhante e apaixonada defesa da pregação expositiva, a única que expõe, exegético-constextualmente, “todo o conselho de Deus”, aos homens que dele necessitam, não somente para serem salvos, mas também para viverem de um modo que glorifique a Deus.
                A metanarrativa pressupõe uma grande história, uma grande relato, que tem a pretensão inescondível de abarcar uma dada realidade da forma mais totalizadora possível. A Pós-Modernidade, de acordo com um dos seus grandes teóricos e intérpretes, o filósofo francês Jean François Lyotard, pode ser encarada como uma nítida demonstração de incredulidade para com as metanarrativas, dado que ela se essencializa, paradoxalmente, pela negação dos conceitos de centralidade, fundamentalidade e universalidade.
                O Cristianismo é a metanarrativa das metanarrativas, pois a história que ele conta abrange todas as outras histórias e encara a vida não como um amontoado de acontecimentos desconexos e destituídos de Teleologia, mas, sim, como um projeto sábio e santo de um Deus, o único Deus vivo e verdadeiro, eternamente existente em três pessoas, que criou todas as coisas para o supremo, merecido e justo louvor da sua glória.
                A fim de desenvolvermos uma cosmovisão bíblico-reformada, temos de entender a metanarrativa bíblica como sendo constituída de momentos capitais: a criação, a queda, a redenção e a consumação final radicada na própria redenção. Como acentua o teólogo R. Albert Mohler, Jr, no livro já aludido, “toda cosmovisão, toda metanarrativa tem um começo. Se temos de dizer algo significativo a respeito do mundo e para onde ele está indo, precisamos antes saber como ele começou”.
                Com a cosmovisão cristã, a realidade não se processa de modo distinto. Diferentemente da cosmovisão naturalista, para a qual o mundo e a vida nele presente não transcendem a condição de um acidente cósmico inteiramente impessoal, mecânico e sem transcendência, a cosmovisão bíblica assegura-nos que “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1a). Assegura-nos, de igual maneira, que o homem e a mulher não são fruto de uma evolução de formas primitivas até o atingimento da dimensão superior da consciência, mas, sim, resultado da vontade santa e graciosa do Criador que os fez à sua imagem e semelhança, concedendo-lhes uma inalienável dignidade. De acordo com a cosmovisão bíblica, o homem e a mulher foram criados com o mais sublime dos propósitos: glorificar a Deus e gozá-lo para sempre, como nos ensina o Breve Catecismo em sua pergunta prolegumenar.
                O segundo patamar inerente à cosmovisão bíblico-reformada é o que assevera que, tendo sido criado livre, perfeito, mas mutável, e responsável moralmente por suas decisões, o homem pecou, caiu, quebrou o mandamento do Senhor, transgrediu a aliança firmada pelo Altíssimo e, corolário desta trágica decisão, tornou-se culpado diante de Deus e portador, desde a sua concepção, de uma natureza corrupta, depravada, em toda a extensão do seu ser.
                Nesse sentido, na cosmovisão bíblico-reformada, a queda não foi um simples deslize moral, um senão ético desimportante, mas, sim, um abominável ato de rebelião do homem contra o seu Criador, cujos efeitos, sinaliza Albert M. Wolters, “tocaram toda a criação”, arruinando-a e enchendo-a de dor, sofrimento, pecado e morte. A cosmovisão bíblico-reformada, de Gênesis a Apocalipse, acentua o caráter de corrupção moral e espiritual de que se impregnou toda a criação depois da queda dos nossos primeiros, Adão e Eva.
                O relato do Livro de Gênesis acerca da queda humana é sobremaneira elucidativo. Antes vivendo em harmonia perfeita com o Criador, depois da queda o homem sente culpa, vergonha, medo e, ato contínuo, passa a viver em litígio contra Deus, de quem procura esconder-se, tão logo ouve a sua voz ecoar na viração do dia; em litígio contra si mesmo, pois a Escritura declara que ele é mau desde a meninice; em litígio contra o próximo, pois não demorou muito e o primeiro homicídio encheu a terra com o sangue do ódio e da inveja: Caim matou Abel. Em litígio contra a terra, que deixa de ser um paraíso para produzir, em suas entranhas, cardos e abrolhos, tornando-se hostil ao homem, ao negar-lhe os seus frutos.
                Por último, a cosmovisão bíblico-reformada aponta para a redenção de Deus operada na pessoa do seu Filho Jesus Cristo. Albert M. Wolters afirma “que a redenção obtida por Jesus Cristo é cósmica no sentido em que restaura toda a criação”. Para o autor em foco, a redenção pressupõe, fundamentalmente, a restauração de tudo quanto foi criado por Deus e visto como muito bom. A ideia, aqui, não é “que Deus rejeita a sua primeira criação e, em Jesus Cristo, faz uma nova”, mas, sim, que “ele persiste na sua criação original caída e salva”. “Utilizando a linguagem tradicional da teologia, a graça não traz donum superadditum à natureza, um dom acrescentado no auge da criação; antes, a graça restaura a natureza, tornando-a íntegra novamente”.
                Essa maravilhosa redenção já efetuada pelo Filho de Deus no calvário, e da qual experimentamos, aqui/agora, efeitos grandiosos, é apenas um prelúdio da plenitude de vida que espera os salvos na eternidade, quando tristeza, sofrimento, iniquidade e morte serão definitivamente banidos, dos nossos olhos toda lágrima será enxugada e, em seu lugar, somente haverá alegria e paz no Santo Espírito de Deus.
                Concluindo essas considerações sobre o precioso livro de Albert M. Wolters, podemos dizer que o seu cerne argumentativo radica no fato de o conceito de cosmovisão bíblico-reformada atingir toda a esfera da vida do cristão, seu sentir/pensar/agir no exercício cotidiano de todas as interações que ele empreende com a realidade na qual está inserido. Abraham Kuyper, teólogo reformado holandês, no seu clássico livro Calvinismo, afirma que não há nenhum recanto do universo que o Filho de Deus não declare: “é meu”, reivindicando, desse modo, a indisputável prerrogativa do seu senhorio.
                Como dissemos no início deste artigo, A Criação Restaurada é um ótimo livro, didático, bem escrito e, sobretudo, rigorosamente bíblico em suas formulações teológico-doutrinárias, propiciando a quem o lê com atenção, de fato, bases sólidas para o cultivo de uma cosmovisão reformada. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.
                                                                                              JOSÉ MÁRIO DA SILVA
                                                                                              PRESBÍTERO

