Novidade Plugados com Deus: Novo Testamento MP3



Que tal ouvir o novo testamento no carro, em casa, no escritório, ou em qualquer lugar? Eis mais uma novidade aqui dos plugados. Baixe gratuitamente a Bíblia em MP3. Lembramos que a Bíblia não poderá ser comercializada apenas compartilhada. Leia a licença de uso aqui

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Presbiterianos no Brasil 150 anos: Origens e doutrina (2)


Continuando nossas perguntas e respostas sobre a Igreja Presbiteriana do Brasil. Conheça um pouco mais Igrejas Cristãs no Brasil existem muitas mas poucas tem 150 anos de História. caso deseje ler primeiro artigo clique aqui



8. Quem foi o primeiro missionário presbiteriano a vir para o Brasil?

R. Foi o Rev. Ashbel Green Simonton, que che-gou ao Brasil, no Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto de 1859. Tinha apenas 26 anos de idade. Seu minis-tério durou apenas 8 anos, pois Simonton faleceu em São Paulo, no dia 8 de dezembro de 1867. A essa altura, porém, a nossa Igreja já tinha um presbitério (Presbitério do Rio de Janeiro), um Seminário, cin¬co pastores e três Igrejas organizadas (A Ia. do Rio de Janeiro, a 13 de São Paulo e a de Brotas, no Esta¬do de São Paulo).



9. Quando Simonton chegou ao Brasil, já havia aqui missionários de outras denominações?

R. Simonton encontrou, no Rio de Janeiro, o Dr. Robert Reid Kalley, médico escocês, que fazia um trabalho missionário independente. Do trabalho do Dr. Kalley resultou a Igreja Evangélica Fluminense. Havia também pastores que vieram acompanhando imigrantes europeus. Estes pastores, entretanto, se limitavam a dar assistência espiritual aos imigrantes. Simonton foi, portanto, o primeiro missionário enviado ao Brasil, com o objetivo de evangelizar os brasileiros. Os missionários de outras denominações só chegaram bem mais tarde.



10.    Em que estão baseadas as doutrinas da Igreja Presbiteriana?

R. Estão baseadas na Bíblia, a Palavra de Deus. Nossa Igreja não aceita nenhuma doutrina que não tenha base sólida nas Escrituras (Gl 1.8,9).



11.    Que é uma "doutrina baseada solidamente nas Escrituras Sagradas?"

R. É uma doutrina baseada na Bíblia toda ou, seja, que compreende todos os livros da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse. A nossa Igreja não aceita doutrinas baseadas em apenas algumas passagens ou textos isolados das Escrituras.



12.    Quais são os padrões doutrinários da Igreja Presbiteriana?

R. Nossa Igreja adota, como exposição das doutrinas bíblicas, a Confissão de Fé, o Catecismo Maior e o Catecismo Menor ou Breve Catecismo. Contudo, deve ficar bem claro que nossa única regra infalível de Fé e Prática é a Escritura Sagrada. Adotamos a Confissão de fé e os Catecismos como exposição do sistema de doutrinas ensinadas nas Santas Escrituras. Isto se faz necessário em virtude de a Bíblia não trazer as doutrinas já sistematizadas.



13. Quem elaborou a Confissão de Fé e os Catecismos?

R. A Confissão de Fé e os Catecismos foram elaborados por 151 teólogos de várias Igrejas Cristãs, reunidos na Abadia de Westminster, em Londres, na Inglaterra, de julho de 1643 a fevereiro de 1649. Estes livros foram preparados em espírito de oração e profunda submissão ao ensino das Escrituras.



14.    Que é Escritura Sagrada?

R. É a Palavra de Deus expressa em forma escrita. É o livro que nos dá conhecimento de Deus e de Sua vontade, necessário para a salvação" (2 Tm 3.15, 16). A Bíblia é composta de 66 livros, escritos, por, no mínimo, 36 Autores, que viveram em tempos e lugares diferentes, num período de 1.600 anos. No entanto, o Autor da Bíblia é o próprio Deus, que inspirou os Autores a que nos referimos.


Didaqué Primeiro Catecismo da Igreja Cristã



  Didaquê (Διδαχń em grego clássico) ou Instrução dos Doze Apóstolos, é um escrito do primeiro século que trata do catecismo cristão. Didaquê significa doutrina, instrução. É constituído de dezesseis capítulos, e apesar de ser uma obra pequena, é de grande valor histórico e teológico.


Didaqué:

A Instrução dos Doze Apóstolos

(Ano 145-150 DC)



O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE



CAPÍTULO I



1 Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois.

2 Este é o caminho da vida: primeiro, ame a Deus que o criou; segundo, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você.

3 Este é o ensinamento derivado dessas palavras: bendiga aqueles que o amaldiçoam, reze por seus inimigos e jejue por aqueles que o perseguem. Ora, se você ama aqueles que o amam, que graça você merece? Os pagãos também não fazem o mesmo? Quanto a você, ame aqueles que o odeiam e assim você não terá nenhum inimigo.



4 Não se deixe levar pelo instinto. Se alguém lhe bofeteia na face direita, ofereça-lhe também a outra face e assim você será perfeito. Se alguém o obriga a acompanhá-lo por um quilometro, acompanhe-o por dois. Se alguém lhe tira o manto, ofereça-lhe também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que lhe pertence, não a peça de volta porque não é direito.



5 Dê a quem lhe pede e não peças de volta pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Bem-aventurado aquele que dá conforme o mandamento pois será considerado inocente. Ai daquele que recebe: se pede por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebeu sem necessidade, prestará contas do motivo e da finalidade. Será posto na prisão e será interrogado sobre o que fez... e daí não sairá até que devolva o último centavo.

6 Sobre isso também foi dito: que a sua esmola fique suando nas suas mãos até que você saiba para quem a está dando.





CAPÍTULO II



1 O segundo mandamento da instrução é:



2 Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique a magia nem a feitiçaria. Não mate a criança no seio de sua mãe e nem depois que ela tenha nascido.



3 Não cobice os bens alheios, não cometa falso juramento, nem preste falso testemunho, não seja maldoso, nem vingativo.



4 Não tenha duplo pensamento ou linguajar pois o duplo sentido é armadilha fatal.



5 A sua palavra não deve ser em vão, mas comprovada na prática.



6 Não seja avarento, nem ladrão, nem fingido, nem malicioso, nem soberbo. Não planeje o mal contra o seu próximo.



7 Não odeie a ninguém, mas corrija alguns, reze por outros e ame ainda aos outros, mais até do que a si mesmo.

Resposta do Crente aos ataques de Satanás


• A luz da soberania de Deus, qual deveria ser a atitude ou reposta de um cristão quando este estiver sujeito aos ataques de Satanás?



Uma das dificuldades que o cristão tem, é reconhecer uma investida de Satanás quando ela acontece. Lembre-se que Satanás é um ser angélico, é um ser espiritual e é invisível. Nem sempre é fácil discernir a presença do inimigo, embora o Novo Testamento nos advirta de que a luta na qual estamos envolvidos não é contra carne ou sangue, mas contra os principados e potestades e contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais, inclu-indo ataques de fontes satânicas.

Martinho Lutero sentiu o ataque furioso de Satanás a tal ponto em cenas ocasiões de sua vida que ele era quase tangível. Pelo menos numa ocasião, ele agarrou seu tinteiro e o atirou do outro lado do quarto, supôstamente contra Satanás. Talvez ele não pudesse realmente ver a presença de Satanas, mas tinha certeza de que estava experimentando a opressão e o ataque desenfreado do príncipe das trevas, o inimigo mortal de todos os cristãos. Portanto, um dos grandes problemas, sem dúvida, é saber quando isso está acontecendo.



A Bíblia nos adverte de que Satanás se disfarça como um anjo de luz; Isto é. ele se manifesta sob os auspícios do bem. Satanás não sai por aí parecendo uma pessoa caricata, grotesca, vestido numa roupa de flanela vermelha com chifres e um forcado, ao contrário, ele é muito mais sedutor e inteligente do que isso, aparecendo, como as Escrituras nos dizem, como anjo de luz para enganar, se possível, até os eleitos de Deus. Portanto, devemos estar atentos para as sutilezas daquele que é o príncipe das trevas e o príncipe da falsidade.Satanás é descrito como o acusador, o mentiroso e o tentador. Nós o vemos mentindo, distorcendo a verdade, nós o vemos envolvido na tentação e acusando os santos.

Na época atual, o Espírito Santo nos convence do pecado de modo reconheçamos e nos arrependamos dele. Se estamos perturbados a respeito de algum pecado, pode ser o Espírito Santo trabalhando em nós ou pode ser Satanás nos acusando. Como reconhecer a diferença?

Basicamente sabemos que há algo doce e positivo na convicção do Espírito Santo. O objetivo do Espírito é nos trazer à razão. Ele nos torna humildes ele nos leva a um coração contrito, mas ele não nos aniquila. Satanás tenta nos levar ao desespero. Nossa desesperança e destruição são seus objetivos, e um dos primeiros métodos que ele usa para conseguir tais objetivos é a acusação. As Escrituras nos dizem, em 1 Pedro que Satanás anda ao redor como um leão rugindo procurando devorar quem ele deseja. Entretanto, outra imagem que temos é a de Satanás com o rabo entre as pernas quando as Escrituras nos dizem que resistirmos, ele fugirá de nós. Aqui precisamos da armadura de Deus a palavra de Deus e a aplicação dessa Palavra através do poder do Espírito e temos a promessa de que Satanás fugirá.

Evangelismo e ministério



RESENHA
Frank de Melo Penha

BONAR, Horatius A. Um Recado para Ganhadores de Almas. São Paulo: Vida Nova, 2007, 64 pp.

Esta obra se reveste de caráter relevante para nós a começar pelo fato de ser uma das obras de caráter reformado-confessional na área de vida cristã-ministerial, para se ter uma idéia da relevância desta obra, deve-se atentar para o fato que está havendo um renascimento da preocupação com a pregação expositiva, doutrinária em nossos dias, livros com teologia sadia tem começado a encher as prateleiras das livrarias novamente, tem se escrito sobre a importância da boa instrução na fé, sobre a importância da fidelidade à Palavra e aos símbolos de fé, em outras palavras um ressurgimento de uma preocupação com uma ortodoxia cristã reformada, coisas excelentes, porém o livro em questão, irá tratar e nos dar um alerta ao fato de que podemos ser ortodoxos mas ainda sim frios na fé, distantes da vida com Deus, aliar ortodoxia à piedade este é o desafio do livro, este é o nosso desafio.
Sobre o Autor, o Rev. Horatius A. Bonar, foi ministro presbiteriano na Escócia, nascido em Edimburgo, no dia 19 de dezembro de 1808, e falecido em 31 de julho de 1889, compôs vários hinos e foi moderador da Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana em solo Escocês, grande pregador engajado na obra de evangelização, um verdadeiro “ganhador de almas”(pg.7).
O livro abarca as principais diretrizes que no ponto de vista do autor são essenciais a um ministério de sucesso e de conformidade com a vontade de Deus, começando ao chamar atenção para o que delineia como pastores “mornos”, que seriam aqueles que embora fossem ortodoxos na doutrina não colocam em prática uma vida de “zelo, fé e amor”. Em contraponto a isso Bonar cita o exemplo de Richard Baxter como estereótipo positivo para nós hoje, afirma que as pessoas ao ouvi-lo sentiam-se em contato com as “realidades infinitas”. (pgs.10,11)
Ao falar sobre o objetivo maior do ministério o Rev. Bonar lança uma advertência : “aplausos, fama, popularidade, honra e riquezas – tudo isso é vão. Se não se ganha vidas, se os santos não amadurecem, nosso ministério é um fracasso”. (pgs.12,13)
O leitor deve ser precavido ao ler isoladamente certos trechos do livro como: “Não a igreja, mas Cristo. Não a doutrina, mas Cristo. Não as cerimônias, mas Cristo” (pg.14). Alguns tomando apressadamente as palavras de Bonar poderiam pensar ser ele averso a Instituição Igreja, ou mesmo a doutrina ou ser descuidado com a liturgia...Nada mais longe da verdade! O que vemos é a sua preocupação pastoral em que tais zelos, sejam sacramentais, litúrgicos ou doutrinários viessem a nos desviar do objetivo maior, podemos perceber isso em dois aspectos principalmente; o primeiro é a profunda admiração e fonte de exemplo que Bonar tira da vida dos Puritanos Ingleses do Séc. XVII ao citar homens como John Owen, Richard Baxter, entre outros, homens estes que ”respiravam” Bíblia mas eram atentos aos seus deveres na vida pessoal e ministerial, em segundo lugar vemos o apego a sã doutrina de Deus contida na Palavra com seu alerta contra o escolasticismo protestante já em voga em seus dias ao afirmar: “devemos empunhar a verdade de Deus...contra as teorias do homem (orgulhosamente chamadas de opiniões)” (pg.15).
O Autor prossegue afirmando que “ser um verdadeiro pastor é ser um verdadeiro Cristão” discorrendo da importância dos exercícios devocionais no ministério, seja através da oração logo cedo, do culto familiar, da meditação na Palavra, pois “o cuidado com sua alma deve ser o primeiro e o maior que você deve ter “ (pg.18).
Interessante é a colocação do autor em admoestar aos pastores de não pensar no ministério apenas no sentido quantitativo, ou seja, quantos sermões eu preguei, quantos sacramentos ministrei, quantos batismo realizei, mas questionar-se se as vidas daqueles que foram batizados foram realmente libertadas do pecado, trasnformadas em novas criaturas (pg.25,26). Muitas vezes na opinião do autor podemos descansar na soberania de Deus, empregando jargões sobre “usar os meios e deixar os resultados para Deus”, para implicitamente escondermos nossas mazelas, falta de renúncia e outros pecados sobre um manto de uma verdade (pgs.29-31).
A parte sem dúvida mais impactante do livro de Bonar é sem hesitação quando ele descortina os pecados que atacam de forma específica o ministério pastoral e em última análise qualquer liderança cristã em atividade, quais sejam : tendência a auto-justificação (pg.35), ser amante mais dos prazeres deste mundo do que de Deus (pg.37), sermos por demais auto-confiantes (pg.38), sermos amargos com os oponentes ao invés de tentar ganhá-los (pg.39) e por último deixar de fazer um auto-exame, pois através dele refletimos o quanto somos ”infiéis”(pg.41), temos um padrão de vida mundano (pg.43) sendo assim, “egoístas, preguiçosos e frios na fé” (pgs.44-46), evitando afirmar a verdade quando ela é necessária (pg.46), ou mesmo pregando apenas para nos auto-promover (pg.47), deixando assim de usar os meios de graça ao nosso dispor através da pouca busca tanto da Palavra de Deus quanto do poder do Espírito (pgs.49-51), obviamente estes fatores citados acima levam Bonar a uma frase de profundo sentido: “Quão distantes estamos dos Apóstolos , e mais ainda de Cristo, caminhamos longe até dos servos, e mais ainda do Mestre” (pg.52).
O autor conclui seu livro dando alguns conselhos sobre o que é avivamento e os elementos que fazem parte de um verdadeiro avivamento bíblico, entre eles citamos a constância em imitar a Cristo, a prontidão ao trabalho, a meditação na Palavra e mais tempo a oração, o autor dá sugestões de como colocar estes elementos em prática (pgs.55,56), finalizando com uma exortação ao serviço cristão, tendo por base o versículo bíblico ao afirmar “devemos trabalhar enquanto é dia, a noite vem quando ninguém mais poderá trabalhar”.(pg.64)
Como dito anteriormente é um livro desafiador, aquele que se aventura em suas páginas deve ter a ciência que será perscrutado em suas intenções ministeriais, suas atitudes para consigo mesmo, para com a igreja e para com o Senhor, sem dúvida um livro de grande valia hoje para o contexto brasileiro do Século XXI mesmo tendo sido escrito no século XVIII, visto que as mesmas mazelas encontradas no livro de Bonar, são encontradas hoje em nosso país, em nossa cidade e até mesmo em nossas igrejas locais. Conselhos seguros e bíblicos em ultima analise é o que espera o leitor que ansioso encontrará neste pequeno livro pois certeza é, que colocadas em prática segundo a vontade de Deus, será um ganhador de almas, a começar pela sua própria.