Livros recomendados- Literatura Reformada

Lista de Leitura Recomendada



Clássicos Cristãos



Confissões - Agostinho

A Cidade de Deus Parte 1 - Parte 2 - Agostinho

O Progresso do Peregrino - John Bunyan

Peso de Glória - C. S. Lewis

Um Guia Seguro para o Céu - Joseph Alleine





Aconselhamento



Conselheiro Capaz - Jay E. Adams

Depressão Espiritual - David Martyn Lloyd-Jones

Manual do Conselheiro Cristão - Jay E. Adams



Alegoria



As Guerras da Famosa Cidade de AlmaHumana - John Bunyan

Guerra Santa - John Bunyan

O Progresso do Peregrino - John Bunyan



Antropologia: Doutrina do Homem



Criados à Imagem de Deus - Anthony Hoekema





Apologéticos



A Morte da Razão - Francis Schaeffer

Cristianismo e Liberalismo - J. Gresham Machen

Deus e Cosmos - John Byl

Fundamentos Inabaláveis - Norman Geisler

Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia - Norman Geisler

O Deus que Intervém - Francis Schaeffer

O Deus que Se Revela - Francis Schaeffer



Avivamento



Avivamento - David Martyn Lloyd-Jones

A Genuína Experiência Espiritual - Jonathan Edwards

A Verdadeira Obra do Espírito - Jonathan Edwards







A Pessoa de Cristo



A Glória de Cristo - John Owen

A Glória de Cristo - R.C. Sproul

As Duas Naturezas do Redentor - Heber Carlos de Campos

Deus o Pai, Deus o Filho - David Martyn Lloyd-Jones

Um Homem Chamado Jesus Cristo - John Piper







A Trindade



A Trindade - Agostinho

Eu Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo - Hermisten Maia Pereira da Costa



Batalha Espiritual



O Que Você Precisa Saber Sobre Batalha Espiritual - Augustus Nicodemus Grudem



Biografia



A Vida de David Brainerd - Jonathan Edwards

Calvino e Sua Influência no Mundo Ocidental - Autores Diversos

D. Martyn Lloyd-Jones: Cartas de 1919-1981 - David Martyn Lloyd-Jones

De Traficante de Escravos a Pregador: A História de John Newton - Brian H. Edwards

Lutero - Editora Vida

O Legado da Soberana Graça - John Piper

O Livro de Paulo - Walter Wangerin

O Spurgeon que foi Esquecido - Iain Murray

O Sorriso Escondido de Deus - John Piper (sobre John Bunyan, William Cowper e David Brainerd)

Surpreendido pela Alegria - C. S. Lewis





Casamento, Paternidade & Família



A Bíblia e a Sua Família - Augustus Nicodemus

A Família da Aliança - Gerard Van Groningen

A Graça que vem do Lar - Susan Hunt

A Soberana Vocação da Maternidade - Walter J. Chantry

A Vida Cristã no Lar - Jay E. Adams

Homem e Mulher - John Piper e Wayne Grudem

Pastoreando o Coração da Criança - Tedd Tripp

Vida no Espírito: no casamento, no lar e no trabalho - David Martyn Lloyd-Jones





Crianças



As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis



Cosmovisão Cristã



Calvinismo - Abraham Kuyper

E agora, como Viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey



Cultura



Calvinismo - Abraham Kuyper

Como Viveremos? - Francis Schaeffer

E agora, como Viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey

O Cristão e a Cultura - Michael Horton



Devocionais



Meditações no Evangelho de João - J. C. Ryle

Meditações no Evangelho de Mateus - J. C. Ryle

Meditações no Evangelho de Marcos - J. C. Ryle

Meditações Matinais - Charles H. Spurgeon

Promessas Preciosas - Charles H. Spurgeon





Doutrina das Escrituras



A Inerrância da Bíblia - Norman Geisler

A Inspiração e Inerrância das Escrituras - Hermisten Maia Pereira da Costa

O Livro de Deus - Walter Wangerin

O Conhecimento das Escrituras - R. C. Sproul

Sola Scriptura - Joel Beeke, Sproul, MacArthur, Michael Horton, Ferguson e outros



Doutrina da Salvação



A Cruz - Martyn Lloyd-Jones

A Cruz de Cristo - John Stott

As Doutrinas da Maravilhosa Graça - Michael Horton

Justificação pela Fé - Joel Beeke, R. C. Sproul, John MacArthur e J.I. Packer.