Soli Deo Gloria

Estudo Sobre Dízimos e Ofertas (2)




Cremos firmemente que Dízimo é uma questão de fidelidade e confiança naquele que nos provê Tudo que precisamos. Nessa perspectiva continuamos nosso estudo sobre dízimo tendo em mente o que as Escrituras nos falam sobre o assunto. Caso queira ler o primeiro artigo sobre o tema clique aqui


2. O que é o dízimo?

O dízimo representa os primeiros 10% da nossa renda. E a parte que devolvemos a Deus, num ato de confiança. Este ato de fé e obediência traz vários benefícios para nossa vida. Esta lei é a única que Deus nos desafia a obedecer, para que façamos prova dele e da sua fidelidade. Em Malaquias 3:10-12 temos a passagem clássica sobre o dízimo. Observe os detalhes desta passagem: Malaquias 3:10-12
10 Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. 11 Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. 12 Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.


• Os dízimos devem ser trazidos para a casa de Deus, para que nela haja mantimento. Hoje em dia sabemos que isto se aplica à igreja onde mantemos nossa residência espiritual. O dízimo, portanto, é a parte da nossa renda que trazemos integralmente ao nosso pastor ou à liderança da nossa igreja. É algo que a própria igreja tem a responsabilidade de administrar bem. Há pessoas que dividem seu dízimo, ou entendem que podem enviá-lo para ministérios "mais necessitados". Mas o sentido do texto é o de que cada um traga "todo" o seu dízimo para o seu lugar de culto, para que haja mantimento na casa de Deus. É através do dízimo que a Igreja funciona e continua a exercer seus ministérios: programas de rádio, sustento dos seus pastores e funcionários, abertura de novas obras, manutenção do próprio templo, etc.

• Deus manda que o coloquemos à prova neste particular. Se assim fizermos, ele promete:

♦    Abrir as janelas do céu. Esta frase foi usada na narrativa do dilúvio. De onde não havia aparente fonte de água, Deus fez chover o bastante para cobrir a terra. Esta expressão tem o sentido de que Deus pode nos abençoar, apesar das aparentes dificuldades e até das impossibilidades que estejamos enfrentando.

♦ Repreender o devorador. Aqui há um sentido mais ligado a finanças. De fato, há muitas coisas que podem devorar o nosso dinheiro: Inflação, acidentes, maus negócios, etc... Isto é reforçado no mesmo versículo pela promessa: "... a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor do Exércitos. " Estas promessas não têm somente conotações financeiras,mas têm relação com a nossa vida como um todo. Há pessoas que possuem muito dinheiro, mas que não vivem contentes e felizes, por falta de saúde, de paz no coração,de um casamento harmonioso, de filhos abençoados, etc.

♦    Derramar bênção sem medida. A palavra bênção é muito mais rica do que imaginamos em nossos dias. Ela em a ver com a nossa força vital. E literalmente a capacidade de vivermos plenamente em todas as áreas de nossa vida. Essa palavra não se limita apenas a vida financeira. A benção de Deus faz bem a TODA nossa existência.


3.    Mas estamos falando de dízimos e ofertas. Qual é a diferença?

Há quem pense que seja a mesma coisa, porém não o são. O dízimo é um pagamento da nossa obrigação a Deus, que não nos cabe distribuir, ou dispensar, mas sim, trazer à casa de fé onde nos congregamos. As ofertas são aquelas contribuições que excedem ao dízimo. De fato, não se começa a ofertar sem que antes tenha sido pago o dízimo. Já ouvi dizer: Eu não pago o dízimo, mas dou ofertas. Entretanto, a oferta não substitui o dízimo, nem o dízimo pode ser configurado como oferta. As duas coisas são completamente diferentes.


4.    Mas eu frequento pouco a minha igreja e estou gostando muito de uma que eu visito. O que eu faço?

Há pessoas que têm dificuldades em assumir compromissos com uma casa de fé. Não importa a causa, mas a indefinição é anormal e deve ser motivo de oração. O pagamento do dízimo não pode ser motivado por simpatia, por necessidade, ou por qualquer outra razão que não seja a de sustentar o ministério que apoia e alimenta o seu povo. Você precisa saber qual é a sua casa espiritual e quem é seu pastor. É a ele que este dízimo deve ser entregue. Se quiser ofertar para uma missão ou outra igreja, isto já é um assunto inteiramente diferente. Mas o dízimo é caso de membrezia.



5. Mas dizem que o dízimo pertence à Lei de Moisés. Então ele não se aplica aos nossos dias?

De fato, esta lei está nas ordenanças mosaicas. Mas o dizimo é um princípio que existe desde 0 início. Vemos sua aplicação em Caim e Abel, em Abraão (Gn 14:18 20) em Jacó (Gn 28:22).

No Novo Testamento, Jesus falou dos dízimos. Em Mt 23:23, ele mostra 0 rigor dos fariseus em relação a esta ordenança. Jesus não discute seu mérito, apenas mostra que o ato externo de dizimar não estava sendo acompanhado por piedade no íntimo. Em outra situação, o Mestre presenciou as ofertas no Templo (Lc 21:1-4), comentando que a de certa viúva pobre possuía maior valor do que a oferta dos fariseus, não por sua quantia, mas pelo que estava no seu coração (veja Mt 6:19-21). Dar ofertas foi um costume na igreja primitiva e contou com instruções do Apóstolo Paulo (ICo 16:1-3).



6. Dizem que eu posso ficar rico se eu ofertar a Deus. Isto é verdade?

A Bíblia diz que há muitos perigos para os que querem ficar ricos. Ter a riqueza como um alvo não faz parte da vida cristã normal. Prosperar, crescer e produzir podem até gerar riquezas. Mas tê-la como um objetivo a ser alcançado é outra coisa. A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é fonte de todos os males (lTm 6:9-10), o que não significa dizer que somente o pobre pode ser um bom cristão. Mas, há uma grande diferença entre ser próspero (mesmo até ao ponto de ser considerado rico) e ser alguém dado ao amor do dinheiro.



7. Então qual deve ser a nossa atitude em relação ao dinheiro?

Em Mt 6, Jesus fala para não nos preocuparmos com este assunto. Devemos confiar em Deus, que cuidará de nós. Basta a cada dia o seu próprio mal. O que deve ser prioritário na vida do cristão é o reino de Deus e a sua justiça. Se nosso coração estiver voltado para o Senhor, até as nossas orações serão direcionadas para as coisas que Deus aprova. De outro modo, podemos cair no problema descrito por Tiago (leia Tg 4:1-6). Moderação, amor, piedade, contentamento e missão são os alvos do cristão. O que apenas se limita ao físico é algo que devemos deixar em segundo plano, pois Deus promete cuidar de todas as nossas necessidades.

A ESCOLA DOMINICAL E OS DESAFIOS PARA OS DIAS DE HOJE


Sem. Rogério Mattos
A Escola Dominical possui suas raízes na antiguidade do AT, quando Deus fala aos patriarcas, profetas e ao povo de Israel. No Pentateuco vemos que os pais eram responsáveis pelo ensino da revelação divina no lar (era patriarcal) – a primeira escola dominical. Depois surge a figura dos sacerdotes que além do culto divino tinha o encargo do ensino da Lei (era sacerdotal). Durante o cativeiro babilônico surgem as sinagogas que funcionavam como escolas (era sinagogal). No pós-cativeiro surgem Esdras e Neemias que se preocupavam com o ensino da Palavra. Mas sem dúvida, Jesus foi e será o Grande Mestre, dignificando a missão de ensinar. Depois da ascensão do Senhor, os apóstolos e discípulos continuaram esta tarefa de ensinar.

A Escola Dominical, com o formato que temos hoje, começou em 1780 na Inglaterra através do jornalista Robert Raiks que começou este trabalho conduzindo crianças em plena rua às reuniões de todos os domingos. Alem de ensinar a Bíblia, Robert ensinava as crianças noções de outras matérias escolares, tais como: noções de linguagem, aritmética, instrução moral e cívica, entre outras; porém, este homem enfrentava oposições das igrejas da sua época por acharem um trabalho desnecessário. No Brasil, a Escola Dominical teve início no Rio de Janeiro, em Petrópolis, com o grande missionário Robert Kalley e sua esposa Sara Poulstou Kalley em 19 de agosto de 1855.