O Evangelho de Hoje: Autêntico ou Sintético? - Walter Chantry

Salvos pela Graça - Anthony Hoekema

Tudo pela Graça - Charles H. Spurgeon





Doutrina da Santificação



A Redescoberta da Santidade - J. I. Packer

Cultivando a Santidade - J. C. Ryle/ Joel Beeke

O Caminho de Deus para a Santidade - Horatius Bonar

Santidade, Sem a qual Ninguém Verá o Senhor - J. C. Ryle



Doutrinas da Graça



A Busca da Plena Segurança - Joel Beeke

A Doutrina da Graça na Vida Prática - Terry Johnson

Cinco Pontos do Calvinismo - David Steele & Curtis Thomas (online)

Somente pela Graça - Abraham Booth

Sola Gratia: A Controvérsia sobre o Livre-Arbítrio na História - R. C. Sproul





Doutrinas da Humanidade & Pecado



A Tentação/A Mortificação do Pecado - John Owen

Nascido Escravo - Martinho Lutero

Não Era para Ser Assim - Cornelius Plantinga

O Mal que Habita em Mim - Kris Lundgaard

Sociedade sem Pecado - John MacArthur





Ética



Ética Cristã - Norman Geisler



Evangelismo e Missões



A Evangelização e a Soberania de Deus - J.I. Packer

Alegram-se os Povos - John Piper

A Tocha dos Puritanos - Joel Beeke

Breve Teologia da Evangelização - Hermisten Maia Pereira da Costa

Evangelização Teocêntrica - R.B. Kuiper

O Conquistador de Almas - Charles H. Spurgeon

Sermões Evangelísticos - David Martyn Lloyd-Jones







Escatologia - Doutrina das Últimas Coisas



A Bíblia e o Futuro - Anthony Hoekema

Apocalipse - Simon Kistemaker

As Interpretações do Apocalipse - Coleção Debates Teológicos

A Igreja e as Últimas Coisas - David Martyn Lloyd-Jones

Mais que Vencedores - William Hendriksen

O Maior de Todos os Acontecimentos - W. J. Grier



Espírito Santo



A Obra do Espírito Santo - Abraham Kuyper (online)

Batismo e Plenitude do Espírito Santo - John Stott

Deus o Espírito Santo - David Martyn Lloyd-Jones

Espírito Santo - Sinclair Ferguson

O Mistério do Espírito Santo - R.C. Sproul



Evangelicalismo Moderno



Com Vergonha do Evangelho - John MacArthur

Controvérsia Não Resolvida - Iain Murray



Feminismo



Homem e Mulher - John Piper e Wayne Grudem





Filosofia



Introdução à Filosofia para Iniciantes - Norman Geisler

Filosofia e Teologia do Século XX - Túlio Jansey

Filosofia para Iniciantes - R. C. Sproul

Pensamentos de Pascal - Tony Lane

Pensamento Cristão: da Reforma à Modernidade - Tony Lane

Pensamento Cristão: dos Primórdios à Idade Média - Tony Lane



Harmonia Racial







História Teológica



A Teologia do Século XX - Stanley J. Grenz & Roger E. Olson

Dois Reinos - Robert G. Clouse, Richard V. Pierard e Edwin M. Yamauchi

História das Doutrinas Cristãs - Louis Berkhof

História da Teologia Cristã - Roger E. Olson

História Eclesiástica - Eusébio de Cesaréia

O Livro dos Mártires - John Fox





Homossexualidade



Operação do Erro - Joe Dallas







Igreja



O Glorioso Corpo de Cristo - R.B. Kuiper (online)

O Sistema de Apelo - Ian Murray



Interpretação Bíblia



A Bíblia e seus Intérpretes - Augustus Nicodemus

Ele nos deu Histórias - Richard L. Pratt

Entendês o que Lês? - Gordon Fee e Douglas Stuart

Introdução ao Novo Testamento - D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris

Merece Confiança o Novo Testamento? - F. F. Bruce

Os Perigos da Interpretação Bíblica - D. A. Carson



Jovens



Cada um na Sua - R. C. Sproul

Uma Palavra aos Moços - J.C. Ryle





Lei & Evangelho



A Lei da Perfeita Liberdade - Michael Horton

A Lei: suas funções e seus limites - David Martyn Lloyd-Jones

Lei e Evangelho - Coleção Debates Teológicos

Lei e Graça - Mauro Meister



Ministério



Lições aos Meus Alunos - Volume 1 - Charles Spurgeon

Lições aos Meus Alunos - Volume 2 - Charles Spurgeon

Lições aos Meus Alunos - Volume 3 - Charles Spurgeon

O Pastor Aprovado - Richard Baxter

Pregação & Pregadores - David Martyn Lloyd-Jones

Redescobrindo o Ministério Pastoral - John MacArthur

Um Ministério Ideal - Volume 1 - Charles Spurgeon

Um Ministério Ideal - Volume 1 - Charles Spurgeon



Oração e Jejum



A Oração - John Bunyan (online)

Um Guia para a Oração Fervente - Arthur W. Pink (online)

O Livro de Ouro da Oração - João Calvino

Orar com Deus - James Houston



Os Atributos de Deus



Atributos de Deus - Arthur Pink

A Santidade de Deus - R. C. Sproul

O Ser de Deus e os Seus Atributos - Heber Carlos de Campos



Os Puritanos



Entre os Gigantes de Deus - J. I. Packer

Santos no Mundo - Leland Ryken

Os Puritanos: origens e sucessores - David Martyn Lloyd-Jones

Os Puritanos e a Conversão - Samuel Bolton, Nathaniel Vincent e Thomas Watson.