Com o passar do tempo, a Escola Dominical cresceu e enfrentou diversos desafios. Na década de 1950, um período de importantes mudanças no nosso País e em nossa Igreja, o grande desafio era providenciar espaço físico para acomodar o grande número de pessoas (convertidos e não convertidos) que vinham à Igreja aprender da Palavra do Senhor. Os anos passaram e a mentalidade mudou. Diferentemente dos anos 50, a Igreja de hoje está inserida num contexto de pessoas pós-modernas e, consequentemente, com características diferentes. Este período de pós-modernidade é marcado por algumas características que tem influenciado a vida do corpo de Cristo no que tange a Escola Dominical.

Primeiro, o conceito de tolerância. Quero dizer com isso à ideia contemporânea de total complacência para com o pensamento de outros quanto à política, sexo, religião, raça, gênero, valores morais e atitudes pessoais, ao ponto de nunca se externar seu próprio ponto de vista de forma a contradizer o ponto de vista dos outros. Por esta razão, a Escola Dominical não é um bom lugar para se ir, pois há muita discussão de opinião sobre diversos assuntos e opinião cada um tem a sua e o que compete a nós é acatá-la, tolerantemente, por exemplo: não é conveniente emitir valores morais sobre o comportamento sexual das pessoas (mesmo contrários a Bíblia).

Outro aspecto da pós-modernidade é o relativismo. O relativismo, no que tange ao campo dos valores e dos conceitos morais e religiosos, é a ideia de que todos os valores morais e as crenças religiosas são igualmente válidos e que não se pode julgar entre eles, isto é, a sua verdade é verdade tanto quanto a minha. O relativismo destitui o conceito de verdade absoluta, tudo depende do prisma que se olha, inclusive a Bíblia (cada qual tem a sua própria interpretação das Escrituras). Logo, a Escola Dominical não serve porque é um lugar onde única opinião que importa é o que está escrito nas páginas da Santa Palavra (única regra de fé e prática). Todavia, as pessoas tem suas próprias convicções e ninguém tem o direito de mudá-las.

Um terceiro fator é o individualismo. Esta geração é marcada por pessoas que procuram viver cada vez mais independente uma das outras. Buscando, principalmente, a sua individualidade (para não dizer egocentralidade) onde o mais importante é o que é bom para mim. Os relacionamentos humanos estão resumidos a pequenos contatos de trabalho, encontros casuais em elevadores e-mails, MSN, sites de relacionamentos, etc. O pior é que este quadro se faz cada vez mais presente em muitas Igrejas do Senhor. Alguns irmãos só se encontram aos domingos quando decidem ir à Igreja, pois algumas já entraram na era digital transmitindo, simultaneamente, os cultos pela internet dando a oportunidade dos irmãos nem saírem mais de suas casas para adorar ao Senhor. Mas existe adoração sem comunhão? Sem falar no dízimo on-line!!

É, justamente, dentro desta conjunção pós-moderna que a Igreja está inserida; e qual seria o grande desafio a ser enfrentado pelo corpo de Cristo? O nosso grande desafio é consegui fazer a leitura correta de nossa sociedade e saber dá as respostas certas para as necessidades do homem pós-moderno. Para tal, é de suma importância pensar numa Escola Dominical contextualizada, com objetivos redefinidos para a sua época e com recursos pedagógicos adequados; contudo, sem abrir mão da sua fidelidade as Sagradas Escrituras e da sua missão – fazer discípulos e ensinar tudo o que Jesus ensinou (Mt 28. 18-20).

Isso não pode ser apenas um sonho, mas uma realidade na vida de cada Igreja, pastor, educador religioso, cada líder e, principalmente, de cada crente que deve assumir o compromisso de ensinar as verdades de Cristo, mas também de aprendê-las, continuamente, como escreve o profeta Oseias - Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR... (6.3a).

Estudo Sobre Dizimos e ofertas


DÍZIMOS E OFERTAS
A partir dos anos 70, surgiu um movimento dentro das igrejas evangélicas conhecido como neo-pentecostalismo. Esse movimento prega especialmente a teologia da prosperidade que nada mais é que uma espécie de barganha ou comércio com Deus. O Senhor dos Exércitos aparece apenas como um "Gênio da Lâmpada" a anotar os pedidos que "determinamos" porque participamos de correntes ou damos o dízimo e "não somos cauda, mas cabeça", etc.
Embora não seja possível comprar bênçãos, nem garantir com correntes de oração que alguém irá se tornar uma pessoa rica, há uma dinâmica bíblica que se aplica à nossa vida financeira. Tudo tem uma relação direta com nossa saúde espiritual, Deus sempre mantém como prioridade a nossa relação com ele, ou seja, nossa vida física é secundária e subordinada à vida espiritual e não ao contrário.
Se a prosperidade financeira for o caminho da nossa destruição Deus, de modo algum, irá permitir que ela seja uma realidade em nossas vidas. Se, por outro lado, ela for algo que realmente nos fará bem, sem que o nosso espírito se corrompa e a idolatre, Deus nos tornará financeiramente prósperos. Mas não há fórmulas aqui. Servimos a um Pai amoroso que nos conhece melhor do que nos conhecemos a nós mesmos. A questão básica aqui é submissão e dependência.

1. Há obrigações financeiras em relação a Deus?

Sim. Desde a criação do homem, Deus sempre exigiu fidelidade. Ele realmente não precisa de nossa prata ou ouro pois ele fala na sua palavra Ageu 2:8 8 "Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos".

Abraão trouxe parte dos espólios de guerra e os ofereceu a um sacerdote - Melquisedeque, o Rei de Salém. Tanto no Antigo como no Novo Testamento há registros de ofertas a Deus, não só espontâneas como também obrigatórias.
Em toda a Bíblia encontramos ressonância desse princípio de ofertar ao Senhor, que tem expressão no que chamamos "Lei do Dízimo". Continua