Pacto Teológico



Cristo dos Pactos - O. Palmer Robertson



Pentecostalismo



Não é para Rir - Stanley Jebb

Sinas dos Apóstolos - Walter J. Chantry



Pregação



A Supremacia de Deus na Pregação - John Piper

Eu Creio na Pregação - John Stott

O Perfil do Pregador - John Stott

Pregação Cristocêntrica - Bryan Chapell

Sobre a Preparação e Entrega de Sermões - John A. Broadus





Providência e Predestinação



A Doutrina Reformada da Predestinação - Loraine Boettner (online)

A Soberania Banida - R. K. Mc Gregor Wright

Deus é Soberano - Arthur Pink

Eleitos de Deus - R. C. Sproul

Se Deus Quiser - John Flavel

O Ser de Deus e as Suas Obras: A Providência - Heber Carlos de Campos

O Soberano Propósito de Deus: Romanos 9 - David Martyn Lloyd-Jones

O Supremo Propósito de Deus: Efésios 1 - David Martyn Lloyd-Jones







Soberania Divina e Responsabilidade Humana



A Evangelização e a Soberania de Deus - J.I. Packer







Pós-Modernismo



A Igreja do Final do Século XX - Francis Schaeffer

Como Viveremos? - Francis Schaeffer

E agora, como Viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey

Fim de Milênio: os Perigos e Desafios da Pós-Modernidade na Igreja - Ricardo Gondim





Seitas & Heresias



A Ameaça Pagã - Peter Jones

Espiritismo Segundo o Evangelho - Caio Fábio

O Império (Gnóstico) Contra-Ataca - Samuel Vieira

O Mistério Católico - John Armstrong

Resposta às Seitas - Norman Geisler e Ron Rhodes

Tudo sobre Catolicismo - Tony Armani



Sofrimento



Deus e o Mal - John Piper

Deus Sabe que Sofremos - Philip Yancey

Surpreendido pelo Sofrimento - R. C. Sproul

O Poder do Sofrimento - John MacArthur

O Sorriso Escondido de Deus - John Piper



Teologia Geral



Boa Pergunta - R. C. Sproul

Pai Nosso - Hermisten Maia Pereira da Costa



Teologia Sistemática



Esboços de Teologia - A. A. Hodge

Manual de Teologia - John L. Dagg

Teologia Concisa: Um Guia para as Crenças Cristãs Históricas - J. I. Packer

Teologia Sistemática - Charles Hodge

Teologia Sistemática - Hermann Bavinck

Teologia Sistemática - Louis Berkhof

Teologia Sistemática - Wayne Grudem



Trabalho e Lazer







Vida Piedosa: Crescimento na Graça



A Fome da Alma - James Houston

A Procura de Deus - A. W. Tozer

A Verdadeira Espiritualidade - Francis Schaeffer

A Verdadeira Espiritualidade - Francis Schaeffer

Como Viver e Agradar a Deus - R. C. Sproul

Estudos no Sermão do Monte - David Martyn Lloyd-Jones

O Segredo da Vida ao Pé da Cruz - C. J. Mahaney

Teologia da Alegria - John Piper

Vivendo com o Deus Vivo - John Owen




Sugestões: felipe@monergismo.com

A IRA DE DEUS



A Ira de Deus
Extraído do livro "Os Atributos de Deus" publicado pela Editora PES
Autor: A.W. PINK