Confissão de fé Westminster XVI XVII XVIII

CAPÍTULO XVI DAS BOAS OBRAS
I.    Boas obras são somente aquelas que Deus ordena em sua santa palavra, não as que, sem
autoridade dela, são aconselhadas pelos homens movidos de um zelo cego ou sob qualquer outro
pretexto de boa intenção.
Ref. Miq. 6:8; Rom. 12:2; Heb. 13:21; Mat. I5:9; Isa. 29:13; I Ped. 1:18; João 16:2; Rom. 10:2;1 Sam. I5:22; Deut. 10:12-13; Col. 2:16, 17, 20-23.
II.    Estas boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são o fruto e as
evidências de uma fé viva e verdadeira; por elas os crentes manifestam a sua gratidão, robustecem a
sua confiança, edificam os seus irmãos, adornam a profissão do Evangelho, tapam a boca aos
adversários e glorificam a Deus, cuja feitura são, criados em Jesus Cristo para isso mesmo, a fim de
que, tendo o seu fruto em santificação, tenham no fim a vida eterna.
Ref. Tiago 2:18, 22; Sal. 116-12-13; I Ped. 2:9; I João 2:3,5; II Ped. 1:5-10; II Cor. 9:2; Mat. 5:16; I Tim. 4:12; Tito 2:5, 912; I Tim. 6:1; I Pedr. 2:12, 15; Fil. 1,11; João 15:8; Ef. 2:10; Rom. 6:22.
III.    O poder de fazer boas obras não é de modo algum dos próprios fiéis, mas provém
inteiramente do Espírito de Cristo. A fim de que sejam para isso habilitados, é necessário, além da
graça que já receberam, uma influência positiva do mesmo Espírito Santo para obrar neles o querer
e o perfazer segundo o seu beneplácito; contudo, não devem por isso tornar-se negligentes, como se
não fossem obrigados a cumprir qualquer dever senão quando movidos especialmente pelo Espírito,
mas devem esforçar-se por estimular a graça de Deus que há neles.
Ref. João I5:4-6; Luc. 11:13; Fil. 2:13, e 4:13; II Cor. 3:5; Ef. 3:16; Fil. 2:12; Heb. 6:11-12; Isa. 64:7.
IV.    Os que alcançam pela sua obediência a maior perfeição possível nesta vida estão tão longe
de exceder as suas obrigações e fazer mais do que Deus requer, que são deficientes em muitas
coisas que são obrigados a fazer.
Ref. Luc. 17: 10; Gal. 5: 17.
V.    Não podemos, pelas nossas melhores obras, merecer da mão de Deus perdão de pecado ou a
vida eterna, porque é grande a desproporção que há entre eles e a glória porvir, e infinita a distância
que vai de nós a Deus, a quem não podemos ser úteis por meio delas, nem satisfazer pela dívida dos
nossos pecados anteriores; e porque, como boas, procedem do Espírito e, como nossas, são impuras
e misturadas com tanta fraqueza e imperfeição, que não podem suportar a severidade do juízo de
Deus; assim, depois que tivermos feito tudo quanto podemos, temos cumprido tão somente, o nosso
dever, e somos servos inúteis.
Ref. Rom. 3:20, e 4:2,4, 6; Éf. 2:8-9; Luc. 17:lO;Gal. 5:2223; Isa. 64-6; Sal. 143, 2, e 130:3.
VI.    Não obstante o que havemos dito, sendo aceitas por meio de Cristo as pessoas dos crentes,
também são aceitas nele as boas obras deles, não como se fossem, nesta vida, inteiramente puras e
irrepreensíveis à vista de Deus, mas porque Deus considerando-as em seu Filho, é servido aceitar e
recompensar aquilo que é sincero, embora seja acompanhado de muitas fraquezas e imperfeições.
Ref. Ef. 1:6; I Ped. 2:5; Sal. 143:2; II Cor. 8:12; Heb. 6:10; Mat. 2,5:21, 23.
VII.    As obras feitas pelos não regenerados, embora sejam, quanto à matéria, coisas que Deus
ordena, e úteis tanto a si mesmos como aos outros, contudo, porque procedem de corações não
purificados pela fé, não são feitas devidamente - segundo a palavra; - nem para um fim justo - a
glória de Deus; são pecaminosas e não podem agradar a Deus, nem preparar o homem para receber
a graça de Deus; não obstante, o negligenciá-las é ainda mais pecaminoso e ofensivo a Deus.
Ref. II Reis 10:30, 31; Fil. 1:15-16, 18; Heb. 11:4, 6; Mar. 10:20-21; I Cor. 13:3; Isa. 1:12; Mat. 6:2, 5, 16; Ag. 2:14; Amós 5:21-22; Mar. 7:6-7; Sal. 14:4; e 36:3; Mat. 2,5:41-45, e 23:23.
CAPÍTULO XVII
DA PERSEVERANÇA DOS SANTOS
I.    Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu
Espírito, não podem decair do estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza
hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos.
Ref. Fil. 1: 6; João 10: 28-29; I Ped. 1:5, 9.
II.    Esta perseverança dos santos não depende do livre arbítrio deles, mas da imutabilidade do
decreto da eleição, procedente do livre e imutável amor de Deus Pai, da eficácia do mérito e
intercessão de Jesus Cristo, da permanência do Espírito e da semente de Deus neles e da natureza do
pacto da graça; de todas estas coisas vêm a sua certeza e infalibilidade. ,
Ref. II Tim. 2:19; Jer. 31:3; João 17:11, 24; Heb 7:25; Luc. 22:32; Rom. 8:33, 34, 38-39; João 14:16-17; I João 2:27 e 3:9; Jer. 32:40; II Tess. 3:3; I João 2:19; João 10:28.
III.    Eles, porém, pelas tentações de Satanás e do mundo, pela força da corrupção neles restante
e pela negligência dos meios de preservação, podem cair em graves pecados e por algum tempo
continuar neles; incorrem assim no desagrado de Deus, entristecem o seu Santo Espírito e de algum
modo vêm a ser privados das suas graças e confortos; têm os seus corações endurecidos e as suas
consciências feridas; prejudicam e escandalizam os outros e atraem sobre si juízos temporais.
Ref. Sal. 51:14; Mat. 26:70-74; II Sam. 12:9, 13; Isa. 64:7, 9; II Sam. 11:27; Ef. 6:30; Sal. 51:8, 10, 12; Apoc. 2:4; Isa. 63:17; Mar. 6:52; Sal. 32:3-4; II Sam. 12:14; Sal. 89:31-32; I Cor. 11:32.
CAPÍTULO XVIII
DA CERTEZA DA GRAÇA E DA SALVAÇÃO
I.    Ainda que os hipócritas e os outros não regenerados podem iludir-se vãmente com falsas
esperanças e carnal presunção de se acharem no favor de Deus e em estado de Salvação, esperança
essa que perecerá, contudo, os que verdadeiramente crêem no Senhor Jesus e o amam com
sinceridade, procurando andar diante dele em toda a boa consciência, podem, nesta vida, certificar-
se de se acharem em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, nessa
esperança que nunca os envergonhará.
Ref. Deut. 29:19; Miq. 3:11; João 5:41; Mat. 8:22-23; I João 2:3 e 5: 13; Rom. 5:2, S; II Tim. 4:7-8.
II.    Esta certeza não é uma mera persuasão conjectural e provável, fundada numa falsa
esperança, mas uma infalível segurança da fé, fundada na divina verdade das promessas de
salvação, na evidência interna daquelas graças a que são feitas essas promessas, no testemunho do
Espírito de adoção que testifica com os nossos espíritos sermos nós filhos de Deus, no testemunho
desse Espírito que é o penhor de nossa herança e por quem somos selados para o dia da redenção.
Ref. Heb. 6:11, 17-19; I Ped. 1:4-5, 10-11; I João 3:14; Rom.8:15-16; Ef.1: 13-14, e 4:30; II Cor.1:21-22.
III.    Esta segurança infalível não pertence de tal modo à essência da fé, que um verdadeiro
crente, antes de possuí-la, não tenha de esperar muito e lutar com muitas dificuldades; contudo,
sendo pelo Espírito habilitado a conhecer as coisas que lhe são livremente dadas por Deus, ele pode
alcançá-la sem revelação extraordinária, no devido uso dos meios ordinários. É, pois, dever de todo
o fiel fazer toda a diligência para tornar certas a sua vocação e eleição, a fim de que por esse modo
seja o seu coração no Espírito Santo confirmado em paz e gozo, em amor e gratidão para com Deus,
em firmeza e alegria nos deveres da obediência que são os frutos próprios desta segurança. Este
privilégio está, pois, muito longe de predispor os homens à negligência.
Ref. I João 5:13; I Cor. 2:12; I João 4:13; Heb. 6:11-12; II Ped. 1:10; Rom. 5:1-2, 5. 14:17, e 15:13; Sal. 119:32; Rom. 6:1-2; Tito 2:11-12, 14; II Cor. 7: 1; Rom. 8: 1; 12; I João 1:6-7, e 3:2-3.
IV.    Por diversos modos podem os crentes ter a sua segurança de salvação abalada, diminuída e
interrompida negligenciando a conservação dela, caindo em algum pecado especial que fira a
consciência e entristeça o Espírito Santo, cedendo a fortes e repentinas tentações, retirando Deus a
luz do seu rosto e permitindo que andem em trevas e não tenham luz mesmo os que temem;
contudo, eles nunca ficam inteiramente privados daquela semente de Deus e da vida da fé, daquele
amor a Cristo e aos irmãos, daquela sinceridade de coração e consciência do dever; dessas bênçãos
a certeza de salvação poderá, no tempo próprio, ser restaurada pela operação do Espírito, e por meio
delas eles são, no entanto, suportados para não caírem no desespero absoluto.
Ref. Sal. 51: 8, 12, 14; Ef. 4:30; Sal. 77: 1-10, e 31:32; I João 3:9; Luc. 22:32; Miq. 7:7-9; Jer. 32:40; II Cor. 4:8-10.

Presbiterianos No Brasil 150 anos: Origens e Doutrina

 A Igreja Presbiteriana do Brasil fez 150 anos recentemente, já foi durante muito tempo a maior denominação protestante do Brasil e no entanto hoje em dia existem pessoas que nos perguntam: Que igreja é essa? Bem, decidimos formular, muito brevemente, de onde viemos e o que cremos iremos discorrer em alguns breves posts nossas origens e nossa doutrina. Porque como bem dizia o Reverendo  Thomas Porter:
Quem conheçe o presbiterianismo não sai dele!
Boa Leitura.

1. Como surgiu a Igreja Presbiteriana?
R. Surgiu da Reforma Religiosa do Século XVI. Deus levantou um homem chamado João Calvino para conduzir Seu povo de volta à Bíblia. E, desta volta à Bíblia, nasceu a Igreja Presbiteriana.