É triste ver tantos cristãos professos que parecem considerar a ira de Deus como uma coisa pela qual eles precisam pedir desculpas, ou, pelo menos, parece que gostariam que não existisse tal coisa. Conquanto alguns não fossem longe o bastante para admitir abertamente que a consideram uma mancha no caráter divino, contudo, estão longe de vê-la com bons olhos, não gostam de pensar nisso e dificilmente a ouvem mencionada sem que surja em seus corações um ressentimento contra essa idéia. Mesmo dentre os mais sóbrios em sua maneira de julgar, não poucos parecem imaginas que há na questão da ira de Deus uma severidade terrificante demais para propiciar um tema para consideração proveitosa. Outros dão abrigo ao erro de pensar que a ira de Deus não é coerente com a Sua bondade, e assim procuram bani-la dos seus pensamentos.
Sim, muitos há que fogem de visualizar a ira de Deus, como se fossem intimados a ver alguma nódoa no caráter divino, ou algum defeito no governo divino. Mas, o que dizem as Escrituras? Quando a procuramos nelas, vemos que Deus não dez tentativa alguma para ocultar a realidade da Sua ira. Ele não se envergonha de ar a conhecer que a vingança e a cólera Lhe pertencem. Eis o Seu desafio: "Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum Deus comigo; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão. Porque levantei a minha mão aos céus, e direi: Eu vivo para sempre. Se eu afiar a minha espada reluzente, a travar do juízo a minha mão, farei tornar a vingança sobre os meus adversários, e recompensarei aos meus aborrecedores"(Dt.32:39-41). Um estudo na concordância mostrará que há mais referências nas Escrituras à indignação, à cólera e à ira de Deus, do que aos Seu amor e ternura. Porque Deus é santo, ele odeia todo pecado; e porque ele odeia todo pecado, a Sua ira inflama-se contra o pecador. (Sl.7:11).
Pois bem, a ira de Deus é uma perfeição divina tanto como a sua fidelidade, o Seu poder ou a Sua misericórdia. Só pode ser assim, pois não há mácula alguma, nem o mais ligeiro defeito no caráter de Deus, porém, haveria, se Nele não houvesse "ira"! A indiferença para com o pecado é uma nódoa moral, e aquele que não odeia é um leproso moral. Como poderia Aquele que é a soma de todas as excelência olhar com igual satisfação para a virtude e o vício, para a sabedoria e a estultícia? Como poderia Aquele que é infinitamente santo ficar indiferente ao pecado e negar-Se a manifestar a Sua "severidade"(Rm.11:22) para com ele? Como poderia Aquele que só tem prazer no que é puro e nobre, deixar de detestar e de odiar o que é impuro e vil? A própria natureza de Deus faz do inferno uma necessidade tão real, um requisito tão imperativo e eterno como o céu o é. Não somente não há imperfeição nenhuma em Deus, mas também não há Nele perfeição que seja menos perfeita do que outra.
A ira de Deus é sua eterna ojeriza por toda injustiça. É o desprazer e a indignação da divina equidade contra o mal. É a santidade de Deus posta em ação contra o pecado. É a causa motora daquela sentença justa que ele lavra sobre os malfeitores. Deus está irado contra o pecado porque este é rebelião contra a Sua autoridade, um ultraje à Sua soberania inviolável. Os insurgentes contra o governo de Deus saberão um dia que Deus é o Senhor. Serão levados a sentir quão grandiosa é aquela Majestade que eles desprezaram, e como é terrível aquela ira de que foram ameaçados e a que não deram a mínima importância. Não que a ira de Deus seja uma retaliação maldosa e mal intencionada, infligindo agravo só pelo prazer de infligi-lo, ou devolver a ofensa recebida. Não; embora seja verdade que Deus vindicará o domínio como Governador do universo, ele não será revanchista.
Evidencia-se que a ira divina é uma das perfeições de Deus, não somente pelas considerações acima apresentadas, mas também fica estabelecido claramente pelas declarações expressas da Sua Palavra. "Porque do céu manifesta a ira de Deus..."(Rm.1:18). "Manifestou-se quando foi pronunciada a primeira sentença de morte, quando a terra foi amaldiçoada e o homem foi expulso do paraíso terrestre; e depois, mediante castigos exemplares como o dilúvio e a destruição das cidades da planície com fogo do céu, mas, especialmente pelo reinado da morte no mundo todo. Foi proclamada na maldição da lei para cada transgressão, e foi imposta na instituição do sacrifício. No capítulo 8 de romanos, o apóstolo Paulo chama a atenção para o fato de que a criação inteira ficou sujeita à vaidade, e geme e tem dores de parto. A mesma criação que declara que existe um Deus, e publica a Sua glória, também proclama que Ele é inimigo do pecado e o vingador dos crimes dos homens. Acima de tudo, porém, do céu se manifestou a ira de Deus quando o Filho de Deus veio a este mundo para revelar o caráter divino, e quando essa ira foi demostrada nos Seus sofrimentos e morte, de maneira mais terrível do que por todas as provas que Deus antes dera da Sua aversão pela pecado. Além disso, o castigo futuro e eterno dos ímpios agora é declarado em termos mais solenes e explícitos do que antes. Sob a nova dispensação há duas revelações dadas do céu, uma da ira, a outra da graça"(Robert Haldane).
Mais: que a ira de Deus é uma perfeição divina está demostrado claramente pelo que lemos nos Salmo 95:11: "Por isso jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso". Duas sãos as ocasiões em que Deus "jura": quando faz promessas (Gn22:16), e quando faz ameaças(Dt.1:34). Na primeira, jura com misericórdia dos Seus filhos; na Segunda, jura para aterrorizar os ímpios. Um juramento é feito para confirmação: Hb.6:16. Em Gn.22:16 disse Deus: "Por mim mesmo, jurei". NO Sl.89:35 ele declara: "Uma vez jurei por minha santidade". Enquanto que no Sl.95:11 ele afirma: "Jurei na minha ira". Assim é que o grande Jeová pessoalmente recorre à Sua "ira" como a uma perfeição igual à sua "santidade": tanto jura por uma como pela outra! Ainda: como em Cristo "...habita corporalmente toda a plenitude da divindade"(Cl.2:9), e como todas as perfeições divinas são notavelmente manifestadas por Ele (Jo.1:18), por isso lemos sobre "... a ira do Cordeiro"(Ap.6:16).
A ira de Deus é uma perfeição do caráter divino sobre a qual precisamos meditar com freqüência. Primeiro, para que os nosso corações fiquem devidamente impressionados com a ojeriza de Deus pelo pecado. Estamos sempre inclinados a uma consideração superficial do pecado, a encobrir a sua fealdade, a desculpá-lo com escusas várias. Mas, quanto mais estudarmos e ponderarmos a aversão de Deus pelo pecado e a maneira terrível como se vinga dele, mais probabilidade teremos de compreender quão horrível é o pecado. Segundo, para produzir em nossas almas um verdadeiro temor de Deus: "... retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade ("santo temos"); porque o nosso Deus é fogo consumidor"(Hb.12:28-29). Não podemos serví-lO "agradavelmente" sem a devida "reverência" ante a sua tremenda Majestade e sem o devido "santo temor" de Sua ira, e promoveremos melhor estas coisas trazendo freqüentemente à memória o fato de que "o nosso Deus é um fogo consumidor". Terceiro, para induzir nossas almas a fervoroso louvor a Deus por Ter-nos livrado "... da ira futura"(I Ts.1:10).
A nossa prontidão ou a nossa relutância em meditar na ira de Deus é um teste seguro de até que ponto os nossos corações reagem à Sua influência. Se não nos regozijamos verdadeiramente em Deus, pelo que ele é em Si mesmo, e por todas as perfeições que nEle há eternamente, como poderá permanecer em nós o amor de Deus? Cada um de nós precisa vigiar o mais possível em oração contra o perigo de criar em nossa mente uma imagem de Deus segundo o modelo das nossas inclinações pecaminosas. Desde há muito o Senhor lamentou: "... pensavas que (Eu) era como tu"(Sl.50:21). Se não nos alegramos "... em memória da sua santidade"(Sl.97:12), se não nos alegramos por saber que num dia que logo vem, Deus fará uma demonstração sumamente gloriosa da Sua ira, tomando vingança em todos os que agora se opõem a Ele, é prova positiva de que os nossos corações não estão sujeitos a Ele, que ainda, permanecemos em nossos pecados, rumo às chamas eternas.
"Jubilai, ó nações (gentios), com o seu povo, porque vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários fará tornar a vingança..."(Dt.32:43). E ainda lemos: "E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de grande multidão, que dizia: Aleluia; Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; Porque verdadeiros e justos sãos os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia..." (Ap.19:1-3). Grande será o regozijo dos santos naquele dia em que o Senhor irá vindicar a sua majestade, exercer o Seu domínio formidável, magnificar a Sua justiça, e derribar os orgulhosos rebeldes que ousaram desafiá-lO.
"Se tu, Senhor, observares (imputares) as iniquidades, Senhor quem subsistirá? (Sm. 130:3). Cada um de nós pode bem fazer esta pergunta, pois está escrito que "...os ímpios não subsistirão no juízo..." (Sl.1:5). Quão dolorosamente a alma de Cristo padeceu ao pensar na ação de Deus observando as iniquidades do Seu povo quando estas pesaram sobre Ele! Ele "... começou a Ter pavor, e a angustiar-se"(Mc. 14:33). Sua agonia terrível, Seu suor de sangue, Seu grande clamor e súplicas (Hb.5:7), Suas reiteradas orações: "Se é possível, passe de mim este cálice", Seu último e tremendo brado, "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?"- tudo manifesta que pavorosas apreensões Ele teve quanto ao que era para Deus "observar iniquidades". Bem que nós, pobres pecadores, podemos clamar: Senhor, quem subsistirá, se o próprio Filho de Deus tremeu tanto sob o peso da Tua ira? Se tu, meu leitor, ainda não correste em busca do refúgio em Cristo, o único salvador, "... que farás na enchente do Jordão?"(Jr.12:5).
"Quando considero como a bondade de Deus sofre abusos da maior parte da humanidade, não posso senão apoiar quem disse: "O maior milagre do mundo é a paciência e generosidade de Deus para como mundo ingrato. Se um príncipe tem inimigos metidos numa de suas cidades, não lhes envia provisões, mas mantém sitiado o local e faz o que pode para vencê-los pela fome. Mas o grande Deus, que poderia levar todos os Seus inimigos à destruição num piscar de olhos, tolera-os e se empenha diariamente para sustentá-los. Aquele que faz o bem aos maus e ingratos, pode muito bem ordenar-nos que bendigamos os que nos maldizem. Não penseis, porém, que escapareis assim, pecadores; o moinho de Deus mói devagar, mas mói fino; quanto mais admirável é agora a Sua paciência e generosidade, mais terrível e insuportável será a fúria resultante dos abusos feitos à Sua bondade. Nada é mais brando do que o mar; contudo, quando se agita e forma temporal, nada se enfurece mais. Nada é tão suave como a paciência e bondade de Deus, e nada tão terrível como a sua ira quando se inflama" (William Gurnall, 1660). "Fuja", pois, meu leitor, fuja para Cristo; fuja "... da ira futura"(Mt.3:7), antes que seja tarde demais. Nós lhe rogamos com todo o empenho, não pense que esta mensagem tem em vista outra pessoa. É para você que está lendo! Não fique satisfeito em pensar que você já fugiu para Cristo. Obtenha certeza disso! Rogue ao Senhor que sonde o teu coração e te revele o que tu és (pois o erro ou engano, será fatal e eterno).
Uma palavra aos pregadores. Irmãos, em nossos ministérios temos pregado sobre este solene assunto tanto como deveríamos? Os profetas do Velho Testamento muitas vezes diziam aos seus ouvintes que as suas vidas ímpias provocavam o Santo de Israel, e que estavam entesourando para si mesmos ira para o dia da ira. E as condições do mundo hoje não são melhores do que eram então! Nada se presta mais para despertar os indiferentes e fazer com que os crentes carnais sondem os seus corações, do que alongar-nos sobre o fato de que Deus "... se ira todos os dias" com os ímpios (Sl.7:11). O precursor de Cristo exortava os seus ouvintes a fugirem "... da ira futura"(Mt.3:7). O Salvador ordenava a quantos O ouviam: "Temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno, sim, vos digo, a esse temei"(Lc.12:5). O apóstolo Paulo dizia: "... sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens..."(2Co.5:11). A fidelidade exige que falemos tão claramente do inferno como do céu.

05 Coisas que Todo Mundo Deveria Saber Sobre Salvação



  1.  O fator decisivo que determina quem será salvo do pecado, não é a decisão dos seres humanos envolvidos, mas a graça soberana de Deus - Ainda que a decisão dos seres humanos tenha um papel significativo no processo.
  2. A aplicação da salvação ao povo de Deus tem suas raízes no decreto eterno de Deus, segundo o qual ele escolheu seu povo para a vida eterna, não na base de qualquer mérito de sua parte, mas somente pelo seu próprio prazer.
  3. Embora todos que escutem a mensagem do evangelho sejam convidados a aceitar Cristo e sua salvação, e são honestamente conclamados a tal aceitação, a graça salvadora de Deus, no sentido estrito da palavra, não é universal, mas particular, sendo concedida só aos eleitos de Deus(aqueles que foram escolhidos por Deus, em Cristo, para a salvação).
  4. A graça salvadora de Deus é, assim, eficaz e impossível de ser perdida. isso nao quer dizer que, deixados por si mesmos, os crentes não possam desviar-se de Deus, mas significa, sim, que a vontade de Deus não permite que seus escolhidos percam a salvação. A segurança espiritual dos crentes, portanto, depende primariamente não de que eles sejam seguros em Deus, mas, de que Deus os segura.
  5. Embora a aplicação da salvação ao povo de Deus envolva, nos aspectos mais distintos da regeneração no seu sentido mais restrito, vontade humana e obras, ainda assim a aplicação é principalmente a obra do Espírito Santo.