2. Como se processou a Reforma Reforma Religiosa do Século XVI?
R. A Reforma tem, como data básica de sua origem, o dia 31 de outubro de 1517, dia em que Lutero afixou as suas 95 teses, contra as indulgências, na porta da capela de Wittemberg. Martinho Lutero era monge agostiniano e pretendia reformar a Igreja à qual pertencia. Porém, como foi excomungado pelo papa Leão X, viu-se obrigado a romper com a sua igreja, dando, assim, origem ao movimento religioso conhecido como Luteranismo. Movimentos religiosos independentes surgiram em outras regiões. Na Suíça, levantou-se Zwinglio, sucedido depois por Calvino. As Igrejas que adotaram as doutrinas e o sistema Calvinistas, denominam-se Igrejas Reformadas ou Presbiterianas. Da Suíça, o Presbiterianismo se espalhou para os Países Baixos, França, Escócia e Inglaterra. E, a seguir, atingiu a todos os Continentes.

3. Quem foi João Calvino?
R. Foi um dos Reformadores do Século XVI. Nasceu em Noyon, Picardia, na França, no dia 10 de julho de 1509, e faleceu em Genebra, na Suíça, no dia 27 de maio de 1564. Aos 14 anos de idade, Calvino entrou para a Universidade de Paris. Formou-se em direito na Universidade de Orleans, aos vinte anos de idade. Converteu-se a Cristo em 1533. Calvino foi o mais culto e o mais inteligente entre todos os Reformadores. Escreveu Comentários sobre todos os livros da Bíblia, com exceção do Apocalipse. Escreveu Sermões e Cartas e também Tratados. Sua obra mais importante foi A Instituição da Religião Cristã, mais conhecida como As Institutas. Nesta obra ele apresenta um sistema de doutrinas absolutamente bíblicas. Este sistema de doutrinas é conhecido como Calvinismo.

4. É verdade que a primeira Igreja que surgiu foi a Igreja Católica?
R. Não, não é verdade. A Igreja do Novo Testamento é chamada de Igreja Primitiva, por ter sido a primeira e não ter nenhum nome especial. Esta Igreja não pode ser identificada com a Igreja Católica Romana, por várias razões, como, por exemplo, as seguintes: 1. Os problemas doutrinários e éticos sur-gidos na Igreja Primitiva eram resolvidos pelo Presbitério (At 15.1-29); na Igreja Católica, são resolvidos pelo papa; 2. Na Igreja Primitiva não havia missa; havia culto com cânticos de hinos, orações,leitura bíblica e pregação; 3. Todos os membros da Igreja Primitiva participavam do pão e do vinho, na Santa Ceia (I Co 11.23-29); na Igreja Católica só o padre é que participa do vinho, na comunhão. 4. Na Igreja Primitiva não havia padre, nem cardeal, nem papa; havia, sim, presbíteros e diáconos. Qualquer pessoa que examinar o Novo Testamento, fundamento da Igreja Cristã, verá claramente que a Igreja Católica Romana não tem nenhuma semelhança com a Igreja Primitiva.

5. Como surgiu a Igreja Católica Romana?
R. Surgiu da degeneração da Igreja Primitiva. Desde o início, homens fraudulentos entraram para a Igreja. No princípio, entretanto, as perseguições contra os cristãos se encarregaram de purificar a comunidade cristã. No ano 323, por um decreto do Imperador Constantino, o Cristianismo passou a ser a religião oficial do Império Romano. Cessaram as perseguições e muitas pessoas, sem serem verdadeiramente convertidas, entraram para a Igreja. A atuação de tais pessoas e a influência do mundo pagão levaram a Igreja a adotar doutrinas e práticas que se chocam brutalmente com os ensinos bíblicos. Eis alguns exemplos: No ano 375 foi instituído o culto aos santos; no ano 431, instituiu-se o culto a Maria, a partir do Concílio de Éfeso, cidade que era gardiã da deusa diana dos Efésios; em 503, surgiu a doutrina do purgatório; em 783 foi adotada a adoração de imagens e relíquias; em 1090, inventou-se o rosário; em 1229, foi proibida a leitura da Bíblia. Há muitas outras inovações
que seria longo mencionar aqui. Felizmente, Deus levantou homens para conduzir Seu povo de volta à Bíblia. Vários movimentos de reforma religiosa, inclusive os propostos pelos Concílios de Constança, Pisa e Basiléia, fracassaram. Porém, a Reforma Religiosa do Século XVI triunfou.

6.    Por que Calvino não se uniu a Lutero, ao invés de criar um movimento à parte?
R. Porque Lutero queria apenas reformar a Igreja, enquanto Calvino entendia que a Igreja estava tão degenerada, que não havia como reformá-la. Calvino se propôs organizar uma nova Igreja que, na sua doutrina, na sua liturgia e na sua forma de governo, fosse idêntica à Igreja Primitiva e sempre se auto avaliasse e reforma-se a si mesma, uma vez que o coração do homem é tendente a corromper-se.

7.Como o presbiterianismo chegou ao Brasil?
R. No Século XVI houve uma tentativa de implantação do presbiterianismo no Brasil, através dos franceses que aqui chegaram em 1557. A Ceia do Senhor, segundo o rito bíblico calvinista, foi celebrada pela primeira vez, na América do Sul, no dia 21 de março de 1557, no Rio de Janeiro. Os franceses, no entanto, foram expulsos de nosso país em 1567. Duas outras tentativas foram feitas através dos holandeses, em 1624 e em 1630. Em 1654, os holandeses foram expulsos do Brasil, e as comunidades presbiterianas que eles haviam implantado no nordeste, desapareceram. A implantação definitiva do presbiterianismo, no Brasil, se deu através do trabalho de missionários, que vieram especialmente para evangelizar os brasileiros.
Continua proximo post

A torta de Deus

Um video interessante para pensarmos sobre como repartimos nossas finanças, sabendo que Deus é quem nos da tudo!

Deus Existe! Argumentos Contra Ateus Parte II

Terminamos a lição anterior com o argumento teleológico agora continuamos argumentando a favor da existência de Deus. leia o artigo anterior clicando aqui


 
Quarto; há também o plano mais abstrato que è a questão da consciência. Por exemplo, pode-se verificar com certa facilidade que diariamente as pessoas se encontram diante de decisões a serem tomadas, que implicam em questionamentos internos dos tipos; fazer ou não fazer? Dizer ou não dizer? Deixar ou não deixar? A indagação que se levanta è: de onde vem esta preocupação moral'? Por que se requer uma atitude própria e apropriada de forma a não resultar em peso de consciência depois? Será que isto é culturalmente imposto? Seria fruto da educação? Cada pessoa tem dúvida sobre o que fazer em determinada situação. Cada um quer agir de acordo com sua própria consciência, porém, muitas vezes, acha que a outra pessoa não agiu bem. Se alguém não age bem, e até faz mal aos outros, será que é justo ser assim? cria-se então a necessidade da existência de um ser que sempre aja bem, e posteriormente julgue
quem age mal. A esses raciocínios se chama: argumento moral, isto é, há uma forma de agir bem no mundo. Se tantos agem mal é necessário que exista alguém que faça justiça, compensando cada um segundo o seu agir.
Quinto: quando se vê um filme de aventura numa floresta desconhecida e tenebrosa, onde se encontra, para surpresa de todos, uma tribo esquecida do mundo, no lugar mais improvável que pudesse existir pessoas, mesmo aí, os nativos daquela tribo, sem nenhum contato externo, ainda terão o seu próprio
deus. E se os memoros daquela expedição forern aprisionados certamente vão ser sacrificados ao seu deus trovunkimã!
Os antropólogos, os arqueólogos, os sociólogos, todos os estudiosos de culturas antigas e recentes confirmam o mesmo fato: todos os povos têm dentro deles mesmos a ideia de Deus. É o argumento etnológico, isto è, a ideia de Deus, está disseminada entre todos os povos, por mais distantes que estejam das civilizações conhecidas.
Resumindo:
Diante de tudo isto se pode tiizer que cada fato referido desperta a necessidade da existência d e Deus:
1 A ideia de perfeição que o homem tem, exige a existência de um ser perfeito

 
2 A interligação de toda natureza, gera a necessidade de uma mente inteligente que assim tenha feito tudo

 
3 O propósito que se percebe em tudo que se vê e que não se vê também
clama por um ser grandioso e criativo.

 
4 A consciência moral, que é inerente ao homem, aponta para um ser que pode
julgar cada ação humana com justiça.

 
5 A ideia de divindade disseminada entre todos os povos é indício claro que esta
ideia já nasceu com o homem, e que, portanto, somando-se os argumentos só se pode

 
chegar a seguinte conclusão: Penso que Deus existe!