Essas ênfases distintas formam a soteriologia reformada. O realce é na soberania da graça de Deus e na aplicação da salvação, a teologia reformada não nega a responsabilidade humana no processo da salvação.
Aprenda mais sobre esse interessante assunto lendo este maravilhoso livro e sabendo que uma vez salvo, salvo para sempre! Amém.





Fonte: Salvos Pela Graça
Autor: Anthony Hoekema
Formato: 16 x 23 cm – 288 páginas – 2ª edição revisada
Capa: brochura – Peso: 0,420 gr.

ISBN 858688639 4  Estudos doutrinário  Soteriologia  Vida cristão



Este livro diz respeito ao que os chamam de soteriologia ou doutrina cristã da salvação. Tenho tentado tirar as respostas às minhas questões nessa área principalmente a partir da Bíblia. Minha posição teológica é a do Cristianismo evangélico, interpretado de uma perspectiva reformada ou calvinista.

O entendimento reformado das Escrituras começa com o reconhecimento da soberania de Deus em todas as coisas, incluindo nossa salvação. Um dos ensinamentos centrais da Bíblia, repetidamente ecoado, como o tema de uma sinfonia, é o que somos salvos inteiramente pela graça, por meio da poderosa obra do Espírito de Deus, sobre a base da obra todo-suficiente de nosso Salvador, Jesus Cristo. 
Anthony Andrew Hoekema (1913 – 1988) nasceu em Drachten, Friesland, na Holanda, e mudou-se para os Estados Unidos com a família em 1923. Serviu várias igrejas como pastor e foi também professor de Teologia Sistemática no Calvin Theological Seminary.

Como cuidar de Almas Doentes.

humildade 1

Eis uma boa dica de Leitura àqueles que desejam tratar e cuidar de almas doentes um livro antigo com mais de 90 anos mais bastante atual do doutor Reverendo Oswald Chambers. Ele divide seu pequeno livro em capítulos determinando os tipos de almas doentes.

•Antes de começar a falar nas almas o autor foca o obreiro dando alguns avisos e ressaltando algumas características desejadas.

•Em primeiro lugar o autor afirma que devemos confiar totalmente no Espírito Santo.

•Devemos ter cuidado com pacotes prontos de versículos bíblicos pois, Deus usa como quer sua palavra e um versículo que normalmente é usado para evangelização Deus pode usa-lo para santificação por exemplo.

•Não limitar de forma alguma o modo de agir de Deus.

•Crítica aos seminários como um todo, por sua aridez espiritual uma vez que seus alunos não aprendem a lidar com pessoas de verdade. Um médico precisa lidar com doentes para diagnosticar corretamente sua enfermidade!

•Seminários isolam seus alunos em refúgios devocionais, temos que aprender na prática, como em uma favela por exemplo.

•Alerta aos seminaristas para terem cuidado de não dizer que Deus não pode agir de determinada forma ponto freios, ou tentando sistematizar aquilo que é absoluto.

•Estar sempre alerta para as realidades divinas, estarmos por assim dizer Plugados com Deus 24 hs por dia.

•Por fim, o autor nos alerta para ter cuidado para não pegar as “doenças” das pessoas que cuidamos, facilmente um médico pode se contaminar caso não esteja com a vestimenta correta. Ele afirma que devemos ser como o Líbano que tem uma seiva tão forte que ao invés de servir de alimento aos parasitas ele os sufoca.

Ele sempre se Baseia em Deus, Escritura, Obreiro e Almas doentes.

Um dos capítulos mais interessantes abordado é quando o autor fala de Almas Depressivas.

•Vivemos o evangelho da “alegria”. Nos dizem que devemos ignorar o pecado bem como as pessoas deprimidas.

•50% da população do mundo é depressiva. Como ignorá-las?

•Não adianta exortar a que se anime pois é uma doença que está na alma.

•Caso de Lutero: “ Estou totalmente cansado da vida. Peço a Deus que venha e me leve daqui. Que ele venha, principalmente, com seu juízo final. Vou apresentar o pescoço, o trovão irá rugir e assim descansarei”. E segurando um colar de ágatas brancas, ele acrescentou: “Oh Deus, concede que o juízo venha sem demora. Eu, comeria de bom grado este colar se isso fizesse com que ele ocorresse amanhã”

•Certa vez em casa de uma senhora da nobreza alemã trava-se o seguinte diálogo:

“-Dr Lutero gostaria que vivesse mais uns quarenta anos!”

“-Senhora, Prefiro ir para o inferno a viver mais quarenta anos”. Era assim que lutero falava ao fim de sua vida sua alma estava doente.

•Tomé tinha visão pessimista da vida apesar de ser fiel a Cristo. Sempre achava que o pior iria acontecer. Jesus nunca disse para ele reanime-se amigo mas, teve um encontro pessoal com ele.Jo 20:24-29. Jesus tratou de forma extraordinária a vida de Tomé Curando-o totalmente. Hoje podemos tratar pessoas assim com auxílio de Cristo através dos médicos e remédios. Não devemos descartar que Deus possa fazer uma milagre e curar a pessoa sem remédios, contudo esta forma é mais rara.

•Maria Madalena é outro exemplo de alma enferma, aflita e torturada, porém, sua enfermidade era de origem externa ela estava com muitos demônios. Não devemos ignorar o agir do inimigo em vidas aprisionando e levandos à ruína.

•Para casos como o de Maria não adianta dizer que é coisa da sua cabeça e que demônio não existe. Muitos pastores têm caído nesse erro. Satanás ama quando dizemos que ele não existe, só assim poderá atuar livremente. Devemos sim libertá-las no poder de Cristo.

•Por fim, o autor concluí como começa destacando a vida do Obreiro Santo, porque nada fará sentido se o ministro do evangelho não tiver uma vida Santa e Unida 24 hs por dia com o Pai das Luzes.

•Amém.

Viciados em Mediocridade

Antes mesmo de iniciar a leitura do texto, o título provocante já suscita questionamentos e (in)conseqüentes reflexões. Difícil permanecer impassível ante um diagnóstico tão contundente...
Embora escrito na década de 80, a mensagem do livro permanece atual e é especialmente bem-vinda ao Brasil. Enquanto desperdiçamos pelo menos duas décadas esgrimindo para usar bateria nos templos, a fila andou no mundo. E bastante.
Claro que sempre existiram vozes dissonantes por aqui. Algumas se levantaram para insurgir contra hinos americanos enlatados. Não sei se o queixume adiantou, mas há quem esteja supersatisfeito com as novidades no cardápio, do tipo canções em versão light... made in Austrália. Como cantava o Cazuza, "um museu de grandes novidades". Não apenas o futuro repete o passado... somos todos repetentes no supletivo da inovação.
       De nada serve partir das coisas boas de sempre mas, sim, das novas e ruins."
Bertolt Brecht, dramaturgo e poeta
Em meio à penúria reinante, algum espertinho criou uma solução que continua sendo avidamente deglutida pelo rebanho. O conteúdo é sofrível e sem qualidade? Basta pospor um adjetivo. Assim, temos a "adoração extravagante" e a "dança profética", entre inúmeros ardis de eficácia nula fora do quadrado evangélico. Um círculo apenas, se pensarmos na retroalimentação que move nossa irrelevância.
Basta alguém iniciar uma discussão sobre a indigência artística cristã para descobrirmos que a mediocridade se estende também à capacidade de reflexão do rebanho. O tema em questão rapidamente é esquecido e recorre-se a uma infinidade de chavões do tipo "não tocar no ungido", "até a mula de Balaão foi usada", "Deus olha o coração", "em vez de criticar devemos orar", "quantas almas você ganhou?", entre outros clichês menos cotados. 
Adeptos desse tipo de reducionismo ficarão perplexos e possessos (sem trocadilho) com os termos usados por Schaeffer nestas páginas. O cara massacra impiedosamente a produção cristã... Essencial lembrar que o escritor se refere aos Estados Unidos. O que ele escreveria se desse uma passadinha aqui na terra das unções, levitas, sapatinhos de fogo e quejandos?
Pensando melhor, ele não deve aterrissar aqui porque anda meio ocupado com a faxina nos armários familiares. Em meio à muita poeira, revelações pra lá de indiscretas enxovalharam a imagem do papai Francis Schaeffer. A morte da razão?
        O revolucionário inventa as idéias. Quando as exaure, o conservador adota-as."
Mark Twain, humorista e escritor
Em certos trechos da obra, Frank deixa a Arte de escanteio para sublinhar pensamentos  hiperconservadores. A química parece meio estranha, afinal é comum ligar "arteiros" e artistas ao pensamento liberal. Mais uma vez, o Brasil mostra ao mundo o seu caráter singular. Neste país tropical abençoado por Deus tanto os expoentes tidos como "liberais" quanto os "ortodoxos" pouco ou nada entendem do assunto. Mansa gente brasileira!
Sem a guarida dos teólogos, outra opção para estimular o debate seria usar as lentes da mídia. Um rápido exame mostra que as revistas ocupam-se de veleidades e temas relevantes, como a festa de aniversário dos rebentos de cantoras de nomes tão improváveis quanto desconhecidos... Ao menos as publicações não escorregam no quesito harmonia: são ruins de capa e de conteúdo. Deselegância nada discreta.
Antes de pensar em possíveis epitáfios para a arte cristã verde-amarela, restam duas opções: livros e internet. Se você está com este livro em mãos, só o seu interesse pelo assunto já me faz aplaudir efusiva e pentecostalmente a sua escolha. O triste é lembrar que Schaeffer vai falar somente com alguns milhares de leitores, enquanto mantras e baboseiras em ritmos variados continuarão entorpecendo os ouvidos e a mente da turba.
No entanto, como tenho o gene da rebeldia impregnado nas cadeias do DNA, não acredito em soluções prontas. Da mesma forma que discordei de muitos lances elencados nestas páginas, espero que você siga pela mesma trilha, questionando e refletindo sobre cada ponto abordado. Como o livro apresenta uma espécie de "monólogo" do seu autor, graças a Deus existe a internet para dar voz e vez aos leitores. Vários sites e blogs vão publicar esta diatribe prefacial, possibilitando a (re)ação e interação de todos. Se a palavra "viciados" indica a necessidade de cura, penso que o caminho terapêutico indubitavelmente passa pelo debate.
        Aos melhores falta toda convicção, enquanto os piores são cheios de apaixonada intensidade."
W.B. Yeats, poeta e dramaturgo
Como diria certo molusco, nunca antes neste Reino discutiu-se tanto sobre Arte. Meu reconheci-mento e gratidão aos amigos Ana Claudia e Whaner pela contribuição que a W4 Editora e o Portal Cristianismo Criativo têm dado ao rebanho. Se podemos vislumbrar um horizonte menos caótico no cenário artístico cristão, certamente o desvelo e a ousadia de vocês têm parte nisso.
A existência de limitações diversas não nos acovarda. Ao contrário, nos leva à ação diligente. Em nossa extensa lista de pecados e falhas não há de constar aquilo que o Rabino Jonathan Sacks classifica de "culpa do espectador". O que estiver ao alcance de nossas mãos, faremos com o melhor de nossa energia. Nas palavras do profeta João Bosco, "a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar". Yes, the show must go on!


Fonte: Cristianismo Criativo Lançamento pela editora W4.


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