 

Quantidade é qualidade?

Jesus ordenou a Grande Comissão [Mt 28:19-20] e desde então seus seguidores tem se esforçado por cumprir tal obra. Da Igreja Primitiva aos tempos atuais, cristãos que possuem a visão bíblica dada por Cristo tem trabalhado e sistematizado o discipulado de forma correta e coerente, visando o crescimento do Reino de Deus na Terra.
Mas o discipulado bíblico tem alguns inimigos dentro do próprio meio cristão. O resumo da ópera nos mostra que a maioria dos problemas convergem para um só ponto: a ganância do homem.
Creio que um dos maiores inimigos, se não o maior de todos, é o ardente desejo por quantidade de pessoas na igreja, baseado no princípio demoníaco do mais é mai$, tendo como foco o resultado (em especial o financeiro) e não o discipulado. Qualquer interesse em se aplicar um modelo de discipulado que não seja o puro desejo de gerar discípulos para Cristo é tão errado quanto o pecado e causa a mesma repulsa em Jesus. São os chamados atos de justiça própria, nas quais se faz algo que é correto, mas com a motivação errada, como, por exemplo, praticar boas obras para ser salvo. Esses atos são tão abomináveis para Deus quanto a injustiça, pois estão fora da Sua vontade.Deixe-me ser bem claro, direto e objetivo: se Jesus estivesse preocupado com quantidade, teria logo chamado 120 ou 1200 discípulos, e não somente 12. Erramos quando não entendemos que o foco de Cristo era cada pessoa individualmente, e não as multidões. Na maioria dos milagres efetuados por Cristo havia uma multidão o rodeando e Ele parou ou desviou Seu caminho para atender a uma única pessoa. Um exemplo disto foi quando a mulher com hemorragia foi curada. Jesus já estava a caminho da casa de Jairo para curar a filha dele, mas deteve-se por causa de tal mulher, dando-lhe toda a Sua atenção em meio à multidão. [Mt 5:22-41]
Somente a aplicação de um discipulado bíblico que vise a maturidade cristã é capaz de produzir verdadeiros cristãos, pois foi exatamente este o modelo usado por Cristo com os seus discípulos. Instituições religiosas, a mando de seus líderes, despendem dinheiro e passam a funcionar como uma empresa em busca de resultados e lucro e, não raro, a porta de saída destas igrejas é maior que a porta de entrada. Tal fenômeno acontece porque ao se conquistar a pessoa para sua denominação ela é deixada de lado, pois o importante são números, e dizimistas, claro. Acabam por se tornarem igrejas de alta rotatividade que vão gerar muitos feridos em nome de Cristo, pois o foco não está nas pessoas. Ou, pior ainda, mantém um grupo de pessoas mortas espiritualmente cujo único sentido de permanecerem nestas igrejas é a promessa de bênção ou a distribuição de cargos.
Temos uma proposta bem simples: que cada cristão fundamentado na Palavra assuma o compromisso de discipular em Cristo uma pessoa por ano, preparando-a para que no ano seguinte esse cristão faça o mesmo. Moro em uma cidade com 60 mil habitantes e se apenas 200 cristãos assumissem realmente este compromisso a partir do ano que vem, em onze anos até os cachorros da minha cidade seriam crentes.
Os resultados? Bem, os resultados corretos com certeza vêm para os que buscam seguir a Cristo. O que não podemos esquecer é que a glória é de Deus e que devemos cumprir a missão que nos é proposta, deixando os resultados nas mãos dEle.
Na próxima oportunidade falaremos sobre outra armadilha para o discipulado: a falta de qualidade no discipulado.
fonte: crer e pensar

O Excêntrico e Importante Profeta João

JOÃO BATISTA, UMA VIDA A SER CONSIDERADA

"Eu vos digo que entre os nascidos de mulher, ninguém há como João"Lc 7:28

João batista foi alguém especial, como testemunhou Jesus (Lc. 7:28). Houve profecias sobre seu ministério e missão, "porque este é o referido pelo profeta Isaías: voz do que clama no deserto, preparai o caminho do Senhor" (Mt 3:3; Is 40:3; Ml 3:1). João, desde cedo, optou por uma vida simples e introspectiva, longe dos "agitos" de um centro urbano, ele "viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel" (1:80). Ele foi um nazireu (pessoa de consagração exclusiva ao serviço do Senhor), e tinha uma disciplina alimentar rígida e saudável, "não bebia vinho, nem bebida forte". Ele foi um homem "cheio do Espírito Santo desde o ventre materno"(lc 1:15). Seu estilo de vida e modo de ser era diferente, ele "usava vestes de pêlo de camelo e um cinto de couro", sua dieta alimentar era constituída de "gafanhotos e mel silvestre"'(Mt 3:4).
Apesar de saber da importante de seu ministério e, chamado, João não escolheu grandes centros urbanos, nem local estratégico para exercer seu ministério. Sua escolha foi o deserto, "naqueles dias, apareceu João batista pregando no deserto da Judéia" (Mt 3:1). A sua mensagem era bastante clara e objetiva, "arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mt.3:2).
ela era, também, abrangente e corajosa, pois denunciava os pecados morais e sociais de sua época, como a pobreza, maus tratos e tortura, abuso de poder e corrupção (Lc 3:10-14; 17-20). E apesar de uma mensagem tão confrontadora, seu ministério obteve um alcance e procura enorme, "saiam a ter com ele Jerusalém, toda Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão"'(Mt 3:5). Por ter sido um homem fiel ao chamado e a Palavra de Deus, "a mão do Senhor era com ele"(Lc1:66). Apesar de sua fama, ele sempre deixou claro uma coisa, "eu não sou o Messias, nem sou digno de desatar-lhe as sandálias" (Jo 3:28b,27). Para ele, o que convinha era que o nome e a pessoa de Jesus "cresça e que ele (João) diminua" (Jo 3:30).
As características do ministério de João deixavam evidentes o seu chamado e o tipo de vocação que recebeu, "converter muitos dos filhos de Israel ao Senhor"'(Lc 1:16), levando-lhes o "conhecimento da salvação, redimindo-lhes dos seus pecados" (lc 1:17). João não se deixou desviar de seu ministério, pois foi "adiante do Senhor para: converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos, e habilitarpara o Senhor um povo preparado(lc 1:17). Isso deveria servir de referência de vida para todo discípulo de Jesus, mas, principalmente, uma referência de vida e ministério para os pastores e profetas do Senhor. A semelhança de João batista, nós deveríamos dar esse rumo aos nossos ministério nesses dias de tanta desobediência, desvios, confusão teológica e pecado na Igreja.
João batista viveu sua vida para cumprir esse propósito e vocação. Ele não buscou glória nenhuma para si. Ele enfrentou todas as dificuldades e oposições sem perder a fé e o rumo. Por fim, ele morreu no cumprimento de sua missão. Não foi por acaso que Jesus chamou a atenção para a sua vida quando afirmou, "não houve entre os nascidos de mulher, ninguém como ele"'(Lc 7:28).
0 nosso desejo e oração é que o Senhor nos conceda a graça de vivermos vidas marcadas por características semelhantes.
Rev. Cláudio Albuquerque

Plugados Com Deus 1 ano Comemore Conosco!

Há um ano atrás dois caras com muita vontade de aprender e divulgar a palavra de Deus se juntaram e pensaram uma maneira de divulgar a palavra de Deus, Procuravam uma maneira de viverem sempre ligados unidos a Cristo aproveitando as oportunidades oferecidas no nosso século para divulgar a fé reformada. Meditando nesse versículo João 15:5
5 Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Tiveram uma idéia, Surgia assim o plugados com Deus. Agradecemos ao Senhor e aos nossos mais de 51 mil visitantes. Vivamos sempre gratos e plugados com Deus! Soli Deo Gloria.
René Montarroyos e Anderson Teixeira.
Sou Grato!

À minha mulher,
por dizer que teremos cachorro-quente ao jantar,
porque ela está em casa comigo e não com algum outro não sei onde!




AO MEU MARIDO, esparramado no sofa como um
purê de batata, porque ele está comigo e não em algum boteco...
 




À ADOLESCENTE LÁ DE CASA, que está

reclamando por ter que lavar a louça,
porque isso significa que está em casa, e não nas ruas....





PELAS BRONCAS DO CHEFE, POIS ISTO SIGNIFICA QUE ESTOU EMPREGADO...



PELAS ROUPAS QUE ESTÃO FICANDO APERTADAS,
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO MAIS QUE O SUFICIENTE PARA COMER...





PELA GRAMA QUE PRECISA SER CORTADA,
PELAS JANELAS QUE PRECISAM SER LIMPAS
E PELAS CALHAS QUE PRECISO CONSERTAR,
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO UMA CASA...




POR TODAS AS QUEIXAS QUE OUÇO CONTRA O GOVERNO
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TEMOS LIBERDADE DE EXPRESSÃO...




PELA CONTA MONSTRUOSA DE ENERGIA QUE PAGO
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE ESTOU SEMPRE CONFORTÁVEL...



PELA SENHORA DESAFINADA QUE CANTA ATRÁS DE MIM NA IGREJA
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE POSSO OUVIR...E IR PARA IGREJA




PELA PILHA DE ROUPAS PARA LAVAR E PASSAR
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE TENHO ROUPA PARA VESTIR...




PELO CANSAÇO E MÚSCULOS DOLORIDOS AO FINAL DO DIA
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE FUI CAPAZ DE DAR DURO O DIA INTEIRO...




PELO ALARME QUE DESLIGO PELA MANHÃ !
PORQUE ISSO SIGNIFICA QUE CONTINUO VIVO...




1 Tessalonicenses 5:18

Em tudo dai graças, porque esta é a
vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.


fonte mensagem: http://celebrando-acristo.blogspot.com/

O Deus que diz: NÃO!


Quem já viu vendendo nas ruas aquele cãozinho que balança alegremente a cabeça sempre dizendo sim? Existiam muitos carros que possuíam aquele enfeite, também existiam outros bichos como tartarugas simpáticas balançando a cabeça sempre afirmativamente! Pedimos bastante durante o nosso dia e, especialmente, pedimos muitas coisas para Deus. Sendo honestos ao nos avaliarmos, a maioria das coisas que pedimos para a nossa própria satisfação, são pedidos egoístas. E o pior de tudo é que esperamos de Deus sempre um sim, como se ele fosse um Gênio da lâmpada ou um papai Noel bonachão,para sermos bem sinceros, detestamos um não.

 
Nesses dias parei para pensar se Cristo também pedia as coisas como a gente pede.
A princípio não me parece que Cristo pedia muito. Especialmente coisas para si mesmo. Nos evangelhos, de vez em quando vemos Jesus pedindo para que Deus cure ou ressuscite alguém, mas nunca pedindo algo que viria a beneficiá-lo. O foco maior de Cristo sempre foi o bem das pessoas a sua volta e nunca Ele próprio.
Mas vamos imaginar por um momento, caso Cristo fosse pedir alguma coisa, o que Ele pediria? Mais poder? Mais glória? Menos inimigos? O que será que Ele pediria? Na verdade, em um momento específico na Bíblia, Jesus pediu uma coisa pra Deus. E para nossa surpresa, não foi coisa pequena não.Cristo pediu algo grande e difícil.

 
O Pedido de Jesus
Podemos encontrar o pedido de Cristo em Marcos 14:32-41 (e também em Mateus 26:36-46 e Lucas 22:39-47):
"Então chegaram a um lugar chamado Getsêmane, e disse Jesus a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. E levou consigo a Pedro, a Tiago e a João, e começou a ter pavor e a angustiar-se; e disse-lhes: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai. E adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres. Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não pudeste vigiar uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Retirou-se de novo e orou, dizendo as mesmas palavras. E voltando outra vez, achou-os dormindo, porque seus olhos estavam carregados; e não sabiam o que lhe responder. Ao voltar pela terceira vez, disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores."

 
A Bíblia é recheada de menções a ambas as naturezas de Jesus, tanto a divina (Cristo era 100% Deus) quanto a humana (Cristo era 100% Homem). Muita gente estranha essa passagem ao ver o medo e aflição do Salvador. Na verdade, esses versículos são uma janela aberta por Deus para que víssemos a humanidade de Cristo. Jesus era tão humano que o MEDO que sentia o levou a fazer essa oração.
Pai afaste de mim esse cálice! Entendam o que Jesus está pedindo aqui. Ele está pedindo para que Deus transforme toda a história que Ele vem Escrevendo desde antes da fundação do mundo. Deus Pai desenhou a história do homem com uma coisa em mente, o sacrifício de Cristo. A crucificação e a ressureição de Jesus seriam o ponto alto da história e Cristo estava pedindo para Deus mudar isso! Ele estava pedindo para que Deus desconsiderasse todo seu trabalho até aquele momento e bolasse outro caminho, outro jeito, uma nova maneira de salvar o mundo. Tudo isso quase em cima da hora!

 
A Que Cristo Temia
1) O Sofrimento Físico da Crucificação - Como mencionamos acima, Jesus era 100% homem e portanto sentiria dor. Ele sabia que sofreria MUITO e tinha ciência que a dor e o abuso do seu corpo seriam intoleráveis para um ser humano. Seu corpo seria rasgado, moído e trucidado, culminando então no seu falecimento. Todo ser humano foge da dor, busca evitar seu próprio sofrimento e portanto é compreensível que Jesus tenha pedido para que Deus impedisse que tudo isso acontecesse com ele.
2) Seria a primeira vez que Cristo seria tocado pelo pecado - Jesus não tinha pecado. É óbvio que ele havia se deparado com um mundo mal e com as consequências da queda do ser humano, mas Cristo não havia sido TOCADO pelo mal. Ao ser pregado na cruz, todos os pecados dos filhos de Deus seriam derramados sobre Cristo. Ele, como um ser santo e perfeito, deve ter ficado amedrontado pela noção de que carregaria a culpa dos pecados do mundo sobre seus ombros e sabia que as consequências seriam terríveis…
3) Seria a primeira vez que se separaria de Deus - por fim, o que provavelmente mais causava temor no coração de Cristo era o fato de que Deus não poderia estar ali presente e o deixaria. Ali Cristo enfrentou sozinho toda a condenação e punição pelo pecado da humanidade.Agora Jesus estava separado, abandonado, desprezado e até punido por aquela pessoa que você mais ama.

 
A Resposta de Deus
Mesmo ao ver seu filho Jesus passando por todas essas dificuldades, sabendo do sofrimento vindouro, da separação iminente, Deus disse NÃO ao pedido do seu filho!
Foi como se Deus dissesse: "Não meu filho, não vou tirar de você esse cálice. Minha vontade é que você passe por tudo isso."
Isso não foi falta de compaixão, de misericórdia ou de amor. Na verdade foi EXCESSO de tudo isso. Excesso de compaixão, de misericórdia e de amor. É isso mesmo! Deus teve compaixão, misericórdia e amor por nós, e por isso Ele continuou com seu plano. Embora soubesse claramente do sofrimento que aguardava seu filho, Deus não o poupou e deixou seu corpo ser trucidado, moído e crucificado.
Temos que aprender a confiar em Deus quando recebemos um não. Deus sempre tem o melhor para seus filhos e todas as coisas cooperam para o nosso bem. Jesus entendia isso e aceitou perfeitamente a vontade do seu Pai. Não é errado pedir. Mas é errado pedir e se revoltar com a resposta. É errado pedir sem se humilhar perante a soberania de Deus. Jesus pediu, mas se submeteu à dor, ao castigo, ao abandono quando Deus o negou.

 
Por causa desse "NÃO", o sacrifício de Cristo por nós foi realizado.
Por causa desse "NÃO", nossos pecados foram perdoados.
Por causa desse "NÃO", fomos justificados na cruz.
E por causa desse "NÃO", temos livre acesso a Deus.
Que bom que Deus negou o pedido de Cristo! Que bom que Deus deixou que seu plano se efetuasse e se cumprisse até o final!
Tudo porque Deus disse NÃO!

 

 

 
Presbítero Daniel (adaptado)
Publicado também no mastigue.com